notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
17.5.09

Enviado por Felipe Rafael Kosloski (psicólogo)

NOTA PÚBLICA

O Conselho Estadual dos Direitos Humanos, no seu compromisso ético-político da defesa intransigente da dignidade humana, vem a público manifestar seu veemente repúdio contra o modelo de sistema sócio-educativo implantado no Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo - IASES, particularmente no complexo da Unidade de Internação Social - UNIS.
A precariedade, insalubridade e a absoluta inadequação da estrutura física da UNIS, sua paulatina superlotação, a ausência de atividades pedagógicas, educacionais, culturais e profissionalizantes – universais e sistemáticas – a falta de acesso à justiça, a não-regionalização do atendimento, são flagrantes desrespeitos às diretrizes do SINASE, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, aos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, ao princípio constitucional de sujeito em condição peculiar de desenvolvimento, à dignidade humana, enfim.
As duas mortes de adolescentes internos na UNIS em menos de trinta dias são as mais graves e trágicas manifestações de inequívoca falência daquela Unidade. O dever ético de defender a dignidade humana nos impele a todos, e não só a este Conselho, a pugnarmos por medidas emergenciais no âmbito do sistema sócio-educativo do Espírito Santo, com vistas à garantia do pleno desenvolvimento dos adolescentes, cuja privação de liberdade é apenas mais uma das sucessivas e reiteradas violações de direitos a que historicamente são submetidos.
O momento exige mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos, providências da Polícia Civil, do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário, e respostas do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo.

Vitória, 08 de maio de 2009.

Bruno Alves de Souza
Presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos

Visite a Comunidade Virtual para Conselheiros da Fiocruz
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O Conselho Estadual dos Direitos Humanos, no seu compromisso ético-político da defesa intransigente da dignidade humana, vem a público manifestar seu veemente repúdio contra o modelo de sistema sócio-educativo implantado no Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo - IASES, particularmente no complexo da Unidade de Internação Social - UNIS.
A precariedade, insalubridade e a absoluta inadequação da estrutura física da UNIS, sua paulatina superlotação, a ausência de atividades pedagógicas, educacionais, culturais e profissionalizantes – universais e sistemáticas – a falta de acesso à justiça, a não-regionalização do atendimento, são flagrantes desrespeitos às diretrizes do SINASE, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, aos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, ao princípio constitucional de sujeito em condição peculiar de desenvolvimento, à dignidade humana, enfim.
As duas mortes de adolescentes internos na UNIS em menos de trinta dias são as mais graves e trágicas manifestações de inequívoca falência daquela Unidade. O dever ético de defender a dignidade humana nos impele a todos, e não só a este Conselho, a pugnarmos por medidas emergenciais no âmbito do sistema sócio-educativo do Espírito Santo, com vistas à garantia do pleno desenvolvimento dos adolescentes, cuja privação de liberdade é apenas mais uma das sucessivas e reiteradas violações de direitos a que historicamente são submetidos.
O momento exige mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos, providências da Polícia Civil, do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário, e respostas do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo.

Vitória, 08 de maio de 2009.

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A precariedade, insalubridade e a absoluta inadequação da estrutura física da UNIS, sua paulatina superlotação, a ausência de atividades pedagógicas, educacionais, culturais e profissionalizantes – universais e sistemáticas – a falta de acesso à justiça, a não-regionalização do atendimento, são flagrantes desrespeitos às diretrizes do SINASE, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, aos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, ao princípio constitucional de sujeito em condição peculiar de desenvolvimento, à dignidade humana, enfim.
As duas mortes de adolescentes internos na UNIS em menos de trinta dias são as mais graves e trágicas manifestações de inequívoca falência daquela Unidade. O dever ético de defender a dignidade humana nos impele a todos, e não só a este Conselho, a pugnarmos por medidas emergenciais no âmbito do sistema sócio-educativo do Espírito Santo, com vistas à garantia do pleno desenvolvimento dos adolescentes, cuja privação de liberdade é apenas mais uma das sucessivas e reiteradas violações de direitos a que historicamente são submetidos.
O momento exige mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos, providências da Polícia Civil, do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário, e respostas do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo.

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A precariedade, insalubridade e a absoluta inadequação da estrutura física da UNIS, sua paulatina superlotação, a ausência de atividades pedagógicas, educacionais, culturais e profissionalizantes – universais e sistemáticas – a falta de acesso à justiça, a não-regionalização do atendimento, são flagrantes desrespeitos às diretrizes do SINASE, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, aos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, ao princípio constitucional de sujeito em condição peculiar de desenvolvimento, à dignidade humana, enfim.
As duas mortes de adolescentes internos na UNIS em menos de trinta dias são as mais graves e trágicas manifestações de inequívoca falência daquela Unidade. O dever ético de defender a dignidade humana nos impele a todos, e não só a este Conselho, a pugnarmos por medidas emergenciais no âmbito do sistema sócio-educativo do Espírito Santo, com vistas à garantia do pleno desenvolvimento dos adolescentes, cuja privação de liberdade é apenas mais uma das sucessivas e reiteradas violações de direitos a que historicamente são submetidos.
O momento exige mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos, providências da Polícia Civil, do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário, e respostas do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo.

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A precariedade, insalubridade e a absoluta inadequação da estrutura física da UNIS, sua paulatina superlotação, a ausência de atividades pedagógicas, educacionais, culturais e profissionalizantes – universais e sistemáticas – a falta de acesso à justiça, a não-regionalização do atendimento, são flagrantes desrespeitos às diretrizes do SINASE, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, aos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, ao princípio constitucional de sujeito em condição peculiar de desenvolvimento, à dignidade humana, enfim.
As duas mortes de adolescentes internos na UNIS em menos de trinta dias são as mais graves e trágicas manifestações de inequívoca falência daquela Unidade. O dever ético de defender a dignidade humana nos impele a todos, e não só a este Conselho, a pugnarmos por medidas emergenciais no âmbito do sistema sócio-educativo do Espírito Santo, com vistas à garantia do pleno desenvolvimento dos adolescentes, cuja privação de liberdade é apenas mais uma das sucessivas e reiteradas violações de direitos a que historicamente são submetidos.
O momento exige mobilização das entidades de defesa dos direitos humanos, providências da Polícia Civil, do Ministério Público Estadual e do Poder Judiciário, e respostas do Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo.

Vitória, 08 de maio de 2009.

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Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

ARACELI: Símbolo da violência. Por Pedro Argemiro

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.

Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas.

Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam.

Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.

Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. Confirmando que eram iguais.

Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente lucidativo.
Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.



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Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

ARACELI: Símbolo da violência. Por Pedro Argemiro

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.

Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas.

Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam.

Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.

Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. Confirmando que eram iguais.

Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente lucidativo.
Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.



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Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

ARACELI: Símbolo da violência. Por Pedro Argemiro

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.

Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas.

Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam.

Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.

Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. Confirmando que eram iguais.

Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente lucidativo.
Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.



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Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

ARACELI: Símbolo da violência. Por Pedro Argemiro

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.

Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas.

Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam.

Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.

Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. Confirmando que eram iguais.

Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente lucidativo.
Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.



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Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

ARACELI: Símbolo da violência. Por Pedro Argemiro

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.

Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas.

Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam.

Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.

Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. Confirmando que eram iguais.

Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente lucidativo.
Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.



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O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.
Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem de nosso Movimento ou nosso vídeo de divulgação, em seus blogs ou através do orkut.
Aos blogs que vão participar da Blogagem Coletiva, que por favor deixem abaixo comentário com endereço de seu site.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Sousa (BETINHO) -Sociólogo
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:16  comentar


O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.
Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem de nosso Movimento ou nosso vídeo de divulgação, em seus blogs ou através do orkut.
Aos blogs que vão participar da Blogagem Coletiva, que por favor deixem abaixo comentário com endereço de seu site.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Sousa (BETINHO) -Sociólogo
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O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.
Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem de nosso Movimento ou nosso vídeo de divulgação, em seus blogs ou através do orkut.
Aos blogs que vão participar da Blogagem Coletiva, que por favor deixem abaixo comentário com endereço de seu site.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Sousa (BETINHO) -Sociólogo
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:16  comentar


O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.
Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem de nosso Movimento ou nosso vídeo de divulgação, em seus blogs ou através do orkut.
Aos blogs que vão participar da Blogagem Coletiva, que por favor deixem abaixo comentário com endereço de seu site.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Sousa (BETINHO) -Sociólogo
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O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogs e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem coletiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.
Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi instituído pela Lei 9.970. A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Seqüestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas. A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data. Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas. No Brasil o símbolo maior da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.

COMO PARTICIPAR DA BLOGAGEM COLETIVA E DE NOSSO MOVIMENTO

No dia 18 de maio próximo poste em seu blog textos sobre exploração sexual, abuso sexual, pedofilia e perigos na internet para crianças. Não teremos um texto padrão. Você pode pesquisar em nosso blog ou sites de notícias e escolher o texto que mais lhe agradar para postar em seu site. O importante é repassar as informações, alertar, protestar! Informar às pessoas de como elas podem reconhecer que uma criança está sendo abusada, como e onde denunciar, alertar pais e crianças sobre os perigos da Internet, exigir o fim da impunidade e que todo crime contra crianças seja considerado hediondo.
No dia 25 de maio, pedimos ajuda mais uma vez para divulgação de nosso Movimento Pela Criação do Alerta Amber no Brasil. O Alerta Amber é um alerta nacional de crianças desaparecidas dos EUA. Queremos que um alerta semelhante seja implementado em nosso país. Em cerca de 75% dos raptos, a criança é morta nas primeiras horas por seus seqüestradores e cerca de 10 a 15% das crianças desaparcidas podem jamais ser encontradas. A criação de um cadastro e alerta efetivo de crianças raptadas poderia mudar esse contexto, salvando vidas, quando a notícia do desaparecimento da criança fosse alardeada rapidamente, principalmente pelos meios de comunicação. Recentemente, o Deputado Alfredo Kaefer apresentou, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para criação do alerta nacional. Queremos pressionar para que seja rapidamente aprovado e efetivado. Leia aqui mais sobre nosso Movimento e ajude a divulgá-lo.
Para a semana de 25 de maio, convidamos a uma blogagem coletiva a respeito do drama das crianças desaparecidas e raptadas que também pode ser pesquisando em nosso blog clicando AQUI. Quem quiser também poderá divulgar a imagem de nosso Movimento ou nosso vídeo de divulgação, em seus blogs ou através do orkut.
Aos blogs que vão participar da Blogagem Coletiva, que por favor deixem abaixo comentário com endereço de seu site.

Muito obrigada à solidariedade de todos que ajudarem esse Movimento.

“A criança é o princípio sem fim. O fim da criança é o princípio do fim. Quando uma sociedade deixa matar as crianças é porque começou seu suicídio como sociedade. Quando não as ama é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos enquanto eu e humanidade. Ela, como princípio, é a promessa de tudo. É minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes, e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado. Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e seu fim é o fim de todos nós.”

Herbert de Sousa (BETINHO) -Sociólogo
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Ressaca na praia do Leme

RIO - Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro "Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936", de George Ermakoff, que será lançado amanhã, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens.

Ao longo de 288 páginas, além da viagem de volta ao início do século XX, é possível traçar um paralelo com aqueles dias e os de hoje. Entre as cerca de 300 fotos publicadas, chama atenção uma da Ipanema do começo do século passado. O bairro não era nada além de um grande areal, e Vinte de Novembro era o nome de sua principal rua, hoje Visconde de Pirajá. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga - ainda uma novidade - comprados na Casa Madureira, na Rua Uruguaiana. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de laço preta.
O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site http://www.ermakoff.com.br/.


O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:19  comentar


Por Sanny Lemos

Defende-se atualmente no país a concessão da carteira de motorista e o direito ao VOTO aos 16 anos anos, pretendendo-se também rebaixar a idade da responsabilidade penal, privilegiando apenas uma minoria à custa do sofrimento da maioria dos adolescentes que vivem marginalizados nas ruas, escondidos nos guetos, bocas de fumo, fugindo da policia e o pior, fugindo da morte precoce.
A alegação "DELES",(dos homens que escrevem as Leis ) é que a Constituição já atribuiu o voto facultativo aos 16 anos, com a intenção de considerar a mesma idade para dirigir veículos. Segundo o grande Jurista Hélio Bicudo a hipótese de rebaixar a idade de responsabilidade penal é discutível. A primeira tentativa ainda na ditadura militar, período em que os jovens aos 16 anos, foram considerados sujeitos ativos nos "delitos contra a Segurança Nacional" Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978. A idéia ficou no ar e reapareceu nas mãos daqueles que enxergam apenas uma forma de EXCLUSÃO SOCIAL.
Agora vamos refletir mais um pouco: Falar em responsabilidade penal aos 16 anos ou menos, é o mesmo que ignorar a realidade brasileira.Os dados do IBGE apontam um estado de miserabilidade sem limites na maioria das famílias desses adolescentes e até crianças, pois os atos infracionais já não são mais privilégio só dos jovens, mas também das crianças que migram cada vez mais cedo às ruas, lutando pela sobrevivência, se tornando verdadeiros soldados do tráfico. Toda essa realidade está aí presente como uma chaga nacional, dentro de um quadro perverso em todo Brasil. A rejeição tem marcado a criança brasileira desde a concepção. Quando consegue nascer é recebida por um mundo hostil que a elimina, ou é lançada nas ruas, onde irá conhecer apenas as fachadas das casas, sem a oportunidade de acesso ao seu interior.
Todo esse quadro denuncia abertamente a falência das políticas públicas necessárias ao atendimento da população carente, onde estão inseridos a maioria dessas crianças e adolescentes, numa constatação de que a verdadeira cidadania, nunca saiu do papel da Constituição. O que presenciamos é uma política negligente quando se trata de defender os interesses das classes menos privilegiadas, sem uma atuação concreta que proteja as famílias e seus filhos da marginalidade, sendo adotados cada vez mais cedo pelo tráfico de drogas, condenando-os a um caminho praticamente sem volta.
Quando penso que ainda ironicamente se faz muita propaganda com jovens, insistindo em dizer que eles são o futuro do país...Que jovens? só se for os filhos das classes privilegiadas, porque os excluídos, não aparecem nas estatísticas. Que ironia!!!
Nos princípios filosóficos do ECA, mudaram-se muitos termos de referência, como:Criança e adolescente em lugar de menor, sujeito em conflito com a lei, em lugar de delinquente,ato infracional em lugar de delito e medida sócioeducativa em lugar de pena ou punição, visando superar os preconceitos; porém, não mudaram a VIDA desses meninos e meninas e de suas famílias. Esta foi uma observação feita por um adolescente que atendí. Com lágrimas nos olhos, roupas surradas e sujas, mas com um tom de voz que ainda reflete uma vontade imensa de receber ajuda e mudar de vida. Ele me disse exatamente assim: - Tia, não estou preocupado em ser chamado de pivete, ladrão, sei lá o que..., a minha preocupação é voltar pra casa e encontrar tudo igual. Meu pai bêbado, minha mãe muito doente e meus irmãos chorando de fome e me enchendo o saco, e eu? vou pra rua em busca do que comer e se ninguém me der, eu vou roubar pra ser preso de novo, pelo menos lá eu não passo fome!..
OBS:Num país onde pra se comer precisa estar privado da liberdade, dizer mais o que???

Abraços com carinho e respeito à todos.
Sanny Lemos é Assistente de Prevenção Social, atuando na Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana
Texto extraído do site "Comunidades Virtuais de Aprendizagem"


Sem nome e com fome

Meninos das ruas
Que sonham com a lua
Que dormem no tempo
Driblando a morte
Se tiverem sorte
Em tempo presente
Vivendo no avêsso, driblando os tropeços
E comendo o que acha
Batendo nas portas
Pedindo as sobras e fazendo pirraças
Sem teto e sem chão
Com fome de pão e com sede de vida
Lá vai meu irmão
Sem brilho no olhar
Sem voz pra gritar
Eu quero família
Eu quero comida!
Meninos das ruas, que trazem no peito a marca da dor
Vítimas da violência, da incompetência e da falta de amor

Direitos Humanos?
Quem foi que falou?
Me diz onde encontro
O seu inventor

Queria encontrá-lo e pedir de joelhos
Que os tire dessa vida
Não pediram pra nascer
Não podem morrer
É cedo ainda

Como pode uma criança
Com fome e infeliz
Ser alvo de propaganda
Do futuro de um país???
(Arytan Lemos- Projeto Canarinhos)

Foto:Helena Castelo- "Minuto de Silêncio"
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Ressaca na praia do Leme

RIO - Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro "Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936", de George Ermakoff, que será lançado amanhã, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens.

