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30.6.09

Tratamento para problema de sono prevê fortalecimento de músculos da garganta e chama atenção da comunidade médica
Estima-se que 30% da população tenha apnéia obstrutiva do sono. Se o nome é complicado, conviver com os sintomas é ainda mais. O problema causa roncos noturnos, acompanhados de paradas momentâneas da respiração. Normalmente, está ligado a uma maior incidência de problemas cardiovasculares. Mas uma equipe do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, desenvolveu uma série de exercícios capaz de amenizar o sofrimento.A técnica foi apresentada em artigo publicado na revista científica internacional “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”. Todos os pacientes submetidos ao novo tratamento tiveram melhora do quadro, reitera o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, chefe da equipe e coordenador do estudo. Em casos mais graves, a apnéia é tratada com aparelhos portáteis (CPAP), que se acoplam ao rosto, por meio de máscara usada durante o sono.Em grau moderado e leve, contudo, o problema persiste como um desafio para os médicos. A eficiência dos atuais métodos - aparelhos portáteis, perda de peso, cirurgia e aparelhos intraorais - varia muito em função do perfil do paciente, segundo texto publicado pela assessoria de imprensa do Incor. De acordo com o órgão de comunicação, o novo tratamento foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Laboratório do Sono do Serviço de Pneumologia do instituto.Consiste em uma série de exercícios direcionados para o fortalecimento da musculatura da língua e garganta (palato superior). Isso porque, na apnéia do sono, esses músculos relaxam além do devido e provocam o colapso da musculatura. O estreitamento da garganta decorrente desse processo resulta em paradas transitórias da respiração. Pessoas que sofrem de apnéia costumam ter a qualidade de sono comprometida pelas interrupções da oxigenação nos pulmões. Provoca não somente sonolência continuada ao longo do dia, mas a ativação de uma cascata de mudanças no metabolismo que aceleram o processo de aterosclerose nas artérias do corpo. É bastante comum a doença estar associada a outras patologias correlacionadas a doenças do coração e dos vasos do corpo, como obesidade, hipertensão e diabetes

Tratamentos convencionais
Qualquer tratamento tem como objetivo o alívio de sintomas, redução da mortalidade e melhora da qualidade de vida do paciente. São indicados de acordo com o diagnóstico realizado após consulta médica, odontológica e exames complementares. Mas as recomendações tidas como gerais incluem dieta hipocalórica nos casos de obesidade, abandono de ingestão de bebidas alcoólicas, de sedativos, em especial antes de dormir, além de uma boa higiene do sono, informa o médico Roberto Gomes de Almeida, no site “Saúde em Movimento”. A terapia medicamentosa teria um modesto papel na abordagem da apnéia obstrutiva. Quando o problema é originário de defeitos anatômicos específicos, como hipertrofia de amígdalas e adenóides, a cirurgia é indicada. Ainda segundo o especialista, os tratamentos atuais se dividem em modalidades, dependendo da freqüência das apnéias, a presença ou não de anomalias anatômicas, da fragmentação do sono, da obesidade e idade. A indicação de prótese ventilatória-CPAP ou BIPAP é comum. Consiste na aplicação de uma pressão positiva contínua (mediante um compressor de ar e máscara nasal). O tratamento com aparelho oral também é uma possibilidade. É feito por dentista especialista.

