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8.7.09

Para o procurador Mario Luiz Bonsaglia, do Ministério Público Federal (MPF),o Código Penal brasileiro não atende aos preceitos de protocolos internacionais, o que resulta em penas menos rígidas para o crime de tráfico de pessoas
Cinco anos após ratificar a Convenção de Palermo da Organização das Nações Unidas (ONU) e os seus protocolos adicionais - por meio dos quais assumiu compromissos para o enfrentamento ao tráfico de pessoas -, o Brasil ainda não possui leis que dão conta por completo de medidas para a prevenção do crime, a proteção às vítimas e a responsabilização dos envolvidos.
A avaliação é de Mario Luiz Bonsaglia, da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, que atua em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Doutor em direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP), ele afirma que a lei penal é incompleta, o que resulta em punições brandas para esse tipo de crime. "Não há um capítulo do Código Penal que cuide de modo concatenado das diversas hipóteses delitivas relacionados ao tráfico de pessoas", critica. O tráfico de pessoas envolve aliciamento, transporte e exploração.
A Convenção de Palermo é o nome pelo qual ficou conhecida a "Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional", realizada em 1999 na Itália. Adotada pela ONU em 2000, está em vigor internacionalmente desde 2003. Os protocolos para "prevenir, suprimir e punir o tráfico de pessoas, especialmente mulheres e crianças", "contra o contrabando de migrantes por terra, ar e mar" e "contra a fabricação ilegal e o tráfico de armas de fogo, inclusive peças, acessórios e munições" complementam o documento e também foram aceitos formalmente pelo Brasil.
Para Mario, que integra a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal (MPF), a lei brasileira não dá tratamento específico a diversas condutas previstas nos protocolos. Um exemplo dessa "limitação" está no art. 231 do Código Penal, que aborda o tráfico internacional de seres humanos. A lei contempla apenas a hipótese de tráfico de pessoa referente à prostituição. O protocolo adicional, contudo, prevê a criminalização do tráfico voltado a qualquer forma de exploração sexual, além de orientar punições para casos de escravidão e de remoção de órgãos.
Já o protocolo relativo ao combate ao tráfico de migrantes estipula a criminalização dessa modalidade sempre que for verificada a finalidade de obtenção de vantagem financeira ou material. No entanto, o Código Penal somente prevê a caracterização de crime se o recrutamento de trabalhadores for realizado "mediante fraude". O procurador federal defende que as formas mais graves de tráfico de pessoas, como os aliciamentos para extração de órgãos, deveriam ser considerados crimes hediondos, permitindo decisões penais mais rigorosas. O tráfico de mulheres para fins de prostituição, por exemplo, ainda está previsto no capítulo dos "crimes contra os costumes" no Código Penal. "É certo que o bem jurídico atingido por essa conduta é a dignidade da pessoa humana. Isso confunde um pouco as coisas", explica. Além dos descompassos já existentes, uma iniciativa da Câmara dos Deputados pode, segundo Mario, afrouxar ainda mais a criminalização do tráfico de pessoas. O Projeto de Lei (PL) nº 2845/2003, em fase final de tramitação, propõe pena de 6 a 12 anos em casos de rapto de criança ou adolescente com a finalidade de remoção de órgãos, pena essa que pode ser aumentada para 12 a 30 anos caso a criança ou adolescente venha a falecer.
"As penas previstas seriam inferiores àquelas contempladas para casos de extorsão mediante sequestro que resulte na morte da vítima (24 a 30 anos)", lamenta o procurador. O projeto foi apresentado pelo deputado licenciado Nelson Pelegrino (PT-BA), com substitutivo do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). O texto aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal.
TráficoO tráfico de seres humanos é um das atividades criminosas mais lucrativas do mundo. Segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), a atividade movimenta US$ 32 bilhões por ano. As quadrilhas são responsáveis anualmente pelo tráfico ilegal de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas. Relatório divulgado em fevereiro deste ano aponta ainda que 79% dos casos estão ligados à exploração sexual, que na maioria das vezes envolvem mulheres e crianças.
No Brasil, levantamento do MPF, que compilou os resultados de ações movidas até 2008 para combater o tráfico de pessoas, mostra que os casos mais frequentes são relacionados ao uso de mão-de-obra escrava: 536 processos. O tráfico de mulheres para fins de prostituição aparece em segundo lugar (183 casos). Ao todo, nos tribunais regionais federais há 115 ações de combate ao tráfico de pessoas, além de 817 processos tramitando na primeira instância da Justiça Federal. Há diversas condenações transitadas em julgado.
Nos últimos anos, o procurador Mario aponta uma evolução na formulação e aplicação de algumas políticas públicas. Como exemplo, cita a repressão ao crime de redução de pessoa à condição análoga à de escravo. Nesse caso, o aliciamento de trabalhadores é feito em geral pelo "gato", intermediário de mão-de-obra no meio rural a serviço do fazendeiro.
"A fiscalização sistemática do Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com a Polícia Federal e com a participação de procuradores do Trabalho, tem produzido bons resultados", avalia. Criado em 1995, o grupo móvel é o responsável pelas libertações de trabalhadores no país e está sob coordenação da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), dentro do MTE.
PlanoEm pronunciamento durante o Seminário Internacional sobre Tráfico de Pessoas (realizado há duas semanas no Ministério Público de São Paulo), o secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior negou que o Brasil seja "negligente" no combate tráfico de pessoas e disse que o país está alinhado às normas da Convenção de Palermo. O evento foi promovido pela Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), em parceria com os Estados parte e associados ao Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Venezuela).
No evento, o secretário defendeu uma possível revisão dos termos do próprio protocolo. "Até que ponto os países atenderam às obrigações previstas no Protocolo de Palermo? O Brasil vem implementando uma política pública para enfrentar esse crime organizado. Sendo o tráfico de pessoas um crime dinâmico, quero ressaltar a necessidade de discutirmos a atualização ou não do próprio Protocolo", disse Romeu Tuma Júnior. Ele defende a ampliação de medidas contra o tráfico para fins de remoção de órgãos.
O Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP) foi aprovado em janeiro do ano passado e, desde então, está em fase de execução. O prazo de implementação termina em 2010. A maioria das prioridades está vinculada a atividades-meio, como o levantamento de dados e acúmulo de conhecimento, a capacitação de atores acerca do problema, o aperfeiçoamento da legislação brasileira e a padronização de troca de informações entre órgãos, inclusive via cooperação internacional.O aperfeiçoamento da legislação brasileira relativa ao enfrentamento ao tráfico de pessoas e crimes correlatos é a prioridades nº 6 do PNETP. As metas, a cargo do Ministério da Justiça (MJ), preveem a elaboração de dois projetos: um de criação de um fundo para ações de combate e outro de uniformização do conceito do problema, em consonância com a política nacional e os compromissos internacionais.Romeu Tuma Júnior, que é ex-delegado de polícia e filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), salienta* que o novo projeto de Lei do Estrangeiro, que prevê a criminalização do tráfico de imigrantes. A proposta foi encaminhada semana passada pelo governo federal ao Congresso, na mesma cerimônia de sanção da anistia a imigrantes ilegais. Além disso, a SNJ formou o grupo de trabalho previsto no PNETP para estudar propostas legislativas em andamento no Parlamento. Segundo ele, o grupo irá apresentar em breve proposta do governo para tipificar crimes relacionados ao assunto que não estão previstos no Código Penal. "Aliás, o MPF participa deste grupo", adiciona.CampanhaO secretário afirma ainda que o tráfico de pessoas não é um problema só dos países de origem das vítimas. Ele reforça que também é preciso haver uma reação dos locais de destino. Como exemplo, cita o tráfico de pessoas para fins de exploração do trabalho. "Tanto os países de origem como os de destino devem evitar o consumo de produtos da escravidão, pois o consumo estimula a prática dessa modalidade de crime organizado", disse.
Neste mês, o governo irá colocar em prática a Campanha Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, uma das metas previstas no PNETP. Materiais de divulgação, como cartazes e folders explicativos, serão distribuídos em pontos considerados estratégicos, como aeroportos, rodoviárias, postos e núcleos de apoio. O enfrentamento ao tráfico também é meta do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
"O objetivo é mobilizar a sociedade como um todo, obter denúncias, e levar informações sobre quais órgãos atendem as vítimas", explica Ricardo Lins, coordenador do Programa para o Enfrentamento do Tráfico de Pessoas da Secretaria Nacional de Justiça. A campanha será desenvolvida em parceria com os estados e municípios, sobretudo aqueles que já contam com Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP).
Apesar de ser uma grave violação dos direitos humanos, sustentada por redes criminosas internacionais, o tráfico de pessoas ainda passa despercebido ao lado de outros delitos. A negligência acontece, segundo o procurador federal, por diversos motivos. Ele aponta a escassa consciência dos "operadores do direito" e dos agentes de segurança pública em relação ao problema como um todo e uma certa "falta de foco" da ação repressiva estatal, já que esse crime está geralmente associado a outros tipos de infrações.
É possível observar essa conjunção de fatores na atuação do imigrante irregular apanhado com documentos falsificados ou na atividade das "mulas", pessoas encarregadas de transportar cocaína e outras substâncias entorpecentes, sobretudo em transporte aéreo. "Frequentemente elas acabam sendo as únicas responsabilizadas, e as autoridades não identificam as organizações criminosas que aliciam tais pessoas", afirma o procurador.