Ao longo de 288 páginas, além da viagem de volta ao início do século XX, é possível traçar um paralelo com aqueles dias e os de hoje. Entre as cerca de 300 fotos publicadas, chama atenção uma da Ipanema do começo do século passado. O bairro não era nada além de um grande areal, e Vinte de Novembro era o nome de sua principal rua, hoje Visconde de Pirajá. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga - ainda uma novidade - comprados na Casa Madureira, na Rua Uruguaiana. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de laço preta.
O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site http://www.ermakoff.com.br/.


O Globo On Line
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Por Sanny Lemos

Defende-se atualmente no país a concessão da carteira de motorista e o direito ao VOTO aos 16 anos anos, pretendendo-se também rebaixar a idade da responsabilidade penal, privilegiando apenas uma minoria à custa do sofrimento da maioria dos adolescentes que vivem marginalizados nas ruas, escondidos nos guetos, bocas de fumo, fugindo da policia e o pior, fugindo da morte precoce.
A alegação "DELES",(dos homens que escrevem as Leis ) é que a Constituição já atribuiu o voto facultativo aos 16 anos, com a intenção de considerar a mesma idade para dirigir veículos. Segundo o grande Jurista Hélio Bicudo a hipótese de rebaixar a idade de responsabilidade penal é discutível. A primeira tentativa ainda na ditadura militar, período em que os jovens aos 16 anos, foram considerados sujeitos ativos nos "delitos contra a Segurança Nacional" Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978. A idéia ficou no ar e reapareceu nas mãos daqueles que enxergam apenas uma forma de EXCLUSÃO SOCIAL.
Agora vamos refletir mais um pouco: Falar em responsabilidade penal aos 16 anos ou menos, é o mesmo que ignorar a realidade brasileira.Os dados do IBGE apontam um estado de miserabilidade sem limites na maioria das famílias desses adolescentes e até crianças, pois os atos infracionais já não são mais privilégio só dos jovens, mas também das crianças que migram cada vez mais cedo às ruas, lutando pela sobrevivência, se tornando verdadeiros soldados do tráfico. Toda essa realidade está aí presente como uma chaga nacional, dentro de um quadro perverso em todo Brasil. A rejeição tem marcado a criança brasileira desde a concepção. Quando consegue nascer é recebida por um mundo hostil que a elimina, ou é lançada nas ruas, onde irá conhecer apenas as fachadas das casas, sem a oportunidade de acesso ao seu interior.
Todo esse quadro denuncia abertamente a falência das políticas públicas necessárias ao atendimento da população carente, onde estão inseridos a maioria dessas crianças e adolescentes, numa constatação de que a verdadeira cidadania, nunca saiu do papel da Constituição. O que presenciamos é uma política negligente quando se trata de defender os interesses das classes menos privilegiadas, sem uma atuação concreta que proteja as famílias e seus filhos da marginalidade, sendo adotados cada vez mais cedo pelo tráfico de drogas, condenando-os a um caminho praticamente sem volta.
Quando penso que ainda ironicamente se faz muita propaganda com jovens, insistindo em dizer que eles são o futuro do país...Que jovens? só se for os filhos das classes privilegiadas, porque os excluídos, não aparecem nas estatísticas. Que ironia!!!
Nos princípios filosóficos do ECA, mudaram-se muitos termos de referência, como:Criança e adolescente em lugar de menor, sujeito em conflito com a lei, em lugar de delinquente,ato infracional em lugar de delito e medida sócioeducativa em lugar de pena ou punição, visando superar os preconceitos; porém, não mudaram a VIDA desses meninos e meninas e de suas famílias. Esta foi uma observação feita por um adolescente que atendí. Com lágrimas nos olhos, roupas surradas e sujas, mas com um tom de voz que ainda reflete uma vontade imensa de receber ajuda e mudar de vida. Ele me disse exatamente assim: - Tia, não estou preocupado em ser chamado de pivete, ladrão, sei lá o que..., a minha preocupação é voltar pra casa e encontrar tudo igual. Meu pai bêbado, minha mãe muito doente e meus irmãos chorando de fome e me enchendo o saco, e eu? vou pra rua em busca do que comer e se ninguém me der, eu vou roubar pra ser preso de novo, pelo menos lá eu não passo fome!..
OBS:Num país onde pra se comer precisa estar privado da liberdade, dizer mais o que???

Abraços com carinho e respeito à todos.
Sanny Lemos é Assistente de Prevenção Social, atuando na Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana
Texto extraído do site "Comunidades Virtuais de Aprendizagem"


Sem nome e com fome

Meninos das ruas
Que sonham com a lua
Que dormem no tempo
Driblando a morte
Se tiverem sorte
Em tempo presente
Vivendo no avêsso, driblando os tropeços
E comendo o que acha
Batendo nas portas
Pedindo as sobras e fazendo pirraças
Sem teto e sem chão
Com fome de pão e com sede de vida
Lá vai meu irmão
Sem brilho no olhar
Sem voz pra gritar
Eu quero família
Eu quero comida!
Meninos das ruas, que trazem no peito a marca da dor
Vítimas da violência, da incompetência e da falta de amor

Direitos Humanos?
Quem foi que falou?
Me diz onde encontro
O seu inventor

Queria encontrá-lo e pedir de joelhos
Que os tire dessa vida
Não pediram pra nascer
Não podem morrer
É cedo ainda

Como pode uma criança
Com fome e infeliz
Ser alvo de propaganda
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(Arytan Lemos- Projeto Canarinhos)

Foto:Helena Castelo- "Minuto de Silêncio"
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Ressaca na praia do Leme

RIO - Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro "Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936", de George Ermakoff, que será lançado amanhã, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens.

Ao longo de 288 páginas, além da viagem de volta ao início do século XX, é possível traçar um paralelo com aqueles dias e os de hoje. Entre as cerca de 300 fotos publicadas, chama atenção uma da Ipanema do começo do século passado. O bairro não era nada além de um grande areal, e Vinte de Novembro era o nome de sua principal rua, hoje Visconde de Pirajá. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga - ainda uma novidade - comprados na Casa Madureira, na Rua Uruguaiana. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de laço preta.
O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site http://www.ermakoff.com.br/.


O Globo On Line
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Defende-se atualmente no país a concessão da carteira de motorista e o direito ao VOTO aos 16 anos anos, pretendendo-se também rebaixar a idade da responsabilidade penal, privilegiando apenas uma minoria à custa do sofrimento da maioria dos adolescentes que vivem marginalizados nas ruas, escondidos nos guetos, bocas de fumo, fugindo da policia e o pior, fugindo da morte precoce.
A alegação "DELES",(dos homens que escrevem as Leis ) é que a Constituição já atribuiu o voto facultativo aos 16 anos, com a intenção de considerar a mesma idade para dirigir veículos. Segundo o grande Jurista Hélio Bicudo a hipótese de rebaixar a idade de responsabilidade penal é discutível. A primeira tentativa ainda na ditadura militar, período em que os jovens aos 16 anos, foram considerados sujeitos ativos nos "delitos contra a Segurança Nacional" Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978. A idéia ficou no ar e reapareceu nas mãos daqueles que enxergam apenas uma forma de EXCLUSÃO SOCIAL.
Agora vamos refletir mais um pouco: Falar em responsabilidade penal aos 16 anos ou menos, é o mesmo que ignorar a realidade brasileira.Os dados do IBGE apontam um estado de miserabilidade sem limites na maioria das famílias desses adolescentes e até crianças, pois os atos infracionais já não são mais privilégio só dos jovens, mas também das crianças que migram cada vez mais cedo às ruas, lutando pela sobrevivência, se tornando verdadeiros soldados do tráfico. Toda essa realidade está aí presente como uma chaga nacional, dentro de um quadro perverso em todo Brasil. A rejeição tem marcado a criança brasileira desde a concepção. Quando consegue nascer é recebida por um mundo hostil que a elimina, ou é lançada nas ruas, onde irá conhecer apenas as fachadas das casas, sem a oportunidade de acesso ao seu interior.
Todo esse quadro denuncia abertamente a falência das políticas públicas necessárias ao atendimento da população carente, onde estão inseridos a maioria dessas crianças e adolescentes, numa constatação de que a verdadeira cidadania, nunca saiu do papel da Constituição. O que presenciamos é uma política negligente quando se trata de defender os interesses das classes menos privilegiadas, sem uma atuação concreta que proteja as famílias e seus filhos da marginalidade, sendo adotados cada vez mais cedo pelo tráfico de drogas, condenando-os a um caminho praticamente sem volta.
Quando penso que ainda ironicamente se faz muita propaganda com jovens, insistindo em dizer que eles são o futuro do país...Que jovens? só se for os filhos das classes privilegiadas, porque os excluídos, não aparecem nas estatísticas. Que ironia!!!
Nos princípios filosóficos do ECA, mudaram-se muitos termos de referência, como:Criança e adolescente em lugar de menor, sujeito em conflito com a lei, em lugar de delinquente,ato infracional em lugar de delito e medida sócioeducativa em lugar de pena ou punição, visando superar os preconceitos; porém, não mudaram a VIDA desses meninos e meninas e de suas famílias. Esta foi uma observação feita por um adolescente que atendí. Com lágrimas nos olhos, roupas surradas e sujas, mas com um tom de voz que ainda reflete uma vontade imensa de receber ajuda e mudar de vida. Ele me disse exatamente assim: - Tia, não estou preocupado em ser chamado de pivete, ladrão, sei lá o que..., a minha preocupação é voltar pra casa e encontrar tudo igual. Meu pai bêbado, minha mãe muito doente e meus irmãos chorando de fome e me enchendo o saco, e eu? vou pra rua em busca do que comer e se ninguém me der, eu vou roubar pra ser preso de novo, pelo menos lá eu não passo fome!..
OBS:Num país onde pra se comer precisa estar privado da liberdade, dizer mais o que???

Abraços com carinho e respeito à todos.
Sanny Lemos é Assistente de Prevenção Social, atuando na Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana
Texto extraído do site "Comunidades Virtuais de Aprendizagem"


Sem nome e com fome

Meninos das ruas
Que sonham com a lua
Que dormem no tempo
Driblando a morte
Se tiverem sorte
Em tempo presente
Vivendo no avêsso, driblando os tropeços
E comendo o que acha
Batendo nas portas
Pedindo as sobras e fazendo pirraças
Sem teto e sem chão
Com fome de pão e com sede de vida
Lá vai meu irmão
Sem brilho no olhar
Sem voz pra gritar
Eu quero família
Eu quero comida!
Meninos das ruas, que trazem no peito a marca da dor
Vítimas da violência, da incompetência e da falta de amor

Direitos Humanos?
Quem foi que falou?
Me diz onde encontro
O seu inventor

Queria encontrá-lo e pedir de joelhos
Que os tire dessa vida
Não pediram pra nascer
Não podem morrer
É cedo ainda

Como pode uma criança
Com fome e infeliz
Ser alvo de propaganda
Do futuro de um país???
(Arytan Lemos- Projeto Canarinhos)

Foto:Helena Castelo- "Minuto de Silêncio"
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Ressaca na praia do Leme

RIO - Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro "Augusto Malta e o Rio de Janeiro - 1903-1936", de George Ermakoff, que será lançado amanhã, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens.

Ao longo de 288 páginas, além da viagem de volta ao início do século XX, é possível traçar um paralelo com aqueles dias e os de hoje. Entre as cerca de 300 fotos publicadas, chama atenção uma da Ipanema do começo do século passado. O bairro não era nada além de um grande areal, e Vinte de Novembro era o nome de sua principal rua, hoje Visconde de Pirajá. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga - ainda uma novidade - comprados na Casa Madureira, na Rua Uruguaiana. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de laço preta.
O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site http://www.ermakoff.com.br/.


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Defende-se atualmente no país a concessão da carteira de motorista e o direito ao VOTO aos 16 anos anos, pretendendo-se também rebaixar a idade da responsabilidade penal, privilegiando apenas uma minoria à custa do sofrimento da maioria dos adolescentes que vivem marginalizados nas ruas, escondidos nos guetos, bocas de fumo, fugindo da policia e o pior, fugindo da morte precoce.
A alegação "DELES",(dos homens que escrevem as Leis ) é que a Constituição já atribuiu o voto facultativo aos 16 anos, com a intenção de considerar a mesma idade para dirigir veículos. Segundo o grande Jurista Hélio Bicudo a hipótese de rebaixar a idade de responsabilidade penal é discutível. A primeira tentativa ainda na ditadura militar, período em que os jovens aos 16 anos, foram considerados sujeitos ativos nos "delitos contra a Segurança Nacional" Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978. A idéia ficou no ar e reapareceu nas mãos daqueles que enxergam apenas uma forma de EXCLUSÃO SOCIAL.
Agora vamos refletir mais um pouco: Falar em responsabilidade penal aos 16 anos ou menos, é o mesmo que ignorar a realidade brasileira.Os dados do IBGE apontam um estado de miserabilidade sem limites na maioria das famílias desses adolescentes e até crianças, pois os atos infracionais já não são mais privilégio só dos jovens, mas também das crianças que migram cada vez mais cedo às ruas, lutando pela sobrevivência, se tornando verdadeiros soldados do tráfico. Toda essa realidade está aí presente como uma chaga nacional, dentro de um quadro perverso em todo Brasil. A rejeição tem marcado a criança brasileira desde a concepção. Quando consegue nascer é recebida por um mundo hostil que a elimina, ou é lançada nas ruas, onde irá conhecer apenas as fachadas das casas, sem a oportunidade de acesso ao seu interior.
Todo esse quadro denuncia abertamente a falência das políticas públicas necessárias ao atendimento da população carente, onde estão inseridos a maioria dessas crianças e adolescentes, numa constatação de que a verdadeira cidadania, nunca saiu do papel da Constituição. O que presenciamos é uma política negligente quando se trata de defender os interesses das classes menos privilegiadas, sem uma atuação concreta que proteja as famílias e seus filhos da marginalidade, sendo adotados cada vez mais cedo pelo tráfico de drogas, condenando-os a um caminho praticamente sem volta.
Quando penso que ainda ironicamente se faz muita propaganda com jovens, insistindo em dizer que eles são o futuro do país...Que jovens? só se for os filhos das classes privilegiadas, porque os excluídos, não aparecem nas estatísticas. Que ironia!!!
Nos princípios filosóficos do ECA, mudaram-se muitos termos de referência, como:Criança e adolescente em lugar de menor, sujeito em conflito com a lei, em lugar de delinquente,ato infracional em lugar de delito e medida sócioeducativa em lugar de pena ou punição, visando superar os preconceitos; porém, não mudaram a VIDA desses meninos e meninas e de suas famílias. Esta foi uma observação feita por um adolescente que atendí. Com lágrimas nos olhos, roupas surradas e sujas, mas com um tom de voz que ainda reflete uma vontade imensa de receber ajuda e mudar de vida. Ele me disse exatamente assim: - Tia, não estou preocupado em ser chamado de pivete, ladrão, sei lá o que..., a minha preocupação é voltar pra casa e encontrar tudo igual. Meu pai bêbado, minha mãe muito doente e meus irmãos chorando de fome e me enchendo o saco, e eu? vou pra rua em busca do que comer e se ninguém me der, eu vou roubar pra ser preso de novo, pelo menos lá eu não passo fome!..
OBS:Num país onde pra se comer precisa estar privado da liberdade, dizer mais o que???

