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5.7.09
Ativistas pelos direitos dos animais protestaram neste domingo, na Espanha, contra os maus-tratos ao touros no tradicional festival de São Firmino, que acontece em Pamplona.
O festival de São Firmino acontece anualmente em Pamplona, na Espanha, e o principal cenário dos festejos são as ruas da cidade, nas quais todos os dias, acontecem os "encierros", nos quais os participantes correm na frente de touros enraivecidos.



Fonte: Último Segundo


Na Espanha, em Portugal e também na Bolívia, ocorre uma vergonha mundial: as touradas.
Num circo macabro com platéia sádica, touros são furados para sentir muita dor e com isso reagirem de forma agressiva e proporcionar um espetáculo de horror que deveria sem banido para sempre!
O pobre animal vê seu tormento encerrado com a morte... ali frente a uma turba inexplicavelmente feliz...
Em Portugal a lei proíbe a morte do touro, mas em Barrancos, junto à fronteira com a Espanha, em nome da tradição, esta prática é mantida a despeito das leis.
Em julho, na Espanha, comemora-se a festa de São Firmino. Os touros são soltos pelas ruas da cidade e correm atrás das pessoas que os cutucam e os irritam. Essa corrida acaba nas "Plazas de Toros" onde todos são mortos.


"A tauromaquia é terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura."
Declaração da UNESCO 1980
Um "espetáculo" violento, cruel e sanguinário sob o disfarce da "tradição". É uma afronta à sensibilidade daqueles que têm consciência dos direitos e sentimentos dos animais. Infelizmente as touradas vêm se expandindo muito. Há touradas na Espanha, Portugal, França, Equador e Peru. Há poucos meses foi realizada a 1ª tourada na Armênia e houve também tentativas de levá-las para Rússia. Há também "festas" semelhantes como a corrida de São Firmino, o Encerro e a Capeira que acontecem em datas comemorativas na Espanha e em Portugal. Como aqui no Brasil, acontece a farra do boi.
"Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia"

NOTA 1: 1999 - "Lei Taurina" no Peru, amparada no Decreto Lei nº 821, considera as touradas como "Espetáculo Público Cultural" reconhecido pelo Instituto Nacional de Cultura do Peru, isentando os empresários envolvidos em eventos desse tipo do pagamento de impostos.

NOTA 2: 2001 - 1ª tourada na Armênia. O "acontecimento" foi um caos. O touro desesperado conseguiu fugir da arena. Foi perseguido por toureiros, conseguindo ferir gravemente um deles. No final levaram de novo o pobre animal assustado e acuado para arena, acabaram por perseguí-lo com um carro e o balearam com uma espingarda. O toureiro para não perder a pose diante da multidão fincou-lhe a corcova fazendo com que o animal caísse morto. Foram cenas terríveis, bestiais.

NOTA 3: 2002 - No recente filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, "Hable con ella", seis touros foram cruelmente mortos. De acordo com matéria publicada numa revista espanhola, os animais usados tinham defeitos de nascença, o que "barateou" a produção, pois animais assim custam muito menos. Uns touros eram cegos, outros mancos e com problema de tamanho (muito pequenos para touradas tradicionais). O cineasta Pedro Almodóvar e a sua produtora El Deseo foram acusados, por grupos ecologistas espanhóis de submeterem a sofrimento real e posterior morte quatro touros durante as filmagens, não cumprindo assim a Lei de Proteção dos Animais, que obriga que cenas com animais sejam simuladas. Foi criado um movimento internacional para boicotar o filme, cuja estréia foi dia 15/03/02 na Espanha.
Neste protesto foi discutido o uso de animais vivos, sobretudo animais com deficiência física, o que os torna ainda mais indefesos e derruba argumentos éticos do diretor. Devido à necessidade de cortes de cena, segundo a imprensa espanhola, o diretor teria prolongado a agonia dos animais, recolocando-os em ângulos e posições específicos e re-gravando a cena muitas vezes para garantir "a perfeição" das mesmas. Foi criado um manifesto internacional contra a exibição do filme.

Fonte: Território Selvagem


"Para um homem cuja mente é livre existe algo ainda mais intolerável no sofrimento dos animais do que no sofrimento do homem. Porque neste último caso é pelo menos admitido que sofrer é mau e quem o causa, criminoso. Mas milhares de animais são inutilmente chacinados todos os dias sem sombra de remorso. Qualquer homem que se refira a isso iria sentir-se ridículo. E esse é o crime imperdoável"

