notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
20.6.09
A cocaína avançou pelo universo feminino, assim como já havia ocorrido com o álcool. Levantamento feito em todas unidades de atendimento de São Paulo, a pedido do Estado, mostra que, entre 2006 e 2008, quase dobrou o número de mulheres internadas por dependência do pó - anteriormente mais associado aos homens. E estão escondidas dessa estatística as pacientes que nunca procuraram ajuda médica e as que ingressaram em clínicas particulares de reabilitação. Trata-se de dependência que atinge todas as classes sociais.Em 2006, foram hospitalizadas por uso de cocaína 365 mulheres, número que subiu para 589 em 2007 e para 696 no ano passado. São poucas, porém, as informações oficiais sobre o assunto. A evolução numérica informada pela Secretaria de Estado da Saúde explica também o impulso nos casos de overdose registrados por outra entidade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São dez casos de intoxicação por drogas registrados todos os dias no País, sem contar os que não são notificados. Isso porque os médicos - responsáveis pelas informações que abastecem o banco nacional da fundação - costumam sofrer pressão para que outro motivo seja assinalado como causa principal do envenenamento. "A amostra que chega aos nossos centros sofre com a subnotificação, quando a intoxicação foi por uma droga ilícita", afirma a diretora do Sistema de Notificação por Intoxicação (Sinitox) da Fiocruz, Rosany Bothner. "A família do paciente, em especial, faz pressão para não registrar."A explicação para a cocaína ser apontada como uma das drogas que mais motiva a overdose - segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, responsável pela Unidade de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - é que o pó quase nunca chega "sozinho" ao organismo. "É incomum só a cocaína entrar no caso de overdose. O álcool sempre aparece associado e o uso combinado vira uma bomba relógio para o coração."No corpo feminino, o dano é potencialmente letal. Ainda que a equação "álcool mais pó" represente perigo duplicado para elas, a médica Alessandra Diehl, da Associação Brasileira de Estudos das Drogas (Abead) e coordenadora de uma das duas únicas clínicas de dependentes públicas, diz que dependentes que se dizem "total flex" já são maioria. "O último levantamento que fizemos nos mostrou que 51% das internações são de poliusuários, em que mais de uma droga aparece como motivo da dependência. Álcool e cocaína são bem presentes." Ela desenvolve um projeto de enfermaria exclusiva para o tratamento de usuárias.



Estadão
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link do postPor anjoseguerreiros, às 18:25  comentar

A cocaína avançou pelo universo feminino, assim como já havia ocorrido com o álcool. Levantamento feito em todas unidades de atendimento de São Paulo, a pedido do Estado, mostra que, entre 2006 e 2008, quase dobrou o número de mulheres internadas por dependência do pó - anteriormente mais associado aos homens. E estão escondidas dessa estatística as pacientes que nunca procuraram ajuda médica e as que ingressaram em clínicas particulares de reabilitação. Trata-se de dependência que atinge todas as classes sociais.Em 2006, foram hospitalizadas por uso de cocaína 365 mulheres, número que subiu para 589 em 2007 e para 696 no ano passado. São poucas, porém, as informações oficiais sobre o assunto. A evolução numérica informada pela Secretaria de Estado da Saúde explica também o impulso nos casos de overdose registrados por outra entidade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São dez casos de intoxicação por drogas registrados todos os dias no País, sem contar os que não são notificados. Isso porque os médicos - responsáveis pelas informações que abastecem o banco nacional da fundação - costumam sofrer pressão para que outro motivo seja assinalado como causa principal do envenenamento. "A amostra que chega aos nossos centros sofre com a subnotificação, quando a intoxicação foi por uma droga ilícita", afirma a diretora do Sistema de Notificação por Intoxicação (Sinitox) da Fiocruz, Rosany Bothner. "A família do paciente, em especial, faz pressão para não registrar."A explicação para a cocaína ser apontada como uma das drogas que mais motiva a overdose - segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, responsável pela Unidade de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - é que o pó quase nunca chega "sozinho" ao organismo. "É incomum só a cocaína entrar no caso de overdose. O álcool sempre aparece associado e o uso combinado vira uma bomba relógio para o coração."No corpo feminino, o dano é potencialmente letal. Ainda que a equação "álcool mais pó" represente perigo duplicado para elas, a médica Alessandra Diehl, da Associação Brasileira de Estudos das Drogas (Abead) e coordenadora de uma das duas únicas clínicas de dependentes públicas, diz que dependentes que se dizem "total flex" já são maioria. "O último levantamento que fizemos nos mostrou que 51% das internações são de poliusuários, em que mais de uma droga aparece como motivo da dependência. Álcool e cocaína são bem presentes." Ela desenvolve um projeto de enfermaria exclusiva para o tratamento de usuárias.



Estadão
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A cocaína avançou pelo universo feminino, assim como já havia ocorrido com o álcool. Levantamento feito em todas unidades de atendimento de São Paulo, a pedido do Estado, mostra que, entre 2006 e 2008, quase dobrou o número de mulheres internadas por dependência do pó - anteriormente mais associado aos homens. E estão escondidas dessa estatística as pacientes que nunca procuraram ajuda médica e as que ingressaram em clínicas particulares de reabilitação. Trata-se de dependência que atinge todas as classes sociais.Em 2006, foram hospitalizadas por uso de cocaína 365 mulheres, número que subiu para 589 em 2007 e para 696 no ano passado. São poucas, porém, as informações oficiais sobre o assunto. A evolução numérica informada pela Secretaria de Estado da Saúde explica também o impulso nos casos de overdose registrados por outra entidade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São dez casos de intoxicação por drogas registrados todos os dias no País, sem contar os que não são notificados. Isso porque os médicos - responsáveis pelas informações que abastecem o banco nacional da fundação - costumam sofrer pressão para que outro motivo seja assinalado como causa principal do envenenamento. "A amostra que chega aos nossos centros sofre com a subnotificação, quando a intoxicação foi por uma droga ilícita", afirma a diretora do Sistema de Notificação por Intoxicação (Sinitox) da Fiocruz, Rosany Bothner. "A família do paciente, em especial, faz pressão para não registrar."A explicação para a cocaína ser apontada como uma das drogas que mais motiva a overdose - segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, responsável pela Unidade de Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - é que o pó quase nunca chega "sozinho" ao organismo. "É incomum só a cocaína entrar no caso de overdose. O álcool sempre aparece associado e o uso combinado vira uma bomba relógio para o coração."No corpo feminino, o dano é potencialmente letal. Ainda que a equação "álcool mais pó" represente perigo duplicado para elas, a médica Alessandra Diehl, da Associação Brasileira de Estudos das Drogas (Abead) e coordenadora de uma das duas únicas clínicas de dependentes públicas, diz que dependentes que se dizem "total flex" já são maioria. "O último levantamento que fizemos nos mostrou que 51% das internações são de poliusuários, em que mais de uma droga aparece como motivo da dependência. Álcool e cocaína são bem presentes." Ela desenvolve um projeto de enfermaria exclusiva para o tratamento de usuárias.



Estadão
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As culturas de 29 nacionalidades estarão na 14ª edição da Festa do Imigrante, que começa neste domingo (21), no Memorial do Imigrante (região leste da capital paulista). Entre as atrações, há danças tradicionais, artesanato e comidas típicas.
Abre o evento, às 10h30, uma apresentação folclórica do Cabo Verde. Grupos de Portugal, Bolívia, China, Japão, Paraguai e Rússia também fazem espetáculos.
Nas barracas, peças de decoração se misturam a iguarias exóticas, como a carapulcra (batata com frango, comum no Peru) ou a bamitza (torta salgada da Bulgária).

End.: r. Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, região leste, São Paulo, SP.
Classificação etária: livre.
Folha Online
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:16  comentar

As culturas de 29 nacionalidades estarão na 14ª edição da Festa do Imigrante, que começa neste domingo (21), no Memorial do Imigrante (região leste da capital paulista). Entre as atrações, há danças tradicionais, artesanato e comidas típicas.
Abre o evento, às 10h30, uma apresentação folclórica do Cabo Verde. Grupos de Portugal, Bolívia, China, Japão, Paraguai e Rússia também fazem espetáculos.
Nas barracas, peças de decoração se misturam a iguarias exóticas, como a carapulcra (batata com frango, comum no Peru) ou a bamitza (torta salgada da Bulgária).

End.: r. Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, região leste, São Paulo, SP.
Classificação etária: livre.
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As culturas de 29 nacionalidades estarão na 14ª edição da Festa do Imigrante, que começa neste domingo (21), no Memorial do Imigrante (região leste da capital paulista). Entre as atrações, há danças tradicionais, artesanato e comidas típicas.
Abre o evento, às 10h30, uma apresentação folclórica do Cabo Verde. Grupos de Portugal, Bolívia, China, Japão, Paraguai e Rússia também fazem espetáculos.
Nas barracas, peças de decoração se misturam a iguarias exóticas, como a carapulcra (batata com frango, comum no Peru) ou a bamitza (torta salgada da Bulgária).

End.: r. Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, região leste, São Paulo, SP.
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Rio - Os jovens são mais escolarizados que as gerações mais velhas, estão mais conectados à internet e se dizem menos religiosos que os adultos na América do Sul. Por outro lado, as gerações se aproximam quando o assunto envolve questões morais e éticas, como a legalização do aborto. Tanto a população com idade entre 18 e 29 anos quanto a da faixa de 30 a 60 anos manifestam ser contrárias ao tema.
As conclusões fazem parte da pesquisa Juventude e Integração Sul-Americana: Diálogos para Construir a Democracia Regional, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Ao todo, foram aplicados questionários com 50 perguntas a 14 mil pessoas, entre jovens e adultos, do Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, da Argentina e Bolívia.
A finalidade é que o produto seja usado pelos governos na construção de políticas públicas voltadas à juventude – que representa 25% da população da América do Sul – e também para permitir que os movimentos ligados aos jovens entendam com mais clareza quais são as principais demandas apontadas por eles.


Agência Brasil
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Rio - Os jovens são mais escolarizados que as gerações mais velhas, estão mais conectados à internet e se dizem menos religiosos que os adultos na América do Sul. Por outro lado, as gerações se aproximam quando o assunto envolve questões morais e éticas, como a legalização do aborto. Tanto a população com idade entre 18 e 29 anos quanto a da faixa de 30 a 60 anos manifestam ser contrárias ao tema.
As conclusões fazem parte da pesquisa Juventude e Integração Sul-Americana: Diálogos para Construir a Democracia Regional, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Ao todo, foram aplicados questionários com 50 perguntas a 14 mil pessoas, entre jovens e adultos, do Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, da Argentina e Bolívia.
A finalidade é que o produto seja usado pelos governos na construção de políticas públicas voltadas à juventude – que representa 25% da população da América do Sul – e também para permitir que os movimentos ligados aos jovens entendam com mais clareza quais são as principais demandas apontadas por eles.


Agência Brasil
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Rio - Os jovens são mais escolarizados que as gerações mais velhas, estão mais conectados à internet e se dizem menos religiosos que os adultos na América do Sul. Por outro lado, as gerações se aproximam quando o assunto envolve questões morais e éticas, como a legalização do aborto. Tanto a população com idade entre 18 e 29 anos quanto a da faixa de 30 a 60 anos manifestam ser contrárias ao tema.
As conclusões fazem parte da pesquisa Juventude e Integração Sul-Americana: Diálogos para Construir a Democracia Regional, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Ao todo, foram aplicados questionários com 50 perguntas a 14 mil pessoas, entre jovens e adultos, do Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, da Argentina e Bolívia.
A finalidade é que o produto seja usado pelos governos na construção de políticas públicas voltadas à juventude – que representa 25% da população da América do Sul – e também para permitir que os movimentos ligados aos jovens entendam com mais clareza quais são as principais demandas apontadas por eles.


Agência Brasil
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Magistrada tem carteira recolhida e paga multa, mas escapa de autuação e fiança

Rio - A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Suimei Meira Cavalieri foi flagrada na noite desta quinta-feira, durante blitz da Operação Lei Seca, em São Conrado, com teor alcoólico acima do permitido para dirigir. O bafômetro indicou 0,50 miligramas de álcool por litro de ar expelido, quase o dobro do índice de alcoolemia 0,29 mg/l, que configura infração gravíssima e prevê detenção.
Como a magistrada tem foro privilegiado, ela só teve a carteira de habilitação recolhida e foi multada em R$ 957,70. Sua condição a livrou não só da autuação em flagrante como também da fiança. A Secretaria de Estado de Governo informou que em 48 horas ela pode reaver a carteira no Detran, mas sem prejuízo da instauração do processo.O flagrante aconteceu por volta das 23h, na pista sentido Barra da Autoestrada Lagoa-Barra, onde era realizada mais uma operação para o cumprimento da Lei Seca, que está completando um ano. Filha do ex-presidente do TJ, desembargador Sérgio Cavalieri, Suimei estava sozinha num Vectra preto e foi parada por um dos agentes da Secretaria de Estado de Governo, que aplicou o teste.Segundo a secretaria, ela se apresentou como magistrada, mas não se recusou a fazer o exame com bafômetro e durante a abordagem se manteve calma e solícita, mesmo após a medição indicar teor de álcool no sangue incompatível com a direção. Após entregar sua carteira, ela foi levada num carro da secretaria para a central de flagrantes da região, a 14ª DP (Leblon), onde foi feito registro de ocorrência. Uma jovem, que seria sua parente, foi ao local e apanhou o carro.De acordo com a delegada-titular, Tércia Amoedo, a desembargadora disse à delegada de plantão que bebeu num jantar com amigos cerca de três horas e meia antes de ser parada na blitz, mas não entrou em detalhes sobre o tipo de bebida. Ainda segundo a delegada, Suimei Cavalieri saiu depois com o carro por achar que a pouca quantidade do que bebeu e o tempo que levou até ir embora não causariam problemas no trânsito.Na hipótese de um motorista sem foro privilegiado como a desembargadora ser flagrado numa blitz com o mesmo teor alcoólico, ele seria autuado em flagrante por conduzir veículo sob efeito de bebida alcoólica, crime de trânsito punido com seis meses a três anos de prisão, segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Suimei só seria presa em flagrante se cometesse crime inafiançável. A Secretaria de Governo informou que a carteira da desembargadora será enviada ao Detran para abertura de processo, que definirá se ela terá o direito de dirigir suspenso por um ano. O registro de ocorrência será remetido pela delegacia ao TJ. Através da assessoria do tribunal, O DIA tentou falar com a desembargadora, mas não teve retorno.



O DIA ONLINE
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:59  comentar

Magistrada tem carteira recolhida e paga multa, mas escapa de autuação e fiança

Rio - A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Suimei Meira Cavalieri foi flagrada na noite desta quinta-feira, durante blitz da Operação Lei Seca, em São Conrado, com teor alcoólico acima do permitido para dirigir. O bafômetro indicou 0,50 miligramas de álcool por litro de ar expelido, quase o dobro do índice de alcoolemia 0,29 mg/l, que configura infração gravíssima e prevê detenção.
Como a magistrada tem foro privilegiado, ela só teve a carteira de habilitação recolhida e foi multada em R$ 957,70. Sua condição a livrou não só da autuação em flagrante como também da fiança. A Secretaria de Estado de Governo informou que em 48 horas ela pode reaver a carteira no Detran, mas sem prejuízo da instauração do processo.O flagrante aconteceu por volta das 23h, na pista sentido Barra da Autoestrada Lagoa-Barra, onde era realizada mais uma operação para o cumprimento da Lei Seca, que está completando um ano. Filha do ex-presidente do TJ, desembargador Sérgio Cavalieri, Suimei estava sozinha num Vectra preto e foi parada por um dos agentes da Secretaria de Estado de Governo, que aplicou o teste.Segundo a secretaria, ela se apresentou como magistrada, mas não se recusou a fazer o exame com bafômetro e durante a abordagem se manteve calma e solícita, mesmo após a medição indicar teor de álcool no sangue incompatível com a direção. Após entregar sua carteira, ela foi levada num carro da secretaria para a central de flagrantes da região, a 14ª DP (Leblon), onde foi feito registro de ocorrência. Uma jovem, que seria sua parente, foi ao local e apanhou o carro.De acordo com a delegada-titular, Tércia Amoedo, a desembargadora disse à delegada de plantão que bebeu num jantar com amigos cerca de três horas e meia antes de ser parada na blitz, mas não entrou em detalhes sobre o tipo de bebida. Ainda segundo a delegada, Suimei Cavalieri saiu depois com o carro por achar que a pouca quantidade do que bebeu e o tempo que levou até ir embora não causariam problemas no trânsito.Na hipótese de um motorista sem foro privilegiado como a desembargadora ser flagrado numa blitz com o mesmo teor alcoólico, ele seria autuado em flagrante por conduzir veículo sob efeito de bebida alcoólica, crime de trânsito punido com seis meses a três anos de prisão, segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Suimei só seria presa em flagrante se cometesse crime inafiançável. A Secretaria de Governo informou que a carteira da desembargadora será enviada ao Detran para abertura de processo, que definirá se ela terá o direito de dirigir suspenso por um ano. O registro de ocorrência será remetido pela delegacia ao TJ. Através da assessoria do tribunal, O DIA tentou falar com a desembargadora, mas não teve retorno.



O DIA ONLINE
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Magistrada tem carteira recolhida e paga multa, mas escapa de autuação e fiança

Rio - A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Suimei Meira Cavalieri foi flagrada na noite desta quinta-feira, durante blitz da Operação Lei Seca, em São Conrado, com teor alcoólico acima do permitido para dirigir. O bafômetro indicou 0,50 miligramas de álcool por litro de ar expelido, quase o dobro do índice de alcoolemia 0,29 mg/l, que configura infração gravíssima e prevê detenção.
Como a magistrada tem foro privilegiado, ela só teve a carteira de habilitação recolhida e foi multada em R$ 957,70. Sua condição a livrou não só da autuação em flagrante como também da fiança. A Secretaria de Estado de Governo informou que em 48 horas ela pode reaver a carteira no Detran, mas sem prejuízo da instauração do processo.O flagrante aconteceu por volta das 23h, na pista sentido Barra da Autoestrada Lagoa-Barra, onde era realizada mais uma operação para o cumprimento da Lei Seca, que está completando um ano. Filha do ex-presidente do TJ, desembargador Sérgio Cavalieri, Suimei estava sozinha num Vectra preto e foi parada por um dos agentes da Secretaria de Estado de Governo, que aplicou o teste.Segundo a secretaria, ela se apresentou como magistrada, mas não se recusou a fazer o exame com bafômetro e durante a abordagem se manteve calma e solícita, mesmo após a medição indicar teor de álcool no sangue incompatível com a direção. Após entregar sua carteira, ela foi levada num carro da secretaria para a central de flagrantes da região, a 14ª DP (Leblon), onde foi feito registro de ocorrência. Uma jovem, que seria sua parente, foi ao local e apanhou o carro.De acordo com a delegada-titular, Tércia Amoedo, a desembargadora disse à delegada de plantão que bebeu num jantar com amigos cerca de três horas e meia antes de ser parada na blitz, mas não entrou em detalhes sobre o tipo de bebida. Ainda segundo a delegada, Suimei Cavalieri saiu depois com o carro por achar que a pouca quantidade do que bebeu e o tempo que levou até ir embora não causariam problemas no trânsito.Na hipótese de um motorista sem foro privilegiado como a desembargadora ser flagrado numa blitz com o mesmo teor alcoólico, ele seria autuado em flagrante por conduzir veículo sob efeito de bebida alcoólica, crime de trânsito punido com seis meses a três anos de prisão, segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Suimei só seria presa em flagrante se cometesse crime inafiançável. A Secretaria de Governo informou que a carteira da desembargadora será enviada ao Detran para abertura de processo, que definirá se ela terá o direito de dirigir suspenso por um ano. O registro de ocorrência será remetido pela delegacia ao TJ. Através da assessoria do tribunal, O DIA tentou falar com a desembargadora, mas não teve retorno.



O DIA ONLINE
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Mundo tinha 42 milhões de refugiados ou deslocados internos em 2008.Angelina Jolie gravou vídeo para chamar a atenção para o problema.

Garota paquistanesa neste sábado (20) no campo de refugiados de Jalozai, no Vale do Swat. Ela e sua família foram expulsos de sua aldeia de origem por conta dos confrontos entre o Exército e a guerrilha Talibã. A ONU celebra hoje o Dia Mundial dos Refugiados, lembrando os 42 milhões de refugiados e deslocados internos espalhados pelo mundo.



G1

link do postPor anjoseguerreiros, às 17:56  comentar

Mundo tinha 42 milhões de refugiados ou deslocados internos em 2008.Angelina Jolie gravou vídeo para chamar a atenção para o problema.

Garota paquistanesa neste sábado (20) no campo de refugiados de Jalozai, no Vale do Swat. Ela e sua família foram expulsos de sua aldeia de origem por conta dos confrontos entre o Exército e a guerrilha Talibã. A ONU celebra hoje o Dia Mundial dos Refugiados, lembrando os 42 milhões de refugiados e deslocados internos espalhados pelo mundo.



G1

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Mundo tinha 42 milhões de refugiados ou deslocados internos em 2008.Angelina Jolie gravou vídeo para chamar a atenção para o problema.

Garota paquistanesa neste sábado (20) no campo de refugiados de Jalozai, no Vale do Swat. Ela e sua família foram expulsos de sua aldeia de origem por conta dos confrontos entre o Exército e a guerrilha Talibã. A ONU celebra hoje o Dia Mundial dos Refugiados, lembrando os 42 milhões de refugiados e deslocados internos espalhados pelo mundo.



G1

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O Ministério Público e diversos órgãos de proteção ao adolescente realizaram ontem, em São Bernardo, um encontro para divulgar a importância de se construir uma cultura de paz no ambiente escolar.
Houve troca de experiências sobre os quase dois anos de um processo que evita, sempre que possível, a criminalização do adolescente.
Casos de menor potencial ofensivo envolvendo adolescentes (agressão física sem lesão, ameaça, injúria e pichação, por exemplo) não devem se transformar em boletim de ocorrência.
A intenção é manter o jovem fora da delegacia sempre que possível. Há um fluxo que tem, na base, os coordenadores escolares. São eles os responsáveis por identificar problemas na origem, determinando o caminho a ser seguido. Se for uma situação de menor relevância, é resolvida com trabalho pedagógico, na própria escola. Casos graves têm a família do infrator chamada e a diretoria de ensino regional acionada imediatamente.
A compreensão do ambiente onde vive o jovem, e não a simples punição, está na base de tudo. “Queremos saber a origem dos problemas que o levaram a desenvolver o comportamento inadequado”, disse a promotora da Infância e Juventude do município, Vera Lúcia Acayaba de Toledo.
Os resultados já são perceptíveis. No primeiro semestre de 2008, 49 adolescentes praticaram atos infracionais nas escolas do Estado (responsável pelo ensino juvenil no município). A segunda metade do ano passado teve 33 alunos registrados, redução de 32%.