Abraços com carinho e respeito à todos.
Sanny Lemos é Assistente de Prevenção Social, atuando na Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana
Texto extraído do site "Comunidades Virtuais de Aprendizagem"


Sem nome e com fome

Meninos das ruas
Que sonham com a lua
Que dormem no tempo
Driblando a morte
Se tiverem sorte
Em tempo presente
Vivendo no avêsso, driblando os tropeços
E comendo o que acha
Batendo nas portas
Pedindo as sobras e fazendo pirraças
Sem teto e sem chão
Com fome de pão e com sede de vida
Lá vai meu irmão
Sem brilho no olhar
Sem voz pra gritar
Eu quero família
Eu quero comida!
Meninos das ruas, que trazem no peito a marca da dor
Vítimas da violência, da incompetência e da falta de amor

Direitos Humanos?
Quem foi que falou?
Me diz onde encontro
O seu inventor

Queria encontrá-lo e pedir de joelhos
Que os tire dessa vida
Não pediram pra nascer
Não podem morrer
É cedo ainda

Como pode uma criança
Com fome e infeliz
Ser alvo de propaganda
Do futuro de um país???
(Arytan Lemos- Projeto Canarinhos)

Foto:Helena Castelo- "Minuto de Silêncio"
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:19  ver comentários (5) comentar


Por Sanny Lemos

Defende-se atualmente no país a concessão da carteira de motorista e o direito ao VOTO aos 16 anos anos, pretendendo-se também rebaixar a idade da responsabilidade penal, privilegiando apenas uma minoria à custa do sofrimento da maioria dos adolescentes que vivem marginalizados nas ruas, escondidos nos guetos, bocas de fumo, fugindo da policia e o pior, fugindo da morte precoce.
A alegação "DELES",(dos homens que escrevem as Leis ) é que a Constituição já atribuiu o voto facultativo aos 16 anos, com a intenção de considerar a mesma idade para dirigir veículos. Segundo o grande Jurista Hélio Bicudo a hipótese de rebaixar a idade de responsabilidade penal é discutível. A primeira tentativa ainda na ditadura militar, período em que os jovens aos 16 anos, foram considerados sujeitos ativos nos "delitos contra a Segurança Nacional" Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978. A idéia ficou no ar e reapareceu nas mãos daqueles que enxergam apenas uma forma de EXCLUSÃO SOCIAL.
Agora vamos refletir mais um pouco: Falar em responsabilidade penal aos 16 anos ou menos, é o mesmo que ignorar a realidade brasileira.Os dados do IBGE apontam um estado de miserabilidade sem limites na maioria das famílias desses adolescentes e até crianças, pois os atos infracionais já não são mais privilégio só dos jovens, mas também das crianças que migram cada vez mais cedo às ruas, lutando pela sobrevivência, se tornando verdadeiros soldados do tráfico. Toda essa realidade está aí presente como uma chaga nacional, dentro de um quadro perverso em todo Brasil. A rejeição tem marcado a criança brasileira desde a concepção. Quando consegue nascer é recebida por um mundo hostil que a elimina, ou é lançada nas ruas, onde irá conhecer apenas as fachadas das casas, sem a oportunidade de acesso ao seu interior.
Todo esse quadro denuncia abertamente a falência das políticas públicas necessárias ao atendimento da população carente, onde estão inseridos a maioria dessas crianças e adolescentes, numa constatação de que a verdadeira cidadania, nunca saiu do papel da Constituição. O que presenciamos é uma política negligente quando se trata de defender os interesses das classes menos privilegiadas, sem uma atuação concreta que proteja as famílias e seus filhos da marginalidade, sendo adotados cada vez mais cedo pelo tráfico de drogas, condenando-os a um caminho praticamente sem volta.
Quando penso que ainda ironicamente se faz muita propaganda com jovens, insistindo em dizer que eles são o futuro do país...Que jovens? só se for os filhos das classes privilegiadas, porque os excluídos, não aparecem nas estatísticas. Que ironia!!!
Nos princípios filosóficos do ECA, mudaram-se muitos termos de referência, como:Criança e adolescente em lugar de menor, sujeito em conflito com a lei, em lugar de delinquente,ato infracional em lugar de delito e medida sócioeducativa em lugar de pena ou punição, visando superar os preconceitos; porém, não mudaram a VIDA desses meninos e meninas e de suas famílias. Esta foi uma observação feita por um adolescente que atendí. Com lágrimas nos olhos, roupas surradas e sujas, mas com um tom de voz que ainda reflete uma vontade imensa de receber ajuda e mudar de vida. Ele me disse exatamente assim: - Tia, não estou preocupado em ser chamado de pivete, ladrão, sei lá o que..., a minha preocupação é voltar pra casa e encontrar tudo igual. Meu pai bêbado, minha mãe muito doente e meus irmãos chorando de fome e me enchendo o saco, e eu? vou pra rua em busca do que comer e se ninguém me der, eu vou roubar pra ser preso de novo, pelo menos lá eu não passo fome!..
OBS:Num país onde pra se comer precisa estar privado da liberdade, dizer mais o que???

Abraços com carinho e respeito à todos.
Sanny Lemos é Assistente de Prevenção Social, atuando na Vara da Infância e Juventude de Feira de Santana
Texto extraído do site "Comunidades Virtuais de Aprendizagem"


Sem nome e com fome

Meninos das ruas
Que sonham com a lua
Que dormem no tempo
Driblando a morte
Se tiverem sorte
Em tempo presente
Vivendo no avêsso, driblando os tropeços
E comendo o que acha
Batendo nas portas
Pedindo as sobras e fazendo pirraças
Sem teto e sem chão
Com fome de pão e com sede de vida
Lá vai meu irmão
Sem brilho no olhar
Sem voz pra gritar
Eu quero família
Eu quero comida!
Meninos das ruas, que trazem no peito a marca da dor
Vítimas da violência, da incompetência e da falta de amor

Direitos Humanos?
Quem foi que falou?
Me diz onde encontro
O seu inventor

Queria encontrá-lo e pedir de joelhos
Que os tire dessa vida
Não pediram pra nascer
Não podem morrer
É cedo ainda

Como pode uma criança
Com fome e infeliz
Ser alvo de propaganda
Do futuro de um país???
(Arytan Lemos- Projeto Canarinhos)

Foto:Helena Castelo- "Minuto de Silêncio"
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De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica
As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.
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De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica
As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.
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As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.
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De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica
As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.
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De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica
As consequências de comportamentos como não parar quieto na sala de aula, pedir para ir ao banheiro o tempo todo e puxar conversa com os colegas de classe costumam se refletir nas notas vermelhas do boletim do aluno. Há alguns anos, estudantes com esse perfil eram tachados de bagunceiros ou, até mesmo, sem educação. Hoje em dia, no entanto, sabe-se que muitos deles possuem o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De ordem neurobiológica, o transtorno provoca desatenção, inquietude e impulsividade, atinge de 3% a 5% das crianças e costuma ser tratado com uma combinação de medicamentos, terapia e orientação pedagógica. Segundo especialistas, o portador desse transtorno deve frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, só para ele, como acontece nos Estados Unidos, onde esse direito é garantido por lei. No Brasil, não há legislação a respeito, mas começam a surgir centros de apoio ao aluno que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular e algumas escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente. Conforme a psicopedagoga e fundadora do Centro de Apoio ao Aluno Vésper, em São Paulo, Nívea Basile, o ensino de alunos com o déficit de atenção ou hiperativos é tema fundamental nos dias atuais. "Tenho a impressão de que o problema cresce a cada ano. A rotina das crianças em casa é corrida, elas mudam demais de escola, isso prejudica tudo”, diz.
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Caminhada cobrou coragem para denunciar agressor
Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
Várias entidades da sociedade civil organizada participaram da caminhada neste domingo (Foto: Janaina Ribeiro)
Centenas de pessoas participaram da caminhada que marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na orla de Maceió e terminou no Posto 7, com apresentação de um grupo cultural formado por jovens assistidos pelo PETI em Maceió.
Ao longo da caminhada, diversas autoridades e representantes de entidades que lidam com a proteção dos direitos da criança e do adolescente lembraram casos de menores que foram abusadas sexualmente e falaram dos traumas causados a essas vítimas. Elas também pediram a colaboração da população para que haja mais denúncias sobre o assunto.
Aline Dantas, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, afirmou que a idéia da passeata foi chamar atenção da sociedade para o caso e explicou que está sendo crescente o número de denúncias contra os autores dos crimes. “A maioria das denúncias vem dos Conselhos Tutelares. Só este ano foram 38 casos confirmados, mas sabemos que o quantitativo real é bem maior, lamentavelmente. Precisamos do engajamento da sociedade para que possamos colocar na cadeia quem comete esse tipo de crime, que deixa não só seqüelas físicas para as vítimas, mas, principalmente, psicológicas”, cobrou.

Medo da vingança

Eduardo Tavares lembrou que as pessoas ainda têm medo de denunciar os agressores. Segundo o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, um dos maiores entraves para a denúncia é o medo do agressor. ‘Infelizmente ainda convivemos com o fantasma da vingança. Quem atenta contra uma criança pode ser capaz de cometer qualquer outro ato de violência. Por isso, vizinhos, amigos e familiares têm medo de denunciar o agressor. Esse é um mal silencioso”, lamentou.
Tavares lembrou que o trabalho do Ministério Público tem sido intenso no combate à exploração sexual infantil e destacou o trabalho do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que, há duas semanas, numa operação especial, fechou prostíbulos e prendeu 12 pessoas, algumas inclusive, que também exploravam sexualmente crianças e adolescentes em Maceió. “Foram fechadas nove casas de prostituição e um motel que também funcionava como prostíbulo, fornecendo mulheres em um “book” disponibilizado aos clientes na portaria. E na mesma semana, outra ação fechou mais três casas em rodovias federais”, contou ele.

Dados de Maceió

Só este ano já foram registrados em Maceió 82 casos de abuso, exploração sexual, violência física, psicológica e negligência contra crianças e adolescentes – todos estes números encaminhados pelos conselhos tutelares ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social.
Depois da caminhada, crianças do PETI fizeram apresentação cultural na orla (Foto: Janaina Ribeiro)
Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, a mobilização de hoje tem por objetivo mover a sociedade a participar da luta pela prevenção. “Temos que enfrentar à violência sexual contra crianças e adolescentes. Já detectamos a necessidade de constituir uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência no Brasil”, explicou ele.
Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, realizar-se-á no Calçadão do Comércio uma panfletagem explicando as ações da campanha – que também estão sendo veiculadas no rádio e na TV.

Campanha do Ministério Público

Durante os últimos 20 dias diversas ações reforçaram o compromisso de todos – Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil – na luta contra a violência sexual. Oficinas, palestras, exibição de filme, assinatura de acordos, blitz educativa e apresentações culturais movimentaram escolas e bairros do município. O evento foi coordenado pelo Ministério Público Estadual com a participação ativa das secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social, além do Conselho Regional de Assistentes Sociais, contando com o apoio de organizações não governamentais e a própria sociedade.
“É bom esclareceremos que esse tipo de crime pode se manifestar de diversas formas. No entanto, as de maior ocorrência são o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas se constituem em crime e são cruéis violações dos direitos humanos”, acrescentou Eduardo Tavares.
Átila Vieira reconheceu que a exploração sexual causa danos irreparáveis às vítimas.
“Ninguém faz idéia dos danos psicológicos que são causados nas vítimas. Eu lido todos os dias com esse tipo de situação e sei que esse tipo de coisa abala muito a estrutura emocional de uma criança. Basta desse tipo de crime, cada um tem que fazer a sua parte e denunciar. E mais, precisamos de novas leis mais rígidas para punir os agressores”, cobrou Átila Vieira, coordenador do Centro Erê, que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco.

Dia 17 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 2000 pela Lei 9.970, faz alusão a um crime ocorrido há 36 anos, no Espírito Santo, quando Araceli Cabrera, de oito anos, foi violentada e assassinada e os criminosos continuaram impunes.
Seqüestrada no dia 18 de maio de 1973, a menina foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória e apesar disso e da forte repercussão do caso na mídia, poucas pessoas denunciaram o fato e o crime ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois e a morte ainda causa indignação e revolta.

Fonte:Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
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Caminhada cobrou coragem para denunciar agressor
Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
Várias entidades da sociedade civil organizada participaram da caminhada neste domingo (Foto: Janaina Ribeiro)
Centenas de pessoas participaram da caminhada que marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na orla de Maceió e terminou no Posto 7, com apresentação de um grupo cultural formado por jovens assistidos pelo PETI em Maceió.
Ao longo da caminhada, diversas autoridades e representantes de entidades que lidam com a proteção dos direitos da criança e do adolescente lembraram casos de menores que foram abusadas sexualmente e falaram dos traumas causados a essas vítimas. Elas também pediram a colaboração da população para que haja mais denúncias sobre o assunto.
Aline Dantas, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, afirmou que a idéia da passeata foi chamar atenção da sociedade para o caso e explicou que está sendo crescente o número de denúncias contra os autores dos crimes. “A maioria das denúncias vem dos Conselhos Tutelares. Só este ano foram 38 casos confirmados, mas sabemos que o quantitativo real é bem maior, lamentavelmente. Precisamos do engajamento da sociedade para que possamos colocar na cadeia quem comete esse tipo de crime, que deixa não só seqüelas físicas para as vítimas, mas, principalmente, psicológicas”, cobrou.

Medo da vingança

Eduardo Tavares lembrou que as pessoas ainda têm medo de denunciar os agressores. Segundo o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, um dos maiores entraves para a denúncia é o medo do agressor. ‘Infelizmente ainda convivemos com o fantasma da vingança. Quem atenta contra uma criança pode ser capaz de cometer qualquer outro ato de violência. Por isso, vizinhos, amigos e familiares têm medo de denunciar o agressor. Esse é um mal silencioso”, lamentou.
Tavares lembrou que o trabalho do Ministério Público tem sido intenso no combate à exploração sexual infantil e destacou o trabalho do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que, há duas semanas, numa operação especial, fechou prostíbulos e prendeu 12 pessoas, algumas inclusive, que também exploravam sexualmente crianças e adolescentes em Maceió. “Foram fechadas nove casas de prostituição e um motel que também funcionava como prostíbulo, fornecendo mulheres em um “book” disponibilizado aos clientes na portaria. E na mesma semana, outra ação fechou mais três casas em rodovias federais”, contou ele.

Dados de Maceió

Só este ano já foram registrados em Maceió 82 casos de abuso, exploração sexual, violência física, psicológica e negligência contra crianças e adolescentes – todos estes números encaminhados pelos conselhos tutelares ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social.
Depois da caminhada, crianças do PETI fizeram apresentação cultural na orla (Foto: Janaina Ribeiro)
Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, a mobilização de hoje tem por objetivo mover a sociedade a participar da luta pela prevenção. “Temos que enfrentar à violência sexual contra crianças e adolescentes. Já detectamos a necessidade de constituir uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência no Brasil”, explicou ele.
Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, realizar-se-á no Calçadão do Comércio uma panfletagem explicando as ações da campanha – que também estão sendo veiculadas no rádio e na TV.

Campanha do Ministério Público

Durante os últimos 20 dias diversas ações reforçaram o compromisso de todos – Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil – na luta contra a violência sexual. Oficinas, palestras, exibição de filme, assinatura de acordos, blitz educativa e apresentações culturais movimentaram escolas e bairros do município. O evento foi coordenado pelo Ministério Público Estadual com a participação ativa das secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social, além do Conselho Regional de Assistentes Sociais, contando com o apoio de organizações não governamentais e a própria sociedade.
“É bom esclareceremos que esse tipo de crime pode se manifestar de diversas formas. No entanto, as de maior ocorrência são o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas se constituem em crime e são cruéis violações dos direitos humanos”, acrescentou Eduardo Tavares.
Átila Vieira reconheceu que a exploração sexual causa danos irreparáveis às vítimas.
“Ninguém faz idéia dos danos psicológicos que são causados nas vítimas. Eu lido todos os dias com esse tipo de situação e sei que esse tipo de coisa abala muito a estrutura emocional de uma criança. Basta desse tipo de crime, cada um tem que fazer a sua parte e denunciar. E mais, precisamos de novas leis mais rígidas para punir os agressores”, cobrou Átila Vieira, coordenador do Centro Erê, que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco.

Dia 17 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 2000 pela Lei 9.970, faz alusão a um crime ocorrido há 36 anos, no Espírito Santo, quando Araceli Cabrera, de oito anos, foi violentada e assassinada e os criminosos continuaram impunes.
Seqüestrada no dia 18 de maio de 1973, a menina foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória e apesar disso e da forte repercussão do caso na mídia, poucas pessoas denunciaram o fato e o crime ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois e a morte ainda causa indignação e revolta.

Fonte:Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
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Caminhada cobrou coragem para denunciar agressor
Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
Várias entidades da sociedade civil organizada participaram da caminhada neste domingo (Foto: Janaina Ribeiro)
Centenas de pessoas participaram da caminhada que marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na orla de Maceió e terminou no Posto 7, com apresentação de um grupo cultural formado por jovens assistidos pelo PETI em Maceió.
Ao longo da caminhada, diversas autoridades e representantes de entidades que lidam com a proteção dos direitos da criança e do adolescente lembraram casos de menores que foram abusadas sexualmente e falaram dos traumas causados a essas vítimas. Elas também pediram a colaboração da população para que haja mais denúncias sobre o assunto.
Aline Dantas, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, afirmou que a idéia da passeata foi chamar atenção da sociedade para o caso e explicou que está sendo crescente o número de denúncias contra os autores dos crimes. “A maioria das denúncias vem dos Conselhos Tutelares. Só este ano foram 38 casos confirmados, mas sabemos que o quantitativo real é bem maior, lamentavelmente. Precisamos do engajamento da sociedade para que possamos colocar na cadeia quem comete esse tipo de crime, que deixa não só seqüelas físicas para as vítimas, mas, principalmente, psicológicas”, cobrou.