Romain Rolland


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Wilmes Roberto Teixeira, de 78 anos, é uma das figuras mais ilustres da medicina legal brasileira. Membro da American Academy of Forensic Science, Wilmes é livre-docente e dá aulas em três faculdades. Dedicou sua vida a três linhas de pesquisa: a da identificação de corpos de difícil reconhecimento, a de mulheres vítimas de estupro e homicídio, com o uso pioneiro do exame de DNA no País para esses casos, e, por fim, das crianças vítimas de espancamento.
Da primeira linha, ele se destacou pela identificação dos restos mortais do carrasco nazista Joseph Mengele, em 1985. Da segunda, de 1991 a 1999, ele dirigiu o Centro de Investigação de Crimes Sexuais, na Universidade de Mogi, de onde saíram trabalhos como a identificação de sêmen no reto de uma das vítimas do Maníaco do Parque, em um cadáver já decomposto. Da terceira, surgiu a publicação de artigos que mudaram a forma de os legistas brasileiros analisarem crianças vítimas de violência. Wilmes recebeu o Estado em sua casa, em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo. Leia a entrevista:
O senhor foi quem trouxe o conceito de Síndrome do Bebê Espancado, a Sibe, para o País…
Na verdade, fui eu quem deu esse nome de Sibe. A Sibe vem de 1978. Publiquei na Revista Paulista de Medicina o primeiro artigo sobre a síndrome. O bebê não entende a agressão, não se defende. Como não anda, não escapa; como não fala, não denuncia. O bebê é uma vítima peculiar, muito aproveitada pelo criminoso. Nos EUA, a Sibe começou a ser pesquisada em 1946, pelo americano de Pittsburgh, John Caffey, radiologista. Em 1962, Kempe, pediatra americano, junto com Caffey, sistematizou o estudo e batizou o tema de The Battered Child Syndrome. Isso chocou a opinião pública.
Por que os pediatras precisam de tantas provas para perceberem o espancamento?
Dificilmente um médico percebe. Esse é o problema. Primeiro, porque essas crianças espancadas estão em casa. Em geral, (mães que espancam) só levam quando a criança está muito mal. Enquanto puder agredi-la em casa, ela espanca, está me entendendo? Quando ela leva a criança ao hospital público, está lá o pediatra, que é um profissional com mais dificuldades de trabalhar do que os demais, porque o cliente dele não conta nada. Quem fala é a mãe. O pediatra tem de acreditar na mãe. Todo indivíduo sabe o óbvio: mãe protege filho. Quando essa mãe chega, o médico vê aqueles hematomas e pergunta. A resposta é: “Ah, ela caiu do berço.” O médico não está preparado para duvidar. É uma idéia visceral a de que as mães são protetoras. Mas há mães espancadoras.
Qual a dimensão da Sibe no País?
No Brasil, devemos ter de 400 mil a meio milhão de crianças menores de 4 anos que são espancadas, por ano. Isso é uma estimativa baseada na experiência americana. Não temos estatísticas, temos estimativas. Quarenta mil dessas crianças ficam em estado grave e 4 mil morrem. Se você calcular qual é o índice de apuração de homicídios no Brasil, dá para calcular quantos casos são investigados.
Quais são os tipos de agressão catalogados?
As formas de agressão são: por negligência, a forma mais branda. A segunda é a sonegação de alimentos. Há crianças que chegam esqueléticas ao pronto-socorro. Há ainda o abuso químico, que são os pais que dão bebida alcoólica aos filhos. Há o abuso sexual, que é bem conhecido. Há a agressão da criança sacudida, que é o “shaking baby”. Ele provoca lesões de retina com cegueira e lesões cerebrais. A cabeça da criança é maior em relação ao corpo. Só na idade adulta é que a anatomia humana atinge a proporção ideal. Por ser maior, a cabeça, conforme ela chacoalha a criança, vai para a frente e para trás, lesionando o cérebro. É efeito chicote.
Existe a agressão por esganadura? Por asfixia?
Sim, e são de dois tipos. A asfixia como forma de tortura, de espancamento, e a que foi introduzida por mim aqui, que é a asfixia pela síndrome de Munchausen por procuração. Neste caso, a mãe tem um objetivo deliberado: vai matar o filho, porque ele é um empecilho aos seus propósitos. O que ela faz? Há mães que põe sangue de galinha no ouvido da criança, machuca a criança, para levá-la ao médico, para poder criar uma situação de doença. O Munchausen era o barão que mentia, portanto é a doença de mentira. A mais grave é a que ocorre pela asfixia, que é chamada também de homicídio gentil por asfixia, chamada assim porque não deixa marca. Sem ninguém saber ou ver, a mãe tapa a narina e boca da criança, e a sufoca. Quando ela começa a se debater e arrefecer os movimentos, ela tira a mão. Com o tempo, ela adquire a habilidade de conseguir deixar a criança no ponto de parada respiratória. Daí, ela leva a criança ao hospital. Os médicos internam, fazem a recuperação respiratória, fazem exames e não encontram a doença porque ela não existe. A mãe faz isso uma vez ou duas, e depois, mata a criança. Quando ela mata, vai naquele mesmo hospital. Os médicos não conseguem fazer um diagnóstico. Então, dão como morte por causa indeterminada, como doença respiratória a esclarecer. E tudo não passou de homicídio. Nos EUA, cruzando dados de prontuários, observaram duas coincidências, nenhuma médica: a tal doença respiratória, que constava do óbito, só aparecia na casa do bebê, e só aparecia no hospital quando a mãe visitava.
Quais sinais denunciam a Sibe?
Primeiro, o espectro equimótico. Equimose é um derrame de sangue de um traumatismo, porque rompe os vasos capilares. As equimoses têm cores diferentes. Quando você bate, ela surge roxo azulada. Com o passar do tempo, vai esmaecendo, amarelando, até desaparecer. Essa variação chama-se espectro equimótico. Isso denuncia que não há apenas um hematoma, mas vários, e de cores diferentes, o que corresponde a batidas de datas diferentes.
Por que o sr. fala em mãe agressora?
Porque em geral é a mãe. Havendo um casal, um vigia o outro. São em geral mães não casadas. Veja bem, estamos falando de pessoas más. Mal cuidada, essa criança chora, quando chora, apanha. E vira um círculo vicioso, de tal forma que, só de ver a mãe, essa criança chora. Daí ela parte direto para o traumatismo.
Há sinais de asfixia em Isabella Nardoni. Quando começa a bater, essa mãe se descontrola. Nos casos de asfixia, há também esse descontrole?
Não, asfixia não é igual a espancamento.
Há como espancar só por descontrole, sem a intenção de matar?
Veja bem, espancar é um verbo que traz certo peso. O objetivo do espancador é eliminar a criança, seja parcialmente, do tipo calando a vítima, ou totalmente.
No caso de Isabella, sabe-se que ela chegou com vida lá embaixo, mas que antes foi espancada e esganada. Após ser esganada, a criança pode passar a impressão de estar morta, mas voltar ao normal minutos depois?
Pode. A asfixia por compressão do pescoço impede a passagem do sangue para o cérebro. Em 12 segundos, ela pode perder a consciência. Se o agressor soltar a mão, a criança pode voltar a respirar fracamente, o que dá a impressão de estar morta. Já a morte cerebral ocorre, por asfixia, em quatro a cinco minutos.
Mas se for esganada por pouco tempo, ela volta depois.
Em seguida.
No caso Isabella, falaram em período de recuperação após a esganadura. Isso porque, segundo a hipótese de que tenha sido o pai e a madrasta os autores, eles poderiam ter decidido jogá-la pela janela porque achavam que estava morta.
Não, ela voltaria a respirar em seguida. A asfixia mata rapidamente também. Passaram-se três, quatro minutos, ela não volta; um ou dois minutos a menos, ela volta, mas não consciente. Ela respira, mas não volta à capacidade de cognição, de ver, falar… Volta de uma forma restrita, com seqüelas para sempre.