Grupo testado com exercícios já apresenta resultados animadores

Um grupo de 31 pacientes participou do estudo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas. Todos tinham diagnóstico de apnéia do sono de grau moderado e leve. Um subgrupo de 16 pessoas foi sorteado entre os selecionados para praticar os exercícios, com séries diárias de 30 minutos, informa a assessoria de comunicação do instituto.Ao final de três meses, o subgrupo que foi submetido à nova técnica apresentou melhora significativa nos indicadores de apnéia. O número de cessação na respiração por hora de sono passou de 22,4 para 13,7 interrupções/hora. Segundo a assessoria, em 60% dos casos, a melhora foi tão significativa que os pacientes passaram de uma apnéia de grau moderado para leve.“Os resultados sugerem que a nova técnica é bastante promissora para tratamento desses casos e, o que é melhor, com baixíssimo custo”, afirma o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, chefe da equipe e coordenador do estudo. Houve melhora também nos demais parâmetros do sono desse grupo de pacientes. O escore de qualidade do sono, segundo a escala de Pittsburgh, a mais comum utilizada pelos especialistas, passou de 10,2 para 6,9 pontos. Além disso, houve diminuição na intensidade do ronco, que passou de “muito alto” para “próximo da respiração normal”. Outro dado chamou bastante a atenção dos pesquisadores, diz Kátia Guimarães, fonoaudióloga e pós-graduanda que desenvolveu a técnica e conduziu o estudo no Incor. Houve a diminuição de, em média, um centímetro na circunferência do pescoço. “É um indicador de que, efetivamente, os exercícios remodelam as vias aéreas superiores, que resultam na melhora da apnéia.”, diz Kátia. Não ocorreram alterações significativas no subgrupo controle de 15 pessoas participantes do estudo que, em função de sorteio, não foram submetidas à série exercícios.Outras informações sobre o novo tratamento podem ser obtidas pelo telefone (11) 3069-5000.