Por: Por Maurício Reimberg
Fonte: Repórter Brasil
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Joe se alimenta por tubo, mas está aprendendo a engolir alimentos

A família de um garoto britânico de dois anos que nasceu com uma disfunção rara - a falta quase total de apetite - está fazendo uma campanha para tentar conscientizar outras pessoas sobre o problema.
O garoto Joe Bell, de Aspatria, no condado de West Cumbria, norte da Inglaterra, tem hiperinsulinismo congênito, decorrente da produção excessiva do hormônio insulina pelo pâncreas. Com isso, os níveis de açúcar no corpo caem a "níveis perigosos". A disfunção pode ser fatal.
A família diz que precisa alimentá-lo três vezes ao dia através de um tubo no estômago, porque um dos efeitos colaterais do hiperinsulinismo congênito é "praticamente" uma ausência de fome.
"Desde o primeiro momento em que nasceu, ele nunca se interessou pela amamentação", disse a mãe de Joe, Vicky Bell. "Depois de algumas horas no hospital, os níveis de açúcar no sangue dele foram testados e eram praticamente imperceptíveis."
Vicky contou à BBC sobre a dificuldade de alimentar seu filho, e como os médicos chegaram à conclusão de que o tubo estomacal era a melhor solução.
"Nos primeiros dez meses depois que saímos do hospital, ele tinha um tubo que descia pelo nariz até o estômago para alimentá-lo, porque simplesmente não tinha fome", relatou.
"Mas ele continuava tirando o tubo, por isso os médicos acharam melhor que o tubo passasse pela barriga."
Segundo Vicky, "agora tudo é muito natural, e Joe aceita tudo que fazemos".

Esperança

Quando nasceu, nível de açúcar no sangue de Joe era 'imperceptível'
A mãe disse que, hoje em dia, Joe já está se acostumando a, simplesmente, engolir a comida, mesmo que não tenha fome. Ela tem esperança de que o filho "se livre" do problema no futuro.
Vicky organizou um evento, a ser realizado em agosto, para levantar recursos para o Children's Hyperinsulinism Fund, que financia a pesquisa e promove a troca de informações sobre o hiperinsulinismo na Grã-Bretanha.
Joe está sendo tratado em dois hospitais diferentes, o Great Ormond Street, em Londres, e o Royal Manchester.
A enfermeira especialista do hospital infantil de Manchester, Linsey Rigby, disse que o hiperinsulinismo é "controlável" com o paciente em casa, mas que achar uma solução pode requerer "um longo período no hospital, para que os médicos encontrem a melhor maneira de gerenciar a condição da criança".
"Talvez seja necessária uma cirurgia ou talvez a criança tenha de tomar uma série de medicamentos em casa", ela afirmou. "Mas é pedir demais que os pais administrem toda a medicação que prescrevemos."

Fonte: BBC Brasil
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Exame comprovou que a menor havia perdido a virgindade; advogado do padre vê contradições e disse que vai recorrer

O padre Jucelino de Oliveira, acusado de abusar sexualmente de uma menina de dez anos, foi condenado na quarta-feira (8), em Franca, a 12 anos de prisão em regime fechado.
A sentença foi assinada pelo juiz Paulo Sergio Filho, da 3ª Vara de Franca. Além do depoimento da família, um exame comprovou que a menor havia perdido a virgindade. Segundo o promotor Joaquim Rodrigues de Rezende Neto, as provas foram suficientes para a condenação.
O crime ocorreu em janeiro de 2006, mas só foi denunciado pelos pais da menina em outubro do mesmo ano, depois que a vítima contou a uma prima que havia sido violentada pelo padre.
Jucelino de Oliveira, 41 anos, é primo do pai da menina e era frequentador da casa da família. Na época, o padre Oliveira fazia parte do clero da Diocese de Santo Amaro. Ele foi suspenso das atividades na igreja durante o processo e em 2007 ficou preso por seis meses. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus ao acusado que aguardava o julgamento em liberdade.
O advogado do padre, Wilson Inácio da Costa, afirmou que o processo apresenta contradições e que vai recorrer da sentença.

Fonte: A Cidade (Ribeirão Preto)
Foto: Sérgio Nogueira
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Música e a dança são usados como instrumentos para evitar novas internações de garotos que cumpriram medidas socioeducativas

Após cumprir medida socioeducativa no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), a volta dos adolescentes para casa não costuma ser fácil. Eles encontram problemas como desestrutura familiar, marginalização e pobreza, um cenário que, muitas vezes, os levam a cometer novos atos infracionais, em busca de uma solução para a realidade em que vivem. Com o objetivo de tentar mudar essa realidade, a cineasta Núbia Santana coordena um grupo no Riacho Fundo I que procura motivar os adolescentes a encontrarem na arte uma saída do mundo da criminalidade. Ao som do berimbau e das batidas dos tambores, os adolescentes acharam na capoeira, no maculelê e na dança de bastão um novo motivo para sonhar. O projeto, intitulado de Nota 10, existe há três meses e atende a oito jovens egressos do Caje, que participam de encontros em um galpão ao lado da Administração Regional, sempre das 22h à meia-noite. De acordo com Núbia, o horário foi escolhido para oferecer a eles uma ocupação mais saudável e produtiva. Além das práticas esportivas, os jovens ganham uma ajuda de custo de R$ 300 para auxiliarem suas famílias, mas devem seguir algumas regras para não perder o benefício. Os instrutores também orientam os jovens a deixarem de lado os desentendimentos com outros colegas e os incentivam a largar as drogas mais pesadas, em especial, um medicamento controlado chamado rupinol, que pode provocar loucura temporária quando consumido em excesso. No entanto, a exigência nem sempre surte efeito. “Perdemos dois adolescentes desde o início do projeto. Um voltou para o Caje e outro não conseguiu largar o vício do rupinol. Esse trabalho de reinserção do jovem na sociedade que fazemos é muito complicado. Muitos deles sofrem com a falta de afeto e de amparo. Procuramos aumentar a autoestima deles por meio da arte”, explicou Núbia. A cineasta pretende oferecer outros serviços para os adolescentes, como aulas de artesanato, de cinema, e estender o projeto para outras cidades. Mas, para isso, precisa de amparo, para contornar algumas dificuldades financeiras. “Não contamos com o apoio de ninguém. Tenho quatro pessoas que trabalham com os jovens, sendo que só duas delas são voluntárias. Não é um trabalho caro, mas o considero necessário tanto para ajudar esses adolescentes quanto para diminuir o número de ocorrências policiais, disse”. O projeto tem, inicialmente, duração de seis meses.

[Correio Braziliense (DF) – 08/07/2009]

