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1.4.09
TREINAMENTO DO EXÉRCITO PARA COMBATER A FEBRE AMARELA

SÃO PAULO - O estado de São Paulo já tem oito mortes confirmadas por febre amarela, seis delas na cidade de Piraju, estância turística a 313 km da capital paulista. O número é quatro vezes maior do que todas as mortes pela doença registradas ano passado. Antes de 2008, o estado ficou oito anos sem registrar casos da doença.
As duas últimas mortes foram confirmadas em Piraju nesta terça-feira. Outras duas mortes foram registradas nas cidades de Sarutaiá, que fica a 12 km de Piraju, e em Itatinga, a 80 km de distância. Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Piraju, Márcio de Oliveira, a cidade tem ainda uma sétima morte atribuída à doença, cuja confirmação depende de exames sorológicos. Se confirmada, as vítimas fatais da doença na cidade serão sete.
- Temos 42 casos suspeitos de febre amarela. Dos oito doentes confirmados, seis morreram e um permanece internado. Falta o exame da sétima vítima, mas é praticamente certo que a morte foi pela doença - afirma Oliveira.
Segundo o infectologista Gustavo Johanson, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a taxa de letalidade da doença é alta - chega a mais de 50% dos casos. Não há remédio para tratar da febre amarela. O doente recebe apenas hidratação. A forma mais eficaz de combater a doença é a vacina.
Por isso, em Piraju,a vacinação começou no último dia 22 de março, quando o primeiro caso da doença foi notificado. A vítima era administrador de fazenda de 51 anos e contraiu a doença no local. Morreu há uma semana.
A primeira morte pela doença na cidade, no entanto, foi do trabalhador rural Flávio Teles, de 38 anos, notificada depois. Até agora, 99% da população foi vacinada contra a febre amarela e 70% das casas foram nebulizadas com inseticida.
A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegipty, e, por isso, a febre amarela, que é inicialmente uma doença silvestre, contraída na mata, pode se alastrar pelas cidades. Todos os casos registrados até agora são silvestres. Segundo o infectologista da Unifesp, a febre amarela em áreas urbanas esta erradicada desde 1942 por causa das campanhas de vacinação.
De acordo com Oliveira, em Piraju, dos sete mortos, quatro viviam na cidade e não tiveram contato com a mata. A avaliação é que o vírus tenha sido levado à área urbana pelo administrador de fazenda.
- A ação da febre amarela é muito rápida. Depois da picada, a doença se manifesta num período de três a seis dias. O doente tem febre alta, dor,
prostração, calafrios e vômito. É parecido com dengue e o exame clínico é suficiente para diagnosticar. A doença não tem cura, tem vacina - explica Oliveira.
Dos 42 doentes com suspeita de febre amarela no município, seis estão internados em Piraju e quatro no hospital da Unesp em Botucatu.
Oliveira afirma que a febre amarela ameaça retornar porque o homem invade cada vez mais áreas de mata próximas às cidades. As populações ribeirinhas são as de maior risco. Piraju, por exemplo, é cortada pelo Rio Paranapanema.
- A febre amarela pode ser urbanizada. O mosquito transmissor é o mesmo que transmite a dengue e o Aedes Aegipty é um mosquito urbano. Por isso, a ação tem de ser rápida. Não se pode esperar confirmação dos casos para vacinar a população e nebulizar as casas - afirma Oliveira.
Em Sarutaiá, onde foi registrada a morte de uma mulher de 31 anos, há outros cinco casos da doença, três na área rural e dois na área urbana. A mulher morava na área urbana da cidade.
Simone Cristina Neves, responsável pela Vigilância Epidemiológica no município, afirmou que o primeiro caso foi confirmado na sexta-feira 13 de março. Outros 120 casos suspeitos dependem de confirmação por exames e amostras foram encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses na capital paulista.
- Vacinamos 4.099 pessoas desde o dia 16 de março. A meta era vacinar 3.789. Em todas as casas do município foi feita a nebulização. Além disso, também realizamos um mutirão de limpeza na cidade, com a distrubuição de paSecretaria recomenda vacina para quem vai a áreas de risconfletos - afirmou Cristina.
Segundo a Fundação Seade, a população da cidade era de 4.105 pessoas em 2008.
Na cidade de Itatinga, um trabalhador rural de 39 anos morreu no último dia 16 de março. Outros dois pacientes tiveram confirmação de febre amarela, mas não precisaram ficar internados. Há ainda oito casos de suspeita da doença. Cerca de 16.900 dos 18 mil moradores da cidade já foram vacinados desde a notificação do primeiro caso.

Secretaria recomenda vacina para quem vai a áreas de risco

Depois de aplicada, a vacina contra a febre amarela demora 10 dias para agir.

A Secretaria de Saúde de São Paulo recomenda a quem for viajar neste feriado de Páscoa que verifique se a região de destino é área de risco para febre amarela. Quem vai para área rural ou de risco no estado de São Paulo (pelo menos 20 municípios da região de Botucatu estão nessa lista) deve se imunizar com antecedência; ou seja, deve se vacinar nesta quarta feira.

Imunodeprimidos e pessoas em tratamento com quimioterapia ou radioterapia não devem tomar a vacina. Nesses casos, a vacinação é contra-indicada porque pode provocar reações graves, levando até mesmo à morte.
Por conta das mortes, foi ampliado o número de cidades do estado onde é obrigatória a vacinação contra a febre amarela.

"A vacinação contra febre amarela é essencial para os viajantes. Quem pretende passar por áreas de risco precisa ir a uma unidade de saúde antes de arrumar as malas", afirma Clélia Aranda, coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, em nota distribuída pela Secretaria de Saúde do estado.
A vacina é gratuita e tem validade por dez anos.


link do postPor anjoseguerreiros, às 08:31  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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