Wilmes Teixeira
É especialista em medicina legal e membro da American Academy of Forensic Science
Cunhou o termo Síndrome do Bebê Espancado (Sibe)

Fonte: O Estado de São Paulo

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Cartéis como os 'Zetas' têm no seqüestro importante fonte de renda

Autoridades do Estado mexicano de Chiapas, no sul do país, anunciaram ter libertado um grupo de 51 centro-americanos em poder dos Zetas, um dos mais temidos cartéis que disputam o controle do tráfico de drogas no país.
As vítimas permaneceram dois dias em uma casa enquanto os seus raptores entravam em contato com as famílias e exigiam resgate. Oito pessoas ligadas ao grupo foram capturadas.
O grupo de imigrantes ilegais, a maioria de Honduras, foi interceptado próximo à comunidade de Palenque, quando se preparava para tomar um trem que cruzaria o país até a fronteira com os Estados Unidos.
As vítimas foram levadas a uma fazenda conhecida como La Victoria, na cidade de Tenosique, no Estado de Tabasco, a poucos quilômetros da divisa com a Guatemala.
Segundo as autoridades, alguns dos reféns conseguiram fugir e procuraram ajuda. Horas depois, o resto do grupo foi resgatado por um comboio militar formado por soldados do Exército mexicano e as polícias de Tabasco e Chiapas.
Sete dos seqüestradores foram presos na operação. Um deles foi capturado tentando se passar por um imigrante.

Atividade comum

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) mexicana afirmou que em média 1,6 mil seqüestros de imigrantes ilegais são cometidos no país por mês.
"É o pão de cada dia. Quando os imigrantes centro-americanos saem de nosso albergue, pedimos que tomem cuidado, porque entram na terra do seqüestro ", disse à BBC Alexander Solalinde, diretor da Casa do Migrante em Ixtepec, Oaxaca, no sul do México.
Ele afirma que há três anos integrantes dos Zetas seqüestram imigrantes ilegais na fronteira sul do país.
Estima-se que o faturamento gerado por estes crimes supere US$ 25 milhões por ano, de acordo com o relatório especial da CNDH sobre a atividade ilegal.
‘Los Zetas’ surgiram em 1998 com a deserção de 40 membros das forças especiais do Exército mexicano treinados em unidades de elite das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Washington considera o grupo como altamente perigoso, e países da América Central, como a Guatemala, vêem a organização como uma ameaça à sua segurança nacional.
O cartel chegou a ameaçar de morte o presidente guatemalteco, Álvaro Colom.

Alberto Nájar
Da BBC Mundo na Cidade do México
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Viúvos que vivem sozinhos fariam parte do grupo de maior risco
Um estudo sueco sugere que pessoas que possuem uma variante genética específica e vivem sozinhas na meia-idade estão no grupo de maior risco de sofrer de demência.Dois mil homens e mulheres no leste da Finlândia participaram da pesquisa do instituto Karolinska, em que os estudiosos analisaram o estado conjugal dos participantes e verificaram a presença ou não da variante quatro do gene apolipoproteína E (apoE).A presença dessa variante é considerada o fator genético de risco mais comum para o desenvolvimento de doenças como o mal de Alzheimer.A primeira observação dos pesquisadores suecos foi feita quando os voluntários tinham cerca de 50 anos e a segunda, 21 anos depois.A conclusão foi que pessoas que vivem sozinhas na meia-idade correm duas vezes mais risco de desenvolver a demência do que aquelas que moravam com seus parceiros. Já para as viúvas e viúvos, esse risco mostrou ser três vezes maior.Os pesquisadores concluíram que a chance de desenvolver demência é maior principalmente em pessoas com a variante 4 da apoE que se separaram ou ficaram viúvas antes dos 50 anos de idade e viviam sozinhos.
“Desafios cognitivos”
O estudo foi divulgado em um artigo na versão online da publicação científica British Medical Journal.Krister Hakannson, que liderou o grupo de pesquisadores, afirmou que os resultados do estudo são importantes para prevenir a demência e a debilidade cognitiva.“Viver em um relacionamento com um parceiro pode implicar em desafios cognitivos e sociais que têm um efeito de proteção contra a debilidade cognitiva na velhice”, disse ele.Segundo Hakannson, a “intervenção de apoio” às pessoas que perdem os parceiros pode ajudar na prevenção da doença.
Viuvez
Em um editorial também publicado no British Medical Journal, a pesquisadora Catherine Helmer, da Universidade Victor Seglen, em Bordeaux, na França, afirma que a hipótese dos efeitos negativos da viuvez ainda não foi provada.Ela acredita que mais estudos precisam ser feitos para provar a vulnerabilidade genética como um elo entre a viuvez e a demência.Além disso, a pesquisadora afirma ainda que a relação entre demência e a presença da variante 4 do apoE precisa ser tratada com “cautela”, já que a pesquisa é um estudo epidemiológico que observou a incidência da doença em apenas um tipo de pessoas e precisa ser confirmada com outras pesquisas.Em 2005, cerca de 25 milhões de pessoas sofriam de demência ao redor do mundo. Esse número deve subir para 81 milhões até 2040.

