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9.7.09

Álvaro Kalix Ferro, de 41 anos, é juiz titular da Vara de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar e Crimes contra Crianças e Adolescentes da Comarca de Porto Velho, criada há seis meses. Natural de Cuiabá (MT), ele é juiz há 17 anos. Professor da escola da Magistratura do Tribunal de Justiça de Rondônia, ele é ex-presidente da Associação dos Magistrados de Rondônia (Ameron) e membro das Comissões de Prerrogativas e Direitos Humanos da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).
Pai de dois filhos, divorciado, o juiz de Direito Álvaro Kalix Ferro faz parte da primeira diretoria do Fórum Permanente de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid), do qual é representante na Região Norte.
Nesta entrevista ele fala sobre seu trabalho, principalmente na atuação na área de crimes contra crianças e adolescentes.
Rondonoticias: Quando o senhor começou a atuar na área de crimes contra a criança e o adolescente?
Álvaro Kalix Ferro: Quando cheguei em Porto Velho em 2001, vindo de Ji-Paraná, vim direto para a Vara de Crimes Contra a Criança e o Adolescente. Logo vi a necessidade de não ser um juiz que atuasse sozinho. Senti a necessidade de termos pelo menos um assistente social e um psicólogo, devido à complexidade desse tipo de crime. Além de punir o agressor é preciso lidar com a criança e o adolescente.
Rondonoticias: A Vara que o senhor dirige atua de forma diferenciada das outras?
Álvaro Kalix Ferro: Os processos precisam ter andamento mais rápido, tanto na delegacia quanto em juízo, porque precisamos minimizar a vitimização. Devemos atuar de uma forma mais humanizada, buscando apoio em uma equipe multidisciplinar, que hoje nós temos até ampliada.
Rondonoticias: Nesse caso, a sensibilidade social precisa aflorar. Não basta apenas aplicar as letras frias da lei. Quais os principais casos tratados lá?
Álvaro Kalix Ferro: Com relação aos crimes contra crianças e adolescentes, o maior número de processos é de abusos sexuais, que em sua maioria, infelizmente, ocorre no seio familiar. São casos de atentado violento ao pudor e estupros.
Rondonoticias: Em setembro de 2008 a Vara de Crimes Contra a Criança e o Adolescente também passou a atender a mulher vítima de violência doméstica. Em relação à mulher, quais são os principais crimes?
Álvaro Kalix Ferro: Temos muitos casos de ameaça e também de lesão corporal. Mas é importante dizer que a Lei Maria da Penha não abarca somente casos de lesão corporal contra a mulher. É todo tipo de ameaça, seja psicológica ou não, e também agressão sexual. Todos esses casos vão parar lá, também.
Rondonoticias: O senhor já fez um estudo sobre as causas da violência contra a mulher?
Álvaro Kalix Ferro: Historicamente é a violência do homem contra a mulher. A história recente é que trás os direitos da mulher. Até o século XX a mulher não votava. O Código Civil de 1916, que vigorou até 2002, exigia algumas atitudes da mulher e não se exigia (nada semelhante) do marido. A Constituição de 88 colocou os dois em igualdade na família.
Rondonoticias: A violência contra a mulher vem do passado?
Álvaro Kalix Ferro: Sim. A mulher é uma cidadã que precisa exercer sua cidadania. O crime de ameaça é pequeno, mas tolhe a mulher de sua cidadania. A mulher que vive sob a ameaça de apanhar ou de ser morta tem sua cidadania vilipendiada, porque vive com medo de sofrer uma represália.
Rondonoticias: E quanto à violência contra a criança?
Álvaro Kalix Ferro: Nós temos aí a estória do boto, que eu não preciso contar. Mas há casos de pai que se acha no direito de ser o primeiro homem da filha. Isso é um absurdo sob qualquer ponto de vista.
Rondonoticias: Isso é doença?
Álvaro Kalix Ferro: Não podemos taxar de pedófilos todos os que cometem crimes contra crianças e adolescentes. Existem casos onde há um desejo da prática, mesmo a pessoa sabendo que isso é contra a lei. Na maioria dos casos o infrator tem consciência do que faz. Temos somente um ou outro caso em que foi notada no infrator uma doença que o impedia de ter a plena consciência do que fazia.
Rondonoticias: O que propicia o pai a ter desejo pela filha?
Álvaro Kalix Ferro: No Poder Judiciário não temos um estudo específico sobre isso. Mas percebemos que há um desvio moral no que deve ser uma família, em como deve-se portar na família.
Rondonoticias: Isso depende de classe social?
Álvaro Kalix Ferro: Há casos tanto na classe mais baixa quanto na classe mais alta. Ocorre que, muitas vezes, quando ocorre na classe mais abastada, a denúncia deixa de chegar à Polícia, ao Judiciário.
Rondonoticias: Houve algum caso que o deixou estarrecido?
Álvaro Kalix Ferro: Temos casos absurdos. Não podemos perder nunca a capacidade de indignação. Atuamos dentro do que permite a lei atuar. Mas temos, sim, absurdos. Houve um caso de uma vítima de três anos que faleceu vítima de abuso sexual. Temos caso de uma pessoa de fora, de um jornalista. Ele disse que criança a partir de 12 anos para ele era velha, então ele abusava de crianças com menos de 12 anos, levando-as para motel. Quando a gente pensa que já viu tudo, aparece alguma coisa absurda, que ainda não tínhamos visto.
Rondonoticias: As pessoas não estão conscientes de que devem denunciar?
Álvaro Kalix Ferro: Houve um caso de uma mulher que era testemunha e a audiência teve que ser adiada. Ela se levantou e disse: “Melhor seria se eu tivesse dito que não tinha visto nada”. Eu perguntei a ela como seria um caso onde ela fosse a vítima e a testemunha dissesse a mesma coisa. Ela ficou me olhando e disse: “É, o senhor tem razão”. A sociedade precisa fazer a sua parte, sem fechar os olhos a esse tipo de coisa.
Rondonoticias: Como a população pode ajudar a Justiça em casos assim?
Álvaro Kalix Ferro: Vamos falar da escola. Às vezes a escola toma conhecimento de alguma coisa estranha acontecendo com a criança. É dever da escola fazer a denúncia ao Conselho Tutelar. Às vezes a criança chega na escola roxa, mordida no pescoço. Por que a criança está mordida no pescoço? Então vamos prestar atenção, mas sem vitimizar. Quanto menos a criança foi ouvida sobre a violência praticada, melhor para ela.
Rondonoticias: Na Vara de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar e Crimes contra Crianças e Adolescentes da Comarca de Porto Velho existe um cuidado no trato com as crianças?
Álvaro Kalix Ferro: Se algum funcionário da Vara olhar feio para uma criança, pode jogar todo nosso trabalho por terra. Pode impedir que a criança conte tudo o que aconteceu. Começamos por isso. Mas temos psicólogo, temos uma sala de atendimento às crianças com televisão e brinquedos pedagógicos, para que elas tenham confiança e se sintam acolhidas, principalmente. Em crime familiar, há o absurdo de se culpar a criança, porque o agressor está preso, porque está faltando alimento em caso. A criança muitas vezes chega à Vara ameaçada para mudar o depoimento.
Rondonoticias: Como é possível perceber que há uma ameaça para mudança de depoimento?
Álvaro Kalix Ferro: Há casos em que a criança chega e mostra que sente que está cercada por animais. E às vezes é exatamente isso mesmo o que está acontecendo.

Fonte: Rondonotícias
Foto: Luis Filipe Cabaco - Olhares Fotografia Online
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SÃO PAULO - A informação de que São Paulo será cenário de um jogo de videogame americano, cujo tema é o combate ao crime organizado nas favelas, incomodou associações de moradores e pessoas ligadas aos direitos humanos. No mês passado, a produtora Rockstar Games divulgou que o game policial "Max Payne 3", previsto para ser lançado no fim do ano, será ambientado na periferia paulista.
Em comunicado divulgado pela revista "Game Informer", a Rockstar explicou que São Paulo foi escolhida devido a seus altos índices de violência.
- As gangues de São Paulo estão entre as mais violentas do mundo - disse o comunicado, acrescentando que 95% das armas do país são obtidas de maneira ilegal.
Os endereços exatos das locações não foram divulgados pela produtora. Representantes das duas maiores favelas paulistanas, Heliópolis e Paraisópolis, comentaram a ideia.
- Isso só vai estimular o preconceito que já existe com os moradores das favelas - afirmou o presidente da Associação dos Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodriguez.
A opinião da presidente da Associação dos Moradores de Heliópolis, Antonia Cleide Alves, é a mesma:
- Carrego o princípio de que violência gera violência. Pelo que eu vi, o jogo só vai reforçar o estigma de que pobre é bandido e que o rico precisa ser protegido - avaliou.
O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual dos Direitos Humanos de São Paulo, é ainda mais duro em suas críticas.
- Isso só fortalece a criminalização da pobreza. Além do mais, é uma afronta à nossa soberania. O Governo Federal deveria pronunciar repúdio a esse tipo de coisa - disparou.
O enredo de "Max Payne 3" ainda é mantido em segredo pela Rockstar. Foi divulgado, apenas, que o herói do jogo virá de Nova York - onde se passaram as duas primeiras temporadas do game - para prestar serviços de segurança particular para uma família rica de São Paulo.