William Cardoso



Diário do Grande ABC
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:47  comentar

O Ministério Público e diversos órgãos de proteção ao adolescente realizaram ontem, em São Bernardo, um encontro para divulgar a importância de se construir uma cultura de paz no ambiente escolar.
Houve troca de experiências sobre os quase dois anos de um processo que evita, sempre que possível, a criminalização do adolescente.
Casos de menor potencial ofensivo envolvendo adolescentes (agressão física sem lesão, ameaça, injúria e pichação, por exemplo) não devem se transformar em boletim de ocorrência.
A intenção é manter o jovem fora da delegacia sempre que possível. Há um fluxo que tem, na base, os coordenadores escolares. São eles os responsáveis por identificar problemas na origem, determinando o caminho a ser seguido. Se for uma situação de menor relevância, é resolvida com trabalho pedagógico, na própria escola. Casos graves têm a família do infrator chamada e a diretoria de ensino regional acionada imediatamente.
A compreensão do ambiente onde vive o jovem, e não a simples punição, está na base de tudo. “Queremos saber a origem dos problemas que o levaram a desenvolver o comportamento inadequado”, disse a promotora da Infância e Juventude do município, Vera Lúcia Acayaba de Toledo.
Os resultados já são perceptíveis. No primeiro semestre de 2008, 49 adolescentes praticaram atos infracionais nas escolas do Estado (responsável pelo ensino juvenil no município). A segunda metade do ano passado teve 33 alunos registrados, redução de 32%.

William Cardoso



Diário do Grande ABC
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O Ministério Público e diversos órgãos de proteção ao adolescente realizaram ontem, em São Bernardo, um encontro para divulgar a importância de se construir uma cultura de paz no ambiente escolar.
Houve troca de experiências sobre os quase dois anos de um processo que evita, sempre que possível, a criminalização do adolescente.
Casos de menor potencial ofensivo envolvendo adolescentes (agressão física sem lesão, ameaça, injúria e pichação, por exemplo) não devem se transformar em boletim de ocorrência.
A intenção é manter o jovem fora da delegacia sempre que possível. Há um fluxo que tem, na base, os coordenadores escolares. São eles os responsáveis por identificar problemas na origem, determinando o caminho a ser seguido. Se for uma situação de menor relevância, é resolvida com trabalho pedagógico, na própria escola. Casos graves têm a família do infrator chamada e a diretoria de ensino regional acionada imediatamente.
A compreensão do ambiente onde vive o jovem, e não a simples punição, está na base de tudo. “Queremos saber a origem dos problemas que o levaram a desenvolver o comportamento inadequado”, disse a promotora da Infância e Juventude do município, Vera Lúcia Acayaba de Toledo.
Os resultados já são perceptíveis. No primeiro semestre de 2008, 49 adolescentes praticaram atos infracionais nas escolas do Estado (responsável pelo ensino juvenil no município). A segunda metade do ano passado teve 33 alunos registrados, redução de 32%.

William Cardoso



Diário do Grande ABC
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O Ministério Público de Balneário Camboriú, através do promotor Rogério Ponzi Seligman, faz um alerta sobre uma prática considerada ilegal no município, a adoção à brasileira. Neste caso a criança é deixada na porta de estranhos ou até mesmo é doada sem o conhecimento do Juízo da Infância e da Juventude. A promotoria declarou que situações de intermediações ilegais, por pessoas vinculadas a entidades religiosas e hospitalares, chegou ao conhecimento do órgão responsável.
No Estado de Santa Catarina é comum a adoção de crianças expostas deixadas na porta. Isso pode ser uma forma de facilitar a tramitação da adoção. No caso de criança exposta, a tramitação se torna mais rápida, porque não é necessário ouvir os pais biológicos.A presidente do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Anjos da Vida, Cristina Bitencourt, apóia totalmente a adoção legal. “O Anjos da Vida é absolutamente contra a adoção à brasileira. Estivemos reunidos com o promotor Rogério Ponzi Seligman e iremos realizar seminários sobre a adoção legal”, revela. “Muitas vezes as famílias que adotam sem o conhecimento do MP não estão preparadas e por muitas vezes devolvem a criança, isso é rejeição”, orienta.
A adoção à brasileira é considerada crime. Em alguns casos, a criança já pode ser dada quando ainda está na barriga da mãe biológica. Da maternidade, a criança já é levada pelos próprios adotantes ao hospital. Cristina faz um alerta: “Os pais que estão na fila da adoção passam por uma completa varredura. Neste sentido é possível saber se o casal ou a pessoa interessada em adotar está apta ou não. Isso já não acontece na adoção à brasileira”, diz.O MP orienta que o casal que tiver interesse em adotar a criança exposta, deve ir ao Juizado da Infância e da Juventude do município. A partir disto será feito um estudo da vida do casal para saber das reais condições para a adoção. Os novos pais devem estar aptos a receber a criança, em um ambiente livre de pessoas dependentes de substâncias químicas. Caberá ao Poder Judiciário encontrar a maneira mais adequada de prover a reintegração familiar ou encontrar uma família substituta, nas modalidades de guarda ou adoção.
O MP ressalta que nenhum hospital, maternidades ou igrejas possuem autoridade legal para a colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas.

Ricardo Zanon


Tribuna Catarinense
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O Ministério Público de Balneário Camboriú, através do promotor Rogério Ponzi Seligman, faz um alerta sobre uma prática considerada ilegal no município, a adoção à brasileira. Neste caso a criança é deixada na porta de estranhos ou até mesmo é doada sem o conhecimento do Juízo da Infância e da Juventude. A promotoria declarou que situações de intermediações ilegais, por pessoas vinculadas a entidades religiosas e hospitalares, chegou ao conhecimento do órgão responsável.
No Estado de Santa Catarina é comum a adoção de crianças expostas deixadas na porta. Isso pode ser uma forma de facilitar a tramitação da adoção. No caso de criança exposta, a tramitação se torna mais rápida, porque não é necessário ouvir os pais biológicos.A presidente do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Anjos da Vida, Cristina Bitencourt, apóia totalmente a adoção legal. “O Anjos da Vida é absolutamente contra a adoção à brasileira. Estivemos reunidos com o promotor Rogério Ponzi Seligman e iremos realizar seminários sobre a adoção legal”, revela. “Muitas vezes as famílias que adotam sem o conhecimento do MP não estão preparadas e por muitas vezes devolvem a criança, isso é rejeição”, orienta.
A adoção à brasileira é considerada crime. Em alguns casos, a criança já pode ser dada quando ainda está na barriga da mãe biológica. Da maternidade, a criança já é levada pelos próprios adotantes ao hospital. Cristina faz um alerta: “Os pais que estão na fila da adoção passam por uma completa varredura. Neste sentido é possível saber se o casal ou a pessoa interessada em adotar está apta ou não. Isso já não acontece na adoção à brasileira”, diz.O MP orienta que o casal que tiver interesse em adotar a criança exposta, deve ir ao Juizado da Infância e da Juventude do município. A partir disto será feito um estudo da vida do casal para saber das reais condições para a adoção. Os novos pais devem estar aptos a receber a criança, em um ambiente livre de pessoas dependentes de substâncias químicas. Caberá ao Poder Judiciário encontrar a maneira mais adequada de prover a reintegração familiar ou encontrar uma família substituta, nas modalidades de guarda ou adoção.
O MP ressalta que nenhum hospital, maternidades ou igrejas possuem autoridade legal para a colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas.

Ricardo Zanon


Tribuna Catarinense
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O Ministério Público de Balneário Camboriú, através do promotor Rogério Ponzi Seligman, faz um alerta sobre uma prática considerada ilegal no município, a adoção à brasileira. Neste caso a criança é deixada na porta de estranhos ou até mesmo é doada sem o conhecimento do Juízo da Infância e da Juventude. A promotoria declarou que situações de intermediações ilegais, por pessoas vinculadas a entidades religiosas e hospitalares, chegou ao conhecimento do órgão responsável.
No Estado de Santa Catarina é comum a adoção de crianças expostas deixadas na porta. Isso pode ser uma forma de facilitar a tramitação da adoção. No caso de criança exposta, a tramitação se torna mais rápida, porque não é necessário ouvir os pais biológicos.A presidente do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção Anjos da Vida, Cristina Bitencourt, apóia totalmente a adoção legal. “O Anjos da Vida é absolutamente contra a adoção à brasileira. Estivemos reunidos com o promotor Rogério Ponzi Seligman e iremos realizar seminários sobre a adoção legal”, revela. “Muitas vezes as famílias que adotam sem o conhecimento do MP não estão preparadas e por muitas vezes devolvem a criança, isso é rejeição”, orienta.
A adoção à brasileira é considerada crime. Em alguns casos, a criança já pode ser dada quando ainda está na barriga da mãe biológica. Da maternidade, a criança já é levada pelos próprios adotantes ao hospital. Cristina faz um alerta: “Os pais que estão na fila da adoção passam por uma completa varredura. Neste sentido é possível saber se o casal ou a pessoa interessada em adotar está apta ou não. Isso já não acontece na adoção à brasileira”, diz.O MP orienta que o casal que tiver interesse em adotar a criança exposta, deve ir ao Juizado da Infância e da Juventude do município. A partir disto será feito um estudo da vida do casal para saber das reais condições para a adoção. Os novos pais devem estar aptos a receber a criança, em um ambiente livre de pessoas dependentes de substâncias químicas. Caberá ao Poder Judiciário encontrar a maneira mais adequada de prover a reintegração familiar ou encontrar uma família substituta, nas modalidades de guarda ou adoção.
O MP ressalta que nenhum hospital, maternidades ou igrejas possuem autoridade legal para a colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas.

Ricardo Zanon


Tribuna Catarinense
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O Ministério Público do Rio informou nesta sexta (19) que o agente de imigração americano, suspeito de ter tido relações sexuais com um menor de idade brasileiro, na época com 11 anos, em março de 2008, foi condenado por atentado violento ao pudor na terça-feira (16), nos Estados Unidos. De acordo com o MP, a pena dele pode variar de 15 a 30 anos de prisão, além de multa de 250 mil dólares.
Segundo explicou a promotora Ana Lúcia Melo, que ajudou a Justiça americana no caso, um juiz dos Estados Unidos vai decidir no mês de setembro o tempo de reclusão de Michael Joseph Clifford, de 44 anos. No entanto, segundo o MP, ele já está preso.De acordo com a promotora, a polícia americana fez buscas na casa dele e teria encontrado as fotos feitas no Brasil, com conteúdo erótico. Ainda segundo informou Ana Lúcia, isso deve ser levado em conta na definição da pena de Clifford.

Americano veio a trabalho
Segundo informou a polícia no ano passado, o americano estava em missão oficial no Brasil. Dois homens foram presos, suspeitos de aliciar o menor. Eles marcaram o encontro dele com o americano. Segundo a promotora, os dois ainda estão presos e o processo deles no Brasil ainda está correndo. Quando foram interrogados, os suspeitos negaram participação no aliciamento do menor. Eles contaram que ficaram sabendo do encontro e foram ao hotel tentar salvar o menino do americano.
As câmeras do hotel onde o estrangeiro estava hospedado gravaram a entrada da criança, por volta de 3h. Os dois subiram juntos no elevador em direção ao quarto do americano e o menino só saiu seis horas depois.Na época, o menino contou à polícia que seria morador da favela do Jacarezinho, subúrbio do Rio, mas dormia nas ruas de Copacabana. Ele disse, em depoimento, que aquela tinha sido a primeira vez que participava de um encontro sexual. Ele contou que teria recebido R$ 300.

Suspeito foi afastado do cargo
O americano foi embora no dia 16 de março deste ano. Quando chegou aos EUA, Clifford foi afastado do cargo.
Em abril, o agente federal americano Charles Allan compareceu à delegacia para conhecer os detalhes do inquérito. “Ele pediu desculpas, em nome de seu país, e disse que esse crime é abominável e considerado de natureza gravíssima pela Justiça americana, ainda mais quando é praticado por um funcionário do governo e em outro país”, disse o delegado Deoclécio Assis, na época na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O caso foi investigado por entidades americanas, como o departamento de segurança interna ICE, com auxílio de órgãos brasileiros, como o Ministério Público do Rio e a DPCA.



G1
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O Ministério Público do Rio informou nesta sexta (19) que o agente de imigração americano, suspeito de ter tido relações sexuais com um menor de idade brasileiro, na época com 11 anos, em março de 2008, foi condenado por atentado violento ao pudor na terça-feira (16), nos Estados Unidos. De acordo com o MP, a pena dele pode variar de 15 a 30 anos de prisão, além de multa de 250 mil dólares.
Segundo explicou a promotora Ana Lúcia Melo, que ajudou a Justiça americana no caso, um juiz dos Estados Unidos vai decidir no mês de setembro o tempo de reclusão de Michael Joseph Clifford, de 44 anos. No entanto, segundo o MP, ele já está preso.De acordo com a promotora, a polícia americana fez buscas na casa dele e teria encontrado as fotos feitas no Brasil, com conteúdo erótico. Ainda segundo informou Ana Lúcia, isso deve ser levado em conta na definição da pena de Clifford.

Americano veio a trabalho
Segundo informou a polícia no ano passado, o americano estava em missão oficial no Brasil. Dois homens foram presos, suspeitos de aliciar o menor. Eles marcaram o encontro dele com o americano. Segundo a promotora, os dois ainda estão presos e o processo deles no Brasil ainda está correndo. Quando foram interrogados, os suspeitos negaram participação no aliciamento do menor. Eles contaram que ficaram sabendo do encontro e foram ao hotel tentar salvar o menino do americano.
As câmeras do hotel onde o estrangeiro estava hospedado gravaram a entrada da criança, por volta de 3h. Os dois subiram juntos no elevador em direção ao quarto do americano e o menino só saiu seis horas depois.Na época, o menino contou à polícia que seria morador da favela do Jacarezinho, subúrbio do Rio, mas dormia nas ruas de Copacabana. Ele disse, em depoimento, que aquela tinha sido a primeira vez que participava de um encontro sexual. Ele contou que teria recebido R$ 300.

Suspeito foi afastado do cargo
O americano foi embora no dia 16 de março deste ano. Quando chegou aos EUA, Clifford foi afastado do cargo.
Em abril, o agente federal americano Charles Allan compareceu à delegacia para conhecer os detalhes do inquérito. “Ele pediu desculpas, em nome de seu país, e disse que esse crime é abominável e considerado de natureza gravíssima pela Justiça americana, ainda mais quando é praticado por um funcionário do governo e em outro país”, disse o delegado Deoclécio Assis, na época na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O caso foi investigado por entidades americanas, como o departamento de segurança interna ICE, com auxílio de órgãos brasileiros, como o Ministério Público do Rio e a DPCA.



G1
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O Ministério Público do Rio informou nesta sexta (19) que o agente de imigração americano, suspeito de ter tido relações sexuais com um menor de idade brasileiro, na época com 11 anos, em março de 2008, foi condenado por atentado violento ao pudor na terça-feira (16), nos Estados Unidos. De acordo com o MP, a pena dele pode variar de 15 a 30 anos de prisão, além de multa de 250 mil dólares.
Segundo explicou a promotora Ana Lúcia Melo, que ajudou a Justiça americana no caso, um juiz dos Estados Unidos vai decidir no mês de setembro o tempo de reclusão de Michael Joseph Clifford, de 44 anos. No entanto, segundo o MP, ele já está preso.De acordo com a promotora, a polícia americana fez buscas na casa dele e teria encontrado as fotos feitas no Brasil, com conteúdo erótico. Ainda segundo informou Ana Lúcia, isso deve ser levado em conta na definição da pena de Clifford.

Americano veio a trabalho
Segundo informou a polícia no ano passado, o americano estava em missão oficial no Brasil. Dois homens foram presos, suspeitos de aliciar o menor. Eles marcaram o encontro dele com o americano. Segundo a promotora, os dois ainda estão presos e o processo deles no Brasil ainda está correndo. Quando foram interrogados, os suspeitos negaram participação no aliciamento do menor. Eles contaram que ficaram sabendo do encontro e foram ao hotel tentar salvar o menino do americano.
As câmeras do hotel onde o estrangeiro estava hospedado gravaram a entrada da criança, por volta de 3h. Os dois subiram juntos no elevador em direção ao quarto do americano e o menino só saiu seis horas depois.Na época, o menino contou à polícia que seria morador da favela do Jacarezinho, subúrbio do Rio, mas dormia nas ruas de Copacabana. Ele disse, em depoimento, que aquela tinha sido a primeira vez que participava de um encontro sexual. Ele contou que teria recebido R$ 300.

Suspeito foi afastado do cargo
O americano foi embora no dia 16 de março deste ano. Quando chegou aos EUA, Clifford foi afastado do cargo.
Em abril, o agente federal americano Charles Allan compareceu à delegacia para conhecer os detalhes do inquérito. “Ele pediu desculpas, em nome de seu país, e disse que esse crime é abominável e considerado de natureza gravíssima pela Justiça americana, ainda mais quando é praticado por um funcionário do governo e em outro país”, disse o delegado Deoclécio Assis, na época na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
O caso foi investigado por entidades americanas, como o departamento de segurança interna ICE, com auxílio de órgãos brasileiros, como o Ministério Público do Rio e a DPCA.



G1
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Nos últimos anos, o Ministério da Saúde vem promovendo duas etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, mais conhecida como Paralisia Infantil. Neste ano, a 1ª etapa será realizada no dia 20 de junho, quando todas as crianças com idade abaixo de 5 anos deverão ser vacinadas, mesmo as que estiverem com tosse, gripe, rinite ou diarréia
O Ministério da Saúde adverte: com a Paralisia Infantil não se pode brincar jamais. Essa doença infectocontagiosa provoca efeitos devastadores e deixa marcas na criança para o resto da vida. O vírus da Poliomielite (poliovírus) se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sangüínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas.Para a Organização Mundial da Saúde, a vacina contra a Paralisia Infantil é considerada como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo.O Ministério da Saúde enfatiza que a vacina contra a Pólio é segura e não traz contra-indicações.A Secretaria Municipal da Saúde conclama a todas as mães, para que no dia 20 de junho, das 8h às 17h, vacinem suas crianças, no Posto de Vacinação mais próximo de suas casas. É importante levar a caderneta de vacinação.

Professora Joaninha



Pinda Vale
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Nos últimos anos, o Ministério da Saúde vem promovendo duas etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, mais conhecida como Paralisia Infantil. Neste ano, a 1ª etapa será realizada no dia 20 de junho, quando todas as crianças com idade abaixo de 5 anos deverão ser vacinadas, mesmo as que estiverem com tosse, gripe, rinite ou diarréia
O Ministério da Saúde adverte: com a Paralisia Infantil não se pode brincar jamais. Essa doença infectocontagiosa provoca efeitos devastadores e deixa marcas na criança para o resto da vida. O vírus da Poliomielite (poliovírus) se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sangüínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas.Para a Organização Mundial da Saúde, a vacina contra a Paralisia Infantil é considerada como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo.O Ministério da Saúde enfatiza que a vacina contra a Pólio é segura e não traz contra-indicações.A Secretaria Municipal da Saúde conclama a todas as mães, para que no dia 20 de junho, das 8h às 17h, vacinem suas crianças, no Posto de Vacinação mais próximo de suas casas. É importante levar a caderneta de vacinação.

Professora Joaninha



Pinda Vale
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Nos últimos anos, o Ministério da Saúde vem promovendo duas etapas da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, mais conhecida como Paralisia Infantil. Neste ano, a 1ª etapa será realizada no dia 20 de junho, quando todas as crianças com idade abaixo de 5 anos deverão ser vacinadas, mesmo as que estiverem com tosse, gripe, rinite ou diarréia
O Ministério da Saúde adverte: com a Paralisia Infantil não se pode brincar jamais. Essa doença infectocontagiosa provoca efeitos devastadores e deixa marcas na criança para o resto da vida. O vírus da Poliomielite (poliovírus) se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sangüínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas.Para a Organização Mundial da Saúde, a vacina contra a Paralisia Infantil é considerada como a única maneira de erradicar a doença em todo o mundo.O Ministério da Saúde enfatiza que a vacina contra a Pólio é segura e não traz contra-indicações.A Secretaria Municipal da Saúde conclama a todas as mães, para que no dia 20 de junho, das 8h às 17h, vacinem suas crianças, no Posto de Vacinação mais próximo de suas casas. É importante levar a caderneta de vacinação.

Professora Joaninha



Pinda Vale
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Brasília - Será realizado hoje (20) no Sesc de Interlagos, em São Paulo, o torneio de futebol Esporte sem Fronteiras, promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo e o Serviço Social do Comércio (Sesc). A competição marca o Dia Mundial do Refugiado, comemorado neste sábado.Participarão do torneio brasileiros e estrangeiros que pediram refúgio no país. Entre os times está o Brazsat Futebol Clube, time profissional da segunda divisão do campeonato brasiliense (fundado em 2005) que tem três refugiados (de Serra Leoa, Palestina, Colômbia) entre os jogadores contratados.
O interesse pelo futebol é grande entre os refugiados. Segundo Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça, que preside o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), alguns dizem na migração que escolheram o Brasil por causa da bola.
“O entrevistador sempre pergunta 'por que o Brasil?'. As respostas são as mais variadas. Muitos dizem que é por causa do clima, outros dizem que é por causa da língua, outros dizem que é por que no Brasil os estrangeiros não são perseguidos e podem ter sua fé, vestimenta e costumes preservados. Outros dizem até que é por causa do futebol”, conta Barreto.


Agência Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:34  comentar

Brasília - Será realizado hoje (20) no Sesc de Interlagos, em São Paulo, o torneio de futebol Esporte sem Fronteiras, promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo e o Serviço Social do Comércio (Sesc). A competição marca o Dia Mundial do Refugiado, comemorado neste sábado.Participarão do torneio brasileiros e estrangeiros que pediram refúgio no país. Entre os times está o Brazsat Futebol Clube, time profissional da segunda divisão do campeonato brasiliense (fundado em 2005) que tem três refugiados (de Serra Leoa, Palestina, Colômbia) entre os jogadores contratados.
O interesse pelo futebol é grande entre os refugiados. Segundo Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça, que preside o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), alguns dizem na migração que escolheram o Brasil por causa da bola.
“O entrevistador sempre pergunta 'por que o Brasil?'. As respostas são as mais variadas. Muitos dizem que é por causa do clima, outros dizem que é por causa da língua, outros dizem que é por que no Brasil os estrangeiros não são perseguidos e podem ter sua fé, vestimenta e costumes preservados. Outros dizem até que é por causa do futebol”, conta Barreto.


Agência Brasil
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Brasília - Será realizado hoje (20) no Sesc de Interlagos, em São Paulo, o torneio de futebol Esporte sem Fronteiras, promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo e o Serviço Social do Comércio (Sesc). A competição marca o Dia Mundial do Refugiado, comemorado neste sábado.Participarão do torneio brasileiros e estrangeiros que pediram refúgio no país. Entre os times está o Brazsat Futebol Clube, time profissional da segunda divisão do campeonato brasiliense (fundado em 2005) que tem três refugiados (de Serra Leoa, Palestina, Colômbia) entre os jogadores contratados.
O interesse pelo futebol é grande entre os refugiados. Segundo Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça, que preside o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), alguns dizem na migração que escolheram o Brasil por causa da bola.
“O entrevistador sempre pergunta 'por que o Brasil?'. As respostas são as mais variadas. Muitos dizem que é por causa do clima, outros dizem que é por causa da língua, outros dizem que é por que no Brasil os estrangeiros não são perseguidos e podem ter sua fé, vestimenta e costumes preservados. Outros dizem até que é por causa do futebol”, conta Barreto.