Fonte: BBCBrasil
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O fato de falarmos a mesma língua, e sermos colonizados pelo mesmo país não nos dá qualquer indicador de sermos países irmãos
Nem sempre a relação entre canarinhos e palancas negras, mascotes das seleções brasileira e angolana, vive de convergências - desenho retirado do blog solangeemangola.blogspot.com
Pouco depois de ter chegado ao Brasil, o pessoal de Angola me fazia insistentemente às seguintes perguntas: E ai cara como é Brasil? Tem muitas semelhanças com Angola? (1) No meio disso, eu apenas dizia: É muito cedo para dar uma resposta clara sobre esses aspetos. Passado o tempo, acredito que agora já estou em condições de tecer algumas considerações a respeito disso.
Faz menos de quatro meses que me encontro na Republica Federativa do Brasil. Quatro meses, mais, o suficiente para viver e compreender por um lado a grande simpatia e hospitalidade deste povo maravilhoso e, por outro, a “ignorância” dos mesmos pelas questões ligadas aos países africanos da lusofonia e, ao mesmo tempo notar as grandes diferenças entre os angolanos e brasileiros nas questões de educação e produção cultural.
Quero deixar bem claro que quando falo da ignorância não é no sentido pejorativo, espero bem que entendam, quero apenas mostrar aqui que para muitos brasileiros, fora do Brasil o único país que fala a língua portuguesa é Portugal. Talvez seja por ser um pais da “Europa”, ou ainda, pelo fato de ser o “colonizador” será? Deixo isso para cada um tirar as suas conclusões. Por vezes eu tenho me perguntado: Será que na grade curricular do Brasil não há conteúdos que retratam sobre a lusofonia? Ou será mesmo uma simples ignorância das pessoas? Estas inquietações surgem como contra pergunta a respeitos de diversas interrogações a qual somos vitimas quase todos os dias que nos apresentamos como sendo angolanos: Puxa cara você fala bem o português. Angola? Fica aonde? Em Angola também se fala português? Enfim, muitas e outras que nem basta relatar aqui mais que me deixam muito indignado. Quero mais uma vez ressaltar que o uso do termo “ignorância”, se justifica porque a camada que me interpreta dessa forma constitui-se em indivíduos com certo nível de desenvolvimento e com um grau de escolaridade acima do nível médio. Boa parte destes são pessoas que estão na faculdade e muitos ate já terminaram a graduação. (estou a falar de indivíduos da grande metrópole do Estado de São Paulo e não do Brasil em geral).
Há muita crença de que não existem muitas diferenças entre o povo Brasileiro é o povo Angolano. Esta crença é muita das vezes sustentada pelo fato de falarmos a mesma língua, termos o mesmo colonizador e, principalmente na expectativa de que muitos angolanos transportados para America como escravos terem parado no território que hoje forma o Brasil. Na verdade em meu ver, ali é que esta o problema. É justamente ali onde reside a falsa crença: O fato de falarmos a mesma língua, e sermos colonizados pelo mesmo país não nos dá qualquer indicador de sermos países irmãos. Há uma total discrepância na significação e na produção cultural entre os dois povos. Há muitos valores, crenças e costumes que são totalmente diferentes. Passo a citar apenas alguns.
Tanto em Angola como no Brasil, existem variedades de hábitos, rituais e costumes culturais, oriundos de povos de várias etnias, desde as danças, musica, gastronomia, vestimentas etc. A diferença reside na maneira como os indivíduos e grupos expressam e atribuem significado à estas experiências, o que de uma maneira ou outra estão intrinsecamente relacionadas com o contexto social e cultural específico.
Enquanto que os valores do povo brasileiro se caracterizam por privilegiar uma abordagem individual, o que torna a pessoa presa a sua “toca”, ao ponto de não querer saber nem mesmo do vizinho, muito menos do outro, tornando se desse modo preso ao leito familiar ( mamãe e papai), os elementos culturais angolanos enfatizam o coletivo, o social, a comunidade. A filosofia de vida dos angolanos está intimamente aprofundada no princípio de valores tradicionais. Em quase todas as camadas ou extratos sociais em Angola, e comum fazer o recurso à tradição, principalmente em períodos de crise pessoal ou mesmo social. As rituais tradicionais é o meio pelo qual são celebradas ou governadas situações específicas.
Pode notar também que uma das grandes diferenças destes dois povos “irmãos” consiste no modelo de educação adotado no processo de transmissão dos valores culturais as novas gerações. Brasil usa um sistema liberal, onde quase tudo é permitido, dado e ensinado. Cabe a cada pessoa analisar e refletir por si mesmo se pode aderir ou não. Nota-se neste sistema a livre e espontânea vontade que as pessoas apresentam na expressão oral e em conseqüência disso, quase 90% dos jovens Brasileiros, dificilmente falam sem tirar “palavrão” ou mesmo usar a gíria na sua alocução.
Já Angola, usa um modelo semi Aberto, onde muita coisa é filtrada antes mesmo de chegar às pessoas de modo a evitar o choque com os modelos culturais e tradicionais. Em conseqüência disso, os angolanos são presos à cultura e os valores morais das suas regiões origens.
Estas em linhas gerais constituem em meu ver as principais diferenças entre o povo angolano e o brasileiro. Sem querer terminar, mas término por aqui, antes dizer: A cultura joga um papel crucial no bem-estar psico-social das populações uma vez que a maneira através da qual as pessoas gerem o seu sofrimento estão, pelo menos em parte, baseadas nas percepções culturais. “A diferença gera desenvolvimento”.
(1) Quando nos referimos a diferenças e semelhanças, estamos apenas a fazer referência sobre os aspectos de produção cultural entre os dois povos, ou seja, existem hábitos e costumes iguais? Em nenhum momento, me referi aos aspectos de desenvolvimento socioeconômicos que, a priori se diga, não tem nada de comparação com Angola, exceto as favelas (mas sem o tráfico).

Fonte: O Patifúndio.com
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Governo espanhol dá apoio a iniciativas para acabar com homofobia.
Festa, considerada um grande sucesso, parou o centro da cidade.
Mais de 1 milhão de pessoas participaram da Parada do Orgulho Gay de Madri, em um dia de festa em que os participantes apontaram a educação como elemento básico para acabar com a homofobia no país.


Os participantes, chegados de todas as partes da Espanha, lotaram as principais ruas da capital e superaram as previsões dos organizadores. O desfile foi aberto com um imenso cartaz com o lema "Escola sem armários", seguido por 30 carros enfeitados com as cores do arco-íris. Entre os que seguravam o cartaz estavam a ministra da Igualdade espanhola, Bibiana Aído, dirigentes políticos e sindicais e representantes da sociedade civil.
"Temos muitos motivos para ter orgulho. Somos um país aberto que fez uma aposta clara na ampliação dos direitos", disse Aído, que explicou que todos os gays, lésbicas, transexuais, e bissexuais "têm o governo a seu lado". A ministra lamentou, no entanto, que 50% dos adolescentes homossexuais sofram violência na escola e nos centros educativos. "Todos temos de ajudar para que a escola seja um espaço seguro para a diversidade, porque o que se aprende desde pequenos fica para sempre", comentou.
Vestidos com plumas, lantejoulas, saltos e roupas de couro, grupos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais desfilaram em uma maré humana que obrigou as autoridades a bloquear o tráfego no centro de Madri. Os organizadores declararam 2009o Ano da Diversidade Afetivo/Sexual na Educação, ao longo do qual reivindicarão um sistema educacional em que a diversidade sexual "tenha o reconhecimento de que precisa".