Fonte: Globo
Foto: Cecília Branco (Olhares - Fotografia Online)
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Em pronunciamento durante o Seminário Internacional sobre Tráfico de Pessoas(realizado há duas semanas no Ministério Público de São Paulo), o secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior negou que o Brasil seja "negligente" no combate ao tráfico de pessoas e disse que o país está alinhado às normas da Convenção de Palermo.
O evento foi promovido pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), em parceria com os Estados associados ao Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Venezuela). No evento, o secretário defendeu uma possível revisão dos termos do próprio protocolo. "Até que ponto os países atenderam às obrigações previstas no Protocolo de Palermo? O Brasil vem implementando uma política pública para enfrentar esse crime organizado. "Sendo o tráfico de pessoas um crime dinâmico, quero ressaltar a necessidade de discutirmos a atualização ou não do próprio Protocolo", disse Romeu Tuma Júnior. Ele defende a ampliação de medidas contra o tráfico para fins de remoção de órgãos.O Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP)foi aprovado em janeiro do ano passado e, desde então, está em fase de execução. O prazo de implementação termina em 2010. A maioria das prioridades está vinculada a atividades-meio, como o levantamento de dados e acúmulo de conhecimento, a capacitação de atores acerca do problema, o aperfeiçoamento da legislação brasileira e a padronização de troca de informações entre órgãos, inclusive via cooperação internacional.
O aperfeiçoamento da legislação brasileira relativa ao enfrentamento ao tráfico de pessoas e crimes correlatos é a prioridades nº 6 do PNETP. As metas, a cargo do Ministério da Justiça (MJ), preveem a elaboração de dois projetos: um de criação de um fundo para ações de combate e outro de uniformização do conceito do problema, em consonância com a política nacional e os compromissos internacionais.
Romeu Tuma Júnior, que é ex-delegado de polícia e filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), salienta o novo projeto de Lei do Estrangeiro, que prevê a criminalização do tráfico de imigrantes. A proposta foi encaminhada semana passada pelo governo federal ao Congresso, na mesma cerimônia de sanção da anistia a imigrantes ilegais. Além disso, a SNJ formou o grupo de trabalho previsto no PNETP para estudar propostas legislativas em andamento no Parlamento. Segundo ele, o grupo irá apresentar em breve proposta do governo para tipificar crimes relacionados ao assunto que não estão previstos no Código Penal. "Aliás, o MPF participa deste grupo", adiciona.

Campanha
O secretário afirma ainda que o tráfico de pessoas não é um problema só dos países de origem das vítimas. Ele reforça que também é preciso haver uma reação dos locais de destino. Como exemplo, cita o tráfico de pessoas para fins de exploração do trabalho. "Tanto os países de origem como os de destino devem evitar o consumo de produtos da escravidão, pois o consumo estimula a prática dessa modalidade de crime organizado", disse. Neste mês, o governo irá colocar em prática a Campanha Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, uma das metas previstas no PNETP. Materiais de divulgação, como cartazes e folders explicativos, serão distribuídos em pontos considerados estratégicos, como aeroportos, rodoviárias, postos e núcleos de apoio. O enfrentamento ao tráfico também é meta do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci)."O objetivo é mobilizar a sociedade como um todo, obter denúncias, e levar informações sobre quais órgãos atendem as vítimas", explica Ricardo Lins, coordenador do Programa para o Enfrentamento do Tráfico de Pessoas da Secretaria Nacional de Justiça. A campanha será desenvolvida em parceria com os estados e municípios, sobretudo aqueles que já contam com Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP).
Apesar de ser uma grave violação dos direitos humanos, sustentada por redes criminosas internacionais, o tráfico de pessoas ainda passa despercebido ao lado de outros delitos. A negligência acontece, segundo o procurador federal, por diversos motivos. Ele aponta a escassa consciência dos "operadores do direito" e dos agentes de segurança pública em relação ao problema como um todo e uma certa "falta de foco" da ação repressiva estatal, já que esse crime está geralmente associado a outros tipos de infrações. É possível observar essa conjunção de fatores na atuação do imigrante irregular apanhado com documentos falsificados ou na atividade das "mulas", pessoas encarregadas de transportar cocaína e outras substâncias entorpecentes, sobretudo em transporte aéreo. "Frequentemente elas acabam sendo as únicas responsabilizadas, e as autoridades não identificam as organizações criminosas que aliciam tais pessoas", afirma o procurador.

Por: Por Maurício Reimberg
Fonte: Repórter Brasil
Leia também: Legislação incompleta abranda punição para tráfico de pessoas
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A psicóloga Renata Novaes Pinto, 44, cuidava de um paciente que, durante o tratamento, desfez o seu casamento. A ex-mulher teria chegado à conclusão de que tinha sido a psicóloga, com suas orientações, a responsável pela separação. Então ela, por vingança, encomendou a morte de Renata.
Essa hipótese, para a polícia, é, até agora, a mais convincente sobre o assassinato da psicóloga no dia 6 de novembro do ano passado, pela manhã.
Renata (foto), após ter deixado seus quatro filhos na escola, voltou para sua casa para pegar o carro do marido porque o Fiesta dela não poderia circular naquele dia a partir das 7h por causa do rodízio. Quando ela saia do seu carro, um homem de capacete lhe deu três tiros na cabeça e fugiu na garupa de um motoqueiro.
A polícia prendeu quatro suspeitos: o ex-sargento da PM e detetive particular Claudemir Macário dos Santos, 57, José Neudes Rodrigues do Prado, Claudemir Rossi Marques, 29, e João Nilton da Silva Moreira, 32.
Santos teria recebido R$ 10 mil da mandante do crime. Ele deu o “serviço” ao Prado, e este passou a encomenda para Marques e Moreira.
Marques, que confessou ter recebido R$ 2.000, teria sido o autor dos disparos, segundo a polícia, e Moreira foi o motoqueiro que deu carona para a fuga.
A polícia está à procura da ex-mulher do paciente e deverá prendê-la a qualquer momento.
Inicialmente, os policiais acreditavam que a encomenda do assassinato teria sido feita por um ex-marido de uma paciente, mas agora os indícios apontam para uma ex-mulher. As informações são da Folha e do Estadão.
Renata era professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Na clínica da universidade ela dava atendimento a pacientes em fase terminal de câncer.

Fonte: Blog do jornalista Paulo Lopes
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De cada quatro pessoas, uma sofre com a doença no país.
Ar seco aumenta quantidade de poluentes e resseca a mucosa nasal.

Embora ataquem o ano inteiro, é no inverno que as doenças respiratórias aparecem com maior intensidade. O ar seco aumenta a quantidade de poluentes em suspensão e resseca a mucosa nasal. Quando a temperatura cai, saem dos armários mantas, paletós e outros agasalhos que estavam guardados havia meses.
Uma pesquisa feita em oito países de América Latina mostra que a rinite alérgica compromete a qualidade de vida de muita gente. No Brasil, uma em cada quatro pessoas sofre com a doença. Aqui, 57% dos entrevistados usam algum tipo de medicamento para combater a rinite. Mas os médicos orientam que alguns cuidados simples, dentro de casa, também podem ser eficientes para evitar espirros e outros sintomas desagradáveis.
O fotógrafo Ernani costuma enfrentar crises de rinite alérgica em seu estúdio. “Você se sente mal no dia a dia. Não dá para trabalhar bem”.
“Espirro muito, me dá bronquite asmática, tenho que fazer nebulização”, comenta a servente Fabiana Fernandes.
Na casa de Patrícia, ela, o marido e os trigêmeos têm rinite alérgica. Além da hereditariedade, contribuem para as crises fatores ambientais como exposição à poeira, mofo, fungos e pêlos de animais: “Eu forro colchão, travesseiro, não tem cortina nos quartos das crianças, não tem tapete, ficamos sempre observando para dar uma qualidade de vida melhor para as crianças”.
“Não ter muitos brinquedos em quarto de criança, para evitar acúmulo de poeira. Uma dica muito importante é o paciente retirar [do armário] os agasalhos na época do inverno e procurar lavar sempre, colocar no sol e guardar em sacos plásticos”, afirma a médica Andréa Cvaigman.
Na hora da limpeza, sai a vassoura e entra um pano úmido. Cartão vermelho também para substâncias muito perfumadas. Sinal verde para álcool, sabão de coco, detergente neutro e produtos sem cloro.
“Isso é para vida toda. É uma reeducação. No momento em que o paciente se reeduca e aprende que é fácil, ele vai ter uma qualidade de vida muito melhor”, finaliza a médica Andréa Cvaigman.

fonte: G1
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Era só o que faltava! Crianças de uma escola primária em Bournemouth (Inglaterra) estão levando os seus cachorros para participarem de práticas de leitura. O motivo? Os cachorros não riem quando as crianças cometem erros ao ler os livros para os amigos caninos. Assim, dizem os especialistas, os alunos desenvolvem maior segurança e aprendem a ler mais rapidamente. Será?"O esquema funciona porque os cachorros não fazem avaliação das crianças. Eles não riem delas e nem ficam impacientes", diz um defensor do modelo.