Jornal da Cidade de Bauru
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A medida quer dar mais chance para o adulto abusado quando criança poder ele mesmo acionar a Justiça, sem depender dos pais, que, muitas vezes, estão envolvidos ou querem esconder o que se passou
Joanna Maranhão pode virar o nome de uma lei que pretende reduzir a impunidade de quem abusa sexualmente de crianças e adolescentes. A nadadora virou símbolo do limite da Justiça na punição de abusadores após declarar, no ano passado, que foi abusada por um técnico quando tinha nove anos. São hoje duas as restrições aos adultos que querem processar seus abusadores de infância: a prescrição do crime (o fato deixa de ser punível) e a decadência (o direito de ação contra o abusador deixa de existir). É sobre o primeiro limite que quer agir um projeto de lei apresentado pela CPI da Pedofilia no Senado. Pela proposta, o prazo de prescrição de crimes contra a liberdade sexual de crianças e adolescentes (abuso sexual e atentado violento ao pudor, basicamente) passaria a contar do momento em que a pessoa faz 18 anos. A medida quer dar mais chance para o adulto abusado quando criança poder ele mesmo acionar a Justiça, sem depender dos pais, que, muitas vezes, estão envolvidos ou querem esconder o que se passou. Segundo levantamento do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, referência para vítimas sexuais, 50% dos atendimentos de 2008 foram a crianças com menos de 12 anos. A maior parte dos agressores é pai, padrasto, tio, primo ou avô, segundo Ana Cristina Amaral Moura do Instituto Sedes Sapientiae, que acompanha crianças por convênio com a Prefeitura de São Paulo. “A alteração proposta pela CPI evitaria a prescrição retroativa, quando o culpado pelo crime deixa de cumprir a pena dada porque já passou muito tempo do fato ocorrido até a pena recebida. Um exemplo: uma criança abusada pelo vizinho aos sete anos decide, aos 18, denunciar o caso. Aos 22, consegue a decisão favorável. Se a pena for mínima (réu primário, sem antecedentes), de seis anos, o crime estaria prescrito 12 anos depois do fato, ou seja, quando a pessoa tinha 19 anos. Assim, o acusado não é punido”, diz André Estevão Ubaldino, procurador do Ministério Público de Minas Gerais. Ele é formulador do projeto, feito com o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI. De acordo com o advogado Roberto Delmanto Jr, pena mínima é o comum na Justiça brasileira. Na vigência da nova lei, o crime prescreveria 12 anos depois de a criança completar 18 anos, levando o abusador à cadeia. “O que me preocupa é uma criança de pouca idade que quer agir, mas não pode. Quando ela tem direito de agir por conta própria, o crime está prescrito”, diz Ubaldino. Provar o crime tantos anos depois pode ser um problema, apontam especialistas. “Mas provas em crimes como esses já são difíceis, mesmo em curto espaço de tempo”, diz a advogada Thaís Dumet Faria. “Como você prova que alguém ficava se masturbando na frente da criança? Não acho que é o tempo que vai fazer com que isso seja frágil, porque já é”. É comum, dizem especialistas consultados, que os abusados tomem consciência do que ocorreu apenas com a idade, quando já não podem mais agir. “Elas têm maior consciência da gravidade do delito quando se tornam maiores de idade”, diz o promotor Tomás Ramadan, do Ministério Público paulista.
[Folha de S. Paulo (SP), Johanna Nublat – 28/06/2009]
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Pela proposta de lei, jovens com menos de 18 anos não poderão frequentar locais públicos sem a companhia dos pais, entre a meia-noite e 6h
Sob o argumento de que é preciso proteger os adolescentes, inibir o índice de atos infracionais cometidos por eles e coibir a prática de exploração sexual juvenil, ganha corpo na Região Metropolitana de São Paulo a discussão sobre adoção de um toque de recolher para proibir a permanência nas ruas de pessoas com menos de 18 anos desacompanhadas dos responsáveis, a partir de determinado horário. Já adotada em três pequenas cidades do interior paulista, Fernandópolis, Ilha Solteira e Itapura, e em municípios de pelo menos 13 comarcas de sete estados, a medida está em estudo em Santo André, Diadema, Guarulhos e Ribeirão Pires e em mais 16 cidades. De acordo com o autor do projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Santo André, Marcos Cortez (PSDB), o objetivo é diminuir o número de ocorrências policiais envolvendo meninos e meninas. “Nas cidades onde o toque de recolher foi adotado houve quase 70% de queda nessas ocorrências”, diz. Pela proposta, jovens com menos de 18 anos não poderão frequentar locais públicos sem a companhia dos pais, entre a meia-noite e 6h. Para o vereador Pastor Edmilson (PRB), de Diadema, a intenção é debater o assunto e obter apoio de toda a sociedade e do Conselho Tutelar para que o toque de recolher seja adotado. “Queremos diminuir a violência envolvendo os jovens, em especial os que se encontram em situação de risco, expostos a drogas, álcool, exploração sexual e vandalismo. Se o jovem está na rua num lazer sadio, no colégio ou trabalho, nada vai mudar para ele”, declarou. Mesma posição tem o vereador de Ribeirão Pires Edson Savietto (PDT), que quer o apoio do Judiciário para adotar a restrição no município. “Reconheço a polêmica do assunto. Mas a situação não pode continuar do jeito que está, com jovens e crianças bebendo até altas horas nas ruas”, defende Francisco Ferreira Brasil (PTN), que propôs em Guarulhos projeto que autoriza o Conselho Tutelar a realizar o toque de recolher na cidade. Juízes da Infância e Juventude no ABC são contrários à medida.
Lei Sequíssima - A juíza da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Ribeirão Pires, Isabel Cardoso da Cunha Lopes Enei, pede uma “lei sequíssima” nos bares e restaurantes, que de fato proíba a venda de bebida alcoólica para pessoas com menos de 18 anos. “Hoje há muito adolescente bebendo. Seria importante não uma lei seca, mas uma ‘lei sequíssima’. O toque de recolher é um factoide para encobrir o desrespeito à proibição da venda de álcool para adolescentes”, afirma Isabel. A juíza destaca a ilegalidade da medida restritiva à circulação de meninas e meninos no período noturno. “É inconstitucional. Os traficantes deveriam ser recolhidos, não os adolescentes. Na maioria das vezes que se recolhe um adolescente ao Conselho Tutelar, os pais demoram para ir buscá-lo. Com a restrição, os Conselhos vão se transformar em creche noturna de adolescentes”, alega. Os conselhos tutelares têm estrutura pequena para fiscalizar o cumprimento do toque de recolher e não há espaço suficiente para abrigar todos os garotos e garotas detidos nas rondas, segundo Iraci Pereira Pini, do Conselho Tutelar de Santo André. Há quem interprete a medida como gesto de proteção. “Sou a favor. Do jeito que os jovens estão não há responsabilidade nenhuma, fazem o que querem. Se os pais não têm essa capacidade de educar e controlar os filhos, não creio que seja errado delegar essa função para o Estado”, explica a professora Denise Ozório Rinaldo, mãe de um rapaz de 17 anos. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) já se mostrou contrário à adoção do toque de recolher no Brasil. “Não se verifica o mesmo empenho das autoridades envolvidas na adoção da medida restritiva em suscitar a responsabilidade da família, do Estado e da sociedade em garantir os direitos da criança e do adolescente, conforme dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente. A legislação já prevê a responsabilização de pais que não cumprem os deveres, assim como agentes públicos e comerciantes”, critica Ariel de Castro Alves, conselheiro do Conanda e presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo.
[O Estado de São Paulo (SP), Eduardo Reina – 28/06/2009]
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef) criticou oficialmente a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última semana, de manter a sentença que absolveu dois clientes por explorarem sexualmente crianças - sob o argumento de que se tratavam de prostitutas conhecidas. O texto relata que os acusados eram José Luiz Barbosa, o Zequinha Barbosa (campeão mundial em 1987 na corrida de 800 metros rasos) e o ex-assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação. O Unicef considerou absurda a justificativa do STJ para manter a decisao do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Por incrível que possa parecer, o argumento usado é o de que os acusados não cometeram um crime, uma vez que as crianças já haviam sido exploradas sexualmente anteriormente por outras pessoas, manifestou em nota a organização. De acordo com o Unicef, a decisão surpreende pelo fato de o Brasil ter assinado a Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1990, que convoca os Estados a tomarem todas as medidas necessárias para assegurar que as crianças estejam protegidas da exploração sexual.
Além disso, a decisão causa indignação, por causa da insensibilidade do Judiciário para com as circunstâncias de vulnerabilidade às quais as crianças estão submetidas. O fato resulta ainda num precedente perigoso: o de que a exploração sexual é aceitável quando remunerada, como se nossas crianças estivessem à venda no mercado perverso de poder dos adultos. Na nota, o Unicef reitera que nenhuma criança ou adolescente é responsável por qualquer tipo de exploração sofrida, até mesmo a sexual. Para a ONU, esse tipo de violência representa grave violação dos direitos à dignidade e à integridade física e mental de meninos e meninas.