Agência Brasil
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Uma pesquisa do governo da Argentina diz que a população das favelas de Buenos Aires, as chamadas villas de emergencia, cresceu 25% nos últimos dois anos.

As casas das favelas da capital argentina geralmente recebem mais um andar ou dois em questão de semanas e, segundo a pesquisa, abrigam atualmente cerca de 200 mil pessoas.
O número equivale a quase 7% dos habitantes de Buenos Aires. Atualmente, existem 14 favelas e pelo menos 40 assentamentos no perímetro da capital.
"Economizamos um pouco e agora estamos investindo o dinheiro para comprar um lugar. Claro que, se tivéssemos dinheiro de verdade, não estaríamos aqui", afirma Francisco Ugaz Cruz, que se mudou há alguns meses para Playón de Chacarita, um assentamento irregular no oeste de Buenos Aires que fica atrás das principais estações de trem da capital argentina.
Aluguel e despejo
A história de Cruz e sua família é semelhante a de muitos outros que tiveram que se mudar para as favelas de Buenos Aires, onde a crise econômica e social de dezembro de 2001 fez disparar os índices de pobreza urbana e deixou como resultado altos índices de desemprego e déficit habitacional.
Catalina Chéves, mulher de Cruz, afirma que, desde que chegou do Peru há 15 anos, vivia em casas alugadas até o dia em que recebeu uma ordem de despejo. A família tentou entrar com recursos durante meses para evitar a expulsão.
"Não consegui nada. Até que me disseram que havia um senhor aqui (em Playón de Chacarita) que queria passar seu terreno para frente. Fizemos o trato e viemos em novembro", conta Catalina.
Muitos dos que chegaram recentemente às favelas passaram pela mesma situação que a família de Cruz. Com os subsídios dados pelo governo em casos de despejo, as famílias chegam às villas com o pouco dinheiro recebido para comprar a única casa que podem.
As pequenas casas das favelas, construídas em terrenos do Estado, custam entre 15 mil e 20 mil pesos argentinos (entre R$ 7,9 mil e R$ 10 mil, aproximadamente). Mas as que estão mais próximas das ruas custam mais e o aumento do número de pessoas chegando às favelas fez os preços dispararem.
Apenas em Playón de Chacarita vivem cerca de 800 famílias. Antes, a vila era uma terreno baldio, que foi desocupado depois das privatizações das ferrovias nos anos 90.
Muros
O assentamento fica atrás de um muro de concreto, alto o bastante para que não seja visto pelos pedestres. Existem duas entradas e apenas uma delas é acessível para veículos. Ambulâncias e viaturas policiais não entram.
As casas são feitas de tijolos, chapas, papelão. Seus moradores sofrem com a poeira no verão e tudo fica encharcado quando chove.
"Não tenho água corrente, consigo água com mangueiras que vendem aqui, e a luz é roubada dos cabos", afirma Luis Vilca, peruano que se mudou de Lima para Buenos Aires há 20 anos. Ele mora em Chacarita desde 2007. "Eu gostaria de ter minha luz, pagar e ter uma conta em meu nome. Para poder ter crédito, porque para tudo pedem recibos."
"Vamos construindo aos poucos, tentamos fazer a casa da melhor maneira que pudermos. Mas não temos esgotos, temos um poço comunitário e o banheiro assim, com cortina", acrescenta Catalina Chéves.

Erradicação x urbanização
As autoridades de Buenos Aires descartam a erradicação das favelas e dizem que não há espaço físico na cidade para transferir os habitantes de vilas inteiras. Cada setor que as autoridades desocupam logo é ocupado novamente por mais famílias que foram despejadas.
Com isso, a política de erradicação, em prática desde os anos 60, foi substituída pela urbanização.
"O plano é fornecer infraestrutura - água, esgotos - formalizar a rede de eletricidade e fazer ruas para resolver a questão da insegurança. É passar do informal para o formal", afirma Federico Angelini, diretor da Unidade de Gestão de Intervenção Social do governo de Buenos Aires.
O governo de Buenos Aires destinou um orçamento de 200 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 106 milhões) para a gestão das favelas apenas em 2009. Segundo as autoridades, o objetivo é converter em bairros duas das 14 principais favelas antes do final do ano.

Política habitacional
As autoridades argentinas reconhecem que o aumento da população nas favelas é exponencial, principalmente devido à chegada de imigrantes dos países vizinhos, que atualmente são 70% da população nesses assentamentos.
O problema do crescimento das casas precárias é um dos maiores desafios para as autoridades. Tanto que, há alguns meses, o governo de Buenos Aires pensou em colocar um sistema de vigilância policial nos acessos às favelas mais centrais, para evitar a entrega de materiais de construção.
"As casas que estão prontas, lá estão", afirma Federico Angelini. "Só queremos melhorar a segurança habitacional e reposicionar outras casas para abrir ruas ou fazer melhorias na infraestrutura."
Partidos de oposição questionam o plano e propõem um debate no Legislativo. Os próprios moradores das favelas procuram se organizar para ter alguma voz nas decisões de urbanização da área onde vivem.
Na vila de Playón de Chacarita, o primeiro passo - por mais paradoxal que seja - é conseguir que as autoridades reconheçam a região como uma villa de emergencia. Atualmente, a concentração urbana é tecnicamente considerada um assentamento, uma categoria que não garante sequer acesso a fundos do governo.
BBC Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:16  comentar

Uma pesquisa do governo da Argentina diz que a população das favelas de Buenos Aires, as chamadas villas de emergencia, cresceu 25% nos últimos dois anos.

As casas das favelas da capital argentina geralmente recebem mais um andar ou dois em questão de semanas e, segundo a pesquisa, abrigam atualmente cerca de 200 mil pessoas.
O número equivale a quase 7% dos habitantes de Buenos Aires. Atualmente, existem 14 favelas e pelo menos 40 assentamentos no perímetro da capital.
"Economizamos um pouco e agora estamos investindo o dinheiro para comprar um lugar. Claro que, se tivéssemos dinheiro de verdade, não estaríamos aqui", afirma Francisco Ugaz Cruz, que se mudou há alguns meses para Playón de Chacarita, um assentamento irregular no oeste de Buenos Aires que fica atrás das principais estações de trem da capital argentina.
Aluguel e despejo
A história de Cruz e sua família é semelhante a de muitos outros que tiveram que se mudar para as favelas de Buenos Aires, onde a crise econômica e social de dezembro de 2001 fez disparar os índices de pobreza urbana e deixou como resultado altos índices de desemprego e déficit habitacional.
Catalina Chéves, mulher de Cruz, afirma que, desde que chegou do Peru há 15 anos, vivia em casas alugadas até o dia em que recebeu uma ordem de despejo. A família tentou entrar com recursos durante meses para evitar a expulsão.
"Não consegui nada. Até que me disseram que havia um senhor aqui (em Playón de Chacarita) que queria passar seu terreno para frente. Fizemos o trato e viemos em novembro", conta Catalina.
Muitos dos que chegaram recentemente às favelas passaram pela mesma situação que a família de Cruz. Com os subsídios dados pelo governo em casos de despejo, as famílias chegam às villas com o pouco dinheiro recebido para comprar a única casa que podem.
As pequenas casas das favelas, construídas em terrenos do Estado, custam entre 15 mil e 20 mil pesos argentinos (entre R$ 7,9 mil e R$ 10 mil, aproximadamente). Mas as que estão mais próximas das ruas custam mais e o aumento do número de pessoas chegando às favelas fez os preços dispararem.
Apenas em Playón de Chacarita vivem cerca de 800 famílias. Antes, a vila era uma terreno baldio, que foi desocupado depois das privatizações das ferrovias nos anos 90.
Muros
O assentamento fica atrás de um muro de concreto, alto o bastante para que não seja visto pelos pedestres. Existem duas entradas e apenas uma delas é acessível para veículos. Ambulâncias e viaturas policiais não entram.
As casas são feitas de tijolos, chapas, papelão. Seus moradores sofrem com a poeira no verão e tudo fica encharcado quando chove.
"Não tenho água corrente, consigo água com mangueiras que vendem aqui, e a luz é roubada dos cabos", afirma Luis Vilca, peruano que se mudou de Lima para Buenos Aires há 20 anos. Ele mora em Chacarita desde 2007. "Eu gostaria de ter minha luz, pagar e ter uma conta em meu nome. Para poder ter crédito, porque para tudo pedem recibos."
"Vamos construindo aos poucos, tentamos fazer a casa da melhor maneira que pudermos. Mas não temos esgotos, temos um poço comunitário e o banheiro assim, com cortina", acrescenta Catalina Chéves.

Erradicação x urbanização
As autoridades de Buenos Aires descartam a erradicação das favelas e dizem que não há espaço físico na cidade para transferir os habitantes de vilas inteiras. Cada setor que as autoridades desocupam logo é ocupado novamente por mais famílias que foram despejadas.
Com isso, a política de erradicação, em prática desde os anos 60, foi substituída pela urbanização.
"O plano é fornecer infraestrutura - água, esgotos - formalizar a rede de eletricidade e fazer ruas para resolver a questão da insegurança. É passar do informal para o formal", afirma Federico Angelini, diretor da Unidade de Gestão de Intervenção Social do governo de Buenos Aires.
O governo de Buenos Aires destinou um orçamento de 200 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 106 milhões) para a gestão das favelas apenas em 2009. Segundo as autoridades, o objetivo é converter em bairros duas das 14 principais favelas antes do final do ano.

Política habitacional
As autoridades argentinas reconhecem que o aumento da população nas favelas é exponencial, principalmente devido à chegada de imigrantes dos países vizinhos, que atualmente são 70% da população nesses assentamentos.
O problema do crescimento das casas precárias é um dos maiores desafios para as autoridades. Tanto que, há alguns meses, o governo de Buenos Aires pensou em colocar um sistema de vigilância policial nos acessos às favelas mais centrais, para evitar a entrega de materiais de construção.
"As casas que estão prontas, lá estão", afirma Federico Angelini. "Só queremos melhorar a segurança habitacional e reposicionar outras casas para abrir ruas ou fazer melhorias na infraestrutura."
Partidos de oposição questionam o plano e propõem um debate no Legislativo. Os próprios moradores das favelas procuram se organizar para ter alguma voz nas decisões de urbanização da área onde vivem.
Na vila de Playón de Chacarita, o primeiro passo - por mais paradoxal que seja - é conseguir que as autoridades reconheçam a região como uma villa de emergencia. Atualmente, a concentração urbana é tecnicamente considerada um assentamento, uma categoria que não garante sequer acesso a fundos do governo.
BBC Brasil
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Uma pesquisa do governo da Argentina diz que a população das favelas de Buenos Aires, as chamadas villas de emergencia, cresceu 25% nos últimos dois anos.

As casas das favelas da capital argentina geralmente recebem mais um andar ou dois em questão de semanas e, segundo a pesquisa, abrigam atualmente cerca de 200 mil pessoas.
O número equivale a quase 7% dos habitantes de Buenos Aires. Atualmente, existem 14 favelas e pelo menos 40 assentamentos no perímetro da capital.
"Economizamos um pouco e agora estamos investindo o dinheiro para comprar um lugar. Claro que, se tivéssemos dinheiro de verdade, não estaríamos aqui", afirma Francisco Ugaz Cruz, que se mudou há alguns meses para Playón de Chacarita, um assentamento irregular no oeste de Buenos Aires que fica atrás das principais estações de trem da capital argentina.
Aluguel e despejo
A história de Cruz e sua família é semelhante a de muitos outros que tiveram que se mudar para as favelas de Buenos Aires, onde a crise econômica e social de dezembro de 2001 fez disparar os índices de pobreza urbana e deixou como resultado altos índices de desemprego e déficit habitacional.
Catalina Chéves, mulher de Cruz, afirma que, desde que chegou do Peru há 15 anos, vivia em casas alugadas até o dia em que recebeu uma ordem de despejo. A família tentou entrar com recursos durante meses para evitar a expulsão.
"Não consegui nada. Até que me disseram que havia um senhor aqui (em Playón de Chacarita) que queria passar seu terreno para frente. Fizemos o trato e viemos em novembro", conta Catalina.
Muitos dos que chegaram recentemente às favelas passaram pela mesma situação que a família de Cruz. Com os subsídios dados pelo governo em casos de despejo, as famílias chegam às villas com o pouco dinheiro recebido para comprar a única casa que podem.
As pequenas casas das favelas, construídas em terrenos do Estado, custam entre 15 mil e 20 mil pesos argentinos (entre R$ 7,9 mil e R$ 10 mil, aproximadamente). Mas as que estão mais próximas das ruas custam mais e o aumento do número de pessoas chegando às favelas fez os preços dispararem.
Apenas em Playón de Chacarita vivem cerca de 800 famílias. Antes, a vila era uma terreno baldio, que foi desocupado depois das privatizações das ferrovias nos anos 90.
Muros
O assentamento fica atrás de um muro de concreto, alto o bastante para que não seja visto pelos pedestres. Existem duas entradas e apenas uma delas é acessível para veículos. Ambulâncias e viaturas policiais não entram.
As casas são feitas de tijolos, chapas, papelão. Seus moradores sofrem com a poeira no verão e tudo fica encharcado quando chove.
"Não tenho água corrente, consigo água com mangueiras que vendem aqui, e a luz é roubada dos cabos", afirma Luis Vilca, peruano que se mudou de Lima para Buenos Aires há 20 anos. Ele mora em Chacarita desde 2007. "Eu gostaria de ter minha luz, pagar e ter uma conta em meu nome. Para poder ter crédito, porque para tudo pedem recibos."
"Vamos construindo aos poucos, tentamos fazer a casa da melhor maneira que pudermos. Mas não temos esgotos, temos um poço comunitário e o banheiro assim, com cortina", acrescenta Catalina Chéves.

Erradicação x urbanização
As autoridades de Buenos Aires descartam a erradicação das favelas e dizem que não há espaço físico na cidade para transferir os habitantes de vilas inteiras. Cada setor que as autoridades desocupam logo é ocupado novamente por mais famílias que foram despejadas.
Com isso, a política de erradicação, em prática desde os anos 60, foi substituída pela urbanização.
"O plano é fornecer infraestrutura - água, esgotos - formalizar a rede de eletricidade e fazer ruas para resolver a questão da insegurança. É passar do informal para o formal", afirma Federico Angelini, diretor da Unidade de Gestão de Intervenção Social do governo de Buenos Aires.
O governo de Buenos Aires destinou um orçamento de 200 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 106 milhões) para a gestão das favelas apenas em 2009. Segundo as autoridades, o objetivo é converter em bairros duas das 14 principais favelas antes do final do ano.

Política habitacional
As autoridades argentinas reconhecem que o aumento da população nas favelas é exponencial, principalmente devido à chegada de imigrantes dos países vizinhos, que atualmente são 70% da população nesses assentamentos.
O problema do crescimento das casas precárias é um dos maiores desafios para as autoridades. Tanto que, há alguns meses, o governo de Buenos Aires pensou em colocar um sistema de vigilância policial nos acessos às favelas mais centrais, para evitar a entrega de materiais de construção.
"As casas que estão prontas, lá estão", afirma Federico Angelini. "Só queremos melhorar a segurança habitacional e reposicionar outras casas para abrir ruas ou fazer melhorias na infraestrutura."
Partidos de oposição questionam o plano e propõem um debate no Legislativo. Os próprios moradores das favelas procuram se organizar para ter alguma voz nas decisões de urbanização da área onde vivem.
Na vila de Playón de Chacarita, o primeiro passo - por mais paradoxal que seja - é conseguir que as autoridades reconheçam a região como uma villa de emergencia. Atualmente, a concentração urbana é tecnicamente considerada um assentamento, uma categoria que não garante sequer acesso a fundos do governo.
BBC Brasil
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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) aprovou hoje o primeiro parecer oficial condenando o toque de recolher para crianças e adolescentes adotado em três cidades do interior paulista. O Conanda deverá divulgar o relatório final sobre o assunto na segunda-feira e o parecer, que foi apresentado pelo conselheiro Ariel de Castro Alves, de São Paulo, deverá servir de base para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orientar as Varas da Infância e da Juventude e a revogação do toque de recolher nas cidades de Ilha Solteira, Fernandópolis e Itapura, onde os jovens não podem permanecer na rua depois de determinados horários.
De acordo com o texto aprovado pelo Conanda, o toque de recolher, usado como medida para evitar atos de delinquência juvenil, fere dois artigos da Constituição Federal e seis do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo Castro Alves, a medida viola o direito à liberdade, previsto na Constituição Federal, e coloca as crianças em situações humilhantes e vexatórias, ao apreendê-las sem os requisitos legais. “O toque fere dois artigos (5 e 227) da Constituição Federal e seis artigos (5, 15, 16, 106, 230 e 232) do ECA”, disse.
Para Ariel, em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos na realização do toque de recolher denota caráter de limpeza social e perseguição. “Não se vê o mesmo empenho destas autoridades no sentido de promover a responsabilidade da família, do Estado e da sociedade em garantir os direitos da criança e do adolescente”, completou.

Constituição Federal
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Art. 5º – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 15 – A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16 – O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI – participar da vida política, na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.
Art. 106 – Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente.
Art. 230 – Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.
Art. 232 – Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.



Estadão
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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) aprovou hoje o primeiro parecer oficial condenando o toque de recolher para crianças e adolescentes adotado em três cidades do interior paulista. O Conanda deverá divulgar o relatório final sobre o assunto na segunda-feira e o parecer, que foi apresentado pelo conselheiro Ariel de Castro Alves, de São Paulo, deverá servir de base para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orientar as Varas da Infância e da Juventude e a revogação do toque de recolher nas cidades de Ilha Solteira, Fernandópolis e Itapura, onde os jovens não podem permanecer na rua depois de determinados horários.
De acordo com o texto aprovado pelo Conanda, o toque de recolher, usado como medida para evitar atos de delinquência juvenil, fere dois artigos da Constituição Federal e seis do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo Castro Alves, a medida viola o direito à liberdade, previsto na Constituição Federal, e coloca as crianças em situações humilhantes e vexatórias, ao apreendê-las sem os requisitos legais. “O toque fere dois artigos (5 e 227) da Constituição Federal e seis artigos (5, 15, 16, 106, 230 e 232) do ECA”, disse.
Para Ariel, em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos na realização do toque de recolher denota caráter de limpeza social e perseguição. “Não se vê o mesmo empenho destas autoridades no sentido de promover a responsabilidade da família, do Estado e da sociedade em garantir os direitos da criança e do adolescente”, completou.

Constituição Federal
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Art. 5º – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 15 – A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16 – O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI – participar da vida política, na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.
Art. 106 – Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente.
Art. 230 – Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.
Art. 232 – Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.



Estadão
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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) aprovou hoje o primeiro parecer oficial condenando o toque de recolher para crianças e adolescentes adotado em três cidades do interior paulista. O Conanda deverá divulgar o relatório final sobre o assunto na segunda-feira e o parecer, que foi apresentado pelo conselheiro Ariel de Castro Alves, de São Paulo, deverá servir de base para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orientar as Varas da Infância e da Juventude e a revogação do toque de recolher nas cidades de Ilha Solteira, Fernandópolis e Itapura, onde os jovens não podem permanecer na rua depois de determinados horários.
De acordo com o texto aprovado pelo Conanda, o toque de recolher, usado como medida para evitar atos de delinquência juvenil, fere dois artigos da Constituição Federal e seis do Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo Castro Alves, a medida viola o direito à liberdade, previsto na Constituição Federal, e coloca as crianças em situações humilhantes e vexatórias, ao apreendê-las sem os requisitos legais. “O toque fere dois artigos (5 e 227) da Constituição Federal e seis artigos (5, 15, 16, 106, 230 e 232) do ECA”, disse.
Para Ariel, em muitos casos, a atuação dos órgãos envolvidos na realização do toque de recolher denota caráter de limpeza social e perseguição. “Não se vê o mesmo empenho destas autoridades no sentido de promover a responsabilidade da família, do Estado e da sociedade em garantir os direitos da criança e do adolescente”, completou.

Constituição Federal
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
Art. 5º – Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Art. 15 – A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
Art. 16 – O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
I – ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
II – opinião e expressão;
III – crença e culto religioso;
IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;
V – participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
VI – participar da vida política, na forma da lei;
VII – buscar refúgio, auxílio e orientação.
Art. 106 – Nenhum adolescente será privado de sua liberdade senão em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente.
Art. 230 – Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.
Art. 232 – Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento:
Pena – detenção de seis meses a dois anos.



Estadão
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Após um ano em vigor, a Lei Seca teve alguns resultados expressivos que deixaram o trânsito mais seguro. Mas é importante reforçar e padronizar a fiscalização para evitar que ela caia no esquecimento, dizem especialistas

Aprovada e sancionada sob muita polêmica em 2008, a lei 11.705, conhecida como Lei Seca, que estabeleceu limites mais rígidos para o ato de beber e dirigir, passou nos últimos dias por uma análise minuciosa. Depois de um ano em vigor, completado neste sábado (20), todos querem saber: a lei deu certo? Pode ser aperfeiçoada? Como isso deve ser feito? Ao responder a essas questões, autoridades do governo e especialistas são unânimes em um ponto: o aumento da fiscalização deve ser o aspecto central do sucesso efetivo da Lei Seca.
"A lei teve bons resultados e produziu um debate importante, mas se ela for desmoralizada, será um retrocesso fenomenal", disse a ÉPOCA o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para Laranjeira, a única forma de sustentar os dados positivos do primeiro ano da lei é ampliar a fiscalização. "O motorista tem que ter a percepção de que pode ser parado", diz. Segundo ele, o exemplo de outros países mostra que a legislação tem que ser acompanhada de punição aos infratores. "Os países que tornaram a lei mais rígida ampliaram a fiscalização, prendendo e multando mais", diz. No Brasil, segundo a Polícia Rodoviária Federal, 320 mil pessoas foram submetidas a testes de nível alcoólico no primeiro semestre deste ano, sendo que 14 mil estavam embriagadas e 9 mil foram presas em flagrante.
Os balanços nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde e pela PRF apresentaram dados que devem ser comemorados. O número de internações em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) provocadas por acidentes de trânsito teve uma redução de 23% nas capitais entre o segundo semestre de 2007 (quando a lei ainda não estava em vigor) e o segundo semestre de 2008 (período que se seguiu imediatamente à sanção da lei). No mesmo intervalo, o número de mortes relacionadas ao trânsito caiu 22,5%, também nas capitais. Segundo a PRF, seu balanço mostra que houve uma mudança no comportamento dos motoristas. A prova disso seria a diminuição do número de pessoas flagradas dirigindo alcoolizadas. No segundo semestre de 2008, um a cada seis condutores submetidos ao teste do bafômetro estava bêbado. No primeiro semestre de 2009, o número foi de um a cada 40 motoristas.
Há, no entanto, o lado ruim das estatísticas. Algumas capitais, como Belém e Teresina, registraram aumento no número de internações. A região Norte teve crescimento de 66% no número de mortes entre o primeiro e o segundo semestres de 2008. Segundo os dados divulgados pela PRF, o número de mortes nas estradas federais caiu apenas 2%, um índice bem inferior à média das capitais. A característica comum que une todos esses dados negativos é a falta de fiscalização. As polícias têm poucos bafômetros na região Norte, e os que existem chegaram apenas após a lei entrar em vigor. O Amapá, por exemplo, não tinha nenhum bafômetro em 20 de junho de 2008. O Mato Grosso do Sul receberá as primeiras 25 unidades na semana que vem. E dos dez mil bafômetros comprados pelo governo federal em dezembro, menos de um décimo chegou aos Estados. O mesmo problema está nas estradas federais. Segundo a própria PRF, há um déficit de 3 mil policiais no país e o número de bafômetros está muito aquém do necessário.