Bom, pelas fotos, parece que os cães estão bastante interessados nas histórias lidas. Repare como o Yorkshire ao lado está atento à leitura feita pela menina... Tudo bem que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas outros educadores acham que o método não funciona e que nada substitui a atenção de professores e pais. "É uma ideia divertida, mas se a criança cometer um erro um cão não poderá corrigi-la", defende um crítico. Faz sentido. Será que os cães não riem por dentro?


Who let the dogs out?



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A gravidez da inglesa Caroline Barnes vai muito bem! Tanto é verdade que o bebê de 6 meses fez o "sinal da vitória" no útero da mãe. A imagem da ultra-sonografia surpreendeu médicos de Londres. "A enfermeira não conseguiu parar de rir. O bebê ficou desse jeito o exame inteiro", contou Caroline, de 35 anos.
Seria uma mensagem de paz e amor para o planeta? Apenas um bebê superdotado? Ou um acidente?
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O que as crianças e adolescentes realmente precisam e querem? Essa foi a questão que mobilizou a realização da 1.ª Conferência Lúdica Municipal da Criança e do Adolescente, coordenada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes (CMDCA).
Com o objetivo de melhorar as políticas públicas direcionadas a este público em Bauru, a iniciativa convidou crianças e adolescentes de diferentes regiões da cidade para discutir e apontar suas vontades e necessidades. O evento foi realizado ontem nas Faculdade Integradas de Bauru (FIB).
As discussões foram norteadas pela psicóloga Senise Monti Vicenti, membro da Oficina de Idéias de São Paulo. Os participantes assistiram propostas da administração municipal e se reuniram em grupos para dar novas sugestões. “Queremos que elas dêem sugestões. Existem programas que nós, adultos, achamos ser importantes, mas muitas vezes o público alvo, no caso as crianças e adolescentes, não se envolve por não gostar”, explica Darlene Tendolo, titular da Bem-Estar Social (Sebes).
O prefeito Rodrigo Agostinho participou da abertura da conferência, que terminou com propostas que serão enviadas para a etapa regional. Entre elas estão trabalhar a gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis nas escolas e unidades básicas de saúde; execução da lei que prevê o ensino do Estatuto da Criança e do Adolescente na educação básica e criação de espaços esportivos nos bairros.



Jornal da Cidade
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Alunos desmotivados, indisciplina, infraestrutura precária e violência. São muitas as adversidades enfrentadas pelos professores – e o maior prejudicado é, mais uma vez, o bom ensino

Os relatos dos professores que aparecem nesta reportagem lançam luz sobre um problema hoje disseminado nas escolas – públicas e particulares – do país: a relação com os alunos é tensa, quando não violenta, e motivá-los nunca foi tão difícil. Para ensinar, é preciso enfrentar toda sorte de adversidades, da indisciplina que reina na sala de aula a, em casos mais extremos, agressões físicas. A essas situações, soma-se ainda o desafio de trabalhar, muitas vezes, em lugares onde não há sequer a infraestrutura mínima, como nas escolas em que chega a faltar energia elétrica. Um conjunto recente de números ajuda a mostrar quanto tudo isso piora o clima na sala de aula. Para se ter uma ideia, 52% dos professores ouvidos em pesquisa da International Stress Management Association (Isma), feita em São Paulo e Porto Alegre, admitem atitudes agressivas com seus alunos, tendo sido irônicos ou até rudes. Não para por aí. Os próprios professores também são vítimas do ambiente ruim: de acordo com dados da Unesco, 47% já sofreram agressões verbais vindas de alunos. Nesse contexto, não causa espanto o que conclui um estudo de abrangência nacional conduzido pela educadora Tania Zagury: ele mostra que as maiores dificuldades enfrentadas pelos professores são justamente manter a disciplina e despertar a atenção dos estudantes – duas das condições básicas para uma boa aula. Diz Tania, em coro com outros especialistas: “Não há dúvida de que o desafio de ensinar ficou maior”.
Conflitos são inerentes à relação professor-aluno, e não estão circunscritos às escolas brasileiras. “Os choques são constantes em salas de aula do mundo todo”, afirma o ex-professor François Bégaudeau, protagonista e roteirista do premiado Entre os Muros da Escola, filme que retrata a rotina de um colégio público no subúrbio de Paris, onde os alunos estão entediados, os professores vivem frustrados e o convívio é penoso – como em tantos colégios no Brasil. Uma das fontes do problema é o “choque de gerações”. Não é apenas que os professores lancem mão de referências que pouco têm a ver com o cotidiano dos estudantes: a própria moldura de pensamento nas duas pontas da sala de aula é diferente. Enquanto os professores preservam a tradição das aulas expositivas, como nas escolas do século XIX, os estudantes estão imersos numa cultura digital que estimula o raciocínio não linear. “As escolas não acompanharam as transformações na sociedade, sobretudo em relação ao uso da tecnologia, daí o desinteresse dos jovens”, diz a educadora Márcia Malavasi, da Unicamp.


As concepções do que deva ser uma aula são também desencontradas. Uma pesquisa da consultoria nGenera, feita nos Estados Unidos, mostra que 67% dos jovens consideram que estudo e trabalho precisam ser prazerosos – dados que ecoam no Brasil. Já os professores sempre associaram tais atividades ao esforço, quando não ao sacrifício. “Os alunos esperam uma aula-show e os professores não acham que deva ser assim. Existe um descompasso”, conclui Márcia. Erodiu-se, por fim, um dos pilares do trabalho de transmissão de conhecimento – o princípio de autoridade do professor. Foi um processo de longo curso, iniciado nos anos 60, com a ascensão dos movimentos estudantis e da contracultura, que puseram em xeque o conceito de hierarquia. Poderia ter sido um bom passo para as instituições de ensino caso significasse apenas o fim do autoritarismo – e não a contestação absoluta da noção de autoridade. “Crianças e adolescentes sentem que podem agir como quiserem. A escola foi prejudicada por essa permissividade”, diz o especialista Claudio de Moura Castro.

A situação de ensino tende a refletir relações sociais deterioradas fora da escola. É assim nos bairros de imigrantes na França, nos guetos americanos ou nas áreas mais pobres em grandes cidades brasileiras. Os altos índices de violência no Brasil tornam ainda mais difícil, por vezes impossível, a tarefa de ensinar. Em uma pesquisa da Unesco, 20% dos alunos brasileiros de escolas públicas acusam a presença de gangues em seu colégio e 10%, de tráfico de drogas. “Cheguei sonhando aplicar Piaget, mas logo entendi que, antes, precisava humanizar alunos vindos de ruas e lares dominados pela brutalidade”, conta Marcelo Rolim, 42 anos, diretor de uma escola estadual na favela do Acari, no Rio de Janeiro. A violência pode se tornar tão acentuada a ponto de os professores terem medo de repreender os alunos. “Quando é preciso se preocupar com segurança, o ensino acaba ficando em segundo plano”, reconhece Isabel Ribeiro, 35 anos, professora numa escola pública de Brasília onde alguns dos alunos já foram parar na delegacia por furto e porte de drogas. Mesmo quando a violência não alcança tais níveis, os professores percebem o ambiente hostil, em que manter a ordem é missão duríssima. Piora o cenário não contarem com o apoio dos pais, que, se não estão ausentes, aparecem para defender os filhos. “Eles costumam ficar incondicionalmente do lado dos filhos”, diz a psicóloga Marilda Lipp, da PUC de Campinas. “Não impõem limites em casa e impedem que se faça isso na escola.”

