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7.6.09

Huambo - A directora provincial do INAC (Instituto Nacional de Apoio a Criança), Júlia Katinda, mostrou-se hoje, sábado, na cidade do Huambo, preocupada com o aumento de casos de violência infantil.
Em declarações á Angop, a responsável indicou que de Janeiro a Maio do ano em curso, o INAC registou 20 casos diversos de violência contra menores.
Do número ofensas contra crianças, explicou, 16 correspondem a violação e abuso sexual e os casos construíram-se em agressões físicas, incluindo queimaduras de membros superiores de e espancamento brutal.
Segundo ela, estes números não espelham a realidade da violência infantil na província, pelo facto de muitas pessoas optarem pelo silêncio, ao invés de denunciarem tais práticas.
Preocupado com a situação, Júlia Katinda disse que o INAC tem vindo a redobrar as suas acções de pesquisa de crianças vítimas de violência, bem como de sensibilização e mobilização social sobre a necessidade de apoiar a defesa e a garantia dos direitos dos menores.
Maltratar a criança, advertiu, é o mesmo que comprometer o futuro do país, tendo por isso exortado os cidadãos no sentido de denunciarem os adultos que insistem em praticar actos de violência infantil.

Cunene
INAC garante justiça para actos de violência contra menores
Ondjiva - O director do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cunene, Hélder dos Santos, garantiu sábado em Ondjiva a aplicação da justiça a todo acto de violência contra menores na região.
Entrevista à Angop sobre a temática da “Violência contra menores”, o responsável disse que o INAC está a trabalhar em colaboração com a Polícia Nacional e serviços de justiça na região, no sentido de reprimir todo acto de violência contra a criança.
Segundo ele, todo o cidadão que optar por esta prática, seja agressão física ou abuso sexual, será levado a tribunal, pagando pelos
seus actos.
Hélder dos Santos defendeu que a população deve estar atenta a situações do género e denunciar esta prática para pôr fim a atitudes dessa natureza, que só ferem os princípios morais e cívicos da boa convivência em sociedade.
Frisou ainda que estas acções de violência contra menores vão desde agressão física a abusos sexuais que hoje já se registam também no Cunene, o que antes só se ouvia falar em outras partes do país.
Deu como exemplo um caso registado recentemente de um indivíduo de 20 anos de idade que abusou sexualmente uma menor de 5 anos. Acto esse ocorrido no bairro dos Castilhos, arredores de Ondjiva.

Fonte: Angola Press
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:06  comentar


Huambo - A directora provincial do INAC (Instituto Nacional de Apoio a Criança), Júlia Katinda, mostrou-se hoje, sábado, na cidade do Huambo, preocupada com o aumento de casos de violência infantil.
Em declarações á Angop, a responsável indicou que de Janeiro a Maio do ano em curso, o INAC registou 20 casos diversos de violência contra menores.
Do número ofensas contra crianças, explicou, 16 correspondem a violação e abuso sexual e os casos construíram-se em agressões físicas, incluindo queimaduras de membros superiores de e espancamento brutal.
Segundo ela, estes números não espelham a realidade da violência infantil na província, pelo facto de muitas pessoas optarem pelo silêncio, ao invés de denunciarem tais práticas.
Preocupado com a situação, Júlia Katinda disse que o INAC tem vindo a redobrar as suas acções de pesquisa de crianças vítimas de violência, bem como de sensibilização e mobilização social sobre a necessidade de apoiar a defesa e a garantia dos direitos dos menores.
Maltratar a criança, advertiu, é o mesmo que comprometer o futuro do país, tendo por isso exortado os cidadãos no sentido de denunciarem os adultos que insistem em praticar actos de violência infantil.

Cunene
INAC garante justiça para actos de violência contra menores
Ondjiva - O director do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cunene, Hélder dos Santos, garantiu sábado em Ondjiva a aplicação da justiça a todo acto de violência contra menores na região.
Entrevista à Angop sobre a temática da “Violência contra menores”, o responsável disse que o INAC está a trabalhar em colaboração com a Polícia Nacional e serviços de justiça na região, no sentido de reprimir todo acto de violência contra a criança.
Segundo ele, todo o cidadão que optar por esta prática, seja agressão física ou abuso sexual, será levado a tribunal, pagando pelos
seus actos.
Hélder dos Santos defendeu que a população deve estar atenta a situações do género e denunciar esta prática para pôr fim a atitudes dessa natureza, que só ferem os princípios morais e cívicos da boa convivência em sociedade.
Frisou ainda que estas acções de violência contra menores vão desde agressão física a abusos sexuais que hoje já se registam também no Cunene, o que antes só se ouvia falar em outras partes do país.
Deu como exemplo um caso registado recentemente de um indivíduo de 20 anos de idade que abusou sexualmente uma menor de 5 anos. Acto esse ocorrido no bairro dos Castilhos, arredores de Ondjiva.

Fonte: Angola Press
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Huambo - A directora provincial do INAC (Instituto Nacional de Apoio a Criança), Júlia Katinda, mostrou-se hoje, sábado, na cidade do Huambo, preocupada com o aumento de casos de violência infantil.
Em declarações á Angop, a responsável indicou que de Janeiro a Maio do ano em curso, o INAC registou 20 casos diversos de violência contra menores.
Do número ofensas contra crianças, explicou, 16 correspondem a violação e abuso sexual e os casos construíram-se em agressões físicas, incluindo queimaduras de membros superiores de e espancamento brutal.
Segundo ela, estes números não espelham a realidade da violência infantil na província, pelo facto de muitas pessoas optarem pelo silêncio, ao invés de denunciarem tais práticas.
Preocupado com a situação, Júlia Katinda disse que o INAC tem vindo a redobrar as suas acções de pesquisa de crianças vítimas de violência, bem como de sensibilização e mobilização social sobre a necessidade de apoiar a defesa e a garantia dos direitos dos menores.
Maltratar a criança, advertiu, é o mesmo que comprometer o futuro do país, tendo por isso exortado os cidadãos no sentido de denunciarem os adultos que insistem em praticar actos de violência infantil.

Cunene
INAC garante justiça para actos de violência contra menores
Ondjiva - O director do Instituto Nacional da Criança (INAC) no Cunene, Hélder dos Santos, garantiu sábado em Ondjiva a aplicação da justiça a todo acto de violência contra menores na região.
Entrevista à Angop sobre a temática da “Violência contra menores”, o responsável disse que o INAC está a trabalhar em colaboração com a Polícia Nacional e serviços de justiça na região, no sentido de reprimir todo acto de violência contra a criança.
Segundo ele, todo o cidadão que optar por esta prática, seja agressão física ou abuso sexual, será levado a tribunal, pagando pelos
seus actos.
Hélder dos Santos defendeu que a população deve estar atenta a situações do género e denunciar esta prática para pôr fim a atitudes dessa natureza, que só ferem os princípios morais e cívicos da boa convivência em sociedade.
Frisou ainda que estas acções de violência contra menores vão desde agressão física a abusos sexuais que hoje já se registam também no Cunene, o que antes só se ouvia falar em outras partes do país.
Deu como exemplo um caso registado recentemente de um indivíduo de 20 anos de idade que abusou sexualmente uma menor de 5 anos. Acto esse ocorrido no bairro dos Castilhos, arredores de Ondjiva.

Fonte: Angola Press
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Na manhã desta sexta-feira (4), o Tribunal de Justiça de Rondônia lançou a cartilha e o vídeo documentário "Caminhos da adoção", através do quais são esclarecidas dúvidas e dadas orientações sobre os procedimentos legais para a adoção de crianças. O evento foi realizado no Juizado da Infância e Juventude, em Porto Velho.
Presente à cerimônia, a presidente do TJRO, desembargadora Zelite Andrade Carneiro, parabenizou a iniciativa e reiterou o compromisso do Judiciário em desenvolver ações que facilitem do acesso do cidadão aos direitos assegurados pela lei. Na oportunidade, a desembargadora disse que cartilha e o vídeo serão apresentados a presidentes de Tribunais de Justiça de todo o Brasil, durante o Encontro do Colégio Permanente de Presidentes, que acontece entre 9 e 11 de julho, na capital.
O juiz titular da Infância e Juventude, Dalmo Antônio de Casto Bezerra, agradeceu aos servidores do Juizado pelo empenho na elaboração do material. Para o magistrado, a informação é essencial para que mais pessoas dêem a si mesmas e às crianças que aguardam a adoção, a oportunidade da constituição de um lar.
Afeto e informação
O material foi elaborado com base em textos e informações reunidas por psicólogos e assistentes sociais do Juizado da Infância e Juventude. A cartilha, que tem 47 páginas, apresenta etapas, prazos, contatos, documentação e estudos necessários para a adoção, além da desmistificação de vários pontos. Esclarece, por exemplo, que adoção não é restrita apenas a pessoas casadas legalmente. A intenção do TJRO é dar informação e confiança às pessoas que tenham interesse em dar um novo lar a crianças que estão em abrigos, com os esclarecimentos de algumas formalidades, requisitos e medidas de prevenção e segurança para as famílias.
Também há no documento alertas para a chamada "adoção à brasileira", quando casais simplesmente fazem o registro do recém-nascido em seu nome, ao invés de procurarem os trâmites legais. Entre outras complicações, o ato de "dar parto alheio como próprio" é definido como crime pelo artigo 242 do Código Penal Brasileiro, passível de punição com reclusão de dois a seis anos. Na cartilha também são sugeridas leituras e filmes por meio dos quais é estimulada a doação de afeto e a adoção.
Os interessados em receber mais informações, receber a cartilha ou ver o documentário produzido pela Coordenação de Comunicação Social, devem procurar a Seção de Colocação Familiar do TJRO, na Avenida Rogério Weber, 2396, no centro de Porto Velho ou ligar para os telefones 3217-1258 / 1252.

Fonte: Jornal Eletrônico RondoniaaoVivo
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Na manhã desta sexta-feira (4), o Tribunal de Justiça de Rondônia lançou a cartilha e o vídeo documentário "Caminhos da adoção", através do quais são esclarecidas dúvidas e dadas orientações sobre os procedimentos legais para a adoção de crianças. O evento foi realizado no Juizado da Infância e Juventude, em Porto Velho.
Presente à cerimônia, a presidente do TJRO, desembargadora Zelite Andrade Carneiro, parabenizou a iniciativa e reiterou o compromisso do Judiciário em desenvolver ações que facilitem do acesso do cidadão aos direitos assegurados pela lei. Na oportunidade, a desembargadora disse que cartilha e o vídeo serão apresentados a presidentes de Tribunais de Justiça de todo o Brasil, durante o Encontro do Colégio Permanente de Presidentes, que acontece entre 9 e 11 de julho, na capital.
O juiz titular da Infância e Juventude, Dalmo Antônio de Casto Bezerra, agradeceu aos servidores do Juizado pelo empenho na elaboração do material. Para o magistrado, a informação é essencial para que mais pessoas dêem a si mesmas e às crianças que aguardam a adoção, a oportunidade da constituição de um lar.
Afeto e informação
O material foi elaborado com base em textos e informações reunidas por psicólogos e assistentes sociais do Juizado da Infância e Juventude. A cartilha, que tem 47 páginas, apresenta etapas, prazos, contatos, documentação e estudos necessários para a adoção, além da desmistificação de vários pontos. Esclarece, por exemplo, que adoção não é restrita apenas a pessoas casadas legalmente. A intenção do TJRO é dar informação e confiança às pessoas que tenham interesse em dar um novo lar a crianças que estão em abrigos, com os esclarecimentos de algumas formalidades, requisitos e medidas de prevenção e segurança para as famílias.
Também há no documento alertas para a chamada "adoção à brasileira", quando casais simplesmente fazem o registro do recém-nascido em seu nome, ao invés de procurarem os trâmites legais. Entre outras complicações, o ato de "dar parto alheio como próprio" é definido como crime pelo artigo 242 do Código Penal Brasileiro, passível de punição com reclusão de dois a seis anos. Na cartilha também são sugeridas leituras e filmes por meio dos quais é estimulada a doação de afeto e a adoção.
Os interessados em receber mais informações, receber a cartilha ou ver o documentário produzido pela Coordenação de Comunicação Social, devem procurar a Seção de Colocação Familiar do TJRO, na Avenida Rogério Weber, 2396, no centro de Porto Velho ou ligar para os telefones 3217-1258 / 1252.

Fonte: Jornal Eletrônico RondoniaaoVivo
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Na manhã desta sexta-feira (4), o Tribunal de Justiça de Rondônia lançou a cartilha e o vídeo documentário "Caminhos da adoção", através do quais são esclarecidas dúvidas e dadas orientações sobre os procedimentos legais para a adoção de crianças. O evento foi realizado no Juizado da Infância e Juventude, em Porto Velho.
Presente à cerimônia, a presidente do TJRO, desembargadora Zelite Andrade Carneiro, parabenizou a iniciativa e reiterou o compromisso do Judiciário em desenvolver ações que facilitem do acesso do cidadão aos direitos assegurados pela lei. Na oportunidade, a desembargadora disse que cartilha e o vídeo serão apresentados a presidentes de Tribunais de Justiça de todo o Brasil, durante o Encontro do Colégio Permanente de Presidentes, que acontece entre 9 e 11 de julho, na capital.
O juiz titular da Infância e Juventude, Dalmo Antônio de Casto Bezerra, agradeceu aos servidores do Juizado pelo empenho na elaboração do material. Para o magistrado, a informação é essencial para que mais pessoas dêem a si mesmas e às crianças que aguardam a adoção, a oportunidade da constituição de um lar.
Afeto e informação
O material foi elaborado com base em textos e informações reunidas por psicólogos e assistentes sociais do Juizado da Infância e Juventude. A cartilha, que tem 47 páginas, apresenta etapas, prazos, contatos, documentação e estudos necessários para a adoção, além da desmistificação de vários pontos. Esclarece, por exemplo, que adoção não é restrita apenas a pessoas casadas legalmente. A intenção do TJRO é dar informação e confiança às pessoas que tenham interesse em dar um novo lar a crianças que estão em abrigos, com os esclarecimentos de algumas formalidades, requisitos e medidas de prevenção e segurança para as famílias.
Também há no documento alertas para a chamada "adoção à brasileira", quando casais simplesmente fazem o registro do recém-nascido em seu nome, ao invés de procurarem os trâmites legais. Entre outras complicações, o ato de "dar parto alheio como próprio" é definido como crime pelo artigo 242 do Código Penal Brasileiro, passível de punição com reclusão de dois a seis anos. Na cartilha também são sugeridas leituras e filmes por meio dos quais é estimulada a doação de afeto e a adoção.
Os interessados em receber mais informações, receber a cartilha ou ver o documentário produzido pela Coordenação de Comunicação Social, devem procurar a Seção de Colocação Familiar do TJRO, na Avenida Rogério Weber, 2396, no centro de Porto Velho ou ligar para os telefones 3217-1258 / 1252.

Fonte: Jornal Eletrônico RondoniaaoVivo
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O envolvimento virtual com uma adolescente conduziu os inspectores ao computador do subcomissário. Foram encontradas ligações a várias páginas de Internet com conteúdo pedófilo. O polícia diz que consultou por uso profissional, ao serviço do Departamento de Deontologia.
Um oficial da PSP, ao serviço do Núcleo de Deontologia e Disciplina, está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita de actos sexuais com adolescentes. O processo já está no Ministério Público, a cargo da secção coordenada pelo procurador João Guerra - que conduziu o processo Casa Pia.
Segundo fonte judicial, o caso foi denunciado segunda-feira, dia 1 deste mês, por uma equipa da então denominada Direcção Central de Investigação à Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICEF).
Isto porque, segundo fonte policial, o computador de serviço do oficial da PSP terá sido alvo de uma perícia que veio a revelar que este consultava páginas da Internet com conteúdo "evidentemente pedófilo", disse a fonte.
As suspeitas terão sido lançadas através de um vídeo que correu vários e-mails, entre eles de polícias, e que mostravam o oficial de polícia a masturbar-se perante o computador. As imagens terão sido gravadas por um irmão da adolescente que estava do outro lado. A partir desta denúncia, o computador ao serviço da PSP terá sido passado a pente fino e os inspectores da Polícia Judiciária depararam-se com ligações a páginas com imagens de menores em actos sexuais.
O oficial da PSP, um subcomissário de 44 anos, é reconhecido pelos colegas como "um profissional exemplar", como disse ao DN um dos agentes que já trabalhou com ele. "Já fez um trabalho exemplar na Cinotecnia, passou pelo comando de uma divisão da PSP da Margem Sul e de outra em Lisboa e agora estava ao serviço da Deontologia", disse o colega.
Cabe ao Núcleo de Deontologia e Disciplina da Direcção Nacional da PSP, que funciona na Avenida António Augusto Aguiar, em Lisboa, instruir os processos disciplinares aplicados a todos os elementos da PSP.
Contactada pelo DN, a Direcção Nacional da PSP, através do comissário Paulo Flor, garantiu não ter "conhecimento oficial sobre a investigação de crimes de cariz sexual que possa pender sobre um elemento da PSP". Só a ser "oficializada essa investigação, a PSP promoverá o necessário procedimento disciplinar como é expectável que o faça perante o conhecimento de determinados factos".
Ao que o DN apurou, o subcomissário ainda não foi constituído arguido e o próprio garante que nem sabia que estava a ser investigado (ver entrevista ao lado).
Fonte da PJ diz, por seu turno, que ele sabe do processo, mas que ainda está a ser reunida prova para poder avançar com a sua constituição de arguido ou mesmo com um mandado de detenção.


POR:SÓNIA SIMÕES
PARA: DN Portugal
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O envolvimento virtual com uma adolescente conduziu os inspectores ao computador do subcomissário. Foram encontradas ligações a várias páginas de Internet com conteúdo pedófilo. O polícia diz que consultou por uso profissional, ao serviço do Departamento de Deontologia.
Um oficial da PSP, ao serviço do Núcleo de Deontologia e Disciplina, está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita de actos sexuais com adolescentes. O processo já está no Ministério Público, a cargo da secção coordenada pelo procurador João Guerra - que conduziu o processo Casa Pia.
Segundo fonte judicial, o caso foi denunciado segunda-feira, dia 1 deste mês, por uma equipa da então denominada Direcção Central de Investigação à Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICEF).
Isto porque, segundo fonte policial, o computador de serviço do oficial da PSP terá sido alvo de uma perícia que veio a revelar que este consultava páginas da Internet com conteúdo "evidentemente pedófilo", disse a fonte.
As suspeitas terão sido lançadas através de um vídeo que correu vários e-mails, entre eles de polícias, e que mostravam o oficial de polícia a masturbar-se perante o computador. As imagens terão sido gravadas por um irmão da adolescente que estava do outro lado. A partir desta denúncia, o computador ao serviço da PSP terá sido passado a pente fino e os inspectores da Polícia Judiciária depararam-se com ligações a páginas com imagens de menores em actos sexuais.
O oficial da PSP, um subcomissário de 44 anos, é reconhecido pelos colegas como "um profissional exemplar", como disse ao DN um dos agentes que já trabalhou com ele. "Já fez um trabalho exemplar na Cinotecnia, passou pelo comando de uma divisão da PSP da Margem Sul e de outra em Lisboa e agora estava ao serviço da Deontologia", disse o colega.
Cabe ao Núcleo de Deontologia e Disciplina da Direcção Nacional da PSP, que funciona na Avenida António Augusto Aguiar, em Lisboa, instruir os processos disciplinares aplicados a todos os elementos da PSP.
Contactada pelo DN, a Direcção Nacional da PSP, através do comissário Paulo Flor, garantiu não ter "conhecimento oficial sobre a investigação de crimes de cariz sexual que possa pender sobre um elemento da PSP". Só a ser "oficializada essa investigação, a PSP promoverá o necessário procedimento disciplinar como é expectável que o faça perante o conhecimento de determinados factos".
Ao que o DN apurou, o subcomissário ainda não foi constituído arguido e o próprio garante que nem sabia que estava a ser investigado (ver entrevista ao lado).
Fonte da PJ diz, por seu turno, que ele sabe do processo, mas que ainda está a ser reunida prova para poder avançar com a sua constituição de arguido ou mesmo com um mandado de detenção.


POR:SÓNIA SIMÕES
PARA: DN Portugal
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O envolvimento virtual com uma adolescente conduziu os inspectores ao computador do subcomissário. Foram encontradas ligações a várias páginas de Internet com conteúdo pedófilo. O polícia diz que consultou por uso profissional, ao serviço do Departamento de Deontologia.
Um oficial da PSP, ao serviço do Núcleo de Deontologia e Disciplina, está a ser investigado pela Polícia Judiciária por suspeita de actos sexuais com adolescentes. O processo já está no Ministério Público, a cargo da secção coordenada pelo procurador João Guerra - que conduziu o processo Casa Pia.
Segundo fonte judicial, o caso foi denunciado segunda-feira, dia 1 deste mês, por uma equipa da então denominada Direcção Central de Investigação à Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICEF).
Isto porque, segundo fonte policial, o computador de serviço do oficial da PSP terá sido alvo de uma perícia que veio a revelar que este consultava páginas da Internet com conteúdo "evidentemente pedófilo", disse a fonte.
As suspeitas terão sido lançadas através de um vídeo que correu vários e-mails, entre eles de polícias, e que mostravam o oficial de polícia a masturbar-se perante o computador. As imagens terão sido gravadas por um irmão da adolescente que estava do outro lado. A partir desta denúncia, o computador ao serviço da PSP terá sido passado a pente fino e os inspectores da Polícia Judiciária depararam-se com ligações a páginas com imagens de menores em actos sexuais.
O oficial da PSP, um subcomissário de 44 anos, é reconhecido pelos colegas como "um profissional exemplar", como disse ao DN um dos agentes que já trabalhou com ele. "Já fez um trabalho exemplar na Cinotecnia, passou pelo comando de uma divisão da PSP da Margem Sul e de outra em Lisboa e agora estava ao serviço da Deontologia", disse o colega.
Cabe ao Núcleo de Deontologia e Disciplina da Direcção Nacional da PSP, que funciona na Avenida António Augusto Aguiar, em Lisboa, instruir os processos disciplinares aplicados a todos os elementos da PSP.
Contactada pelo DN, a Direcção Nacional da PSP, através do comissário Paulo Flor, garantiu não ter "conhecimento oficial sobre a investigação de crimes de cariz sexual que possa pender sobre um elemento da PSP". Só a ser "oficializada essa investigação, a PSP promoverá o necessário procedimento disciplinar como é expectável que o faça perante o conhecimento de determinados factos".
Ao que o DN apurou, o subcomissário ainda não foi constituído arguido e o próprio garante que nem sabia que estava a ser investigado (ver entrevista ao lado).
Fonte da PJ diz, por seu turno, que ele sabe do processo, mas que ainda está a ser reunida prova para poder avançar com a sua constituição de arguido ou mesmo com um mandado de detenção.


POR:SÓNIA SIMÕES
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Foi inaugurado nesta sexta-feira (5) o Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (CIM), que funcionar como atendimento multidisciplinar à mulher vítima de agressão. Com apoio integral, a mulher poderá contar em um único local com vários serviços, facilitando a denúncia.
A Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilséia Freire, ressaltou a importância do CIM para as mulheres que sofreram algum tipo de violência. "Uma das mudanças é a necessidade que os crimes da Lei Maria da Penha (Lei número 11.340), sejam julgados por juizados e vara especializados", afirmou. Nilséia Freire ainda completou que, além de ser criado um juizado especializado, cria-se também o que se propõe na Lei. "A Lei Maria da Penha define que também precisam ser criados serviços de atenção integral à mulher vítima de violência", declarou a ministra.
Segundo desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerias (TJMG), Teresa Cristina Cunha, o CIM irá contar com duas varas judiciais com competência para julgar os crimes relativos à Lei Maria da Penha uma delegacia de mulher com funcionamento em tempo integral, uma unidade do Instituto Médico legal (IML), posto da Polícia Militar, Defensoria e Ministério Público e um núcleo de atendimento psicossocial. "Todos estes órgãos, funcionando em um mesmo lugar dão à mulher uma maior segurança na hora de se fazer a denúncia", afirma a desembargadora.
O local também foi escolhido para fazer com que a mulher consiga ficar menos envergonhada para denunciar. "Fazer em um local que não fosse o Fórum que tem grande circulação de pessoas foi um dos objetivos da escolha do local para o funcionamento do CIM. A mulher, além das marcas na alma, também apresenta marcas físicas e é muito humilhante chegar com marcas visíveis de violência a um lugar com grande quantidade de pessoas", completou a desembargadora.
A Coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres do Estado de Minas Gerais, Virgília Rosa, afirmou que o Estado é pioneiro na criação deste tipo de centro integrado. "Há quase três anos a criação do CIM vem sendo debatido e agora Minas sai como pioneiro e está ideia vai se replicar em outros estados do Brasil", afirmou a coordenadora. Além de Belo Horizonte, mais sete cidades disponibilizaram o serviço do CIM, entre elas Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia, Governador Valadares, Juiz de Fora e Divinópolis.