Fonte: O Estado de S. Paulo.
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Um dia depois, o advogado Adriano Salles Vanni (foto maior) encaminhou ao STF solicitação para que o indiciamento fosse cancelado com o argumento de que a polícia apresentou na última hora, quando o médico compareceu à delegacia, o nome de mais quatro supostas vítimas, sem revelar o teor das acusações. Não houve portanto, segundo ele, a preservação do direito constitucional da ampla defesa.Mas a polícia e o Ministério Público negam que a defesa esteja sendo prejudicada. O que agora passa a ser também o entendimento do STF.
Mais de 60 ex-pacientes acusam o médico de assédio sexual. “Com o indiciamento, passei a acreditar que a Justiça será feita”, disse uma delas. “Que este médico nunca mais volte a clinicar.” Ela pediu que o seu nome não fosse divulgado.
A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, uma das ex-pacientes que se expuseram na imprensa para acusar o médico de modo a encorajar outras mulheres a denunciar o abuso, disse que de início temia que tudo pudesse acabar em pizza. Mas agora ela está otimista. “A Justiça começa a ser feita”, falou ao jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba (SP).
Outra ex-paciente lamenta a morosidade do CRM (Conselho Regional de Medicina) na apuração do caso.Para ela, considerando a gravidade e a quantidade das denúncias, a entidade já deveria ter afastado Abdelmassih do exercício da medicina, ainda que em caráter provisório.“Eu acho que o conselho só vai tomar uma providência depois da condenação do médico. Se for isso, para que serve o conselho? Só para referendar uma decisão judicial? Isso é não servir para nada”, disse.