O doutor em Segurança no Trânsito David Duarte Lima, professor da Universidade de Brasília e presidente do Instituto Brasileiro de Segurança de Trânsito (IBST), afirma que é preciso, além de aumentar a fiscalização, especializá-la. "O Estado brasileiro ainda está despreparado para a aplicação da lei", disse Lima a ÉPOCA. "Não há treinamento para os policiais nem uma estratégia de fiscalização", afirmou. O professor da UnB diz que é preciso ainda criar uma padronização da fiscalização, para definir quanto tempo a pessoa pode ser retida para fazer o teste do bafômetro, se pode repeti-lo e o que fazer se deseja realizar o teste por meio da coleta de sangue.
A posição dos especialistas é comprovada por algumas iniciativas de curta duração realizadas no Brasil. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, intensificou a fiscalização a partir de março e fez campanhas para divulgar a ação. Em poucos dias, foi possível constatar os efeitos do projeto. Na comparação entre 19 e 30 de março de 2008 e o mesmo período em 2009, houve uma queda de 22,15% nos atropelamentos, 14,10% nas capotagens, 12,6% nas colisões e 15% nas quedas de moto.
A percepção sobre a efetividade da fiscalização é a mesma no governo. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, celebrou na quarta-feira (17) os resultados apresentados sobre a Lei Seca, mas lembrou que há um "grande desafio" pela frente. "É preciso ter em todo o Brasil, em cidades de médio e pequeno portes, a radicalização da fiscalização", afirmou. O mesmo discurso tem o ministro da Justiça, Tarso Genro, que disse na semana passada ver a lei como "o início de uma grande mudança". "Essa mudança tem que ser acompanhada de uma fiscalização muito rígida, que agora está começando a ser feita", disse.

Mais medidas contra a direção perigosa
O governo e os especialistas divergem, no entanto, no que diz respeito às medidas adicionais que podem ser tomadas para ajudar a conscientizar a população sobre segurança no trânsito. O ministro Tarso Genro disse que a única modificação possível na lei seria um aumento das multas, mas que isso ainda "não está nos planos do governo".
Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, diz que não há grupo social imune ao problema, mas que é preciso ter uma atenção especial com os jovens entre 21 e 30 anos, que são os que mais dirigem após beber. "É por isso que nos Estados Unidos o limite de decigramas de álcool por litro de sangue é zero para quem tem até 25 anos, e depois aumenta".
David Duarte Lima, da UnB, acha que ainda há mais espaço para a conscientização dos motoristas sobre os perigos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. "É preciso que os governos trabalhem ao lado dos donos de bares e criem alternativas para que as pessoas voltem com segurança para casa", afirma. "O Estado não precisa agir só como inimigo".

José Antonio Lima


Época

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Após um ano em vigor, a Lei Seca teve alguns resultados expressivos que deixaram o trânsito mais seguro. Mas é importante reforçar e padronizar a fiscalização para evitar que ela caia no esquecimento, dizem especialistas

Aprovada e sancionada sob muita polêmica em 2008, a lei 11.705, conhecida como Lei Seca, que estabeleceu limites mais rígidos para o ato de beber e dirigir, passou nos últimos dias por uma análise minuciosa. Depois de um ano em vigor, completado neste sábado (20), todos querem saber: a lei deu certo? Pode ser aperfeiçoada? Como isso deve ser feito? Ao responder a essas questões, autoridades do governo e especialistas são unânimes em um ponto: o aumento da fiscalização deve ser o aspecto central do sucesso efetivo da Lei Seca.
"A lei teve bons resultados e produziu um debate importante, mas se ela for desmoralizada, será um retrocesso fenomenal", disse a ÉPOCA o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para Laranjeira, a única forma de sustentar os dados positivos do primeiro ano da lei é ampliar a fiscalização. "O motorista tem que ter a percepção de que pode ser parado", diz. Segundo ele, o exemplo de outros países mostra que a legislação tem que ser acompanhada de punição aos infratores. "Os países que tornaram a lei mais rígida ampliaram a fiscalização, prendendo e multando mais", diz. No Brasil, segundo a Polícia Rodoviária Federal, 320 mil pessoas foram submetidas a testes de nível alcoólico no primeiro semestre deste ano, sendo que 14 mil estavam embriagadas e 9 mil foram presas em flagrante.
Os balanços nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde e pela PRF apresentaram dados que devem ser comemorados. O número de internações em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) provocadas por acidentes de trânsito teve uma redução de 23% nas capitais entre o segundo semestre de 2007 (quando a lei ainda não estava em vigor) e o segundo semestre de 2008 (período que se seguiu imediatamente à sanção da lei). No mesmo intervalo, o número de mortes relacionadas ao trânsito caiu 22,5%, também nas capitais. Segundo a PRF, seu balanço mostra que houve uma mudança no comportamento dos motoristas. A prova disso seria a diminuição do número de pessoas flagradas dirigindo alcoolizadas. No segundo semestre de 2008, um a cada seis condutores submetidos ao teste do bafômetro estava bêbado. No primeiro semestre de 2009, o número foi de um a cada 40 motoristas.
Há, no entanto, o lado ruim das estatísticas. Algumas capitais, como Belém e Teresina, registraram aumento no número de internações. A região Norte teve crescimento de 66% no número de mortes entre o primeiro e o segundo semestres de 2008. Segundo os dados divulgados pela PRF, o número de mortes nas estradas federais caiu apenas 2%, um índice bem inferior à média das capitais. A característica comum que une todos esses dados negativos é a falta de fiscalização. As polícias têm poucos bafômetros na região Norte, e os que existem chegaram apenas após a lei entrar em vigor. O Amapá, por exemplo, não tinha nenhum bafômetro em 20 de junho de 2008. O Mato Grosso do Sul receberá as primeiras 25 unidades na semana que vem. E dos dez mil bafômetros comprados pelo governo federal em dezembro, menos de um décimo chegou aos Estados. O mesmo problema está nas estradas federais. Segundo a própria PRF, há um déficit de 3 mil policiais no país e o número de bafômetros está muito aquém do necessário.

O doutor em Segurança no Trânsito David Duarte Lima, professor da Universidade de Brasília e presidente do Instituto Brasileiro de Segurança de Trânsito (IBST), afirma que é preciso, além de aumentar a fiscalização, especializá-la. "O Estado brasileiro ainda está despreparado para a aplicação da lei", disse Lima a ÉPOCA. "Não há treinamento para os policiais nem uma estratégia de fiscalização", afirmou. O professor da UnB diz que é preciso ainda criar uma padronização da fiscalização, para definir quanto tempo a pessoa pode ser retida para fazer o teste do bafômetro, se pode repeti-lo e o que fazer se deseja realizar o teste por meio da coleta de sangue.
A posição dos especialistas é comprovada por algumas iniciativas de curta duração realizadas no Brasil. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, intensificou a fiscalização a partir de março e fez campanhas para divulgar a ação. Em poucos dias, foi possível constatar os efeitos do projeto. Na comparação entre 19 e 30 de março de 2008 e o mesmo período em 2009, houve uma queda de 22,15% nos atropelamentos, 14,10% nas capotagens, 12,6% nas colisões e 15% nas quedas de moto.
A percepção sobre a efetividade da fiscalização é a mesma no governo. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, celebrou na quarta-feira (17) os resultados apresentados sobre a Lei Seca, mas lembrou que há um "grande desafio" pela frente. "É preciso ter em todo o Brasil, em cidades de médio e pequeno portes, a radicalização da fiscalização", afirmou. O mesmo discurso tem o ministro da Justiça, Tarso Genro, que disse na semana passada ver a lei como "o início de uma grande mudança". "Essa mudança tem que ser acompanhada de uma fiscalização muito rígida, que agora está começando a ser feita", disse.

Mais medidas contra a direção perigosa
O governo e os especialistas divergem, no entanto, no que diz respeito às medidas adicionais que podem ser tomadas para ajudar a conscientizar a população sobre segurança no trânsito. O ministro Tarso Genro disse que a única modificação possível na lei seria um aumento das multas, mas que isso ainda "não está nos planos do governo".
Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, diz que não há grupo social imune ao problema, mas que é preciso ter uma atenção especial com os jovens entre 21 e 30 anos, que são os que mais dirigem após beber. "É por isso que nos Estados Unidos o limite de decigramas de álcool por litro de sangue é zero para quem tem até 25 anos, e depois aumenta".
David Duarte Lima, da UnB, acha que ainda há mais espaço para a conscientização dos motoristas sobre os perigos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. "É preciso que os governos trabalhem ao lado dos donos de bares e criem alternativas para que as pessoas voltem com segurança para casa", afirma. "O Estado não precisa agir só como inimigo".

José Antonio Lima


Época

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Após um ano em vigor, a Lei Seca teve alguns resultados expressivos que deixaram o trânsito mais seguro. Mas é importante reforçar e padronizar a fiscalização para evitar que ela caia no esquecimento, dizem especialistas

Aprovada e sancionada sob muita polêmica em 2008, a lei 11.705, conhecida como Lei Seca, que estabeleceu limites mais rígidos para o ato de beber e dirigir, passou nos últimos dias por uma análise minuciosa. Depois de um ano em vigor, completado neste sábado (20), todos querem saber: a lei deu certo? Pode ser aperfeiçoada? Como isso deve ser feito? Ao responder a essas questões, autoridades do governo e especialistas são unânimes em um ponto: o aumento da fiscalização deve ser o aspecto central do sucesso efetivo da Lei Seca.
"A lei teve bons resultados e produziu um debate importante, mas se ela for desmoralizada, será um retrocesso fenomenal", disse a ÉPOCA o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para Laranjeira, a única forma de sustentar os dados positivos do primeiro ano da lei é ampliar a fiscalização. "O motorista tem que ter a percepção de que pode ser parado", diz. Segundo ele, o exemplo de outros países mostra que a legislação tem que ser acompanhada de punição aos infratores. "Os países que tornaram a lei mais rígida ampliaram a fiscalização, prendendo e multando mais", diz. No Brasil, segundo a Polícia Rodoviária Federal, 320 mil pessoas foram submetidas a testes de nível alcoólico no primeiro semestre deste ano, sendo que 14 mil estavam embriagadas e 9 mil foram presas em flagrante.
Os balanços nacionais divulgados pelo Ministério da Saúde e pela PRF apresentaram dados que devem ser comemorados. O número de internações em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) provocadas por acidentes de trânsito teve uma redução de 23% nas capitais entre o segundo semestre de 2007 (quando a lei ainda não estava em vigor) e o segundo semestre de 2008 (período que se seguiu imediatamente à sanção da lei). No mesmo intervalo, o número de mortes relacionadas ao trânsito caiu 22,5%, também nas capitais. Segundo a PRF, seu balanço mostra que houve uma mudança no comportamento dos motoristas. A prova disso seria a diminuição do número de pessoas flagradas dirigindo alcoolizadas. No segundo semestre de 2008, um a cada seis condutores submetidos ao teste do bafômetro estava bêbado. No primeiro semestre de 2009, o número foi de um a cada 40 motoristas.
Há, no entanto, o lado ruim das estatísticas. Algumas capitais, como Belém e Teresina, registraram aumento no número de internações. A região Norte teve crescimento de 66% no número de mortes entre o primeiro e o segundo semestres de 2008. Segundo os dados divulgados pela PRF, o número de mortes nas estradas federais caiu apenas 2%, um índice bem inferior à média das capitais. A característica comum que une todos esses dados negativos é a falta de fiscalização. As polícias têm poucos bafômetros na região Norte, e os que existem chegaram apenas após a lei entrar em vigor. O Amapá, por exemplo, não tinha nenhum bafômetro em 20 de junho de 2008. O Mato Grosso do Sul receberá as primeiras 25 unidades na semana que vem. E dos dez mil bafômetros comprados pelo governo federal em dezembro, menos de um décimo chegou aos Estados. O mesmo problema está nas estradas federais. Segundo a própria PRF, há um déficit de 3 mil policiais no país e o número de bafômetros está muito aquém do necessário.

O doutor em Segurança no Trânsito David Duarte Lima, professor da Universidade de Brasília e presidente do Instituto Brasileiro de Segurança de Trânsito (IBST), afirma que é preciso, além de aumentar a fiscalização, especializá-la. "O Estado brasileiro ainda está despreparado para a aplicação da lei", disse Lima a ÉPOCA. "Não há treinamento para os policiais nem uma estratégia de fiscalização", afirmou. O professor da UnB diz que é preciso ainda criar uma padronização da fiscalização, para definir quanto tempo a pessoa pode ser retida para fazer o teste do bafômetro, se pode repeti-lo e o que fazer se deseja realizar o teste por meio da coleta de sangue.
A posição dos especialistas é comprovada por algumas iniciativas de curta duração realizadas no Brasil. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, intensificou a fiscalização a partir de março e fez campanhas para divulgar a ação. Em poucos dias, foi possível constatar os efeitos do projeto. Na comparação entre 19 e 30 de março de 2008 e o mesmo período em 2009, houve uma queda de 22,15% nos atropelamentos, 14,10% nas capotagens, 12,6% nas colisões e 15% nas quedas de moto.
A percepção sobre a efetividade da fiscalização é a mesma no governo. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, celebrou na quarta-feira (17) os resultados apresentados sobre a Lei Seca, mas lembrou que há um "grande desafio" pela frente. "É preciso ter em todo o Brasil, em cidades de médio e pequeno portes, a radicalização da fiscalização", afirmou. O mesmo discurso tem o ministro da Justiça, Tarso Genro, que disse na semana passada ver a lei como "o início de uma grande mudança". "Essa mudança tem que ser acompanhada de uma fiscalização muito rígida, que agora está começando a ser feita", disse.

Mais medidas contra a direção perigosa
O governo e os especialistas divergem, no entanto, no que diz respeito às medidas adicionais que podem ser tomadas para ajudar a conscientizar a população sobre segurança no trânsito. O ministro Tarso Genro disse que a única modificação possível na lei seria um aumento das multas, mas que isso ainda "não está nos planos do governo".
Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, diz que não há grupo social imune ao problema, mas que é preciso ter uma atenção especial com os jovens entre 21 e 30 anos, que são os que mais dirigem após beber. "É por isso que nos Estados Unidos o limite de decigramas de álcool por litro de sangue é zero para quem tem até 25 anos, e depois aumenta".
David Duarte Lima, da UnB, acha que ainda há mais espaço para a conscientização dos motoristas sobre os perigos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica. "É preciso que os governos trabalhem ao lado dos donos de bares e criem alternativas para que as pessoas voltem com segurança para casa", afirma. "O Estado não precisa agir só como inimigo".

José Antonio Lima


Época

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Ameaçados por pobreza, gravidez e problemas familiares, 234 mil crianças e adolescentes no Brasil chefiam suas casas

Perison Santana Pereira mora com a mulher, Ana Cláudia. Juntos, cuidam da bebê de um mês, Ana Clara. Perison é sério e não gosta de falar muito, mas os olhos se iluminam e um sorriso se abre quando fala da filha: "Ela tem as bochechas gordinhas", diz, com indisfarçável orgulho de pai. O que parece uma história comum ganha outros contornos ao saber a idade do casal: ambos têm 17 anos. "Moro com meus sogros. Temos nosso canto, mas dividimos o quintal com eles", conta o jovem chefe de família, que é lavador de carros em São Paulo. Das 8h às 18h, ele dá expediente num lava-rápido, sem horário de almoço, para bancar as contas do casal."Não sobra tempo para nada. Quando minha filha tiver minha idade, quero que esteja estudando."
As novas responsabilidades fizeram Perison parar de estudar no ano passado, depois de terminar a oitava série. Ana Cláudia interrompeu os estudos no ensino fundamental também. Os motivos para deixar a escola e começar a trabalhar muitas vezes coincidem: necessidade de chefiar a casa, desinteresse, problemas familiares, gravidez. O fato é que o Brasil tem hoje 233.908 crianças e adolescentes que são chefes de família, segundo o relatório "Situação da Infância Brasileira 2009", do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. "Sair do ensino médio é muitas vezes sair da família", explica a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
"As meninas perdem automaticamente o direito de ser criança com a gravidez precoce", afirma Marie. Para os rapazes, a situação não é melhor. A pressão para entrar no mercado e ajudar em casa é grande. "O fato de serem chefes de família mostra que a sociedade não se organizou para garantir o direito deles de ser adolescente", diz ela. "Isso perpetua o ciclo da pobreza, da exclusão e da situação de ser adulto antes da hora."
Embora o número de crianças e adolescentes trabalhando seja maior no Nordeste - 27,9% deles estão lá - e no Norte, o Sudeste também tem milhares de jovens à frente de famílias. "Não é só um problema rural. Nos grandes centros urbanos, a organização social é mais pulverizada", comenta Marie. É comum o jovem buscar sua identidade e afirmação por meio de comportamentos que levam ao abandono da escola. Foi o que ocorreu com Leonardo dos Santos, 16 anos.
Empacotador em um mercado de São Paulo, ele largou a escola há três anos, na quinta série. Embora não seja arrimo de família, será responsável por outra vida. Leonardo vai ser pai. Não tem planos de ficar com a jovem, que está grávida de sete meses, mas vai pagar pensão para o bebê. Quando é perguntado sobre os projetos para o futuro, paira um silêncio espantado. Um espaço em branco, como se ele nunca houvesse parado para pensar no assunto.
Com um passo de cada vez, N.S.S., 18 anos, está construindo seu destino. Pai de uma menina de um ano e oito meses, e esperando a chegada de um menino, é funcionário em um supermercado na periferia paulistana. "Trabalho desde os 13 anos, fazendo bicos", diz ele, que já foi funcionário de lanchonete, de transportadora e ajudante de pedreiro. E, contrariando as estatísticas, teve disciplina e persistência para continuar os estudos - está perto de terminar o ensino médio, na idade certa. "Só parei de estudar quando minha filha nasceu, para dar suporte à minha mulher", conta. N.S.S. tem planos de fazer faculdade ou prestar um concurso, e mais adiante comprar uma casa só para a família. Hoje, ele mora com a mãe, e a namorada, com os pais dela.
Para modificar esse tipo de história e dar tempo para a adolescência terminar a seu tempo, a escola tem um papel fundamental. "Se fosse vista como investimento, seria uma opção mais interessante. Falta adequação do conteúdo do ensino médio ao projeto de vida do adolescente, para poder competir com a noção de renda imediata", diz Marie-Pierre, do Unicef. Segundo ela, a escola tem deixado de ensinar habilidades que podem garantir melhores condições de vida para o jovem, como a capacidade de negociar.
Por muito tempo, a escola passou longe da vida de Luciano Tavares dos Santos, 16 anos. Desde os 11, ele se viu com a responsabilidade de cuidar da mãe, dos tios e primos - todos moradores de rua. "Sem mim seria difícil pagar o arroz ou feijão", conta. Na região da avenida Paulista, em São Paulo, com a caixa de engraxate nas mãos, o menino labutava, das 8h da manhã até sumirem os clientes, às vezes às 3h da madrugada. Quando a família teve de sair de uma casa abandonada na região, ele garantiu o dinheiro para a tia alugar uma casa na periferia paulistana. A rotina de engraxate continuou até Luciano ser abordado por voluntários do Instituto Rukha, que propuseram trocar trabalho por estudo e uma bolsa para dar conta das despesas domésticas.
Na Casa do Zezinho, instituição parceira do Rukha, Luciano passou a frequentar cursos como informática, design gráfico e edição de som. Situações impensáveis antes para um menino que foi matriculado pela primeira vez na terceira série e teve problemas de indisciplina. "No final da sétima, comecei a me destacar na escola e aprendi a lidar com desaforo", conta ele, que agora se diz exemplar. Ainda responsável pela renda da família, o menino já começou a realizar sonhos. "Ele nunca largou o vínculo com a mãe e queria resgatála da rua", conta Dagmar Darroux, diretora da Casa do Zezinho. Dagmar admite que não são todos os jovens que persistem na mudança de rumo. "Muitas vezes a gente perde um menino para um lava-rápido, para ser motoboy", afirma. "Mas não é questão da pobreza em si. É a falta de um sonho."