Lei Maria da Penha

A Lei que entrou em vigor em 2006, cria mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei além de prevenir e punir os agressores, também alterou o Código Penal e a Lei de Execução Penal.
Pela Lei Maria da Penha, os juízes podem determinar a execução de medidas de urgência para não só assegurar o direto da vítima, mas para a sua proteção e de sua família.
Sobre a mudança no Código Penal, a Lei alterou as penas para o agressor, proibindo a aplicação de pena pecuniária, como por exemplo, multas e cestas básicas. O agressor ainda pode ser preso em flagrante ou decretado sua prisão preventiva.

Serviços

O CIM começa a funcionar num período integral, a partir da próxima segunda-feira (8) na Av. Olegário Maciel, número 600

Para se fazer uma denúncia o telefone do disque denúncia contra violência à mulher é 180.

POR: PAULA BAIÃO
PARA: Portal O Tempo
link do postPor anjoseguerreiros, às 20:36  comentar


Foi inaugurado nesta sexta-feira (5) o Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (CIM), que funcionar como atendimento multidisciplinar à mulher vítima de agressão. Com apoio integral, a mulher poderá contar em um único local com vários serviços, facilitando a denúncia.
A Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilséia Freire, ressaltou a importância do CIM para as mulheres que sofreram algum tipo de violência. "Uma das mudanças é a necessidade que os crimes da Lei Maria da Penha (Lei número 11.340), sejam julgados por juizados e vara especializados", afirmou. Nilséia Freire ainda completou que, além de ser criado um juizado especializado, cria-se também o que se propõe na Lei. "A Lei Maria da Penha define que também precisam ser criados serviços de atenção integral à mulher vítima de violência", declarou a ministra.
Segundo desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerias (TJMG), Teresa Cristina Cunha, o CIM irá contar com duas varas judiciais com competência para julgar os crimes relativos à Lei Maria da Penha uma delegacia de mulher com funcionamento em tempo integral, uma unidade do Instituto Médico legal (IML), posto da Polícia Militar, Defensoria e Ministério Público e um núcleo de atendimento psicossocial. "Todos estes órgãos, funcionando em um mesmo lugar dão à mulher uma maior segurança na hora de se fazer a denúncia", afirma a desembargadora.
O local também foi escolhido para fazer com que a mulher consiga ficar menos envergonhada para denunciar. "Fazer em um local que não fosse o Fórum que tem grande circulação de pessoas foi um dos objetivos da escolha do local para o funcionamento do CIM. A mulher, além das marcas na alma, também apresenta marcas físicas e é muito humilhante chegar com marcas visíveis de violência a um lugar com grande quantidade de pessoas", completou a desembargadora.
A Coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres do Estado de Minas Gerais, Virgília Rosa, afirmou que o Estado é pioneiro na criação deste tipo de centro integrado. "Há quase três anos a criação do CIM vem sendo debatido e agora Minas sai como pioneiro e está ideia vai se replicar em outros estados do Brasil", afirmou a coordenadora. Além de Belo Horizonte, mais sete cidades disponibilizaram o serviço do CIM, entre elas Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia, Governador Valadares, Juiz de Fora e Divinópolis.

Lei Maria da Penha

A Lei que entrou em vigor em 2006, cria mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei além de prevenir e punir os agressores, também alterou o Código Penal e a Lei de Execução Penal.
Pela Lei Maria da Penha, os juízes podem determinar a execução de medidas de urgência para não só assegurar o direto da vítima, mas para a sua proteção e de sua família.
Sobre a mudança no Código Penal, a Lei alterou as penas para o agressor, proibindo a aplicação de pena pecuniária, como por exemplo, multas e cestas básicas. O agressor ainda pode ser preso em flagrante ou decretado sua prisão preventiva.

Serviços

O CIM começa a funcionar num período integral, a partir da próxima segunda-feira (8) na Av. Olegário Maciel, número 600

Para se fazer uma denúncia o telefone do disque denúncia contra violência à mulher é 180.

POR: PAULA BAIÃO
PARA: Portal O Tempo
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Foi inaugurado nesta sexta-feira (5) o Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (CIM), que funcionar como atendimento multidisciplinar à mulher vítima de agressão. Com apoio integral, a mulher poderá contar em um único local com vários serviços, facilitando a denúncia.
A Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilséia Freire, ressaltou a importância do CIM para as mulheres que sofreram algum tipo de violência. "Uma das mudanças é a necessidade que os crimes da Lei Maria da Penha (Lei número 11.340), sejam julgados por juizados e vara especializados", afirmou. Nilséia Freire ainda completou que, além de ser criado um juizado especializado, cria-se também o que se propõe na Lei. "A Lei Maria da Penha define que também precisam ser criados serviços de atenção integral à mulher vítima de violência", declarou a ministra.
Segundo desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerias (TJMG), Teresa Cristina Cunha, o CIM irá contar com duas varas judiciais com competência para julgar os crimes relativos à Lei Maria da Penha uma delegacia de mulher com funcionamento em tempo integral, uma unidade do Instituto Médico legal (IML), posto da Polícia Militar, Defensoria e Ministério Público e um núcleo de atendimento psicossocial. "Todos estes órgãos, funcionando em um mesmo lugar dão à mulher uma maior segurança na hora de se fazer a denúncia", afirma a desembargadora.
O local também foi escolhido para fazer com que a mulher consiga ficar menos envergonhada para denunciar. "Fazer em um local que não fosse o Fórum que tem grande circulação de pessoas foi um dos objetivos da escolha do local para o funcionamento do CIM. A mulher, além das marcas na alma, também apresenta marcas físicas e é muito humilhante chegar com marcas visíveis de violência a um lugar com grande quantidade de pessoas", completou a desembargadora.
A Coordenadora Especial de Políticas Públicas para Mulheres do Estado de Minas Gerais, Virgília Rosa, afirmou que o Estado é pioneiro na criação deste tipo de centro integrado. "Há quase três anos a criação do CIM vem sendo debatido e agora Minas sai como pioneiro e está ideia vai se replicar em outros estados do Brasil", afirmou a coordenadora. Além de Belo Horizonte, mais sete cidades disponibilizaram o serviço do CIM, entre elas Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia, Governador Valadares, Juiz de Fora e Divinópolis.

Lei Maria da Penha

A Lei que entrou em vigor em 2006, cria mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei além de prevenir e punir os agressores, também alterou o Código Penal e a Lei de Execução Penal.
Pela Lei Maria da Penha, os juízes podem determinar a execução de medidas de urgência para não só assegurar o direto da vítima, mas para a sua proteção e de sua família.
Sobre a mudança no Código Penal, a Lei alterou as penas para o agressor, proibindo a aplicação de pena pecuniária, como por exemplo, multas e cestas básicas. O agressor ainda pode ser preso em flagrante ou decretado sua prisão preventiva.

Serviços

O CIM começa a funcionar num período integral, a partir da próxima segunda-feira (8) na Av. Olegário Maciel, número 600

Para se fazer uma denúncia o telefone do disque denúncia contra violência à mulher é 180.

POR: PAULA BAIÃO
PARA: Portal O Tempo
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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidaspara Infância (Unicef) lançaram (3) a campanha para o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. Às 15h no Salão Negro da Câmara. O tema deste ano é Com Educação, Nossas Crianças Aprendem a Escrever um Novo Presente, sem Trabalho Infantil.

O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara e o site infantil Plenarinho também participam da campanha. Cartazes, spots de rádio e vídeos vão mostrar os diferentes tipos de exploração do trabalho infantil e como denunciá-los.


Notícias Terra

Agência Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:58  comentar


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidaspara Infância (Unicef) lançaram (3) a campanha para o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. Às 15h no Salão Negro da Câmara. O tema deste ano é Com Educação, Nossas Crianças Aprendem a Escrever um Novo Presente, sem Trabalho Infantil.

O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara e o site infantil Plenarinho também participam da campanha. Cartazes, spots de rádio e vídeos vão mostrar os diferentes tipos de exploração do trabalho infantil e como denunciá-los.


Notícias Terra

Agência Brasil
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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidaspara Infância (Unicef) lançaram (3) a campanha para o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho. Às 15h no Salão Negro da Câmara. O tema deste ano é Com Educação, Nossas Crianças Aprendem a Escrever um Novo Presente, sem Trabalho Infantil.

O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara e o site infantil Plenarinho também participam da campanha. Cartazes, spots de rádio e vídeos vão mostrar os diferentes tipos de exploração do trabalho infantil e como denunciá-los.


Notícias Terra

Agência Brasil
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Neste momento especial para a criança tem de tudo: diversão, estímulo ao desenvolvimento, criatividade e até autoconhecimento. Veja aqui como enriquecer ainda mais esse momento

O lápis fica no meio da pequena mãozinha, procurando o equilíbrio. A ponta encosta o papel e - meio reto, meio torto - o risco sai. O autor esboça um sorriso, olha para o adulto, procura cumplicidade no grande feito. Imaginem a emoção que vive a criança em seus primeiros traços. O que você precisa saber para este momento artístico comum a todas as crianças ser ainda melhor.

1 - Expressão e emoção. A criança tem uma intensa elaboração mental enquanto desenha. É comum, enquanto o lápis risca o papel, ouvir as crianças narrando histórias que se passam com os personagens que traçam. É como o que acontece no brincar.

2 - Fases e estilos. Por mais que, no geral, a criança comece pelos rabiscos por prazer e vá mudando o traço até chegar a formas mais "reais", essas fases não são fixas. Ao longo da infância, as crianças podem ir e voltar várias vezes em determinados estilos, fazer um desenho característico de uma fase pela manhã e, à tarde, esboçar um desenho próprio de outra. E é por isso que não é adequado classificarmos os desenhos como "bom" ou "ruim". O desenvolvimento da criança por meio do desenho não tem uma característica linear.

3 - Diferentes materiais. Procure oferecer diferentes suportes e riscadores para seu filho. Papéis de diferentes texturas, cores e tamanhos, como lixa, papelão, papel canson, papel vegetal... Quanto maior a variedade, melhor. Entre os riscadores, varie os tipos de lápis, giz de cera e canetas. Cada material vai proporcionar um desenho diferente e, quanto maior a variedade, maiores as experiências das crianças.

4 - Espaço para desenhar. Tenha em casa um cantinho onde seu filho possa desenhar, vale até ser no chão, caso ele prefira. Um caderno de desenho e um estojo com lápis apontados, gizes de cera e canetinhas devem sempre estar à mão. Se forem pincéis, tintas ou canetinhas, forre um pedaço do chão e deixe a criança à vontade.

7 - Pais não são os 'grandes modelos'. Resista ao desejo de mostrar como desenhar. Apesar de desenhar em família ser ótimo, cada um deve ter seu espaço e seu traço.

8 - Crie referências. Visite museus, galeria de artes e onde tiver exposições que possam ser boas referências de arte para a criança, converse sobre o que for visto, o estilo do artista, compare. Livros infantis são também excelente estímulo - talvez o primeiro contato deles com uma obra de arte!

9 - Use fotografias. Para o francês Henri-Cartier Bresson, a maior referência em fotografia no mundo, a foto é um meio de desenhar. Fotografias podem render ótimos exercícios. Em uma exposição, por exemplo, converse com a criança sobre as formas, como pessoas diferem de objetos, os ângulos. Outra atividade bacana é colocar uma folha de papel vegetal por cima de uma foto e, com um lápis, permitir que ela descubra as linhas principais e, quem sabe, a poesia que há nas grandes fotografias de todos os tempos (na internet há milhares de exemplos como sites de grandes fotógrafos ou temáticos).

10 - Não serve como avaliação psicológica. Muita cautela para usar o desenho como uma avaliação de aspectos intelectuais ou emocionais da criança. Chega a ser perigoso dizer, por exemplo, que cores escuras no desenho denunciam crianças deprimidas, por exemplo. Apenas em consultórios de psicólogos, em meio a várias outras ferramentas, eles podem ser usados para avaliação dentro de um contexto mais amplo.

Cristiane Rogerio e Marina Vidigal

Laïs Krücken Pereira, especialista em psicologia de desenvolvimento humano, Ana Paula Martinho, coordenadora da área de artes da escola Estilo de Aprender (SP), psicóloga Mônica Cintrão, Kika Almeida Mendes, tutora de Artes da Educação Infantil da Escola Viva
Revista Crescer
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:43  comentar

Neste momento especial para a criança tem de tudo: diversão, estímulo ao desenvolvimento, criatividade e até autoconhecimento. Veja aqui como enriquecer ainda mais esse momento

O lápis fica no meio da pequena mãozinha, procurando o equilíbrio. A ponta encosta o papel e - meio reto, meio torto - o risco sai. O autor esboça um sorriso, olha para o adulto, procura cumplicidade no grande feito. Imaginem a emoção que vive a criança em seus primeiros traços. O que você precisa saber para este momento artístico comum a todas as crianças ser ainda melhor.

1 - Expressão e emoção. A criança tem uma intensa elaboração mental enquanto desenha. É comum, enquanto o lápis risca o papel, ouvir as crianças narrando histórias que se passam com os personagens que traçam. É como o que acontece no brincar.

2 - Fases e estilos. Por mais que, no geral, a criança comece pelos rabiscos por prazer e vá mudando o traço até chegar a formas mais "reais", essas fases não são fixas. Ao longo da infância, as crianças podem ir e voltar várias vezes em determinados estilos, fazer um desenho característico de uma fase pela manhã e, à tarde, esboçar um desenho próprio de outra. E é por isso que não é adequado classificarmos os desenhos como "bom" ou "ruim". O desenvolvimento da criança por meio do desenho não tem uma característica linear.

3 - Diferentes materiais. Procure oferecer diferentes suportes e riscadores para seu filho. Papéis de diferentes texturas, cores e tamanhos, como lixa, papelão, papel canson, papel vegetal... Quanto maior a variedade, melhor. Entre os riscadores, varie os tipos de lápis, giz de cera e canetas. Cada material vai proporcionar um desenho diferente e, quanto maior a variedade, maiores as experiências das crianças.

4 - Espaço para desenhar. Tenha em casa um cantinho onde seu filho possa desenhar, vale até ser no chão, caso ele prefira. Um caderno de desenho e um estojo com lápis apontados, gizes de cera e canetinhas devem sempre estar à mão. Se forem pincéis, tintas ou canetinhas, forre um pedaço do chão e deixe a criança à vontade.

7 - Pais não são os 'grandes modelos'. Resista ao desejo de mostrar como desenhar. Apesar de desenhar em família ser ótimo, cada um deve ter seu espaço e seu traço.

8 - Crie referências. Visite museus, galeria de artes e onde tiver exposições que possam ser boas referências de arte para a criança, converse sobre o que for visto, o estilo do artista, compare. Livros infantis são também excelente estímulo - talvez o primeiro contato deles com uma obra de arte!

9 - Use fotografias. Para o francês Henri-Cartier Bresson, a maior referência em fotografia no mundo, a foto é um meio de desenhar. Fotografias podem render ótimos exercícios. Em uma exposição, por exemplo, converse com a criança sobre as formas, como pessoas diferem de objetos, os ângulos. Outra atividade bacana é colocar uma folha de papel vegetal por cima de uma foto e, com um lápis, permitir que ela descubra as linhas principais e, quem sabe, a poesia que há nas grandes fotografias de todos os tempos (na internet há milhares de exemplos como sites de grandes fotógrafos ou temáticos).

10 - Não serve como avaliação psicológica. Muita cautela para usar o desenho como uma avaliação de aspectos intelectuais ou emocionais da criança. Chega a ser perigoso dizer, por exemplo, que cores escuras no desenho denunciam crianças deprimidas, por exemplo. Apenas em consultórios de psicólogos, em meio a várias outras ferramentas, eles podem ser usados para avaliação dentro de um contexto mais amplo.

Cristiane Rogerio e Marina Vidigal

Laïs Krücken Pereira, especialista em psicologia de desenvolvimento humano, Ana Paula Martinho, coordenadora da área de artes da escola Estilo de Aprender (SP), psicóloga Mônica Cintrão, Kika Almeida Mendes, tutora de Artes da Educação Infantil da Escola Viva
Revista Crescer
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Neste momento especial para a criança tem de tudo: diversão, estímulo ao desenvolvimento, criatividade e até autoconhecimento. Veja aqui como enriquecer ainda mais esse momento

O lápis fica no meio da pequena mãozinha, procurando o equilíbrio. A ponta encosta o papel e - meio reto, meio torto - o risco sai. O autor esboça um sorriso, olha para o adulto, procura cumplicidade no grande feito. Imaginem a emoção que vive a criança em seus primeiros traços. O que você precisa saber para este momento artístico comum a todas as crianças ser ainda melhor.

1 - Expressão e emoção. A criança tem uma intensa elaboração mental enquanto desenha. É comum, enquanto o lápis risca o papel, ouvir as crianças narrando histórias que se passam com os personagens que traçam. É como o que acontece no brincar.

2 - Fases e estilos. Por mais que, no geral, a criança comece pelos rabiscos por prazer e vá mudando o traço até chegar a formas mais "reais", essas fases não são fixas. Ao longo da infância, as crianças podem ir e voltar várias vezes em determinados estilos, fazer um desenho característico de uma fase pela manhã e, à tarde, esboçar um desenho próprio de outra. E é por isso que não é adequado classificarmos os desenhos como "bom" ou "ruim". O desenvolvimento da criança por meio do desenho não tem uma característica linear.

3 - Diferentes materiais. Procure oferecer diferentes suportes e riscadores para seu filho. Papéis de diferentes texturas, cores e tamanhos, como lixa, papelão, papel canson, papel vegetal... Quanto maior a variedade, melhor. Entre os riscadores, varie os tipos de lápis, giz de cera e canetas. Cada material vai proporcionar um desenho diferente e, quanto maior a variedade, maiores as experiências das crianças.

4 - Espaço para desenhar. Tenha em casa um cantinho onde seu filho possa desenhar, vale até ser no chão, caso ele prefira. Um caderno de desenho e um estojo com lápis apontados, gizes de cera e canetinhas devem sempre estar à mão. Se forem pincéis, tintas ou canetinhas, forre um pedaço do chão e deixe a criança à vontade.

7 - Pais não são os 'grandes modelos'. Resista ao desejo de mostrar como desenhar. Apesar de desenhar em família ser ótimo, cada um deve ter seu espaço e seu traço.

8 - Crie referências. Visite museus, galeria de artes e onde tiver exposições que possam ser boas referências de arte para a criança, converse sobre o que for visto, o estilo do artista, compare. Livros infantis são também excelente estímulo - talvez o primeiro contato deles com uma obra de arte!

9 - Use fotografias. Para o francês Henri-Cartier Bresson, a maior referência em fotografia no mundo, a foto é um meio de desenhar. Fotografias podem render ótimos exercícios. Em uma exposição, por exemplo, converse com a criança sobre as formas, como pessoas diferem de objetos, os ângulos. Outra atividade bacana é colocar uma folha de papel vegetal por cima de uma foto e, com um lápis, permitir que ela descubra as linhas principais e, quem sabe, a poesia que há nas grandes fotografias de todos os tempos (na internet há milhares de exemplos como sites de grandes fotógrafos ou temáticos).

10 - Não serve como avaliação psicológica. Muita cautela para usar o desenho como uma avaliação de aspectos intelectuais ou emocionais da criança. Chega a ser perigoso dizer, por exemplo, que cores escuras no desenho denunciam crianças deprimidas, por exemplo. Apenas em consultórios de psicólogos, em meio a várias outras ferramentas, eles podem ser usados para avaliação dentro de um contexto mais amplo.

Cristiane Rogerio e Marina Vidigal

Laïs Krücken Pereira, especialista em psicologia de desenvolvimento humano, Ana Paula Martinho, coordenadora da área de artes da escola Estilo de Aprender (SP), psicóloga Mônica Cintrão, Kika Almeida Mendes, tutora de Artes da Educação Infantil da Escola Viva
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Maioria morreu intoxicada pela fumaça ou por desidratação.Explosão em edifício acabou afetando creche

Subiu para 41 o número de crianças mortas após um incêndio em uma creche no estado de Sonora, no norte do México. Doze crianças seguem em estado grave, disseram autoridades mexicanas. A tragédia, uma das piores na região norte do país, ocorreu na tarde de sexta-feira após uma explosão em um edifício vizinho à creche, por causas ainda desconhecidas, que deu início ao incêndio.

A maioria das crianças morreu intoxicada pela fumaça e outras por desidratação geral causada horas mais tarde também pela fumaça, disse o secretário de Saúde do Estado, Raymundo López.
"Nas últimas horas se somaram três falecimentos (...) Doze das 22 crianças hospitalizadas estão em estado grave", disse López a jornalistas.
Entre cenas de dor e desespero de familiares, várias crianças foram enterradas na tarde de sábado e outras seriam sepultadas neste domingo, enquanto missas eram celebradas fora do hospital pela saúde das crianças internadas.



G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:39  comentar

Maioria morreu intoxicada pela fumaça ou por desidratação.Explosão em edifício acabou afetando creche

Subiu para 41 o número de crianças mortas após um incêndio em uma creche no estado de Sonora, no norte do México. Doze crianças seguem em estado grave, disseram autoridades mexicanas. A tragédia, uma das piores na região norte do país, ocorreu na tarde de sexta-feira após uma explosão em um edifício vizinho à creche, por causas ainda desconhecidas, que deu início ao incêndio.

A maioria das crianças morreu intoxicada pela fumaça e outras por desidratação geral causada horas mais tarde também pela fumaça, disse o secretário de Saúde do Estado, Raymundo López.
"Nas últimas horas se somaram três falecimentos (...) Doze das 22 crianças hospitalizadas estão em estado grave", disse López a jornalistas.
Entre cenas de dor e desespero de familiares, várias crianças foram enterradas na tarde de sábado e outras seriam sepultadas neste domingo, enquanto missas eram celebradas fora do hospital pela saúde das crianças internadas.



G1
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Maioria morreu intoxicada pela fumaça ou por desidratação.Explosão em edifício acabou afetando creche

Subiu para 41 o número de crianças mortas após um incêndio em uma creche no estado de Sonora, no norte do México. Doze crianças seguem em estado grave, disseram autoridades mexicanas. A tragédia, uma das piores na região norte do país, ocorreu na tarde de sexta-feira após uma explosão em um edifício vizinho à creche, por causas ainda desconhecidas, que deu início ao incêndio.

A maioria das crianças morreu intoxicada pela fumaça e outras por desidratação geral causada horas mais tarde também pela fumaça, disse o secretário de Saúde do Estado, Raymundo López.
"Nas últimas horas se somaram três falecimentos (...) Doze das 22 crianças hospitalizadas estão em estado grave", disse López a jornalistas.
Entre cenas de dor e desespero de familiares, várias crianças foram enterradas na tarde de sábado e outras seriam sepultadas neste domingo, enquanto missas eram celebradas fora do hospital pela saúde das crianças internadas.



G1
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Aulas extra-curriculares, como dança, artes e música acontecem em diversas escolas municipais e trazem os alunos para a escola em períodos opostos aos das aulas comuns, evitando que fiquem nas ruas

Bateria, violão, teclado, baixo,cavaquinho e... xadrez! Alunos da Escola Municipal Marina Salete Nepomuceno do Amaral estão tendo contato com instrumentos musicais e aprendendo a música por meio de jogos de xadrez.
O projeto que teve início em maio deste ano, conta com 120 participantes. As aulas acontecem nos períodos da manhã e da tarde e os alunos podem participar todos os dias, se quiserem.
Para cada peça do jogo, uma nota musical e assim, os alunos vão decorando tanto as peças de xadrez quanto as notas musicais.
O monitor de música, Samuel Guilherme Dutra, explica que uma atividade complementa a outra e as duas são bastante benéficas para o desenvolvimento mental das crianças.
“A música, assim como o xadrez, exige bastante concentração e treino. Esta é uma forma divertida de fazer com que eles desenvolvam o raciocínio e se tornem mais disciplinados.”
Mas não é só aula de música que a escola oferece, também é possível fazer aulas de dança e de artes no período oposto ao das aulas curriculares. E quem não é aluno da escola também pode participar. Basta que o pai ou responsável compareça à secretaria com documentos da criança para inscrevê-la.
A professora de dança, Ana Cláudia de Oliveira, afirma que as atividades extra-curriculares trazem bons resultados para dentro da sala de aula.
“Os alunos ficam mais calmos e se esforçam mais, porque se não tiverem boas notas, não podem participar. Passam a ter mais cuidado com a aparência e com a alimentação. Além disso, esses cursos podem contribuir para descobrirmos talentos e mudar a realidade de muitas crianças. Se todas as crianças tivessem esta oportunidade, teríamos um mundo com menos violência e drogas.”
O aluno Bruno Guilherme dos Santos, de 12 anos, está fazendo aulas de música e afirma que se apaixonou pela bateria. “Estou gostando muito. Antes, eu ficava na rua, agora estou achando mais legal ficar dentro da escola e aprender. Nunca tinha tido aula de música, agora quero montar uma banda.”