Fonte: Andi
Foto: Roer Meireles
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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente(CONANDA), principal órgão nacional do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, no uso de suas atribuições legais de deliberar e fiscalizar as políticas nacionais para a infância e juventude- reunido em sua 175º Assembléia Ordinária, aprova o presente parecer contrário ao procedimento denominado Toque de Recolher - proibição de circulação de crianças e adolescentes nas ruas no período noturno-, adotado em algumas cidades do País, por meio de portarias de Juízes da Infância e Juventude.
1) As portarias judiciais não podem contrariar princípios constitucionais e legais, como o direito à liberdade, previsto nos artigos 5 e 227 da Constituição Federal Brasileira, e nos artigos 4 e 16 do ECA - direito à liberdade, incluindo o direito de ir, vir e estar em espaços comunitários;
2) Os artigos 145 a 149 do ECA dispõem sobre as competências e as atribuições das Varas da Infância e Juventude. Os artigos citados não prevêem a restrição do direito à liberdade de crianças e adolescentes de forma genérica, e sim restrições de entrada e permanência em certos locais e estabelecimentos, que devem ser decididas caso a caso, de forma fundamentada, conforme o artigo 149;
3) O procedimento contraria a Doutrina da Proteção Integral, da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, em vigor no Brasil por meio da Lei 8.069 de 1990 (ECA) e a própria Constituição Federal Brasileira, tendo em vista a violação do direito à liberdade. A apreensão de crianças e adolescentes está em desconformidade com os requisitos legais por submeter crianças e adolescentes a constrangimento, vexame e humilhação (arts. 5 e 227 da CF e arts. 4, 15, 16, 106, 230 e 232 do ECA). Volta-se a época em que crianças e adolescentes eram tratados como “objetos de intervenção do estado” e não como “sujeitos de direitos”. A medida significa um retrocesso, tendo em vista que nos remete à Doutrina da Situação Irregular do revogado Código de Menores e a procedimentos abusivos como a “Carrocinha de Menores” e outras atuações meramente repressivas executadas por
Comissariados e Juizados de Menores;
4) Em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos no Toque de Recolher denota caráter de limpeza social, perseguição e criminalização de crianças e adolescentes, sob o viés da suposta proteção;
5) Não se verifica o mesmo empenho das autoridades envolvidas na decretação da medida aludida em suscitar a responsabilidade da Família, do Estado e da Sociedade em garantir os direitos da criança e do adolescente, conforme dispõe o ECA. Inclusive, a própria legislação brasileira já prevê a responsabilização de pais que não cumprem seus deveres, assim como dos agentes públicos e da própria sociedade em geral. No mesmo sentido, por que as autoridades envolvidas no Toque de Recolher não buscam punir os comerciantes que fornecem bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes ou que franqueiam a entrada de adolescentes em casas noturnas ou de jogos, ou qualquer adulto que explore crianças e adolescentes?
6) Nenhuma criança ou adolescente deve ficar em situação de abandono nas ruas, em horário nenhum, não só durante as noites. Para casos como esses,assim como para outras situações de risco, o ECA prevê medidas de proteção (arts. 98 e 101) para crianças, e adolescentes e medidas pertinentes aos pais ou responsáveis (art. 129);
7) Os Conselhos Tutelares são órgãos de proteção e defesa de direitos de crianças e adolescentes (arts. 131 a 136 do ECA) e não de repressão ou punição. O Fórum Colegiado Nacional dos Conselhos Tutelares já se manifestou contrariamente ao Toque de Recolher;
8) A polícia não deve ser empregada em ações visando o recolhimento de crianças e adolescentes. Nesse sentido, o Estatuto e a normativa construída nos últimos 19 anos prevêem a necessidade de programas de acolhimento com educadores sociais que façam a abordagem de crianças e adolescentes que se encontrem em situação de rua e/ou de risco. Muitas vezes, os abusos sofridos nas próprias casas geram a ida de crianças e adolescentes para as ruas. Nesses casos, a solução também não é o toque de recolher. O adequado é a atuação dos órgãos e programas de proteção, acolhimento e atendimento
às crianças, aos adolescentes e às famílias. Devemos destacar que, diante de situações de risco em que se encontrem crianças e adolescentes, qualquer pessoa da sociedade pode e deve acionar os programas de proteção e/ou os Conselhos Tutelares, assim como todos da sociedade têm o dever de agir, conforme suas possibilidades, visando prevenir ou erradicar as denominadas situações de risco;
9) O procedimento do Toque de Recolher contraria o direito à convivência familiar e comunitária, restringindo direitos também de adolescentes que, por exemplo, estudam à noite, frequentam clubes, cursos, casas de amigos e festas comunitárias;
10) Conforme os motivos acima elencados, o Toque de Recolher contraria o ECA e a Constituição Federal. É uma medida paliativa e ilusória, que objetiva esconder os problemas no lugar de resolvê-los. As medidas e programas de acolhimento, atendimento e proteção integral estão previstas no ECA, sendo necessário que o Poder Executivo implemente os programas; que o Judiciário obrigue a implantação e monitore a execução e que o Legislativo garanta orçamentos e fiscalize a gestão, em inteiro cumprimento às competências e atribuições inerentes aos citados Poderes.
Nesses termos, o Conanda recomenda:
1) Que todos os municípios tenham programas com educadores sociais que possam fazer a abordagem de crianças e adolescentes que se encontrem em situações de risco, em
qualquer horário do dia ou da noite, visando os encaminhamentos e atendimentos especializados previstos na Lei;
2) Que todos os Municípios, Estados e União fortaleçam as redes de proteção social e o Sistema de Garantia de Direitos, incluindo Conselhos Municipais da Criança e do
Adolescente, Conselhos Tutelares, Varas da Infância e Juventude, promotorias e delegacias especializadas;
3) Que o Conselho Nacional de Justiça inclua em sua pauta de discussões o Toque de Recolher, objetivando orientar as Varas da Infância e Juventude sobre a ilegalidade e
inconstitucionalidade do procedimento.
Brasília, 18 de junho de 2009
Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

"Temos de acolher, para não precisar recolher." Ariel de Castro Alves (Conselheiro do Conanda)


Fonte: Comunidade Virtual dos Conselheiros Tutelares
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A Polícia chinesa deteve 18 pessoas, entre elas funcionários do Governo, acusadas de estuprar menores e organizar uma rede de prostituição com escolas, informou hoje a agência de notícias oficial “Xinhua”.
As investigações começaram quando uma jovem de 13 anos de um colégio na província de Fujian (leste) denunciou à Polícia que um homem desempregado, Yang Xiangsi, obrigou-a a se prostituir em troca de dinheiro.
Os investigadores descobriram que, entre outubro de 2008 e abril de 2009, Yang e outras dez pessoas alugaram casas nas imediações da escola, onde forçavam as adolescentes a manter relações sexuais.
A Polícia também encontrou evidências de que os detidos recorreram a intimidações verbais e a ameaças físicas para que pelo menos oito meninas com menos de 14 anos e outras duas maiores de idade se prostituíssem.
A exploração das menores era “muito lucrativa”, segundo uma nota oficial, que, no entanto, não especifica quanto os aliciadores ganhavam.
Pela violação material das menores, também foram detidas outras sete pessoas, entre as quais estão dois funcionários do Governo, já expulsos do Partido Comunista da China.


Terra
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Entra em vigor sexta-feira, em Camboriú, o programa Acolher e Encaminhar, do Conselho Tutelar, que pretende tirar crianças e adolescentes da ruas da cidade após as 23h. Quem for menor de idade e não estiver acompanhado por um responsável legal, corre o risco de ser abordado pelas polícias Civil e Militar e encaminhado para casa. A medida pretende reduzir o número de pequenos delitos e tirar os jovens da rua.
Caso o menor seja reincidente – sendo encontrado nas ruas mais de uma vez – outras atitudes podem ser tomadas além da advertência e notificação dos pais. Neste caso, o programa também prevê audiências com o juiz, consultas com psicólogos e até mesmo encaminhamento para centros de recuperação, se o menor for usuário de drogas.


clicRBS
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Os povos de Papua Nova Guiné usam arco e flecha nas guerras entre clãs, cozinham porcos em buracos e se vestem com plumas e folhagens. Aqui, um pedaço de sua história

Cinco homens fortes carregam um pesado porco que esperneia. Eles usam apenas tapa-sexo de palha. Sua cabeça está ornada com plantas e penas de pássaros. São os membros mais importantes da comunidade e têm uma missão respeitada por todos: transformar o animal na peça principal do banquete comunitário, o mumu. O líder mais robusto – uma massa de músculos produzida pela vida árdua do campo – segura uma borduna de madeira que ele mesmo esculpiu. Os outros quatro homens, curvados, agarram o suíno com suas mãos largas. O braço levanta e a pancada no crânio é seca e certeira. O porco desmaia imediatamente. A cena é desagradável e prefiro assistir ao drama através da lente fotográfica. Os golpes seguintes são truculentos. Um esmaga o focinho e o sangue jorra em todas as direções. Calça, camisa e câmera não são poupadas.


UM PAÍS DE MEIA ILHA
Acima da Austrália, a Ilha da Nova Guiné é a segunda maior do mundo. A oeste fica a província Papua, da Indonésia. No leste fica um país independente, a Papua Nova Guiné

Sinto um nó no estômago.
Segundo os conceitos ocidentais, esse modo de matar um porco é cruel, um ato de barbarismo. Para os habitantes das montanhas e vales centrais de Papua Nova Guiné (PNG), é um rito tradicional de reunião da comunidade para uma refeição coletiva. Nessa região remota do país, não existem geladeiras e raros são os vilarejos com energia elétrica. Quando um porco é abatido, a carne precisa ser consumida logo. Como um animal alimenta de 20 a 30 pessoas, a cada sacrifício várias famílias ingerem a fonte de proteínas. O porco foi domesticado pelos habitantes locais há alguns milhares de anos. Ele ainda possui feições de porco selvagem e, quando adulto, duas enormes presas. Nas montanhas, é o animal de maior valor. O número de porcos de uma família denota seu status, e o chefe da comunidade dono de algumas dezenas de animais será mais respeitado. O porco também significa liquidez econômica: existe um intenso movimento de compra, venda e troca.
O mumu é uma marca registrada dos povos das montanhas. As ocasiões mais importantes são sempre celebradas com a refeição comunitária. Acontece para festejar a independência, um aniversário, até mesmo um funeral. Ou a inauguração de uma escola ou de uma estrada. Um bom banquete conta com dezenas de porcos.
Enquanto os líderes da comunidade estão ocupados limpando e cortando o porco abatido, as mulheres sentam-se no chão para preparar tubérculos e vegetais. Usam pedaços de bambu, afiados como facas, para descascar os alimentos. Ninguém fica de braços cruzados. Outros homens cavam um buraco, de meio metro de profundidade. Geralmente o buraco já existe, mas é preciso limpá-lo e acertar as beiradas. O que é particular no mumu é a maneira como os ingredientes são cozidos: dentro da terra.
Por cima do buraco quadrado que servirá de forno subterrâneo, dois jovens deitam longos pedaços de lenha, lado a lado, como se estivessem preparando um estrado. Quando o fogo começa a arder, um monte de pedras roliças é depositado sobre as madeiras.

