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18.4.09


Roxana Saberi está presa há dois meses na capital, Teerã. Ela é acusada de espionagem a favor dos Estados Unidos.
A jornalista iraniano-americana Roxana Saberi foi condenada a 8 anos de prisão no Irã, sob a acusação de espionar a favor dos EUA, segundo sua família e seu advogado.
O Judiciário do Irá havia acusado formalmente a jornalista freelance e ex-miss de espionagem, segundo a agência ISNA.
Citando um juiz iraniano, a agência diz que Saberi aceitou a acusação.
Saberi está detida há quase dois meses no Irã, na prisão de Evin, em Teerã. Na semana passada, ela recebeu a visita de seus pais.
Jornalista freelancer de 31 anos, Saberi telefonou para seus pais no dia 10 de fevereiro deste ano dizendo que tinha sido detida, mas pediu a eles que não fizessem nada, pois pensava que não se tratava de um assunto sério.
No dia 28 do mesmo mês, seu pai, morador da cidade americana de Fargo, decidiu vir a público após 18 dias sem notícias da filha.
Segundo o pai, Saberi teria sido detida por ter comprado uma garrafa de vinho no Irã, país que proíbe a venda e o consumo de álcool.
No entanto, as autoridades iranianas justificaram que a jornalista americana trabalhava "de forma ilegal", já que sua licença de trabalho havia vencido havia mais de um ano.
A jornalista, que já colaborou com emissoras de televisão conhecidas internacionalmente como "BBC" e "Fox News", esstava no Irã para escrever um livro sobre o país e cursava um mestrado em política iraniana.
Roxana foi Miss Dakota do Norte em 1997 e esteve entre as dez finalistas do Miss América naquele ano. Sua mãe, Akiko, é japonesa, e seu pai é iraniano. Ela nasceu nos EUA e cresceu em Fargo, Dakota do Norte.
No início de março, pouco depois de a notícia ter sido divulgada, o vice-promotor de Teerã, Hassan Haddad, anunciou que a libertação da jornalista ocorreria "em breve".
Estados Unidos e Irã romperam suas relações diplomáticas em 1980, depois do longo sequestro da embaixada americana em Teerã e o triunfo um ano antes da Revolução Islâmica que derrubou a monarquia do último xá de Pérsia, o pró-ocidental Mohamad Reza Pahlevi.
Em janeiro passado, após assumir o cargo, o presidente dos EUA, Barack Obama, se comprometeu a buscar uma nova relação com o Irã se o regime dos aiatolás "estender a mão".
Nos últimos anos, vários jornalistas, pesquisadores e professores irano-americanos foram detidos pela polícia iraniana.
Na semana passada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, entregou às autoridades iranianas uma carta na qual explicava que a libertação de Saberi e a de um suposto agente americano desaparecido há de mais de dois anos na ilha iraniana de Kish seria entendida como um gesto de boa vontade.
Grupos de direitos humanos criticam o Irã por prender jornalistas e suprimir a liberdade de imprensa. O argumento do governo iraniano é que eles tentam derrubar o regime islâmico.

Fonte: Portal G1
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link do postPor anjoseguerreiros, às 15:47  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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