Existe o consenso de que contar com professores experientes e qualificados seria um bom começo para enfrentar a crise que se instaurou nas escolas – só que mais da metade deles no Brasil não tem sequer formação naquelas matérias que ensinam. A motivação dos alunos aumentaria, afinal, se os professores fossem melhores. Agrava a situação o fato de que muitas escolas tampouco oferecem condições básicas para o trabalho. Basta dizer que 1 milhão de alunos frequentam colégios onde não há saneamento básico e 600 000 vão a escolas que não têm nem luz elétrica. O que isso significa? “Os estudantes vivem com dor de cabeça pela ausência de luz, têm dificuldade de concentração, e meu esforço para chamar atenção precisa ser redobrado”, diz Jane Maria Nunes, 34 anos, professora de uma escola na Ilha de Marajó, no Pará. Cenário não muito melhor se vê em Santa Quitéria, no sertão do Cea-rá, onde, sem contarem com transporte escolar adequado, as crianças empreendem viagens de até duas horas – sendo uma hora do percurso a pé – para chegar à sala de aula. “Meu desafio, antes de tudo, é mantê-las acordadas”, reconhece o professor Vadísio Saraiva, 32 anos. Investir na infraestrutura básica das escolas, portanto, também poderia ajudar. Além disso, a experiência mostra que, quando os pais participam da vida escolar e mantêm um bom canal com os professores, o ambiente melhora muito – como no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos melhores do país no ranking do Enem (veja o quadro).
É esperado que um ambiente ruim influencie negativamente o aprendizado, mas só agora se sabe quanto – e não é pouco. A maior pesquisa nessa área, feita pela Unesco em quinze países, e também no Brasil, mediu o impacto de sessenta fatores sobre a nota dos estudantes. Entre alguns indicadores já tradicionais em estudos do gênero – como tamanho das classes e nível de formação dos professores –, desta vez incluiu-se a variável “clima emocional em sala de aula”. Item que traduz algo como a tranquilidade com que o professor consegue executar seu trabalho, o relacionamento com os alunos e o nível de violência na escola. Conclusão: nada tem tanto impacto sobre o desempenho dos alunos como essa variável. Nas escolas em que o clima é considerado bom, as notas dos estudantes são 36% mais altas do que a média em testes de linguagem e 46% maiores em matemática. “Um bom ambiente tem mais peso do que todos os demais fatores somados, o que chama atenção para a necessidade de investir nessa direção”, avalia o filósofo chileno Juan Casassus, coordenador do estudo da Unesco. Tornar mais harmoniosas as relações na escola, portanto, não é relevante apenas para reduzir o stress dos professores e a desmotivação dos alunos. É, antes de tudo, decisivo para fazer a educação avançar.
Com reportagem de Cíntia Borsato, Marana Borges e Renata Betti

O medo da sala de aula
A professora de português Isabel Ribeiro, 35 anos, está com medo. Só neste ano, nove alunos do colégio público onde ela trabalha, no Distrito Federal, foram parar na delegacia por crimes como furto e porte de drogas – todos praticados dentro da escola. Muitos dos alunos ali pertencem a gangues e alguns, condenados pela Justiça, cumprem pena em liberdade. Nesse ambiente de tensão, é difícil impor a disciplina e ensinar. “Eu e meus colegas não temos coragem nem de pedir silêncio, e dá medo até de reprovar um aluno”, reconhece Isabel, que, dia desses, foi ameaçada por um estudante. “Vou quebrar a sua cara”, ele dizia, apenas porque a professora, fazendo valer uma regra da escola, lhe pediu que tirasse o boné. Como o rapaz passou a rondar suas salas de aula, numa atitude de intimidação, Isabel registrou boletim de ocorrência. “É difícil focar no ensino. Penso antes na minha segurança.”

Quarenta ameaças de morte

O professor de educação física Marcelo Rolim, 42 anos, chegou a uma escola estadual em Acari, no subúrbio carioca, com a ambição de aplicar Piaget e dar aulas de ginástica ao som de Ravel – mas encontrou ali paredes cravejadas com 108 tiros e uma favela dominada por três facções do tráfico de drogas. Há quinze anos, o ambiente na escola era de guerra, tanto pelos tiroteios quase diários no entorno quanto pela violência entre os alunos, a metade deles envolvida com o tráfico. Marcelo contabiliza quarenta amea-ças de morte feitas por alunos. “Certa vez, um deles me apontou uma arma dentro do banheiro. Achei que não sairia vivo.” Já como diretor, ele se empenhou para transformar a escola num lugar pacífico – e teve êxito. Foi à casa dos estudantes a fim de se aproximar dos pais e apelou até para as lideranças do tráfico. Seu atual esforço é para despertar o interesse desses alunos sem nenhum estímulo. Tarefa duríssima. Outro dia, Marcelo ajudava um grupo a entender a regra de três aplicando jargão local: “Lembrem que letras e números ficam sempre em lados opostos. É como o lado A e o lado B (como são conhecidas as facções do tráfico em Acari)”. Os alunos entenderam.

Pais e professores em lados opostos


A bióloga Luciana Soares, 30 anos, acaba de abandonar as aulas de ciências que dava em escolas particulares de Minas Gerais havia uma década. Preferiu ensinar na pré-escola. Ela só decidiu mudar depois de muitas frustrações. “É gritaria e conversa o tempo todo. Às vezes, os alunos simplesmente não querem aprender.” Não são raras as ocasiões em que a bagunça descamba para a falta de respeito. Recentemente, Luciana tentava apartar uma briga entre alunas da 5ª série quando levou um tapa na cara. Não contou com o apoio dos pais nesta nem em outras situações críticas. Já chegou até a ouvir de um deles: “Nosso filho é ótimo. Você é que não está ensinando direito”. A atitude dos pais certamente encorajava a dos filhos. “Faço essa tarefa se eu quiser. É meu pai que está pagando”, eles diziam. Luciana se sentia solitária – e impotente. “Agora estou feliz, ensinando crianças com quem consigo estabelecer uma relação de confiança e respeito.”

Duas aulas ao mesmo tempo


Dez minutos em uma sala, dez noutra. Nos últimos três meses, foi essa a maratona diária do professor de português Paulo Henrique Medeiros, 27 anos, na escola estadual de Cotaxé, no interior do Espírito Santo. Ali, como em outras escolas do país, não havia professores em número suficiente para todas as classes. Daí a necessidade de ele se desdobrar para tomar conta de duas salas de aula ao mesmo tempo. Parece impossível – e é. Bastava que Paulo saísse da sala para que os estudantes iniciassem um frenético entra e sai. O problema foi resolvido, recentemente, com a contratação de professores temporários. Ainda assim, mesmo quando o professor está em sala, reina a indisciplina. Os alunos não prestam atenção, e com frequência Paulo Henrique se vê falando sozinho. “Fico exaurido e com a sensação de que não ensinei nada direito. Imagine o que é não conseguir concluir um único raciocínio.” O ambiente para o aprendizado não poderia ser mais adverso e a frustração de Paulo, maior. “Sei que essas crianças não têm grandes perspectivas, e isso é o fim para um professor.”

Lição sem luz


A professora Jane Maria Nunes, 34 anos, prepara suas aulas à luz de velas e redige a mão cada uma das provas que aplica. A energia elétrica ainda não chegou à escola municipal onde ela leciona, na zona rural de Curralinho, município paraense que fica na Ilha de Marajó. Ali, também faltam água potável, merenda, biblioteca, material didático e até carteiras para os estudantes. “Já tive de dividir lápis ao meio porque não havia o suficiente para todo mundo”, diz a professora. A infraestrutura paupérrima impõe um desafio a mais para Jane. “Como a sala é escura, os alunos vivem com dor de cabeça e têm enorme dificuldade para se concentrar.” Fugir do esquema giz e lousa também não é trivial. Atividades consideradas básicas por professores, como exibir um vídeo, são impraticáveis na escola. As paredes – divisórias de madeira que nem sequer chegam ao teto – também não ajudam. Por meio de suas frestas, passa o som de uma sala para outra. “Não dá para programar aulas com muito barulho porque atrapalham a sala ao lado”, resigna-se Jane. “É uma verdadeira loucura ensinar nessas condições.”