Agora entendo o segredo do mumu. São as pedras que vão manter o calor constante e cozinhar tudo o que for colocado dentro da cavidade. Em 20 minutos, toda a madeira é consumida pelo fogo e se transforma em carvão.
As pedras, que estavam em cima da madeira, caem no fundo do buraco. Sobre elas e o carvão são espalhadas várias camadas de folhas de bananeira.
As mulheres aparecem com cestos de bananas verdes descascadas e depositam o conteúdo na pequena cratera.
Outros cestos – desta vez, de kau-kau (batata-doce) – também são despejados. Os flancos dos porcos cortados entram no arranjo. Pelo menos 20 homens trabalham e todos parecem saber exatamente o que deve ser feito.
Mais bananas, mais kau-kaus e mais folhas verdes – e o buraco está cheio de alimentos. No final, entram as cabeças dos porcos. Somente os focinhos aparecem, rodeados de verduras. O pacote final é recoberto com mais pedras e uma camada final de terra. Nenhuma fumacinha sai do forno: todo o vapor está preso nessa enorme panela de pressão. Em três horas, o banquete será servido.

A agricultura foi desenvolvida nos vales centrais há 9 mil anos. Os papuásios domesticaram várias espécies de plantas nativas
Durante o mumu, converso com Anthony Hetaya, um dos líderes do clã Yugu de Lakawanda. O assunto é guerra tribal. “Os conflitos entre clãs têm três razões: roubo de terra, de mulher ou de porco. Usamos apenas nossas armas tradicionais”, afirma. A última batalha de sua comunidade foi contra o clã Lai, na década de 80. “Perdemos. Morreram dois membros de nosso clã. Tivemos de pagar uma compensação de 175 porcos vivos.” Embora ainda haja muitos confrontos na região – a polícia e o Exército preferem não se meter –, os Yugus estão convencidos de que não vale a pena entrar em uma batalha. “Numa guerra, não dormimos nem comemos direito, as mulheres e as crianças sofrem e não temos liberdade de movimento. Quando perdemos, as compensações são altas”, diz Hetaya.
A PREPARAÇÃO DO BANQUETE
O alimento mais cultivado no país é a batata-doce (à esq.). O porco selvagem, cortado (ao centro), vai para o forno cavado na terra (à dir.), junto com bananas e tubérculos
O número de idiomas na região ajuda a entender a quantidade de confrontos: são 820. Com apenas 6 milhões de habitantes em uma área menor que o Estado da Bahia, PNG é o país de maior diversidade linguística do mundo. Basta atravessar um vale ou uma montanha para encontrar outra língua e outro grupo étnico. As diferenças entre povos tão próximos trouxeram discórdias.
A lenda de guerra tribal mais insólita é a dos homens de barro. Os guerreiros de uma tribo das montanhas de Goroka invadiram as terras de outra etnia. Atearam fogo nas casas de palha, mataram os homens e raptaram as mulheres mais jovens. Os sobreviventes fugiram, mergulhando nas águas lamacentas do Rio Asaro. Quando se reagruparam, notaram que seus corpos tinham uma coloração esbranquiçada: o barro da água do rio havia secado. Esse tom fantasmagórico inspirou o pequeno grupo a conceber um contra-ataque, aproveitando o medo dos maus espíritos. Usando uma estrutura de gravetos para criar enormes cabeças, eles moldaram, com a lama do rio, terríveis caras de fantasmas. As máscaras tinham bocas deformadas, orelhas imensas e narizes como se fossem focinhos de porco. Untaram todo o corpo com barro e usaram, como prolongação dos dedos, compridos pedaços de bambus.
À noite, os sobreviventes, camuflados como assombrações, chegaram ao vilarejo inimigo. O grupo golpeou violentamente seus dedos de bambus uns contra os outros. O barulho aterrorizante fez com que a tribo acordasse e desse de cara com os fantasmas. Apavorados, todos fugiram. O episódio de bravura e astúcia passou a ser um símbolo de PNG, e os homens de barro tornaram-se heróis nacionais.
Encontro os homens de barro em um festival cultural, o sing-sing de Monte Hagen. Mesmo iluminados por um forte sol de meio-dia, as figuras são horripilantes. Principalmente quando ameaçam nativos e estrangeiros com suas longas unhas de bambus. Mas, graças à imensa variedade de danças e trajes, meus olhos são atraídos por outras figuras menos assustadoras.
Os sing-sings aconteciam apenas em vilarejos isolados. A partir dos anos 50, o festival passou a servir como um exercício de integração nacional. Em vez de as tribos se encontrar para resolver diferenças de fronteiras agrícolas e entrar em confronto, o sing-sing pretendeu ser uma “batalha cultural”. O grupo que estivesse mais decorado e fizesse a melhor apresentação ganharia um prêmio. Como a guerra tribal continuava na memória genética, as primeiras competições acabaram gerando agitação. Os que não haviam sido premiados, inconformados com a decisão do júri, passavam ao confronto.

Conclusão: hoje, os sing-sings não oferecem mais prêmios.

Os sing-sing de Monte Hagen reúne mais de 2 mil protagonistas, todos orgulhosos de mostrar suas danças, pinturas corporais e arte plumária. Homens e mulheres da costa, da floresta e das montanhas exibem o rosto multicolorido. Sobre a cabeça, um delírio ornitológico, com plumas de aves-do- -paraíso ou papagaios endêmicos. Minha preocupação conservacionista aumenta à medida que descubro novos arranjos de plumas na cabeça dos dançarinos. Começo a questionar se, para cada festival, é necessário um massacre de pássaros raros. Sou tranquilizado por Pym Mamindi, um profundo conhecedor de sing-sings. “Essas plumas têm mais idade que os próprios dançarinos. Elas passam de geração a geração e são guardadas com muito cuidado. Hoje seria dificílimo caçar essas aves.”

Nos sing-sings, milhares de pessoas realizam alucinantes danças guerreiras. O mais famoso festival é o de Monte Hagen
Os homens, com afiadas lanças nas mãos, parecem guerreiros prontos para a batalha. As mulheres, quase todas de torso nu, exibem o corpo moreno, untado de óleo para se proteger do sol. O espetáculo é extasiante. Durante dois dias, o ritmo dos tambores mantém a efervescência do festival. É uma ode à diversidade cultural. Nos últimos 10 mil anos, a vida dos habitantes de Papua Nova Guiné dependeu dessa relação íntima com a natureza. Na hora de festejar, eles são coerentes com a força que eles mais respeitam e voltam a ser, mesmo que por poucas horas, homens pássaros e mulheres plantas. Mas o mundo moderno, junto com o sinal do celular, chega a passos rápidos. As pinturas faciais de hoje já não são naturais, mas com tinta a óleo. As lanças e os machados usados até agora nas disputas corpo a corpo podem ser, em breve, substituídos por pistolas e espingardas. Cresce o número de desocupados em cidades como Monte Hagen, junto com os índices de violência. O mumu será capaz de resistir à chegada do supermercado? O sing-sing resistirá à TV? Tenho a incômoda sensação de que posso ter assistido ao epílogo dessas culturas.

O ESPETÁCULO
Um grupo de guerreiros de Monte Hagen, caracterizado por sua pintura facial negra, branca, amarela e vermelha, canta vigorosamente ao som dos kundus, o tamborete típico. Jovens mulheres, também ornadas com as cores de Monte Hagen, saltam com energia, seguindo o ritmo inebriante dos cantos. O festival ocorre desde os anos 1950

Haroldo Castro
de Papua Nova Guiné
Época
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COPACABANA - Amendoeiras enfeitam a orla. Elas vieram da Ásia Central