Medo da vingança

Eduardo Tavares lembrou que as pessoas ainda têm medo de denunciar os agressores. Segundo o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, um dos maiores entraves para a denúncia é o medo do agressor. ‘Infelizmente ainda convivemos com o fantasma da vingança. Quem atenta contra uma criança pode ser capaz de cometer qualquer outro ato de violência. Por isso, vizinhos, amigos e familiares têm medo de denunciar o agressor. Esse é um mal silencioso”, lamentou.
Tavares lembrou que o trabalho do Ministério Público tem sido intenso no combate à exploração sexual infantil e destacou o trabalho do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que, há duas semanas, numa operação especial, fechou prostíbulos e prendeu 12 pessoas, algumas inclusive, que também exploravam sexualmente crianças e adolescentes em Maceió. “Foram fechadas nove casas de prostituição e um motel que também funcionava como prostíbulo, fornecendo mulheres em um “book” disponibilizado aos clientes na portaria. E na mesma semana, outra ação fechou mais três casas em rodovias federais”, contou ele.

Dados de Maceió

Só este ano já foram registrados em Maceió 82 casos de abuso, exploração sexual, violência física, psicológica e negligência contra crianças e adolescentes – todos estes números encaminhados pelos conselhos tutelares ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social.
Depois da caminhada, crianças do PETI fizeram apresentação cultural na orla (Foto: Janaina Ribeiro)
Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, a mobilização de hoje tem por objetivo mover a sociedade a participar da luta pela prevenção. “Temos que enfrentar à violência sexual contra crianças e adolescentes. Já detectamos a necessidade de constituir uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência no Brasil”, explicou ele.
Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, realizar-se-á no Calçadão do Comércio uma panfletagem explicando as ações da campanha – que também estão sendo veiculadas no rádio e na TV.

Campanha do Ministério Público

Durante os últimos 20 dias diversas ações reforçaram o compromisso de todos – Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil – na luta contra a violência sexual. Oficinas, palestras, exibição de filme, assinatura de acordos, blitz educativa e apresentações culturais movimentaram escolas e bairros do município. O evento foi coordenado pelo Ministério Público Estadual com a participação ativa das secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social, além do Conselho Regional de Assistentes Sociais, contando com o apoio de organizações não governamentais e a própria sociedade.
“É bom esclareceremos que esse tipo de crime pode se manifestar de diversas formas. No entanto, as de maior ocorrência são o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas se constituem em crime e são cruéis violações dos direitos humanos”, acrescentou Eduardo Tavares.
Átila Vieira reconheceu que a exploração sexual causa danos irreparáveis às vítimas.
“Ninguém faz idéia dos danos psicológicos que são causados nas vítimas. Eu lido todos os dias com esse tipo de situação e sei que esse tipo de coisa abala muito a estrutura emocional de uma criança. Basta desse tipo de crime, cada um tem que fazer a sua parte e denunciar. E mais, precisamos de novas leis mais rígidas para punir os agressores”, cobrou Átila Vieira, coordenador do Centro Erê, que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco.

Dia 17 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 2000 pela Lei 9.970, faz alusão a um crime ocorrido há 36 anos, no Espírito Santo, quando Araceli Cabrera, de oito anos, foi violentada e assassinada e os criminosos continuaram impunes.
Seqüestrada no dia 18 de maio de 1973, a menina foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória e apesar disso e da forte repercussão do caso na mídia, poucas pessoas denunciaram o fato e o crime ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois e a morte ainda causa indignação e revolta.

Fonte:Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:10  comentar


Caminhada cobrou coragem para denunciar agressor
Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
Várias entidades da sociedade civil organizada participaram da caminhada neste domingo (Foto: Janaina Ribeiro)
Centenas de pessoas participaram da caminhada que marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na orla de Maceió e terminou no Posto 7, com apresentação de um grupo cultural formado por jovens assistidos pelo PETI em Maceió.
Ao longo da caminhada, diversas autoridades e representantes de entidades que lidam com a proteção dos direitos da criança e do adolescente lembraram casos de menores que foram abusadas sexualmente e falaram dos traumas causados a essas vítimas. Elas também pediram a colaboração da população para que haja mais denúncias sobre o assunto.
Aline Dantas, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, afirmou que a idéia da passeata foi chamar atenção da sociedade para o caso e explicou que está sendo crescente o número de denúncias contra os autores dos crimes. “A maioria das denúncias vem dos Conselhos Tutelares. Só este ano foram 38 casos confirmados, mas sabemos que o quantitativo real é bem maior, lamentavelmente. Precisamos do engajamento da sociedade para que possamos colocar na cadeia quem comete esse tipo de crime, que deixa não só seqüelas físicas para as vítimas, mas, principalmente, psicológicas”, cobrou.

Medo da vingança

Eduardo Tavares lembrou que as pessoas ainda têm medo de denunciar os agressores. Segundo o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, um dos maiores entraves para a denúncia é o medo do agressor. ‘Infelizmente ainda convivemos com o fantasma da vingança. Quem atenta contra uma criança pode ser capaz de cometer qualquer outro ato de violência. Por isso, vizinhos, amigos e familiares têm medo de denunciar o agressor. Esse é um mal silencioso”, lamentou.
Tavares lembrou que o trabalho do Ministério Público tem sido intenso no combate à exploração sexual infantil e destacou o trabalho do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que, há duas semanas, numa operação especial, fechou prostíbulos e prendeu 12 pessoas, algumas inclusive, que também exploravam sexualmente crianças e adolescentes em Maceió. “Foram fechadas nove casas de prostituição e um motel que também funcionava como prostíbulo, fornecendo mulheres em um “book” disponibilizado aos clientes na portaria. E na mesma semana, outra ação fechou mais três casas em rodovias federais”, contou ele.

Dados de Maceió

Só este ano já foram registrados em Maceió 82 casos de abuso, exploração sexual, violência física, psicológica e negligência contra crianças e adolescentes – todos estes números encaminhados pelos conselhos tutelares ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social.
Depois da caminhada, crianças do PETI fizeram apresentação cultural na orla (Foto: Janaina Ribeiro)
Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, a mobilização de hoje tem por objetivo mover a sociedade a participar da luta pela prevenção. “Temos que enfrentar à violência sexual contra crianças e adolescentes. Já detectamos a necessidade de constituir uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência no Brasil”, explicou ele.
Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, realizar-se-á no Calçadão do Comércio uma panfletagem explicando as ações da campanha – que também estão sendo veiculadas no rádio e na TV.

Campanha do Ministério Público

Durante os últimos 20 dias diversas ações reforçaram o compromisso de todos – Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil – na luta contra a violência sexual. Oficinas, palestras, exibição de filme, assinatura de acordos, blitz educativa e apresentações culturais movimentaram escolas e bairros do município. O evento foi coordenado pelo Ministério Público Estadual com a participação ativa das secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social, além do Conselho Regional de Assistentes Sociais, contando com o apoio de organizações não governamentais e a própria sociedade.
“É bom esclareceremos que esse tipo de crime pode se manifestar de diversas formas. No entanto, as de maior ocorrência são o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas se constituem em crime e são cruéis violações dos direitos humanos”, acrescentou Eduardo Tavares.
Átila Vieira reconheceu que a exploração sexual causa danos irreparáveis às vítimas.
“Ninguém faz idéia dos danos psicológicos que são causados nas vítimas. Eu lido todos os dias com esse tipo de situação e sei que esse tipo de coisa abala muito a estrutura emocional de uma criança. Basta desse tipo de crime, cada um tem que fazer a sua parte e denunciar. E mais, precisamos de novas leis mais rígidas para punir os agressores”, cobrou Átila Vieira, coordenador do Centro Erê, que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco.

Dia 17 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 2000 pela Lei 9.970, faz alusão a um crime ocorrido há 36 anos, no Espírito Santo, quando Araceli Cabrera, de oito anos, foi violentada e assassinada e os criminosos continuaram impunes.
Seqüestrada no dia 18 de maio de 1973, a menina foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória e apesar disso e da forte repercussão do caso na mídia, poucas pessoas denunciaram o fato e o crime ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois e a morte ainda causa indignação e revolta.

Fonte:Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
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Caminhada cobrou coragem para denunciar agressor
Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
Várias entidades da sociedade civil organizada participaram da caminhada neste domingo (Foto: Janaina Ribeiro)
Centenas de pessoas participaram da caminhada que marcou a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu na orla de Maceió e terminou no Posto 7, com apresentação de um grupo cultural formado por jovens assistidos pelo PETI em Maceió.
Ao longo da caminhada, diversas autoridades e representantes de entidades que lidam com a proteção dos direitos da criança e do adolescente lembraram casos de menores que foram abusadas sexualmente e falaram dos traumas causados a essas vítimas. Elas também pediram a colaboração da população para que haja mais denúncias sobre o assunto.
Aline Dantas, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, afirmou que a idéia da passeata foi chamar atenção da sociedade para o caso e explicou que está sendo crescente o número de denúncias contra os autores dos crimes. “A maioria das denúncias vem dos Conselhos Tutelares. Só este ano foram 38 casos confirmados, mas sabemos que o quantitativo real é bem maior, lamentavelmente. Precisamos do engajamento da sociedade para que possamos colocar na cadeia quem comete esse tipo de crime, que deixa não só seqüelas físicas para as vítimas, mas, principalmente, psicológicas”, cobrou.

Medo da vingança

Eduardo Tavares lembrou que as pessoas ainda têm medo de denunciar os agressores. Segundo o procurador geral de Justiça, Eduardo Tavares, um dos maiores entraves para a denúncia é o medo do agressor. ‘Infelizmente ainda convivemos com o fantasma da vingança. Quem atenta contra uma criança pode ser capaz de cometer qualquer outro ato de violência. Por isso, vizinhos, amigos e familiares têm medo de denunciar o agressor. Esse é um mal silencioso”, lamentou.
Tavares lembrou que o trabalho do Ministério Público tem sido intenso no combate à exploração sexual infantil e destacou o trabalho do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que, há duas semanas, numa operação especial, fechou prostíbulos e prendeu 12 pessoas, algumas inclusive, que também exploravam sexualmente crianças e adolescentes em Maceió. “Foram fechadas nove casas de prostituição e um motel que também funcionava como prostíbulo, fornecendo mulheres em um “book” disponibilizado aos clientes na portaria. E na mesma semana, outra ação fechou mais três casas em rodovias federais”, contou ele.

Dados de Maceió

Só este ano já foram registrados em Maceió 82 casos de abuso, exploração sexual, violência física, psicológica e negligência contra crianças e adolescentes – todos estes números encaminhados pelos conselhos tutelares ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social.
Depois da caminhada, crianças do PETI fizeram apresentação cultural na orla (Foto: Janaina Ribeiro)
Segundo o promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa, coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, a mobilização de hoje tem por objetivo mover a sociedade a participar da luta pela prevenção. “Temos que enfrentar à violência sexual contra crianças e adolescentes. Já detectamos a necessidade de constituir uma consciência nacional para denunciar e romper com esse ciclo de violência no Brasil”, explicou ele.
Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, realizar-se-á no Calçadão do Comércio uma panfletagem explicando as ações da campanha – que também estão sendo veiculadas no rádio e na TV.

Campanha do Ministério Público

Durante os últimos 20 dias diversas ações reforçaram o compromisso de todos – Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil – na luta contra a violência sexual. Oficinas, palestras, exibição de filme, assinatura de acordos, blitz educativa e apresentações culturais movimentaram escolas e bairros do município. O evento foi coordenado pelo Ministério Público Estadual com a participação ativa das secretarias Municipal e Estadual de Assistência Social, além do Conselho Regional de Assistentes Sociais, contando com o apoio de organizações não governamentais e a própria sociedade.
“É bom esclareceremos que esse tipo de crime pode se manifestar de diversas formas. No entanto, as de maior ocorrência são o abuso sexual dentro da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico. Todas se constituem em crime e são cruéis violações dos direitos humanos”, acrescentou Eduardo Tavares.
Átila Vieira reconheceu que a exploração sexual causa danos irreparáveis às vítimas.
“Ninguém faz idéia dos danos psicológicos que são causados nas vítimas. Eu lido todos os dias com esse tipo de situação e sei que esse tipo de coisa abala muito a estrutura emocional de uma criança. Basta desse tipo de crime, cada um tem que fazer a sua parte e denunciar. E mais, precisamos de novas leis mais rígidas para punir os agressores”, cobrou Átila Vieira, coordenador do Centro Erê, que trabalha com crianças e adolescentes em situação de risco.

Dia 17 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 2000 pela Lei 9.970, faz alusão a um crime ocorrido há 36 anos, no Espírito Santo, quando Araceli Cabrera, de oito anos, foi violentada e assassinada e os criminosos continuaram impunes.
Seqüestrada no dia 18 de maio de 1973, a menina foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória e apesar disso e da forte repercussão do caso na mídia, poucas pessoas denunciaram o fato e o crime ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois e a morte ainda causa indignação e revolta.

Fonte:Gazetaweb - Janaina Ribeiro com Assessoria do MPE/AL
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Em 2003, a policia de Warwckshire, Inglaterra, abriu um galpão de um jardim e encontrou ali um cão choroso e encolhido. Ele havia sido trancado e abandonado no galpão. Estava sujo, desnutrido e claramente maltratado.
Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com outra qualquer necessidade.Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.
Levou varias semanas,mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivoMas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem-se em seu nariz"Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.
A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los" Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou `a próxima vitima de abusos e maltratos

UM VERDADEIRO EXEMPLO DE AMOR INCONDICIONAL!
VOCÊ CONHECE MUITOS SERES CAPAZES DISSO???


... JASMINE ESTÁ AÍ PARA ENSINAR...
Recebido por e-mail de minha querida amiga e veterinária
LEILA MENDONÇA
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Em 2003, a policia de Warwckshire, Inglaterra, abriu um galpão de um jardim e encontrou ali um cão choroso e encolhido. Ele havia sido trancado e abandonado no galpão. Estava sujo, desnutrido e claramente maltratado.
Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com outra qualquer necessidade.Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.
Levou varias semanas,mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivoMas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem-se em seu nariz"Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.
A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los" Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou `a próxima vitima de abusos e maltratos

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Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com outra qualquer necessidade.Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.
Levou varias semanas,mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivoMas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem-se em seu nariz"Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.
A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los" Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou `a próxima vitima de abusos e maltratos

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Num ato de bondade, a policia levou o cão para um abrigo próximo, o Nuneaton Warwickshire Wildlife Sanctuary, dirigido por um homem chamado Geoff Grewcock. Lugar este conhecido como um paraiso para animais abandonados, orfãos ou com outra qualquer necessidade.Geoff e a equipe do Santuário trabalharam com dois objetivos: restaurar a completa saude do animal, e ganhar sua confiança.
Levou varias semanas,mas finalmente os dois objetivos foram alcançados.Deram a ela o nome de Jasmine, e começaram a pensar em encontrar para ela um lar adotivoMas Jasmine tinha outras ideias. Ninguém se lembra como começou, mas ela passou a dar as boas vindas a todos animais que chegavam ao Santuário. Não importava se era um cachorrinho, um filhote de raposa, um coelho ou qualquer outro animal perdido ou ferido. Jasmine se esgueirava para dentro da caixa ou gaiola e os recebia com uma lambida de boas vindas.
" Ela fez o mesmo com filhotes de raposa e de texugos: ela lambe os coelhos e os porcos da Guiné e ainda deixa os pássaros empoleirarem-se em seu nariz"Jasmine, a tímida, maltratada, pária abandonada, tornou-se a mãe substituta dos animais do Santuário, um papel para o qual ela nasceu.
A lista de jovens animais dos quais ela cuidou inclui cinco filhotes de raposa, quatro filhotes de texugo, quinze galinhas, oito porcos da Guiné, dois cachorrinhos e quinze coelhos. E um cervo montês. O pequeno Bramble, com 11 semanas de idade, foi encontrado semi-consciente em um campo. Na chegada ao Santuário, Jasmine aconchegou-se a ele para mante-lo aquecido e assumiu inteiramente o papel de mãe substituta. Jasmine cumula Bramble de afeição e não deixa que nada lhe falte.