Fonte: Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Ubatuba.
Vale Educação
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:21  comentar


Aulas extra-curriculares, como dança, artes e música acontecem em diversas escolas municipais e trazem os alunos para a escola em períodos opostos aos das aulas comuns, evitando que fiquem nas ruas

Bateria, violão, teclado, baixo,cavaquinho e... xadrez! Alunos da Escola Municipal Marina Salete Nepomuceno do Amaral estão tendo contato com instrumentos musicais e aprendendo a música por meio de jogos de xadrez.
O projeto que teve início em maio deste ano, conta com 120 participantes. As aulas acontecem nos períodos da manhã e da tarde e os alunos podem participar todos os dias, se quiserem.
Para cada peça do jogo, uma nota musical e assim, os alunos vão decorando tanto as peças de xadrez quanto as notas musicais.
O monitor de música, Samuel Guilherme Dutra, explica que uma atividade complementa a outra e as duas são bastante benéficas para o desenvolvimento mental das crianças.
“A música, assim como o xadrez, exige bastante concentração e treino. Esta é uma forma divertida de fazer com que eles desenvolvam o raciocínio e se tornem mais disciplinados.”
Mas não é só aula de música que a escola oferece, também é possível fazer aulas de dança e de artes no período oposto ao das aulas curriculares. E quem não é aluno da escola também pode participar. Basta que o pai ou responsável compareça à secretaria com documentos da criança para inscrevê-la.
A professora de dança, Ana Cláudia de Oliveira, afirma que as atividades extra-curriculares trazem bons resultados para dentro da sala de aula.
“Os alunos ficam mais calmos e se esforçam mais, porque se não tiverem boas notas, não podem participar. Passam a ter mais cuidado com a aparência e com a alimentação. Além disso, esses cursos podem contribuir para descobrirmos talentos e mudar a realidade de muitas crianças. Se todas as crianças tivessem esta oportunidade, teríamos um mundo com menos violência e drogas.”
O aluno Bruno Guilherme dos Santos, de 12 anos, está fazendo aulas de música e afirma que se apaixonou pela bateria. “Estou gostando muito. Antes, eu ficava na rua, agora estou achando mais legal ficar dentro da escola e aprender. Nunca tinha tido aula de música, agora quero montar uma banda.”

Fonte: Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Ubatuba.
Vale Educação
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Aulas extra-curriculares, como dança, artes e música acontecem em diversas escolas municipais e trazem os alunos para a escola em períodos opostos aos das aulas comuns, evitando que fiquem nas ruas

Bateria, violão, teclado, baixo,cavaquinho e... xadrez! Alunos da Escola Municipal Marina Salete Nepomuceno do Amaral estão tendo contato com instrumentos musicais e aprendendo a música por meio de jogos de xadrez.
O projeto que teve início em maio deste ano, conta com 120 participantes. As aulas acontecem nos períodos da manhã e da tarde e os alunos podem participar todos os dias, se quiserem.
Para cada peça do jogo, uma nota musical e assim, os alunos vão decorando tanto as peças de xadrez quanto as notas musicais.
O monitor de música, Samuel Guilherme Dutra, explica que uma atividade complementa a outra e as duas são bastante benéficas para o desenvolvimento mental das crianças.
“A música, assim como o xadrez, exige bastante concentração e treino. Esta é uma forma divertida de fazer com que eles desenvolvam o raciocínio e se tornem mais disciplinados.”
Mas não é só aula de música que a escola oferece, também é possível fazer aulas de dança e de artes no período oposto ao das aulas curriculares. E quem não é aluno da escola também pode participar. Basta que o pai ou responsável compareça à secretaria com documentos da criança para inscrevê-la.
A professora de dança, Ana Cláudia de Oliveira, afirma que as atividades extra-curriculares trazem bons resultados para dentro da sala de aula.
“Os alunos ficam mais calmos e se esforçam mais, porque se não tiverem boas notas, não podem participar. Passam a ter mais cuidado com a aparência e com a alimentação. Além disso, esses cursos podem contribuir para descobrirmos talentos e mudar a realidade de muitas crianças. Se todas as crianças tivessem esta oportunidade, teríamos um mundo com menos violência e drogas.”
O aluno Bruno Guilherme dos Santos, de 12 anos, está fazendo aulas de música e afirma que se apaixonou pela bateria. “Estou gostando muito. Antes, eu ficava na rua, agora estou achando mais legal ficar dentro da escola e aprender. Nunca tinha tido aula de música, agora quero montar uma banda.”

Fonte: Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Ubatuba.
Vale Educação
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O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul determinou a interdição cautelar do médico pediatra Sérgio Roberto Gonçalves Crespo, de São Gabriel, na última sexta-feira. Isso significa que o médico está proibido de exercer a profissão nos próximos seis meses, enquanto o conselho de ética da entidade avalia se o interdita permanentemente ou se permite que ele volte a atender pacientes. A decisão foi baseada na condenação do médico em um processo de pedofilia. Ele foi preso em maio de 2007, durante a Operação Lobo Mau, que investigava uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em São Gabriel. Crespo foi condenado, inicialmente, a 15 anos de prisão. Depois, recorreu da decisão e a pena foi reduzida para seis anos. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça confirmou esta última sentença, condenando-o a seis anos de cadeia por atentado violento ao pudor contra uma menina. Quando a sentença transitou em julgado, a promotora de Justiça de São Gabriel Ivana Machado Battaglin encaminhou o acórdão ao Cremers. O médico chegou a ser preso em regime fechado, mas, atualmente, cumpre pena no semiaberto (dorme na cadeia). De acordo com o presidente do Cremers, Cláudio Balduíno Souto Franzen, as acusações pelas quais o médico responde são incompatíveis com a profissão. Franzen acrescenta que Crespo deve passar por exames psiquiátricos e deverá responder a uma sindicância nos próximos seis meses. Este é o prazo que o Cremers tem para decidir se o pediatra poderá voltar a atender pacientes ou se deverá ser interditado permanentemente. Procurado pelo Diário de Santa Maria, em São Gabriel, Crespo disse que não foi comunicado da interdição cautelar pelo Cremers. Por isso, não se manifestaria sobre o assunto. O advogado do médico, Sergio de Carvalho Gomes, afirmou que vai examinar a decisão para entrar com um recurso na entidade.


Fonte: Zero Hora
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O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul determinou a interdição cautelar do médico pediatra Sérgio Roberto Gonçalves Crespo, de São Gabriel, na última sexta-feira. Isso significa que o médico está proibido de exercer a profissão nos próximos seis meses, enquanto o conselho de ética da entidade avalia se o interdita permanentemente ou se permite que ele volte a atender pacientes. A decisão foi baseada na condenação do médico em um processo de pedofilia. Ele foi preso em maio de 2007, durante a Operação Lobo Mau, que investigava uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em São Gabriel. Crespo foi condenado, inicialmente, a 15 anos de prisão. Depois, recorreu da decisão e a pena foi reduzida para seis anos. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça confirmou esta última sentença, condenando-o a seis anos de cadeia por atentado violento ao pudor contra uma menina. Quando a sentença transitou em julgado, a promotora de Justiça de São Gabriel Ivana Machado Battaglin encaminhou o acórdão ao Cremers. O médico chegou a ser preso em regime fechado, mas, atualmente, cumpre pena no semiaberto (dorme na cadeia). De acordo com o presidente do Cremers, Cláudio Balduíno Souto Franzen, as acusações pelas quais o médico responde são incompatíveis com a profissão. Franzen acrescenta que Crespo deve passar por exames psiquiátricos e deverá responder a uma sindicância nos próximos seis meses. Este é o prazo que o Cremers tem para decidir se o pediatra poderá voltar a atender pacientes ou se deverá ser interditado permanentemente. Procurado pelo Diário de Santa Maria, em São Gabriel, Crespo disse que não foi comunicado da interdição cautelar pelo Cremers. Por isso, não se manifestaria sobre o assunto. O advogado do médico, Sergio de Carvalho Gomes, afirmou que vai examinar a decisão para entrar com um recurso na entidade.


Fonte: Zero Hora
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O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul determinou a interdição cautelar do médico pediatra Sérgio Roberto Gonçalves Crespo, de São Gabriel, na última sexta-feira. Isso significa que o médico está proibido de exercer a profissão nos próximos seis meses, enquanto o conselho de ética da entidade avalia se o interdita permanentemente ou se permite que ele volte a atender pacientes. A decisão foi baseada na condenação do médico em um processo de pedofilia. Ele foi preso em maio de 2007, durante a Operação Lobo Mau, que investigava uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em São Gabriel. Crespo foi condenado, inicialmente, a 15 anos de prisão. Depois, recorreu da decisão e a pena foi reduzida para seis anos. Em maio deste ano, o Tribunal de Justiça confirmou esta última sentença, condenando-o a seis anos de cadeia por atentado violento ao pudor contra uma menina. Quando a sentença transitou em julgado, a promotora de Justiça de São Gabriel Ivana Machado Battaglin encaminhou o acórdão ao Cremers. O médico chegou a ser preso em regime fechado, mas, atualmente, cumpre pena no semiaberto (dorme na cadeia). De acordo com o presidente do Cremers, Cláudio Balduíno Souto Franzen, as acusações pelas quais o médico responde são incompatíveis com a profissão. Franzen acrescenta que Crespo deve passar por exames psiquiátricos e deverá responder a uma sindicância nos próximos seis meses. Este é o prazo que o Cremers tem para decidir se o pediatra poderá voltar a atender pacientes ou se deverá ser interditado permanentemente. Procurado pelo Diário de Santa Maria, em São Gabriel, Crespo disse que não foi comunicado da interdição cautelar pelo Cremers. Por isso, não se manifestaria sobre o assunto. O advogado do médico, Sergio de Carvalho Gomes, afirmou que vai examinar a decisão para entrar com um recurso na entidade.


Fonte: Zero Hora
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Dirigindo a 100 km/h, motorista comum percorre 60 metros até conseguir pisar no freio ou desviar de obstáculo, por exemplo
O cérebro de um motorista leva, em média, 2,5 segundos para observar um obstáculo, processar a informação e reagir, informa Archimedes Raia Jr., engenheiro, mestre e doutor em engenharia de transportes e professor pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao trafegar a 100 quilômetros por hora, o condutor percorrerá cerca de 25 metros a cada segundo. Serão mais de 60 metros nos 2,5 segundos da reação.
“Se estiver a 200 quilômetros por hora, fará 50 metros por segundo. Se bobear para pisar no freio, já passou a hora de frear”, ressalta Marcos Serra Negra Camerini, engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Ele ainda destaca algo já constatado na prática por muita gente: ao conduzir veículos modernos, mesmo com o velocímetro a quase 200 quilômetros por hora, o conforto do motorista é tanto que não difere muito a situação de estar em uma poltrona confortável.
“Aqui no Brasil, como na maioria dos países do mundo, tem limite de velocidade. Mas na Alemanha, por exemplo, há as autobans, que não têm. Pode jogar 250 quilômetros por hora, desde que você saiba fazer isso e tenha carro para tal”, comenta Camerini. No entanto, especialmente no Brasil, as pessoas não estão preparadas para imprimir alta velocidade. Pior: não têm noção temporal para fazer ultrapassagens, por exemplo, avalia o engenheiro mecânico.
“O que a pessoa tem de saber, em primeiro lugar, é o tempo de reação. Mas as auto-escolas não dão essa noção. Na minha opinião, elas ensinam a tirar carta, não a dirigir”, comenta. Por essa razão, os limites estabelecidos em placas situadas em rodovias, ruas e avenidas levam em consideração o motorista médio, aponta Camerini.

Velocímetro engana
O velocímetro de muitos carros populares apontam como velocidade máxima 220 quilômetros por hora. Não significa, no entanto, que o veículo alcance essa velocidade. “É marketing para vender carro. Não chega nisso. Carros muito bons chegam a 180, 190 quilômetros por hora. Para passar de 200, o carro tem que ser excelente. Carros velozes são poucos e para poucos. Devem ser usados em estradas especiais”, comenta Camerini.
De acordo com o engenheiro mecânico, a velocidade marcada pelo velocímetro é bem próxima do real, com variação de 5% a 10%. Em dado momento, o marcador não sairá dos 170 quilômetros por hora, por exemplo, mesmo com o acelerador afundado. Ainda que os ponteiros dos automóveis não cheguem ao final do marcador, para Archimedes Raia Jr., engenheiro e pesquisador da UFSCar, eles são bastante velozes no Brasil.
“Hoje, o conceito de carro é mundial. O carro dá uma sensação de poder, mas a velocidade é um prazer que as pessoas sentem. Esse prazer supera o medo e é isso o negativo da coisa”, finaliza Raia Jr.

Por:Luciana La Fortezza
Jornal da Cidade - Bauru
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Dirigindo a 100 km/h, motorista comum percorre 60 metros até conseguir pisar no freio ou desviar de obstáculo, por exemplo
O cérebro de um motorista leva, em média, 2,5 segundos para observar um obstáculo, processar a informação e reagir, informa Archimedes Raia Jr., engenheiro, mestre e doutor em engenharia de transportes e professor pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao trafegar a 100 quilômetros por hora, o condutor percorrerá cerca de 25 metros a cada segundo. Serão mais de 60 metros nos 2,5 segundos da reação.
“Se estiver a 200 quilômetros por hora, fará 50 metros por segundo. Se bobear para pisar no freio, já passou a hora de frear”, ressalta Marcos Serra Negra Camerini, engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Ele ainda destaca algo já constatado na prática por muita gente: ao conduzir veículos modernos, mesmo com o velocímetro a quase 200 quilômetros por hora, o conforto do motorista é tanto que não difere muito a situação de estar em uma poltrona confortável.
“Aqui no Brasil, como na maioria dos países do mundo, tem limite de velocidade. Mas na Alemanha, por exemplo, há as autobans, que não têm. Pode jogar 250 quilômetros por hora, desde que você saiba fazer isso e tenha carro para tal”, comenta Camerini. No entanto, especialmente no Brasil, as pessoas não estão preparadas para imprimir alta velocidade. Pior: não têm noção temporal para fazer ultrapassagens, por exemplo, avalia o engenheiro mecânico.
“O que a pessoa tem de saber, em primeiro lugar, é o tempo de reação. Mas as auto-escolas não dão essa noção. Na minha opinião, elas ensinam a tirar carta, não a dirigir”, comenta. Por essa razão, os limites estabelecidos em placas situadas em rodovias, ruas e avenidas levam em consideração o motorista médio, aponta Camerini.

Velocímetro engana
O velocímetro de muitos carros populares apontam como velocidade máxima 220 quilômetros por hora. Não significa, no entanto, que o veículo alcance essa velocidade. “É marketing para vender carro. Não chega nisso. Carros muito bons chegam a 180, 190 quilômetros por hora. Para passar de 200, o carro tem que ser excelente. Carros velozes são poucos e para poucos. Devem ser usados em estradas especiais”, comenta Camerini.
De acordo com o engenheiro mecânico, a velocidade marcada pelo velocímetro é bem próxima do real, com variação de 5% a 10%. Em dado momento, o marcador não sairá dos 170 quilômetros por hora, por exemplo, mesmo com o acelerador afundado. Ainda que os ponteiros dos automóveis não cheguem ao final do marcador, para Archimedes Raia Jr., engenheiro e pesquisador da UFSCar, eles são bastante velozes no Brasil.
“Hoje, o conceito de carro é mundial. O carro dá uma sensação de poder, mas a velocidade é um prazer que as pessoas sentem. Esse prazer supera o medo e é isso o negativo da coisa”, finaliza Raia Jr.

Por:Luciana La Fortezza
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Dirigindo a 100 km/h, motorista comum percorre 60 metros até conseguir pisar no freio ou desviar de obstáculo, por exemplo
O cérebro de um motorista leva, em média, 2,5 segundos para observar um obstáculo, processar a informação e reagir, informa Archimedes Raia Jr., engenheiro, mestre e doutor em engenharia de transportes e professor pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao trafegar a 100 quilômetros por hora, o condutor percorrerá cerca de 25 metros a cada segundo. Serão mais de 60 metros nos 2,5 segundos da reação.
“Se estiver a 200 quilômetros por hora, fará 50 metros por segundo. Se bobear para pisar no freio, já passou a hora de frear”, ressalta Marcos Serra Negra Camerini, engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Ele ainda destaca algo já constatado na prática por muita gente: ao conduzir veículos modernos, mesmo com o velocímetro a quase 200 quilômetros por hora, o conforto do motorista é tanto que não difere muito a situação de estar em uma poltrona confortável.
“Aqui no Brasil, como na maioria dos países do mundo, tem limite de velocidade. Mas na Alemanha, por exemplo, há as autobans, que não têm. Pode jogar 250 quilômetros por hora, desde que você saiba fazer isso e tenha carro para tal”, comenta Camerini. No entanto, especialmente no Brasil, as pessoas não estão preparadas para imprimir alta velocidade. Pior: não têm noção temporal para fazer ultrapassagens, por exemplo, avalia o engenheiro mecânico.
“O que a pessoa tem de saber, em primeiro lugar, é o tempo de reação. Mas as auto-escolas não dão essa noção. Na minha opinião, elas ensinam a tirar carta, não a dirigir”, comenta. Por essa razão, os limites estabelecidos em placas situadas em rodovias, ruas e avenidas levam em consideração o motorista médio, aponta Camerini.

Velocímetro engana
O velocímetro de muitos carros populares apontam como velocidade máxima 220 quilômetros por hora. Não significa, no entanto, que o veículo alcance essa velocidade. “É marketing para vender carro. Não chega nisso. Carros muito bons chegam a 180, 190 quilômetros por hora. Para passar de 200, o carro tem que ser excelente. Carros velozes são poucos e para poucos. Devem ser usados em estradas especiais”, comenta Camerini.
De acordo com o engenheiro mecânico, a velocidade marcada pelo velocímetro é bem próxima do real, com variação de 5% a 10%. Em dado momento, o marcador não sairá dos 170 quilômetros por hora, por exemplo, mesmo com o acelerador afundado. Ainda que os ponteiros dos automóveis não cheguem ao final do marcador, para Archimedes Raia Jr., engenheiro e pesquisador da UFSCar, eles são bastante velozes no Brasil.
“Hoje, o conceito de carro é mundial. O carro dá uma sensação de poder, mas a velocidade é um prazer que as pessoas sentem. Esse prazer supera o medo e é isso o negativo da coisa”, finaliza Raia Jr.

Por:Luciana La Fortezza
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Aplicação do acordo internacional tem sido controversa

A batalha judicial entre o padrasto brasileiro e o pai americano por um menino de 9 anos desde a morte da mãe brasileira, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), põe em questão a aplicação da Convenção de Haia no Brasil O acordo internacional firmado em 1980 para evitar o sequestro internacional por um dos pais foi incorporado pelo Brasil em 2000 (decreto 3.413/00), mas sua aplicação tem sido controversa pela difícil separação dos preceitos constitucionais de soberania, de proteção à família e aos direitos fundamentais da criança e do adolescente. No entanto, a legislação tem sido valorizada pelo STF, que mantém em seu site um link para o texto da convenção e ações para a sua divulgação no meio jurídico.
O link aponta para textos do Grupo Permanente de Estudos sobre a Convenção de Haia de 1980, que foi criado pela ministra Ellen Gracie em 2006. A ex-presidente do STF é defensora do compromisso internacional do Brasil com a convenção e chegou a ser cotada para a Corte de Haia.
Entre os textos que o site do STF oferece estão decisões judiciais que aplicaram a legislação. Um dos exemplos é justamente o caso de S.. Numa ironia do destino, uma outra peça disponível no site do STF é uma sentença do juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva, de março de 2007, da mesma 16ª Vara Federal do Rio que na última segunda-feira determinou a volta imediata de S. aos Estados Unidos.
Numa decisão muito parecida à do juiz do caso de S., Rafael Pereira Pinto, o magistrado atende ao pedido dos advogados de um pai canadense e determina a volta de um menino que vive no Brasil com a mãe desde 2004, depois de deixar o Canadá sem avisar o pai. Os advogados dele eram o padrasto de S., João Paulo Lins e Silva, e seu pai, Paulo Lins e Silva, líder de uma das bancas de direito de família mais prestigiadas do Rio.
O principal instrumento deles A Convenção de Haia. João Paulo admite ter atuado nesse caso, que acabou reformado em instâncias superiores, mas diz que são dinâmicas diferentes. O voto do juiz federal José Antônio Lisboa Vieira, convocado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, de 2007, mostra sua posição divergente no processo em que Bruna Bianchi, a mãe do menino, venceu o pai americano, David Goldman, na primeira tentativa dele de repatriar o filho.
A convenção prevê o retorno imediato de uma criança transferida para outro país sem o consentimento de um dos pais, para que o juiz de sua residência de origem decida sobre a sua guarda. Uma das exceções é quando já se passou mais de um ano da transferência e a criança está adaptada a seu novo meio.
No texto apresentado como exemplo no site do STF, Vieira argumenta que, embora àquela altura S. já estivesse no Brasil há mais de dois anos, a exceção não poderia sequer ser avaliada porque Goldman havia recorrido à Justiça ainda em 2004, poucos meses depois de ela ter deixado os Estados Unidos.
Ele argumenta que esse é o prazo que conta na convenção justamente para evitar que o raptor se beneficie de uma eventual demora da Justiça em cumpri-la.

QUEDA DE BRAÇO
O caso de S. ganhou repercussão no Brasil e nos Estados Unidos em 2008, após a morte dramática da mãe dele no parto da segunda filha, em agosto de 2008. O padrasto passou a reivindicar a paternidade socioafetiva do menino, levando Goldman a uma nova queda de braço judicial, com a adesão até da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
O último lance da trama se deu na terça-feira (02), quando o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu liminar suspendendo a sentença que havia determinado a volta de S. aos Estados Unidos em 48 horas. O juiz caracterizou, à luz da Convenção de Haia, que o menino está sob "retenção ilícita" no Brasil desde 2004 e já deveria ter voltado aos Estados Unidos, onde a questão da guarda deveria ser então resolvida definitivamente.
No entanto, Mello aceitou o argumento do Partido Progressista (PP), que recorreu à dupla nacionalidade do menino, para denunciar a remoção abrupta de um brasileiro sem o respeito a seus direitos fundamentais.
Desde 2004, enquanto a Justiça discutia a competência para decidir o caso, S. viveu cinco anos no Brasil, a maior parte de sua vida, onde criou raízes tão fortes com uma meia-irmã de oito meses. Além de ter encontrado no padrasto nova figura paterna, convive com os avós maternos que acabaram de perder a filha.
Por outro lado, separado do pai aos 4 anos, não consolidou laços com ele, tios e avós paternos nos Estados Unidos. "Hoje em dia, não sei qual seria a pior situação. Determinar o retorno da criança é uma violência, mas não determinar também é uma violência", constata Carmen Tibúrcio, professora de Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio (Uerj).
Para ela, a culpa pelo dilema é da morosidade da Justiça. "Essa situação toda foi criada porque, de início, não se respeitou uma regra muito clara. A visão de que o destino da criança brasileira só pode ser decidido pelo juiz brasileiro é equivocada", avalia Carmen. Ela frisa que a convenção não determina que a criança seja devolvida ao pai, mas ao país de residência habitual. "O juiz de lá é que vai ter condições de recolher provas dos dois lados. Essa é a ideia da convenção", afirma, acrescentando que Bruna poderia ter voltado aos Estados Unidos e, assim, conquistado a guarda legal do menino.
Advogada especializada em direito de família, a ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Maria Berenice Dias concorda que a lentidão do direito de família no Brasil complicou o caso de S., mas diz que o menino é o último a pagar por isso. Ela acredita que o STF deve seguir a tendência de privilegiar a questão socioafetiva que tem se desenhado nas varas de família.
"O lado afetivo cada vez mais serve de apoio à nossa Justiça, em lugar de um legalismo horroroso que está na convenção. Ninguém está olhando essa criança e seus sentimentos. Não podemos sacrificar um menino pelo medo de que o Brasil sofra retaliações políticas. Seria a situação mais perversa de todas", diz Berenice, referindo-se à posição da Advocacia-Geral da União pela volta do menino diante dos processos de regresso de crianças brasileiras do exterior sob o mesmo mecanismo.
"Ao decidir um caso, atentar a um princípio constitucional não é descumprir o acordo internacional. Existe uma doutrina, exceções previstas na própria convenção, para isso." Carmen concorda, mas lembra que o interesse maior do menino pode não ser ficar no Brasil, mas a chance de conviver com a família americana.
Para ela, deixar de aplicar a convenção pode significar um prêmio para quem separou ou manteve o menino longe do pai irregularmente. "Não se pode premiar um comportamento ilícito. A convenção fala em sequestro no título porque, sem dúvida, é uma conduta contrária à lei. Não é pelo passar do tempo e a utilização de vários recursos e subterfúgios que aquilo que era ilegal vai se tornar legal."