Fonte: Blog do jornalista Paulo Lopes
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O apresentador José Luiz Datena foi proibido pela Justiça do Rio de veicular ou comentar qualquer notícia sobre o processo criminal do DJ Marlboro. O músico é acusado de abuso sexual contra uma menina de cinco anos.
Na ação, o DJ Marlboro alega que a exposição na imprensa é grave, pois viola os direitos da criança envolvida e dele próprio. Ele diz que a Rede Globo também noticiou o fato, mas sem violar o segredo de justiça e sem expor sua intimidade nem da criança envolvida.
Em comunicado à imprensa, a assessoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afirmou que, segundo o músico, a Band vem divulgando informações processuais, condenando-o por um crime que ainda encontra-se em julgamento.
Em caso de descumprimento da decisão judicial, a emissora está sujeita à pena de multa diária de R$ 50 mil.
A queixa contra o DJ Marlboro foi feita em setembro de 2008 e tramita na 21ª Vara Criminal do Rio. O processo corre em segredo de justiça, para proteger a criança envolvida.
A assessoria de imprensa da Justiça do Rio informou que a Band já foi intimada. Porém, a assessoria de imprensa da emissora informou à Folha Online que não vai se pronunciar sobre o caso pois ainda não recebeu comunicado oficial.




Folha Online
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link do postPor anjoseguerreiros, às 12:22  comentar

Num mundo em que o poder do sexo é vendido em pílulas e a sensualidade parece transbordar das nossas televisões, pessoas como Fabiana (nome fictício) parecem peixinhos nadando contra a grande corrente do desejo. Com 25 anos, ela frequenta a Lapa, vai a rodas de samba e noites de rock no Circo Voador. Sai com amigos para beber, gosta de cinema (Tarantino é seu diretor predileto), ir à praia e dançar. Vive uma rotina igual à de tantas outras cariocas da sua idade, com uma crucial exceção: o sexo não faz parte dela.
- Não sou virgem, eu simplesmente não tenho o sexo como prioridade da minha vida - diz ela, por telefone. - As pessoas ao meu redor reparam que eu não namoro, mas acham que eu tenho casinhos por aí. Só minhas amigas mais próximas sabem da real situação. Como são amigas de verdade, elas entendem essa minha posição. Mas, no geral, é muito chato ter que ficar escondendo isso. Eu fico me sentindo um ser de outro planeta, um verdadeiro ET.
Mas ela não é uma "alienígena" solitária: faz parte de um grupo - os assexuados - que, aos poucos, bem timidamente, começa a sair do armário para mostrar à sociedade que a vida sem sexo pode - não pode? - ser considerada normal. São pessoas que trocam o sexo por qualquer outra atividade - leitura, televisão, esportes etc - aparentemente sem nenhum problema. E é justamente aí, dizem os especialistas, que pode estar a diferença entre considerar isso uma opção de vida - mesmo que indo contra a sua própria natureza, de procriar e perpetuar a espécie, como outros animais - ou uma doença.
- Existem dados da Organização Mundial de Saúde que mostram que 7% das mulheres e 2,5% dos homens garantem viver perfeitamente sem sexo, não tendo qualquer problema com isso - diz a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Projeto de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. - Em termos médicos, acredito que isso não deva ser estigmatizado, considerado um desvio, doença ou atribuído qualquer valor negativo. Desde que, e isso tem que ser ressaltado, a pessoa não demonstre qualquer desconforto, estresse ou sofrimento com tal atitude. Se isso acontecer, aí sim isso pode significar um problema, que deve ser avaliado, já que ele pode ter várias causas.