Verônica Mambrini


Isto É

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Ameaçados por pobreza, gravidez e problemas familiares, 234 mil crianças e adolescentes no Brasil chefiam suas casas

Perison Santana Pereira mora com a mulher, Ana Cláudia. Juntos, cuidam da bebê de um mês, Ana Clara. Perison é sério e não gosta de falar muito, mas os olhos se iluminam e um sorriso se abre quando fala da filha: "Ela tem as bochechas gordinhas", diz, com indisfarçável orgulho de pai. O que parece uma história comum ganha outros contornos ao saber a idade do casal: ambos têm 17 anos. "Moro com meus sogros. Temos nosso canto, mas dividimos o quintal com eles", conta o jovem chefe de família, que é lavador de carros em São Paulo. Das 8h às 18h, ele dá expediente num lava-rápido, sem horário de almoço, para bancar as contas do casal."Não sobra tempo para nada. Quando minha filha tiver minha idade, quero que esteja estudando."
As novas responsabilidades fizeram Perison parar de estudar no ano passado, depois de terminar a oitava série. Ana Cláudia interrompeu os estudos no ensino fundamental também. Os motivos para deixar a escola e começar a trabalhar muitas vezes coincidem: necessidade de chefiar a casa, desinteresse, problemas familiares, gravidez. O fato é que o Brasil tem hoje 233.908 crianças e adolescentes que são chefes de família, segundo o relatório "Situação da Infância Brasileira 2009", do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. "Sair do ensino médio é muitas vezes sair da família", explica a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
"As meninas perdem automaticamente o direito de ser criança com a gravidez precoce", afirma Marie. Para os rapazes, a situação não é melhor. A pressão para entrar no mercado e ajudar em casa é grande. "O fato de serem chefes de família mostra que a sociedade não se organizou para garantir o direito deles de ser adolescente", diz ela. "Isso perpetua o ciclo da pobreza, da exclusão e da situação de ser adulto antes da hora."
Embora o número de crianças e adolescentes trabalhando seja maior no Nordeste - 27,9% deles estão lá - e no Norte, o Sudeste também tem milhares de jovens à frente de famílias. "Não é só um problema rural. Nos grandes centros urbanos, a organização social é mais pulverizada", comenta Marie. É comum o jovem buscar sua identidade e afirmação por meio de comportamentos que levam ao abandono da escola. Foi o que ocorreu com Leonardo dos Santos, 16 anos.
Empacotador em um mercado de São Paulo, ele largou a escola há três anos, na quinta série. Embora não seja arrimo de família, será responsável por outra vida. Leonardo vai ser pai. Não tem planos de ficar com a jovem, que está grávida de sete meses, mas vai pagar pensão para o bebê. Quando é perguntado sobre os projetos para o futuro, paira um silêncio espantado. Um espaço em branco, como se ele nunca houvesse parado para pensar no assunto.
Com um passo de cada vez, N.S.S., 18 anos, está construindo seu destino. Pai de uma menina de um ano e oito meses, e esperando a chegada de um menino, é funcionário em um supermercado na periferia paulistana. "Trabalho desde os 13 anos, fazendo bicos", diz ele, que já foi funcionário de lanchonete, de transportadora e ajudante de pedreiro. E, contrariando as estatísticas, teve disciplina e persistência para continuar os estudos - está perto de terminar o ensino médio, na idade certa. "Só parei de estudar quando minha filha nasceu, para dar suporte à minha mulher", conta. N.S.S. tem planos de fazer faculdade ou prestar um concurso, e mais adiante comprar uma casa só para a família. Hoje, ele mora com a mãe, e a namorada, com os pais dela.
Para modificar esse tipo de história e dar tempo para a adolescência terminar a seu tempo, a escola tem um papel fundamental. "Se fosse vista como investimento, seria uma opção mais interessante. Falta adequação do conteúdo do ensino médio ao projeto de vida do adolescente, para poder competir com a noção de renda imediata", diz Marie-Pierre, do Unicef. Segundo ela, a escola tem deixado de ensinar habilidades que podem garantir melhores condições de vida para o jovem, como a capacidade de negociar.
Por muito tempo, a escola passou longe da vida de Luciano Tavares dos Santos, 16 anos. Desde os 11, ele se viu com a responsabilidade de cuidar da mãe, dos tios e primos - todos moradores de rua. "Sem mim seria difícil pagar o arroz ou feijão", conta. Na região da avenida Paulista, em São Paulo, com a caixa de engraxate nas mãos, o menino labutava, das 8h da manhã até sumirem os clientes, às vezes às 3h da madrugada. Quando a família teve de sair de uma casa abandonada na região, ele garantiu o dinheiro para a tia alugar uma casa na periferia paulistana. A rotina de engraxate continuou até Luciano ser abordado por voluntários do Instituto Rukha, que propuseram trocar trabalho por estudo e uma bolsa para dar conta das despesas domésticas.
Na Casa do Zezinho, instituição parceira do Rukha, Luciano passou a frequentar cursos como informática, design gráfico e edição de som. Situações impensáveis antes para um menino que foi matriculado pela primeira vez na terceira série e teve problemas de indisciplina. "No final da sétima, comecei a me destacar na escola e aprendi a lidar com desaforo", conta ele, que agora se diz exemplar. Ainda responsável pela renda da família, o menino já começou a realizar sonhos. "Ele nunca largou o vínculo com a mãe e queria resgatála da rua", conta Dagmar Darroux, diretora da Casa do Zezinho. Dagmar admite que não são todos os jovens que persistem na mudança de rumo. "Muitas vezes a gente perde um menino para um lava-rápido, para ser motoboy", afirma. "Mas não é questão da pobreza em si. É a falta de um sonho."


Verônica Mambrini


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Ameaçados por pobreza, gravidez e problemas familiares, 234 mil crianças e adolescentes no Brasil chefiam suas casas

Perison Santana Pereira mora com a mulher, Ana Cláudia. Juntos, cuidam da bebê de um mês, Ana Clara. Perison é sério e não gosta de falar muito, mas os olhos se iluminam e um sorriso se abre quando fala da filha: "Ela tem as bochechas gordinhas", diz, com indisfarçável orgulho de pai. O que parece uma história comum ganha outros contornos ao saber a idade do casal: ambos têm 17 anos. "Moro com meus sogros. Temos nosso canto, mas dividimos o quintal com eles", conta o jovem chefe de família, que é lavador de carros em São Paulo. Das 8h às 18h, ele dá expediente num lava-rápido, sem horário de almoço, para bancar as contas do casal."Não sobra tempo para nada. Quando minha filha tiver minha idade, quero que esteja estudando."
As novas responsabilidades fizeram Perison parar de estudar no ano passado, depois de terminar a oitava série. Ana Cláudia interrompeu os estudos no ensino fundamental também. Os motivos para deixar a escola e começar a trabalhar muitas vezes coincidem: necessidade de chefiar a casa, desinteresse, problemas familiares, gravidez. O fato é que o Brasil tem hoje 233.908 crianças e adolescentes que são chefes de família, segundo o relatório "Situação da Infância Brasileira 2009", do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. "Sair do ensino médio é muitas vezes sair da família", explica a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
"As meninas perdem automaticamente o direito de ser criança com a gravidez precoce", afirma Marie. Para os rapazes, a situação não é melhor. A pressão para entrar no mercado e ajudar em casa é grande. "O fato de serem chefes de família mostra que a sociedade não se organizou para garantir o direito deles de ser adolescente", diz ela. "Isso perpetua o ciclo da pobreza, da exclusão e da situação de ser adulto antes da hora."
Embora o número de crianças e adolescentes trabalhando seja maior no Nordeste - 27,9% deles estão lá - e no Norte, o Sudeste também tem milhares de jovens à frente de famílias. "Não é só um problema rural. Nos grandes centros urbanos, a organização social é mais pulverizada", comenta Marie. É comum o jovem buscar sua identidade e afirmação por meio de comportamentos que levam ao abandono da escola. Foi o que ocorreu com Leonardo dos Santos, 16 anos.
Empacotador em um mercado de São Paulo, ele largou a escola há três anos, na quinta série. Embora não seja arrimo de família, será responsável por outra vida. Leonardo vai ser pai. Não tem planos de ficar com a jovem, que está grávida de sete meses, mas vai pagar pensão para o bebê. Quando é perguntado sobre os projetos para o futuro, paira um silêncio espantado. Um espaço em branco, como se ele nunca houvesse parado para pensar no assunto.
Com um passo de cada vez, N.S.S., 18 anos, está construindo seu destino. Pai de uma menina de um ano e oito meses, e esperando a chegada de um menino, é funcionário em um supermercado na periferia paulistana. "Trabalho desde os 13 anos, fazendo bicos", diz ele, que já foi funcionário de lanchonete, de transportadora e ajudante de pedreiro. E, contrariando as estatísticas, teve disciplina e persistência para continuar os estudos - está perto de terminar o ensino médio, na idade certa. "Só parei de estudar quando minha filha nasceu, para dar suporte à minha mulher", conta. N.S.S. tem planos de fazer faculdade ou prestar um concurso, e mais adiante comprar uma casa só para a família. Hoje, ele mora com a mãe, e a namorada, com os pais dela.
Para modificar esse tipo de história e dar tempo para a adolescência terminar a seu tempo, a escola tem um papel fundamental. "Se fosse vista como investimento, seria uma opção mais interessante. Falta adequação do conteúdo do ensino médio ao projeto de vida do adolescente, para poder competir com a noção de renda imediata", diz Marie-Pierre, do Unicef. Segundo ela, a escola tem deixado de ensinar habilidades que podem garantir melhores condições de vida para o jovem, como a capacidade de negociar.
Por muito tempo, a escola passou longe da vida de Luciano Tavares dos Santos, 16 anos. Desde os 11, ele se viu com a responsabilidade de cuidar da mãe, dos tios e primos - todos moradores de rua. "Sem mim seria difícil pagar o arroz ou feijão", conta. Na região da avenida Paulista, em São Paulo, com a caixa de engraxate nas mãos, o menino labutava, das 8h da manhã até sumirem os clientes, às vezes às 3h da madrugada. Quando a família teve de sair de uma casa abandonada na região, ele garantiu o dinheiro para a tia alugar uma casa na periferia paulistana. A rotina de engraxate continuou até Luciano ser abordado por voluntários do Instituto Rukha, que propuseram trocar trabalho por estudo e uma bolsa para dar conta das despesas domésticas.
Na Casa do Zezinho, instituição parceira do Rukha, Luciano passou a frequentar cursos como informática, design gráfico e edição de som. Situações impensáveis antes para um menino que foi matriculado pela primeira vez na terceira série e teve problemas de indisciplina. "No final da sétima, comecei a me destacar na escola e aprendi a lidar com desaforo", conta ele, que agora se diz exemplar. Ainda responsável pela renda da família, o menino já começou a realizar sonhos. "Ele nunca largou o vínculo com a mãe e queria resgatála da rua", conta Dagmar Darroux, diretora da Casa do Zezinho. Dagmar admite que não são todos os jovens que persistem na mudança de rumo. "Muitas vezes a gente perde um menino para um lava-rápido, para ser motoboy", afirma. "Mas não é questão da pobreza em si. É a falta de um sonho."


Verônica Mambrini


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São Paulo - A internet é um novo foco de atenção do Ministério da Saúde para as ações de prevenção de aids. A preocupação se explica. Segundo pesquisa do ministério divulgada ontem sobre comportamento sexual do brasileiro, 7,3% dos entrevistados mantiveram relações sexuais com pelo menos um parceiro conhecido pela internet. O estudo mostra ainda que o número de relações eventuais cresceu nos últimos anos, mas caiu o uso de preservativo.O índice que mostra que o parceiro foi conhecido pela internet é mais frequente na faixa entre 15 e 24 anos: 10,5% tiveram parceiros que conheceram na rede. Na população mais velha, o fenômeno também ocorreu, mas em porcentuais menores: 1,7% das pessoas entre 50 e 64 anos conheceram seus parceiros virtualmente. “Você pensa que a vovó está fazendo crochê? Não, ela está na internet”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Diante dessa nova realidade, o ministério decidiu acompanhar alguns sites para detectar tendências de comportamento e, em alguns casos, usar essa mídia para fazer campanhas. “Não é nosso papel fiscalizar, interferir. Não queremos fazer diagnósticos dos sites, mas verificar oportunidades, para, se necessário, inserir informações”, disse a coordenadora do Programa de DST-Aids, Mariangela Simão. Segundo ela, tal estratégia vem sendo usada com sucesso. “Em um dos sites, ajudamos a preparar um concurso, inserimos informações. Vamos ampliar essa estratégia.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



AE
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:41  comentar

São Paulo - A internet é um novo foco de atenção do Ministério da Saúde para as ações de prevenção de aids. A preocupação se explica. Segundo pesquisa do ministério divulgada ontem sobre comportamento sexual do brasileiro, 7,3% dos entrevistados mantiveram relações sexuais com pelo menos um parceiro conhecido pela internet. O estudo mostra ainda que o número de relações eventuais cresceu nos últimos anos, mas caiu o uso de preservativo.O índice que mostra que o parceiro foi conhecido pela internet é mais frequente na faixa entre 15 e 24 anos: 10,5% tiveram parceiros que conheceram na rede. Na população mais velha, o fenômeno também ocorreu, mas em porcentuais menores: 1,7% das pessoas entre 50 e 64 anos conheceram seus parceiros virtualmente. “Você pensa que a vovó está fazendo crochê? Não, ela está na internet”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Diante dessa nova realidade, o ministério decidiu acompanhar alguns sites para detectar tendências de comportamento e, em alguns casos, usar essa mídia para fazer campanhas. “Não é nosso papel fiscalizar, interferir. Não queremos fazer diagnósticos dos sites, mas verificar oportunidades, para, se necessário, inserir informações”, disse a coordenadora do Programa de DST-Aids, Mariangela Simão. Segundo ela, tal estratégia vem sendo usada com sucesso. “Em um dos sites, ajudamos a preparar um concurso, inserimos informações. Vamos ampliar essa estratégia.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



AE
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São Paulo - A internet é um novo foco de atenção do Ministério da Saúde para as ações de prevenção de aids. A preocupação se explica. Segundo pesquisa do ministério divulgada ontem sobre comportamento sexual do brasileiro, 7,3% dos entrevistados mantiveram relações sexuais com pelo menos um parceiro conhecido pela internet. O estudo mostra ainda que o número de relações eventuais cresceu nos últimos anos, mas caiu o uso de preservativo.O índice que mostra que o parceiro foi conhecido pela internet é mais frequente na faixa entre 15 e 24 anos: 10,5% tiveram parceiros que conheceram na rede. Na população mais velha, o fenômeno também ocorreu, mas em porcentuais menores: 1,7% das pessoas entre 50 e 64 anos conheceram seus parceiros virtualmente. “Você pensa que a vovó está fazendo crochê? Não, ela está na internet”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Diante dessa nova realidade, o ministério decidiu acompanhar alguns sites para detectar tendências de comportamento e, em alguns casos, usar essa mídia para fazer campanhas. “Não é nosso papel fiscalizar, interferir. Não queremos fazer diagnósticos dos sites, mas verificar oportunidades, para, se necessário, inserir informações”, disse a coordenadora do Programa de DST-Aids, Mariangela Simão. Segundo ela, tal estratégia vem sendo usada com sucesso. “Em um dos sites, ajudamos a preparar um concurso, inserimos informações. Vamos ampliar essa estratégia.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



AE
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São Paulo - As embalagens de ovos deverão trazer advertências sobre consumo e de preparo desse alimento comercializado no País, segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao aprovar a obrigatoriedade, na terça-feira, os rótulos vão alertar os consumidores sobre os riscos à saúde do ovo cru ou mal cozido. Além desse alerta, a Anvisa determinou a advertência para manter esses alimentos "preferencialmente refrigerados".Após ser publicada, as empresas ainda terão 180 dias para se adaptar a nova regra. A decisão do órgão é fundamentada em estudo do Ministério da Saúde que aponta o ovo como principal alimento envolvido em surtos de doenças transmitidas por alimentos no País se considerado como agente causador a Salmonella. De acordo com informações da agência, os dados apontam que, entre 1999 e 2007, o consumo de ovos crus ou mal cozidos causou 22,6% dos 5.699 casos notificados ao Ministério da Saúde. A maioria das ocorrências ocorrem nas residências (48,5%), seguidas pelos restaurantes (18,8%) e escolas (11,6%). O ovo é um dos alimentos que podem conter a bactéria Salmonela e provocar a infecção alimentar salmonelose. Além do ovo, também podem oferecer riscos o leite e carnes. Esse microorganismo pode ser de vários tipos e espécies, responsáveis por quadros clínicos bem diferentes. Os sintomas comuns da doença incluem dores abdominais, diarreia, calafrios, náusea e vômito. Entre as principais dicas para evitar salmonelose estão: lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus; cozinhar bem os alimentos; evitar consumo de produtos preparados com ovos crus - maionese caseira ou gemada; guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes; e proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria.


Agência Estado
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São Paulo - As embalagens de ovos deverão trazer advertências sobre consumo e de preparo desse alimento comercializado no País, segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao aprovar a obrigatoriedade, na terça-feira, os rótulos vão alertar os consumidores sobre os riscos à saúde do ovo cru ou mal cozido. Além desse alerta, a Anvisa determinou a advertência para manter esses alimentos "preferencialmente refrigerados".Após ser publicada, as empresas ainda terão 180 dias para se adaptar a nova regra. A decisão do órgão é fundamentada em estudo do Ministério da Saúde que aponta o ovo como principal alimento envolvido em surtos de doenças transmitidas por alimentos no País se considerado como agente causador a Salmonella. De acordo com informações da agência, os dados apontam que, entre 1999 e 2007, o consumo de ovos crus ou mal cozidos causou 22,6% dos 5.699 casos notificados ao Ministério da Saúde. A maioria das ocorrências ocorrem nas residências (48,5%), seguidas pelos restaurantes (18,8%) e escolas (11,6%). O ovo é um dos alimentos que podem conter a bactéria Salmonela e provocar a infecção alimentar salmonelose. Além do ovo, também podem oferecer riscos o leite e carnes. Esse microorganismo pode ser de vários tipos e espécies, responsáveis por quadros clínicos bem diferentes. Os sintomas comuns da doença incluem dores abdominais, diarreia, calafrios, náusea e vômito. Entre as principais dicas para evitar salmonelose estão: lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus; cozinhar bem os alimentos; evitar consumo de produtos preparados com ovos crus - maionese caseira ou gemada; guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes; e proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria.


Agência Estado
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São Paulo - As embalagens de ovos deverão trazer advertências sobre consumo e de preparo desse alimento comercializado no País, segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao aprovar a obrigatoriedade, na terça-feira, os rótulos vão alertar os consumidores sobre os riscos à saúde do ovo cru ou mal cozido. Além desse alerta, a Anvisa determinou a advertência para manter esses alimentos "preferencialmente refrigerados".Após ser publicada, as empresas ainda terão 180 dias para se adaptar a nova regra. A decisão do órgão é fundamentada em estudo do Ministério da Saúde que aponta o ovo como principal alimento envolvido em surtos de doenças transmitidas por alimentos no País se considerado como agente causador a Salmonella. De acordo com informações da agência, os dados apontam que, entre 1999 e 2007, o consumo de ovos crus ou mal cozidos causou 22,6% dos 5.699 casos notificados ao Ministério da Saúde. A maioria das ocorrências ocorrem nas residências (48,5%), seguidas pelos restaurantes (18,8%) e escolas (11,6%). O ovo é um dos alimentos que podem conter a bactéria Salmonela e provocar a infecção alimentar salmonelose. Além do ovo, também podem oferecer riscos o leite e carnes. Esse microorganismo pode ser de vários tipos e espécies, responsáveis por quadros clínicos bem diferentes. Os sintomas comuns da doença incluem dores abdominais, diarreia, calafrios, náusea e vômito. Entre as principais dicas para evitar salmonelose estão: lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus; cozinhar bem os alimentos; evitar consumo de produtos preparados com ovos crus - maionese caseira ou gemada; guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes; e proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria.


Agência Estado
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Com o objetivo de detectar traços de água na Lua, a Nasa (agência espacial americana) tentará abrir um buraco na superfície lunar. Na primeira missão do gênero desde 1999, será lançado nesta quinta-feira, do Cabo Canaveral, na Flórida, um foguete em direção ao satélite natural da Terra. Dentro dele, não haverá tripulação, mas um míssil.
A ideia é analisar quaisquer traços de vapor de água na nuvem espacial que será criada pela explosão. Os cientistas estimam que o impacto produzirá uma nuvem de pelo menos 9,5 quilômetros de altura, podendo ser vista até mesmo a partir da Terra. A missão irá custar 583 milhões de dólares (cerca de 1,1 bilhão de reais).
Segundo a Nasa, a explosão fornecerá as informações necessárias para uma futura presença humana na Lua. Nesta quinta, há três possíveis janelas de lançamento, às 17h12min, às 17h22min e às 17h32min (hora local). Caso sejam perdidas, existirão ainda três outras oportunidades na sexta-feira.


Veja
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Com o objetivo de detectar traços de água na Lua, a Nasa (agência espacial americana) tentará abrir um buraco na superfície lunar. Na primeira missão do gênero desde 1999, será lançado nesta quinta-feira, do Cabo Canaveral, na Flórida, um foguete em direção ao satélite natural da Terra. Dentro dele, não haverá tripulação, mas um míssil.
A ideia é analisar quaisquer traços de vapor de água na nuvem espacial que será criada pela explosão. Os cientistas estimam que o impacto produzirá uma nuvem de pelo menos 9,5 quilômetros de altura, podendo ser vista até mesmo a partir da Terra. A missão irá custar 583 milhões de dólares (cerca de 1,1 bilhão de reais).
Segundo a Nasa, a explosão fornecerá as informações necessárias para uma futura presença humana na Lua. Nesta quinta, há três possíveis janelas de lançamento, às 17h12min, às 17h22min e às 17h32min (hora local). Caso sejam perdidas, existirão ainda três outras oportunidades na sexta-feira.


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Com o objetivo de detectar traços de água na Lua, a Nasa (agência espacial americana) tentará abrir um buraco na superfície lunar. Na primeira missão do gênero desde 1999, será lançado nesta quinta-feira, do Cabo Canaveral, na Flórida, um foguete em direção ao satélite natural da Terra. Dentro dele, não haverá tripulação, mas um míssil.
A ideia é analisar quaisquer traços de vapor de água na nuvem espacial que será criada pela explosão. Os cientistas estimam que o impacto produzirá uma nuvem de pelo menos 9,5 quilômetros de altura, podendo ser vista até mesmo a partir da Terra. A missão irá custar 583 milhões de dólares (cerca de 1,1 bilhão de reais).
Segundo a Nasa, a explosão fornecerá as informações necessárias para uma futura presença humana na Lua. Nesta quinta, há três possíveis janelas de lançamento, às 17h12min, às 17h22min e às 17h32min (hora local). Caso sejam perdidas, existirão ainda três outras oportunidades na sexta-feira.


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SÃO PAULO - Alunas de uma escola pública de Ribeirão Preto, a 319 quilômetros de São Paulo, criaram uma página na internet para combinar agressões contra colegas consideradas bonitas e estudiosas. Pelo menos 15 meninas já foram atacadas. As alunas que sofreram as humilhações disseram que, durante meses, foram ameaçadas e espancadas pelas colegas de escola.
- Enquanto a gente não mudar de escola, não vão sossegar. Me pegaram por trás, deram muito chute, soco. Puxaram meu cabelo, puxaram muito meu cabelo. Nossa, foi muito ruim - disse uma aluna, que preferiu não se identificar.
A página foi retirada do ar, mas a polícia tem uma cópia que dá uma noção sobre o nível da agressividade nas conversas. O próprio nome do site, "Bonde do Capeta", já assustava. Pelo menos 15 meninas, entre 13 e 14 anos, faziam parte do grupo.
- Começou com uma menina que escreveu 'Bonde do Capeta' na mochila. Aí, perguntou quem queria entrar no bonde. Para entrar, tinha que bater em menina bonita, loira, que estuda e arruma dinheiro para a escola, até arrancar sangue - disse uma menina.
Os pais estão assustados e querem tirar as filhas da escola.
- São os dias mais terríveis da minha vida. Se afeta a elas a minha filha se arrumar e ir para escola e estudar, em que mundo nós estamos? - questiona uma mãe.
A polícia já identificou cinco estudantes que comandavam as agressões. Elas foram transferidas para outras escolas. O Ministério Público também vai investigar.
- Até agora, as informações que vieram da unidade policial é que, no mínimo, em tese, está configurado o crime de formação de quadrilha ou bando - disse o promotor de Justiça, Naul Felca.
Os especialistas em educação dizem que não basta punir. As agressoras precisam receber também ajuda psicológica.
- É preciso ensinar o carinho, é preciso ensinar a compaixão, é preciso ensinar a tolerância. E isso deve constituir conteúdos de programas da educação, na família e na escola - disse o mestre em psicologia social João Roberto Araújo.