" Eles são inseparáveis", diz Geoff. " Bramble anda entre suas pernas e eles ficam se beijando...Eles passeiam juntos pelo Santuário. É um prazer ve-los" Jasmine continuará cuidando de Bramble até que ele possa voltar a viver na floresta.
Quando isto acontecer, Jasmine não estará sozinha. Ela estará muito ocupada distribuindo amor e carinho ao próximo orfão ou `a próxima vitima de abusos e maltratos

UM VERDADEIRO EXEMPLO DE AMOR INCONDICIONAL!
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No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
GO: Estado é o 4º em denúncias de exploração sexual infanto-juvenil
No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
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No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
GO: Estado é o 4º em denúncias de exploração sexual infanto-juvenil
No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
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No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
GO: Estado é o 4º em denúncias de exploração sexual infanto-juvenil
No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
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No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
[Diário da Manhã (GO) – 14/05/2009]
GO: Estado é o 4º em denúncias de exploração sexual infanto-juvenil
No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
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Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
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No ano passado, foram registrados 679 casos dessa violação aos direitos de meninas e meninos pelo Disque 100, dos quais 396 foram de abuso e 283 de exploração sexual
Goiás ocupa a quarta posição no ranking dos estados brasileiros em número de denúncias de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes recebidas pelo Disque Denúncia Nacional (Disque 100). Entre 2003 e 2009, foram efetuadas mais de 3,4 mil ligações do gênero. No ano passado, o serviço registrou 679 casos, dos quais 396 estavam relacionados a abuso sexual e 283 a exploração sexual de meninas e meninos. Com base nestes números, e como parte das atividades referentes ao Dia de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio), a Câmara Municipal de Goiânia (GO) promove hoje audiência pública para discutir o tema no auditório da Casa. O evento foi criado a partir da parceria do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescente com os vereadores Elias Vaz (PSol) e Cidinha Siqueira (PT). De acordo com o vereador Elias Vaz, o tema ainda é tabu na sociedade, o que exige uma radiografia completa do problema. A partir do mapeamento da exploração sexual infanto-juvenil no estado será possível elaborar políticas públicas eficazes para combater a prática. O coordenador do fórum goiano, Joselano Santos, afirma que esta é só a ponta do iceberg, pois estimativas apontam que menos de 10% dos casos de abuso e exploração sexual de meninos e meninas que vêm à tona são punidos.
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Empresária em poder de ladrões mandou mensagem de texto a amigos. Trancada no quarto, mãe dela ligou para a polícia e bandidos foram presos

O auxílio de dois telefones celulares foi fundamental para impedir que uma empresária e sua família fossem vítimas de um assalto na noite de sábado (16) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela estava com o namorado quando foi abordada pelos ladrões na porta de um restaurante no mesmo bairro. Segundo a polícia, os criminosos os obrigaram a levá-los a casa de algum amigo com dinheiro para que eles pudessem fazer o assalto, mas ela resolveu seguir para a própria casa.
Chegando lá, num momento de distração dos ladrões, mandou uma mensagem de texto de emergência para os amigos. Desconfiados, um dos amigos chamou a polícia, enquanto outro telefonou para a casa e percebeu o nervosismo na voz do irmão da vítima, que já havia sido rendido.

Polícia cercou o local
Ele e a mãe da empresária, que foi obrigada a ficar no carro com um dos bandidos, foram trancados num dos quartos da casa. Como os ladrões não perceberam que lá havia um telefone celular, a mãe, então, ligou para a polícia, que cercou o local.
Os quatro assaltantes foram presos e, com eles, apreendidos dois revólveres e uma pistola, além do material que seria roubado: jóias, relógios e cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com a polícia, os assaltantes eram da favela da Rocinha, na Zona Sul, sendo três deles maiores de idade e um menor. Dois já teriam passagem pela polícia. Eles serão indiciados por roubo e restrição de liberdade da vítima.


Portal G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:59  comentar

Empresária em poder de ladrões mandou mensagem de texto a amigos. Trancada no quarto, mãe dela ligou para a polícia e bandidos foram presos

O auxílio de dois telefones celulares foi fundamental para impedir que uma empresária e sua família fossem vítimas de um assalto na noite de sábado (16) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela estava com o namorado quando foi abordada pelos ladrões na porta de um restaurante no mesmo bairro. Segundo a polícia, os criminosos os obrigaram a levá-los a casa de algum amigo com dinheiro para que eles pudessem fazer o assalto, mas ela resolveu seguir para a própria casa.
Chegando lá, num momento de distração dos ladrões, mandou uma mensagem de texto de emergência para os amigos. Desconfiados, um dos amigos chamou a polícia, enquanto outro telefonou para a casa e percebeu o nervosismo na voz do irmão da vítima, que já havia sido rendido.

Polícia cercou o local
Ele e a mãe da empresária, que foi obrigada a ficar no carro com um dos bandidos, foram trancados num dos quartos da casa. Como os ladrões não perceberam que lá havia um telefone celular, a mãe, então, ligou para a polícia, que cercou o local.
Os quatro assaltantes foram presos e, com eles, apreendidos dois revólveres e uma pistola, além do material que seria roubado: jóias, relógios e cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com a polícia, os assaltantes eram da favela da Rocinha, na Zona Sul, sendo três deles maiores de idade e um menor. Dois já teriam passagem pela polícia. Eles serão indiciados por roubo e restrição de liberdade da vítima.


Portal G1
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Empresária em poder de ladrões mandou mensagem de texto a amigos. Trancada no quarto, mãe dela ligou para a polícia e bandidos foram presos

O auxílio de dois telefones celulares foi fundamental para impedir que uma empresária e sua família fossem vítimas de um assalto na noite de sábado (16) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela estava com o namorado quando foi abordada pelos ladrões na porta de um restaurante no mesmo bairro. Segundo a polícia, os criminosos os obrigaram a levá-los a casa de algum amigo com dinheiro para que eles pudessem fazer o assalto, mas ela resolveu seguir para a própria casa.
Chegando lá, num momento de distração dos ladrões, mandou uma mensagem de texto de emergência para os amigos. Desconfiados, um dos amigos chamou a polícia, enquanto outro telefonou para a casa e percebeu o nervosismo na voz do irmão da vítima, que já havia sido rendido.

Polícia cercou o local
Ele e a mãe da empresária, que foi obrigada a ficar no carro com um dos bandidos, foram trancados num dos quartos da casa. Como os ladrões não perceberam que lá havia um telefone celular, a mãe, então, ligou para a polícia, que cercou o local.
Os quatro assaltantes foram presos e, com eles, apreendidos dois revólveres e uma pistola, além do material que seria roubado: jóias, relógios e cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com a polícia, os assaltantes eram da favela da Rocinha, na Zona Sul, sendo três deles maiores de idade e um menor. Dois já teriam passagem pela polícia. Eles serão indiciados por roubo e restrição de liberdade da vítima.


Portal G1
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Empresária em poder de ladrões mandou mensagem de texto a amigos. Trancada no quarto, mãe dela ligou para a polícia e bandidos foram presos

O auxílio de dois telefones celulares foi fundamental para impedir que uma empresária e sua família fossem vítimas de um assalto na noite de sábado (16) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela estava com o namorado quando foi abordada pelos ladrões na porta de um restaurante no mesmo bairro. Segundo a polícia, os criminosos os obrigaram a levá-los a casa de algum amigo com dinheiro para que eles pudessem fazer o assalto, mas ela resolveu seguir para a própria casa.
Chegando lá, num momento de distração dos ladrões, mandou uma mensagem de texto de emergência para os amigos. Desconfiados, um dos amigos chamou a polícia, enquanto outro telefonou para a casa e percebeu o nervosismo na voz do irmão da vítima, que já havia sido rendido.

Polícia cercou o local
Ele e a mãe da empresária, que foi obrigada a ficar no carro com um dos bandidos, foram trancados num dos quartos da casa. Como os ladrões não perceberam que lá havia um telefone celular, a mãe, então, ligou para a polícia, que cercou o local.
Os quatro assaltantes foram presos e, com eles, apreendidos dois revólveres e uma pistola, além do material que seria roubado: jóias, relógios e cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com a polícia, os assaltantes eram da favela da Rocinha, na Zona Sul, sendo três deles maiores de idade e um menor. Dois já teriam passagem pela polícia. Eles serão indiciados por roubo e restrição de liberdade da vítima.


Portal G1
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Empresária em poder de ladrões mandou mensagem de texto a amigos. Trancada no quarto, mãe dela ligou para a polícia e bandidos foram presos

O auxílio de dois telefones celulares foi fundamental para impedir que uma empresária e sua família fossem vítimas de um assalto na noite de sábado (16) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela estava com o namorado quando foi abordada pelos ladrões na porta de um restaurante no mesmo bairro. Segundo a polícia, os criminosos os obrigaram a levá-los a casa de algum amigo com dinheiro para que eles pudessem fazer o assalto, mas ela resolveu seguir para a própria casa.
Chegando lá, num momento de distração dos ladrões, mandou uma mensagem de texto de emergência para os amigos. Desconfiados, um dos amigos chamou a polícia, enquanto outro telefonou para a casa e percebeu o nervosismo na voz do irmão da vítima, que já havia sido rendido.

Polícia cercou o local
Ele e a mãe da empresária, que foi obrigada a ficar no carro com um dos bandidos, foram trancados num dos quartos da casa. Como os ladrões não perceberam que lá havia um telefone celular, a mãe, então, ligou para a polícia, que cercou o local.
Os quatro assaltantes foram presos e, com eles, apreendidos dois revólveres e uma pistola, além do material que seria roubado: jóias, relógios e cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com a polícia, os assaltantes eram da favela da Rocinha, na Zona Sul, sendo três deles maiores de idade e um menor. Dois já teriam passagem pela polícia. Eles serão indiciados por roubo e restrição de liberdade da vítima.


Portal G1
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RIO - O Brasil perdeu a guerra contra a dengue. Fracassaram todos os programas governamentais para a erradicação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) anunciados nos últimos 13 anos. A epidemia avançou e agora abrange uma área geográfica 2,3 vezes maior que em 1995. A zona de risco de epidemia estava circunscrita a 1.753 municípios mapeados pelo Ministério da Saúde. Em dezembro passado, ela abrangia 4.006 cidades. Significa que a dengue passou a dominar dois terços do território nacional.
Governos já chegaram a anunciar formalmente a erradicação do Aedes aegypti. A última vez que isso aconteceu foi em 1995, quando os hospitais registraram cerca de 50 mil casos de internações. Naquele ano houve apenas duas mortes por febre hemorrágica de dengue. Mas a realidade se impôs à propaganda oficial nos seis anos seguintes com um avanço da doença: em 2002 foram 697,9 mil doentes e 150 mortos. Uma nova escalada epidêmica começou em 2005.
O país convive com 2.040 novos casos de dengue por dia - mais de um por minuto, na média desde janeiro. Contaram-se 226,5 mil nos primeiros cem dias. A boa notícia é que esse número é 49% abaixo do registrado em igual período do ano passado, calcula o Ministério da Saúde.


O Globo On Line
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RIO - O Brasil perdeu a guerra contra a dengue. Fracassaram todos os programas governamentais para a erradicação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) anunciados nos últimos 13 anos. A epidemia avançou e agora abrange uma área geográfica 2,3 vezes maior que em 1995. A zona de risco de epidemia estava circunscrita a 1.753 municípios mapeados pelo Ministério da Saúde. Em dezembro passado, ela abrangia 4.006 cidades. Significa que a dengue passou a dominar dois terços do território nacional.
Governos já chegaram a anunciar formalmente a erradicação do Aedes aegypti. A última vez que isso aconteceu foi em 1995, quando os hospitais registraram cerca de 50 mil casos de internações. Naquele ano houve apenas duas mortes por febre hemorrágica de dengue. Mas a realidade se impôs à propaganda oficial nos seis anos seguintes com um avanço da doença: em 2002 foram 697,9 mil doentes e 150 mortos. Uma nova escalada epidêmica começou em 2005.
O país convive com 2.040 novos casos de dengue por dia - mais de um por minuto, na média desde janeiro. Contaram-se 226,5 mil nos primeiros cem dias. A boa notícia é que esse número é 49% abaixo do registrado em igual período do ano passado, calcula o Ministério da Saúde.


O Globo On Line
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RIO - O Brasil perdeu a guerra contra a dengue. Fracassaram todos os programas governamentais para a erradicação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) anunciados nos últimos 13 anos. A epidemia avançou e agora abrange uma área geográfica 2,3 vezes maior que em 1995. A zona de risco de epidemia estava circunscrita a 1.753 municípios mapeados pelo Ministério da Saúde. Em dezembro passado, ela abrangia 4.006 cidades. Significa que a dengue passou a dominar dois terços do território nacional.
Governos já chegaram a anunciar formalmente a erradicação do Aedes aegypti. A última vez que isso aconteceu foi em 1995, quando os hospitais registraram cerca de 50 mil casos de internações. Naquele ano houve apenas duas mortes por febre hemorrágica de dengue. Mas a realidade se impôs à propaganda oficial nos seis anos seguintes com um avanço da doença: em 2002 foram 697,9 mil doentes e 150 mortos. Uma nova escalada epidêmica começou em 2005.
O país convive com 2.040 novos casos de dengue por dia - mais de um por minuto, na média desde janeiro. Contaram-se 226,5 mil nos primeiros cem dias. A boa notícia é que esse número é 49% abaixo do registrado em igual período do ano passado, calcula o Ministério da Saúde.


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RIO - O Brasil perdeu a guerra contra a dengue. Fracassaram todos os programas governamentais para a erradicação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) anunciados nos últimos 13 anos. A epidemia avançou e agora abrange uma área geográfica 2,3 vezes maior que em 1995. A zona de risco de epidemia estava circunscrita a 1.753 municípios mapeados pelo Ministério da Saúde. Em dezembro passado, ela abrangia 4.006 cidades. Significa que a dengue passou a dominar dois terços do território nacional.
Governos já chegaram a anunciar formalmente a erradicação do Aedes aegypti. A última vez que isso aconteceu foi em 1995, quando os hospitais registraram cerca de 50 mil casos de internações. Naquele ano houve apenas duas mortes por febre hemorrágica de dengue. Mas a realidade se impôs à propaganda oficial nos seis anos seguintes com um avanço da doença: em 2002 foram 697,9 mil doentes e 150 mortos. Uma nova escalada epidêmica começou em 2005.
O país convive com 2.040 novos casos de dengue por dia - mais de um por minuto, na média desde janeiro. Contaram-se 226,5 mil nos primeiros cem dias. A boa notícia é que esse número é 49% abaixo do registrado em igual período do ano passado, calcula o Ministério da Saúde.


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RIO - O Brasil perdeu a guerra contra a dengue. Fracassaram todos os programas governamentais para a erradicação do mosquito transmissor (Aedes aegypti) anunciados nos últimos 13 anos. A epidemia avançou e agora abrange uma área geográfica 2,3 vezes maior que em 1995. A zona de risco de epidemia estava circunscrita a 1.753 municípios mapeados pelo Ministério da Saúde. Em dezembro passado, ela abrangia 4.006 cidades. Significa que a dengue passou a dominar dois terços do território nacional.
Governos já chegaram a anunciar formalmente a erradicação do Aedes aegypti. A última vez que isso aconteceu foi em 1995, quando os hospitais registraram cerca de 50 mil casos de internações. Naquele ano houve apenas duas mortes por febre hemorrágica de dengue. Mas a realidade se impôs à propaganda oficial nos seis anos seguintes com um avanço da doença: em 2002 foram 697,9 mil doentes e 150 mortos. Uma nova escalada epidêmica começou em 2005.
O país convive com 2.040 novos casos de dengue por dia - mais de um por minuto, na média desde janeiro. Contaram-se 226,5 mil nos primeiros cem dias. A boa notícia é que esse número é 49% abaixo do registrado em igual período do ano passado, calcula o Ministério da Saúde.


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A escritora feminista americana Suzanne Braun Levine confessa que engole em seco quando tem que dizer sua idade – 65 anos – mas defende que as mulheres deixem de mentir sobre o assunto. Em seu novo livro, Fifty is the new fifty (algo como Os 50 são os novos 50, que será lançado no Brasil em dezembro pela editora Rocco), Suzanne fala sobre as vantagens de atingir o que chama de “segunda etapa da vida adulta”. Nesta entrevista ao Mulher 7×7, ela explica por que não gostaria de voltar aos 30 e diz que se submeter a procedimentos estéticos é como ficar revivendo o processo de envelhecimento.

O título do seu livro é “Os 50 são os novos 50”. O que a senhora quer dizer com ele?
Suzanne Braun Levine – Não sei no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos, quando querem dizer que alguém está bem e se sente bem aos 50 anos, dizem: “Os 50 são os novos 30”. A ideia é que você não pode estar tão bem e se sentir tão bem se você tem 50! Meu ponto é que os 50 não são nada parecidos com os 30. São um novo e maravilhoso estágio da vida para as mulheres, e a maioria das mulheres de 50, 60 e 70 que conheço não gostaria de voltar a ter 30.