Bem Paraná
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Aplicação do acordo internacional tem sido controversa

A batalha judicial entre o padrasto brasileiro e o pai americano por um menino de 9 anos desde a morte da mãe brasileira, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), põe em questão a aplicação da Convenção de Haia no Brasil O acordo internacional firmado em 1980 para evitar o sequestro internacional por um dos pais foi incorporado pelo Brasil em 2000 (decreto 3.413/00), mas sua aplicação tem sido controversa pela difícil separação dos preceitos constitucionais de soberania, de proteção à família e aos direitos fundamentais da criança e do adolescente. No entanto, a legislação tem sido valorizada pelo STF, que mantém em seu site um link para o texto da convenção e ações para a sua divulgação no meio jurídico.
O link aponta para textos do Grupo Permanente de Estudos sobre a Convenção de Haia de 1980, que foi criado pela ministra Ellen Gracie em 2006. A ex-presidente do STF é defensora do compromisso internacional do Brasil com a convenção e chegou a ser cotada para a Corte de Haia.
Entre os textos que o site do STF oferece estão decisões judiciais que aplicaram a legislação. Um dos exemplos é justamente o caso de S.. Numa ironia do destino, uma outra peça disponível no site do STF é uma sentença do juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva, de março de 2007, da mesma 16ª Vara Federal do Rio que na última segunda-feira determinou a volta imediata de S. aos Estados Unidos.
Numa decisão muito parecida à do juiz do caso de S., Rafael Pereira Pinto, o magistrado atende ao pedido dos advogados de um pai canadense e determina a volta de um menino que vive no Brasil com a mãe desde 2004, depois de deixar o Canadá sem avisar o pai. Os advogados dele eram o padrasto de S., João Paulo Lins e Silva, e seu pai, Paulo Lins e Silva, líder de uma das bancas de direito de família mais prestigiadas do Rio.
O principal instrumento deles A Convenção de Haia. João Paulo admite ter atuado nesse caso, que acabou reformado em instâncias superiores, mas diz que são dinâmicas diferentes. O voto do juiz federal José Antônio Lisboa Vieira, convocado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, de 2007, mostra sua posição divergente no processo em que Bruna Bianchi, a mãe do menino, venceu o pai americano, David Goldman, na primeira tentativa dele de repatriar o filho.
A convenção prevê o retorno imediato de uma criança transferida para outro país sem o consentimento de um dos pais, para que o juiz de sua residência de origem decida sobre a sua guarda. Uma das exceções é quando já se passou mais de um ano da transferência e a criança está adaptada a seu novo meio.
No texto apresentado como exemplo no site do STF, Vieira argumenta que, embora àquela altura S. já estivesse no Brasil há mais de dois anos, a exceção não poderia sequer ser avaliada porque Goldman havia recorrido à Justiça ainda em 2004, poucos meses depois de ela ter deixado os Estados Unidos.
Ele argumenta que esse é o prazo que conta na convenção justamente para evitar que o raptor se beneficie de uma eventual demora da Justiça em cumpri-la.

QUEDA DE BRAÇO
O caso de S. ganhou repercussão no Brasil e nos Estados Unidos em 2008, após a morte dramática da mãe dele no parto da segunda filha, em agosto de 2008. O padrasto passou a reivindicar a paternidade socioafetiva do menino, levando Goldman a uma nova queda de braço judicial, com a adesão até da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
O último lance da trama se deu na terça-feira (02), quando o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu liminar suspendendo a sentença que havia determinado a volta de S. aos Estados Unidos em 48 horas. O juiz caracterizou, à luz da Convenção de Haia, que o menino está sob "retenção ilícita" no Brasil desde 2004 e já deveria ter voltado aos Estados Unidos, onde a questão da guarda deveria ser então resolvida definitivamente.
No entanto, Mello aceitou o argumento do Partido Progressista (PP), que recorreu à dupla nacionalidade do menino, para denunciar a remoção abrupta de um brasileiro sem o respeito a seus direitos fundamentais.
Desde 2004, enquanto a Justiça discutia a competência para decidir o caso, S. viveu cinco anos no Brasil, a maior parte de sua vida, onde criou raízes tão fortes com uma meia-irmã de oito meses. Além de ter encontrado no padrasto nova figura paterna, convive com os avós maternos que acabaram de perder a filha.
Por outro lado, separado do pai aos 4 anos, não consolidou laços com ele, tios e avós paternos nos Estados Unidos. "Hoje em dia, não sei qual seria a pior situação. Determinar o retorno da criança é uma violência, mas não determinar também é uma violência", constata Carmen Tibúrcio, professora de Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio (Uerj).
Para ela, a culpa pelo dilema é da morosidade da Justiça. "Essa situação toda foi criada porque, de início, não se respeitou uma regra muito clara. A visão de que o destino da criança brasileira só pode ser decidido pelo juiz brasileiro é equivocada", avalia Carmen. Ela frisa que a convenção não determina que a criança seja devolvida ao pai, mas ao país de residência habitual. "O juiz de lá é que vai ter condições de recolher provas dos dois lados. Essa é a ideia da convenção", afirma, acrescentando que Bruna poderia ter voltado aos Estados Unidos e, assim, conquistado a guarda legal do menino.
Advogada especializada em direito de família, a ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Maria Berenice Dias concorda que a lentidão do direito de família no Brasil complicou o caso de S., mas diz que o menino é o último a pagar por isso. Ela acredita que o STF deve seguir a tendência de privilegiar a questão socioafetiva que tem se desenhado nas varas de família.
"O lado afetivo cada vez mais serve de apoio à nossa Justiça, em lugar de um legalismo horroroso que está na convenção. Ninguém está olhando essa criança e seus sentimentos. Não podemos sacrificar um menino pelo medo de que o Brasil sofra retaliações políticas. Seria a situação mais perversa de todas", diz Berenice, referindo-se à posição da Advocacia-Geral da União pela volta do menino diante dos processos de regresso de crianças brasileiras do exterior sob o mesmo mecanismo.
"Ao decidir um caso, atentar a um princípio constitucional não é descumprir o acordo internacional. Existe uma doutrina, exceções previstas na própria convenção, para isso." Carmen concorda, mas lembra que o interesse maior do menino pode não ser ficar no Brasil, mas a chance de conviver com a família americana.
Para ela, deixar de aplicar a convenção pode significar um prêmio para quem separou ou manteve o menino longe do pai irregularmente. "Não se pode premiar um comportamento ilícito. A convenção fala em sequestro no título porque, sem dúvida, é uma conduta contrária à lei. Não é pelo passar do tempo e a utilização de vários recursos e subterfúgios que aquilo que era ilegal vai se tornar legal."



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Aplicação do acordo internacional tem sido controversa

A batalha judicial entre o padrasto brasileiro e o pai americano por um menino de 9 anos desde a morte da mãe brasileira, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), põe em questão a aplicação da Convenção de Haia no Brasil O acordo internacional firmado em 1980 para evitar o sequestro internacional por um dos pais foi incorporado pelo Brasil em 2000 (decreto 3.413/00), mas sua aplicação tem sido controversa pela difícil separação dos preceitos constitucionais de soberania, de proteção à família e aos direitos fundamentais da criança e do adolescente. No entanto, a legislação tem sido valorizada pelo STF, que mantém em seu site um link para o texto da convenção e ações para a sua divulgação no meio jurídico.
O link aponta para textos do Grupo Permanente de Estudos sobre a Convenção de Haia de 1980, que foi criado pela ministra Ellen Gracie em 2006. A ex-presidente do STF é defensora do compromisso internacional do Brasil com a convenção e chegou a ser cotada para a Corte de Haia.
Entre os textos que o site do STF oferece estão decisões judiciais que aplicaram a legislação. Um dos exemplos é justamente o caso de S.. Numa ironia do destino, uma outra peça disponível no site do STF é uma sentença do juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva, de março de 2007, da mesma 16ª Vara Federal do Rio que na última segunda-feira determinou a volta imediata de S. aos Estados Unidos.
Numa decisão muito parecida à do juiz do caso de S., Rafael Pereira Pinto, o magistrado atende ao pedido dos advogados de um pai canadense e determina a volta de um menino que vive no Brasil com a mãe desde 2004, depois de deixar o Canadá sem avisar o pai. Os advogados dele eram o padrasto de S., João Paulo Lins e Silva, e seu pai, Paulo Lins e Silva, líder de uma das bancas de direito de família mais prestigiadas do Rio.
O principal instrumento deles A Convenção de Haia. João Paulo admite ter atuado nesse caso, que acabou reformado em instâncias superiores, mas diz que são dinâmicas diferentes. O voto do juiz federal José Antônio Lisboa Vieira, convocado ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, de 2007, mostra sua posição divergente no processo em que Bruna Bianchi, a mãe do menino, venceu o pai americano, David Goldman, na primeira tentativa dele de repatriar o filho.
A convenção prevê o retorno imediato de uma criança transferida para outro país sem o consentimento de um dos pais, para que o juiz de sua residência de origem decida sobre a sua guarda. Uma das exceções é quando já se passou mais de um ano da transferência e a criança está adaptada a seu novo meio.
No texto apresentado como exemplo no site do STF, Vieira argumenta que, embora àquela altura S. já estivesse no Brasil há mais de dois anos, a exceção não poderia sequer ser avaliada porque Goldman havia recorrido à Justiça ainda em 2004, poucos meses depois de ela ter deixado os Estados Unidos.
Ele argumenta que esse é o prazo que conta na convenção justamente para evitar que o raptor se beneficie de uma eventual demora da Justiça em cumpri-la.

QUEDA DE BRAÇO
O caso de S. ganhou repercussão no Brasil e nos Estados Unidos em 2008, após a morte dramática da mãe dele no parto da segunda filha, em agosto de 2008. O padrasto passou a reivindicar a paternidade socioafetiva do menino, levando Goldman a uma nova queda de braço judicial, com a adesão até da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
O último lance da trama se deu na terça-feira (02), quando o ministro do STF Marco Aurélio Mello concedeu liminar suspendendo a sentença que havia determinado a volta de S. aos Estados Unidos em 48 horas. O juiz caracterizou, à luz da Convenção de Haia, que o menino está sob "retenção ilícita" no Brasil desde 2004 e já deveria ter voltado aos Estados Unidos, onde a questão da guarda deveria ser então resolvida definitivamente.
No entanto, Mello aceitou o argumento do Partido Progressista (PP), que recorreu à dupla nacionalidade do menino, para denunciar a remoção abrupta de um brasileiro sem o respeito a seus direitos fundamentais.
Desde 2004, enquanto a Justiça discutia a competência para decidir o caso, S. viveu cinco anos no Brasil, a maior parte de sua vida, onde criou raízes tão fortes com uma meia-irmã de oito meses. Além de ter encontrado no padrasto nova figura paterna, convive com os avós maternos que acabaram de perder a filha.
Por outro lado, separado do pai aos 4 anos, não consolidou laços com ele, tios e avós paternos nos Estados Unidos. "Hoje em dia, não sei qual seria a pior situação. Determinar o retorno da criança é uma violência, mas não determinar também é uma violência", constata Carmen Tibúrcio, professora de Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio (Uerj).
Para ela, a culpa pelo dilema é da morosidade da Justiça. "Essa situação toda foi criada porque, de início, não se respeitou uma regra muito clara. A visão de que o destino da criança brasileira só pode ser decidido pelo juiz brasileiro é equivocada", avalia Carmen. Ela frisa que a convenção não determina que a criança seja devolvida ao pai, mas ao país de residência habitual. "O juiz de lá é que vai ter condições de recolher provas dos dois lados. Essa é a ideia da convenção", afirma, acrescentando que Bruna poderia ter voltado aos Estados Unidos e, assim, conquistado a guarda legal do menino.
Advogada especializada em direito de família, a ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Maria Berenice Dias concorda que a lentidão do direito de família no Brasil complicou o caso de S., mas diz que o menino é o último a pagar por isso. Ela acredita que o STF deve seguir a tendência de privilegiar a questão socioafetiva que tem se desenhado nas varas de família.
"O lado afetivo cada vez mais serve de apoio à nossa Justiça, em lugar de um legalismo horroroso que está na convenção. Ninguém está olhando essa criança e seus sentimentos. Não podemos sacrificar um menino pelo medo de que o Brasil sofra retaliações políticas. Seria a situação mais perversa de todas", diz Berenice, referindo-se à posição da Advocacia-Geral da União pela volta do menino diante dos processos de regresso de crianças brasileiras do exterior sob o mesmo mecanismo.
"Ao decidir um caso, atentar a um princípio constitucional não é descumprir o acordo internacional. Existe uma doutrina, exceções previstas na própria convenção, para isso." Carmen concorda, mas lembra que o interesse maior do menino pode não ser ficar no Brasil, mas a chance de conviver com a família americana.
Para ela, deixar de aplicar a convenção pode significar um prêmio para quem separou ou manteve o menino longe do pai irregularmente. "Não se pode premiar um comportamento ilícito. A convenção fala em sequestro no título porque, sem dúvida, é uma conduta contrária à lei. Não é pelo passar do tempo e a utilização de vários recursos e subterfúgios que aquilo que era ilegal vai se tornar legal."



Bem Paraná
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KIGALI, Ruanda - O quadro de uma Ruanda triste e melancólica, com a população vivendo à sombra de um genocídio, ganha novos tons. Alegres talvez seja a palavra mais apropriada para descrever os habitantes deste país localizado na região dos Grandes Lagos, na África Central. Mais fascinante do que qualquer beleza natural - e são muitas - o sorriso no rosto das crianças é o melhor de todos os cartões-postais. A simpatia do povo inspira o lema de Ruanda, chamado de "o país das mil colinas e dos milhões de sorrisos".
Claro que as marcas do conflito, que há 15 anos deixou 800 mil mortos, ainda estão espalhadas pela população do país. Mas Ruanda é muito mais do que cenário de uma tragédia étnica. O país abriga os gorilas-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. Ruanda e os vizinhos Uganda e República Democrática do Congo, ambos ao Norte, são os únicos países onde o gorila-das-montanhas pode ser encontrado. A população da espécie foi reduzida em até 60% nas últimas décadas, devido à caça e à epidemia do vírus Ebola. Muitos foram mortos na época do genocídio ou durante a guerra civil na RDC, nos anos seguintes. Hoje Ruanda faz campanha pela preservação dos animais. Nos hotéis de Kigali, a capital, cartazes convocam as pessoas para escolher nomes de recém-nascidos bebês gorilas, as principais estrelas do turismo ruandês.
Ruanda tem também o belíssimo Lago Kivu, vulcões adormecidos e belas montanhas que tomam quase todo o seu território. Não à toa, o turismo é uma das fontes de renda que contribuem para reerguer a economia após o fim da violência étnica. E faz mais: ajuda a recuperar a autoestima do povo e a imagem do país no restante do mundo.
O país ainda preserva traços europeus da colonização belga. Cerca de 90% da população vive das plantações de banana, café e chá. Ruanda é um dos menores países do continente - sua área de 26.338km é quase da metade do tamanho do Estado do Rio - e um dos mais populosos, com mais de oito milhões de habitantes. Sua extensão e as boas condições da malha rodoviária são um convite a botar o pé na estrada. É possível ir de um extremo ao outro de suas fronteiras, de carro, em apenas seis horas.

Kigali é a cidade mais populosa e desenvolvida. Bonita, limpa e organizada, fica no centro do território, numa crista entre dois vales. Suas ruas são, em geral, arborizadas e bastante movimentadas, com pedestres disputando espaço com mototáxis, o principal meio de locomoção. Hoje Ruanda é um dos países mais seguros da África. Em Kigali é possível andar despreocupadamente com câmeras e bolsas a tiracolo, mesmo à noite. Não se assuste com os olhares curiosos. As crianças são as mais desinibidas com os forasteiros. Aproximam-se sempre em grupos, e cumprimentam com um "Ça va" ou "Hello" - francês, inglês e o dialeto local quiniaruanda são as três línguas oficiais de Ruanda. O bairro muçulmano é um dos melhores lugares de Kigali para se fazer compras. Há muita variedade de roupas típicas e de objetos de decoração, tudo a preços bem em conta. Na capital, no final da tarde, uma boa pedida é tomar uma cerveja Primus bem gelada nos bares do centro ou comer uma pizza na cantina italiana Sole Luna, assistindo ao pôr do sol atrás das colinas. Kigali tem boa oferta de restaurantes e de hotelaria - vários hotéis são equipados com internet wireless e minibar. Mas um, em especial, ficou conhecido em todo o mundo. É o Hôtel des Mille Collines, famoso por causa do premiado filme "Hotel Ruanda", do irlandês Terry George, lançado no Brasil em 2005.
A entrada, a recepção, os quartos, o jardim, a piscina, tudo que os espectadores do filme "Hotel Ruanda" viram no cinema continua lá, quase do mesmo jeito. O Hôtel des Mille Collines já não ostenta o luxo de antigamente, e perdeu o posto de melhor hotel de Ruanda. Mas desde que foi descoberto por Hollywood, nunca desfrutou de tanto glamour. Se visitá-lo nos leva a nos imaginar por alguns instantes personagem do filme, hospedar-se nele torna a experiência completa.
O charmoso restaurante do subsolo e o jardim com suas mesinhas ao ar livre são os pontos altos. O serviço também é excelente. Mas é bom ir treinando algumas palavras em francês, porque o idioma continua sendo o número um no Mille Collines. Mas para um hotel quatro estrelas, os quartos deixam a desejar - televisões antigas e camas de solteiro improvisadas no quarto de casal são os inconvenientes. No entanto, a popularidade do Mille Collines continua a atrair hóspedes e visitantes, e a lojinha de suvenires é um dos lugares mais procurados. ( leia mais sobre hospedagem em Ruanda )

Passeio ao Parque dos Vulcões leva aos gorilas-das-montanhas

Conhecer os gorilas-das-montanhas no Parque Nacional dos Vulcões, no Noroeste do país, é um investimento caro - US$ 500 para ficar apenas uma hora frente a frente com os animais. O uso de câmeras fotográficas e, principalmente, filmadoras é restrito. Mesmo assim, não volte para a casa sem esta experiência. Por medida de segurança, o guia recomenda que os visitantes mantenham três metros de distância dos gorilas. É comum que se agitem na presença dos turistas e batam no peito. Não entre em pânico: eles são pacíficos e tolerantes à presença humana. Para visitá-los é preciso uma autorização, que pode ser obtida no mesmo dia, no próprio parque. O local tem 130 quilômetros quadrados e fica na fronteira com Uganda e República Democrática do Congo. Está numa cordilheira formada por seis vulcões adormecidos e dois ativos - Nyiragongo (3.462 metros) e Nyamuragira (3.063 metros), que entraram em erupção pela última vez em 2002. O Monte Karisimbi, com 4.507 metros, é o ponto mais alto de Ruanda. O parque é um dos mais antigos da África. Foi inaugurado em 1925 e serve também para caminhadas e montanhismo - chegar ao topo do Karisimbi pode levar dois dias.
O Lago Kivu fica a três horas horas de Kigali. Com 2.700 quilômetros quadrados, ele delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo. Como quase tudo no país, o lago está entre as montanhas, a uma altitude de 1.460 metros. Suas águas são mornas e convidativas, mas é preciso ter atenção aos locais onde é proibido nadar. Como o lago fica próximo a uma região de vulcões, os gases permanecem ativos em alguns pontos. Oriente-se pelas placas ou informe-se nos hotéis. Aproveite o dia em uma das praias da margem do lago ou embarque num passeio de barco até suas ilhas virgens - empresas particulares e hotéis oferecem o serviço. Uma das mais visitadas chama-se Chapéu de Napoleão, que ganhou esse nome devido ao formato semelhante ao de um chapéu militar francês. O terreno íngreme da ilha é ideal para caminhadas e escaladas.
O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:41  comentar

KIGALI, Ruanda - O quadro de uma Ruanda triste e melancólica, com a população vivendo à sombra de um genocídio, ganha novos tons. Alegres talvez seja a palavra mais apropriada para descrever os habitantes deste país localizado na região dos Grandes Lagos, na África Central. Mais fascinante do que qualquer beleza natural - e são muitas - o sorriso no rosto das crianças é o melhor de todos os cartões-postais. A simpatia do povo inspira o lema de Ruanda, chamado de "o país das mil colinas e dos milhões de sorrisos".
Claro que as marcas do conflito, que há 15 anos deixou 800 mil mortos, ainda estão espalhadas pela população do país. Mas Ruanda é muito mais do que cenário de uma tragédia étnica. O país abriga os gorilas-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. Ruanda e os vizinhos Uganda e República Democrática do Congo, ambos ao Norte, são os únicos países onde o gorila-das-montanhas pode ser encontrado. A população da espécie foi reduzida em até 60% nas últimas décadas, devido à caça e à epidemia do vírus Ebola. Muitos foram mortos na época do genocídio ou durante a guerra civil na RDC, nos anos seguintes. Hoje Ruanda faz campanha pela preservação dos animais. Nos hotéis de Kigali, a capital, cartazes convocam as pessoas para escolher nomes de recém-nascidos bebês gorilas, as principais estrelas do turismo ruandês.
Ruanda tem também o belíssimo Lago Kivu, vulcões adormecidos e belas montanhas que tomam quase todo o seu território. Não à toa, o turismo é uma das fontes de renda que contribuem para reerguer a economia após o fim da violência étnica. E faz mais: ajuda a recuperar a autoestima do povo e a imagem do país no restante do mundo.
O país ainda preserva traços europeus da colonização belga. Cerca de 90% da população vive das plantações de banana, café e chá. Ruanda é um dos menores países do continente - sua área de 26.338km é quase da metade do tamanho do Estado do Rio - e um dos mais populosos, com mais de oito milhões de habitantes. Sua extensão e as boas condições da malha rodoviária são um convite a botar o pé na estrada. É possível ir de um extremo ao outro de suas fronteiras, de carro, em apenas seis horas.

Kigali é a cidade mais populosa e desenvolvida. Bonita, limpa e organizada, fica no centro do território, numa crista entre dois vales. Suas ruas são, em geral, arborizadas e bastante movimentadas, com pedestres disputando espaço com mototáxis, o principal meio de locomoção. Hoje Ruanda é um dos países mais seguros da África. Em Kigali é possível andar despreocupadamente com câmeras e bolsas a tiracolo, mesmo à noite. Não se assuste com os olhares curiosos. As crianças são as mais desinibidas com os forasteiros. Aproximam-se sempre em grupos, e cumprimentam com um "Ça va" ou "Hello" - francês, inglês e o dialeto local quiniaruanda são as três línguas oficiais de Ruanda. O bairro muçulmano é um dos melhores lugares de Kigali para se fazer compras. Há muita variedade de roupas típicas e de objetos de decoração, tudo a preços bem em conta. Na capital, no final da tarde, uma boa pedida é tomar uma cerveja Primus bem gelada nos bares do centro ou comer uma pizza na cantina italiana Sole Luna, assistindo ao pôr do sol atrás das colinas. Kigali tem boa oferta de restaurantes e de hotelaria - vários hotéis são equipados com internet wireless e minibar. Mas um, em especial, ficou conhecido em todo o mundo. É o Hôtel des Mille Collines, famoso por causa do premiado filme "Hotel Ruanda", do irlandês Terry George, lançado no Brasil em 2005.
A entrada, a recepção, os quartos, o jardim, a piscina, tudo que os espectadores do filme "Hotel Ruanda" viram no cinema continua lá, quase do mesmo jeito. O Hôtel des Mille Collines já não ostenta o luxo de antigamente, e perdeu o posto de melhor hotel de Ruanda. Mas desde que foi descoberto por Hollywood, nunca desfrutou de tanto glamour. Se visitá-lo nos leva a nos imaginar por alguns instantes personagem do filme, hospedar-se nele torna a experiência completa.
O charmoso restaurante do subsolo e o jardim com suas mesinhas ao ar livre são os pontos altos. O serviço também é excelente. Mas é bom ir treinando algumas palavras em francês, porque o idioma continua sendo o número um no Mille Collines. Mas para um hotel quatro estrelas, os quartos deixam a desejar - televisões antigas e camas de solteiro improvisadas no quarto de casal são os inconvenientes. No entanto, a popularidade do Mille Collines continua a atrair hóspedes e visitantes, e a lojinha de suvenires é um dos lugares mais procurados. ( leia mais sobre hospedagem em Ruanda )

Passeio ao Parque dos Vulcões leva aos gorilas-das-montanhas

Conhecer os gorilas-das-montanhas no Parque Nacional dos Vulcões, no Noroeste do país, é um investimento caro - US$ 500 para ficar apenas uma hora frente a frente com os animais. O uso de câmeras fotográficas e, principalmente, filmadoras é restrito. Mesmo assim, não volte para a casa sem esta experiência. Por medida de segurança, o guia recomenda que os visitantes mantenham três metros de distância dos gorilas. É comum que se agitem na presença dos turistas e batam no peito. Não entre em pânico: eles são pacíficos e tolerantes à presença humana. Para visitá-los é preciso uma autorização, que pode ser obtida no mesmo dia, no próprio parque. O local tem 130 quilômetros quadrados e fica na fronteira com Uganda e República Democrática do Congo. Está numa cordilheira formada por seis vulcões adormecidos e dois ativos - Nyiragongo (3.462 metros) e Nyamuragira (3.063 metros), que entraram em erupção pela última vez em 2002. O Monte Karisimbi, com 4.507 metros, é o ponto mais alto de Ruanda. O parque é um dos mais antigos da África. Foi inaugurado em 1925 e serve também para caminhadas e montanhismo - chegar ao topo do Karisimbi pode levar dois dias.
O Lago Kivu fica a três horas horas de Kigali. Com 2.700 quilômetros quadrados, ele delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo. Como quase tudo no país, o lago está entre as montanhas, a uma altitude de 1.460 metros. Suas águas são mornas e convidativas, mas é preciso ter atenção aos locais onde é proibido nadar. Como o lago fica próximo a uma região de vulcões, os gases permanecem ativos em alguns pontos. Oriente-se pelas placas ou informe-se nos hotéis. Aproveite o dia em uma das praias da margem do lago ou embarque num passeio de barco até suas ilhas virgens - empresas particulares e hotéis oferecem o serviço. Uma das mais visitadas chama-se Chapéu de Napoleão, que ganhou esse nome devido ao formato semelhante ao de um chapéu militar francês. O terreno íngreme da ilha é ideal para caminhadas e escaladas.
O Globo On Line
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KIGALI, Ruanda - O quadro de uma Ruanda triste e melancólica, com a população vivendo à sombra de um genocídio, ganha novos tons. Alegres talvez seja a palavra mais apropriada para descrever os habitantes deste país localizado na região dos Grandes Lagos, na África Central. Mais fascinante do que qualquer beleza natural - e são muitas - o sorriso no rosto das crianças é o melhor de todos os cartões-postais. A simpatia do povo inspira o lema de Ruanda, chamado de "o país das mil colinas e dos milhões de sorrisos".
Claro que as marcas do conflito, que há 15 anos deixou 800 mil mortos, ainda estão espalhadas pela população do país. Mas Ruanda é muito mais do que cenário de uma tragédia étnica. O país abriga os gorilas-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. Ruanda e os vizinhos Uganda e República Democrática do Congo, ambos ao Norte, são os únicos países onde o gorila-das-montanhas pode ser encontrado. A população da espécie foi reduzida em até 60% nas últimas décadas, devido à caça e à epidemia do vírus Ebola. Muitos foram mortos na época do genocídio ou durante a guerra civil na RDC, nos anos seguintes. Hoje Ruanda faz campanha pela preservação dos animais. Nos hotéis de Kigali, a capital, cartazes convocam as pessoas para escolher nomes de recém-nascidos bebês gorilas, as principais estrelas do turismo ruandês.
Ruanda tem também o belíssimo Lago Kivu, vulcões adormecidos e belas montanhas que tomam quase todo o seu território. Não à toa, o turismo é uma das fontes de renda que contribuem para reerguer a economia após o fim da violência étnica. E faz mais: ajuda a recuperar a autoestima do povo e a imagem do país no restante do mundo.
O país ainda preserva traços europeus da colonização belga. Cerca de 90% da população vive das plantações de banana, café e chá. Ruanda é um dos menores países do continente - sua área de 26.338km é quase da metade do tamanho do Estado do Rio - e um dos mais populosos, com mais de oito milhões de habitantes. Sua extensão e as boas condições da malha rodoviária são um convite a botar o pé na estrada. É possível ir de um extremo ao outro de suas fronteiras, de carro, em apenas seis horas.