Fonte: G1
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RIO - O Secretário municipal de Saúde, Hans Dohman, esteve neste sábado na maternidade Fernando Magalhães para conversar com Manuela Costa, que perdeu o seu bebê ao ter sua internação recusada no hospital Miguel Couto e recebido orientação para pegar um ônibus para outra unidade hospitalar. Dohman afirmou que o fato ocorrido é inadmissível:
- O que aconteceu é fora do padrão do atendimento da rede municipal. Estou indignado. Já abrimos uma sindicância para apurar o caso.
Até o momento, ainda não foi identificado o médico que se recusou a atender Manuela e mais duas pacientes, encaminhando as três para a Fernando Magalhães de ônibus. Apenas Manuela tinha gravidez de alto risco. Segundo a Secretaria de Saúde, o procedimento padrão nesses casos é transportar numa ambulância a paciente para a maternidade.
- Conforme for apurado, o médico responsável pode ser demitido. Como médico, estou chocado e estarrecido com o caso. O mais inexplicável nesse caso foi a grávida ter vindo de ônibus para a maternidade. Procurei passar palavras de carinho e conforto a Manuela.
A prefeitura acredita que em duas ou três semanas o caso já vai estar esclarecido. Duas sindicâncias foram abertas e o secretário se comprometeu a pedir pressa nas investigações. Na segunda-feira, membros da Secretaria de Saúde vão se reunir com a Procuradoria Geral do Município

Fonte: GloboOnline

Veja o caso:

RIO - O sonho de ter uma menina, que viria a se juntar a dois garotos mais velhos, estava prestes a se tornar realidade, mas foi interrompido pela irresponsabilidade e pelo descaso médico durante um atendimento no Hospital Miguel Couto. No último dia 2, quinta-feira, Manuela Costa, de 29 anos, foi ao hospital sentindo fortes dores e com sangramento. Depois de ser examinada pelo obstetra de plantão, ela teve seu braço rabiscado de caneta com os dizeres: "Fernando Magalhães" e "476 e 460". Significavam o nome da maternidade que a paciente deveria procurar e os ônibus que, por conta própria, pegaria para chegar lá. Assim como ela, mais duas grávidas depois de examinadas foram "marcadas" pelo plantonista e encaminhadas para a maternidade de São Cristóvão.
Manuela chegou à maternidade, foi submetida a uma cesariana de emergência e a criança nasceu morta. Ela agora espera receber alta na segunda-feira para poder assistir ao enterro da neném. O prefeito Eduardo Paes determinou uma apuração rigorosa.
- O caso era uma emergência, um quadro clássico de descolamento prematuro da placenta, o chamado DPP. O médico do Miguel Couto jamais poderia ter encaminhado esta grávida para outro hospital, muito menos sem pedir uma ambulância. Ela tinha que ter sido operada no Miguel Couto para só depois seguir para outro hospital - denuncia um médico da Fernando Magalhães, indignado com a história. Ele garantiu que as outras duas gestantes também não tinham condições de seguir por conta própria para outro hospital.
Os casos de Manuela e das outras duas grávidas marcadas a caneta geraram revolta na maternidade, onde foram fotografadas por um funcionário. Segundo uma fonte do hospital, que passou a denúncia ao GLOBO, a direção da Fernando Magalhães acionou a Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC).
A secretaria esclareceu, em nota, que, ao saber dos casos das gestantes, abriu sindicância no Hospital Municipal Miguel Couto para apurar de quem foi a responsabilidade do ato; abriu sindicância na Superintendência Materno Infantil, no nível central, para que as medidas cabíveis sejam tomadas; e enviou carta ao Comitê de Ética do Hospital Miguel Couto para os encaminhamentos necessários. A secretaria informou ainda que, "no prazo máximo de três semanas, terá todos os esclarecimentos a respeito do caso e que todos os responsáveis serão punidos com o rigor da lei".
O chefe da Obstetrícia do Hospital Miguel Couto, Mário Guilherme da Fonseca, disse que o ocorrido já foi comunicado à direção do hospital e que a sindicância interna foi aberta.
- Se este comportamento estranho e lamentável ficar comprovado, as questões administrativas serão tratadas com o maior rigor - explicou Mario Guilherme da Fonseca.

Fonte:Extra Online
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Espécie corre risco de extinção.A gestação do elefante dura 22 meses.

Zoológico Taronga liberou a foto do filhote de elefante asiático que nasceu no sábado (4). A mãe, Thong Dee, ficou agitada após o parto e precisou ser acalmada antes de encontrar com o filho, que pesa 120 kg e ainda não tem um nome. O nascimento é um passo na tentativa de tirar o elefante asiático do risco de extinção
G1
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'Sou capaz de cortar moita em um instante', diz Irondina Serafim.Ela afirma que alegria é receita para viver bastante e com energia.

Quem vê a disposição da agricultora Irondina Serafim Vaz, de Caxambu do Sul (SC), dificilmente é capaz de acertar sua idade. Ela tem 104 anos, nasceu em 10 de fevereiro de 1905. A agricultora é mais velha do que o município onde vive, que até 1962 se chamava Caxambu e era um distrito de Chapecó (RS). Irondina mantém praticamente todas as atividades rotineiras da época em que era mais nova. Ela mora sozinha ao lado da casa de um sobrinho e faz questão de tirar leite das vacas, cortar madeira para lenha, carpir a horta, cortar cana, moer milho, limpar a casa e fazer comida.
“Eu estou bem, faço todos os serviços”, afirma a agricultora. Um dos segredos de tanta vitalidade é, segundo ela, manter o corpo em movimento. “Não sou preguiçosa”, afirma. Ela também se alimenta bem. A maior parte do que consome é de produtos naturais, cultivados por ela mesma. “Planto feijão, mandioca, cebolinha e manjerona”, diz Irondina. O resultado dos pequenos cuidados pode ser conferido quando a agricultora corta a cana. “Sou capaz de cortar essa moita num instante”, afirma Irondina, que derruba um pé de cana com apenas um golpe. Irondina dificilmente vai para o médico. Ela procura atendimento apenas quando sente alguma dor. A visão continua boa - aos 104 anos, ela ainda consegue ler a Bíblia sem o uso de óculos. A única atividade que ela deixou de fazer, não por causa da idade, foi dançar. “Isso eu não faço desde os tempos de antiguidade, quando era solteira”. Depois de criar seis filhos, ela ajuda a cuidar agora dos netos e bisnetos. Sempre com um sorriso no rosto, a centenária diz que a alegria é mais uma das receitas para quem quer viver bastante, com lucidez e energia.