E por que elas não querem voltar aos 30?
Suzanne Aos 50 e aos 60, as mulheres se tornam mais seguras e capazes de lidar com as situações da vida. Mais desejosas de aproveitar as oportunidades e tentar coisas novas. É um sentimento generalizado de que temos os nossos pés no chão e controle sobre as nossas vidas. Quando tinha 30, sentia que tentava ser o que as outras pessoas queriam que eu fosse. Ser o tipo de mulher que eu via nas revistas, nos filmes, o tipo de mulher que os homens gostariam que eu fosse. Mas, quando você chega aos 50, você está pronta para ser o tipo de mulher que você é.

Por que a senhora atribui isso ao processo de envelhecimento?
Suzanne – Porque acho que chegamos a um ponto em que não estamos lendo um roteiro escrito para nós. Quando as mulheres chegam aos 50 ou 60, a sociedade realmente se esquece delas. E isso é uma coisa ruim, porque somos tão sexy, maravilhosas e excitantes… Mas é bom porque quer dizer que podemos escrever nosso próprio roteiro. Podemos começar a entender o que realmente sentimos, pensamos e queremos em vez de tentar sentir, pensar e querer o que esperam de nós. Isso tem a ver com a nossa capacidade reprodutiva. E as mulheres são avaliadas, em muitos sentidos, por sua capacidade de ter filhos. Quando você chega à idade em que não pode mais ter um bebê, está de certa forma livre.

Como é essa liberdade?
Suzanne – Conheci uma mulher dia desses e ela me disse que se sentia muito triste , que estava de luto pela perda de sua beleza. Perguntei o que ela queria dizer com aquilo. E ela disse: “A beleza era muito importante para mim em minha carreira e nas minhas relações”. Ao que respondi: “Isso significa que, de agora para frente, tudo o que você conquistar vai ser por sua habilidade, e não por sua beleza”. E que ela devia se sentir muito bem por isso.

As mulheres estão deixando a maternidade para mais tarde. A senhora acha que isso pode influenciar na maneira como elas vivem os 50 anos?
Suzanne – Tive meus filhos aos 40 e claro que isso faz diferença. Não é como as mães que experimentam a casa silenciosa depois que os filhos foram embora. Quando tinha 50, meus filhos estavam no ensino médio. Tive desafios diferentes. Mas acho que todas têm uma experiência única. Mas meu ponto é que, quando você chega aos 50 ou aos 60, independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, você está experimentando uma transição. É um processo muito parecido com o que passamos da infância para a adolescência. A semelhança mais óbvia é a mudança de hormônios. Mas você está se fazendo perguntas muito parecidas com as que fazia quando era adolescente: o que faço agora? Quem são meus amigos? Como está o meu relacionamento?

Que conselhos a senhora daria para quem não está se sentindo bem aos 50 anos?
Suzanne – A olhar para suas vidas como se começassem um capítulo completamente novo. Uma das coisas mais importantes ao longo da vida, mas neste estágio em particular, é ter amigas que estejam passando pelo mesmo que você e em quem você confie para perguntar coisas como “estou louca?” Acho que a primeira coisa é passar mais tempo com essas amigas. Depois, começar a explorar coisas novas e tomar decisões para o resto da vida, para o futuro, não para o passado.

A senhora fala abertamente sobre sua idade, 65 anos. O que a senhora acha de quem a esconde?
Suzanne – É muito comum as mulheres mentirem sobre sua idade porque quanto mais velhas ficamos, mais perdemos nosso valor na sociedade. E isso tem que mudar. Agora as mulheres estão se sentindo ótimas, com saúde, realizando muitas coisas no mundo e estão redefinindo o que é viver a maturidade. Há muitos homens que podem lhe dizer que as mulheres de 50 são muito interessantes. Mas é verdade que tenho que engolir em seco para dizer que tenho 65 anos. Estou tentando mudar isso.

Como?
Suzanne – Dizendo às pessoas a minha idade. Gloria Steinem, uma das femininas mais importantes dos Estados Unidos, continua gloriosa aos 75 anos. E lembro-me de que, quando fez 40 anos, deu uma grande festa. E as pessoas diziam: “Não parece que você tem 40!” E ela respondeu: “Pois é exatamente assim que os 40 são!” Fato é que mentimos tanto sobre a idade e há tanto tempo que ninguém mais sabe como é parecer ter 40 anos.

Qual a sua opinião da busca por procedimentos estéticos para parecer mais jovem?
Suzanne – Você não pode enganar a Mãe Natureza. Mais cedo ou mais tarde terá que fazer as pazes com o que está acontecendo com seu corpo. Há mulheres que ficam mais felizes pelo fato de estarem fortes e saudáveis do que por terem mais ou menos rugas. Mas, para outras, parecer mais jovem é uma questão de auto-respeito. Não vou dizer para as mulheres não fazerem plástica se é isso que elas querem.

O que a senhora acha, pessoalmente, sobre isso?
Suzanne – Quando alguém faz um lifting no rosto, por exemplo, aquilo dura quatro, cinco anos. Depois, tem que fazer novamente. Isso para mim quer dizer que vou ter que me ver envelhecendo de novo e de novo. Parece um pesadelo. Não gosto das rugas do meu pescoço, gostaria que elas não estivessem lá, mas tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que uma cirurgia plástica.

Letícia Sorg

Mulher 7 x 7
ÉPOCA
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A escritora feminista americana Suzanne Braun Levine confessa que engole em seco quando tem que dizer sua idade – 65 anos – mas defende que as mulheres deixem de mentir sobre o assunto. Em seu novo livro, Fifty is the new fifty (algo como Os 50 são os novos 50, que será lançado no Brasil em dezembro pela editora Rocco), Suzanne fala sobre as vantagens de atingir o que chama de “segunda etapa da vida adulta”. Nesta entrevista ao Mulher 7×7, ela explica por que não gostaria de voltar aos 30 e diz que se submeter a procedimentos estéticos é como ficar revivendo o processo de envelhecimento.

O título do seu livro é “Os 50 são os novos 50”. O que a senhora quer dizer com ele?
Suzanne Braun Levine – Não sei no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos, quando querem dizer que alguém está bem e se sente bem aos 50 anos, dizem: “Os 50 são os novos 30”. A ideia é que você não pode estar tão bem e se sentir tão bem se você tem 50! Meu ponto é que os 50 não são nada parecidos com os 30. São um novo e maravilhoso estágio da vida para as mulheres, e a maioria das mulheres de 50, 60 e 70 que conheço não gostaria de voltar a ter 30.

E por que elas não querem voltar aos 30?
Suzanne Aos 50 e aos 60, as mulheres se tornam mais seguras e capazes de lidar com as situações da vida. Mais desejosas de aproveitar as oportunidades e tentar coisas novas. É um sentimento generalizado de que temos os nossos pés no chão e controle sobre as nossas vidas. Quando tinha 30, sentia que tentava ser o que as outras pessoas queriam que eu fosse. Ser o tipo de mulher que eu via nas revistas, nos filmes, o tipo de mulher que os homens gostariam que eu fosse. Mas, quando você chega aos 50, você está pronta para ser o tipo de mulher que você é.

Por que a senhora atribui isso ao processo de envelhecimento?
Suzanne – Porque acho que chegamos a um ponto em que não estamos lendo um roteiro escrito para nós. Quando as mulheres chegam aos 50 ou 60, a sociedade realmente se esquece delas. E isso é uma coisa ruim, porque somos tão sexy, maravilhosas e excitantes… Mas é bom porque quer dizer que podemos escrever nosso próprio roteiro. Podemos começar a entender o que realmente sentimos, pensamos e queremos em vez de tentar sentir, pensar e querer o que esperam de nós. Isso tem a ver com a nossa capacidade reprodutiva. E as mulheres são avaliadas, em muitos sentidos, por sua capacidade de ter filhos. Quando você chega à idade em que não pode mais ter um bebê, está de certa forma livre.

Como é essa liberdade?
Suzanne – Conheci uma mulher dia desses e ela me disse que se sentia muito triste , que estava de luto pela perda de sua beleza. Perguntei o que ela queria dizer com aquilo. E ela disse: “A beleza era muito importante para mim em minha carreira e nas minhas relações”. Ao que respondi: “Isso significa que, de agora para frente, tudo o que você conquistar vai ser por sua habilidade, e não por sua beleza”. E que ela devia se sentir muito bem por isso.

As mulheres estão deixando a maternidade para mais tarde. A senhora acha que isso pode influenciar na maneira como elas vivem os 50 anos?
Suzanne – Tive meus filhos aos 40 e claro que isso faz diferença. Não é como as mães que experimentam a casa silenciosa depois que os filhos foram embora. Quando tinha 50, meus filhos estavam no ensino médio. Tive desafios diferentes. Mas acho que todas têm uma experiência única. Mas meu ponto é que, quando você chega aos 50 ou aos 60, independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, você está experimentando uma transição. É um processo muito parecido com o que passamos da infância para a adolescência. A semelhança mais óbvia é a mudança de hormônios. Mas você está se fazendo perguntas muito parecidas com as que fazia quando era adolescente: o que faço agora? Quem são meus amigos? Como está o meu relacionamento?

Que conselhos a senhora daria para quem não está se sentindo bem aos 50 anos?
Suzanne – A olhar para suas vidas como se começassem um capítulo completamente novo. Uma das coisas mais importantes ao longo da vida, mas neste estágio em particular, é ter amigas que estejam passando pelo mesmo que você e em quem você confie para perguntar coisas como “estou louca?” Acho que a primeira coisa é passar mais tempo com essas amigas. Depois, começar a explorar coisas novas e tomar decisões para o resto da vida, para o futuro, não para o passado.

A senhora fala abertamente sobre sua idade, 65 anos. O que a senhora acha de quem a esconde?
Suzanne – É muito comum as mulheres mentirem sobre sua idade porque quanto mais velhas ficamos, mais perdemos nosso valor na sociedade. E isso tem que mudar. Agora as mulheres estão se sentindo ótimas, com saúde, realizando muitas coisas no mundo e estão redefinindo o que é viver a maturidade. Há muitos homens que podem lhe dizer que as mulheres de 50 são muito interessantes. Mas é verdade que tenho que engolir em seco para dizer que tenho 65 anos. Estou tentando mudar isso.

Como?
Suzanne – Dizendo às pessoas a minha idade. Gloria Steinem, uma das femininas mais importantes dos Estados Unidos, continua gloriosa aos 75 anos. E lembro-me de que, quando fez 40 anos, deu uma grande festa. E as pessoas diziam: “Não parece que você tem 40!” E ela respondeu: “Pois é exatamente assim que os 40 são!” Fato é que mentimos tanto sobre a idade e há tanto tempo que ninguém mais sabe como é parecer ter 40 anos.

Qual a sua opinião da busca por procedimentos estéticos para parecer mais jovem?
Suzanne – Você não pode enganar a Mãe Natureza. Mais cedo ou mais tarde terá que fazer as pazes com o que está acontecendo com seu corpo. Há mulheres que ficam mais felizes pelo fato de estarem fortes e saudáveis do que por terem mais ou menos rugas. Mas, para outras, parecer mais jovem é uma questão de auto-respeito. Não vou dizer para as mulheres não fazerem plástica se é isso que elas querem.

O que a senhora acha, pessoalmente, sobre isso?
Suzanne – Quando alguém faz um lifting no rosto, por exemplo, aquilo dura quatro, cinco anos. Depois, tem que fazer novamente. Isso para mim quer dizer que vou ter que me ver envelhecendo de novo e de novo. Parece um pesadelo. Não gosto das rugas do meu pescoço, gostaria que elas não estivessem lá, mas tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que uma cirurgia plástica.

Letícia Sorg

Mulher 7 x 7
ÉPOCA
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A escritora feminista americana Suzanne Braun Levine confessa que engole em seco quando tem que dizer sua idade – 65 anos – mas defende que as mulheres deixem de mentir sobre o assunto. Em seu novo livro, Fifty is the new fifty (algo como Os 50 são os novos 50, que será lançado no Brasil em dezembro pela editora Rocco), Suzanne fala sobre as vantagens de atingir o que chama de “segunda etapa da vida adulta”. Nesta entrevista ao Mulher 7×7, ela explica por que não gostaria de voltar aos 30 e diz que se submeter a procedimentos estéticos é como ficar revivendo o processo de envelhecimento.

O título do seu livro é “Os 50 são os novos 50”. O que a senhora quer dizer com ele?
Suzanne Braun Levine – Não sei no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos, quando querem dizer que alguém está bem e se sente bem aos 50 anos, dizem: “Os 50 são os novos 30”. A ideia é que você não pode estar tão bem e se sentir tão bem se você tem 50! Meu ponto é que os 50 não são nada parecidos com os 30. São um novo e maravilhoso estágio da vida para as mulheres, e a maioria das mulheres de 50, 60 e 70 que conheço não gostaria de voltar a ter 30.

E por que elas não querem voltar aos 30?
Suzanne Aos 50 e aos 60, as mulheres se tornam mais seguras e capazes de lidar com as situações da vida. Mais desejosas de aproveitar as oportunidades e tentar coisas novas. É um sentimento generalizado de que temos os nossos pés no chão e controle sobre as nossas vidas. Quando tinha 30, sentia que tentava ser o que as outras pessoas queriam que eu fosse. Ser o tipo de mulher que eu via nas revistas, nos filmes, o tipo de mulher que os homens gostariam que eu fosse. Mas, quando você chega aos 50, você está pronta para ser o tipo de mulher que você é.

Por que a senhora atribui isso ao processo de envelhecimento?
Suzanne – Porque acho que chegamos a um ponto em que não estamos lendo um roteiro escrito para nós. Quando as mulheres chegam aos 50 ou 60, a sociedade realmente se esquece delas. E isso é uma coisa ruim, porque somos tão sexy, maravilhosas e excitantes… Mas é bom porque quer dizer que podemos escrever nosso próprio roteiro. Podemos começar a entender o que realmente sentimos, pensamos e queremos em vez de tentar sentir, pensar e querer o que esperam de nós. Isso tem a ver com a nossa capacidade reprodutiva. E as mulheres são avaliadas, em muitos sentidos, por sua capacidade de ter filhos. Quando você chega à idade em que não pode mais ter um bebê, está de certa forma livre.

Como é essa liberdade?
Suzanne – Conheci uma mulher dia desses e ela me disse que se sentia muito triste , que estava de luto pela perda de sua beleza. Perguntei o que ela queria dizer com aquilo. E ela disse: “A beleza era muito importante para mim em minha carreira e nas minhas relações”. Ao que respondi: “Isso significa que, de agora para frente, tudo o que você conquistar vai ser por sua habilidade, e não por sua beleza”. E que ela devia se sentir muito bem por isso.

As mulheres estão deixando a maternidade para mais tarde. A senhora acha que isso pode influenciar na maneira como elas vivem os 50 anos?
Suzanne – Tive meus filhos aos 40 e claro que isso faz diferença. Não é como as mães que experimentam a casa silenciosa depois que os filhos foram embora. Quando tinha 50, meus filhos estavam no ensino médio. Tive desafios diferentes. Mas acho que todas têm uma experiência única. Mas meu ponto é que, quando você chega aos 50 ou aos 60, independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, você está experimentando uma transição. É um processo muito parecido com o que passamos da infância para a adolescência. A semelhança mais óbvia é a mudança de hormônios. Mas você está se fazendo perguntas muito parecidas com as que fazia quando era adolescente: o que faço agora? Quem são meus amigos? Como está o meu relacionamento?

Que conselhos a senhora daria para quem não está se sentindo bem aos 50 anos?
Suzanne – A olhar para suas vidas como se começassem um capítulo completamente novo. Uma das coisas mais importantes ao longo da vida, mas neste estágio em particular, é ter amigas que estejam passando pelo mesmo que você e em quem você confie para perguntar coisas como “estou louca?” Acho que a primeira coisa é passar mais tempo com essas amigas. Depois, começar a explorar coisas novas e tomar decisões para o resto da vida, para o futuro, não para o passado.

A senhora fala abertamente sobre sua idade, 65 anos. O que a senhora acha de quem a esconde?
Suzanne – É muito comum as mulheres mentirem sobre sua idade porque quanto mais velhas ficamos, mais perdemos nosso valor na sociedade. E isso tem que mudar. Agora as mulheres estão se sentindo ótimas, com saúde, realizando muitas coisas no mundo e estão redefinindo o que é viver a maturidade. Há muitos homens que podem lhe dizer que as mulheres de 50 são muito interessantes. Mas é verdade que tenho que engolir em seco para dizer que tenho 65 anos. Estou tentando mudar isso.

Como?
Suzanne – Dizendo às pessoas a minha idade. Gloria Steinem, uma das femininas mais importantes dos Estados Unidos, continua gloriosa aos 75 anos. E lembro-me de que, quando fez 40 anos, deu uma grande festa. E as pessoas diziam: “Não parece que você tem 40!” E ela respondeu: “Pois é exatamente assim que os 40 são!” Fato é que mentimos tanto sobre a idade e há tanto tempo que ninguém mais sabe como é parecer ter 40 anos.