Clima bom, notas altas
No Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp-UFRJ), os três laboratórios de ciências estão desativados, faltam ventiladores e não se vê sinal dos recursos tecnológicos tão comuns nos melhores colégios particulares do país. À primeira vista, parece uma escola pública como outra qualquer. A diferença do CAp leva mais tempo para ser percebida – mas é decisiva para explicar o fato de o colégio ter aparecido em 17º lugar no último ranking do Enem, à frente de 20 000 escolas públicas e particulares. Ali, o ambiente das aulas é excepcionalmente bom. “Em 25 anos, só vi dois casos de agressão de alunos contra professores”, contabiliza Miriam Kaiuca, vice-diretora. Como a escola conta com o suporte da UFRJ, seus docentes recebem salário mais alto do que a média (algo como 3 500 reais), 70% têm pelo menos o mestrado e – eis um fator determinante – nada menos que 90% deles trabalham em regime de dedicação exclusiva, raridade no Brasil. Diz o estudante Noah Miranda, 17 anos, do 3º ano do ensino médio: “Nosso contato com os professores é permanente e o vínculo que nos une, muito forte”. Ele e os outros alunos ainda participam de decisões cruciais na escola, como a eleição da diretoria, na qual têm voto. “O clima é de harmonia, não de guerra”, resume Noah.
Os pais também participam ativamente da vida escolar, o que contribui para o avanço dos filhos e também para o bom ambiente no colégio. Já na matrícula, eles são entrevistados pela coordenação, que, desse modo, consegue conhecer melhor cada família. Os professores reservam ainda um horário para atender os pais individualmente, pelo menos uma vez por semana. Fora isso, a escola é um espaço para festas, shows e eventos esportivos, os quais a Associação de Pais ajuda a organizar. Tudo isso aproxima não só as famílias, mas os alunos da escola. Tanto que, já adultos, muitos decidem colocar os próprios filhos no CAp. É o caso da advogada Fernanda Freitas, 35 anos, que, no ano passado, matriculou lá seu filho Guilherme, de 8: “Quis que frequentasse uma escola da qual me orgulho até hoje”.

Sílvia Rogar


VEJA – Edição 2117
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Uma mulher grávida de 27 anos foi presa na quarta-feira (8), em Porto Alegre, por suspeita de tráfico de drogas. De acordo com a polícia, ela morava com as três filhas e controlava um ponto de venda de entorpecentes. Os policiais dizem que a filha mais velha, de 11 anos, ajudava a mãe a negociar crack e maconha.
A polícia chegou ao local depois de uma denúncia anônima. O movimento na casa da família foi monitorado por alguns dias. “Observamos que era uma criança quem entregava e até negociava a droga”, disse o delegado César Carrion.
Depois que a mãe foi presa, a menina falou com os policiais. “Ela não se abalou. Disse que estava ajudando a mãe, pois era o sustento da família. Contou que vendia até mesmo quando a mãe não estava. Disse que ninguém passava ela para trás na matemática”, afirmou Carrion.
No imóvel, foram encontrados 815 gramas de maconha, 145 pedras de crack, um revólver com numeração raspada, munição e R$ 180. “Quando chegamos, a mulher se entregou e só pediu para que não tirassem os filhos dela e que os entregassem a parentes”, disse o delegado.
As crianças devem ficar com uma tia e serão acompanhadas pelo Conselho Tutelar. A mãe delas seria casada com um homem que está preso por assalto.

Denuncie o tráfico de entorpecentes!

“Não deixe um traficante adotar o seu filho!”

Forneça o máximo de informações possíveis: local, ponto de referência, nomes, apelidos, placas de autos, motos, horários, etc.; tudo que julgar útil


G1
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O Ministério da Educação faz consulta pública até o dia 31 deste mês sobre uma cartilha com parâmetros e critérios para a construção de creches e pré-escolas.
Para melhorar o documento, os gestores de 150 cidades com mais de 163 mil habitantes podem enviar contribuições para o endereço cgaap@fnde.gov.br.
Os principais itens da cartilha orientam sobre a localização do terreno, os custos de referência da construção por metro quadrado, pontos básicos do projeto arquitetônico e documentos exigidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para financiar os centros de educação infantil. Mais informações no endereço eletrônico http://www.fnde.gov.br/



Agência Brasil
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O fechamento do inquérito sobre o acidente provocado pelo ex-deputado Luis Fernando Ribas Carli Filho que causou a morte dos jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo foi prorrogado. O delegado Armando Braga Morais informou que para que o inquérito seja entregue ao Ministério Publico para oferecimento de denúncia junto ao judiciário precisa da conclusão do laudo do Instituto de Criminalística. Os pais de Gilmar Rafael, Gilmar e Cristiane Yared, acompanhados de seu advogado Elias Mattar Assad, tiveram uma reunião com o diretor do Instituto de Criminalística, Carlos Roberto Martins de Lima, para medir prioridade no caso.
“Este não é um caso fácil e sabemos dos problemas de pessoal para conclusão dos laudos, mas nos sentimos mais tranqüilos diante da resposta do dr. Carlos Roberto de que o caso receberá prioridade”, afirmou Cristiane. Foi prometido a família que o laudo da perícia será concluído em 30 dias. Mattar Assad afirmou que todas a provas já foram colhidas e que resta agora aos peritos organizarem as informações para transformar o laudo em um documento com bases científicas par dificultar sua contestação. “A polícia já tem elementos suficientes para a acusação de Carli Filho, mas a prorrogação do inquérito a pedido do delegado é compreensível pois queremos um resultado conciso”, afirmou Mattar Assad.

Declarações de Carli Filho


Cristiane Yared disse que viu a entrevista concedida por Carli Filho a Gazeta do Povo. “Se ele afirma que o fato de estar vivo é uma benção, que ele possa ser uma benção daqui para frente na vida de outras pessoas também. Peço a ele que demonstre que é um homem de bem e assuma suas responsabilidades”. Quando perguntada sobre o que seria necessário para que a família sentisse que justiça tenha sido feita, Cristiane respondeu que somente tendo seu filho de volta poderia sentir maior conforto. “Meu filho chegou no IML com temperatura corporal a 11º, quando o normal é entre 30º e 32º, seu sangue todo estava esvaído. É difícil responder o que representa justiça em uma hora dessas”.

Registro do radar


A Urbs enviou cópias do registro do radar que fica na rua Mons. Ivo Zanlorenzi. Em mãos do advogado Mattar Assad, os registros apontam todos os veículos que foram flagrado acima da velocidade permitida na noite do acidente. Segundo Mattar Assad o Passat de Carli Filho não se encontra nos registros. Ele afirmou que vai encaminhar os documentos para uma assistência técnica particular e para o Ministério Publico. “Serão traçados comparativos com outros carros para ver se houve problema no radar por não ter captado o carro do ex-deputado, que segundo a perícia, seguramente estava bem acima da velocidade naquela noite”.


Jornale
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Vários outdoors foram espalhados pela cidade com assinatura de ex-deputado


Vários outdoors foram espalhados pela cidade de Guarapuava com uma mensagem de agradecimento assinada pelo ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, único sobrevivente no acidente causado por ele no ultimo dia 7 de maio em Curitiba. Foi estampado nos letreiros “Agradeço a Deus pela vida e todos os que estão orando por mim”. O acidente causou a morte de dois jovens, Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo.
Em sua primeira entrevista concedida ao uma equipe de reportagem essa semana, dois meses após o acidente, Carli Filho afirmou que o fato de ter sobrevivido serviu para que ele repensasse sua “missão na terra”.
A mãe de Gilmar Rafael, Cristiane Yared, comentou as declarações do ex-deputado à imprensa. ''Se ele acha que foi uma benção, que seja realmente uma benção de verdade, que faça ele mudar, ser um homem de verdade'', disse.
Jornale
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POLÍTICOS E O CASO GOLDMAN

ÁQUILA, Itália – Apoiadores do site ‘Bring Sean Home’ reclamam que o presidente Barack Obama não tenha citado o caso Goldman na reunião de hoje com o colega brasileiro.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, durante o encontro de meia hora nos bastidores do G-8, na Itália, Obama pediu a Lula para ajudar os EUA a convencer o Irã a usar o seu programa nuclear para fins pacíficos.

Apoiadores de David Goldman, pai do menino Sean que está sendo retido no Brasil ilegalmente por mais de 5 anos, classificaram como “uma oportunidade desperdiçada.”

Não dá mais para negar que o caso Goldman já tomou contornos políticos há muito tempo. Além de apelos da secretária de Estado, Hillary Clinton, para que o Brasil cumpra o que prometeu ao assinar a Convenção de Haia, no Brasil o Partido Progressista entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal de análise de constitucionalidade da decisão que mandaria Sean de volta aos EUA em 48h.

A liderança política mais visível sobre essa disputa internacional tem sido o deputado federal Christopher Smith, republicano de Nova Jersey, estado natal de Sean.


Em longo artigo de opinião, intitulado “Continua a batalha David x Golias brasileiro,” Smith disse:

“Para aumentar o dano nessa caso de sequestro, desde que a mãe do menino faleceu em 2008, Sean tem sido mantido ilegalmente pelo segundo marido, João Paulo Lins e Silva, um advogado rico e bem conectado, com quem ela (Bruna) se casou apenas em 2007. Lins e Silva se recusa a devolver Sean ao seu pai, e insensível ao dano que ele já causou a Sean, injeta um sem fim de adiamentos e obstruções no processo judicial. Ele mantém Sean longe do seu pai, alegando que Sean está mais adaptado ao Brasil. Além do seu pai, Sean tem família e amigos em Nova Jersey, onde ele nasceu. O seu quarto continua vazio em Tinton Falls, esperando por ele. Por cinco anos, (David) Goldman tem deixado (o quarto) intocado, tudo para o momento do retorno de Sean.”