G1
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Calendário de vacinação para as crianças com Síndrome de Down

Ao nascer
BCG , Hepatite B (HB)

2 meses
Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), Hepatite B, RotavírusPn 7-valente, Menin C conjugada

4 meses
Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), RotavírusPn 7-valente, Menin C conjugada

6 meses
Poliomielite oral, Tetravalente (DTP/Hib), Hepatite BPn 7-valente, Influenza

7 meses
Influenza

9 meses
Febre amarela (para áreas de risco)

12 meses
Sarampo/Caxumba/Rubéola, Varicela, Pn-7valente, Hepatite A

15 meses
Poliomielite oral, DTP, Menin C conjugada

18 meses
Hepatite A

4-6 anos
Poliomielite oral, DTP, Sarampo/Caxumba/Rubéola

Anualmente
Influenza

Bruna Menegueço


Crescer
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Gabriel (nome fictício) experimentou maconha aos 14 anos. Estudioso e sem nunca ter preocupado os pais, o adolescente foi aprovado no primeiro vestibular para o curso de Engenharia Elétrica aos 17 anos. Na universidade se tornou viciado em drogas, o que o levou a nove meses de internação em uma clínica particular para dependentes químicos.
A curiosidade própria da idade, a frustração com o fim de um namoro de dois anos, a predisposição, o convívio com colegas e professor usuários, segundo a mãe, foram motivos para a mudança de comportamento do adolescente, hoje com 22 anos. “Ele começou a faltar aula do estágio, perdeu o semestre, não tomava banho. Trocou o dia pela noite”, afirmou a mãe de Gabriel que não quis se identificar.
Ela já procurou tratamento para o filho em Barbacena-MG, Birigui-SP e em Uberlândia. “Hoje ele está em uma fase de estabilidade, apesar de não estar abstinente”, disse. “Ele já usou várias drogas: cocaína, crack, mas a fissura dele é pela maconha”. Gabriel foi internado sem o seu consentimento. “Não tive outra escolha”, disse a mãe, que também precisou se tratar de depressão.
No Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD), dos 118 pacientes, 19 têm de 12 a 17 anos e, segundo a coordenadora e psicóloga Elaine Bordini Villar, diferentemente dos adultos, a procura por tratamento para os jovens não é espontânea. “O desejo que eles se tratem é sempre do outro, do pai, da mãe, do cuidador ou do juiz. Eles mesmos acham que não têm problema”, disse.
Diferentemente de Gabriel, a maioria destes jovens está fora da escola e tem histórico de repetência e evasão escolar. Ainda de acordo com a coordenadora, quando eles tentam retornar aos estudos, têm dificuldade de adaptação. “As instituições de ensino têm dificuldade de lidar com as diferenças, não estão preparadas para receber estes jovens”, disse Elaine Villar.
Imaturidade, dificuldade de aceitar limites, autoafirmação, fragilidade familiar e amizade são alguns dos motivos que levem ao vício, de acordo com ela. “É todo um contexto. Nessa idade, logicamente, eles são muito imaturos e ficam apaixonados pela droga, não conseguem enxergar os riscos. Grande parte dos adultos que se tratam aqui também começou o uso na adolescência”, afirmou a psicóloga.
Em sua maioria são jovens de classe social baixa, mas Elaine Villar já recebeu jovens de famílias de classe média alta. “Atendi um menino que estudou em escola particular e tinha uma mãe presente. Com 16 anos fazia pequenos furtos pela aventura de fazer o que é errado, porque dinheiro ele tinha.”

Crimes envolvendo jovens estão ligados a drogas
O promotor de Justiça da Infância e da Juventude da comarca de Uberlândia, Jadir Cirqueira de Souza, afirma que a maior parte dos jovens que chega ao seu gabinete tem de 14 a 17 anos, vai por intermédio da mãe, quase nunca pelo pai, e é pobre, de família fragilizada socialmente e desinformada. “As drogas atingem todas as camadas da sociedade, mas os ricos não nos procuram, pedem ajuda em clínicas particulares”, afirmou Cirqueira.
Ainda de acordo com o promotor, 90% dos crimes envolvendo jovens estão relacionados a entorpecentes. “Se não é tráfico, é roubo, geralmente para comprar drogas”, disse.Segundo levantamento da 9ª Região de Polícia Militar, do total de pessoas presas por tráfico de drogas até maio deste ano, 18% são menores de idade. No ano passado, neste mesmo período este número correspondia a 26% dos adultos.
Cirqueira afirma que os programas públicos que atendem a essa camada da sociedade são falhos e insuficientes, motivo pelo qual ele ajuizou uma ação pública contra o Município cobrando programas que se adaptam ao sistema de proteção psicossocial voltado ao combate das drogas. “Os jovens que são tratados no Caps devem representar 0,1% dos que precisam de ajuda. Só no dia 22 de junho, recebi sete jovens aqui”, afirmou.
O promotor trabalha nesta área há 19 anos e conta que, de todos os municípios pelos quais passou, somente os que trabalham com programas educativos de repreensão às drogas tiveram redução no número de jovens usuários. “Cidades como Uberlândia que trabalham com sistema punitivo não têm o número de usuários reduzido. Ação judicial e policial é uma parte imprescindível, mas é o que menos efeito produz”, disse o promotor.
Pai de família, o Cirqueira afirma que a participação dos pais na vida do jovem é ainda maior do que antigamente. “Os pais precisam saber que o filho é um sujeito, que precisa ter direito, ter voz, dizer o que sente, o que pensa, do que gosta. Ele tem deveres, mas direitos também”, afirmou.