Kigali é a cidade mais populosa e desenvolvida. Bonita, limpa e organizada, fica no centro do território, numa crista entre dois vales. Suas ruas são, em geral, arborizadas e bastante movimentadas, com pedestres disputando espaço com mototáxis, o principal meio de locomoção. Hoje Ruanda é um dos países mais seguros da África. Em Kigali é possível andar despreocupadamente com câmeras e bolsas a tiracolo, mesmo à noite. Não se assuste com os olhares curiosos. As crianças são as mais desinibidas com os forasteiros. Aproximam-se sempre em grupos, e cumprimentam com um "Ça va" ou "Hello" - francês, inglês e o dialeto local quiniaruanda são as três línguas oficiais de Ruanda. O bairro muçulmano é um dos melhores lugares de Kigali para se fazer compras. Há muita variedade de roupas típicas e de objetos de decoração, tudo a preços bem em conta. Na capital, no final da tarde, uma boa pedida é tomar uma cerveja Primus bem gelada nos bares do centro ou comer uma pizza na cantina italiana Sole Luna, assistindo ao pôr do sol atrás das colinas. Kigali tem boa oferta de restaurantes e de hotelaria - vários hotéis são equipados com internet wireless e minibar. Mas um, em especial, ficou conhecido em todo o mundo. É o Hôtel des Mille Collines, famoso por causa do premiado filme "Hotel Ruanda", do irlandês Terry George, lançado no Brasil em 2005.
A entrada, a recepção, os quartos, o jardim, a piscina, tudo que os espectadores do filme "Hotel Ruanda" viram no cinema continua lá, quase do mesmo jeito. O Hôtel des Mille Collines já não ostenta o luxo de antigamente, e perdeu o posto de melhor hotel de Ruanda. Mas desde que foi descoberto por Hollywood, nunca desfrutou de tanto glamour. Se visitá-lo nos leva a nos imaginar por alguns instantes personagem do filme, hospedar-se nele torna a experiência completa.
O charmoso restaurante do subsolo e o jardim com suas mesinhas ao ar livre são os pontos altos. O serviço também é excelente. Mas é bom ir treinando algumas palavras em francês, porque o idioma continua sendo o número um no Mille Collines. Mas para um hotel quatro estrelas, os quartos deixam a desejar - televisões antigas e camas de solteiro improvisadas no quarto de casal são os inconvenientes. No entanto, a popularidade do Mille Collines continua a atrair hóspedes e visitantes, e a lojinha de suvenires é um dos lugares mais procurados. ( leia mais sobre hospedagem em Ruanda )

Passeio ao Parque dos Vulcões leva aos gorilas-das-montanhas

Conhecer os gorilas-das-montanhas no Parque Nacional dos Vulcões, no Noroeste do país, é um investimento caro - US$ 500 para ficar apenas uma hora frente a frente com os animais. O uso de câmeras fotográficas e, principalmente, filmadoras é restrito. Mesmo assim, não volte para a casa sem esta experiência. Por medida de segurança, o guia recomenda que os visitantes mantenham três metros de distância dos gorilas. É comum que se agitem na presença dos turistas e batam no peito. Não entre em pânico: eles são pacíficos e tolerantes à presença humana. Para visitá-los é preciso uma autorização, que pode ser obtida no mesmo dia, no próprio parque. O local tem 130 quilômetros quadrados e fica na fronteira com Uganda e República Democrática do Congo. Está numa cordilheira formada por seis vulcões adormecidos e dois ativos - Nyiragongo (3.462 metros) e Nyamuragira (3.063 metros), que entraram em erupção pela última vez em 2002. O Monte Karisimbi, com 4.507 metros, é o ponto mais alto de Ruanda. O parque é um dos mais antigos da África. Foi inaugurado em 1925 e serve também para caminhadas e montanhismo - chegar ao topo do Karisimbi pode levar dois dias.
O Lago Kivu fica a três horas horas de Kigali. Com 2.700 quilômetros quadrados, ele delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo. Como quase tudo no país, o lago está entre as montanhas, a uma altitude de 1.460 metros. Suas águas são mornas e convidativas, mas é preciso ter atenção aos locais onde é proibido nadar. Como o lago fica próximo a uma região de vulcões, os gases permanecem ativos em alguns pontos. Oriente-se pelas placas ou informe-se nos hotéis. Aproveite o dia em uma das praias da margem do lago ou embarque num passeio de barco até suas ilhas virgens - empresas particulares e hotéis oferecem o serviço. Uma das mais visitadas chama-se Chapéu de Napoleão, que ganhou esse nome devido ao formato semelhante ao de um chapéu militar francês. O terreno íngreme da ilha é ideal para caminhadas e escaladas.
O Globo On Line
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Quem vê por fora, até pensa que se trata da casa da "Pantera Cor de Rosa", pois todo o refúgio está pintado nessa cor. E é muito mais que uma obra samaritana. É uma prova de amor que dura já muitos anos, quando foi plantada a primeira semente com a criação do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, no ano 1933. Trata-se de uma Instituição Particular Cristã de Solidariedade Social, fundada por Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos. Nasceu primeiro como lactário e centro de apoio a mães solteiras, depois transformou-se num serviço médico de recém-nascidos e prematuros e, actualmente, trata-se de um grande Centro de Acolhimento de Emergência para aquelas crianças que se encontram em situação de risco - entenda-se, vítimas de maus tratos -, desde recém-nascidos até aos 6 anos de idade.
É um lugar que pode chegar a acolher 100 + 5 crianças. "Essas mais cinco serão crianças abandonadas durante a noite, vítimas de maus tratos e que nos procuram como alternativa quando outros serviços sociais estão fechados a essa hora", afirmou o director da instituição, Luís Villas-Boas à nossa reportagem .

No dia-a-dia, o centro está praticamente completo e nos últimos dezasseis anos já acolheu 700 crianças. Luís Villas-Boas faz questão de afirmar que o objectivo do Refúgio é, ao recolher essas crianças em risco, encaminhá-las outra vez para as famílias biológicas e, em casos extremos, para uma família alternativa ou adoptada.

"Quando o Tribunal decide que não há possibilidade de reinserção, então são accionados mecanismos para possibilitar a adopção", disse-nos o director. Em quase 20 anos de direcção de Luís Villas-Boas, 80 por cento das crianças que chegaram ao refúgio retornaram às suas casas de origem e as restantes foram adoptadas. Para se ter uma ideia, desde 1989 foram adoptadas cerca de 90 crianças.

Talvez a cara mais visível do trabalho realizado pelo refúgio seja o projecto "Emergência Infantil", designado por "EI" (no seio de um coração), que no mês de Agosto celebrou o 13º Aniversário.

Estava criado, desta forma, o primeiro centro de acolhimento temporário de emergência em Portugal. Criado pela iniciativa de Luís Villas-Boas, o "EI" é resultado do trabalho conjunto de Tribunais e Ministérios de Justiça, Saúde, Educação, Trabalho e Solidariedade, e da Câmara Municipal de Faro. Hoje este modelo já existe noutras cidades portuguesas (Lisboa, Porto, V.N. Famalicão, Santo Tirso, Covilhã, Alverca, Seixal, Coimbra e Faro) e noutros países europeus. O tempo de permanência dessas crianças é muito variável.

Algumas ficam uma semana, outras três meses e há também aquelas que ficam um par de anos. Quando chegam ao refúgio - vale a pena lembrar que é a Segurança Social, o Tribunal e/ou o hospital quem as encaminha até lá, segundo dita a lei -, algumas padecem de equimoses, outras com pernas partidas e muitas possuem uma tristeza muito grande no olhar ou estão desnutridas.

As que são maltratadas chegam com sintomas físicos dos maus tratos. "Por duas vezes recebemos aqui no refúgio crianças com menos de 3 dias de vida", afirmou o director, acrescentando que a maioria delas é vítima do abandono, "que é o primeiro e o menos mau dos maus tratos".

O responsável directo do centro confirmou, entretanto, que metade dos meninos e meninas que chegam a eles são, directa ou indirectamente, vítimas da violência provocada pelas drogas e álcool nos seus progenitores.

No refúgio as crianças descobrem o que é um verdadeiro lar, principalmente porque a maioria deles não recebe nenhuma visita de familiares e, por isso, toda a equipa que trabalha no centro - um total de 74 pessoas, das quais 27 são licenciadas (psicólogas, educadoras de infância, terapeutas, juristas...), além de 25 funcionárias permanentes que vivem dia e noite com as crianças.

"O dia a dia delas é como o de qualquer criança, igual como se fosse um filho meu", assegurou Villas-Boas. O gasto mensal do centro, segundo o director, situa-se entre 18 e 20 mil contos.

Na casa cor-de-rosa de Faro e nos pavilhões instalados ao longo de 22 mil metros quadrados há de tudo. Existem 7 salas de educação, berçários, quatro parques ao ar livre, piscinas... "Aqui eles têm companhia, apoio, estímulo permanente e, digo mais, muitos deles entram aqui tão cedo que não sabem quem são os pais e nós somos um pouco a mãe e o pai deles", confessou emocionado.

SOS Criança
Se existem vítimas na violência doméstica, as maiores são, sem dúvida, as crianças. Com o propósito de ajudar o público infanto-juvenil, principalmente pretendendo chegar às famílias antes de que se produza a situação de risco, foi criado, em 1988, o SOS Criança, um serviço telefónico anónimo e confidencial de âmbito nacional. A iniciativa partiu do Instituto de Apoio à Criança (IAC), uma entidade privada com sede em Lisboa e núcleos em Coimbra e nos Açores. Desde que foi criado, já utilizaram o SOS aproximadamente 55.000 pessoas. Em apenas um dia, existe uma média de 15 a 20 ligações telefónicas.

Embora a prioridade do SOS Criança seja realmente dar assistência às crianças de risco ou maltratadas, o coordenador do serviço, Manuel Coutinho, afirma que também atendem todas aquelas pessoas que liguem para eles para falar de outros assuntos. Citou como exemplo que "muitas meninas nos ligam para tirar dúvidas sobre questões relacionadas com a sexualidade", diz.

Normalmente quem faz as denúncias são os adultos, segundo Coutinho, porque quando se trata de uma criança de pouca idade "ela não sabe explicar bem o que está acontecendo". A situação muda quando entram na fase da adolescência, a partir dos 12 anos. Actualmente o serviço conta com uma equipa médica formada por 8 pessoas, constituída por psicólogos, assistentes sociais, educadores e juristas.

"O trabalho deles é, de uma forma afectiva e sobretudo solidária, dialogar, ajudar a reflexionar e, sendo necessário, encaminhar essas pessoas para outros serviços", relata o coordenador que, acrescenta: "normalmente o que eles mais necessitam é apoio psicológico".

Em se tratando de casos de denúncias de maus tratos, é o próprio SOS Criança quem se ocupa de encaminhar para os hospitais e/ou para a polícia. Os princípios básicos deste serviço de prevenção são: promover e defender os direitos infantis, apoiar o seu entorno familiar, prevenir situações-problema, informar, orientar e encaminhar as questões apresentadas, sensibilizar as estruturas comunitárias e a sociedade em geral para a problemática da criança em risco, mas, principalmente dar voz aos mais pequenos e aos jovens.

Tempo de assistência
O melhor deste serviço é a garantia de que é confidencial e, portanto, as pessoas têm a sua privacidade assegurada. Tanto é assim que só tem conhecimento da sede do S.O.S Criança aquelas que entram num contacto mais directo, como por exemplo, quando se trata de assessorá-las juridicamente ou de encaminhá-las ao hospital.

O tempo de atenção às pessoas que ligam para o S.O.S. Criança é variável. O normal é que, entre uma ligação telefónica e outra, sejam 10 minutos de conversação. Em alguns casos isso pode aumentar para meia hora, mas, há situações em que se requer uma assistência mais a longo prazo. A idade máxima para poder ter "direito" à assistência é até os 18 anos.

Segundo o coordenador do S.O.S., que há nove anos dirige o serviço, trabalhar aqui exige ter muito bom senso e muita formação humana. "É, muitas vezes, bastante duro, por isso, é necessário ter, sempre, uma mentalidade de ganhador", garante Manuel Coutinho, que não soube precisar (ou não quis revelar) o número de casos recebidos e relaccionados com os maus tratos. "Sei que, surpreendentemente, não são tantas as que se referem à violência contra a infância".

Os interessados em manter contacto com o S.O.S. Criança podem fazê-lo de segunda a sexta-feira, das 9:30 às 18:30 horas, através do telefone (21-7931617), pelo e-mail (soscrianca@net.sapo.pt) ou através do Apartado 1582, 1056-001, Lisboa.

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As crianças em risco são aquelas que sofrem abuso, negligência, toxicovitimação, maus tratos, abandono, exploração sexual, contaminação por hepatite B, etc. No caso da toxicovitimação, isso significa que a criança é vítima da droga que os pais consomem ou traficam. "Muitas vezes chegam aqui com comportamentos que necessitam ser clinicamente apoiados, dando-lhes a medicação necessária para que não tenham vontade de continuar com o vício", sublinhou Manuel Coutinho.

Segundo um relatório elaborado pelo Projecto de Apoio à Família e à Criança (PAFAC), que está integrado no Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), através da "Linha de Emergência Criança Maltratada", no ano 1999 foram atendidos 1037 novos apelos. Este relatório confirma que os grupos etários mais atingidos por situações de negligência são maioritariamente crianças com idades entre os 0 e os 3 anos (no caso das crianças sinalizadas) e entre os 10 e os 14 anos (para jovens em acompanhamento). Já no que diz respeito aos maus tratos físicos, os grupos mais afectados são os de crianças entre os 7 e 9 anos e entre os 10 e 14 anos.

Na maioria dos casos identificou-se que a pessoa que provoca o mau trato infanto-juvenil é o pai, a mãe, ou até ambos. Mas também se registou que os seguintes da lista são os avós, que normalmente são muito jovens porque os pais das crianças são principalmente adolescentes. Depois estariam os tios, os padrinhos e até mesmo irmãos mais velhos.

Uma das atribuições do IDS, que está sob tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, consiste em promover, conjuntamente com as instituições de segurança social, os programas dirigidos à infância e juventude. Neste contexto, foi criado no dia 7 de Junho do ano 2000 o PAFAC, que consiste numa resposta de âmbito nacional e que procura responder a situações de crianças maltratadas, procede a um rigoroso diagnóstico das disfunções familiares que motivam os maus tratos à criança e desenvolve as acções necessárias para fazer cessar a situação de risco.

O PAFAC é composto por 5 equipas regionais (uma delas em Faro) e 50 técnicos distribuídos por todo o território nacional. A sinalização das situações é feita através de uma Linha Telefónica de Emergência, dos Núcleos Hospitalares da Criança Maltratada, dos Centros de Saúde, das equipas das Casas de Acolhimento Temporário, dos serviços de Segurança Social, das Comissões de Protecção e dos Tribunais. Normalmente quem faz o primeiro contacto à linha de emergência são os vizinhos; depois são denúncias anónimas (atendendo à confidencialidade dos telefonemas) e, por último, os familiares.



Redacção/RS

Portugal
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Quem vê por fora, até pensa que se trata da casa da "Pantera Cor de Rosa", pois todo o refúgio está pintado nessa cor. E é muito mais que uma obra samaritana. É uma prova de amor que dura já muitos anos, quando foi plantada a primeira semente com a criação do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, no ano 1933. Trata-se de uma Instituição Particular Cristã de Solidariedade Social, fundada por Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos. Nasceu primeiro como lactário e centro de apoio a mães solteiras, depois transformou-se num serviço médico de recém-nascidos e prematuros e, actualmente, trata-se de um grande Centro de Acolhimento de Emergência para aquelas crianças que se encontram em situação de risco - entenda-se, vítimas de maus tratos -, desde recém-nascidos até aos 6 anos de idade.
É um lugar que pode chegar a acolher 100 + 5 crianças. "Essas mais cinco serão crianças abandonadas durante a noite, vítimas de maus tratos e que nos procuram como alternativa quando outros serviços sociais estão fechados a essa hora", afirmou o director da instituição, Luís Villas-Boas à nossa reportagem .

No dia-a-dia, o centro está praticamente completo e nos últimos dezasseis anos já acolheu 700 crianças. Luís Villas-Boas faz questão de afirmar que o objectivo do Refúgio é, ao recolher essas crianças em risco, encaminhá-las outra vez para as famílias biológicas e, em casos extremos, para uma família alternativa ou adoptada.

"Quando o Tribunal decide que não há possibilidade de reinserção, então são accionados mecanismos para possibilitar a adopção", disse-nos o director. Em quase 20 anos de direcção de Luís Villas-Boas, 80 por cento das crianças que chegaram ao refúgio retornaram às suas casas de origem e as restantes foram adoptadas. Para se ter uma ideia, desde 1989 foram adoptadas cerca de 90 crianças.

Talvez a cara mais visível do trabalho realizado pelo refúgio seja o projecto "Emergência Infantil", designado por "EI" (no seio de um coração), que no mês de Agosto celebrou o 13º Aniversário.

Estava criado, desta forma, o primeiro centro de acolhimento temporário de emergência em Portugal. Criado pela iniciativa de Luís Villas-Boas, o "EI" é resultado do trabalho conjunto de Tribunais e Ministérios de Justiça, Saúde, Educação, Trabalho e Solidariedade, e da Câmara Municipal de Faro. Hoje este modelo já existe noutras cidades portuguesas (Lisboa, Porto, V.N. Famalicão, Santo Tirso, Covilhã, Alverca, Seixal, Coimbra e Faro) e noutros países europeus. O tempo de permanência dessas crianças é muito variável.

Algumas ficam uma semana, outras três meses e há também aquelas que ficam um par de anos. Quando chegam ao refúgio - vale a pena lembrar que é a Segurança Social, o Tribunal e/ou o hospital quem as encaminha até lá, segundo dita a lei -, algumas padecem de equimoses, outras com pernas partidas e muitas possuem uma tristeza muito grande no olhar ou estão desnutridas.

As que são maltratadas chegam com sintomas físicos dos maus tratos. "Por duas vezes recebemos aqui no refúgio crianças com menos de 3 dias de vida", afirmou o director, acrescentando que a maioria delas é vítima do abandono, "que é o primeiro e o menos mau dos maus tratos".

O responsável directo do centro confirmou, entretanto, que metade dos meninos e meninas que chegam a eles são, directa ou indirectamente, vítimas da violência provocada pelas drogas e álcool nos seus progenitores.

No refúgio as crianças descobrem o que é um verdadeiro lar, principalmente porque a maioria deles não recebe nenhuma visita de familiares e, por isso, toda a equipa que trabalha no centro - um total de 74 pessoas, das quais 27 são licenciadas (psicólogas, educadoras de infância, terapeutas, juristas...), além de 25 funcionárias permanentes que vivem dia e noite com as crianças.

"O dia a dia delas é como o de qualquer criança, igual como se fosse um filho meu", assegurou Villas-Boas. O gasto mensal do centro, segundo o director, situa-se entre 18 e 20 mil contos.

Na casa cor-de-rosa de Faro e nos pavilhões instalados ao longo de 22 mil metros quadrados há de tudo. Existem 7 salas de educação, berçários, quatro parques ao ar livre, piscinas... "Aqui eles têm companhia, apoio, estímulo permanente e, digo mais, muitos deles entram aqui tão cedo que não sabem quem são os pais e nós somos um pouco a mãe e o pai deles", confessou emocionado.

SOS Criança
Se existem vítimas na violência doméstica, as maiores são, sem dúvida, as crianças. Com o propósito de ajudar o público infanto-juvenil, principalmente pretendendo chegar às famílias antes de que se produza a situação de risco, foi criado, em 1988, o SOS Criança, um serviço telefónico anónimo e confidencial de âmbito nacional. A iniciativa partiu do Instituto de Apoio à Criança (IAC), uma entidade privada com sede em Lisboa e núcleos em Coimbra e nos Açores. Desde que foi criado, já utilizaram o SOS aproximadamente 55.000 pessoas. Em apenas um dia, existe uma média de 15 a 20 ligações telefónicas.

Embora a prioridade do SOS Criança seja realmente dar assistência às crianças de risco ou maltratadas, o coordenador do serviço, Manuel Coutinho, afirma que também atendem todas aquelas pessoas que liguem para eles para falar de outros assuntos. Citou como exemplo que "muitas meninas nos ligam para tirar dúvidas sobre questões relacionadas com a sexualidade", diz.

Normalmente quem faz as denúncias são os adultos, segundo Coutinho, porque quando se trata de uma criança de pouca idade "ela não sabe explicar bem o que está acontecendo". A situação muda quando entram na fase da adolescência, a partir dos 12 anos. Actualmente o serviço conta com uma equipa médica formada por 8 pessoas, constituída por psicólogos, assistentes sociais, educadores e juristas.

"O trabalho deles é, de uma forma afectiva e sobretudo solidária, dialogar, ajudar a reflexionar e, sendo necessário, encaminhar essas pessoas para outros serviços", relata o coordenador que, acrescenta: "normalmente o que eles mais necessitam é apoio psicológico".

Em se tratando de casos de denúncias de maus tratos, é o próprio SOS Criança quem se ocupa de encaminhar para os hospitais e/ou para a polícia. Os princípios básicos deste serviço de prevenção são: promover e defender os direitos infantis, apoiar o seu entorno familiar, prevenir situações-problema, informar, orientar e encaminhar as questões apresentadas, sensibilizar as estruturas comunitárias e a sociedade em geral para a problemática da criança em risco, mas, principalmente dar voz aos mais pequenos e aos jovens.

Tempo de assistência
O melhor deste serviço é a garantia de que é confidencial e, portanto, as pessoas têm a sua privacidade assegurada. Tanto é assim que só tem conhecimento da sede do S.O.S Criança aquelas que entram num contacto mais directo, como por exemplo, quando se trata de assessorá-las juridicamente ou de encaminhá-las ao hospital.

O tempo de atenção às pessoas que ligam para o S.O.S. Criança é variável. O normal é que, entre uma ligação telefónica e outra, sejam 10 minutos de conversação. Em alguns casos isso pode aumentar para meia hora, mas, há situações em que se requer uma assistência mais a longo prazo. A idade máxima para poder ter "direito" à assistência é até os 18 anos.