Entre essas possíveis razões, diz a psiquiatra, estão a baixa produção de hormônios, uma possível depressão, conflitos de relacionamento, um abuso sexual ou mesmo uma decepção amorosa.
- Há muitas possibilidades e uma não exclui necessariamente a outra - afirma ela. - Pode haver uma baixa produção de hormônios, associada a uma depressão por problemas de relacionamento, causando esse, digamos, esquecimento do sexo.
Essas causas, porém, não aparecem com frequência nos tópicos das crescentes comunidades sobre assexuados na rede social Orkut. É ali, no mundo virtual e muitas vezes anônimo da internet, que os assexuados parecem se sentir mais à vontade para discutir ou mesmo celebrar a sua opção de uma vida sem sexo.
- Acho que sexo pode até ser legal, mas não é o principal. Se eu encontrasse caras que se contentassem apenas com afetos e carinhos, ficaria feliz para o resto da vida porque hoje em dia, está tudo tão sexualizado, tão carnal - escreve um integrante da Comunidade dos Assexuados, que conta com 818 membros.
Esse ponto de vista tem a compreensão da psicóloga Laura Muller, especialista em sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash) e consultora do programa "Altas horas", da TV Globo.
- De fato, vivemos numa cultura que banaliza e ao mesmo tempo reprime a sexualidade, causando uma certa confusão - diz ela. - Vivemos sob um conjunto de regras sobre o que pode e não pode ser feito. Em torno delas, decidimos o que fazer de nossas vidas. E aí a pessoa pode optar, simplesmente, por não priorizar o sexo. É delicado cobrar a presença de sexo na vida de uma pessoa ou dizer que se trata de uma doença. Afinal, a vida é dinâmica e cada um de nós tem um jeito de encará-la.

Nos tópicos de outra comunidade em português, Assexuados (864 integrantes), seus integrantes discutem como fazer para não se sentirem discriminados com o que consideram uma postura normal. Isso inclui até mesmo o que fazer em caso de assédio.
- No meu trabalho tem uma mulher, muito linda, que me assedia. Faz provocações, até já me convidou para sair - descreve um integrante. - Eu acho que todos os caras do meu trabalho têm tesão por ela e nunca iriam recusar um convite dela. Então fico preocupado com o que eles vão pensar de mim. Não quero que pensem que sou homossexual, e não quero que ela pense que sou homossexual. Ela é uma mulher com quem eu namoraria, mas sem sexo, só para sair, passear, ir ao cinema, se divertir com outras coisas.
Para Elizabeth Abbott, pesquisadora associada do Trinity College, na Universidade de Toronto, a assexualidade, assim como a homossexualidade, é uma opção que pode ser "incrivelmente dura" de ser assumida em público.
- Nossa sociedade dá um valor muito alto ao sexo e ao desempenho no ato. Espera-se que todos só pensem nisso - conta ela, que, em 1999, lançou o livro "A history of celibacy". - E até recentemente os assexuais viviam no armário, assim como os homossexuais. Mas o que está acontecendo agora é que eles encontraram na internet um meio apropriado para se comunicar e compartilhar suas experiências e dúvidas. Afinal, eles vivem num dilema constante. Para eles, a assexualidade é perfeitamente normal. E para a sociedade movida pelo sexo, isso é totalmente anormal e incompreensível.
Elizabeth acredita que o impulso sexual é determinado desde o nascimento, ou seja, ele é genético.
- A sexualidade é uma característica natural das pesssoas, mas o nível varia entre elas, chegando a ser muito baixo ou inexistente em algumas delas. Veja o ex-presidente Bill Clinton. Ele parece ter um nível muito alto de impulso sexual. Ele vive num extremo. No centro, está a maioria das pessoas, embora eu não goste de definir o nível normal de sexualidade. E os assexuados estão no outro extremo. Por isso, classifico a assexualidade como a baixa ou a total ausência de impulso ou desejo sexual.
A falta de apetite sexual pode ser temporária, ressaltam os especialistas, trazendo um pouco mais de confusão para o já delicado mundo dos assexuados e seus limites.