Curiosidade própria da idade é um dos motivos que levam ao uso de drogas

Falta figura de pai para os menores

No Centro Sócio Educativo de Uberlândia (Ceseu), dos 119 jovens internos com idades entre 12 e 17 anos, de 60% a 70% são criados pelos avós e o restante são filhos de mães separadas ou solteiras, segundo levantamento do Comissariado de Menores. “Vai desvinculando o sentido de família e isso é um agravante, porque, como os jovens do Ceseu são homens, eles não têm a presença paterna. Tem só a mãe que precisa trabalhar e os deixam sozinhos, à mercê do destino”, afirmou Célia Firmino de Menezes, comissária de Justiça da Infância e Juventude.
De todos os meninos, uma média de 90% já fez uso de maconha ou tabaco, 30% já usaram crack e uma minoria assume ter usado álcool. Entre as infrações, como homicídio, tráfico, estupro, a maioria dos jovens, cerca de 90%, foi aprendida por roubo ou furto.“Geralmente isso é para sustentar o vício. Já vi casos de traficante matar por causa de R$ 8”, disse a comissária.
Grande parte destes meninos fez uso de alguma substância psicoativa a partir dos 9 anos, por intermédio de um vizinho ou parente. De com acordo Elaine Firmino, as famílias as quais eles pertencem são de baixa renda e recebem até dois salários mínimos. “Nessa idade, eles querem um boné, um tênis e por isso furtam e traficam. Estão encantados, partindo para a fase adulta, mas ainda são crianças. Os meninos que vejo têm dois extremos, ou tímidos demais ou muito agressivos.”
Ainda segundo a comissária, é frequente a reincidência no Ceseu, onde os meninos podem permanecer entre 45 dias e 3 anos, dependendo da gravidade da infração. “As mães não conseguem controlar em casa e eles pedem limites”, afirmou.
Para Firmino, nestes casos é preciso tratar a família inteira, para se adequar e receber o filho que passou por reabilitação.“Tem que despertar também para o lado da saúde. A dependência química é genética. A pessoa nasce com propensão para usar, ou porque o pai bebe, ou para acobertar uma outra doença, um trauma, uma timidez”, disse a comissária.

Pai não acha que filho se recupera
Na porta do Ceseu, o aposentado Adalto (nome fictício) espera sua vez para visitar o filho caçula de 14 anos, apreendido por tráfico de drogas. Na mão do pai, um saco com bananas, livros e cartas dos três irmãos mais velhos, todos formados em curso superior. Um deles, mestre pela Universidade Estadual de Campinas. “Trouxe as cópias dos diplomas para mostrar para a psicóloga e ninguém duvidar de mim. Sou um pai carinhoso, meus filhos são bons, mas hoje em dia está difícil. Os maconheiros vão para a porta da minha casa e, como ele é menor, pagou o pato”, afirmou o aposentado.
O menino, que está no 7º ano do ensino fundamental, foi preso há 10 dias no bairro Morumbi e, segundo o pai, além de traficar, consome drogas. “Tenho fé que ele melhore, mas do jeito que está desobediente é mais fácil ir para cadeia do que voltar para escola”, afirmou.
Segundo Adalto, tudo começou depois que se mudou com a família para o bairro Morumbi, zona Leste da cidade, há cerca de sete anos. Na esperança de reverter a situação do filho, o aposentado está de mudança para o bairro Segismundo Pereira, antes que o filho saia do Ceseu. “O advogado falou que em 40 dias ele sai e quero já estar longe daquele lugar”, disse.

Jovens pedem dinheiro para sustentar o vício
Em um semáforo da cidade, os amigos Jonas e Alísson tiram seu sustento. O dinheiro, também conseguido ao vigiar carros na rua, vai todo para a compra de crack. “Comida ninguém nega, mas droga só dão quando querem viciar a gente. Depois que se vicia, só querem te vender”, disse Jonas, de 22 anos. “Gasto uns R$ 35 por dia com sete pedras”, afirmou Alísson, de 19 anos.
Apesar de já terem atingido a maioridade, os dois rapazes são usuários de droga desde a adolescência. O consumo do crack aconteceu depois de terem saído de casa e ido morar na rua, há cerca de dois anos. Eles contam que dormem em uma casa abandonada, onde além de consumir droga, conversam sobre o futuro. “Essa noite eu até falei para ele, o que vai ser da gente daqui um tempo. Tenho uma filha de 5 anos e olha o exemplo que estou dando para ela”, afirmou o mais velho que já foi preso três vezes e diz vir de uma família estruturada e que saiu de casa por vontade própria.
Alísson conta que saiu da casa da mãe depois de uma discussão com o padrasto. “Eles bebem muito. Um dia, ele bateu nela, entrei no meio e bati nele. Ela disse que nós dois não podíamos morar na mesma casa. Então, saí e aqui fora acabou minha vida”, afirmou o jovem que não conheceu o pai, já estudou inglês, informática e sonha com um futuro melhor. “Tenho vontade de ter uma esposa, filhos, um carro, mas nem minha mãe me quis”, disse ele. “Outra hora penso que posso amanhecer morto.”
Ambos afirmam ter experimentado crack por curiosidade e por incentivo de colegas. Também não negam que já roubaram para comprar a droga. “Tem hora que as pessoas dão bobeira, pedem para serem roubadas. Penso: isso aqui dá para comprar tantas pedras e pego. Quem está nessa e fala que não rouba, é mentira”, disse Jonas. “As pessoas viram as costas para gente. Somos maltratados, principalmente pela polícia. A culpa é da minha mãe e minha também. Eu escolhi assim”, disse o mais novo.
Fase é propícia a novas experiências
Os adolescentes passam por um processo de transição do estado infantil para o adulto, quando são cobrados pela sociedade sobre os caminhos que seguirão. É quando também encontram novas atividades de lazer, buscam por modelos de identidade, a aceitação do grupo onde estão inseridos e fazem a escolha profissional. “Apresenta-se ao jovem um novo estilo de vida”, disse a psicóloga Natália Fontes Caputo de Castro que trabalha com adolescentes dependentes químicos e com outras compulsões.
Segundo a profissional, é neste período que o adolescente se torna vulnerável a vários tipos de experimentação, entre elas, as drogas. “E quanto mais cedo experimentarem substâncias psicoativas, maior o risco de se tornarem usuários e dependentes químicos”, disse.
Sobre bebidas alcoólicas, a especialista fala de um estudo feito pelo governo federal, realizado em 2007, o primeiro levantamento nacional sobre o padrão de consumo de uso de álcool no País. Dentre a população geral, 14 milhões de adolescentes, entre 14 e 17 anos, foram ouvidos, dos quais 35% consomem bebidas alcoólicas uma vez no ano e 24% fazem uso mensalmente. “Esse dado é muito alto quando falamos de jovens”, disse a psicóloga.
Para a profissional, os motivos da dependência química são multifatoriais, como genética, hereditariedade, social, psicossocial e influências do meio de comunicação, entre outros. “Há relatos de pessoas que usam maconha uma única vez e desenvolvem um surto de esquizofrenia. A pessoa já tem um núcleo psicótico que não sabia que existia e a maconha, diferentemente do que se fala, é droga e vicia”, afirmou.
Para a psicóloga, a prevenção deve iniciar com crianças de 10 anos, inclusive para drogas lícitas, como o álcool e o tabaco. “Eles já deveriam entender sobre esses riscos desde cedo. Talvez não se falando diretamente sobre o assunto, mas ensinando o que é uma vida prazerosa, sem vícios. Deve ter um conjunto de ações”, disse a especialista.