Segundo o coordenador do S.O.S., que há nove anos dirige o serviço, trabalhar aqui exige ter muito bom senso e muita formação humana. "É, muitas vezes, bastante duro, por isso, é necessário ter, sempre, uma mentalidade de ganhador", garante Manuel Coutinho, que não soube precisar (ou não quis revelar) o número de casos recebidos e relaccionados com os maus tratos. "Sei que, surpreendentemente, não são tantas as que se referem à violência contra a infância".

Os interessados em manter contacto com o S.O.S. Criança podem fazê-lo de segunda a sexta-feira, das 9:30 às 18:30 horas, através do telefone (21-7931617), pelo e-mail (soscrianca@net.sapo.pt) ou através do Apartado 1582, 1056-001, Lisboa.

.....................................................................................................
As crianças em risco são aquelas que sofrem abuso, negligência, toxicovitimação, maus tratos, abandono, exploração sexual, contaminação por hepatite B, etc. No caso da toxicovitimação, isso significa que a criança é vítima da droga que os pais consomem ou traficam. "Muitas vezes chegam aqui com comportamentos que necessitam ser clinicamente apoiados, dando-lhes a medicação necessária para que não tenham vontade de continuar com o vício", sublinhou Manuel Coutinho.

Segundo um relatório elaborado pelo Projecto de Apoio à Família e à Criança (PAFAC), que está integrado no Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), através da "Linha de Emergência Criança Maltratada", no ano 1999 foram atendidos 1037 novos apelos. Este relatório confirma que os grupos etários mais atingidos por situações de negligência são maioritariamente crianças com idades entre os 0 e os 3 anos (no caso das crianças sinalizadas) e entre os 10 e os 14 anos (para jovens em acompanhamento). Já no que diz respeito aos maus tratos físicos, os grupos mais afectados são os de crianças entre os 7 e 9 anos e entre os 10 e 14 anos.

Na maioria dos casos identificou-se que a pessoa que provoca o mau trato infanto-juvenil é o pai, a mãe, ou até ambos. Mas também se registou que os seguintes da lista são os avós, que normalmente são muito jovens porque os pais das crianças são principalmente adolescentes. Depois estariam os tios, os padrinhos e até mesmo irmãos mais velhos.

Uma das atribuições do IDS, que está sob tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, consiste em promover, conjuntamente com as instituições de segurança social, os programas dirigidos à infância e juventude. Neste contexto, foi criado no dia 7 de Junho do ano 2000 o PAFAC, que consiste numa resposta de âmbito nacional e que procura responder a situações de crianças maltratadas, procede a um rigoroso diagnóstico das disfunções familiares que motivam os maus tratos à criança e desenvolve as acções necessárias para fazer cessar a situação de risco.

O PAFAC é composto por 5 equipas regionais (uma delas em Faro) e 50 técnicos distribuídos por todo o território nacional. A sinalização das situações é feita através de uma Linha Telefónica de Emergência, dos Núcleos Hospitalares da Criança Maltratada, dos Centros de Saúde, das equipas das Casas de Acolhimento Temporário, dos serviços de Segurança Social, das Comissões de Protecção e dos Tribunais. Normalmente quem faz o primeiro contacto à linha de emergência são os vizinhos; depois são denúncias anónimas (atendendo à confidencialidade dos telefonemas) e, por último, os familiares.



Redacção/RS

Portugal
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Quem vê por fora, até pensa que se trata da casa da "Pantera Cor de Rosa", pois todo o refúgio está pintado nessa cor. E é muito mais que uma obra samaritana. É uma prova de amor que dura já muitos anos, quando foi plantada a primeira semente com a criação do Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, no ano 1933. Trata-se de uma Instituição Particular Cristã de Solidariedade Social, fundada por Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos. Nasceu primeiro como lactário e centro de apoio a mães solteiras, depois transformou-se num serviço médico de recém-nascidos e prematuros e, actualmente, trata-se de um grande Centro de Acolhimento de Emergência para aquelas crianças que se encontram em situação de risco - entenda-se, vítimas de maus tratos -, desde recém-nascidos até aos 6 anos de idade.
É um lugar que pode chegar a acolher 100 + 5 crianças. "Essas mais cinco serão crianças abandonadas durante a noite, vítimas de maus tratos e que nos procuram como alternativa quando outros serviços sociais estão fechados a essa hora", afirmou o director da instituição, Luís Villas-Boas à nossa reportagem .

No dia-a-dia, o centro está praticamente completo e nos últimos dezasseis anos já acolheu 700 crianças. Luís Villas-Boas faz questão de afirmar que o objectivo do Refúgio é, ao recolher essas crianças em risco, encaminhá-las outra vez para as famílias biológicas e, em casos extremos, para uma família alternativa ou adoptada.

"Quando o Tribunal decide que não há possibilidade de reinserção, então são accionados mecanismos para possibilitar a adopção", disse-nos o director. Em quase 20 anos de direcção de Luís Villas-Boas, 80 por cento das crianças que chegaram ao refúgio retornaram às suas casas de origem e as restantes foram adoptadas. Para se ter uma ideia, desde 1989 foram adoptadas cerca de 90 crianças.

Talvez a cara mais visível do trabalho realizado pelo refúgio seja o projecto "Emergência Infantil", designado por "EI" (no seio de um coração), que no mês de Agosto celebrou o 13º Aniversário.

Estava criado, desta forma, o primeiro centro de acolhimento temporário de emergência em Portugal. Criado pela iniciativa de Luís Villas-Boas, o "EI" é resultado do trabalho conjunto de Tribunais e Ministérios de Justiça, Saúde, Educação, Trabalho e Solidariedade, e da Câmara Municipal de Faro. Hoje este modelo já existe noutras cidades portuguesas (Lisboa, Porto, V.N. Famalicão, Santo Tirso, Covilhã, Alverca, Seixal, Coimbra e Faro) e noutros países europeus. O tempo de permanência dessas crianças é muito variável.

Algumas ficam uma semana, outras três meses e há também aquelas que ficam um par de anos. Quando chegam ao refúgio - vale a pena lembrar que é a Segurança Social, o Tribunal e/ou o hospital quem as encaminha até lá, segundo dita a lei -, algumas padecem de equimoses, outras com pernas partidas e muitas possuem uma tristeza muito grande no olhar ou estão desnutridas.

As que são maltratadas chegam com sintomas físicos dos maus tratos. "Por duas vezes recebemos aqui no refúgio crianças com menos de 3 dias de vida", afirmou o director, acrescentando que a maioria delas é vítima do abandono, "que é o primeiro e o menos mau dos maus tratos".

O responsável directo do centro confirmou, entretanto, que metade dos meninos e meninas que chegam a eles são, directa ou indirectamente, vítimas da violência provocada pelas drogas e álcool nos seus progenitores.

No refúgio as crianças descobrem o que é um verdadeiro lar, principalmente porque a maioria deles não recebe nenhuma visita de familiares e, por isso, toda a equipa que trabalha no centro - um total de 74 pessoas, das quais 27 são licenciadas (psicólogas, educadoras de infância, terapeutas, juristas...), além de 25 funcionárias permanentes que vivem dia e noite com as crianças.

"O dia a dia delas é como o de qualquer criança, igual como se fosse um filho meu", assegurou Villas-Boas. O gasto mensal do centro, segundo o director, situa-se entre 18 e 20 mil contos.

Na casa cor-de-rosa de Faro e nos pavilhões instalados ao longo de 22 mil metros quadrados há de tudo. Existem 7 salas de educação, berçários, quatro parques ao ar livre, piscinas... "Aqui eles têm companhia, apoio, estímulo permanente e, digo mais, muitos deles entram aqui tão cedo que não sabem quem são os pais e nós somos um pouco a mãe e o pai deles", confessou emocionado.

SOS Criança
Se existem vítimas na violência doméstica, as maiores são, sem dúvida, as crianças. Com o propósito de ajudar o público infanto-juvenil, principalmente pretendendo chegar às famílias antes de que se produza a situação de risco, foi criado, em 1988, o SOS Criança, um serviço telefónico anónimo e confidencial de âmbito nacional. A iniciativa partiu do Instituto de Apoio à Criança (IAC), uma entidade privada com sede em Lisboa e núcleos em Coimbra e nos Açores. Desde que foi criado, já utilizaram o SOS aproximadamente 55.000 pessoas. Em apenas um dia, existe uma média de 15 a 20 ligações telefónicas.

Embora a prioridade do SOS Criança seja realmente dar assistência às crianças de risco ou maltratadas, o coordenador do serviço, Manuel Coutinho, afirma que também atendem todas aquelas pessoas que liguem para eles para falar de outros assuntos. Citou como exemplo que "muitas meninas nos ligam para tirar dúvidas sobre questões relacionadas com a sexualidade", diz.

Normalmente quem faz as denúncias são os adultos, segundo Coutinho, porque quando se trata de uma criança de pouca idade "ela não sabe explicar bem o que está acontecendo". A situação muda quando entram na fase da adolescência, a partir dos 12 anos. Actualmente o serviço conta com uma equipa médica formada por 8 pessoas, constituída por psicólogos, assistentes sociais, educadores e juristas.

"O trabalho deles é, de uma forma afectiva e sobretudo solidária, dialogar, ajudar a reflexionar e, sendo necessário, encaminhar essas pessoas para outros serviços", relata o coordenador que, acrescenta: "normalmente o que eles mais necessitam é apoio psicológico".

Em se tratando de casos de denúncias de maus tratos, é o próprio SOS Criança quem se ocupa de encaminhar para os hospitais e/ou para a polícia. Os princípios básicos deste serviço de prevenção são: promover e defender os direitos infantis, apoiar o seu entorno familiar, prevenir situações-problema, informar, orientar e encaminhar as questões apresentadas, sensibilizar as estruturas comunitárias e a sociedade em geral para a problemática da criança em risco, mas, principalmente dar voz aos mais pequenos e aos jovens.

Tempo de assistência
O melhor deste serviço é a garantia de que é confidencial e, portanto, as pessoas têm a sua privacidade assegurada. Tanto é assim que só tem conhecimento da sede do S.O.S Criança aquelas que entram num contacto mais directo, como por exemplo, quando se trata de assessorá-las juridicamente ou de encaminhá-las ao hospital.

O tempo de atenção às pessoas que ligam para o S.O.S. Criança é variável. O normal é que, entre uma ligação telefónica e outra, sejam 10 minutos de conversação. Em alguns casos isso pode aumentar para meia hora, mas, há situações em que se requer uma assistência mais a longo prazo. A idade máxima para poder ter "direito" à assistência é até os 18 anos.

Segundo o coordenador do S.O.S., que há nove anos dirige o serviço, trabalhar aqui exige ter muito bom senso e muita formação humana. "É, muitas vezes, bastante duro, por isso, é necessário ter, sempre, uma mentalidade de ganhador", garante Manuel Coutinho, que não soube precisar (ou não quis revelar) o número de casos recebidos e relaccionados com os maus tratos. "Sei que, surpreendentemente, não são tantas as que se referem à violência contra a infância".

Os interessados em manter contacto com o S.O.S. Criança podem fazê-lo de segunda a sexta-feira, das 9:30 às 18:30 horas, através do telefone (21-7931617), pelo e-mail (soscrianca@net.sapo.pt) ou através do Apartado 1582, 1056-001, Lisboa.

.....................................................................................................
As crianças em risco são aquelas que sofrem abuso, negligência, toxicovitimação, maus tratos, abandono, exploração sexual, contaminação por hepatite B, etc. No caso da toxicovitimação, isso significa que a criança é vítima da droga que os pais consomem ou traficam. "Muitas vezes chegam aqui com comportamentos que necessitam ser clinicamente apoiados, dando-lhes a medicação necessária para que não tenham vontade de continuar com o vício", sublinhou Manuel Coutinho.

Segundo um relatório elaborado pelo Projecto de Apoio à Família e à Criança (PAFAC), que está integrado no Instituto para o Desenvolvimento Social (IDS), através da "Linha de Emergência Criança Maltratada", no ano 1999 foram atendidos 1037 novos apelos. Este relatório confirma que os grupos etários mais atingidos por situações de negligência são maioritariamente crianças com idades entre os 0 e os 3 anos (no caso das crianças sinalizadas) e entre os 10 e os 14 anos (para jovens em acompanhamento). Já no que diz respeito aos maus tratos físicos, os grupos mais afectados são os de crianças entre os 7 e 9 anos e entre os 10 e 14 anos.

Na maioria dos casos identificou-se que a pessoa que provoca o mau trato infanto-juvenil é o pai, a mãe, ou até ambos. Mas também se registou que os seguintes da lista são os avós, que normalmente são muito jovens porque os pais das crianças são principalmente adolescentes. Depois estariam os tios, os padrinhos e até mesmo irmãos mais velhos.

Uma das atribuições do IDS, que está sob tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade, consiste em promover, conjuntamente com as instituições de segurança social, os programas dirigidos à infância e juventude. Neste contexto, foi criado no dia 7 de Junho do ano 2000 o PAFAC, que consiste numa resposta de âmbito nacional e que procura responder a situações de crianças maltratadas, procede a um rigoroso diagnóstico das disfunções familiares que motivam os maus tratos à criança e desenvolve as acções necessárias para fazer cessar a situação de risco.

O PAFAC é composto por 5 equipas regionais (uma delas em Faro) e 50 técnicos distribuídos por todo o território nacional. A sinalização das situações é feita através de uma Linha Telefónica de Emergência, dos Núcleos Hospitalares da Criança Maltratada, dos Centros de Saúde, das equipas das Casas de Acolhimento Temporário, dos serviços de Segurança Social, das Comissões de Protecção e dos Tribunais. Normalmente quem faz o primeiro contacto à linha de emergência são os vizinhos; depois são denúncias anónimas (atendendo à confidencialidade dos telefonemas) e, por último, os familiares.



Redacção/RS

Portugal
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Trabalho infantil gera lucro pra quem explora, pobreza pra quem é explorado, faz parte da cultura econômica brasileira e está diretamente ligado ao trabalho escravo. A quem incomoda a luta contra o trabalho infantil? Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho escravo. Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho degradante. O combate ao trabalho infantil incomoda a quem lucra com o trabalho infantil, a quem lucra com o trabalho escravo e a quem lucra com o trabalho degradante.
A quem incomoda a dignidade humana; a quem incomoda a beleza, a resistência, a sensualidade, a honestidade, a capacidade de organização do pobre; a quem incomoda a imagem bonita dos menos favorecidos? A quem incomoda a denúncia das injustiças da pobreza? Incomoda aos ricos e incomoda a uma parcela da classe média. Pra existir um rico quantos pobres tem que existir? Me perguntou um dia um carvoeiro, cansado de trabalhar, desde criança.
Ataliba dos Santos estava cansado de não assinar a carteira, não estudar, cansado de nãos... E cansado de não ter respostas. Enquanto fotografava pensava a quem interessa o desequilíbrio social? No Brasil, o trabalho infantil não é conseqüência da pobreza, mas sim instrumento financiador dela. Empregar crianças significa lucro fácil. A exploração infantil gera o desemprego dos pais, trabalho escravo, crianças doentes, subnutridas, morando em precárias condições, prejudicadas na sua capacidade intelectual e no seu direito à educação, lesadas no seu direito ao lazer, ao carinho, à alegria; sem infância.
“A gente custa muito pra entender que nasceu pra ser peixe de engordar gato que engorda rico e, em casa, a gente fabrica com todo amor os próximos peixinhos. Pra fugir disso, botei todo mundo pra estudar, mas sinto um aperto no peito porque sei que o ensino é muito ruim. Filho de pobre, mesmo depois de estudar um, dois, quatro anos, continua analfabeto. “As palavras de José dos Santos, carvoeiro na região do serrado, em minas Gerais expressão a luta para mudar uma realidade.
José dos Santos está tentando romper uma corrente perversa que alimenta uma cadeia de trabalho degradante nas carvoarias brasileiras, assim como nos sisais, nas fazendas, nos canaviais, nas pedreiras e em vários setores do segmento rural que alimentam indústrias urbanas. O trabalhador que vive em trabalho degradante ou análogo a escravo, é, na sua imensa maioria, analfabeto, e foi explorado como trabalhador infantil. Aconteceu assim com seus pais e seus avós. O caminho normal é acontecer com os filhos e netos.
Infelizmente, ainda não existe no Brasil uma política social que faça a associação entre trabalho infantil e trabalho degradante, análogo a escravo ou escravo, de forma a romper esse círculo. A realidade é que o trabalhador escravo de hoje foi o trabalhador infantil de ontem. A realidade do trabalho nas carvoarias brasileiras merece uma análise diferenciada. Muitas vezes o trabalho não é considerado trabalho escravo, outras vezes sim.
Porém, sempre é um trabalho extremamente pesado e quase sempre, mesmo em casos de carteira assinada, um trabalho degradante. Acaba com a saúde do trabalhador. Muitas vezes, olhar uma carvoaria em pleno vapor é, do ponto de vista humanitário, algo inaceitável.



Revista "Mundo e Missão"

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Trabalho infantil gera lucro pra quem explora, pobreza pra quem é explorado, faz parte da cultura econômica brasileira e está diretamente ligado ao trabalho escravo. A quem incomoda a luta contra o trabalho infantil? Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho escravo. Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho degradante. O combate ao trabalho infantil incomoda a quem lucra com o trabalho infantil, a quem lucra com o trabalho escravo e a quem lucra com o trabalho degradante.
A quem incomoda a dignidade humana; a quem incomoda a beleza, a resistência, a sensualidade, a honestidade, a capacidade de organização do pobre; a quem incomoda a imagem bonita dos menos favorecidos? A quem incomoda a denúncia das injustiças da pobreza? Incomoda aos ricos e incomoda a uma parcela da classe média. Pra existir um rico quantos pobres tem que existir? Me perguntou um dia um carvoeiro, cansado de trabalhar, desde criança.
Ataliba dos Santos estava cansado de não assinar a carteira, não estudar, cansado de nãos... E cansado de não ter respostas. Enquanto fotografava pensava a quem interessa o desequilíbrio social? No Brasil, o trabalho infantil não é conseqüência da pobreza, mas sim instrumento financiador dela. Empregar crianças significa lucro fácil. A exploração infantil gera o desemprego dos pais, trabalho escravo, crianças doentes, subnutridas, morando em precárias condições, prejudicadas na sua capacidade intelectual e no seu direito à educação, lesadas no seu direito ao lazer, ao carinho, à alegria; sem infância.
“A gente custa muito pra entender que nasceu pra ser peixe de engordar gato que engorda rico e, em casa, a gente fabrica com todo amor os próximos peixinhos. Pra fugir disso, botei todo mundo pra estudar, mas sinto um aperto no peito porque sei que o ensino é muito ruim. Filho de pobre, mesmo depois de estudar um, dois, quatro anos, continua analfabeto. “As palavras de José dos Santos, carvoeiro na região do serrado, em minas Gerais expressão a luta para mudar uma realidade.
José dos Santos está tentando romper uma corrente perversa que alimenta uma cadeia de trabalho degradante nas carvoarias brasileiras, assim como nos sisais, nas fazendas, nos canaviais, nas pedreiras e em vários setores do segmento rural que alimentam indústrias urbanas. O trabalhador que vive em trabalho degradante ou análogo a escravo, é, na sua imensa maioria, analfabeto, e foi explorado como trabalhador infantil. Aconteceu assim com seus pais e seus avós. O caminho normal é acontecer com os filhos e netos.
Infelizmente, ainda não existe no Brasil uma política social que faça a associação entre trabalho infantil e trabalho degradante, análogo a escravo ou escravo, de forma a romper esse círculo. A realidade é que o trabalhador escravo de hoje foi o trabalhador infantil de ontem. A realidade do trabalho nas carvoarias brasileiras merece uma análise diferenciada. Muitas vezes o trabalho não é considerado trabalho escravo, outras vezes sim.
Porém, sempre é um trabalho extremamente pesado e quase sempre, mesmo em casos de carteira assinada, um trabalho degradante. Acaba com a saúde do trabalhador. Muitas vezes, olhar uma carvoaria em pleno vapor é, do ponto de vista humanitário, algo inaceitável.



Revista "Mundo e Missão"

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Trabalho infantil gera lucro pra quem explora, pobreza pra quem é explorado, faz parte da cultura econômica brasileira e está diretamente ligado ao trabalho escravo. A quem incomoda a luta contra o trabalho infantil? Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho escravo. Incomoda aos que se incomodam com a luta contra o trabalho degradante. O combate ao trabalho infantil incomoda a quem lucra com o trabalho infantil, a quem lucra com o trabalho escravo e a quem lucra com o trabalho degradante.
A quem incomoda a dignidade humana; a quem incomoda a beleza, a resistência, a sensualidade, a honestidade, a capacidade de organização do pobre; a quem incomoda a imagem bonita dos menos favorecidos? A quem incomoda a denúncia das injustiças da pobreza? Incomoda aos ricos e incomoda a uma parcela da classe média. Pra existir um rico quantos pobres tem que existir? Me perguntou um dia um carvoeiro, cansado de trabalhar, desde criança.
Ataliba dos Santos estava cansado de não assinar a carteira, não estudar, cansado de nãos... E cansado de não ter respostas. Enquanto fotografava pensava a quem interessa o desequilíbrio social? No Brasil, o trabalho infantil não é conseqüência da pobreza, mas sim instrumento financiador dela. Empregar crianças significa lucro fácil. A exploração infantil gera o desemprego dos pais, trabalho escravo, crianças doentes, subnutridas, morando em precárias condições, prejudicadas na sua capacidade intelectual e no seu direito à educação, lesadas no seu direito ao lazer, ao carinho, à alegria; sem infância.
“A gente custa muito pra entender que nasceu pra ser peixe de engordar gato que engorda rico e, em casa, a gente fabrica com todo amor os próximos peixinhos. Pra fugir disso, botei todo mundo pra estudar, mas sinto um aperto no peito porque sei que o ensino é muito ruim. Filho de pobre, mesmo depois de estudar um, dois, quatro anos, continua analfabeto. “As palavras de José dos Santos, carvoeiro na região do serrado, em minas Gerais expressão a luta para mudar uma realidade.
José dos Santos está tentando romper uma corrente perversa que alimenta uma cadeia de trabalho degradante nas carvoarias brasileiras, assim como nos sisais, nas fazendas, nos canaviais, nas pedreiras e em vários setores do segmento rural que alimentam indústrias urbanas. O trabalhador que vive em trabalho degradante ou análogo a escravo, é, na sua imensa maioria, analfabeto, e foi explorado como trabalhador infantil. Aconteceu assim com seus pais e seus avós. O caminho normal é acontecer com os filhos e netos.
Infelizmente, ainda não existe no Brasil uma política social que faça a associação entre trabalho infantil e trabalho degradante, análogo a escravo ou escravo, de forma a romper esse círculo. A realidade é que o trabalhador escravo de hoje foi o trabalhador infantil de ontem. A realidade do trabalho nas carvoarias brasileiras merece uma análise diferenciada. Muitas vezes o trabalho não é considerado trabalho escravo, outras vezes sim.
Porém, sempre é um trabalho extremamente pesado e quase sempre, mesmo em casos de carteira assinada, um trabalho degradante. Acaba com a saúde do trabalhador. Muitas vezes, olhar uma carvoaria em pleno vapor é, do ponto de vista humanitário, algo inaceitável.



Revista "Mundo e Missão"

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"Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida".

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.
Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum à todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.
Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.
Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.
Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.
Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.
Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.
b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.
c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.
d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.
e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.
É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.
Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.
Os efeitos do maltrato emocional são observados:
· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;
· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;
· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;
· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;
· nos fracassos escolares;
· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e
· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie.
Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.
O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado


· Relato da vítima

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.
Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.
Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.
Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.
Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.
É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.
Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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"Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida".

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.
Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum à todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.
Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.
Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.
Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.
Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.
Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.
b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.
c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.
d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.
e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.
É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.
Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.
Os efeitos do maltrato emocional são observados:
· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;
· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;
· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;
· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;
· nos fracassos escolares;
· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e
· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie.
Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.
O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado


· Relato da vítima

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.
Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.
Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.
Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.
Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.
É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.
Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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"Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida".

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.
Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum à todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.
Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.
Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.
Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.
Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.
Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.
b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.
c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.
d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.
e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.
É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.
Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.
Os efeitos do maltrato emocional são observados:
· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;
· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;
· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;
· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;
· nos fracassos escolares;
· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e
· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie.
Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.
O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado


· Relato da vítima

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.
Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.
Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.
Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.
Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.
É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.
Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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Atendendo ao gentil pedido de um leitor por e-mail
ETAPA
etapa.forum@hotmail.com

To: Supremo Tribunal Federal

Pelo Cumprimento da Convenção de Haia nos Casos de Sequestro Internacional de Menores

Cidadão brasileiro, você provavelmente não deve estar ciente, mas há no momento casos de menores que estão retidos ilegalmente no Brasil.