O Globo On Line
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SÃO PAULO - Alunas de uma escola pública de Ribeirão Preto, a 319 quilômetros de São Paulo, criaram uma página na internet para combinar agressões contra colegas consideradas bonitas e estudiosas. Pelo menos 15 meninas já foram atacadas. As alunas que sofreram as humilhações disseram que, durante meses, foram ameaçadas e espancadas pelas colegas de escola.
- Enquanto a gente não mudar de escola, não vão sossegar. Me pegaram por trás, deram muito chute, soco. Puxaram meu cabelo, puxaram muito meu cabelo. Nossa, foi muito ruim - disse uma aluna, que preferiu não se identificar.
A página foi retirada do ar, mas a polícia tem uma cópia que dá uma noção sobre o nível da agressividade nas conversas. O próprio nome do site, "Bonde do Capeta", já assustava. Pelo menos 15 meninas, entre 13 e 14 anos, faziam parte do grupo.
- Começou com uma menina que escreveu 'Bonde do Capeta' na mochila. Aí, perguntou quem queria entrar no bonde. Para entrar, tinha que bater em menina bonita, loira, que estuda e arruma dinheiro para a escola, até arrancar sangue - disse uma menina.
Os pais estão assustados e querem tirar as filhas da escola.
- São os dias mais terríveis da minha vida. Se afeta a elas a minha filha se arrumar e ir para escola e estudar, em que mundo nós estamos? - questiona uma mãe.
A polícia já identificou cinco estudantes que comandavam as agressões. Elas foram transferidas para outras escolas. O Ministério Público também vai investigar.
- Até agora, as informações que vieram da unidade policial é que, no mínimo, em tese, está configurado o crime de formação de quadrilha ou bando - disse o promotor de Justiça, Naul Felca.
Os especialistas em educação dizem que não basta punir. As agressoras precisam receber também ajuda psicológica.
- É preciso ensinar o carinho, é preciso ensinar a compaixão, é preciso ensinar a tolerância. E isso deve constituir conteúdos de programas da educação, na família e na escola - disse o mestre em psicologia social João Roberto Araújo.



O Globo On Line
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SÃO PAULO - Alunas de uma escola pública de Ribeirão Preto, a 319 quilômetros de São Paulo, criaram uma página na internet para combinar agressões contra colegas consideradas bonitas e estudiosas. Pelo menos 15 meninas já foram atacadas. As alunas que sofreram as humilhações disseram que, durante meses, foram ameaçadas e espancadas pelas colegas de escola.
- Enquanto a gente não mudar de escola, não vão sossegar. Me pegaram por trás, deram muito chute, soco. Puxaram meu cabelo, puxaram muito meu cabelo. Nossa, foi muito ruim - disse uma aluna, que preferiu não se identificar.
A página foi retirada do ar, mas a polícia tem uma cópia que dá uma noção sobre o nível da agressividade nas conversas. O próprio nome do site, "Bonde do Capeta", já assustava. Pelo menos 15 meninas, entre 13 e 14 anos, faziam parte do grupo.
- Começou com uma menina que escreveu 'Bonde do Capeta' na mochila. Aí, perguntou quem queria entrar no bonde. Para entrar, tinha que bater em menina bonita, loira, que estuda e arruma dinheiro para a escola, até arrancar sangue - disse uma menina.
Os pais estão assustados e querem tirar as filhas da escola.
- São os dias mais terríveis da minha vida. Se afeta a elas a minha filha se arrumar e ir para escola e estudar, em que mundo nós estamos? - questiona uma mãe.
A polícia já identificou cinco estudantes que comandavam as agressões. Elas foram transferidas para outras escolas. O Ministério Público também vai investigar.
- Até agora, as informações que vieram da unidade policial é que, no mínimo, em tese, está configurado o crime de formação de quadrilha ou bando - disse o promotor de Justiça, Naul Felca.
Os especialistas em educação dizem que não basta punir. As agressoras precisam receber também ajuda psicológica.
- É preciso ensinar o carinho, é preciso ensinar a compaixão, é preciso ensinar a tolerância. E isso deve constituir conteúdos de programas da educação, na família e na escola - disse o mestre em psicologia social João Roberto Araújo.



O Globo On Line
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Neste link apresenta-se um resumo de um estudo realizado pela autora sobre auto-imagem de adolescentes grávidas, com utilização de uso projetivo de desenhos. Esse estudo compôs parte de sua tese de doutorado (Oliveira, 1999).

Na pesquisa, foi criada e aplicada uma técnica denominada Três desenhos de auto-retrato , que teve inspiração no clássico teste DAP (" Draw a Person "), o Desenho da Figura Humana (DFH) de Machover.

A prova aplicada: Três desenhos de auto-retrato
Para levantar características da auto-imagem de adolescentes grávidas, verificando a freqüência dos traços comuns ou raros nos seus desenhos de auto-retrato, foi confeccionada uma prova projetiva - Três desenhos de auto-retrato, e realizada sua aplicação em 50 adolescentes grávidas, inscritas no pré-natal do PAIAG – Programa de Atenção Integral à Adolescente Gestante

A proposta do instrumento foi inspirada na técnica do DFH de Machover (1949) e na técnica do ICG de Savastano (1981). Denominado Três desenhos de auto-retrato, o teste propôs às adolescentes a realização de três desenhos de si mesmas, estando grávidas ou não, num tempo anterior ou posterior ao parto, de acordo com as características do desenho inicial que elas tivessem realizado (incluindo o marco da gravidez como referência dos desenhos imaginados no passado, no presente e no futuro). A criação de um novo instrumental (ao invés da utilização do clássico DFH) deveu-se ao propósito de trabalhar com o "imaginário" da auto imagem em transformação pelas mudanças trazidas pela gravidez e pela adolescência. O objetivo do recurso dos Três desenhos de auto-retrato foi verificar como as adolescentes gestantes expressavam (projetavam) uma auto-imagem "atualizada" (estando grávidas), uma "anterior", e uma imaginada numa possibilidade "futura".
A instrução para o primeiro desenho era: "desenhe um retrato de você, de corpo inteiro, com qualquer idade". Se a jovem perguntasse se o desenho era dela grávida ou não, era-lhe respondido que ela escolhesse como quisesse. Para o segundo desenho, a instrução era praticamente a mesma (um retrato seu, de corpo inteiro, com qualquer idade ), com a diferença de que lhe era solicitado um desenho de um retrato dela não grávida , caso tivesse feito o primeiro desenho como grávida. E ao contrário, lhe era pedido um desenho dela grávida , caso sua primeira produção tivesse sido não grávida. Para o terceiro desenho, era solicitado um retrato de corpo inteiro depois dela ter tido bebê, com quanto tempo depois quisesse escolher, caso o desenho anterior não grávida fosse de um tempo anterior à gravidez. No caso do desenho anterior não grávida ter sido referido como de uma época posterior ao parto, solicitava-se no terceiro desenho um retrato de corpo inteiro, num tempo anterior à gravidez. Após a realização de cada desenho perguntava-se à adolescente sobre a idade que possuía naquele retrato, e a idade gestacional do desenho dela grávida. Às perguntas que a adolescente porventura fizesse sobre a execução do desenho, era-lhe respondido "como quiser".

Características do grupo investigado
O grupo foi composto de 50 adolescentes grávidas, atendidas no PAIAG, com idades entre 13 a 16 anos, de forma assim distribuída:

13 anos – 03 adolescentes
14 anos – 10 adolescentes
15 anos – 20 adolescentes
16 anos – 17 adolescentes

Resultados: discussão e análise
Os 150 desenhos foram inicialmente avaliados através de categorias de análise relativas a aspectos próprios da prova dos Três desenhos de auto-retrato, como: a primeira opção de retrato como grávida ou não grávida , as idades escolhidas para retratar-se, a idade gestacional escolhida para o retrato estando grávida , a presença do bebê no retrato posterior ao parto. Em seguida, procedeu-se uma avaliação dos auto-retratos enquanto desenhos de figuras humanas.

A aceitação da tarefa
Embora a hipótese de que a tarefa de "retratar-se num desenho" pudesse envolver maior ansiedade do que "realizar um desenho de figura humana qualquer", todas as adolescentes pesquisadas aceitaram a solicitação proposta na prova. A maioria delas manifestou no entanto alguma resistência inicial, mostrando-se a princípio inquietas, ou sorrindo desconcertadas, ou ainda fazendo comentários como: "é difícil", "não sei desenhar", ou "ai, meu Deus". A explicação atenciosa de que não se tratava de uma proposta para verificar como elas sabiam desenhar e sim de conhecê-las melhor, pareceu suficiente para que todas desenhassem os três auto-retratos. Também essa aceitação do total das jovens em realizar os desenhos (não recusa em nenhum dos 50 casos pesquisados) deve levar em conta uma provável submissão, visto a situação de aplicação da prova no ingresso ao programa de pré-natal (como em Menezes, 1993).

A ordem dos desenhos
A prova constou de três desenhos de auto-retrato, que por condição das instruções seriam: dois desenhos de auto-retrato não grávida e um desenho de auto-retrato grávida. A primeira opção de desenho poderia ser grávida ou não grávida, porém o terceiro desenho seria, também por força das instruções, necessariamente o de não grávida. Assim, à primeira escolha cabe analisar a opção (ou "tema"), mas não houve opção quanto ao retratar-se grávida ou não, nos segundo e terceiro desenhos. Quanto a esses, cabe análise de que idade se retratou – o tempo escolhido num passado, presente (principalmente quanto à idade gestacional, no desenho grávida) ou futuro.

Para facilitar o registro dos resultados foram usadas as convenções:
G - para o desenho de auto retrato grávida; AG - para o desenho de auto retrato não grávida , referido num tempo anterior a ter ficado grávida; PG - para o desenho de auto-retrato não grávida, referido num tempo posterior ao parto; NG - para os desenhos AG + PG.

Algumas conclusões
A partir da análise dos resultados da prova dos Três desenhos de auto-retrato, pode-se chegar a algumas conclusões de como um grupo de adolescentes grávidas expressavam graficamente o se perceberem.
Apesar da ocorrência de diversos sinais conflitivos e de muitas ambivalências, expressões próprias dos desenhos de adolescentes (Hammer, 1981, p.188), de forma geral os auto-retratos não indicaram projeções de imagens corporais prejudicadas. Não se evidenciam assim, auto-conceitos e auto-imagens com muitas características negativas, nas adolescentes grávidas pesquisadas.
As adolescentes grávidas apresentaram maior facilidade em se desenhar no período anterior à gravidez. Os desenhos de auto-retrato AG (antes de engravidar) foram os mais preferidos como primeira opção espontânea da projeção de auto-retrato e apareceram, em geral, com menos sinais gráficos indicadores de conflito. Foram esses desenhos AG os de aparência mais harmoniosa e com menor uso de sombreamento.

Os auto-retratos G, expressão de uma auto-imagem como grávida, aparecem mais problematizados (mais sombreados, mais corrigidos, menos proporcionais). Eles foram também menos escolhidos como primeira opção para um auto-retrato, independente da idade gestacional da adolescente. Os sinais de conflitos nos auto-retratos G podem ter ocorrido a partir de uma condição das adolescentes não saberem bem se desenhar como grávidas, expondo-se de uma forma nova e mais carregada de ansiedade. As percepções diretamente relacionadas às mudanças corporais (transformação muito dinâmica) e aos estímulos internos novos (a percepção do bebê que se mexe dentro do ventre, própria do tempo de gestação da maioria do grupo), além das fantasias acerca da exposição social do corpo grávido (com o ápice da exposição nos exames ginecológicos e nas fantasias do futuro parto) - tudo isso pode levar às expressões mais conflitivas do desenho estando grávida. Mas, mesmo com expressão maior de problemas, os auto-retratos G (como grávidas) não apresentaram indícios que possam ser considerados patológicos, no universo das adolescentes pesquisadas.
A tendência geral de se retratar num momento mais próximo ao presente, foi uma constante na prova, com um espaço temporal pouco distendido para o passado ou para o futuro. As adolescentes examinadas mostraram certa dificuldade de se imaginar num tempo diferente do agora . O imaginar-se no passado ocorreu dentro de um espaço temporal não muito distante do momento presente. A infância já parecia distante e foi escolhida para o tempo de retratar-se (ou identificar-se).
As maiores dificuldades de expressão pareceram relacionadas a um futuro mais remoto, notadas pela escolha de localização no papel e pelos tempos escolhidos para os desenhos PG. Mesmo que a temporalidade do adolescente tenha essa característica mais presente fazendo que as noções de mudanças trazidas pelo tempo sejam mais difíceis de imaginar, no caso das adolescentes grávidas pode também ter ocorrido um movimento de controle perante as angústias das transformações vindouras, que incluíam principalmente os temores do parto.
As imagens compensatórias (sinal comum nos desenhos de grávidas adultas) apareceram mais freqüentemente nos desenhos PG, de auto-retratos num tempo posterior ao parto. Essa prospecção de auto-imagem recebeu um tratamento reforçado quanto à imagem do crescer, com maior apresentação de acessórios e roupas com estilo mais adulto. Esse retrato do futuro (e um futuro próximo) apresentou-se mais protegido de conflitos (menos sombreado, com menos correções).
Quando expressavam essa imaginação acerca de si mesmas no futuro, algumas adolescentes o fizeram de forma associada à presença do(a) filho(a). Esse dado pode ser característico de grávidas adolescentes, já que nas instruções da prova ICG de Savastano (1981) também havia a solicitação de um auto-retrato (imagem consciente), em que desenhos de filhos não foram referidos. No caso das adolescentes grávidas pesquisadas, algumas hipóteses pode ser levantadas acerca desse dado, como: expressão de um esforço para aproximação da idéia de ter um filho, expressando-o de forma mais concreta, ou uma idealização da condição de maternidade. Pode ter ocorrido também a projeção do bebê, extensão de si mesma (Aguirre, 1995).
Também as melhorias dos auto-retratos futuros (PG mais compensatórios e com menos sinais gráficos de conflito) levaram à suposição da presença de fantasias gratificantes acerca da vinda do bebê, como um significado de ganho e não de perda.
A auto-imagem em transformação apareceu trabalhada nos aspectos de vaidade, nos trajes usados de forma mais ou menos jovial e nas aquisições de novos comportamentos (segurando carrinhos de bebê, ou parecendo tirar uma foto com o(a) filho(a)). Os umbigos expostos nos desenhos AG tenderam a desaparecer como elemento de sensualidade da moda dos trajes (o uso do estilo "Saint-Tropez"). As roupas mais adultas, com vestidos longos e roupas com mais detalhes muitas vezes substituíram (nos desenhos PG) as imagens mais adolescentes dos desenhos AG.
A preocupação com a sensualidade pareceu mais evocada nos desenhos PG (acessórios, tipo de roupa). A sugestão de genitais ocorreu mais freqüentemente nesses auto-retratos e pode estar relacionada com as fantasias acerca de um mundo adulto, mais genital. Esse desenho futuro também podia trazer uma " memória fantasiada" do parto (as pernas mais abertas).
O tratamento dado às cinturas e aos seios (ausentes ou pouco definidos) podia estar menos relacionado à gravidez e mais ligado ao próprio estágio de desenvolvimento corporal, sem ainda ter alcançado maior delineamento das curvas do corpo feminino adulto.
No grupo pesquisado, as adolescentes mais novas (de 13 e 14 anos) apresentaram traços mais significativos de rebeldia (posição da folha e localização dos desenhos) e desenhos mais próprios de um mundo infantil (os auto-retratos pareciam muitas vezes de crianças).
As adolescentes de 16 anos pareceram mais perceptivas do próprio estado como grávidas, denotando os maiores índices de conflitos nos desenhos G (os auto-retrato estando grávida com maior presença de desarmonia, com mais figuras nuas e todos com linhas reforçadas). Foram essas adolescentes que evocaram mais elementos de contato com a realidade (maior uso de linha de solo).
As adolescentes grávidas de 15 anos de idade tiveram um destaque especial no grupo pesquisado enquanto evidenciaram em seus auto-retratos sinais característicos de maiores conflitos e defesas. Talvez essas maiores dificuldades encontradas na faixa etária dos 15 anos estivessem relacionadas com uma passagem mais crítica dessa idade, símbolo cultural feminino da entrada na sexualidade genital (como sugerido em contos de fadas e em rituais de acasalamento dos bailes de debutantes).
Sinais de transformação aparentaram ser mais críticos das adolescentes de 15 anos, trazendo elementos diferenciados das adolescentes grávidas mais novas ou com mais de 15 anos. As adolescentes grávidas de 15 anos pareciam se perceber menos grávidas e mais adolescentes (ou mais mulheres ). Foram as adolescentes grávidas de 15 anos que apresentaram os auto-retratos futuros (PG) mais positivos (os mais compensatórios, mais harmônicos e com mais sugestão de genitais).
Por fim, pode-se acrescentar que nas adolescentes grávidas pesquisadas, de forma geral, os aspectos mais conscientes da identidade pareceram razoavelmente controlados e não particularmente prejudicados, apesar da auto-imagem referente ao tempo anterior à gravidez ser menos carregada de conflitos.
A partir desses resultados, pode-se então concluir que sob o ponto de vista das adolescentes pesquisadas (e um ponto de vista "projetivo"), estar grávida não era tido como uma grande ameaça para a personalidade. Pelo que se observou nos seus auto-retratos, elas "se viam" em transformação, temendo perdas na auto-imagem, mas prevendo (ou desejando) possibilidade de ganho, após o nascimento do bebê.

Referências bibliográficas

AGUIRRE, A.M.B. Aspectos psicodinâmicos de adolescentes grávidas: entrevistas clínicas e Rorschach no contexto hospitalar. São Paulo, 1995. 141 p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

COSTA, A.C.G. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e participação democrática. Fundação Odebrecht, Modus Facient, 1996.
HAMMER, E.F. Aplicações clínicas dos desenhos projetivos. Rio de Janeiro, Interamericana, 1981.

HERZBERG, E. Estudos normativos do desenho da figura humana (DFH) e do Teste de Apercepção Temática (TAT) em mulheres: implicações para o atendimento a gestantes. São Paulo, 1993. 224p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.
KOLK, O. L. van Testes projetivos gráficos no diagnóstico psicológico. São Paulo, EPU, 1984.

LEOPOLDIANUM, Revista de Estudos e Comunicações, n° 73, p. 79-98, 2000.
MACHOVER, K. Proyecion de la personalidad en el dibujo de la figura humana: un metodo de investigación de la personalidad. Trad. José M. Gutierrez. Havana, Cultural, 1949.

MENEZES, M.I.C.B.B. A gravidez e o projeto de vida: uma análise das adolescentes grávidas das camadas populares. São Paulo, 1993. 207p. Tese (Doutoramento) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

OLIVEIRA, N.R. Perfis de grávidas e mães adolescentes: estudo psicossocial de adolescentes usuárias de um serviço público de pré-natal e maternidade. São Paulo, 1999. 291 p. mais anexos. Tese (Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

SAVASTANO, H. Aspectos da imagem corporal da gestante nos três trimestres de gravidez: implicações na assistência pré-natal. São Paulo, 1981. 232p. Tese (Doutorado) - Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.

Profª. Drª. Nancy Ramacciotti de Oliveira



Gravidez e Maternidade de Adolescentes
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Neste link apresenta-se um resumo de um estudo realizado pela autora sobre auto-imagem de adolescentes grávidas, com utilização de uso projetivo de desenhos. Esse estudo compôs parte de sua tese de doutorado (Oliveira, 1999).

Na pesquisa, foi criada e aplicada uma técnica denominada Três desenhos de auto-retrato , que teve inspiração no clássico teste DAP (" Draw a Person "), o Desenho da Figura Humana (DFH) de Machover.

A prova aplicada: Três desenhos de auto-retrato
Para levantar características da auto-imagem de adolescentes grávidas, verificando a freqüência dos traços comuns ou raros nos seus desenhos de auto-retrato, foi confeccionada uma prova projetiva - Três desenhos de auto-retrato, e realizada sua aplicação em 50 adolescentes grávidas, inscritas no pré-natal do PAIAG – Programa de Atenção Integral à Adolescente Gestante

A proposta do instrumento foi inspirada na técnica do DFH de Machover (1949) e na técnica do ICG de Savastano (1981). Denominado Três desenhos de auto-retrato, o teste propôs às adolescentes a realização de três desenhos de si mesmas, estando grávidas ou não, num tempo anterior ou posterior ao parto, de acordo com as características do desenho inicial que elas tivessem realizado (incluindo o marco da gravidez como referência dos desenhos imaginados no passado, no presente e no futuro). A criação de um novo instrumental (ao invés da utilização do clássico DFH) deveu-se ao propósito de trabalhar com o "imaginário" da auto imagem em transformação pelas mudanças trazidas pela gravidez e pela adolescência. O objetivo do recurso dos Três desenhos de auto-retrato foi verificar como as adolescentes gestantes expressavam (projetavam) uma auto-imagem "atualizada" (estando grávidas), uma "anterior", e uma imaginada numa possibilidade "futura".
A instrução para o primeiro desenho era: "desenhe um retrato de você, de corpo inteiro, com qualquer idade". Se a jovem perguntasse se o desenho era dela grávida ou não, era-lhe respondido que ela escolhesse como quisesse. Para o segundo desenho, a instrução era praticamente a mesma (um retrato seu, de corpo inteiro, com qualquer idade ), com a diferença de que lhe era solicitado um desenho de um retrato dela não grávida , caso tivesse feito o primeiro desenho como grávida. E ao contrário, lhe era pedido um desenho dela grávida , caso sua primeira produção tivesse sido não grávida. Para o terceiro desenho, era solicitado um retrato de corpo inteiro depois dela ter tido bebê, com quanto tempo depois quisesse escolher, caso o desenho anterior não grávida fosse de um tempo anterior à gravidez. No caso do desenho anterior não grávida ter sido referido como de uma época posterior ao parto, solicitava-se no terceiro desenho um retrato de corpo inteiro, num tempo anterior à gravidez. Após a realização de cada desenho perguntava-se à adolescente sobre a idade que possuía naquele retrato, e a idade gestacional do desenho dela grávida. Às perguntas que a adolescente porventura fizesse sobre a execução do desenho, era-lhe respondido "como quiser".

Características do grupo investigado
O grupo foi composto de 50 adolescentes grávidas, atendidas no PAIAG, com idades entre 13 a 16 anos, de forma assim distribuída:

13 anos – 03 adolescentes
14 anos – 10 adolescentes
15 anos – 20 adolescentes
16 anos – 17 adolescentes

Resultados: discussão e análise
Os 150 desenhos foram inicialmente avaliados através de categorias de análise relativas a aspectos próprios da prova dos Três desenhos de auto-retrato, como: a primeira opção de retrato como grávida ou não grávida , as idades escolhidas para retratar-se, a idade gestacional escolhida para o retrato estando grávida , a presença do bebê no retrato posterior ao parto. Em seguida, procedeu-se uma avaliação dos auto-retratos enquanto desenhos de figuras humanas.

A aceitação da tarefa
Embora a hipótese de que a tarefa de "retratar-se num desenho" pudesse envolver maior ansiedade do que "realizar um desenho de figura humana qualquer", todas as adolescentes pesquisadas aceitaram a solicitação proposta na prova. A maioria delas manifestou no entanto alguma resistência inicial, mostrando-se a princípio inquietas, ou sorrindo desconcertadas, ou ainda fazendo comentários como: "é difícil", "não sei desenhar", ou "ai, meu Deus". A explicação atenciosa de que não se tratava de uma proposta para verificar como elas sabiam desenhar e sim de conhecê-las melhor, pareceu suficiente para que todas desenhassem os três auto-retratos. Também essa aceitação do total das jovens em realizar os desenhos (não recusa em nenhum dos 50 casos pesquisados) deve levar em conta uma provável submissão, visto a situação de aplicação da prova no ingresso ao programa de pré-natal (como em Menezes, 1993).