Essa semana o caso Goldman também foi introduzido ao debate político de Nova Jersey. De olho num assento no Congresso federal, Mike Halfacre, advogado e prefeito da cidade de Fair Haven, alfinetou o deputado federal Rush Holt, que representa a região onde David Goldman reside.
“A ineficiência (de Rush Holt) é mais aparente na sua inabilidade em ajudar a trazer Sean Goldman de volta para casa.” E Halfacre acrescentou: “Não consigo explicar porque um deputado de outro distrito teve que ajudar David Goldman a recuperar o seu filho sequestrado no Brasil.
Tudo o que posso dizer é que agradeço a Deus por termos um deputado como o Chris Smith, que está disposto a ser pro-ativo para ajudar um cidadão, quando um outro congressista nos decepciona.”
com a alfinetada, Halfacre apelou – já que cobrou resultados do futuro oponente no caso particular de apenas um eleitor. No entanto, ele usou de mecanismos democráticos legítimos.

Também é preciso esclarecer que embora os políticos de Brasil e EUA possam agir para influenciar o resultado do caso Goldman, apenas os congressistas americanos têm o apoio da lei internacional.



Brasil com Z
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Posição coloca o arquipélago na semifinal da disputa; júri técnico da fundação vai avaliar as 11 primeiras colocadas de cada categoria e indicar 28 delas para a final

Com mais de 126 mil votos, Fernando de Noronha foi a terceira colocada da categoria "Ilhas" no concurso As Sete Maravilhas Naturais do Mundo. O resultado foi divulgado na manhã desta quinta-feira (9) pela fundação New 7 Wonders, que organiza a seleção.
De Zurique, na Suíça - país sede da fundação - veio o anúncio de que o arquipélago pernambucano desbancou 27 outras ilhas concorrentes, ficando atrás apenas de Galápagos, no Oceano Pacífico, e Coco Island, no litoral da Costa Rica.
A conquista do terceiro lugar coloca Fernando de Noronha na zona classificatória da disputa, que se estende até a 11ª posição para cada uma das sete categorias contempladas - "Paisagens e Formações de "Gelo", "Ilhas", "Montanhas e Vulcões", "Grutas, Formações Rochosas e Vales", "Florestas, Parques Naturais e Reservas Naturais", "Lagos, Rios e Cataratas" e "Paisagens Marítimas".
Uma nova fase do concurso se inicia a partir desta quinta e Noronha já está entre os semifinalistas. O júri técnico da fundação vai avaliar as 11 primeiras colocadas de cada categoria e indicar 28 delas. O resultado dos finalistas sai no próximo dia 21.
A partir desta data, uma nova votação popular será iniciada para, então, serem escolhidas as Sete Maravilhas Naturais do Mundo. O resultado final será divulgado apenas em 2011, ainda sem data definida.

PROMOÇÃO
Foi escolhida, nesta quarta-feira (8), a frase vencedora da promoção "Eu voto em Noronha porque...", lançada no último mês de junho pela administração de Fernando de Noronha.
O objetivo era promover a participação do arquipélago no concurso Sete Maravilhas Naturais do Mundo.
Entre as mais de sete mil composições enviadas pela internet, de todo Brasil, apenas a frase da mineira Elza de Oliveira Silva, moradora do município de Teófilo Otoni, Minas Gerais, foi escolhida como vencedora. Em afirmação curta e objetiva, ela escreveu "A beleza escolheu Noronha para morar".
Como prêmio, ela ganhou um pacote de viagem de quatro dias para o arquipélago, com tudo pago e direito a acompanhante. A escolha da frase campeã foi feita por comissão julgadora formada por representantes da Administração da Ilha, Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), trade turístico de Noronha, além de jornalista e publicitário convidados.


Redação do pe360graus.com
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RIO - Falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito são todos sintomas da asma, doença respiratória que atinge um em cada dez brasileiros. Ao todo, são 18 milhões de asmáticos no país e poucos conhecem a maneira correta de tratar a doença, afirma a pneumologista Marina Lima, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Assista ao vídeo com dicas para controlar a asma

- A asma ainda é cercada de mitos, e muitos ainda têm medo de receber este diagnóstico. Só que com a medicação correta é possível manter a doença sob controle e o paciente passa a viver muito bem - afirma a médica. Aqui, ela esclarece as principais dúvidas sobre o distúrbio:
A asma pode aparecer em qualquer idade?
A doença respiratória que causa a inflamação das vias aéreas é mais comum na infância, mas pode surgir em adultos e na terceira idade. A doença é genética, e quem tem pai ou mãe alérgicos ou asmáticos tem mais chance de manifestar o quadro. Fatores externos como a poluição, o frio, odores fortes, exercícios, mudanças de temperatura e até mesmo crises de riso ou de choro podem despertar os sintomas.
Asma e bronquite são a mesma coisa?
Sim, de acordo com Marina Lima, a bronquite é um termo antigo e muitas vezes usado de forma errada para diagnosticar a inflamação nos brônquios.
- Antigamente, os pediatras diziam que a criança tinha bronquite para não preocupar as mães com o diagnóstico de asma. Só que os sintomas são os mesmos. Qual é o melhor tratamento para asma?
Atualmente o tratamento é feito com a associação de três tipos de terapia: os broncodilatadores de alivio imediato, os broncodilatadores de ação prolongada e os corticoides inalatórios. Geralmente, recomenda-se a combinação dos broncodilatadores de ação prolongada com os corticoides. Porém, o asmático deve sempre ter por perto o broncodilatador de alívio imediato (ou de resgate) para interromper as crises.
- A nebulização, que é uma alternativa para momentos de crise, está sendo substituída por sprays de ação rápida. Os sprays dão resultado em um minuto, enquanto a nebulização demora meia hora para fazer efeito.
Manter a casa limpa, arejada e livre de umidade e mofo podem diminuir a incidência de crises. Já evitar o contato com animais de estimação não é necessário.
- Existem estudos mostrando que os animais domésticos não pioram a asma. Porém, é importante mantê-los sempre limpos e escovados.

Bombinhas fazem mal ao coração?
Em geral, não. As bombinhas, também conhecidas como broncodilatadores de uso imediato ou de resgate, são consideradas seguras se usadas de acordo com as indicações da bula. A taquicardia e os tremores são efeitos colaterais comuns do medicamento, já que a maioria aumenta momentaneamente o fluxo sanguíneo para o coração. Existem vários tipos de bombinhas e as mais modernas podem ser usadas a partir dos 2 anos de idade. Existe algum efeito colateral tomar corticoides por um tempo prolongado?
Os riscos são mínimos, afirma a pneumologista. Ela explica que os corticoides inaláveis são diferentes dos injetáveis ou orais, e vão direto para os brônquios, e por isso são seguros para serem usados por um período de tempo maior. Porém, estes medicamentos são de manutenção, e não substituem os remédios usados para tratar crises.

Exercícios ajudam a curar a doença?
A asma não tem cura, apenas controle. Os sintomas podem melhorar ou piorar em determinadas fases da vida por causa de mudanças ambientais, emocionais ou hormonais. O exercício é fundamental para o asmático pois ajuda a fortalecer o pulmão.
- É importante passar pela avaliação do especialista, já que algumas crises podem ser deflagradas pelo excesso de esforço, mas o asmático não pode deixar de se exercitar ao longo da vida. É um mito dizer que apenas a natação é boa para quem tem asma. A criança e o adulto asmáticos podem escolher qualquer esporte que aumente seu bem-estar.

A asma pode levar à morte?
Infelizmente, a doença ainda mata 2 mil brasileiros anualmente. A principal causa é a demora em buscar atendimento médico adequado. A outra, segundo a médica, é ficar esperando a melhora do quadro sem o uso de medicamentos.
- A asma tem diferentes níveis de gravidade. Por isso, não deixe de procurar um médico ao primeiro sinal de crise. Dependendo do quadro, a inflamação pode evoluir rapidamente e até matar.



O Globo On Line
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RIO - Uma estudante de 15 anos foi executada na noite da quarta-feira, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A polícia acredita que o motivo do assassinato foi uma briga de escola. Thamires Paiva Miranda, de 15 anos, estava na casa do namorado, Jacson Generoso, de 24 anos, quando seis homens, em dois carros, dispararam contra o casal. Segundo a polícia, os assassinos já foram identificados, mas ainda não estão presos.
Segundo o namorado de Thamires, os bandidos chegaram ao local procurando pelo casal. Um deles teria dado um tapa em seu rosto e a estudante tentou interferir. O casal ainda teria tentado fugir, mas os bandidos dispararam pelo menos três tiros contra a garota. O rapaz conseguiu escapar.
De acordo com a polícia, horas antes do crime Thamires teria brigado com uma colega da escola. Ela teria sido agredida pelo namorado da jovem que, de acordo com a polícia, estaria junto com o grupo que executou Thamires. Apesar de não ter atirado, ele deve ser indiciado por co-autoria do crime.
Os investigadores já ouviram o namorado da vítima e uma estudante do colégio. Thamires chegou a ser levada para o Hospital Rocha Faria, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 23h. O caso está sendo investigado pela 35ª DP (Campo Grande).


