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30.1.09
Estímulos são o baixo orçamento e a possibilidade de aprofundar o estudo. Especialistas em ética criticam a prática.

Uma nova geração de cientistas, médicos e psicólogos usa os próprios filhos para fazer pesquisas, nos Estados Unidos. Muitas vezes a prática é criticada por especialistas em bioética, preocupados com a responsabilidade moral de estudos e suas aplicações.
Em tempos de crise e com recursos escassos para pesquisas, ter a opção de usar os filhos, como material de análise, pode ser muito vantajoso. Além disso, eles são considerados fontes confiáveis e permitem mais profundidade no trabalho. A Dr. Deborah Linebarger é psicóloga e diretora do departamento que estuda o papel dos meios de comunicação no aprendizado de crianças, na Universidade de Columbia. Muitas vezes ela usa os quatro filhos nos projetos. “Não estou fazendo nenhuma maldade, não coloco eletrodos neles”, justifica.
Especialistas em bioética dizem que alguns desses projetos são aceitáveis e até válidos. Mas dependendo do caso, levantam questões como o impacto nas crianças, os efeitos no relacionamento delas com os pais e principalmente, a objetividade dos dados coletados.
“No geral não é uma boa idéia os pais fazerem pesquisas com os próprios filhos. As exceções seriam pesquisas envolvendo baixíssimo risco. Eu seria mais favorável para o caso de crianças maiores, que aceitam colaborar”, avalia Eric Kodish, especialista em bioética. As novas tecnologias disponíveis são aliadas importantes nos trabalhos científicos. Déb Roy, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), instalou câmeras e microfones em sua casa para acompanhar os três primeiros anos da vida do filho e agora usa as cenas para estudar como as crianças aprendem a falar. O projeto levantou questões sobre como proteger a privacidade do menino. Nos Estados Unidos, toda pesquisa que envolve pessoas precisa ter a aprovação de um comitê de revisão, que avalia os riscos para os participantes. Muitos cientistas não consideram necessário dizer ao comitê que usam os filhos como objeto de análise. Mas por precaução, a maioria pede que o outro responsável pela criança assine o documento de autorização. A Dr. Linebarger conta que já se deparou com questões éticas nas pesquisas com os filhos. “Durante um trabalho perguntei ao meu mais velho Alec se ele achava que seus pais o ouviam. Ele disse que não e que se sentia sozinho algumas vezes. Eu fiquei muito surpresa e insisti para saber o motivo. Acho que fui muito longe neste dia”, conta. Agora quando seus filhos participam de um estudo, alguém da equipe dela faz os testes. Mas apesar de tentar separar os papéis de pesquisadora e mãe, muitas vezes eles se cruzam. “Minha tendência é ficar preocupada quando acho que eles não estão se desenvolvendo bem. E meu marido fica me dizendo que vai dar tudo certo. Nestes momentos, ele me lembra de ser apenas mãe”, revela a Dr. Linebarger.


fonte:G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:25  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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