A situação é complexa, pois são casos em que um dos cônjuges envolvidos é um cidadão brasileiro que constituiu família no exterior e que posteriomente retornou ao Brasil trazendo seu filho/filha sem o aval do outro cônjuge. Sob a ótica da convenção de Haia, da qual o Brasil é um país signatário, a situação do menor que permance em território nacional nestas circunstâncias é ilegal pois a mesma convenção estabelece que em casos de separação desta natureza a corte que decide a guarda dos filhos é aquela onde o menor residia antes da separação. Ou seja, não cabe a uma corte no Brasil decidir sobre isso (para detalhes sobre a aplicação da convenção de Haia nesses casos e seus desdobramentos ver http://bringseanhome.org) .

O objetivo desse abaixo assinado é então:

(i) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL julgue TODOS os casos de menores retidos ilegalmente no Brasil

(ii) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL estabeleça diretrizes (em conformidade com a convenção de Haia) a serem seguidas pelas diversas cortes de família que lidam com casos deste tipo.

A demora da justiça em analisar estes casos tem levado a manifestações exacerbadas de americanos, com sugestões das mais variadas que incluem a aplicação de sanções comerciais ao Brasil, o boicote ao turismo, e até a intervenção armada. Muitos se referem ao nosso país de forma pouco civilizada alimentando estereótipos totalmente infundados e acusando-nos de sermos imorais, antiéticos e mentirosos. (Para ver uma compilação de algumas dessas mensagens ir em http://mtm.ufsc.br/~mcarvalho/X )

Cidadão brasileiro, assinando esta petição, você estará contribuindo para corrigir injustiças e ao mesmo tempo estará dando uma resposta clara aos americanos de que estamos fazendo isso pelo senso de justiça do nosso povo e não pelo receio de sanções de quaisquer espécie. Mais do que nunca, devemos mostrar aos americanos a grandeza do nosso povo.

ADVERTÊNCIA: Cidadãos americanos, esta petição é destinada apenas a cidadãos brasileiros. Vocês não devem assiná-la. Contudo, dada a impossibilidade de restringi-la somente aos brasileiros, caso você assine, lembre-se de que o envio de mensagens ofensivas ao Governo do Brasil, ao Judiciário Brasileiro, ao Poder Legislativo, ao Povo Brasileiro em geral e a qualquer indivíduo em particular, além de lamentável, não contribuirá para tornar esta petição efetiva junto ao Supremo Tribunal Federal.

WARNING: To all american citizens, this petition is designed for the brazilians only. You MUST NOT sign it. However, due to the impossibility of enforcing this, in case you sign it, have in mind that the posting of messages that are offensive to the Government of Brazil, to the Brazilian Courts, to the Brazilian Legislature, to the Brazilian People and to any individual in particular, besides being regrettable, will not contribute to the effectiveness of our petition towards the Brazilian Supreme Court.

Sincerely,
The Undersigned

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Atendendo ao gentil pedido de um leitor por e-mail
ETAPA
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To: Supremo Tribunal Federal

Pelo Cumprimento da Convenção de Haia nos Casos de Sequestro Internacional de Menores

Cidadão brasileiro, você provavelmente não deve estar ciente, mas há no momento casos de menores que estão retidos ilegalmente no Brasil.

A situação é complexa, pois são casos em que um dos cônjuges envolvidos é um cidadão brasileiro que constituiu família no exterior e que posteriomente retornou ao Brasil trazendo seu filho/filha sem o aval do outro cônjuge. Sob a ótica da convenção de Haia, da qual o Brasil é um país signatário, a situação do menor que permance em território nacional nestas circunstâncias é ilegal pois a mesma convenção estabelece que em casos de separação desta natureza a corte que decide a guarda dos filhos é aquela onde o menor residia antes da separação. Ou seja, não cabe a uma corte no Brasil decidir sobre isso (para detalhes sobre a aplicação da convenção de Haia nesses casos e seus desdobramentos ver http://bringseanhome.org) .

O objetivo desse abaixo assinado é então:

(i) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL julgue TODOS os casos de menores retidos ilegalmente no Brasil

(ii) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL estabeleça diretrizes (em conformidade com a convenção de Haia) a serem seguidas pelas diversas cortes de família que lidam com casos deste tipo.

A demora da justiça em analisar estes casos tem levado a manifestações exacerbadas de americanos, com sugestões das mais variadas que incluem a aplicação de sanções comerciais ao Brasil, o boicote ao turismo, e até a intervenção armada. Muitos se referem ao nosso país de forma pouco civilizada alimentando estereótipos totalmente infundados e acusando-nos de sermos imorais, antiéticos e mentirosos. (Para ver uma compilação de algumas dessas mensagens ir em http://mtm.ufsc.br/~mcarvalho/X )

Cidadão brasileiro, assinando esta petição, você estará contribuindo para corrigir injustiças e ao mesmo tempo estará dando uma resposta clara aos americanos de que estamos fazendo isso pelo senso de justiça do nosso povo e não pelo receio de sanções de quaisquer espécie. Mais do que nunca, devemos mostrar aos americanos a grandeza do nosso povo.

ADVERTÊNCIA: Cidadãos americanos, esta petição é destinada apenas a cidadãos brasileiros. Vocês não devem assiná-la. Contudo, dada a impossibilidade de restringi-la somente aos brasileiros, caso você assine, lembre-se de que o envio de mensagens ofensivas ao Governo do Brasil, ao Judiciário Brasileiro, ao Poder Legislativo, ao Povo Brasileiro em geral e a qualquer indivíduo em particular, além de lamentável, não contribuirá para tornar esta petição efetiva junto ao Supremo Tribunal Federal.

WARNING: To all american citizens, this petition is designed for the brazilians only. You MUST NOT sign it. However, due to the impossibility of enforcing this, in case you sign it, have in mind that the posting of messages that are offensive to the Government of Brazil, to the Brazilian Courts, to the Brazilian Legislature, to the Brazilian People and to any individual in particular, besides being regrettable, will not contribute to the effectiveness of our petition towards the Brazilian Supreme Court.

Sincerely,
The Undersigned

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Atendendo ao gentil pedido de um leitor por e-mail
ETAPA
etapa.forum@hotmail.com

To: Supremo Tribunal Federal

Pelo Cumprimento da Convenção de Haia nos Casos de Sequestro Internacional de Menores

Cidadão brasileiro, você provavelmente não deve estar ciente, mas há no momento casos de menores que estão retidos ilegalmente no Brasil.

A situação é complexa, pois são casos em que um dos cônjuges envolvidos é um cidadão brasileiro que constituiu família no exterior e que posteriomente retornou ao Brasil trazendo seu filho/filha sem o aval do outro cônjuge. Sob a ótica da convenção de Haia, da qual o Brasil é um país signatário, a situação do menor que permance em território nacional nestas circunstâncias é ilegal pois a mesma convenção estabelece que em casos de separação desta natureza a corte que decide a guarda dos filhos é aquela onde o menor residia antes da separação. Ou seja, não cabe a uma corte no Brasil decidir sobre isso (para detalhes sobre a aplicação da convenção de Haia nesses casos e seus desdobramentos ver http://bringseanhome.org) .

O objetivo desse abaixo assinado é então:

(i) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL julgue TODOS os casos de menores retidos ilegalmente no Brasil

(ii) solicitar que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL estabeleça diretrizes (em conformidade com a convenção de Haia) a serem seguidas pelas diversas cortes de família que lidam com casos deste tipo.

A demora da justiça em analisar estes casos tem levado a manifestações exacerbadas de americanos, com sugestões das mais variadas que incluem a aplicação de sanções comerciais ao Brasil, o boicote ao turismo, e até a intervenção armada. Muitos se referem ao nosso país de forma pouco civilizada alimentando estereótipos totalmente infundados e acusando-nos de sermos imorais, antiéticos e mentirosos. (Para ver uma compilação de algumas dessas mensagens ir em http://mtm.ufsc.br/~mcarvalho/X )

Cidadão brasileiro, assinando esta petição, você estará contribuindo para corrigir injustiças e ao mesmo tempo estará dando uma resposta clara aos americanos de que estamos fazendo isso pelo senso de justiça do nosso povo e não pelo receio de sanções de quaisquer espécie. Mais do que nunca, devemos mostrar aos americanos a grandeza do nosso povo.

ADVERTÊNCIA: Cidadãos americanos, esta petição é destinada apenas a cidadãos brasileiros. Vocês não devem assiná-la. Contudo, dada a impossibilidade de restringi-la somente aos brasileiros, caso você assine, lembre-se de que o envio de mensagens ofensivas ao Governo do Brasil, ao Judiciário Brasileiro, ao Poder Legislativo, ao Povo Brasileiro em geral e a qualquer indivíduo em particular, além de lamentável, não contribuirá para tornar esta petição efetiva junto ao Supremo Tribunal Federal.

WARNING: To all american citizens, this petition is designed for the brazilians only. You MUST NOT sign it. However, due to the impossibility of enforcing this, in case you sign it, have in mind that the posting of messages that are offensive to the Government of Brazil, to the Brazilian Courts, to the Brazilian Legislature, to the Brazilian People and to any individual in particular, besides being regrettable, will not contribute to the effectiveness of our petition towards the Brazilian Supreme Court.

Sincerely,
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Rio – Em uma consulta simples na Internet, os usuários do Google podem ser direcionados, sem querer, a links de pedofilia e pornografia infantil. Dependendo do que é digitado na caixa de pesquisa, os internautas recebem a ‘sugestão’ para seguir por caminhos capazes de levar a páginas com conteúdos proibidos e criminosos. Sites com fotos e vídeos de crianças nuas e até praticando sexo com adultos estão entre os mais indicados.
O recurso responsável pelas dicas foi lançado no último dia 25. Batizado de Google Suggest (Sugestões Google), a nova ferramenta oferece aos usuários do site 10 opções de frases que são apresentadas à medida que ele digita o termo que deseja pesquisar.
Numa busca com a expressão “meninas do Rio”, por exemplo, antes de completar a digitação os internautas recebem sugestões como ‘meninas de 13 anos transando’, ‘meninas de calcinha’, ‘meninas de 15 anos perdendo a virgindade’ e ‘meninas de programa’.
De acordo com os representantes do Google no Brasil, a ferramenta representa os termos mais pesquisados no site. “Não é que o Google facilite que as pessoas achem páginas com esses conteúdos. São os próprios usuários que estão buscando termos assim”, sustenta o diretor de Comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes.
Apesar dos argumentos, o programa, que foi criado para agilizar as pesquisas no site, já é alvo de várias críticas. “Este tipo de facilitador é muito perigoso e pode estar sendo usado como estimulante para a prática de crimes, como a pedofilia, na Internet”, alerta a promotora Ana Lúcia Melo, titular da promotoria de Crimes Contra as Crianças e Adolescentes do Ministério Público do Rio.
Preocupada com o mau uso da ferramenta, Ana Lúcia informou que fará um comunicado oficial à CPI da Pedofilia, instalada no Congresso Nacional, em Brasília, solicitando a convocação dos representantes do Google no Brasil. “É preciso que o funcionamento deste programa seja revisto imediatamente. É fundamental que as sugestões apresentadas aos usuários durante as buscas passem por uma análise mais rigorosa”, cobra.
Presidente da ONG Safernet Brasil, que atua no combate aos crimes virtuais, Thiago Tavares também destaca a necessidade de se investir no combate à pedofilia na web. “Esse problema mostra o quanto é grande a procura por sites com conteúdos de pornografia infantil na rede. Por isso é preciso investir no desenvolvimento de filtros de identificação de palavras-chave que consigam bloquear essas páginas antes mesmo de serem apresentadas aos internautas”.
Segundo Thiago, “o Suggest é um mecanismo de buscas muito útil, mas precisa estar preparado para dificultar, e não facilitar o acesso a esse tipo de páginas na Internet”. Ele diz ainda: “De qualquer forma, a gente sabe que manter atualizada a ‘lista negra’ dos sites proibidos é quase impossível diante do grande número de páginas criadas diariamente”.

Controle sobre a rede
Google Suggest foi criado pela empresa para encurtar o caminho entre o internauta e os sites que ele pode estar procurando. O programa ‘lê’ o que está sendo digitado e pesquisa, instantaneamente, expressões ou palavras semelhantes que estão entre as 10 mais procuradas.
Em julho de 2008, o Google assinou um termo de ajustamento de conduta com a CPI da Pedofilia em que se comprometeu a quebrar o sigilo de páginas consideradas suspeitas de fazer apologia à prática de pedofilia.
De janeiro a junho do ano passado, foram denunciadas 44.106 páginas que mantinham conteúdo considerado criminoso. A grande maioria (92,15%) estava hospedada no site de relacionamentos ‘Orkut’.
No dia 25 de novembro de 2008 o presidente Lula alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tornou mais rígida a punição para crimes de pornografia infantil na Internet.
A Lei 11.829 aumentou a pena máxima para este crime, que passou de 6 para 8 anos de prisão, e criminalizou a aquisição, posse e divulgação para venda de material pornográfico.

Risco é desviar o interesse do usuário
Professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora Elizabeth Rondelli reconhece a importância do Google Suggest. No entanto, destaca que os resultados obtidos com as buscas podem interferir no comportamento dos usuários.
“Os resultados obtidos com as pesquisas vão depender muito do tipo de palavra que será inserida. Mas não há dúvidas de que eles podem desvirtuar o interesse dos internautas, que podem ter sua curiosidade aguçada pelas opções oferecidas”, afirma a professora Elizabeth, que é doutora em Ciências Sociais.
Apesar do problema com a nova ferramenta, nem todas as páginas sugeridas nos resultados das buscas estão disponíveis para os internautas. Muitas foram rastreadas pelo próprio sistema do Google e já se encontram bloqueadas para os usuários. “Por isso discordo de quem diz que a ferramenta pode estar estimulando a pornografia”, defende-se o representante do Google Brasil, Felix Ximenes.
Uma das soluções encontradas por outros sites de busca para evitar o problema foi apresentar resultados que apenas contenham as palavras digitadas. Este foi o caso do site Yahoo!.
Numa pesquisa idêntica a realizada no novo Google, com o trecho ‘meninas d’ (em destaque na página ao lado), as sugestões de resultados apresentadas aos internautas são: ‘jogos de meninas de aventuras’, ‘fotos de meninas’, entre outras.



O Dia Online
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Rio – Em uma consulta simples na Internet, os usuários do Google podem ser direcionados, sem querer, a links de pedofilia e pornografia infantil. Dependendo do que é digitado na caixa de pesquisa, os internautas recebem a ‘sugestão’ para seguir por caminhos capazes de levar a páginas com conteúdos proibidos e criminosos. Sites com fotos e vídeos de crianças nuas e até praticando sexo com adultos estão entre os mais indicados.
O recurso responsável pelas dicas foi lançado no último dia 25. Batizado de Google Suggest (Sugestões Google), a nova ferramenta oferece aos usuários do site 10 opções de frases que são apresentadas à medida que ele digita o termo que deseja pesquisar.
Numa busca com a expressão “meninas do Rio”, por exemplo, antes de completar a digitação os internautas recebem sugestões como ‘meninas de 13 anos transando’, ‘meninas de calcinha’, ‘meninas de 15 anos perdendo a virgindade’ e ‘meninas de programa’.
De acordo com os representantes do Google no Brasil, a ferramenta representa os termos mais pesquisados no site. “Não é que o Google facilite que as pessoas achem páginas com esses conteúdos. São os próprios usuários que estão buscando termos assim”, sustenta o diretor de Comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes.
Apesar dos argumentos, o programa, que foi criado para agilizar as pesquisas no site, já é alvo de várias críticas. “Este tipo de facilitador é muito perigoso e pode estar sendo usado como estimulante para a prática de crimes, como a pedofilia, na Internet”, alerta a promotora Ana Lúcia Melo, titular da promotoria de Crimes Contra as Crianças e Adolescentes do Ministério Público do Rio.
Preocupada com o mau uso da ferramenta, Ana Lúcia informou que fará um comunicado oficial à CPI da Pedofilia, instalada no Congresso Nacional, em Brasília, solicitando a convocação dos representantes do Google no Brasil. “É preciso que o funcionamento deste programa seja revisto imediatamente. É fundamental que as sugestões apresentadas aos usuários durante as buscas passem por uma análise mais rigorosa”, cobra.
Presidente da ONG Safernet Brasil, que atua no combate aos crimes virtuais, Thiago Tavares também destaca a necessidade de se investir no combate à pedofilia na web. “Esse problema mostra o quanto é grande a procura por sites com conteúdos de pornografia infantil na rede. Por isso é preciso investir no desenvolvimento de filtros de identificação de palavras-chave que consigam bloquear essas páginas antes mesmo de serem apresentadas aos internautas”.
Segundo Thiago, “o Suggest é um mecanismo de buscas muito útil, mas precisa estar preparado para dificultar, e não facilitar o acesso a esse tipo de páginas na Internet”. Ele diz ainda: “De qualquer forma, a gente sabe que manter atualizada a ‘lista negra’ dos sites proibidos é quase impossível diante do grande número de páginas criadas diariamente”.

Controle sobre a rede
Google Suggest foi criado pela empresa para encurtar o caminho entre o internauta e os sites que ele pode estar procurando. O programa ‘lê’ o que está sendo digitado e pesquisa, instantaneamente, expressões ou palavras semelhantes que estão entre as 10 mais procuradas.
Em julho de 2008, o Google assinou um termo de ajustamento de conduta com a CPI da Pedofilia em que se comprometeu a quebrar o sigilo de páginas consideradas suspeitas de fazer apologia à prática de pedofilia.
De janeiro a junho do ano passado, foram denunciadas 44.106 páginas que mantinham conteúdo considerado criminoso. A grande maioria (92,15%) estava hospedada no site de relacionamentos ‘Orkut’.
No dia 25 de novembro de 2008 o presidente Lula alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tornou mais rígida a punição para crimes de pornografia infantil na Internet.
A Lei 11.829 aumentou a pena máxima para este crime, que passou de 6 para 8 anos de prisão, e criminalizou a aquisição, posse e divulgação para venda de material pornográfico.

Risco é desviar o interesse do usuário
Professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora Elizabeth Rondelli reconhece a importância do Google Suggest. No entanto, destaca que os resultados obtidos com as buscas podem interferir no comportamento dos usuários.
“Os resultados obtidos com as pesquisas vão depender muito do tipo de palavra que será inserida. Mas não há dúvidas de que eles podem desvirtuar o interesse dos internautas, que podem ter sua curiosidade aguçada pelas opções oferecidas”, afirma a professora Elizabeth, que é doutora em Ciências Sociais.
Apesar do problema com a nova ferramenta, nem todas as páginas sugeridas nos resultados das buscas estão disponíveis para os internautas. Muitas foram rastreadas pelo próprio sistema do Google e já se encontram bloqueadas para os usuários. “Por isso discordo de quem diz que a ferramenta pode estar estimulando a pornografia”, defende-se o representante do Google Brasil, Felix Ximenes.
Uma das soluções encontradas por outros sites de busca para evitar o problema foi apresentar resultados que apenas contenham as palavras digitadas. Este foi o caso do site Yahoo!.
Numa pesquisa idêntica a realizada no novo Google, com o trecho ‘meninas d’ (em destaque na página ao lado), as sugestões de resultados apresentadas aos internautas são: ‘jogos de meninas de aventuras’, ‘fotos de meninas’, entre outras.



O Dia Online
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Rio – Em uma consulta simples na Internet, os usuários do Google podem ser direcionados, sem querer, a links de pedofilia e pornografia infantil. Dependendo do que é digitado na caixa de pesquisa, os internautas recebem a ‘sugestão’ para seguir por caminhos capazes de levar a páginas com conteúdos proibidos e criminosos. Sites com fotos e vídeos de crianças nuas e até praticando sexo com adultos estão entre os mais indicados.
O recurso responsável pelas dicas foi lançado no último dia 25. Batizado de Google Suggest (Sugestões Google), a nova ferramenta oferece aos usuários do site 10 opções de frases que são apresentadas à medida que ele digita o termo que deseja pesquisar.
Numa busca com a expressão “meninas do Rio”, por exemplo, antes de completar a digitação os internautas recebem sugestões como ‘meninas de 13 anos transando’, ‘meninas de calcinha’, ‘meninas de 15 anos perdendo a virgindade’ e ‘meninas de programa’.
De acordo com os representantes do Google no Brasil, a ferramenta representa os termos mais pesquisados no site. “Não é que o Google facilite que as pessoas achem páginas com esses conteúdos. São os próprios usuários que estão buscando termos assim”, sustenta o diretor de Comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes.
Apesar dos argumentos, o programa, que foi criado para agilizar as pesquisas no site, já é alvo de várias críticas. “Este tipo de facilitador é muito perigoso e pode estar sendo usado como estimulante para a prática de crimes, como a pedofilia, na Internet”, alerta a promotora Ana Lúcia Melo, titular da promotoria de Crimes Contra as Crianças e Adolescentes do Ministério Público do Rio.
Preocupada com o mau uso da ferramenta, Ana Lúcia informou que fará um comunicado oficial à CPI da Pedofilia, instalada no Congresso Nacional, em Brasília, solicitando a convocação dos representantes do Google no Brasil. “É preciso que o funcionamento deste programa seja revisto imediatamente. É fundamental que as sugestões apresentadas aos usuários durante as buscas passem por uma análise mais rigorosa”, cobra.
Presidente da ONG Safernet Brasil, que atua no combate aos crimes virtuais, Thiago Tavares também destaca a necessidade de se investir no combate à pedofilia na web. “Esse problema mostra o quanto é grande a procura por sites com conteúdos de pornografia infantil na rede. Por isso é preciso investir no desenvolvimento de filtros de identificação de palavras-chave que consigam bloquear essas páginas antes mesmo de serem apresentadas aos internautas”.
Segundo Thiago, “o Suggest é um mecanismo de buscas muito útil, mas precisa estar preparado para dificultar, e não facilitar o acesso a esse tipo de páginas na Internet”. Ele diz ainda: “De qualquer forma, a gente sabe que manter atualizada a ‘lista negra’ dos sites proibidos é quase impossível diante do grande número de páginas criadas diariamente”.

Controle sobre a rede
Google Suggest foi criado pela empresa para encurtar o caminho entre o internauta e os sites que ele pode estar procurando. O programa ‘lê’ o que está sendo digitado e pesquisa, instantaneamente, expressões ou palavras semelhantes que estão entre as 10 mais procuradas.
Em julho de 2008, o Google assinou um termo de ajustamento de conduta com a CPI da Pedofilia em que se comprometeu a quebrar o sigilo de páginas consideradas suspeitas de fazer apologia à prática de pedofilia.
De janeiro a junho do ano passado, foram denunciadas 44.106 páginas que mantinham conteúdo considerado criminoso. A grande maioria (92,15%) estava hospedada no site de relacionamentos ‘Orkut’.
No dia 25 de novembro de 2008 o presidente Lula alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tornou mais rígida a punição para crimes de pornografia infantil na Internet.
A Lei 11.829 aumentou a pena máxima para este crime, que passou de 6 para 8 anos de prisão, e criminalizou a aquisição, posse e divulgação para venda de material pornográfico.

Risco é desviar o interesse do usuário
Professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisadora Elizabeth Rondelli reconhece a importância do Google Suggest. No entanto, destaca que os resultados obtidos com as buscas podem interferir no comportamento dos usuários.
“Os resultados obtidos com as pesquisas vão depender muito do tipo de palavra que será inserida. Mas não há dúvidas de que eles podem desvirtuar o interesse dos internautas, que podem ter sua curiosidade aguçada pelas opções oferecidas”, afirma a professora Elizabeth, que é doutora em Ciências Sociais.
Apesar do problema com a nova ferramenta, nem todas as páginas sugeridas nos resultados das buscas estão disponíveis para os internautas. Muitas foram rastreadas pelo próprio sistema do Google e já se encontram bloqueadas para os usuários. “Por isso discordo de quem diz que a ferramenta pode estar estimulando a pornografia”, defende-se o representante do Google Brasil, Felix Ximenes.
Uma das soluções encontradas por outros sites de busca para evitar o problema foi apresentar resultados que apenas contenham as palavras digitadas. Este foi o caso do site Yahoo!.
Numa pesquisa idêntica a realizada no novo Google, com o trecho ‘meninas d’ (em destaque na página ao lado), as sugestões de resultados apresentadas aos internautas são: ‘jogos de meninas de aventuras’, ‘fotos de meninas’, entre outras.



O Dia Online
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Dois corpos já tinham sido localizados e resgatados em alto-mar no sábado.Os cinco corpos estão sendo enviados para Fernando de Noronha.

