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13.4.09
Um estudo recém-publicado na revista científica The Lancet encerra uma das mais polêmicas e antigas discussões da cardiologia: para a desobstrução de artérias, a cirurgia de revascularização é mais eficaz do que a angioplastia? Não. Tanto a remoção das placas por meio de um cateter quanto a colocação de pontes de safena e mamárias apresentam resultados semelhantes. No maior estudo realizado até hoje foi constatado que o índice de mortalidade entre os pacientes submetidos à angioplastia ou à cirurgia é de 10%, cinco anos depois das intervenções.
Tal comprovação foi feita a partir da análise dos dez últimos e mais importantes trabalhos sobre o assunto, envolvendo 8 000 homens e mulheres de 60 anos, em média. Entre eles, figura uma pesquisa brasileira, a Mass II, coordenada pelo cardiologista Whady Hueb, do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. "A notícia deve servir para orientar definitivamente os médicos mais conservadores que sempre optaram pela cirurgia independentemente do perfil do paciente", diz Hueb. "Cada procedimento tem suas próprias indicações." Como se vê, não se trata da supremacia da angioplastia sobre a cirurgia – ou vice-versa.
Os progressos no combate às placas de gordura não se restringem apenas ao campo do tratamento. Nos últimos dez anos, o aprimoramento dos exames de diagnóstico avançou a passos largos. O mais antigo deles é o cateterismo, desenvolvido na década de 30. Feito por meio de uma punção na virilha do paciente, por onde se coloca uma sonda que circula pelas artérias, o exame exige a internação de pelo menos 6 horas. A alternativa mais moderna ao cateterismo é a tomografia, uma espécie de raio X de última geração. De todos os órgãos do corpo humano, o coração é o que registra os movimentos mais intensos e complexos.
Graças aos tomógrafos mais modernos, capazes de trabalhar a uma velocidade de quase 200 imagens por segundo, hoje em dia é possível detectar problemas coronarianos, como o acúmulo de placas de gordura, muito precocemente.
Em novembro do ano passado, um estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, conduzido por outro brasileiro, o cardiologista Carlos Rochitte, também do Incor, comprovou que em 93% dos casos de obstrução, a tomografia consegue os mesmos resultados do cateterismo – ambos têm capacidade de localizar o depósito nas artérias de placas de menos de 1 milímetro cúbico de volume. A tomografia já faz parte da lista de exames de check-up do coração dos hospitais e centros de diagnóstico mais avançados.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 09:43  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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