O Globo On Line
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SÃO PAULO - Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e realizada em 13 universidades do Rio e de São Paulo mostrou que a lei seca está mudando o comportamento dos jovens nas duas maiores cidades do país. A pesquisa foi feita durante uma semana e ouviu 1.030 estudantes universitários.
O estudo comparou o comportamento do jovem nos últimos três anos, antes e depois da lei seca. Hoje, metade dos jovens ouvidos na pesquisa, sai à noite para se divertir, dirige e não bebe. Antes da lei, em 2007, um número menor de estudantes saia dirigindo sem beber: 36%.
- Eu tenho consciência. É muito caro o prejuízo para minha vida e para o meu bolso também - diz a estudante Michele Santos.
Mas ainda é alto o percentual de quem anda de carona com amigos que dirigem depois de beber, quase 80% dos entrevistados. Outro dado expressivo. Antes da lei, 6% dos estudantes admitiam ir e voltar dirigindo mesmo bebendo muito. Hoje, apenas metade ainda tem esse hábito.
- Onde existe a fiscalização, há mais respeito pela lei seca e o jovem está muda o seu comportamento. Dessa maneira nós vamos diminuir os acidentes - afirma José Sérgio Franco, da Sociedade Brasileira de Ortopedia.
Mas na opinião de muitos jovens, apesar de positivos, os números da pesquisa podem melhorar se houver mais campanhas de educação.
- Funciona se houver punição mesmo. A única forma fazer as pessoas usar o cinto de segurança foi assim. A bebida vai ter que ser pelo mesmo caminho - acredita o estudante Maurício Cavadas.


O Globo On Line
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FLORIANÓPOLIS - Cintia Carvalho Bento, de 37 anos, faz parte de uma estatística muito restrita. Portadora da síndrome de Down, ela deu à luz um filho sem a síndrome em Florianópolis no dia 28 de junho, um caso raro na medicina.
- Na literatura, existem 30 mulheres no mundo com Down e que tiveram filhos perfeitos - afirma o ginecologista e obstetra Renato Poli.
O filho de Cintia com o marido, Miguel Egídio Bento, nasceu três semanas antes do esperado, com 2,9 quilos e saudável. O casal se conheceu na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), onde Miguel trabalha como auxiliar de serviços gerais.
- Nossa, foi um grande presente para mim. O nome dele é Augusto Carvalho Bento e está aí, esse moço tão bonito - comemora Cintia.
A força de vontade é uma das marcas de Cintia, o que acaba resultando em boas e surpreendentes notícias.
- A Cintia estipulou os objetivos dela. Primeiro, era trabalhar. Conseguiu. Depois, foi o casamento. Ela namorou muito antes de casar. Aí conheceu o Miguel. A gente é apaixonada por ele, é nosso terceiro filho - conta a mãe de Cintia, Jane Carvalho.
Quando Cintia revelou o desejo de ter um filho, seus pais relutaram em aceitar, mas acabaram cedendo.
- A princípio, achava que não podia. Eu não queria, na verdade. Depois de um mês que fiquei sabendo já comecei a assimilar a ideia e fiquei apaixonada pelo Augusto - diz Jane.
O pai de Cintia, Cristo Ortiz, resume a trajetória da filha em uma lição:
- Para aqueles que ainda duvidam da capacidade dessa turma com Down, eles podem superar as barreiras realmente. Tem que só dar asas para eles que eles vão embora, vão à luta, e podem ser tão normais quanto as pessoas ditas normais.


O Globo On Line
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O Orfanato Berega, um conjunto de cabanas de estuque nesta vila de estradas vermelhas e empoeiradas, rodeadas por plantações de milho, não é o que o nome sugere. As vinte crianças e bebês daqui não são colocados para adoção, nem mantidos para sempre sem esperança de algum dia viver com uma família.
A maioria de suas mães morreu durante o parto ou logo depois – algo que, em países pobres, põe os recém-nascidos em grande risco de morrer também. As crianças estão aqui apenas temporariamente, para ter um novo começo na vida, a fim de poderem retornar às suas vilas e famílias quando completarem dois ou três anos de idade, passados os dias frágeis de recém-nascidos e grandes o suficiente para digerir leite de vaca e comer alimentos normais. Num programa inovador, projetado para atender às necessidades emocionais e físicas das crianças, muitas delas têm adolescentes da família morando com elas no orfanato.
A África tem pelo menos 50 milhões de órfãos, uma herança da Aids e outras doenças, guerras e altos índices de mortalidade durante a gravidez e no parto. Com números crescentes a cada dia, os africanos estão lutando para cuidar dos pequenos, geralmente de formas que diferem acentuadamente do conceito tradicional de orfanato no mundo desenvolvido.
Programas como o de Berega são “o caminho certo” na África, disse Dr. Peter Ngatia, diretor de desenvolvimento de potencial da AMREF (African Medical and Research Foundation), um grupo sem fins lucrativos baseado em Nairóbi, no Quênia. Ele afirmou que programas similares para órfãos da Aids deram bons resultados em Uganda, cuidando de crianças até cinco anos de idade e depois as enviando de volta para suas famílias ou voluntários da comunidade.
“Em países mais pobres, as pessoas estão sendo bem criativas”, disse Kathryn Whetten, especialista em assistência a órfãos da Duke University, na Carolina do Norte. Ela não viu o orfanato em Berega, nem encontrou outro como esse. Porém, isso não a surpreendeu. Pouco se sabe sobre a assistência aos órfãos na África, disse ela, pois não foram realizadas pesquisas suficientes. Numa recente viagem a Moshi, uma cidade da Tanzânia de aproximadamente 150 mil habitantes, funcionários governamentais locais sabiam de três orfanatos. Ela e seus colegas encontraram 25 instituições ali, a maioria abrigando entre 10 e 25 crianças, cada.

Gravidez de risco
O orfanato Berega é desse tamanho. Uma tentativa pequena, aparentemente de sucesso, de lidar com as consequências de mais de 250 mil mortes de mulheres a cada ano, na gravidez ou durante o parto, no continente africano.
As gestantes morrem de hemorragia, infecção, pressão alta, trabalho de parto prolongado e abortos mal-sucedidos – problemas facilmente tratados ou prevenidos através de uma assistência obstetrícia básica. No entanto, na Tanzânia, que não tem nem o pior nem o melhor serviço médico da África, mas uma assistência médica similar a muitos países pobres, tudo falta: médicos, enfermeiros, remédios, equipamentos, ambulâncias e ruas pavimentadas. Quando muitas mulheres chegam ao hospital daqui, com capacidade para 120 leitos, já é tarde demais para salvá-las.
Seus bebês podem ser salvos, mas a sobrevivência deles é incerta. Muitas vezes, o pai, ou outro parente, não consegue cuidar dos recém-nascidos. Sem leite materno, os bebês daqui estão em sérios apuros. Leite industrializado e comidas de bebê não estão amplamente disponíveis, e o leite de vaca não é um bom substituto. A desnutrição e as infecções são ameaças constantes. Um orfanato pode suprir as necessidades básicas. Entretanto, para sobreviver, os bebês precisam de uma assistência dedicada, e suas famílias podem viver em vilas distantes.
O orfanato daqui, iniciado em 1965 pela United German Mission Aid, uma missão evangélica cristã, começou a recrutar parentes para se mudarem para o local, há cerca de cinco anos. Ute Klatt, missionária alemã e enfermeira que dirige o orfanato há dez anos, disse ter aprendido sobre a prática com outro orfanato na Tanzânia. Agora, muitas das crianças da instituição recebem cuidados de uma adolescente da família (chamadas “bintis”), geralmente uma irmã, prima ou tia, que mora com elas e aprende como cuidar dos pequenos.