Elas são belas. Mas como"alienígenas" verdes destroem a vegetação nativa do Rio

Verdes, bonitas e de aparência inofensiva, as plantas também podem ser ecologicamente incorretas - as chamadas "invasoras", por exemplo, representam a segunda maior causa de destruição da biodiversidade do planeta, perdendo apenas para o desmatamento. Só para se ter parâmetro da sua agressividade, segundo os especialistas elas são mais predadoras do que o aquecimento global. Trata-se de espécies exóticas, trazidas de outros países, que plantadas em um novo habitat passam a destruir a flora e a fauna nativas. Livres de "adversários", elas vão se alastrando até virarem praga.
Mas quem poderia desconfiar de uma jaqueira, de uma amendoeira ou de um bambuzal? Plantas invasoras como essas estão agora chamando a atenção do governo federal e de Secretarias do Meio Ambiente de todo o País. Crescem as constatações de que ameaçam a flora causando, juntamente com alguns animais, um prejuízo anual superior a R$ 100 milhões. Para atacar o problema, o Ministério do Meio Ambiente está elaborando uma estratégia para combatê-las que deve ser colocada em prática no ano que vem.
"Precisamos prevenir a introdução dessas plantas, detectar precocemente a sua presença para erradicá- las a tempo ou controlar o seu crescimento", diz Lidio Coradin, coordenador da Câmara Técnica Permanente de Espécies Exóticas e Invasoras, órgão vinculado ao ministério.
Uma lista preliminar já tachou 542 seres vivos de "exóticos e invasores" no Brasil, e cerca de 100 deles são plantas que incluem, entre outras, a braquiária, a casuarina, a amendoeira, o amarelinho e a maria-sem-vergonha. O Ministério do Meio Ambiente também lançará um livro reunindo dados sobre as espécies invasoras marinhas.
Depois virão outros volumes, mostrando as vilãs dos rios, do meio terrestre, do sistema de produção agrícola e da saúde humana - isso se dá no momento em que diversos Estados também se ocupam do problema, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Paraná lançou uma estratégia oficial de enfrentamento após inventariar 109 exemplares, 44 deles vegetais.
Entre esses maiores inimigos se encontram o capim anone (um tipo de grama trazida da África do Sul que se alastra pelos campos, domina a terra e prejudica a dentição dos animais) e o pínus (espécie de pinheiro importado da América do Norte). "O capim anone tem de ser exterminado", diz Vitor Hugo Burko, presidente do Instituto Ambiental do Paraná. "No caso do pínus, vamos orientar as pessoas a tomar medidas de controle, como derrubar a árvore quando ela ainda está nascendo."
Quando se comemorou o Dia da Mata Atlântica (27 de maio), a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio recebeu de pesquisadores um rol de 226 espécies invasoras da flora local. "Queremos que sirva como critério para barrar a sua entrada e o seu plantio", diz Alba Simon, superintendente de Biodiversidade da secretaria.
Entre as principais ameaças identificadas está a jaqueira - que, ao contrário do que muitos julgam, não é um exemplar original. Trazida da Ásia durante a colonização, foi se proliferando aos poucos e hoje ocupa o lugar de outras espécies nativas nos parques e reservas do Rio, como a Floresta da Tijuca.
Em Ilha Grande, os pesquisadores realizaram um estudo para avaliar o perigo. "Em um único hectare de floresta, encontramos 283 jaqueiras. Não era para se encontrar nenhuma", diz Alba. Com o aumento da população de pés de jaca, roedores como gambás e esquilos passam a se alimentar somente dessa fruta, dispersando as sementes e agravando o problema. Para tentar minimizar a sua expansão, técnicos ligados à secretaria recorreram a uma medida qualificada por alguns como cruel: eliminaram alguns exemplares por anelamento, ou seja, retiraram parte da casca para impedir a condução de seiva para as raízes. Isso faz com que a árvore morra lentamente.
A proposta e o método geraram protestos da população, acostumada que está a conviver com as jaqueiras. "Enfrentamos diversos embates ideológicos porque estamos matando ser vivo. Mas temos o dever legal de proteger a biodiversidade", diz a superintendente de Biodiversidade, que pretende estudar sistemas menos agressivos - por exemplo, evitar que elas brotem. Segundo especialistas, o homem, desavisado do estrago que pode estar fazendo ao ambiente, acaba sendo responsável pela introdução de 70% das espécies invasoras.
Uma forma de disseminação é o uso dessas árvores exóticas no paisagismo urbano - tradição brasileira que começou com a corte portuguesa, foi alterada na década de 1920 por paisagistas como Burle Marx (que preferiam as exóticas tropicais), mas que agora começa a ser revista. No Rio, a amendoeira, vinda da Ásia Central, e a casuarina, importada da Austrália, enfeitam a orla como se fossem naturais dela. Já dão sinais, no entanto, de que estão se espalhando pela encosta.
O arquiteto e paisagista Adílson Roque dos Santos, da Fundação Parques e Jardins, responsável pela arborização da cidade, identificou que 67% das espécies plantadas na zona urbana do Rio vieram de fora. "Hoje estamos usando menos árvores exóticas, mas temos de radicalizar esse processo e plantar apenas espécies nativas", diz ele. Volta e meia, é chamado de xenófobo botânico.


MARIA-SEM-VERGONHA
Também conhecida como beijo, veio da África para ser usada como ornamento. Propaga-se rapidamente. Domina sobretudo as áreas de sombra e ambientes úmidos, deslocando as plantas nativas e infestando as lavouras


BAMBU
O tipo mais conhecido dessa planta é o vulgaris, um agressivo invasor. Utilizado na delimitação de propriedades e como quebra-vento natural, ele se espalha e invade o habitat de outras espécies. Existe em todo o País



JAMBEIRA
Proveniente da Ásia, essa planta invade bosques, alterando completamente o equilíbrio da vegetação nativa. É uma das maiores predadoras da Mata Atlântica



CASUARINA
Ela ocupa solos de baixa fertilidade, como dunas e praias. Forma um sombreado denso e altera as condições de luz, temperatura e química da terra. A casuarina pode afetar o homem, provocando irritação respiratória e nos olhos


Maíra Magro
Isto É
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Médicos suíços corrigem alterações cerebrais sem perfurar o crânio de pacientes

Um procedimento inédito realizado por médicos suíços acaba de abrir uma nova fronteira na história da neurologia. Os pesquisadores realizaram com sucesso uma cirurgia no cérebro sem abrir a caixa craniana. Os cientistas usaram ondas de ultrassom, que transpassaram o crânio e chegaram ao local que necessitava ser tratado.
A proeza foi realizada pela equipe coordenada pelo neurocirurgião Daniel Jeanmonod, do Departamento de Neurocirurgia Funcional do Hospital Universitário de Zurique. Foram selecionados dez pacientes, todos portadores de dor neuropática, um tipo de dor crônica caracterizada por lesões nos nervos. O distúrbio também está associado ao mau funcionamento de circuitos de neurônios existentes no tálamo - estrutura cerebral responsável por levar informações sobre dor e temperatura, por exemplo, ao córtex, onde são processadas.
Tradicionalmente, o problema pode ser tratado com medicação ou, nos casos mais graves, com a introdução de um eletrodo na área do tálamo vinculada à dor. O recurso emite sinais elétricos que desativam esse circuito, impedindo o envio e o consequente processamento de dados sobre a sensação de dor. O eletrodo é levado até o local por meio de um cateter inserido no cérebro através de um pequeno orifício feito no crânio. O que os médicos suíços fizeram foi usar o ultrassom em vez do eletrodo. A tecnologia foi escolhida porque o calor provocado pelas ondas tem o mesmo efeito do que é causado pelos sinais emitidos pelo eletrodo. A grande vantagem é que não é necessário abrir a caixa craniana, já que o ultrassom atravessa os ossos.

As cirurgias foram feitas entre setembro de 2008 e abril deste ano . Elas duraram cerca de cinco horas. Metade do tempo foi usada para a localização dos pontos a serem atingidos pelas ondas de ultrassom. Nas duas horas e meia seguintes, houve o disparo do ultrassom. Segundo os médicos, os dez pacientes ficaram livres dos sinais de dor. Entusiasmados, os especialistas pretendem testar o método para outras doenças. "Em princípio, a técnica poderia ser usada para tratar tremores causados pelo mal de Parkinson, algumas formas de epilepsia e até tumores", disse à ISTOÉ o pesquisador Daniel Jeanmonod.
No Brasil, a notícia da realização do procedimento repercutiu positivamente. Na opinião do neurocirurgião Hallim Feres Jr., do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, trata-se de uma intervenção promissora. "Há um grande esforço para tornar as cirurgias menos agressivas", afirmou o médico. "E essa novidade vem ao encontro desse objetivo."

Cilene Pereira


Isto É
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Você, caro leitor do sexo masculino, anda entediado? As gatinhas não te dão bola? Sua namorada te deu um fora e a vida está ruim para você?
Não se preocupe. Coloque uma bela roupa, saia de casa e vá até uma zona de prostituição. Chegando lá, despreze as prostitutas maiores e “pegue” uma garotinha. Sim, quanto mais novinha e “brotinho” melhor. De preferência, “pegue” uma em que as características sexuais ainda estejam despontando. Aliás, fazer sexo com crianças é “tudo de bom”.
PARE! Antes que você corra para me denunciar ou me amaldiçoe, até a última geração da minha família, eu explico.
Esse conselho, totalmente elaborado com o propósito de te chocar, foi dado para milhões de tarados, pedófilos, fracassados que adoram prostitutas e escroques que curtem e fomentam a prostituição infantil não foi dado por mim. Foi proposto por uma das Supremas Cortes Brasileiras.
Você pode pensar que eu estou louco, os jornalistas podem pensar que é a falta do diploma, os juristas rirão na minha cara e me chamarão de louco… mas… podem acreditar… é verdade.
A prostituição infantil acaba de ser liberada no Brasil e ganhou status de profissão (sem diploma). Vamos então sair às ruas e prostituir menores com o aval da justiça e dos sábios juízes do STJ. Vamos criar o programa “Jovem Aprendiz do Sexo”. Pois, segundo uma sentença proferida pelo “egrégio” tribunal, se eu não for o primeiro a pagar pelo sexo com a prostituta mirim; “está liberado”.