Correio de Uberlândia
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A visita dos cães terapeutas dura uma tarde inteira no asilo. Crianças com necessidades especiais também são beneficiadas com o contato com os bichos.

Você já ouviu que o cão é o melhor amigo do homem, não é mesmo? Mas, o que muita gente não sabe é que a convivência com os bichinhos pode até ajudar no tratamento de doenças. Veja na reportagem de Gabriela de Palhano. No asilo onde vivem 18 senhoras essa seria mais uma tarde calma. Mas em poucos minutos aquele olhar perdido dá lugar a um largo sorriso. E sabe por quê? “Estou sentindo o coraçãozinho dela”, afirma uma senhora com uma cachorinha no colo.E nem é preciso medir os batimentos do coração de Dona Consuelo neste momento, a partir de agora quem dá o ritmo é a alegria. Tudo é feito com bastante calma pelos voluntários. Primeiro se aproximam os pequenos. Os cachorros mais robustos também chegam perto. E as reações são as mais diferentes. “É muito engraçadinha.Toda enfeitadinha. É bem macio o pelo”, diz outra idosa. Só algo assim para fazer Dona Sebastiana, de 91 anos, que vive quietinha na cadeira de rodas reagir . A visita dos cães terapeutas dura uma tarde inteira. Além dos idosos, eles gostam de crianças com necessidades especiais. O importante do encontro é que é uma troca, de afeto e carinho, que faz bem a todo o grupo. “Isso melhora a imunidade delas. Melhora as que têm depressão, tira elas do leito, muda a rotina delas na instituição”, afirma a terapeuta ocupacional Luciana Rodrigues. No fim do encontro o grupo já está integrado. E a visita acaba com uma despedida emocionante para os voluntários. “É uma alegria ver a felicidade na cara dessas pessoas. A gente tenta dar muito amor”, afirma uma mulher.


RJTV
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Casal Nardoni, consegue a 1ª vitória na Justiça

SÃO PAULO - Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e um parecer da Procuradoria da República podem ser decisivos no desenrolar do caso Nardoni.
Ao negar a possibilidade de o processo contra Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá ser analisado pelos tribunais superiores, o desembargador Eduardo Pereira Santos, presidente da Seção Criminal do TJ-SP, abriu a chance para que os réus sejam julgados neste ano.
Ao mesmo tempo, o criminalista Roberto Podval, que defende o casal, obteve em Brasília uma primeira vitória que pode livrar seus clientes da acusação de fraude processual. "Acreditamos que isso abrirá o caminho para que eles sejam postos em liberdade, pois esse era o principal motivo para mantê-los presos", disse Podval.
Estadão

O criminalista Roberto Podval é o novo advogado do casal Nardoni...
A retrospetiva profissional do doutor Roberto Podval inclui a defesa de Farah Jorge Farah que retalhou sua vítima e do 'Sombra' no caso do assassinato de Celso Daniel...
Roberto Podval tem conseguido êxito profissional ao provar que a verdade é mentira ou vice-versa, nos tribunais...
Como o advogado Roberto Podval consegue pôr nas ruas um bandido sanguinário que esquartejou uma mulher que jura amar ou um facínora que abriu a porta do blindado para entregar o amigo do peito a seus algozes é um mistério...
Roberto Podval trafega na contramão do clamor público...
Mas, tá nem aí...
Alguém tem que sujar as mãos...
E - em consequência, lógico - encher o bolso...

Agora Roberto Podval irá defender o casal Nardoni...
Sua frase descrevendo a menina Isabella Nardoni morta, soa meio debochada, insinuando que os outros filhos do casal também merecem dó...
Mais à frente Roberto Podval não afirma que o casal é inocente porém que as provas da perícia oficial são frágeis...
E...
Declara Roberto Podval que o dia em que ligar para a opinião pública, troca de profissão...
A estratégia de defesa do Dr. Roberto Podval no caso Nardoni será postergar o julgamento indefinidamente para desqualificar a prisão e devolver o casal ao lar apesar de ser o evento criminoso mais coberto de provas técnicas de toda história forense brasileira...
Se Roberto Podval conseguir seu intento, estará matando dois coelhos de uma só cajadada:
Irá desmoralizar definitivamente o Judiciário desta Pátria e colocará nas ruas dois criminosos que correm sério risco de serem linchados na próxima esquina...

Nao deixem de ver o video.
Jorge Schweitzer
Faz medo, saber que um advogado se torna brilhante e prestigiado, por amealhar casos tenebrosos de injustica, e conseguir botar o assassino/culpado, fora das grades.
Aonde estamos e para aonde vamos, minha gente?

Lucy Lacey


Blog hippopotamo
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