- Muitas pessoas, em determinados momentos da vida, canalizam a libido para outros interesses, confundindo a definição do que é o assexuado - assegura Carmita Abdo. - Uma pessoa que trabalha muito e está voltada para o seu progresso profissional, tem menos libido do que uma outra que não tem essa preocupação.
Nas mulheres, diz ela, isso pode ser dar também a partir da menopausa, quando ocorre a diminuição da produção dos hormônios sexuais.
- Principalmente a testosterona, que a mulher também produz, por meio dos ovários e das glândulas supra-renais, e é o hormônio motivador do desejo. De qualquer forma, é impossível deixarmos de pensar que se o assexualismo fosse regra, a Humanidade estaria extinta. Para a nossa espécie, sexo quer dizer vida.



O Globo On Line
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A310 que decolou de Paris caiu com 153 pessoas a bordo.Queda ocorreu perto das Ilhas Comores, a cinco minutos do pouso.

Uma criança de 5 anos foi retirada viva do Oceano Índico nesta segunda-feira (30), depois da queda de um avião Airbus 310 próximo às Ilhas Comores, segundo as autoridades aeroportuárias. Destroços e corpos também já foram encontrados.
O avião da companhia Yemenia, vinha de Sanaa, no Iêmen, rumo a Comores, com 153 pessoas a bordo.
A criança foi resgatada de barco e levada a um hospital em Comores. Seu estado de saúde e nacionalidade não foram divulgados.
Hadji Ali, director do aeroporto internacional de Moroni, em Comores, disse que, além da criança, foram resgatados cinco corpos de vítimas.



G1
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Invenção delimita o espaço usado pelo ciclista e pode dar mais segurança para andar de bicicleta à noite

Uma novidade pode tornar o uso da bicicleta mais seguro para as famílias que adotam esse meio de transporte no dia a dia. A invenção é uma ciclovia luminosa instantânea, desenhada sobre o asfalto por um aparelho acoplado à própria bike. As duas linhas verdes e o símbolo universal dos ciclistas emitidos por lasers servem para lembrar ao motorista que é preciso abrir espaço e ter atenção, pois por ali vai um ciclista. Batizada de LightLane, a ciclovia luminosa começou como um projeto para participar de um concurso de design. A ideia não foi a vencedora, mas a boa resposta fez com que seus inventores, o designer Evan Gant e o engenheiro mecânico Alex Tee, levassem-na adiante. Hoje, já existe um protótipo do aparelho para testar sua viabilidade (veja abaixo o vídeo do teste). Ainda não há previsão de quando o produto chegará ao mercado, nem de quanto custará. A ciclovia instantânea só é efetiva à noite e, por isso, seus inventores enfatizam a necessidade de ciclovias próprias na cidade. Para eles, a LightLane é mais uma solução reativa ao problema da segurança dos ciclistas no trânsito.


Crescer
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Ele foi encontrado quando mecânicos revisavam veículo.Dono do carro diz que não ouviu barulho durante viagem.

Um cachorro viajou cerca de 300 km, de Guarapuava (PR) até Curitiba (PR), escondido em um espaço na suspensão dianteira de um carro, na semana passada. O animal, que aparenta ter pouco mais de três meses de idade, foi encontrado pelos mecânicos no momento em que eles faziam a revisão do veículo.
O motorista fez a viagem sem saber que o animal estava no carro. “É inacreditável saber que ele viajou tanto e chegou bem”, diz uma funcionária da oficina.
Luzimar Albini, mecânico que encontrou o cachorro, diz que levou um susto ao perceber o passageiro clandestino. “Já encontramos pedras, pássaros mortos, mas um cachorro vivo, nunca”, afirma o mecânico.
O dono do carro também ficou surpreso. Ele disse que, durante a viagem, não percebeu nenhum barulho estranho no carro.
O cachorro foi adotado por uma das funcionárias da oficina mecânica. “Ele tinha um machucado, mas cuidamos dele, levamos ao pet shop e ao veterinário. Agora ele tem carinho, e isso é o mais importante”, diz Vânia Coco.



G1
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colaboradores: carmen e maria celia

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