O mais incrível é que, apesar da prostituição não ser crime no Brasil; é crime pagar por sexo. Afinal de contas, a mulher é livre para fazer o que quiser com a sua sexualidade. Mas, ao pagar pelo sexo, o homem contribui para uma situação degradante e perigosa. Por isso a lei entende que pagar por sexo é crime e prostituir-se não.
No entanto, graças a decisão “brilhante” dos juízes do STJ, a partir de agora se você for pego com uma prostituta maior de idade você pode ser condenado a prisão (na prática isso já não ocorre). Mas, se a prostituta for menor de idade “tá limpo”. Isso mesmo, contrariando o próprio código penal, os juízes do STF sentenciaram pelo não cometimento de crime “por entender que cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra no crime previsto no artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. Na prática, pagar por sexo com menores no Brasil deixou de ser crime.
A decisão foi provocada pela absolvição de dois canalhas pelo tribunal do Mato Grosso do Sul, cuja sentença foi ainda pior e revelou um enorme preconceito por parte do juiz local. Segundo ele "as prostitutas esperam o cliente na rua e já não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem perante a sociedade". O magistrado afirma ainda que a "prostituição é uma profissão tão antiga que é considerada no meio social apenas um desregramento moral, mas jamais uma ilegalidade penal".
O mais inacreditável de tudo é que essa sentença seria ótima se essas menores fossem como tantos outros infratores que vagam pelas grandes cidades brasileiras, cometendo crimes terríveis e servindo de marionetes para os criminosos maiores. Para esses facínoras mirins, nosso Judiciário estende a proteção do ECA e os torna (praticamente) impunes. Mas, para quem mais precisa da proteção do estatuto, ele vira as costas e tenta encobrí-las com suas lindas togas farfalhantes.
O caso assume ares de surreal quando os réus ainda foram condenados por posse de material pornográfico. Além de fazerem sexo com as menores, os imbecis as fotografaram nuas e foi apenas isso que os condenou. A promotora do caso ainda foi incisiva ao criticar a decisão falando que foi muito clara ao demonstrar que as meninas não tinham alternativa à prostituição e que não controlavam o destino de seus próprios corpos. (leia a notícia aqui)

A decisão estranha e completamente equivocada, além de banhada por um imenso preconceito, joga por terra todo o enorme trabalho que é feito por entidades e pessoas contra a pedofilia e a exploração de menores. A prostituição infantil é um câncer e uma vergonha que deve ser eliminada de nosso seio e ter, os indivíduos que a fomentam, rigorosamente punidos. Penas longas, cumpridas integralmente e julgamentos rápidos seriam a solução para esse problema.
Como pai de duas meninas e como cidadão, não posso entender como juízes que devem ser escolhidos por seu “elevado saber” proferem uma sentença ridícula e praticamente legalizam um crime previsto em lei. Ao desconsiderarem o fato de serem duas menores (uma de 12 e outra de 13 anos), nossos “nobres” juízes se ativeram apenas ao código penal que classifica a prostituição como “mal social” e esqueceram do caráter hediondo e cruel do ato.
Resta apenas a mudança da sentença pelo STF (e esperamos que ela ocorra). O que, se não ocorrer, nos jogará diretamente nos braços do turismo sexual; transformando nosso país na Meca dos pedófilos e tarados do mundo todo. Isso sem contar com a possibilidade de sermos expostos e condenados nos tribunais internacionais mundo a fora (mais uma vez).
Quanto mais penso que não podemos baixar o nível e invertermos nossos valores como nação ainda mais; as instituições desse país estranho e surreal, em que nosso amado Brasil se transformou, aparecem com “surpresas criativas” para chocar a mim e a seus habitantes.
Os tribunais, os juízes e as leis servem para proteger os indefesos da selvageria e da barbárie. É assim que o homem aprendeu, ao longo da sua evolução, que viver em grupos organizados era melhor do que viver isolado e a mercê da “lei do mais forte”. Mas, e se a sociedade a qual você pertence não cumpre mais esse papel protetor? Valerá a pena continuar vivendo nela?
Pense nisso.



Visão Panorâmica
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Adriana Belmonte já pode deixar o Arizona com a filha Camila.

Depois de muita luta, a brasileira Adriana Marins Belmonte conseguiu na justiça o direito de viajar com a filha Camila ao Brasil. Apesar disso, o ex-marido dela, Allen West, insiste na hipótese dela querer sequestrar a filha deles. Adriana se sente agora uma imigrante vitoriosa.
A primeira apelação de West ocorreu em maio último. Como o juiz negou, o pai de Camila entrou com nova apelação.
O homem se baseia no caso Sean Goldman para impedir que Adriana deixe o país com a filha. David Goldman, pai do menino, luta para trazer o filho de volta aos Estados Unidos.
Adriana ganhou o direito de ficar 14 dias com Camila no Brasil todo verão, sob a condição de dar ao pai da criança cópias do itinerário. West tem medo de que a filha seja roubada pela ex-mulher. O advogado dele chegou a enquadrar Adriana como sequestradora.
“O juiz falou que se eu tivesse que roubá-la eu nem teria ficado aqui”, disse Adriana, que considera um abuso as acusações do pai de Camila.
A brasileira, que tem cidadania americana, esteve no Brasil somente quatro vezes em 14 anos de Estados Unidos.
Em uma das idas ficou quase dois meses no país, não passeando, mas sim para cuidar do pai que estava gravemente doente. Foi justamente nesta época que os problemas de Adriana começaram. O ex-marido contratou um advogado e ameaçava tomar Camila. Além disso, passou a agir com violência dentro de casa.
A brasileira emitiu uma ordem de restrição contra ele e o casal oficializou o divórcio no dia 9 de abril deste ano.

Direitos e deveres
Tudo o que Adriana queria era levar Camila para conhecer o avô, que não consegue visto para vir para os Estados Unidos. Allen continua proibido de se aproximar de Adriana, mas pode falar com ela por telefone ou e-mail para tratar de assuntos relacionados à filha, para quem dá pensão alimentícia.
“Ele não é um pai ruim, o problema dele é querer me atacar”. Allen vê a filha com frequência e ganhou autorização para passar uma semana com ela em agosto e outra semana em setembro.
O advogado que assistia Adriana se retirou do caso, mas ela continua recebendo ajuda do Cônsul Honorário do Brasil para o Estado do Arizona, Brad Brados, e também do Juiz Karp.
O magistrado não está trabalhando no caso, mas orienta muito bem Adriana sobre os direitos e deveres dela. Feliz com a vitória, Adriana acredita que o caso dela sirva de exemplo para que outras mulheres imigrantes não se deixem intimidar.
“Mesmo em processo ou sem papel você tem direitos aqui nos EUA como mulher. Muitos homens usam isto como coação ou intimidação”.

Angela Schreiber


Comunidade News
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Animal da raça rottweiller engoliu 8 bolas, mas vomitou três delas.Incidente envolvendo o cão ‘Wally’ aconteceu em Boston (EUA).

O cachorro da raça rottweiller chamado ‘Wally’, de oito meses de idade, precisou passar no mês passado, em Boston (EUA), por uma cirurgia de emergência para remover cinco bolas de golfe de seu estômago. O animal tinha engolido oito bolas de golfe, mas vomitou três delas, segundo reportagem da emissora norte-americana ‘ABC News’.


G1
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Caso ocorreu em South Windsor, Connecticut.Ele acabou se rendendo logo após o início do incêndio.

Restos da casa dos americanos Richard Shenkman e Nancy Tyler nesta quarta-feira (8) na cidade de South Windsor, no estado americano de Connecticut. Segundo a polícia, Shenkman raptou Tyler, que é sua ex-mulher, no final da manhã da terça e a manteve refém durante 13 horas. A casa foi cercada pela polícia. O ex-marido ateou fogo à construção por volta da meia-noite e, enquanto as chamas destruíam a casa, acabou se rendendo. De acordo com as autoridades, os dois tiveram um processo de divórcio conturbado.


G1
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O que o professor deve fazer quando há um aluno com deficiência intelectual na escola? Os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender quais os obstáculos o estudante enfrentará para aprender - e, eles, para ensinar. São três as principais dificuldades enfrentadas por esses alunos: falta de concentração, dificuldade na comunicação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas.

Formas criativas para estimular a mente de deficientes intelectuais
O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.
Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.

No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição abaixo).
São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
A importância do foco nas explicações em sala de aula
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo. A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.

O que é a deficiência intelectual?

É a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.

Foi o que fez a professora Marina Fazio Simão, da EMEF Professor Henrique Pegado, na capital paulista, para conseguir a atenção de Moisés de Oliveira, aluno com síndrome de Down da 3ª série. "Ele não ficava parado, assistindo à aula", lembra ela. Este ano, em um projeto sobre fábulas, os avanços começaram a aparecer. "Nós lemos para a sala e os alunos recontam a história de maneiras diferentes. No caso dele, o primeiro passo foram os desenhos. Depois, escrevi com ele o nome dos personagens e palavras-chave", relata ela.

Escrita significativa e muito bem ilustrada
A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização. A professora Andréia Cristina Motta Nascimento é titular da sala de recursos da EM Padre Anchieta, em Curitiba, onde atende estudantes com deficiência intelectual. Este ano, desenvolve com eles um projeto baseado na autoidentificação - forma encontrada para tornar o aprendizado mais significativo. A primeira medida foi pedir que trouxessem fotos, certidão de nascimento, registro de identidade e tudo que poderia dizer quem eram. "O material vai compor um livro sobre a vida de cada um e, enquanto se empolgam com esse objetivo, eu alcanço o meu, que é ensiná-los a escrever", argumenta a educadora.