A ordem dos desenhos
A prova constou de três desenhos de auto-retrato, que por condição das instruções seriam: dois desenhos de auto-retrato não grávida e um desenho de auto-retrato grávida. A primeira opção de desenho poderia ser grávida ou não grávida, porém o terceiro desenho seria, também por força das instruções, necessariamente o de não grávida. Assim, à primeira escolha cabe analisar a opção (ou "tema"), mas não houve opção quanto ao retratar-se grávida ou não, nos segundo e terceiro desenhos. Quanto a esses, cabe análise de que idade se retratou – o tempo escolhido num passado, presente (principalmente quanto à idade gestacional, no desenho grávida) ou futuro.

Para facilitar o registro dos resultados foram usadas as convenções:
G - para o desenho de auto retrato grávida; AG - para o desenho de auto retrato não grávida , referido num tempo anterior a ter ficado grávida; PG - para o desenho de auto-retrato não grávida, referido num tempo posterior ao parto; NG - para os desenhos AG + PG.

Algumas conclusões
A partir da análise dos resultados da prova dos Três desenhos de auto-retrato, pode-se chegar a algumas conclusões de como um grupo de adolescentes grávidas expressavam graficamente o se perceberem.
Apesar da ocorrência de diversos sinais conflitivos e de muitas ambivalências, expressões próprias dos desenhos de adolescentes (Hammer, 1981, p.188), de forma geral os auto-retratos não indicaram projeções de imagens corporais prejudicadas. Não se evidenciam assim, auto-conceitos e auto-imagens com muitas características negativas, nas adolescentes grávidas pesquisadas.
As adolescentes grávidas apresentaram maior facilidade em se desenhar no período anterior à gravidez. Os desenhos de auto-retrato AG (antes de engravidar) foram os mais preferidos como primeira opção espontânea da projeção de auto-retrato e apareceram, em geral, com menos sinais gráficos indicadores de conflito. Foram esses desenhos AG os de aparência mais harmoniosa e com menor uso de sombreamento.

Os auto-retratos G, expressão de uma auto-imagem como grávida, aparecem mais problematizados (mais sombreados, mais corrigidos, menos proporcionais). Eles foram também menos escolhidos como primeira opção para um auto-retrato, independente da idade gestacional da adolescente. Os sinais de conflitos nos auto-retratos G podem ter ocorrido a partir de uma condição das adolescentes não saberem bem se desenhar como grávidas, expondo-se de uma forma nova e mais carregada de ansiedade. As percepções diretamente relacionadas às mudanças corporais (transformação muito dinâmica) e aos estímulos internos novos (a percepção do bebê que se mexe dentro do ventre, própria do tempo de gestação da maioria do grupo), além das fantasias acerca da exposição social do corpo grávido (com o ápice da exposição nos exames ginecológicos e nas fantasias do futuro parto) - tudo isso pode levar às expressões mais conflitivas do desenho estando grávida. Mas, mesmo com expressão maior de problemas, os auto-retratos G (como grávidas) não apresentaram indícios que possam ser considerados patológicos, no universo das adolescentes pesquisadas.
A tendência geral de se retratar num momento mais próximo ao presente, foi uma constante na prova, com um espaço temporal pouco distendido para o passado ou para o futuro. As adolescentes examinadas mostraram certa dificuldade de se imaginar num tempo diferente do agora . O imaginar-se no passado ocorreu dentro de um espaço temporal não muito distante do momento presente. A infância já parecia distante e foi escolhida para o tempo de retratar-se (ou identificar-se).
As maiores dificuldades de expressão pareceram relacionadas a um futuro mais remoto, notadas pela escolha de localização no papel e pelos tempos escolhidos para os desenhos PG. Mesmo que a temporalidade do adolescente tenha essa característica mais presente fazendo que as noções de mudanças trazidas pelo tempo sejam mais difíceis de imaginar, no caso das adolescentes grávidas pode também ter ocorrido um movimento de controle perante as angústias das transformações vindouras, que incluíam principalmente os temores do parto.
As imagens compensatórias (sinal comum nos desenhos de grávidas adultas) apareceram mais freqüentemente nos desenhos PG, de auto-retratos num tempo posterior ao parto. Essa prospecção de auto-imagem recebeu um tratamento reforçado quanto à imagem do crescer, com maior apresentação de acessórios e roupas com estilo mais adulto. Esse retrato do futuro (e um futuro próximo) apresentou-se mais protegido de conflitos (menos sombreado, com menos correções).
Quando expressavam essa imaginação acerca de si mesmas no futuro, algumas adolescentes o fizeram de forma associada à presença do(a) filho(a). Esse dado pode ser característico de grávidas adolescentes, já que nas instruções da prova ICG de Savastano (1981) também havia a solicitação de um auto-retrato (imagem consciente), em que desenhos de filhos não foram referidos. No caso das adolescentes grávidas pesquisadas, algumas hipóteses pode ser levantadas acerca desse dado, como: expressão de um esforço para aproximação da idéia de ter um filho, expressando-o de forma mais concreta, ou uma idealização da condição de maternidade. Pode ter ocorrido também a projeção do bebê, extensão de si mesma (Aguirre, 1995).
Também as melhorias dos auto-retratos futuros (PG mais compensatórios e com menos sinais gráficos de conflito) levaram à suposição da presença de fantasias gratificantes acerca da vinda do bebê, como um significado de ganho e não de perda.
A auto-imagem em transformação apareceu trabalhada nos aspectos de vaidade, nos trajes usados de forma mais ou menos jovial e nas aquisições de novos comportamentos (segurando carrinhos de bebê, ou parecendo tirar uma foto com o(a) filho(a)). Os umbigos expostos nos desenhos AG tenderam a desaparecer como elemento de sensualidade da moda dos trajes (o uso do estilo "Saint-Tropez"). As roupas mais adultas, com vestidos longos e roupas com mais detalhes muitas vezes substituíram (nos desenhos PG) as imagens mais adolescentes dos desenhos AG.
A preocupação com a sensualidade pareceu mais evocada nos desenhos PG (acessórios, tipo de roupa). A sugestão de genitais ocorreu mais freqüentemente nesses auto-retratos e pode estar relacionada com as fantasias acerca de um mundo adulto, mais genital. Esse desenho futuro também podia trazer uma " memória fantasiada" do parto (as pernas mais abertas).
O tratamento dado às cinturas e aos seios (ausentes ou pouco definidos) podia estar menos relacionado à gravidez e mais ligado ao próprio estágio de desenvolvimento corporal, sem ainda ter alcançado maior delineamento das curvas do corpo feminino adulto.
No grupo pesquisado, as adolescentes mais novas (de 13 e 14 anos) apresentaram traços mais significativos de rebeldia (posição da folha e localização dos desenhos) e desenhos mais próprios de um mundo infantil (os auto-retratos pareciam muitas vezes de crianças).
As adolescentes de 16 anos pareceram mais perceptivas do próprio estado como grávidas, denotando os maiores índices de conflitos nos desenhos G (os auto-retrato estando grávida com maior presença de desarmonia, com mais figuras nuas e todos com linhas reforçadas). Foram essas adolescentes que evocaram mais elementos de contato com a realidade (maior uso de linha de solo).
As adolescentes grávidas de 15 anos de idade tiveram um destaque especial no grupo pesquisado enquanto evidenciaram em seus auto-retratos sinais característicos de maiores conflitos e defesas. Talvez essas maiores dificuldades encontradas na faixa etária dos 15 anos estivessem relacionadas com uma passagem mais crítica dessa idade, símbolo cultural feminino da entrada na sexualidade genital (como sugerido em contos de fadas e em rituais de acasalamento dos bailes de debutantes).
Sinais de transformação aparentaram ser mais críticos das adolescentes de 15 anos, trazendo elementos diferenciados das adolescentes grávidas mais novas ou com mais de 15 anos. As adolescentes grávidas de 15 anos pareciam se perceber menos grávidas e mais adolescentes (ou mais mulheres ). Foram as adolescentes grávidas de 15 anos que apresentaram os auto-retratos futuros (PG) mais positivos (os mais compensatórios, mais harmônicos e com mais sugestão de genitais).
Por fim, pode-se acrescentar que nas adolescentes grávidas pesquisadas, de forma geral, os aspectos mais conscientes da identidade pareceram razoavelmente controlados e não particularmente prejudicados, apesar da auto-imagem referente ao tempo anterior à gravidez ser menos carregada de conflitos.
A partir desses resultados, pode-se então concluir que sob o ponto de vista das adolescentes pesquisadas (e um ponto de vista "projetivo"), estar grávida não era tido como uma grande ameaça para a personalidade. Pelo que se observou nos seus auto-retratos, elas "se viam" em transformação, temendo perdas na auto-imagem, mas prevendo (ou desejando) possibilidade de ganho, após o nascimento do bebê.

Referências bibliográficas

AGUIRRE, A.M.B. Aspectos psicodinâmicos de adolescentes grávidas: entrevistas clínicas e Rorschach no contexto hospitalar. São Paulo, 1995. 141 p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

COSTA, A.C.G. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e participação democrática. Fundação Odebrecht, Modus Facient, 1996.
HAMMER, E.F. Aplicações clínicas dos desenhos projetivos. Rio de Janeiro, Interamericana, 1981.

HERZBERG, E. Estudos normativos do desenho da figura humana (DFH) e do Teste de Apercepção Temática (TAT) em mulheres: implicações para o atendimento a gestantes. São Paulo, 1993. 224p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.
KOLK, O. L. van Testes projetivos gráficos no diagnóstico psicológico. São Paulo, EPU, 1984.

LEOPOLDIANUM, Revista de Estudos e Comunicações, n° 73, p. 79-98, 2000.
MACHOVER, K. Proyecion de la personalidad en el dibujo de la figura humana: un metodo de investigación de la personalidad. Trad. José M. Gutierrez. Havana, Cultural, 1949.

MENEZES, M.I.C.B.B. A gravidez e o projeto de vida: uma análise das adolescentes grávidas das camadas populares. São Paulo, 1993. 207p. Tese (Doutoramento) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

OLIVEIRA, N.R. Perfis de grávidas e mães adolescentes: estudo psicossocial de adolescentes usuárias de um serviço público de pré-natal e maternidade. São Paulo, 1999. 291 p. mais anexos. Tese (Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

SAVASTANO, H. Aspectos da imagem corporal da gestante nos três trimestres de gravidez: implicações na assistência pré-natal. São Paulo, 1981. 232p. Tese (Doutorado) - Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.

Profª. Drª. Nancy Ramacciotti de Oliveira



Gravidez e Maternidade de Adolescentes
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Neste link apresenta-se um resumo de um estudo realizado pela autora sobre auto-imagem de adolescentes grávidas, com utilização de uso projetivo de desenhos. Esse estudo compôs parte de sua tese de doutorado (Oliveira, 1999).

Na pesquisa, foi criada e aplicada uma técnica denominada Três desenhos de auto-retrato , que teve inspiração no clássico teste DAP (" Draw a Person "), o Desenho da Figura Humana (DFH) de Machover.

A prova aplicada: Três desenhos de auto-retrato
Para levantar características da auto-imagem de adolescentes grávidas, verificando a freqüência dos traços comuns ou raros nos seus desenhos de auto-retrato, foi confeccionada uma prova projetiva - Três desenhos de auto-retrato, e realizada sua aplicação em 50 adolescentes grávidas, inscritas no pré-natal do PAIAG – Programa de Atenção Integral à Adolescente Gestante

A proposta do instrumento foi inspirada na técnica do DFH de Machover (1949) e na técnica do ICG de Savastano (1981). Denominado Três desenhos de auto-retrato, o teste propôs às adolescentes a realização de três desenhos de si mesmas, estando grávidas ou não, num tempo anterior ou posterior ao parto, de acordo com as características do desenho inicial que elas tivessem realizado (incluindo o marco da gravidez como referência dos desenhos imaginados no passado, no presente e no futuro). A criação de um novo instrumental (ao invés da utilização do clássico DFH) deveu-se ao propósito de trabalhar com o "imaginário" da auto imagem em transformação pelas mudanças trazidas pela gravidez e pela adolescência. O objetivo do recurso dos Três desenhos de auto-retrato foi verificar como as adolescentes gestantes expressavam (projetavam) uma auto-imagem "atualizada" (estando grávidas), uma "anterior", e uma imaginada numa possibilidade "futura".
A instrução para o primeiro desenho era: "desenhe um retrato de você, de corpo inteiro, com qualquer idade". Se a jovem perguntasse se o desenho era dela grávida ou não, era-lhe respondido que ela escolhesse como quisesse. Para o segundo desenho, a instrução era praticamente a mesma (um retrato seu, de corpo inteiro, com qualquer idade ), com a diferença de que lhe era solicitado um desenho de um retrato dela não grávida , caso tivesse feito o primeiro desenho como grávida. E ao contrário, lhe era pedido um desenho dela grávida , caso sua primeira produção tivesse sido não grávida. Para o terceiro desenho, era solicitado um retrato de corpo inteiro depois dela ter tido bebê, com quanto tempo depois quisesse escolher, caso o desenho anterior não grávida fosse de um tempo anterior à gravidez. No caso do desenho anterior não grávida ter sido referido como de uma época posterior ao parto, solicitava-se no terceiro desenho um retrato de corpo inteiro, num tempo anterior à gravidez. Após a realização de cada desenho perguntava-se à adolescente sobre a idade que possuía naquele retrato, e a idade gestacional do desenho dela grávida. Às perguntas que a adolescente porventura fizesse sobre a execução do desenho, era-lhe respondido "como quiser".

Características do grupo investigado
O grupo foi composto de 50 adolescentes grávidas, atendidas no PAIAG, com idades entre 13 a 16 anos, de forma assim distribuída:

13 anos – 03 adolescentes
14 anos – 10 adolescentes
15 anos – 20 adolescentes
16 anos – 17 adolescentes

Resultados: discussão e análise
Os 150 desenhos foram inicialmente avaliados através de categorias de análise relativas a aspectos próprios da prova dos Três desenhos de auto-retrato, como: a primeira opção de retrato como grávida ou não grávida , as idades escolhidas para retratar-se, a idade gestacional escolhida para o retrato estando grávida , a presença do bebê no retrato posterior ao parto. Em seguida, procedeu-se uma avaliação dos auto-retratos enquanto desenhos de figuras humanas.

A aceitação da tarefa
Embora a hipótese de que a tarefa de "retratar-se num desenho" pudesse envolver maior ansiedade do que "realizar um desenho de figura humana qualquer", todas as adolescentes pesquisadas aceitaram a solicitação proposta na prova. A maioria delas manifestou no entanto alguma resistência inicial, mostrando-se a princípio inquietas, ou sorrindo desconcertadas, ou ainda fazendo comentários como: "é difícil", "não sei desenhar", ou "ai, meu Deus". A explicação atenciosa de que não se tratava de uma proposta para verificar como elas sabiam desenhar e sim de conhecê-las melhor, pareceu suficiente para que todas desenhassem os três auto-retratos. Também essa aceitação do total das jovens em realizar os desenhos (não recusa em nenhum dos 50 casos pesquisados) deve levar em conta uma provável submissão, visto a situação de aplicação da prova no ingresso ao programa de pré-natal (como em Menezes, 1993).

A ordem dos desenhos
A prova constou de três desenhos de auto-retrato, que por condição das instruções seriam: dois desenhos de auto-retrato não grávida e um desenho de auto-retrato grávida. A primeira opção de desenho poderia ser grávida ou não grávida, porém o terceiro desenho seria, também por força das instruções, necessariamente o de não grávida. Assim, à primeira escolha cabe analisar a opção (ou "tema"), mas não houve opção quanto ao retratar-se grávida ou não, nos segundo e terceiro desenhos. Quanto a esses, cabe análise de que idade se retratou – o tempo escolhido num passado, presente (principalmente quanto à idade gestacional, no desenho grávida) ou futuro.

Para facilitar o registro dos resultados foram usadas as convenções:
G - para o desenho de auto retrato grávida; AG - para o desenho de auto retrato não grávida , referido num tempo anterior a ter ficado grávida; PG - para o desenho de auto-retrato não grávida, referido num tempo posterior ao parto; NG - para os desenhos AG + PG.

Algumas conclusões
A partir da análise dos resultados da prova dos Três desenhos de auto-retrato, pode-se chegar a algumas conclusões de como um grupo de adolescentes grávidas expressavam graficamente o se perceberem.
Apesar da ocorrência de diversos sinais conflitivos e de muitas ambivalências, expressões próprias dos desenhos de adolescentes (Hammer, 1981, p.188), de forma geral os auto-retratos não indicaram projeções de imagens corporais prejudicadas. Não se evidenciam assim, auto-conceitos e auto-imagens com muitas características negativas, nas adolescentes grávidas pesquisadas.
As adolescentes grávidas apresentaram maior facilidade em se desenhar no período anterior à gravidez. Os desenhos de auto-retrato AG (antes de engravidar) foram os mais preferidos como primeira opção espontânea da projeção de auto-retrato e apareceram, em geral, com menos sinais gráficos indicadores de conflito. Foram esses desenhos AG os de aparência mais harmoniosa e com menor uso de sombreamento.

Os auto-retratos G, expressão de uma auto-imagem como grávida, aparecem mais problematizados (mais sombreados, mais corrigidos, menos proporcionais). Eles foram também menos escolhidos como primeira opção para um auto-retrato, independente da idade gestacional da adolescente. Os sinais de conflitos nos auto-retratos G podem ter ocorrido a partir de uma condição das adolescentes não saberem bem se desenhar como grávidas, expondo-se de uma forma nova e mais carregada de ansiedade. As percepções diretamente relacionadas às mudanças corporais (transformação muito dinâmica) e aos estímulos internos novos (a percepção do bebê que se mexe dentro do ventre, própria do tempo de gestação da maioria do grupo), além das fantasias acerca da exposição social do corpo grávido (com o ápice da exposição nos exames ginecológicos e nas fantasias do futuro parto) - tudo isso pode levar às expressões mais conflitivas do desenho estando grávida. Mas, mesmo com expressão maior de problemas, os auto-retratos G (como grávidas) não apresentaram indícios que possam ser considerados patológicos, no universo das adolescentes pesquisadas.
A tendência geral de se retratar num momento mais próximo ao presente, foi uma constante na prova, com um espaço temporal pouco distendido para o passado ou para o futuro. As adolescentes examinadas mostraram certa dificuldade de se imaginar num tempo diferente do agora . O imaginar-se no passado ocorreu dentro de um espaço temporal não muito distante do momento presente. A infância já parecia distante e foi escolhida para o tempo de retratar-se (ou identificar-se).
As maiores dificuldades de expressão pareceram relacionadas a um futuro mais remoto, notadas pela escolha de localização no papel e pelos tempos escolhidos para os desenhos PG. Mesmo que a temporalidade do adolescente tenha essa característica mais presente fazendo que as noções de mudanças trazidas pelo tempo sejam mais difíceis de imaginar, no caso das adolescentes grávidas pode também ter ocorrido um movimento de controle perante as angústias das transformações vindouras, que incluíam principalmente os temores do parto.
As imagens compensatórias (sinal comum nos desenhos de grávidas adultas) apareceram mais freqüentemente nos desenhos PG, de auto-retratos num tempo posterior ao parto. Essa prospecção de auto-imagem recebeu um tratamento reforçado quanto à imagem do crescer, com maior apresentação de acessórios e roupas com estilo mais adulto. Esse retrato do futuro (e um futuro próximo) apresentou-se mais protegido de conflitos (menos sombreado, com menos correções).
Quando expressavam essa imaginação acerca de si mesmas no futuro, algumas adolescentes o fizeram de forma associada à presença do(a) filho(a). Esse dado pode ser característico de grávidas adolescentes, já que nas instruções da prova ICG de Savastano (1981) também havia a solicitação de um auto-retrato (imagem consciente), em que desenhos de filhos não foram referidos. No caso das adolescentes grávidas pesquisadas, algumas hipóteses pode ser levantadas acerca desse dado, como: expressão de um esforço para aproximação da idéia de ter um filho, expressando-o de forma mais concreta, ou uma idealização da condição de maternidade. Pode ter ocorrido também a projeção do bebê, extensão de si mesma (Aguirre, 1995).
Também as melhorias dos auto-retratos futuros (PG mais compensatórios e com menos sinais gráficos de conflito) levaram à suposição da presença de fantasias gratificantes acerca da vinda do bebê, como um significado de ganho e não de perda.
A auto-imagem em transformação apareceu trabalhada nos aspectos de vaidade, nos trajes usados de forma mais ou menos jovial e nas aquisições de novos comportamentos (segurando carrinhos de bebê, ou parecendo tirar uma foto com o(a) filho(a)). Os umbigos expostos nos desenhos AG tenderam a desaparecer como elemento de sensualidade da moda dos trajes (o uso do estilo "Saint-Tropez"). As roupas mais adultas, com vestidos longos e roupas com mais detalhes muitas vezes substituíram (nos desenhos PG) as imagens mais adolescentes dos desenhos AG.
A preocupação com a sensualidade pareceu mais evocada nos desenhos PG (acessórios, tipo de roupa). A sugestão de genitais ocorreu mais freqüentemente nesses auto-retratos e pode estar relacionada com as fantasias acerca de um mundo adulto, mais genital. Esse desenho futuro também podia trazer uma " memória fantasiada" do parto (as pernas mais abertas).
O tratamento dado às cinturas e aos seios (ausentes ou pouco definidos) podia estar menos relacionado à gravidez e mais ligado ao próprio estágio de desenvolvimento corporal, sem ainda ter alcançado maior delineamento das curvas do corpo feminino adulto.
No grupo pesquisado, as adolescentes mais novas (de 13 e 14 anos) apresentaram traços mais significativos de rebeldia (posição da folha e localização dos desenhos) e desenhos mais próprios de um mundo infantil (os auto-retratos pareciam muitas vezes de crianças).
As adolescentes de 16 anos pareceram mais perceptivas do próprio estado como grávidas, denotando os maiores índices de conflitos nos desenhos G (os auto-retrato estando grávida com maior presença de desarmonia, com mais figuras nuas e todos com linhas reforçadas). Foram essas adolescentes que evocaram mais elementos de contato com a realidade (maior uso de linha de solo).
As adolescentes grávidas de 15 anos de idade tiveram um destaque especial no grupo pesquisado enquanto evidenciaram em seus auto-retratos sinais característicos de maiores conflitos e defesas. Talvez essas maiores dificuldades encontradas na faixa etária dos 15 anos estivessem relacionadas com uma passagem mais crítica dessa idade, símbolo cultural feminino da entrada na sexualidade genital (como sugerido em contos de fadas e em rituais de acasalamento dos bailes de debutantes).
Sinais de transformação aparentaram ser mais críticos das adolescentes de 15 anos, trazendo elementos diferenciados das adolescentes grávidas mais novas ou com mais de 15 anos. As adolescentes grávidas de 15 anos pareciam se perceber menos grávidas e mais adolescentes (ou mais mulheres ). Foram as adolescentes grávidas de 15 anos que apresentaram os auto-retratos futuros (PG) mais positivos (os mais compensatórios, mais harmônicos e com mais sugestão de genitais).
Por fim, pode-se acrescentar que nas adolescentes grávidas pesquisadas, de forma geral, os aspectos mais conscientes da identidade pareceram razoavelmente controlados e não particularmente prejudicados, apesar da auto-imagem referente ao tempo anterior à gravidez ser menos carregada de conflitos.
A partir desses resultados, pode-se então concluir que sob o ponto de vista das adolescentes pesquisadas (e um ponto de vista "projetivo"), estar grávida não era tido como uma grande ameaça para a personalidade. Pelo que se observou nos seus auto-retratos, elas "se viam" em transformação, temendo perdas na auto-imagem, mas prevendo (ou desejando) possibilidade de ganho, após o nascimento do bebê.