Amor
As bintis começam a amar as crianças, e passam a cuidar delas depois de deixarem o orfanato, disse Klatt. Além disso, as jovens, algumas das quais nunca foram à escola, recebem alguma educação. Klatt oferece livros do primário, disse ela, e as jovens estudam e ensinam umas às outras à noite. Muitas chegam analfabetas e saem sabendo ler. Ela também lhes ensina o básico sobre saúde. Além da leitura, as bintis aprendem costura e batik, além de dividirem a tarefa de cozinhar, numa cozinha externa. “Antes desse sistema, as famílias não vinham visitar os órfãos, e era difícil reintegrar as crianças”, disse Klatt. “Havia distúrbios de ligação emocional.” Com as bintis, disse Klatt, a vida se torna menos institucional e as crianças crescem mais normalmente, como ocorreria em casa.
Numa recente visita a Berega, as crianças pareciam florescer. Vestidas com shorts, camisetas e sandálias, elas se demonstravam alimentadas e explodiam de energia, enquanto corriam umas atrás das outras no pátio e competiam pela atenção de Klatt, a quem chamavam de Mama Ute. Inicialmente tímidas com visitantes, logo elas competem por colos para sentar e mãos para pegar.
Klatt disse que os bebês recebem substitutos de leite industrializado, e as crianças mais velhas comem alimentos cultivados ali perto: banana, manga, cereal de milho, galinha, bode, tomate, folhas e outros vegetais. Eles frequentam a escola básica numa igreja próxima. Numa tarde no pátio, dez bintis se juntaram às crianças, e timidamente disseram o que aconteceu com suas famílias. Eles falavam em swahili enquanto Klatt traduzia.
Uma jovem, Lea, cuidava de seu primo Simoni, de dois anos de idade, cuja mãe deu à luz gêmeos e morreu no ônibus a caminho do hospital. Ela estava em trabalho de parto “havia alguns dias”, disse Lea, e não sabia que estava esperando gêmeos. Era sua primeira gravidez. O irmão gêmeo de Simoni morreu alguns dias depois do nascimento. Outra binti, chamada Happy, cuidava de seus primos gêmeos, Jacobo e Johanna, cuja mãe, Paulina, morreu depois de dar à luz em casa. Antes disso, dois dos outros filhos de Paulina tinham morrido, um aos cinco meses, e outro aos nove meses. Outras pessoas contavam histórias similares, de mães morrendo em casa ou em carros a caminho do hospital.
Klatt disse que era seu sonho de infância trabalhar como missionária na África, apesar de nunca ter imaginado administrar um orfanato. Ela confessou que uma de suas maiores recompensas é quando crianças mais velhas, que certa vez estiveram sob seus cuidados, viajam para visitá-la – e estão visivelmente saudáveis e felizes, morando com suas famílias em suas vilas.


G1
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Após cinco dias de disputas no Cairo (Egito), a Imagine Cup - competição internacional organizada pela Microsoft - anunciou os seus vencedores na noite de anteontem.
Entre eles, Alexandre Nacari e Henrique Perticarati, alunos do curso de desenho industrial da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, que conquistaram o primeiro lugar na categoria design. Como prêmio, Alexandre e Henrique receberam US$ 8 mil.
Os estudantes - estagiários do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA) da Faculdade de Ciências da Unesp - formaram a equipe Willburn especialmente para participar da competição.
A equipe teve 36 horas nas finais, no Egito, para criar projeto de Interface baseado no tema da competição (“Imagine um mundo onde a tecnologia ajude a resolver os problemas do planeta que mais nos desafiam hoje”).
Para se classificar para as finais, a Willburn desenvolveu o projeto Cheops, que é uma interface que engloba atividades para ajudar na alfabetização de crianças.
Alexandre e Henrique usaram como referência a mesa do Museu da Língua Portuguesa, em que o usuário pode juntar letras e sílabas para formar palavras.
A partir daí, aparece uma animação explicando a etimologia da palavra formada. No projeto Cheops, as letras podem ser substituídas por números, ajudando no ensino da matemática, ou por elementos químicos, entre outras matérias pedagógicas.
Cerca de 300 estudantes participaram das finais, no Egito, em diversas categorias. Desses, 22 são brasileiros.
Entre os representantes do Brasil, três equipes saíram vencedoras. E outras duas equipes formadas por estudantes da Unesp de Bauru tiveram colocações de destaque na Imagine Cup.
A equipe OpenLab, formada pelos estagiários do LTIA Bianca Bertoni, Pedro Cavalca e Thiago Fabre, que cursam ciências da computação e João Franco, do curso de sistemas de informação, ficou entre as 12 melhores equipes na categoria Embedded (dispositivos embarcados).
Além deles, a equipe A Casa Amarela, formada por Claudia Daher e Thalita Hayata, do curso de desenho industrial, ficou entre os 6 melhores times na categoria Short Film (Filme de curta metragem).
A Imagine Cup é uma competição realizada anualmente pela Microsoft, que busca soluções inovadoras.



Jornal da Cidade
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:54  comentar


Uma jovem britânica foi condenada à prisão perpétua pelo seu envolvimento no assassinato de um adolescente de 16 anos.

Depois de ter seduzido o adolescente, ela o atraiu para uma emboscada preparada pelo namorado.
O caso aconteceu em julho do ano passado no sul de Londres, mas os detalhes e o nome da jovem só foram divulgados nesta semana, com grande repercussão na imprensa britânica.Samantha Joseph tinha 15 anos na época do crime. Ela já tinha um namorado de 18 anos, Danny McLean, mas isso não impediu que ela flertasse com Shakilus Townsend.No julgamento, Samantha Joseph admitiu ter dito a Shakilus que o estava namorando, apesar de sua relação com Danny McLean. Ela disse que estava entediada com Danny, que a estaria usando apenas por sexo e nunca comprava presentes para ela.Já Shakilus havia comprado vários presentes para Samantha, inclusive um cachorro.
Crimes com facas
Shakilus Townsend foi vítima da emboscada armada pela jovem
Quando Danny descobriu a relação entre Samantha e Shakilus, ele ficou furioso e quis deixá-la. Mas Samantha disse que estava arrependida e ofereceu-se para conduzir Shakilus a uma emboscada.
Samantha levou Shakilus a um local onde Danny e integrantes de uma gangue estavam o esperando. Ele foi atacado por mais de dez jovens com socos, chutes, facadas e até um bastão de beisebol.
Uma testemunha identificou Danny e Samantha pelas roupas que estavam usando. Além disso, a polícia usou imagens de câmeras de segurança das ruas e dados do site de relacionamentos Bebo na investigação do caso.
Além de Danny e Samantha, outros cinco jovens foram condenados pelo assassinato de Shakilus.O caso teve grande repercussão na imprensa britânica.
O jornal Independent traz declarações da mãe do jovem morto e do detetive que investigou o caso alertando para o culto a facas, cada vez mais popular entre jovens britânicos, que têm resultado em crimes violentos.
Já o Times afirma que a lei britânica é rígida com pessoas que ajudam a planejar homicídios, como foi o caso de Samantha Joseph. Segundo o jornal, até mesmo testemunhas de homicídios podem ser consideradas cúmplices em alguns casos.


BBC Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:38  comentar

Um carteiro pode ser condenado à prisão na Grã-Bretanha por atear fogo a centenas de cartas e pacotes.
Aaron Heaney, de 20 anos, admitiu ser culpado. Ele pode ser indiciado por causar danos criminais e retardar o correio propositadamente.
Ele reconheceu ter queimado cerca de 400 pacotes e cartas em um terreno baldio nas redondezas da cidade de Rochdale, perto de Manchester, na nordeste da Inglaterra.
Aaron disse também que manteve pilhas de correspondência dentro do seu carro entre os dias 20 de janeiro e 3 de abril deste ano.
O funcionário foi levado à Justiça pelos próprios Correios depois que um transeunte encontrou as pilhas de correspondência no terreno baldio.
Ele deverá voltar à Corte de Magistrados de Manchester na sexta-feira para conhecer seu veredicto.


BBC Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:30  comentar

Uma menina, que nesta quarta-feira completava 13 anos, morreu depois de ter sido baleada durante assalto a um banco, no Rio de Janeiro. Outras três pessoas ficaram feridas no tiroteio.

O corpo da menina Letícia Botelho ainda está em um Hospital do subúrbio. Segundo testemunhas, seis homens saiam do banco quando um policial, á paisana, que estava do outro lado da rua percebeu a movimentação. Houve tiroteio. Outros cinco bandidos estavam em um carro que dava cobertura aos assaltantes. Um deles subiu no teto do carro e na fuga também começou a atirar. As marcas dos tiros ficaram nas fachadas das lojas e nos carros estacionados. Os bandidos fugiram, e quatro pessoas que passavam na calçada do banco foram atingidas. Entre elas a menina Letícia, que completava 13 anos nesta quarta-feira. Segundo parentes havia uma festa programada para a noite desta quarta-feira. Ela morreu no hospital. Uma mulher de 29 anos e outra de 46 estão internadas. Um homem de 48 anos foi liberado. "Você está na rua e daqui a pouco você é ferido", diz um homem. Durante a perseguição uma outra mulher foi atropelada, medicada e depois liberada.


G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:59  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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