Quem não se comunica... pode precisar de interação
Outra característica da deficiência intelectual que pode comprometer o aprendizado é a dificuldade de comunicação. A inclusão de músicas, brincadeiras orais, leituras com entonação apropriada, poemas e parlendas ajuda a desenvolver a oralidade. "Parcerias com fonoaudiólogos devem ser sempre buscadas, mas a sala de aula contribui bastante porque, além de verbalizar, eles se motivam ao ver os colegas tentando o mesmo", explica Anna, da Unesp. Essa limitação, muitas vezes, camufla a verdadeira causa do problema: a falta de interação. Nos alunos com autismo, por exemplo, a comunicação é rara por falta de interação. É o convívio com os colegas que trará o desenvolvimento do estudante. Para integrá-lo, as dicas são dar o espaço de que ele precisa mantendo sempre um canal aberto para que busque o educador e os colegas. Para a professora Sumaia Ferreira, da EM José de Calazans, em Belo Horizonte, esse canal com Vinicius Sander, aluno com autismo do 2º ano do Ensino Fundamental, foi feito pela música. O garoto falava poucas palavras e não se aproximava dos demais. Sumaia percebeu que o menino insistia em brincar com as capas de DVDs da sala e com um toca-CD, colocando músicas aleatoriamente. Aos poucos, viu que poderia unir o útil ao agradável, já que essas atividades aproximavam o menino voluntariamente. Como ele passou a se mostrar satisfeito quando os colegas aceitavam bem a música que escolheu, ela flexibilizou o uso do aparelho e passou a incluir músicas relacionadas ao conteúdo. "Vi que ele tem uma memória muito boa e o vocabulário dele cresceu bastante. Por meio dos sons, enturmamos o Vinicius."

Cinthia Rodrigues

Revista Escola

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Depoimento de garota que diz ter matado 30 durou 5 horas


Depois de 5 horas de depoimento e diligências pela cidade, a Polícia Civil de Aparecida do Taboado ainda tem dúvidas sobre a veracidade das histórias contadas por uma adolescente de 17 anos, que garante ter assassinado mais de 30 pessoas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Goiás.Todo o trabalho foi acompanhado de perto pela mãe da garota, de 35 anos, que por várias vezes disse que a filha estava mentindo, conta o delegado Lúcio de Fátima Silva Barros. “Tudo parece muito fantasioso, mas pode ser verdade. Ela fala com muita naturalidade de tudo, como eu estou conversando com você agora”, resume ele.Dos casos relatados por ela, sete mortes teriam sido em Aparecida do Taboado, mas apenas duas foram confirmadas. Sobre as outras vítimas, não há qualquer registro de desaparecimento ou corpo encontrado na região no período apontado por ela. Entre as histórias, a com evidencias mais fortes são sobre assassinato de um idoso no dia 5 de dezembro de 2007. Segundo a garota, durante tentativa de assalto, ela acabou matando o homem a facadas. O outro assassinato indicado pela adolescente, de um homem de aproximadamente 40 anos, também foi confirmado, mas os “detalhes não batem com a história real”, diz o delegado. “Ela conta que usou saco de plástico para matar ele, mas isso não existiu”, contaAs demais vítimas eram homens adultos, andarilhos que tiveram os corpos jogados no Rio Paraná, segundo versão da garota. “O que dificulta a apuração dos fatos”, esclarece o delegado.Ela diz que atraia os homens com promessa de sexo e depois esfaqueava as vítimas para mostrar ao namorado que se livrava dos cadáveres. A adolescente tem um filho de 6 meses, que vive em Aparecida do Taboado com a mãe dela e a avó da garota. O delegado não vê relação do rapaz com os crimes apontados pela adolescente, que atribui as mortes à imposição de um namorado. “Ela tem muitos relacionamentos, não tem como saber quem é esse tal namorado. Nem mexemos isso ainda”, admite Lúcio de Fátima.A garota foi presa no domingo, embriagada em um bar onde falava sobre os crimes que havia praticado. DÀ Polícia de São Paulo ela disse que matou em Santa Fé do Sul (SP), Pontes de Lacerda (MT), Capelinha (MG), Cáceres (MT) e Várzea Grande (MT).A garota sustenta que resolveu confessar porque está prestes a completar 18 anos e tenta se beneficiar com a lei mais branda para menores de idade.

Por Ângela Kempfer
Campo Grande News
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RIO - A escolha do coronel Mário Sérgio Duarte como novo comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, deve acelerar o processo de implantação de novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que chegaram às comunidades do Dona Marta, Batan , Cidade de Deus , Chapéu Mangueira e Babilônia. Segundo a Secretaria de Segurança, cem favelas escolhidas para receber o novo policiamento estão listadas, e dez já foram estudadas. Dois meses atrás, o novo comandante já havia enviado ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, projeto para usar PMs que exercem funções administrativas no policiamento ostensivo.
- Precisamos de visibilidade, de policiais nas ruas para que a população os veja. É o calcanhar de aquiles de qualquer polícia que precisa trabalhar com ostensibilidade - afirmou Beltrame, em entrevista coletiva.
Segundo Beltrame, a exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, Gilson Pitta Lopes , na manhã desta terça-feira, se deve a um projeto de diminuir os setores administrativos da PM para colocar mais policiais nas ruas. O secretário negou que a mudança na cúpula da PM tenha sido motivada pelas últimas notícias envolvendo irregularidades na instituição, como a denúncia feita pelo Ministério Público acusando 30 PMs de terem forjado autos de resistência e a questão do auxílio moradia recebido pelo Chefe do Estado Maior, Antônio Carlos Suarez Davidi.
Segundo Beltrame, o coronel Mário Sérgio usará um importante dispositivo recentemente aprovado pela Alerj para ter êxito em seu objetivo: a autorização para aumentar o efetivo da PM dos atuais 38 mil policiais para até 60 mil, conforme as condições financeiras da secretaria. Metade dos futuros PMs será lotada nas UPPs e a outra, nos batalhões.
O governador Sérgio Cabral foi só elogios para o coronel Pitta. Mas também afirmou que cada vez mais a polícia tem que pensar na questão de logística e no patrulhamento ostensivo. Ele também negou qualquer crise na polícia:
- A Policia Militar é uma instituição que tem que pensar cada vez mais no conceito de logística, de presença ostensiva nas ruas, em racionalizar os serviços. Esse é o trabalho que já vinha sendo feito pelo coronel Pitta e que sem dúvida nenhuma o Mario Sérgio vai continuar.
Embora evitasse fazer críticas diretas ao ex-comandante, o secretário repetiu várias vezes que a Polícia Militar precisa de "mudanças estruturais".
- Em primeiro lugar, estamos preconizando sempre a renovação para que a instituição seja mais arejada. O coronel Mário Sérgio Duarte, que vai assumir o cargo na quarta-feira, é uma pessoa preparada, que tem proposta e transita muito bem na corporação. É uma liderança - disse Beltrame. Estado Maior da PM deve ser dividido em setores operacional e administrativo
Com a nomeação do novo comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, fontes da Polícia Militar confirmaram que o Estado Maior da PM será dividido entre setores operacional e administrativo - seguindo o modelo da Polícia Civil, que criou as subchefias operacional e administrativa.
O coronel Álvaro Garcia, atualmente responsável pelo comando de Unidades Operacionais e Especiais, passará a comandar a parte operacional. O coronel Carlos Milan comandará a parte administrativa. Até então, Milan era o responsável pela academia da PM. Já o coronel Carlos Milagres, comandante do Batalhão de Choque, será o novo chefe de gabinete da PM. E para a corregedoria interna, foi escolhido o coronel Carlos Rodrigues, atual comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV).
O comandante do 3 º Comando de Policiamento de Área, Paulo César Lopes, que responde pelos batalhões da Baixada Fluminense, pediu a aposentadoria. Na semana passada, Lopes ficou em evidência após dar uma bronca em um dos seus comandados. O praça, que foi repreendido em público durante uma formatura na frente dos colegas de farda, teria agredido um morador de uma favela de Belford Roxo. Segundo o blog "Casos de Polícia", o coronel quis sair da ativa por problemas pessoais com o novo comandante da PM .
Com o pedido de aposentadoria, o coronel Luiz Antonio Corso, atual comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), vai assumir o 3º Comando de Policiamento de Área.