Qual a sua opinião da busca por procedimentos estéticos para parecer mais jovem?
Suzanne – Você não pode enganar a Mãe Natureza. Mais cedo ou mais tarde terá que fazer as pazes com o que está acontecendo com seu corpo. Há mulheres que ficam mais felizes pelo fato de estarem fortes e saudáveis do que por terem mais ou menos rugas. Mas, para outras, parecer mais jovem é uma questão de auto-respeito. Não vou dizer para as mulheres não fazerem plástica se é isso que elas querem.

O que a senhora acha, pessoalmente, sobre isso?
Suzanne – Quando alguém faz um lifting no rosto, por exemplo, aquilo dura quatro, cinco anos. Depois, tem que fazer novamente. Isso para mim quer dizer que vou ter que me ver envelhecendo de novo e de novo. Parece um pesadelo. Não gosto das rugas do meu pescoço, gostaria que elas não estivessem lá, mas tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que uma cirurgia plástica.

Letícia Sorg

Mulher 7 x 7
ÉPOCA
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A escritora feminista americana Suzanne Braun Levine confessa que engole em seco quando tem que dizer sua idade – 65 anos – mas defende que as mulheres deixem de mentir sobre o assunto. Em seu novo livro, Fifty is the new fifty (algo como Os 50 são os novos 50, que será lançado no Brasil em dezembro pela editora Rocco), Suzanne fala sobre as vantagens de atingir o que chama de “segunda etapa da vida adulta”. Nesta entrevista ao Mulher 7×7, ela explica por que não gostaria de voltar aos 30 e diz que se submeter a procedimentos estéticos é como ficar revivendo o processo de envelhecimento.

O título do seu livro é “Os 50 são os novos 50”. O que a senhora quer dizer com ele?
Suzanne Braun Levine – Não sei no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos, quando querem dizer que alguém está bem e se sente bem aos 50 anos, dizem: “Os 50 são os novos 30”. A ideia é que você não pode estar tão bem e se sentir tão bem se você tem 50! Meu ponto é que os 50 não são nada parecidos com os 30. São um novo e maravilhoso estágio da vida para as mulheres, e a maioria das mulheres de 50, 60 e 70 que conheço não gostaria de voltar a ter 30.

E por que elas não querem voltar aos 30?
Suzanne Aos 50 e aos 60, as mulheres se tornam mais seguras e capazes de lidar com as situações da vida. Mais desejosas de aproveitar as oportunidades e tentar coisas novas. É um sentimento generalizado de que temos os nossos pés no chão e controle sobre as nossas vidas. Quando tinha 30, sentia que tentava ser o que as outras pessoas queriam que eu fosse. Ser o tipo de mulher que eu via nas revistas, nos filmes, o tipo de mulher que os homens gostariam que eu fosse. Mas, quando você chega aos 50, você está pronta para ser o tipo de mulher que você é.

Por que a senhora atribui isso ao processo de envelhecimento?
Suzanne – Porque acho que chegamos a um ponto em que não estamos lendo um roteiro escrito para nós. Quando as mulheres chegam aos 50 ou 60, a sociedade realmente se esquece delas. E isso é uma coisa ruim, porque somos tão sexy, maravilhosas e excitantes… Mas é bom porque quer dizer que podemos escrever nosso próprio roteiro. Podemos começar a entender o que realmente sentimos, pensamos e queremos em vez de tentar sentir, pensar e querer o que esperam de nós. Isso tem a ver com a nossa capacidade reprodutiva. E as mulheres são avaliadas, em muitos sentidos, por sua capacidade de ter filhos. Quando você chega à idade em que não pode mais ter um bebê, está de certa forma livre.

Como é essa liberdade?
Suzanne – Conheci uma mulher dia desses e ela me disse que se sentia muito triste , que estava de luto pela perda de sua beleza. Perguntei o que ela queria dizer com aquilo. E ela disse: “A beleza era muito importante para mim em minha carreira e nas minhas relações”. Ao que respondi: “Isso significa que, de agora para frente, tudo o que você conquistar vai ser por sua habilidade, e não por sua beleza”. E que ela devia se sentir muito bem por isso.

As mulheres estão deixando a maternidade para mais tarde. A senhora acha que isso pode influenciar na maneira como elas vivem os 50 anos?
Suzanne – Tive meus filhos aos 40 e claro que isso faz diferença. Não é como as mães que experimentam a casa silenciosa depois que os filhos foram embora. Quando tinha 50, meus filhos estavam no ensino médio. Tive desafios diferentes. Mas acho que todas têm uma experiência única. Mas meu ponto é que, quando você chega aos 50 ou aos 60, independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, você está experimentando uma transição. É um processo muito parecido com o que passamos da infância para a adolescência. A semelhança mais óbvia é a mudança de hormônios. Mas você está se fazendo perguntas muito parecidas com as que fazia quando era adolescente: o que faço agora? Quem são meus amigos? Como está o meu relacionamento?

Que conselhos a senhora daria para quem não está se sentindo bem aos 50 anos?
Suzanne – A olhar para suas vidas como se começassem um capítulo completamente novo. Uma das coisas mais importantes ao longo da vida, mas neste estágio em particular, é ter amigas que estejam passando pelo mesmo que você e em quem você confie para perguntar coisas como “estou louca?” Acho que a primeira coisa é passar mais tempo com essas amigas. Depois, começar a explorar coisas novas e tomar decisões para o resto da vida, para o futuro, não para o passado.

A senhora fala abertamente sobre sua idade, 65 anos. O que a senhora acha de quem a esconde?
Suzanne – É muito comum as mulheres mentirem sobre sua idade porque quanto mais velhas ficamos, mais perdemos nosso valor na sociedade. E isso tem que mudar. Agora as mulheres estão se sentindo ótimas, com saúde, realizando muitas coisas no mundo e estão redefinindo o que é viver a maturidade. Há muitos homens que podem lhe dizer que as mulheres de 50 são muito interessantes. Mas é verdade que tenho que engolir em seco para dizer que tenho 65 anos. Estou tentando mudar isso.

Como?
Suzanne – Dizendo às pessoas a minha idade. Gloria Steinem, uma das femininas mais importantes dos Estados Unidos, continua gloriosa aos 75 anos. E lembro-me de que, quando fez 40 anos, deu uma grande festa. E as pessoas diziam: “Não parece que você tem 40!” E ela respondeu: “Pois é exatamente assim que os 40 são!” Fato é que mentimos tanto sobre a idade e há tanto tempo que ninguém mais sabe como é parecer ter 40 anos.

Qual a sua opinião da busca por procedimentos estéticos para parecer mais jovem?
Suzanne – Você não pode enganar a Mãe Natureza. Mais cedo ou mais tarde terá que fazer as pazes com o que está acontecendo com seu corpo. Há mulheres que ficam mais felizes pelo fato de estarem fortes e saudáveis do que por terem mais ou menos rugas. Mas, para outras, parecer mais jovem é uma questão de auto-respeito. Não vou dizer para as mulheres não fazerem plástica se é isso que elas querem.

O que a senhora acha, pessoalmente, sobre isso?
Suzanne – Quando alguém faz um lifting no rosto, por exemplo, aquilo dura quatro, cinco anos. Depois, tem que fazer novamente. Isso para mim quer dizer que vou ter que me ver envelhecendo de novo e de novo. Parece um pesadelo. Não gosto das rugas do meu pescoço, gostaria que elas não estivessem lá, mas tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que uma cirurgia plástica.

Letícia Sorg

Mulher 7 x 7
ÉPOCA
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A escritora feminista americana Suzanne Braun Levine confessa que engole em seco quando tem que dizer sua idade – 65 anos – mas defende que as mulheres deixem de mentir sobre o assunto. Em seu novo livro, Fifty is the new fifty (algo como Os 50 são os novos 50, que será lançado no Brasil em dezembro pela editora Rocco), Suzanne fala sobre as vantagens de atingir o que chama de “segunda etapa da vida adulta”. Nesta entrevista ao Mulher 7×7, ela explica por que não gostaria de voltar aos 30 e diz que se submeter a procedimentos estéticos é como ficar revivendo o processo de envelhecimento.

O título do seu livro é “Os 50 são os novos 50”. O que a senhora quer dizer com ele?
Suzanne Braun Levine – Não sei no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos, quando querem dizer que alguém está bem e se sente bem aos 50 anos, dizem: “Os 50 são os novos 30”. A ideia é que você não pode estar tão bem e se sentir tão bem se você tem 50! Meu ponto é que os 50 não são nada parecidos com os 30. São um novo e maravilhoso estágio da vida para as mulheres, e a maioria das mulheres de 50, 60 e 70 que conheço não gostaria de voltar a ter 30.

E por que elas não querem voltar aos 30?
Suzanne Aos 50 e aos 60, as mulheres se tornam mais seguras e capazes de lidar com as situações da vida. Mais desejosas de aproveitar as oportunidades e tentar coisas novas. É um sentimento generalizado de que temos os nossos pés no chão e controle sobre as nossas vidas. Quando tinha 30, sentia que tentava ser o que as outras pessoas queriam que eu fosse. Ser o tipo de mulher que eu via nas revistas, nos filmes, o tipo de mulher que os homens gostariam que eu fosse. Mas, quando você chega aos 50, você está pronta para ser o tipo de mulher que você é.

Por que a senhora atribui isso ao processo de envelhecimento?
Suzanne – Porque acho que chegamos a um ponto em que não estamos lendo um roteiro escrito para nós. Quando as mulheres chegam aos 50 ou 60, a sociedade realmente se esquece delas. E isso é uma coisa ruim, porque somos tão sexy, maravilhosas e excitantes… Mas é bom porque quer dizer que podemos escrever nosso próprio roteiro. Podemos começar a entender o que realmente sentimos, pensamos e queremos em vez de tentar sentir, pensar e querer o que esperam de nós. Isso tem a ver com a nossa capacidade reprodutiva. E as mulheres são avaliadas, em muitos sentidos, por sua capacidade de ter filhos. Quando você chega à idade em que não pode mais ter um bebê, está de certa forma livre.

Como é essa liberdade?
Suzanne – Conheci uma mulher dia desses e ela me disse que se sentia muito triste , que estava de luto pela perda de sua beleza. Perguntei o que ela queria dizer com aquilo. E ela disse: “A beleza era muito importante para mim em minha carreira e nas minhas relações”. Ao que respondi: “Isso significa que, de agora para frente, tudo o que você conquistar vai ser por sua habilidade, e não por sua beleza”. E que ela devia se sentir muito bem por isso.

As mulheres estão deixando a maternidade para mais tarde. A senhora acha que isso pode influenciar na maneira como elas vivem os 50 anos?
Suzanne – Tive meus filhos aos 40 e claro que isso faz diferença. Não é como as mães que experimentam a casa silenciosa depois que os filhos foram embora. Quando tinha 50, meus filhos estavam no ensino médio. Tive desafios diferentes. Mas acho que todas têm uma experiência única. Mas meu ponto é que, quando você chega aos 50 ou aos 60, independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, você está experimentando uma transição. É um processo muito parecido com o que passamos da infância para a adolescência. A semelhança mais óbvia é a mudança de hormônios. Mas você está se fazendo perguntas muito parecidas com as que fazia quando era adolescente: o que faço agora? Quem são meus amigos? Como está o meu relacionamento?

Que conselhos a senhora daria para quem não está se sentindo bem aos 50 anos?
Suzanne – A olhar para suas vidas como se começassem um capítulo completamente novo. Uma das coisas mais importantes ao longo da vida, mas neste estágio em particular, é ter amigas que estejam passando pelo mesmo que você e em quem você confie para perguntar coisas como “estou louca?” Acho que a primeira coisa é passar mais tempo com essas amigas. Depois, começar a explorar coisas novas e tomar decisões para o resto da vida, para o futuro, não para o passado.

A senhora fala abertamente sobre sua idade, 65 anos. O que a senhora acha de quem a esconde?
Suzanne – É muito comum as mulheres mentirem sobre sua idade porque quanto mais velhas ficamos, mais perdemos nosso valor na sociedade. E isso tem que mudar. Agora as mulheres estão se sentindo ótimas, com saúde, realizando muitas coisas no mundo e estão redefinindo o que é viver a maturidade. Há muitos homens que podem lhe dizer que as mulheres de 50 são muito interessantes. Mas é verdade que tenho que engolir em seco para dizer que tenho 65 anos. Estou tentando mudar isso.

Como?
Suzanne – Dizendo às pessoas a minha idade. Gloria Steinem, uma das femininas mais importantes dos Estados Unidos, continua gloriosa aos 75 anos. E lembro-me de que, quando fez 40 anos, deu uma grande festa. E as pessoas diziam: “Não parece que você tem 40!” E ela respondeu: “Pois é exatamente assim que os 40 são!” Fato é que mentimos tanto sobre a idade e há tanto tempo que ninguém mais sabe como é parecer ter 40 anos.

Qual a sua opinião da busca por procedimentos estéticos para parecer mais jovem?
Suzanne – Você não pode enganar a Mãe Natureza. Mais cedo ou mais tarde terá que fazer as pazes com o que está acontecendo com seu corpo. Há mulheres que ficam mais felizes pelo fato de estarem fortes e saudáveis do que por terem mais ou menos rugas. Mas, para outras, parecer mais jovem é uma questão de auto-respeito. Não vou dizer para as mulheres não fazerem plástica se é isso que elas querem.

O que a senhora acha, pessoalmente, sobre isso?
Suzanne – Quando alguém faz um lifting no rosto, por exemplo, aquilo dura quatro, cinco anos. Depois, tem que fazer novamente. Isso para mim quer dizer que vou ter que me ver envelhecendo de novo e de novo. Parece um pesadelo. Não gosto das rugas do meu pescoço, gostaria que elas não estivessem lá, mas tenho outras coisas mais interessantes para fazer do que uma cirurgia plástica.

Letícia Sorg

Mulher 7 x 7
ÉPOCA
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Perdão por ter causado a morte de seus filhos em segundos. Perdão por ter destruído, a 190 quilômetros por hora, o carro onde estavam Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Eu tinha bebido muito. Perdão por não me lembrar de que existe Lei Seca. Perdão por não ter deixado de dirigir, mesmo com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade. Perdão por ter violado as leis dos homens. Perdão pela Justiça, que não me punirá porque sou deputado e tenho foro privilegiado.

Ele é boa-pinta. Poderia ser ator. Mas o paranaense Fernando Ribas Carli Filho decidiu candidatar-se a deputado porque o pai é prefeito de Guarapuava, no Paraná, e o tio também é parlamentar. Carli Filho tem 26 anos, a mesma idade de um dos rapazes mortos no terrível acidente da madrugada do dia 7 de maio numa avenida de Curitiba. Yared era estudante de psicologia. Carlos Murilo trabalhava no cinema de um shopping havia cinco meses. Tiveram morte instantânea. Uma testemunha, Alice Brás, viu da janela de casa. Disse que o carro do deputado estava tão veloz que decolou e passou por cima do outro. Pedaços dos carros ficaram espalhados na rua por 100 metros. O carro das vítimas virou uma massa retorcida, sem teto e sem uma porta.

Acidentes acontecem. Alguns são fatalidade. “Este foi um crime”, disse o pai de Yared, Gilmar. Desde julho do ano passado, o deputado estadual Carli Filho (PSB) tinha perdido sua carteira de habilitação. Mas estava se lixando para esse detalhe.

“Perguntei por que não foi feito exame de dosagem alcoólica e me disseram que o deputado estava tomando medicamentos e era preciso ter autorização. No meu filho, fizeram o exame sem autorização”, disse Cristiane Yared. Dosaram a bebida somente dos mortos. Cristiane não se surpreendeu com o boletim dos bombeiros. Eles sentiram “hálito etílico” em Carli Filho na hora do resgate. “Nenhuma pessoa em sã consciência pode dirigir com aquela velocidade”, disse ela.
Talvez Cristiane esteja enganada. Ou o deputado bebe demais sempre, ou é capaz de dirigir tresloucadamente, mesmo sóbrio e em sã consciência. Em três de suas 30 multas, foi flagrado pelo radar com 50% acima da velocidade permitida. Apenas em um dia, 28 de setembro do ano passado, foi multado quatro vezes por excesso de velocidade em pouco mais de duas horas. E pensar que Carli Filho é autor de projeto de lei que prevê benefícios para bons motoristas.

