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4.3.09
PORTO ALEGRE - As buscas pela estudante Terezinha Camargo de Moraes, de 16 anos, estão mobilizando a comunidade do município de Casca, no norte gaúcho. Nesta tarde, o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Kegler Duarte, afirmou que policiais estiveram em uma cidade da região seguindo pistas que poderiam levar à garota, mas Terezinha não foi encontrada. Terezinha, que é aluna interna do convento Casa Mater Dei, está desaparecida desde o último dia 22.
- Nós estamos nos esforçando. Por meio de depoimentos, estamos tentando localizar esta menina. A Polícia Civil está envolvida no caso - disse o delegado.
A Brigada Militar também trabalha na busca da adolescente. Segundo o sargento Rodanjo Gabriel, da BM de Casca, diariamente dezenas de pessoas ligam para o posto policial da cidade para dar informações sobre o possível paradeiro da menina.
Mas a grande maioria das ligações é trote, o que acaba prejudicando o trabalho da polícia. Gabriel disse ainda que nunca houve tanta união entre órgãos de segurança e comunidade local entorno de uma causa.
- Creio que se alguém souber algo e escutar no rádio pode ajudar - disse a estudante Ana Maria Silveira, da vizinha cidade de Marau, que não conhece Terezinha, mas colabora na procura.
Terezinha sumiu quando participava do Carnaval de rua de Casca.

Ela queria ser freira, diz pai

O pai da adolescente não acredita que a filha possa ter fugido de casa. Pai de outros três filhos, Sebastião Lemos de Morais busca informações por conta própria sobre o paradeiro da garota e, desde o domingo de carnaval, quando a adolescente sumiu, percorre matas próximas à cidade na tentativa de achar o corpo ou vestígios. (leia também: Mães de desaparecidos protestam na Sé contra falta de cadastro nacional que ajude a localizar seus filhos.
- Ela queria terminar os estudos, ser freira e ir morar em Angola. Ela é uma guria bonita, bonita mesmo. Muita gente dizia que podia ser modelo, mesmo não sendo alta. Nunca tive uma discussão com a minha filha, que é muito querida, alegre - diz Sebastião.
A cidade de Casca, de onde Terezinha sumiu, tem apenas 4 mil habitantes. Fica a 219 km de Porto Alegre, à margem da rodovia que liga Passo Fundo à serra gaúcha. A adolescente tinha ido ver o carnaval de rua da cidade com tios e acabou saindo de perto junto com duas amigas. Em seguida, passou a conversar com um rapaz que mora há oito meses na cidade. E., de 21 anos, é natural de Porto Alegre e trabalhava como funileiro até se mudar para Casca, onde faz serviços gerais.
Por volta de 2h, E. teria se prontificado a levar a adolescente para casa. Na versão dele, a garota foi deixada na frente do restaurante onde a mãe dela trabalha. Depois disso, não foi mais vista. Ele disse que deixou a menina na frente do restaurante e em seguida saiu com uma garota de programa, com quem acabou dormindo. O álibi dele foi confirmado pela garota de programa - diz o delegado Rodrigo Duarte.
O delegado afirma que surgiu a informação de uma pessoa que diz ter visto uma adolescente, com as mesmas características de Terezinha, pedindo carona num posto de combustíveis à margem da rodovia que corta a cidade.
O pai da adolescente diz que, nas buscas pela cidade, obteve informações de que a garota de programa esteve com o rapaz e viu Terezinha com ele.
- Ela teria até alertado que a menina era menor de idade - diz Sebastião.
Proibido de sair da cidade, o rapaz continua na pequena Casca.
Terezinha passava o ano todo no convento e só ia para a casa dos pais nas férias ou feriados, como o de carnaval.
- Até o momento só sabemos que a adolescente estava com o rapaz até 2h. Não temos indício de que ela possa ter fugido - afirma o delegado.
Sebastião afirma que, mesmo que não quisesse ser freira, a menina poderia ter conversado com a família.
- Não tinha motivo para ela nos deixar nesta situação. Estou desolado, esgotado. Não tenho esperança de encontrar minha filha viva. Ele pode ter entregado a menina a outra pessoa - desabafa.
Terezinha é conhecida pelas amigas como uma garota calma e estudiosa e que não teria motivos para fugir de casa, primeira hipótese levantada nesses casos. Na escola em que frequentou o 1º ano do Ensino Médio, o Colégio Estadual Santiago, próximo ao convento, ela tinha notas boas e excelente comportamento.



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colaboradores: carmen e maria celia

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