O Globo On Line
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RIO - Dois menores, um deles armado com uma faca, assaltaram e agrediram com um soco no olho esquerdo a artista plástica Fábia Schnoor, de 32 anos, na quinta-feira passada, na Rua Paschoal Carlos Magno, em Santa Teresa, como noticiou nesta terça-feira a coluna Gente Boa, do GLOBO. Os bandidos estavam num bonde e viram a vítima fotografando algumas de suas obras (pequenas mãos de cerâmica, coladas a um muro, representando mendigos). Eles então desembarcaram e atacaram Fábia, fugindo com sua bolsa, onde estava uma máquina Nikon, avaliada em R$ 3 mil. Segundo policiais da 7ª DP (Santa Teresa), os criminosos são provavelmente do Morro dos Prazeres, que fica no bairro.
A artista contou que, pensando nos casos de violência em Santa Teresa, guardou a máquina fotográfica na bolsa quando viu o bonde se aproximando.
- Logo que me abordaram, disseram para eu dar a câmera. Eles ameaçaram me esfaquear. Gritei por socorro, tentei me desvencilhar, até que o maior deles me deu um soco no olho com tamanha força que fraturou um osso da órbita ocular. As pessoas ainda dizem que tive sorte, já que não levei um tiro - contou Fábia. - O trabalho (as mãos de cerâmica) é para mostrar que as pessoas não estão vendo mais os mendigos e as pessoas carentes.


O Globo On Line
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A série 'Aqueous', do fotógrafo britânico Mark Mawson, remete o espectador a um ambiente liquefeito, onde se destacam formas como alienígenas, águas-vivas, fetos.

O artista diz que iniciou a série inspirado em fotos de tinta em água. "Ainda que fossem bonitas, achei que faltava algo", disse o artista à BBC Brasil. "Achei que podia criar algo diferente." Mawson diz que a foto de que mais gosta retrata gotas brancas, "simples", caindo na água escura.

Mawson diz que utilizou diferentes soluções de tinta para chegar àquelas que melhor funcionavam esteticamente. Ele também usou diferentes soluções de glicerina e água para alcançar diferentes resultados. "Eu queria algo que criasse formas orgânicas, com corpo."
O divertido de 'Aqueous', diz Mawson, é que os espectadores podem ver nas fotos "coisas diferentes, como águas-vivas, criaturas alienígenas, dançarinas, homens velhos e até Jimi Hendrix tocando fogo na sua guitarra, em uma das fotos amarelo e vermelho".


Durante as fotos, o artista tem de ser rápido, porque as formas não duram mais que poucos segundos, e o momento ideal, às vezes nem isso. "É um processo trabalhoso, mas vale a pena quando se vê as imagens", comenta.
Mark Mawson começou sua carreira no fotojornalismo e foi ampliando seu espectro ao longo dos anos. "Trabalho com uma mistura de objetos, desde moda e retratos de celebridades até paisagens esquisitas", conta.


Hoje morando em Sydney, na Austrália, o fotógrafo britânico tem se especializado em fotos subaquáticas de pessoas e de moda. Sua série 'Underwater' retrata modelos debaixo d’água.
Ele diz que gostou de trabalhar com o abstracionismo de 'Aqueous' e que pretende retomar os experimentos usando tinta e água. "Vamos ver no que dá!"
FOTOGALERIA - ÓLEO SOBRE ÁGUA
BBC Brasil
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Prática da milenar arte chinesa traz benefícios para o idoso

O processo de envelhecimento humano traz consigo inúmeras alterações já bastante conhecidas: a altura diminui, os braços e pernas ficam mais finos pela perda de água intracelular e de massa muscular, o diâmetro da pelve aumenta. Há uma redução das capacidades funcionais dos órgãos, os movimentos ficam mais difíceis, a respiração também, a pressão sanguínea aumenta, há alterações digestórias.

Por outro lado, a ONU estima que a expectativa de vida vai subir dos 68 anos atuais para 76 anos até 2050. Nos países ricos subirá de 77 anos para 83.

Já que viveremos mais, por que não viver melhor e de bem com a vida? Uma das formas de fazer isso é praticar exercícios físicos, dentre eles um dos mais adaptáveis a qualquer idade e condição do praticante: o milenarmente conhecido Tai Chi Chuan.

Para o idoso, os movimentos ao mesmo tempo lentos, suaves, mas vigorosos do Tai Chi melhoram a flexibilidade das articulações e dão firmeza aos braços e pernas, auxiliando na questão do equilíbrio, reduzindo o risco de quedas, e, consequentemente, de fraturas. Concentração, respiração, pressão arterial, memória, artrite e artrose também tem efeitos positivos com a prática.

Marina Hiroko Hasegawa, 62 anos, pratica Tai Chi Chuan há dois anos com a Professora Valéria Sanchez, no Espaço Interação Corporal. Diz ela: “Depois que comecei a praticar, notei uma melhora nos meus joelhos, pois tenho problemas de degeneração nos meniscos. Os músculos ficaram mais fortes, dando mais sustentação aos joelhos. Por causa disso, as dores que eu sentia diminuíram.” Num caso como esse o Tai Chi - por não gerar impacto nas articulações, ao contrário de outros exercícios convencionais - é uma das poucas atividades recomendadas.

Além dos benefícios físicos, o Tai Chi promove novos relacionamentos e evita o isolamento do idoso do mundo e da sociedade, pois normalmente é praticado em grupos. “A prática do Tai Chi Chuan me ajudou a conhecer muitas pessoas, com as quais tenho bom relacionamento, inclusive fora dos períodos de aula.”, atesta Marina.

O Tai Chi Chuan:
Em sua origem o Tai Chi Chuan é conhecido como uma arte marcial chinesa que era aprendida entre as famílias e sua população, pois historicamente a China é conhecida como um dos países mais invadidos do mundo, resultando em constantes guerras e disputas por trechos de seu território. Desta maneira os chineses tornaram-se exímios lutadores. Com a invenção das armas de fogo a luta de mãos vazias tornou-se sem sentido. No entanto, toda a filosofia e a essência desta arte foi preservada transformando-se hoje em um grandioso beneficio com fins terapêuticos. Contribuindo grandemente para a melhora da saúde física e emocional das pessoas por meio de uma metodologia construída com bases na disciplina, na concentração e desenvolvimento das relações entre as pessoas.

Benefícios na saúde física e mental dos praticantes prevenindo alguns tipos de distúrbios como:
- o estresse,
- a depressão e síndrome do pânico,
- a insônia,
- doenças de fundo auto-imune,
- doenças do sistema respiratório,
- enxaquecas,
- dores musculares ,
- auxiliando no combate das artrites e artroses,
- melhora a postura,
- melhora a memória,
- o equilíbrio e o auto-controle,
- melhora as capacidades funcionais nos idosos.

Se praticado com regularidade, oferece benefícios já investigados experimentalmente como:
- melhora significativa do equilíbrio,
- redução da pressão sanguínea em repouso,
- redução da ansiedade,
- redução do risco de queda na população idosa,
- aumento da eficiência respiratória,
- queda dos índices de hormônios ligados ao estresse (cortisol salivar),
- melhoria da flexibilidade das articulações, entre outros.

Diferentemente dos exercícios convencionais, o Tai Chi Chuan oferece ao praticante momento de relaxamento imediato, pois trabalha sistematicamente com a respiração profunda e consciente aumentando assim, o fluxo de oxigênio no sangue e nas extremidades do corpo, trazendo calma mental, serenidade e equilíbrio emocional.

A Professora Valéria Sanchez:
- Praticante de Tai Chi Chuan desde 1999.
- Instrutora credenciada no CREF n° 024268-P/SP.
- Curso de Formação de Tai Chi Chuan módulos I, II e III
- Yang Chengfu Tai Chi Chuan Center (1999-2000).
- Filiada à Associação Internacional do Estilo Tradicional Yang.
- Pós-graduada em “Fisiologia do Exercício - na Saúde, na Doença e no Envelhecimento” pelo CECAFI/USP (2006).
- Foi instrutora do Projeto Piloto do Propes (Programa de Promoção do Envelhecimento Saudável), no HC – Hospital das Clínicas – Serviço de Geriatria, juntamente com a Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental, e a Dra. Rosangela Negri.
- Ministra aulas de Tai Chi Chuan em empresas, com passagens pela Infraero, Banco Sudameris, Sesc Consolação, e Banco do Brasil. Atualmente tem turmas no Colégio Miguel de Cervantes, no Residencial Zero – Alphaville e outras instituições, além de dar aulas individuais para executivos e advogados.
- Curso de Formação em Terapia Shiatsu – Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental - Método Namikoshi (1999).
- Curso de Formação de Terapeuta em Massagem, estilo Toque Pleno, ministrado por Alexander Georgeakopolos.
- 2002, Julho - participou da delegação brasileira no II Campeonato Internacional de Tai Chi Chuan do Estilo Tradicional da Família Yang na cidade de Shanxi, na República Popular da China.
Nessa mesma ocasião obteve 3º. nível (Águia Dourada), no ranking da Internacional Yang Style Tai Chi Chuan Association.
- 2008, Julho - obteve o 4º nível (Tigre de Cobre) no ranking da Internacional Yang Style Tai Chi Chuan Association.
Essa certificação internacional a habilita a dar aulas do Estilo Yang Tradicional em qualquer parte do mundo.

Profa. Valéria Sanchez
(11) 3862-5762

Informações para Imprensa
Agência de Comunicação: Presença Propaganda
Camila Mello –
imprensa@presenca.com.br
Tels.: (11) 3872-0173 e 3872-4818
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