Referências bibliográficas

AGUIRRE, A.M.B. Aspectos psicodinâmicos de adolescentes grávidas: entrevistas clínicas e Rorschach no contexto hospitalar. São Paulo, 1995. 141 p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

COSTA, A.C.G. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e participação democrática. Fundação Odebrecht, Modus Facient, 1996.
HAMMER, E.F. Aplicações clínicas dos desenhos projetivos. Rio de Janeiro, Interamericana, 1981.

HERZBERG, E. Estudos normativos do desenho da figura humana (DFH) e do Teste de Apercepção Temática (TAT) em mulheres: implicações para o atendimento a gestantes. São Paulo, 1993. 224p. Tese (Doutorado) - Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.
KOLK, O. L. van Testes projetivos gráficos no diagnóstico psicológico. São Paulo, EPU, 1984.

LEOPOLDIANUM, Revista de Estudos e Comunicações, n° 73, p. 79-98, 2000.
MACHOVER, K. Proyecion de la personalidad en el dibujo de la figura humana: un metodo de investigación de la personalidad. Trad. José M. Gutierrez. Havana, Cultural, 1949.

MENEZES, M.I.C.B.B. A gravidez e o projeto de vida: uma análise das adolescentes grávidas das camadas populares. São Paulo, 1993. 207p. Tese (Doutoramento) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

OLIVEIRA, N.R. Perfis de grávidas e mães adolescentes: estudo psicossocial de adolescentes usuárias de um serviço público de pré-natal e maternidade. São Paulo, 1999. 291 p. mais anexos. Tese (Doutorado). Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.

SAVASTANO, H. Aspectos da imagem corporal da gestante nos três trimestres de gravidez: implicações na assistência pré-natal. São Paulo, 1981. 232p. Tese (Doutorado) - Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.

Profª. Drª. Nancy Ramacciotti de Oliveira



Gravidez e Maternidade de Adolescentes
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Luanda – Comemora-se hoje, 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2.000 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, para reafirmar os valores dos acordos internacionais de protecção dos refugiados.
A efeméride foi igualmente adoptada com o objectivo de aumentar a consciência da sociedade sobre a problemática dos homens e mulheres deslocados por guerras e conflitos armados ou perseguidos por motivo de religião, nacionalidade, raça, grupo social e opinião política.
A deslocação humana representa um dos maiores problemas da actualidade. Aproximadamente 40 milhões de pessoas encontram-se deslocadas devido a conflitos, violência, perseguições, degradação ambiental ou desastres naturais, e este número continua a crescer.
Assim, torna-se cada vez mais essencial e urgente o comprometimento da comunidade internacional em discutir e desenvolver soluções efectivas para esta questão.
De acordo um relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o número de pessoas forçadas a se deslocar devido a conflitos e perseguições chegou a 42 milhões em todo o mundo no final de 2008.
Esta cifra, segundo o ACNUR, inclui 16 milhões de refugiados e solicitantes de refúgio e 26 milhões de pessoas deslocadas em seus próprios países, de acordo com o relatório “Refúgio no Mundo – Tendências Globais”.
O documento indica ainda que 80 porcento dos refugiados estão em países em desenvolvimento, assim como a maior parte dos deslocados internos – uma população com a qual a agência da ONU para refugiados está cada vez mais envolvida.
“Em 2009, já observamos novos deslocados no Paquistão, Sri Lanka e Somália”, informou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.
O relatório enumera 29 diferentes grupos de 25 mil ou mais refugiados em 22 nações que vivem exilados há cinco anos ou mais e para os quais não existe nenhuma solução imediata à vista.

Isto significa que pelo menos 5,7 milhões de refugiados vivem num limbo.

Aproximadamente 2 milhões de refugiados e de deslocados internos puderam retornar para casa em 2008, o que representa um declínio em comparação ao ano anterior. Retornaram para casa durante os últimos 10 anos - a maioria deles com o apoio do ACNUR.
Em 2008, a agência da ONU para os refugiados propôs o reassentamento de 121 mil indivíduos a terceiros países, sendo que mais de 67 mil partiram para suas novas pátrias com a ajuda do ACNUR.
Em Angola, o acto central das comemorações do Dia Mundial dos Refugiados vai realizar-se na cidade do Luena, província do Moxico.
Segundo o programa de actividades elaborado pela Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social (MINARS), estão a ser realizados ciclos de palestras subordinadas aos temas "Pedido de nacionalidade e direito jurídico", assim como "Protecção dos Refugiados e Movimentos Migratórios em Angola".
Constam igualmente temas sobre a "Violência de género no seio dos refugiados" e o "Processo migratório internacional", e a entrega de kits de reintegração sustentável e bens de primeira necessidades aos refugiados.
Exibição de peças teatrais, danças modernas e tradicionais, realização de maratona músico-cultural figuram também do programa.
A fonte garantiu que as condições logísticas e humanas estão criadas para a realização condigna da efeméride.
Refugiado, segundo a ONU, é uma pessoa que se encontra fora do seu país de origem porque tem fortes probabilidades de ser objecto de abusos graves, em virtude da sua religião, etnia, raça, crença ou ideologia.

Por Paulino Neto



Angola Press
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Luanda – Comemora-se hoje, 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2.000 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, para reafirmar os valores dos acordos internacionais de protecção dos refugiados.
A efeméride foi igualmente adoptada com o objectivo de aumentar a consciência da sociedade sobre a problemática dos homens e mulheres deslocados por guerras e conflitos armados ou perseguidos por motivo de religião, nacionalidade, raça, grupo social e opinião política.
A deslocação humana representa um dos maiores problemas da actualidade. Aproximadamente 40 milhões de pessoas encontram-se deslocadas devido a conflitos, violência, perseguições, degradação ambiental ou desastres naturais, e este número continua a crescer.
Assim, torna-se cada vez mais essencial e urgente o comprometimento da comunidade internacional em discutir e desenvolver soluções efectivas para esta questão.
De acordo um relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o número de pessoas forçadas a se deslocar devido a conflitos e perseguições chegou a 42 milhões em todo o mundo no final de 2008.
Esta cifra, segundo o ACNUR, inclui 16 milhões de refugiados e solicitantes de refúgio e 26 milhões de pessoas deslocadas em seus próprios países, de acordo com o relatório “Refúgio no Mundo – Tendências Globais”.
O documento indica ainda que 80 porcento dos refugiados estão em países em desenvolvimento, assim como a maior parte dos deslocados internos – uma população com a qual a agência da ONU para refugiados está cada vez mais envolvida.
“Em 2009, já observamos novos deslocados no Paquistão, Sri Lanka e Somália”, informou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.
O relatório enumera 29 diferentes grupos de 25 mil ou mais refugiados em 22 nações que vivem exilados há cinco anos ou mais e para os quais não existe nenhuma solução imediata à vista.

Isto significa que pelo menos 5,7 milhões de refugiados vivem num limbo.

Aproximadamente 2 milhões de refugiados e de deslocados internos puderam retornar para casa em 2008, o que representa um declínio em comparação ao ano anterior. Retornaram para casa durante os últimos 10 anos - a maioria deles com o apoio do ACNUR.
Em 2008, a agência da ONU para os refugiados propôs o reassentamento de 121 mil indivíduos a terceiros países, sendo que mais de 67 mil partiram para suas novas pátrias com a ajuda do ACNUR.
Em Angola, o acto central das comemorações do Dia Mundial dos Refugiados vai realizar-se na cidade do Luena, província do Moxico.
Segundo o programa de actividades elaborado pela Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social (MINARS), estão a ser realizados ciclos de palestras subordinadas aos temas "Pedido de nacionalidade e direito jurídico", assim como "Protecção dos Refugiados e Movimentos Migratórios em Angola".
Constam igualmente temas sobre a "Violência de género no seio dos refugiados" e o "Processo migratório internacional", e a entrega de kits de reintegração sustentável e bens de primeira necessidades aos refugiados.
Exibição de peças teatrais, danças modernas e tradicionais, realização de maratona músico-cultural figuram também do programa.
A fonte garantiu que as condições logísticas e humanas estão criadas para a realização condigna da efeméride.
Refugiado, segundo a ONU, é uma pessoa que se encontra fora do seu país de origem porque tem fortes probabilidades de ser objecto de abusos graves, em virtude da sua religião, etnia, raça, crença ou ideologia.

Por Paulino Neto



Angola Press
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Luanda – Comemora-se hoje, 20 de Junho, o Dia Mundial do Refugiado, instituído em 2.000 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, para reafirmar os valores dos acordos internacionais de protecção dos refugiados.
A efeméride foi igualmente adoptada com o objectivo de aumentar a consciência da sociedade sobre a problemática dos homens e mulheres deslocados por guerras e conflitos armados ou perseguidos por motivo de religião, nacionalidade, raça, grupo social e opinião política.
A deslocação humana representa um dos maiores problemas da actualidade. Aproximadamente 40 milhões de pessoas encontram-se deslocadas devido a conflitos, violência, perseguições, degradação ambiental ou desastres naturais, e este número continua a crescer.
Assim, torna-se cada vez mais essencial e urgente o comprometimento da comunidade internacional em discutir e desenvolver soluções efectivas para esta questão.
De acordo um relatório anual do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o número de pessoas forçadas a se deslocar devido a conflitos e perseguições chegou a 42 milhões em todo o mundo no final de 2008.
Esta cifra, segundo o ACNUR, inclui 16 milhões de refugiados e solicitantes de refúgio e 26 milhões de pessoas deslocadas em seus próprios países, de acordo com o relatório “Refúgio no Mundo – Tendências Globais”.
O documento indica ainda que 80 porcento dos refugiados estão em países em desenvolvimento, assim como a maior parte dos deslocados internos – uma população com a qual a agência da ONU para refugiados está cada vez mais envolvida.
“Em 2009, já observamos novos deslocados no Paquistão, Sri Lanka e Somália”, informou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.
O relatório enumera 29 diferentes grupos de 25 mil ou mais refugiados em 22 nações que vivem exilados há cinco anos ou mais e para os quais não existe nenhuma solução imediata à vista.

Isto significa que pelo menos 5,7 milhões de refugiados vivem num limbo.

Aproximadamente 2 milhões de refugiados e de deslocados internos puderam retornar para casa em 2008, o que representa um declínio em comparação ao ano anterior. Retornaram para casa durante os últimos 10 anos - a maioria deles com o apoio do ACNUR.
Em 2008, a agência da ONU para os refugiados propôs o reassentamento de 121 mil indivíduos a terceiros países, sendo que mais de 67 mil partiram para suas novas pátrias com a ajuda do ACNUR.
Em Angola, o acto central das comemorações do Dia Mundial dos Refugiados vai realizar-se na cidade do Luena, província do Moxico.
Segundo o programa de actividades elaborado pela Direcção Provincial de Assistência e Reinserção Social (MINARS), estão a ser realizados ciclos de palestras subordinadas aos temas "Pedido de nacionalidade e direito jurídico", assim como "Protecção dos Refugiados e Movimentos Migratórios em Angola".
Constam igualmente temas sobre a "Violência de género no seio dos refugiados" e o "Processo migratório internacional", e a entrega de kits de reintegração sustentável e bens de primeira necessidades aos refugiados.
Exibição de peças teatrais, danças modernas e tradicionais, realização de maratona músico-cultural figuram também do programa.
A fonte garantiu que as condições logísticas e humanas estão criadas para a realização condigna da efeméride.
Refugiado, segundo a ONU, é uma pessoa que se encontra fora do seu país de origem porque tem fortes probabilidades de ser objecto de abusos graves, em virtude da sua religião, etnia, raça, crença ou ideologia.

Por Paulino Neto



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Os advogados de David Goldman, que disputa a guarda de seu filho, Sean, de 9 anos, com o padrasto da criança, disseram nesta sexta-feira (19) que o americano deve vir ao Brasil nas férias do menino. A disputa pela guarda entre o pai americano e o padrasto brasileiro ganhou uma nova reviravolta depois que a Justiça decidiu que David Goldman pode ficar com Sean seis dias por semana, mas no Brasil.
A decisão da 16ª Vara Federal é de que Sean fique de segunda-feira a sábado com David Goldman, o pai biológico, desde que seja no Brasil. A noite de sábado e o dia de domingo seriam passados com o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva. Quando o pai estiver nos Estados Unidos, o menino permanece com o padrasto. Em uma entrevista a uma TV americana nesta sexta, a advogada de David Goldman disse que ele não tem pressa de vir ao Brasil, porque acha que a família brasileira vai recorrer, e a situação pode mudar. Ela afirmou que David pretende vir ao Brasil nas férias escolares do filho e que achou a decisão um bom sinal. O advogado brasileiro de David concorda: ”Eu acredito que a decisão é um passo importante no sentido de se entregar em definitivo ao pai pra retorno aos Estados Unidos no momento oportuno”, disse Ricardo Zamariola Jr.
O pai de Sean quer que seja obedecida a Convenção de Haia, segundo a qual, em casos como o de Sean, é a Justiça do país em que a criança habitualmente residia que deve determinar a guarda.

Histórico
O menino veio para o Brasil com a mãe, há cinco anos, e não voltou mais para os Estados Unidos. Aqui ela conseguiu na Justiça a guarda da criança. Bruna Bianchi morreu no ano passado, logo depois do parto da segunda filha. O advogado do padrasto não quis dar entrevista, mas disse que recorreu da sentença. Ele considerou que o juiz da 16ª Vara Federal não tem competência para se manifestar sobre o caso que já está em segunda instância. Uma decisão definitiva sobre o destino do menino ainda depende de várias ações. Sean permanece no Brasil porque o Tribunal Regional Federal aceitou um pedido do padrasto e decidiu que a criança deve ficar no Brasil até que essas ações sejam julgadas.
G1
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Os advogados de David Goldman, que disputa a guarda de seu filho, Sean, de 9 anos, com o padrasto da criança, disseram nesta sexta-feira (19) que o americano deve vir ao Brasil nas férias do menino. A disputa pela guarda entre o pai americano e o padrasto brasileiro ganhou uma nova reviravolta depois que a Justiça decidiu que David Goldman pode ficar com Sean seis dias por semana, mas no Brasil.
A decisão da 16ª Vara Federal é de que Sean fique de segunda-feira a sábado com David Goldman, o pai biológico, desde que seja no Brasil. A noite de sábado e o dia de domingo seriam passados com o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva. Quando o pai estiver nos Estados Unidos, o menino permanece com o padrasto. Em uma entrevista a uma TV americana nesta sexta, a advogada de David Goldman disse que ele não tem pressa de vir ao Brasil, porque acha que a família brasileira vai recorrer, e a situação pode mudar. Ela afirmou que David pretende vir ao Brasil nas férias escolares do filho e que achou a decisão um bom sinal. O advogado brasileiro de David concorda: ”Eu acredito que a decisão é um passo importante no sentido de se entregar em definitivo ao pai pra retorno aos Estados Unidos no momento oportuno”, disse Ricardo Zamariola Jr.
O pai de Sean quer que seja obedecida a Convenção de Haia, segundo a qual, em casos como o de Sean, é a Justiça do país em que a criança habitualmente residia que deve determinar a guarda.

Histórico
O menino veio para o Brasil com a mãe, há cinco anos, e não voltou mais para os Estados Unidos. Aqui ela conseguiu na Justiça a guarda da criança. Bruna Bianchi morreu no ano passado, logo depois do parto da segunda filha. O advogado do padrasto não quis dar entrevista, mas disse que recorreu da sentença. Ele considerou que o juiz da 16ª Vara Federal não tem competência para se manifestar sobre o caso que já está em segunda instância. Uma decisão definitiva sobre o destino do menino ainda depende de várias ações. Sean permanece no Brasil porque o Tribunal Regional Federal aceitou um pedido do padrasto e decidiu que a criança deve ficar no Brasil até que essas ações sejam julgadas.
G1
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Os advogados de David Goldman, que disputa a guarda de seu filho, Sean, de 9 anos, com o padrasto da criança, disseram nesta sexta-feira (19) que o americano deve vir ao Brasil nas férias do menino. A disputa pela guarda entre o pai americano e o padrasto brasileiro ganhou uma nova reviravolta depois que a Justiça decidiu que David Goldman pode ficar com Sean seis dias por semana, mas no Brasil.
A decisão da 16ª Vara Federal é de que Sean fique de segunda-feira a sábado com David Goldman, o pai biológico, desde que seja no Brasil. A noite de sábado e o dia de domingo seriam passados com o padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva. Quando o pai estiver nos Estados Unidos, o menino permanece com o padrasto. Em uma entrevista a uma TV americana nesta sexta, a advogada de David Goldman disse que ele não tem pressa de vir ao Brasil, porque acha que a família brasileira vai recorrer, e a situação pode mudar. Ela afirmou que David pretende vir ao Brasil nas férias escolares do filho e que achou a decisão um bom sinal. O advogado brasileiro de David concorda: ”Eu acredito que a decisão é um passo importante no sentido de se entregar em definitivo ao pai pra retorno aos Estados Unidos no momento oportuno”, disse Ricardo Zamariola Jr.
O pai de Sean quer que seja obedecida a Convenção de Haia, segundo a qual, em casos como o de Sean, é a Justiça do país em que a criança habitualmente residia que deve determinar a guarda.

Histórico
O menino veio para o Brasil com a mãe, há cinco anos, e não voltou mais para os Estados Unidos. Aqui ela conseguiu na Justiça a guarda da criança. Bruna Bianchi morreu no ano passado, logo depois do parto da segunda filha. O advogado do padrasto não quis dar entrevista, mas disse que recorreu da sentença. Ele considerou que o juiz da 16ª Vara Federal não tem competência para se manifestar sobre o caso que já está em segunda instância. Uma decisão definitiva sobre o destino do menino ainda depende de várias ações. Sean permanece no Brasil porque o Tribunal Regional Federal aceitou um pedido do padrasto e decidiu que a criança deve ficar no Brasil até que essas ações sejam julgadas.
G1
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Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas.

Esteio - A Administração Municipal de Esteio dá início, no próximo sábado (20), à primeira fase da campanha de vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco ano devem tomar a vacina. Todas as Unidades de Saúde do município aplicarão a vacina das 8h às 17h. Rápida, segura e indolor, a dose contra a paralisia infantil é aplicada por via oral. Apenas duas gotas.Conhecida popularmente como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença viral contagiosa que pode deixar seqüelas permanentes. Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas de vacinação em massa da sua população alvo, além de altas coberturas vacinais de rotina.Por isso, mesmo a criança que esteja com a caderneta atualizada, deve tomar a vacina. Há 20 anos não se registram casos de poliomielite no Brasil. No país, os últimos casos ocorreram no ano de 1989.



Diário de Canoas
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Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas.

Esteio - A Administração Municipal de Esteio dá início, no próximo sábado (20), à primeira fase da campanha de vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco ano devem tomar a vacina. Todas as Unidades de Saúde do município aplicarão a vacina das 8h às 17h. Rápida, segura e indolor, a dose contra a paralisia infantil é aplicada por via oral. Apenas duas gotas.Conhecida popularmente como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença viral contagiosa que pode deixar seqüelas permanentes. Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas de vacinação em massa da sua população alvo, além de altas coberturas vacinais de rotina.Por isso, mesmo a criança que esteja com a caderneta atualizada, deve tomar a vacina. Há 20 anos não se registram casos de poliomielite no Brasil. No país, os últimos casos ocorreram no ano de 1989.



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Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas.

Esteio - A Administração Municipal de Esteio dá início, no próximo sábado (20), à primeira fase da campanha de vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco ano devem tomar a vacina. Todas as Unidades de Saúde do município aplicarão a vacina das 8h às 17h. Rápida, segura e indolor, a dose contra a paralisia infantil é aplicada por via oral. Apenas duas gotas.Conhecida popularmente como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença viral contagiosa que pode deixar seqüelas permanentes. Para impedir a presença da doença, é preciso criar um bloqueio por meio de campanhas de vacinação em massa da sua população alvo, além de altas coberturas vacinais de rotina.Por isso, mesmo a criança que esteja com a caderneta atualizada, deve tomar a vacina. Há 20 anos não se registram casos de poliomielite no Brasil. No país, os últimos casos ocorreram no ano de 1989.



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RIO - Policiais militares do 31ºBPM (Recreio) prenderam, na noite desta sexta-feira, uma babá suspeita de tentar afogar uma criança de 2 anos e seis meses no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da cidade. Uma tia presenciou a suposta tentativa de afogamento, e a mãe da criança chamou a polícia.
De acordo com a polícia, a professora de inglês e babá Elane de Souza Vieira, de 53 anos, teria sido flagrada pela tia da criança no momento em que puxava os pés e colocava a cabeça do menino dentro de uma banheira de hidromassagem. A babá foi levada para a 16ª DP (Barra da Tijuca) e deve responder por crime de tortura com pena prevista de dois a oito anos de reclusão.
Elane nega o crime dizendo que apenas estava dando banho no menino. No entanto, segundo o delegado Robinson Gomes, um policial da delegacia teria gravado a confissão da babá que teria contado ter dado um castigo na criança porque ela estaria chorando.
O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:00  comentar

RIO - Policiais militares do 31ºBPM (Recreio) prenderam, na noite desta sexta-feira, uma babá suspeita de tentar afogar uma criança de 2 anos e seis meses no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da cidade. Uma tia presenciou a suposta tentativa de afogamento, e a mãe da criança chamou a polícia.
De acordo com a polícia, a professora de inglês e babá Elane de Souza Vieira, de 53 anos, teria sido flagrada pela tia da criança no momento em que puxava os pés e colocava a cabeça do menino dentro de uma banheira de hidromassagem. A babá foi levada para a 16ª DP (Barra da Tijuca) e deve responder por crime de tortura com pena prevista de dois a oito anos de reclusão.
Elane nega o crime dizendo que apenas estava dando banho no menino. No entanto, segundo o delegado Robinson Gomes, um policial da delegacia teria gravado a confissão da babá que teria contado ter dado um castigo na criança porque ela estaria chorando.
O Globo On Line
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RIO - Policiais militares do 31ºBPM (Recreio) prenderam, na noite desta sexta-feira, uma babá suspeita de tentar afogar uma criança de 2 anos e seis meses no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da cidade. Uma tia presenciou a suposta tentativa de afogamento, e a mãe da criança chamou a polícia.
De acordo com a polícia, a professora de inglês e babá Elane de Souza Vieira, de 53 anos, teria sido flagrada pela tia da criança no momento em que puxava os pés e colocava a cabeça do menino dentro de uma banheira de hidromassagem. A babá foi levada para a 16ª DP (Barra da Tijuca) e deve responder por crime de tortura com pena prevista de dois a oito anos de reclusão.
Elane nega o crime dizendo que apenas estava dando banho no menino. No entanto, segundo o delegado Robinson Gomes, um policial da delegacia teria gravado a confissão da babá que teria contado ter dado um castigo na criança porque ela estaria chorando.
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