A Marinha e a Aeronáutica anunciaram na manhã deste domingo (7) a localização e resgate de mais três corpos em alto-mar de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. Outros dois corpos haviam sido localizados no sábado (6). Os cinco corpos estão sendo transportados pela Marinha para Fernando de Noronha.
Segundo informações divulgadas pelos comandos da Marinha e Aeronáutica durante entrevista coletiva no Recife neste domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que favia o voo 447.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, em um intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

Localização dos corpos
No sábado (6), além dos dois corpos achados pela manhã, foram encontrados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France. Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air France. Segundo a Aeronáutica, a área de buscas já soma mais de 200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e será ampliada a cada nova evidência. Entre 5h e 6h da manhã de sábado (6), o radar do avião R-99 identificou uma série de pontos a 849 quilômetros de Fernando de Noronha, distante 69,5 quilômetros a noroeste do local onde o Airbus que fazia o voo 447 relatou pane elétrica. Um Hércules C-130 foi para o local e confirmou visualmente que havia objetos na água. Às 8h14, a Corveta Caboclo recolheu no local uma poltrona azul e logo depois encontrou dois corpos, além de vários componentes do Airbus. Esses corpos foram transferidos para a Fragata Constituição. Às 11h39, o R-99 da Força Aérea Brasileira decolou de Fernando de Noronha para continuar a varredura eletrônica e captou, durante a tarde, diversos objetos a oeste da área de onde os corpos foram retirados. As aeronaves de busca visual decolaram em seguida para vasculhar esses pontos. Por volta das 16h um C-130 da FAB localizou outros pontos com possíveis destroços. A Corveta Caboclo e o Navio-Patrulha Grajaú continuaram a retirar material do mar durante a noite. Segundo os comandos da Marinha e da Aeronáutica, os aviões seguiram o mesmo planejamento adotado nos dias anteriores, priorizando as ações de busca e depois o resgate de destroços. Segundo os comandos das duas corporações, Fernando de Noronha será apenas uma escala logística para possibilitar o transporte aéreo dos corpos para o Recife. A identificação será conduzida pelo IML-Recife (PE).



G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:15  comentar

Dois corpos já tinham sido localizados e resgatados em alto-mar no sábado.Os cinco corpos estão sendo enviados para Fernando de Noronha.

A Marinha e a Aeronáutica anunciaram na manhã deste domingo (7) a localização e resgate de mais três corpos em alto-mar de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. Outros dois corpos haviam sido localizados no sábado (6). Os cinco corpos estão sendo transportados pela Marinha para Fernando de Noronha.
Segundo informações divulgadas pelos comandos da Marinha e Aeronáutica durante entrevista coletiva no Recife neste domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que favia o voo 447.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, em um intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

Localização dos corpos
No sábado (6), além dos dois corpos achados pela manhã, foram encontrados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France. Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air France. Segundo a Aeronáutica, a área de buscas já soma mais de 200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e será ampliada a cada nova evidência. Entre 5h e 6h da manhã de sábado (6), o radar do avião R-99 identificou uma série de pontos a 849 quilômetros de Fernando de Noronha, distante 69,5 quilômetros a noroeste do local onde o Airbus que fazia o voo 447 relatou pane elétrica. Um Hércules C-130 foi para o local e confirmou visualmente que havia objetos na água. Às 8h14, a Corveta Caboclo recolheu no local uma poltrona azul e logo depois encontrou dois corpos, além de vários componentes do Airbus. Esses corpos foram transferidos para a Fragata Constituição. Às 11h39, o R-99 da Força Aérea Brasileira decolou de Fernando de Noronha para continuar a varredura eletrônica e captou, durante a tarde, diversos objetos a oeste da área de onde os corpos foram retirados. As aeronaves de busca visual decolaram em seguida para vasculhar esses pontos. Por volta das 16h um C-130 da FAB localizou outros pontos com possíveis destroços. A Corveta Caboclo e o Navio-Patrulha Grajaú continuaram a retirar material do mar durante a noite. Segundo os comandos da Marinha e da Aeronáutica, os aviões seguiram o mesmo planejamento adotado nos dias anteriores, priorizando as ações de busca e depois o resgate de destroços. Segundo os comandos das duas corporações, Fernando de Noronha será apenas uma escala logística para possibilitar o transporte aéreo dos corpos para o Recife. A identificação será conduzida pelo IML-Recife (PE).



G1
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Dois corpos já tinham sido localizados e resgatados em alto-mar no sábado.Os cinco corpos estão sendo enviados para Fernando de Noronha.

A Marinha e a Aeronáutica anunciaram na manhã deste domingo (7) a localização e resgate de mais três corpos em alto-mar de ocupantes do Airbus da Air France que desapareceu na noite do último dia 31 no trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. Outros dois corpos haviam sido localizados no sábado (6). Os cinco corpos estão sendo transportados pela Marinha para Fernando de Noronha.
Segundo informações divulgadas pelos comandos da Marinha e Aeronáutica durante entrevista coletiva no Recife neste domingo, não existe dúvida de que o material recolhido no mar seja dos destroços do Airbus que favia o voo 447.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes na noite do último dia 31. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha. De acordo com investigadores franceses, em um intervalo de quatro minutos, o avião emitiu 24 mensagens automáticas com sinais de anomalias no voo, das quais 14 entre 23h10 e 23h11.

Localização dos corpos
No sábado (6), além dos dois corpos achados pela manhã, foram encontrados uma parte da asa e assentos do Airbus da Air France. Também foram resgatados no mar pela manhã uma mochila, uma pasta e uma poltrona azul semelhante às do avião da Air France. Segundo a Aeronáutica, a área de buscas já soma mais de 200 mil km quadrados (pouco maior que a do estado do Paraná) e será ampliada a cada nova evidência. Entre 5h e 6h da manhã de sábado (6), o radar do avião R-99 identificou uma série de pontos a 849 quilômetros de Fernando de Noronha, distante 69,5 quilômetros a noroeste do local onde o Airbus que fazia o voo 447 relatou pane elétrica. Um Hércules C-130 foi para o local e confirmou visualmente que havia objetos na água. Às 8h14, a Corveta Caboclo recolheu no local uma poltrona azul e logo depois encontrou dois corpos, além de vários componentes do Airbus. Esses corpos foram transferidos para a Fragata Constituição. Às 11h39, o R-99 da Força Aérea Brasileira decolou de Fernando de Noronha para continuar a varredura eletrônica e captou, durante a tarde, diversos objetos a oeste da área de onde os corpos foram retirados. As aeronaves de busca visual decolaram em seguida para vasculhar esses pontos. Por volta das 16h um C-130 da FAB localizou outros pontos com possíveis destroços. A Corveta Caboclo e o Navio-Patrulha Grajaú continuaram a retirar material do mar durante a noite. Segundo os comandos da Marinha e da Aeronáutica, os aviões seguiram o mesmo planejamento adotado nos dias anteriores, priorizando as ações de busca e depois o resgate de destroços. Segundo os comandos das duas corporações, Fernando de Noronha será apenas uma escala logística para possibilitar o transporte aéreo dos corpos para o Recife. A identificação será conduzida pelo IML-Recife (PE).



G1
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RIO - O acidente com o Airbus A-330 da Air France pode aumentar uma prática já adotada por alguns casais e sócios de empresas: a de embarcar em voos distintos. A cantora Fernanda Abreu e seu marido, o artista plástico Luiz Stein, não viajam juntos de avião desde que tiveram a primeira filha. Os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes, que apresentam o "Jornal Nacional", da TV Globo, também costumam ir cada um em uma aeronave quando saem do Rio sem os filhos.
Segundo o velejador e tradutor Glenn Haynes, esse procedimento teve grande impacto em sua vida. Glenn nasceu em 1960 e, no mesmo ano, sua mãe, Margrete Schimit, uma das primeiras velejadoras brasileiras a obter bons resultados em regatas internacionais, foi à Europa com seu pai, o inglês Ronald Haynes. Pensando no filho recém-nascido que ficara na casa dos avós, os dois viajaram separados. Na volta, no voo Lisboa-Rio, com escala em Recife, o avião que trazia Margrete bateu numa colina próxima ao Aeroporto Internacional de Guararapes, na capital pernambucana, levando à morte seus 51 ocupantes.
- Meus pais fizeram o certo. Perder o pai ou a mãe já é muito traumatizante. Perder os dois de uma vez seria, certamente, um trauma ainda pior. Pais viajarem separados de avião é algo relativamente comum na Europa - afirmou Glenn, que morou dos 2 aos 18 anos na Inglaterra.
A empresária Regina Cavalcante também nunca viaja no mesmo avião com o marido. Eles têm quatro filhos.
- Em virtude de nossos negócios em Lisboa, vamos constantemente à capital portuguesa. Mas sempre em aviões diferentes. Quando viajamos com os filhos, vamos no mesmo avião. O importante é preservar a família - disse a empresária.
A francesa Marie-Annick Mercier, que mora no Rio, onde preside uma ONG, está tão impressionada com o acidente com o Airbus que afirma: jamais viajará novamente com o marido no mesmo avião.
- Toda a França está em estado de choque por causa do acidente. O fato de ninguém saber o que ocorreu me levou à decisão de não viajar mais junto com meu marido. Nossas viagens eram uma pequena celebração, com champanhe e muita alegria. Isso, para mim, acabou - afirmou a francesa, que tem uma filha.
No avião francês, estava o empresário franco-brasileiro Jean-Claude Lozouet, cuja mulher, Ivone, também foi para Paris, mas em outra aeronave. Os dois filhos do casal estão em Paris, na companhia da mãe.
Nos Estados Unidos, o presidente da República nunca viaja no mesmo avião que seu vice. Lá, cada um tem sua aeronave oficial. No mundo do rock, a banda Rolling Stones tem contrato com uma seguradora que determina que os astros do grupo, Mick Jagger e Keith Richards, viajem em diferentes voos, para diminuir o prejuízo em caso de acidente.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:52  comentar

RIO - O acidente com o Airbus A-330 da Air France pode aumentar uma prática já adotada por alguns casais e sócios de empresas: a de embarcar em voos distintos. A cantora Fernanda Abreu e seu marido, o artista plástico Luiz Stein, não viajam juntos de avião desde que tiveram a primeira filha. Os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes, que apresentam o "Jornal Nacional", da TV Globo, também costumam ir cada um em uma aeronave quando saem do Rio sem os filhos.
Segundo o velejador e tradutor Glenn Haynes, esse procedimento teve grande impacto em sua vida. Glenn nasceu em 1960 e, no mesmo ano, sua mãe, Margrete Schimit, uma das primeiras velejadoras brasileiras a obter bons resultados em regatas internacionais, foi à Europa com seu pai, o inglês Ronald Haynes. Pensando no filho recém-nascido que ficara na casa dos avós, os dois viajaram separados. Na volta, no voo Lisboa-Rio, com escala em Recife, o avião que trazia Margrete bateu numa colina próxima ao Aeroporto Internacional de Guararapes, na capital pernambucana, levando à morte seus 51 ocupantes.
- Meus pais fizeram o certo. Perder o pai ou a mãe já é muito traumatizante. Perder os dois de uma vez seria, certamente, um trauma ainda pior. Pais viajarem separados de avião é algo relativamente comum na Europa - afirmou Glenn, que morou dos 2 aos 18 anos na Inglaterra.
A empresária Regina Cavalcante também nunca viaja no mesmo avião com o marido. Eles têm quatro filhos.
- Em virtude de nossos negócios em Lisboa, vamos constantemente à capital portuguesa. Mas sempre em aviões diferentes. Quando viajamos com os filhos, vamos no mesmo avião. O importante é preservar a família - disse a empresária.
A francesa Marie-Annick Mercier, que mora no Rio, onde preside uma ONG, está tão impressionada com o acidente com o Airbus que afirma: jamais viajará novamente com o marido no mesmo avião.
- Toda a França está em estado de choque por causa do acidente. O fato de ninguém saber o que ocorreu me levou à decisão de não viajar mais junto com meu marido. Nossas viagens eram uma pequena celebração, com champanhe e muita alegria. Isso, para mim, acabou - afirmou a francesa, que tem uma filha.
No avião francês, estava o empresário franco-brasileiro Jean-Claude Lozouet, cuja mulher, Ivone, também foi para Paris, mas em outra aeronave. Os dois filhos do casal estão em Paris, na companhia da mãe.
Nos Estados Unidos, o presidente da República nunca viaja no mesmo avião que seu vice. Lá, cada um tem sua aeronave oficial. No mundo do rock, a banda Rolling Stones tem contrato com uma seguradora que determina que os astros do grupo, Mick Jagger e Keith Richards, viajem em diferentes voos, para diminuir o prejuízo em caso de acidente.



O Globo On Line
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RIO - O acidente com o Airbus A-330 da Air France pode aumentar uma prática já adotada por alguns casais e sócios de empresas: a de embarcar em voos distintos. A cantora Fernanda Abreu e seu marido, o artista plástico Luiz Stein, não viajam juntos de avião desde que tiveram a primeira filha. Os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes, que apresentam o "Jornal Nacional", da TV Globo, também costumam ir cada um em uma aeronave quando saem do Rio sem os filhos.
Segundo o velejador e tradutor Glenn Haynes, esse procedimento teve grande impacto em sua vida. Glenn nasceu em 1960 e, no mesmo ano, sua mãe, Margrete Schimit, uma das primeiras velejadoras brasileiras a obter bons resultados em regatas internacionais, foi à Europa com seu pai, o inglês Ronald Haynes. Pensando no filho recém-nascido que ficara na casa dos avós, os dois viajaram separados. Na volta, no voo Lisboa-Rio, com escala em Recife, o avião que trazia Margrete bateu numa colina próxima ao Aeroporto Internacional de Guararapes, na capital pernambucana, levando à morte seus 51 ocupantes.
- Meus pais fizeram o certo. Perder o pai ou a mãe já é muito traumatizante. Perder os dois de uma vez seria, certamente, um trauma ainda pior. Pais viajarem separados de avião é algo relativamente comum na Europa - afirmou Glenn, que morou dos 2 aos 18 anos na Inglaterra.
A empresária Regina Cavalcante também nunca viaja no mesmo avião com o marido. Eles têm quatro filhos.
- Em virtude de nossos negócios em Lisboa, vamos constantemente à capital portuguesa. Mas sempre em aviões diferentes. Quando viajamos com os filhos, vamos no mesmo avião. O importante é preservar a família - disse a empresária.
A francesa Marie-Annick Mercier, que mora no Rio, onde preside uma ONG, está tão impressionada com o acidente com o Airbus que afirma: jamais viajará novamente com o marido no mesmo avião.
- Toda a França está em estado de choque por causa do acidente. O fato de ninguém saber o que ocorreu me levou à decisão de não viajar mais junto com meu marido. Nossas viagens eram uma pequena celebração, com champanhe e muita alegria. Isso, para mim, acabou - afirmou a francesa, que tem uma filha.
No avião francês, estava o empresário franco-brasileiro Jean-Claude Lozouet, cuja mulher, Ivone, também foi para Paris, mas em outra aeronave. Os dois filhos do casal estão em Paris, na companhia da mãe.
Nos Estados Unidos, o presidente da República nunca viaja no mesmo avião que seu vice. Lá, cada um tem sua aeronave oficial. No mundo do rock, a banda Rolling Stones tem contrato com uma seguradora que determina que os astros do grupo, Mick Jagger e Keith Richards, viajem em diferentes voos, para diminuir o prejuízo em caso de acidente.



O Globo On Line
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RIO - Depois de um ano de negociações, os índios tembé-ténêtéhar vão assinar esta semana um contrato histórico. Eles passarão a receber dinheiro lá de fora para manter a floresta em pé dentro da reserva, que é um pouco maior que Brasília e as cidades satélites que compõem o Distrito Federal. É o que mostra a reportagem de Liana Melo publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. A repórter viajou à Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará.
Vídeo: conheça o território dos tembés e veja depoimentos sobre a parceria.
O contrato de venda de crédito de carbono estava previsto para ser assinado na última sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente. Só que as chuvas adiaram a cerimônia, que acontecerá me Belém. O acordo vai juntar a empresa americana C-Trade e os índios da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que vivem no noroeste do Pará.
O presidente mundial da C-Trade, Ronald Schiflett, continua no país, esperando a chegada dos novos parceiros a Belém. Como vai ser um encontro de negócio, o executivo pretende encontrá-los, no dia da assinatura do contrato, vestindo um terno. Os índios também irão a caráter ao encontro, com seus cocares e suas pinturas corporais representando as tradições da etnia, tudo feito à base de jenipapo e urucum. O encontro será feito com tradução simultânea, já que o executivo só fala inglês e alguns dos índios - como os líderes das aldeias -, preferem o tupi-guarani.
- A proposta da C-Trade é vantajosa para nós - admite Valdeci Tembé, líder da comunidade Susuarana, uma das 14 aldeias situadas ao sul da Terra Indígena Alto Rio Guamá, às margens do Rio Gurupi, e um dos entusiastas da proposta entre os indígenas com Muxi Tembé, líder da aldeia Tekowau. Clique aqui e confira imagens do cotidiano dos tembés.
Como os tembé-ténêtéhar vivem permanentemente sob ameaça dos madeireiros, a reserva é considerada uma das mais ameaçadas do Pará, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Sem praticamente nenhuma fonte de renda, a venda de toras de madeira ilegal virou uma das únicas alternativas para algumas das 216 famílias que vivem na terra indígena. Não bastasse os madeireiros que costumam invadir a reserva, parte dela já está ocupada com plantação de maconha. O plantio, segundo os próprios índios, é feito pelos traficantes de drogas.
Cálculos conservadores da C-Trade projetam um retorno financeiro para os índios de R$ 1 milhão anuais. A oferta feita aos índios prevê que eles ficarão com 85% das vendas do crédito de carbono no mercado internacional e os 15% restantes, com a empresa. Apenas um quarto da reserva será alvo do contrato. Para cada hectare de mata nativa preservada, calcula-se que quatro toneladas de gás carbônico (CO2) deixarão de ser jogados na atmosfera.
Tembés são guardiões de 'armazém de carbono' em plena Amazônia
Estão estocadas apenas na Terra Indígena Alto Rio Guamá 145,39 toneladas de carbono por hectare. É um volume tão grandioso que transforma os tembé-ténêtéhar em verdadeiros guardiões de um imenso "armazém de carbono" em plena floresta Amazônica: 40,8 milhões de toneladas de carbono armazenados num território de 279 mil hectares, na divisa com o Maranhão.
Os tembé-ténêtéhar com as 281 terras indígenas espalhadas pela Amazônia e mais as 61 reservas extrativistas da região estocam um volume total de carbono de 15 bilhões de toneladas. Isto significa 30% dos 47 bilhões de toneladas de carbono estocados em troncos, galhos, folhas e o próprio solo das florestas amazônicas, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Especialistas alertam que, caso todo esse volume seja liberado para atmosfera, o efeito seria um agravamento ainda maior da crise climática.



O Globo On Line
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RIO - Depois de um ano de negociações, os índios tembé-ténêtéhar vão assinar esta semana um contrato histórico. Eles passarão a receber dinheiro lá de fora para manter a floresta em pé dentro da reserva, que é um pouco maior que Brasília e as cidades satélites que compõem o Distrito Federal. É o que mostra a reportagem de Liana Melo publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. A repórter viajou à Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará.
Vídeo: conheça o território dos tembés e veja depoimentos sobre a parceria.
O contrato de venda de crédito de carbono estava previsto para ser assinado na última sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente. Só que as chuvas adiaram a cerimônia, que acontecerá me Belém. O acordo vai juntar a empresa americana C-Trade e os índios da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que vivem no noroeste do Pará.
O presidente mundial da C-Trade, Ronald Schiflett, continua no país, esperando a chegada dos novos parceiros a Belém. Como vai ser um encontro de negócio, o executivo pretende encontrá-los, no dia da assinatura do contrato, vestindo um terno. Os índios também irão a caráter ao encontro, com seus cocares e suas pinturas corporais representando as tradições da etnia, tudo feito à base de jenipapo e urucum. O encontro será feito com tradução simultânea, já que o executivo só fala inglês e alguns dos índios - como os líderes das aldeias -, preferem o tupi-guarani.
- A proposta da C-Trade é vantajosa para nós - admite Valdeci Tembé, líder da comunidade Susuarana, uma das 14 aldeias situadas ao sul da Terra Indígena Alto Rio Guamá, às margens do Rio Gurupi, e um dos entusiastas da proposta entre os indígenas com Muxi Tembé, líder da aldeia Tekowau. Clique aqui e confira imagens do cotidiano dos tembés.
Como os tembé-ténêtéhar vivem permanentemente sob ameaça dos madeireiros, a reserva é considerada uma das mais ameaçadas do Pará, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Sem praticamente nenhuma fonte de renda, a venda de toras de madeira ilegal virou uma das únicas alternativas para algumas das 216 famílias que vivem na terra indígena. Não bastasse os madeireiros que costumam invadir a reserva, parte dela já está ocupada com plantação de maconha. O plantio, segundo os próprios índios, é feito pelos traficantes de drogas.
Cálculos conservadores da C-Trade projetam um retorno financeiro para os índios de R$ 1 milhão anuais. A oferta feita aos índios prevê que eles ficarão com 85% das vendas do crédito de carbono no mercado internacional e os 15% restantes, com a empresa. Apenas um quarto da reserva será alvo do contrato. Para cada hectare de mata nativa preservada, calcula-se que quatro toneladas de gás carbônico (CO2) deixarão de ser jogados na atmosfera.
Tembés são guardiões de 'armazém de carbono' em plena Amazônia
Estão estocadas apenas na Terra Indígena Alto Rio Guamá 145,39 toneladas de carbono por hectare. É um volume tão grandioso que transforma os tembé-ténêtéhar em verdadeiros guardiões de um imenso "armazém de carbono" em plena floresta Amazônica: 40,8 milhões de toneladas de carbono armazenados num território de 279 mil hectares, na divisa com o Maranhão.
Os tembé-ténêtéhar com as 281 terras indígenas espalhadas pela Amazônia e mais as 61 reservas extrativistas da região estocam um volume total de carbono de 15 bilhões de toneladas. Isto significa 30% dos 47 bilhões de toneladas de carbono estocados em troncos, galhos, folhas e o próprio solo das florestas amazônicas, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Especialistas alertam que, caso todo esse volume seja liberado para atmosfera, o efeito seria um agravamento ainda maior da crise climática.



O Globo On Line
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RIO - Depois de um ano de negociações, os índios tembé-ténêtéhar vão assinar esta semana um contrato histórico. Eles passarão a receber dinheiro lá de fora para manter a floresta em pé dentro da reserva, que é um pouco maior que Brasília e as cidades satélites que compõem o Distrito Federal. É o que mostra a reportagem de Liana Melo publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO. A repórter viajou à Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará.
Vídeo: conheça o território dos tembés e veja depoimentos sobre a parceria.
O contrato de venda de crédito de carbono estava previsto para ser assinado na última sexta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente. Só que as chuvas adiaram a cerimônia, que acontecerá me Belém. O acordo vai juntar a empresa americana C-Trade e os índios da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que vivem no noroeste do Pará.
O presidente mundial da C-Trade, Ronald Schiflett, continua no país, esperando a chegada dos novos parceiros a Belém. Como vai ser um encontro de negócio, o executivo pretende encontrá-los, no dia da assinatura do contrato, vestindo um terno. Os índios também irão a caráter ao encontro, com seus cocares e suas pinturas corporais representando as tradições da etnia, tudo feito à base de jenipapo e urucum. O encontro será feito com tradução simultânea, já que o executivo só fala inglês e alguns dos índios - como os líderes das aldeias -, preferem o tupi-guarani.
- A proposta da C-Trade é vantajosa para nós - admite Valdeci Tembé, líder da comunidade Susuarana, uma das 14 aldeias situadas ao sul da Terra Indígena Alto Rio Guamá, às margens do Rio Gurupi, e um dos entusiastas da proposta entre os indígenas com Muxi Tembé, líder da aldeia Tekowau. Clique aqui e confira imagens do cotidiano dos tembés.
Como os tembé-ténêtéhar vivem permanentemente sob ameaça dos madeireiros, a reserva é considerada uma das mais ameaçadas do Pará, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Sem praticamente nenhuma fonte de renda, a venda de toras de madeira ilegal virou uma das únicas alternativas para algumas das 216 famílias que vivem na terra indígena. Não bastasse os madeireiros que costumam invadir a reserva, parte dela já está ocupada com plantação de maconha. O plantio, segundo os próprios índios, é feito pelos traficantes de drogas.
Cálculos conservadores da C-Trade projetam um retorno financeiro para os índios de R$ 1 milhão anuais. A oferta feita aos índios prevê que eles ficarão com 85% das vendas do crédito de carbono no mercado internacional e os 15% restantes, com a empresa. Apenas um quarto da reserva será alvo do contrato. Para cada hectare de mata nativa preservada, calcula-se que quatro toneladas de gás carbônico (CO2) deixarão de ser jogados na atmosfera.
Tembés são guardiões de 'armazém de carbono' em plena Amazônia
Estão estocadas apenas na Terra Indígena Alto Rio Guamá 145,39 toneladas de carbono por hectare. É um volume tão grandioso que transforma os tembé-ténêtéhar em verdadeiros guardiões de um imenso "armazém de carbono" em plena floresta Amazônica: 40,8 milhões de toneladas de carbono armazenados num território de 279 mil hectares, na divisa com o Maranhão.
Os tembé-ténêtéhar com as 281 terras indígenas espalhadas pela Amazônia e mais as 61 reservas extrativistas da região estocam um volume total de carbono de 15 bilhões de toneladas. Isto significa 30% dos 47 bilhões de toneladas de carbono estocados em troncos, galhos, folhas e o próprio solo das florestas amazônicas, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Especialistas alertam que, caso todo esse volume seja liberado para atmosfera, o efeito seria um agravamento ainda maior da crise climática.



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