O deputado envolvido num acidente de carro com a carteira suspensa deve perdão à família dos mortos

A família Yared pediu a cassação do deputado por “quebra de decoro parlamentar”. Despido do mandato, ele perde o direito ao foro privilegiado e vai a júri popular. É o início de uma luta cheia de dores, frustrações e lágrimas, que não trará seu filho de volta. Uma luta contra padrinhos importantes: o governador do Paraná, Roberto Requião, teria mandado jatinho do Estado levar o deputado para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, pediu que se apure “eventual quebra de decoro parlamentar”. O regimento interno exige de deputados conduta exemplar dentro e fora da Casa. Mas tem parlamentar que se lixa para isso.
Se Carli Filho não perder o mandato, as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário. O promotor do Ministério Público estadual, Rodrigo Chemin, confirmou a embriaguez do deputado, documentada por testemunhas. Uma semana após o acidente, o sangue do deputado ainda não tinha sido analisado.
Todos nós, até o julgamento, somos inocentes. Mas esses dois rapazes não estariam mortos se o deputado agisse corretamente. Perdeu a carteira? Faça novo exame, contrate um motorista. Dinheiro para isso ele tem.
Essa tragédia também precisa provocar reflexões sobre o foro privilegiado. Se for para manter o privilégio, que seja em delitos menores, sem mortes.
O deputado Carli Filho respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Na sexta-feira, não havia previsão de alta. Ele fará cirurgias para reconstrução da boca e da face. Quem sabe, junto, os médicos reconstruam sua consciência. E ele peça perdão às mães de Gilmar e Carlos.

RUTH DE AQUINO


ÉPOCA
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Perdão por ter causado a morte de seus filhos em segundos. Perdão por ter destruído, a 190 quilômetros por hora, o carro onde estavam Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Eu tinha bebido muito. Perdão por não me lembrar de que existe Lei Seca. Perdão por não ter deixado de dirigir, mesmo com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade. Perdão por ter violado as leis dos homens. Perdão pela Justiça, que não me punirá porque sou deputado e tenho foro privilegiado.

Ele é boa-pinta. Poderia ser ator. Mas o paranaense Fernando Ribas Carli Filho decidiu candidatar-se a deputado porque o pai é prefeito de Guarapuava, no Paraná, e o tio também é parlamentar. Carli Filho tem 26 anos, a mesma idade de um dos rapazes mortos no terrível acidente da madrugada do dia 7 de maio numa avenida de Curitiba. Yared era estudante de psicologia. Carlos Murilo trabalhava no cinema de um shopping havia cinco meses. Tiveram morte instantânea. Uma testemunha, Alice Brás, viu da janela de casa. Disse que o carro do deputado estava tão veloz que decolou e passou por cima do outro. Pedaços dos carros ficaram espalhados na rua por 100 metros. O carro das vítimas virou uma massa retorcida, sem teto e sem uma porta.

Acidentes acontecem. Alguns são fatalidade. “Este foi um crime”, disse o pai de Yared, Gilmar. Desde julho do ano passado, o deputado estadual Carli Filho (PSB) tinha perdido sua carteira de habilitação. Mas estava se lixando para esse detalhe.

“Perguntei por que não foi feito exame de dosagem alcoólica e me disseram que o deputado estava tomando medicamentos e era preciso ter autorização. No meu filho, fizeram o exame sem autorização”, disse Cristiane Yared. Dosaram a bebida somente dos mortos. Cristiane não se surpreendeu com o boletim dos bombeiros. Eles sentiram “hálito etílico” em Carli Filho na hora do resgate. “Nenhuma pessoa em sã consciência pode dirigir com aquela velocidade”, disse ela.
Talvez Cristiane esteja enganada. Ou o deputado bebe demais sempre, ou é capaz de dirigir tresloucadamente, mesmo sóbrio e em sã consciência. Em três de suas 30 multas, foi flagrado pelo radar com 50% acima da velocidade permitida. Apenas em um dia, 28 de setembro do ano passado, foi multado quatro vezes por excesso de velocidade em pouco mais de duas horas. E pensar que Carli Filho é autor de projeto de lei que prevê benefícios para bons motoristas.

O deputado envolvido num acidente de carro com a carteira suspensa deve perdão à família dos mortos

A família Yared pediu a cassação do deputado por “quebra de decoro parlamentar”. Despido do mandato, ele perde o direito ao foro privilegiado e vai a júri popular. É o início de uma luta cheia de dores, frustrações e lágrimas, que não trará seu filho de volta. Uma luta contra padrinhos importantes: o governador do Paraná, Roberto Requião, teria mandado jatinho do Estado levar o deputado para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, pediu que se apure “eventual quebra de decoro parlamentar”. O regimento interno exige de deputados conduta exemplar dentro e fora da Casa. Mas tem parlamentar que se lixa para isso.
Se Carli Filho não perder o mandato, as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário. O promotor do Ministério Público estadual, Rodrigo Chemin, confirmou a embriaguez do deputado, documentada por testemunhas. Uma semana após o acidente, o sangue do deputado ainda não tinha sido analisado.
Todos nós, até o julgamento, somos inocentes. Mas esses dois rapazes não estariam mortos se o deputado agisse corretamente. Perdeu a carteira? Faça novo exame, contrate um motorista. Dinheiro para isso ele tem.
Essa tragédia também precisa provocar reflexões sobre o foro privilegiado. Se for para manter o privilégio, que seja em delitos menores, sem mortes.
O deputado Carli Filho respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Na sexta-feira, não havia previsão de alta. Ele fará cirurgias para reconstrução da boca e da face. Quem sabe, junto, os médicos reconstruam sua consciência. E ele peça perdão às mães de Gilmar e Carlos.

RUTH DE AQUINO


ÉPOCA
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:07  comentar



Perdão por ter causado a morte de seus filhos em segundos. Perdão por ter destruído, a 190 quilômetros por hora, o carro onde estavam Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Eu tinha bebido muito. Perdão por não me lembrar de que existe Lei Seca. Perdão por não ter deixado de dirigir, mesmo com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade. Perdão por ter violado as leis dos homens. Perdão pela Justiça, que não me punirá porque sou deputado e tenho foro privilegiado.

Ele é boa-pinta. Poderia ser ator. Mas o paranaense Fernando Ribas Carli Filho decidiu candidatar-se a deputado porque o pai é prefeito de Guarapuava, no Paraná, e o tio também é parlamentar. Carli Filho tem 26 anos, a mesma idade de um dos rapazes mortos no terrível acidente da madrugada do dia 7 de maio numa avenida de Curitiba. Yared era estudante de psicologia. Carlos Murilo trabalhava no cinema de um shopping havia cinco meses. Tiveram morte instantânea. Uma testemunha, Alice Brás, viu da janela de casa. Disse que o carro do deputado estava tão veloz que decolou e passou por cima do outro. Pedaços dos carros ficaram espalhados na rua por 100 metros. O carro das vítimas virou uma massa retorcida, sem teto e sem uma porta.

Acidentes acontecem. Alguns são fatalidade. “Este foi um crime”, disse o pai de Yared, Gilmar. Desde julho do ano passado, o deputado estadual Carli Filho (PSB) tinha perdido sua carteira de habilitação. Mas estava se lixando para esse detalhe.

“Perguntei por que não foi feito exame de dosagem alcoólica e me disseram que o deputado estava tomando medicamentos e era preciso ter autorização. No meu filho, fizeram o exame sem autorização”, disse Cristiane Yared. Dosaram a bebida somente dos mortos. Cristiane não se surpreendeu com o boletim dos bombeiros. Eles sentiram “hálito etílico” em Carli Filho na hora do resgate. “Nenhuma pessoa em sã consciência pode dirigir com aquela velocidade”, disse ela.
Talvez Cristiane esteja enganada. Ou o deputado bebe demais sempre, ou é capaz de dirigir tresloucadamente, mesmo sóbrio e em sã consciência. Em três de suas 30 multas, foi flagrado pelo radar com 50% acima da velocidade permitida. Apenas em um dia, 28 de setembro do ano passado, foi multado quatro vezes por excesso de velocidade em pouco mais de duas horas. E pensar que Carli Filho é autor de projeto de lei que prevê benefícios para bons motoristas.

O deputado envolvido num acidente de carro com a carteira suspensa deve perdão à família dos mortos

A família Yared pediu a cassação do deputado por “quebra de decoro parlamentar”. Despido do mandato, ele perde o direito ao foro privilegiado e vai a júri popular. É o início de uma luta cheia de dores, frustrações e lágrimas, que não trará seu filho de volta. Uma luta contra padrinhos importantes: o governador do Paraná, Roberto Requião, teria mandado jatinho do Estado levar o deputado para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, pediu que se apure “eventual quebra de decoro parlamentar”. O regimento interno exige de deputados conduta exemplar dentro e fora da Casa. Mas tem parlamentar que se lixa para isso.
Se Carli Filho não perder o mandato, as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário. O promotor do Ministério Público estadual, Rodrigo Chemin, confirmou a embriaguez do deputado, documentada por testemunhas. Uma semana após o acidente, o sangue do deputado ainda não tinha sido analisado.
Todos nós, até o julgamento, somos inocentes. Mas esses dois rapazes não estariam mortos se o deputado agisse corretamente. Perdeu a carteira? Faça novo exame, contrate um motorista. Dinheiro para isso ele tem.
Essa tragédia também precisa provocar reflexões sobre o foro privilegiado. Se for para manter o privilégio, que seja em delitos menores, sem mortes.
O deputado Carli Filho respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Na sexta-feira, não havia previsão de alta. Ele fará cirurgias para reconstrução da boca e da face. Quem sabe, junto, os médicos reconstruam sua consciência. E ele peça perdão às mães de Gilmar e Carlos.

RUTH DE AQUINO


ÉPOCA
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Perdão por ter causado a morte de seus filhos em segundos. Perdão por ter destruído, a 190 quilômetros por hora, o carro onde estavam Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Eu tinha bebido muito. Perdão por não me lembrar de que existe Lei Seca. Perdão por não ter deixado de dirigir, mesmo com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade. Perdão por ter violado as leis dos homens. Perdão pela Justiça, que não me punirá porque sou deputado e tenho foro privilegiado.

Ele é boa-pinta. Poderia ser ator. Mas o paranaense Fernando Ribas Carli Filho decidiu candidatar-se a deputado porque o pai é prefeito de Guarapuava, no Paraná, e o tio também é parlamentar. Carli Filho tem 26 anos, a mesma idade de um dos rapazes mortos no terrível acidente da madrugada do dia 7 de maio numa avenida de Curitiba. Yared era estudante de psicologia. Carlos Murilo trabalhava no cinema de um shopping havia cinco meses. Tiveram morte instantânea. Uma testemunha, Alice Brás, viu da janela de casa. Disse que o carro do deputado estava tão veloz que decolou e passou por cima do outro. Pedaços dos carros ficaram espalhados na rua por 100 metros. O carro das vítimas virou uma massa retorcida, sem teto e sem uma porta.

Acidentes acontecem. Alguns são fatalidade. “Este foi um crime”, disse o pai de Yared, Gilmar. Desde julho do ano passado, o deputado estadual Carli Filho (PSB) tinha perdido sua carteira de habilitação. Mas estava se lixando para esse detalhe.

“Perguntei por que não foi feito exame de dosagem alcoólica e me disseram que o deputado estava tomando medicamentos e era preciso ter autorização. No meu filho, fizeram o exame sem autorização”, disse Cristiane Yared. Dosaram a bebida somente dos mortos. Cristiane não se surpreendeu com o boletim dos bombeiros. Eles sentiram “hálito etílico” em Carli Filho na hora do resgate. “Nenhuma pessoa em sã consciência pode dirigir com aquela velocidade”, disse ela.
Talvez Cristiane esteja enganada. Ou o deputado bebe demais sempre, ou é capaz de dirigir tresloucadamente, mesmo sóbrio e em sã consciência. Em três de suas 30 multas, foi flagrado pelo radar com 50% acima da velocidade permitida. Apenas em um dia, 28 de setembro do ano passado, foi multado quatro vezes por excesso de velocidade em pouco mais de duas horas. E pensar que Carli Filho é autor de projeto de lei que prevê benefícios para bons motoristas.

O deputado envolvido num acidente de carro com a carteira suspensa deve perdão à família dos mortos

A família Yared pediu a cassação do deputado por “quebra de decoro parlamentar”. Despido do mandato, ele perde o direito ao foro privilegiado e vai a júri popular. É o início de uma luta cheia de dores, frustrações e lágrimas, que não trará seu filho de volta. Uma luta contra padrinhos importantes: o governador do Paraná, Roberto Requião, teria mandado jatinho do Estado levar o deputado para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, pediu que se apure “eventual quebra de decoro parlamentar”. O regimento interno exige de deputados conduta exemplar dentro e fora da Casa. Mas tem parlamentar que se lixa para isso.
Se Carli Filho não perder o mandato, as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário. O promotor do Ministério Público estadual, Rodrigo Chemin, confirmou a embriaguez do deputado, documentada por testemunhas. Uma semana após o acidente, o sangue do deputado ainda não tinha sido analisado.
Todos nós, até o julgamento, somos inocentes. Mas esses dois rapazes não estariam mortos se o deputado agisse corretamente. Perdeu a carteira? Faça novo exame, contrate um motorista. Dinheiro para isso ele tem.
Essa tragédia também precisa provocar reflexões sobre o foro privilegiado. Se for para manter o privilégio, que seja em delitos menores, sem mortes.
O deputado Carli Filho respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Na sexta-feira, não havia previsão de alta. Ele fará cirurgias para reconstrução da boca e da face. Quem sabe, junto, os médicos reconstruam sua consciência. E ele peça perdão às mães de Gilmar e Carlos.

RUTH DE AQUINO


ÉPOCA
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Perdão por ter causado a morte de seus filhos em segundos. Perdão por ter destruído, a 190 quilômetros por hora, o carro onde estavam Gilmar Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20. Eu tinha bebido muito. Perdão por não me lembrar de que existe Lei Seca. Perdão por não ter deixado de dirigir, mesmo com 130 pontos na carteira e 23 multas por excesso de velocidade. Perdão por ter violado as leis dos homens. Perdão pela Justiça, que não me punirá porque sou deputado e tenho foro privilegiado.

Ele é boa-pinta. Poderia ser ator. Mas o paranaense Fernando Ribas Carli Filho decidiu candidatar-se a deputado porque o pai é prefeito de Guarapuava, no Paraná, e o tio também é parlamentar. Carli Filho tem 26 anos, a mesma idade de um dos rapazes mortos no terrível acidente da madrugada do dia 7 de maio numa avenida de Curitiba. Yared era estudante de psicologia. Carlos Murilo trabalhava no cinema de um shopping havia cinco meses. Tiveram morte instantânea. Uma testemunha, Alice Brás, viu da janela de casa. Disse que o carro do deputado estava tão veloz que decolou e passou por cima do outro. Pedaços dos carros ficaram espalhados na rua por 100 metros. O carro das vítimas virou uma massa retorcida, sem teto e sem uma porta.

Acidentes acontecem. Alguns são fatalidade. “Este foi um crime”, disse o pai de Yared, Gilmar. Desde julho do ano passado, o deputado estadual Carli Filho (PSB) tinha perdido sua carteira de habilitação. Mas estava se lixando para esse detalhe.

“Perguntei por que não foi feito exame de dosagem alcoólica e me disseram que o deputado estava tomando medicamentos e era preciso ter autorização. No meu filho, fizeram o exame sem autorização”, disse Cristiane Yared. Dosaram a bebida somente dos mortos. Cristiane não se surpreendeu com o boletim dos bombeiros. Eles sentiram “hálito etílico” em Carli Filho na hora do resgate. “Nenhuma pessoa em sã consciência pode dirigir com aquela velocidade”, disse ela.
Talvez Cristiane esteja enganada. Ou o deputado bebe demais sempre, ou é capaz de dirigir tresloucadamente, mesmo sóbrio e em sã consciência. Em três de suas 30 multas, foi flagrado pelo radar com 50% acima da velocidade permitida. Apenas em um dia, 28 de setembro do ano passado, foi multado quatro vezes por excesso de velocidade em pouco mais de duas horas. E pensar que Carli Filho é autor de projeto de lei que prevê benefícios para bons motoristas.

O deputado envolvido num acidente de carro com a carteira suspensa deve perdão à família dos mortos

A família Yared pediu a cassação do deputado por “quebra de decoro parlamentar”. Despido do mandato, ele perde o direito ao foro privilegiado e vai a júri popular. É o início de uma luta cheia de dores, frustrações e lágrimas, que não trará seu filho de volta. Uma luta contra padrinhos importantes: o governador do Paraná, Roberto Requião, teria mandado jatinho do Estado levar o deputado para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, pediu que se apure “eventual quebra de decoro parlamentar”. O regimento interno exige de deputados conduta exemplar dentro e fora da Casa. Mas tem parlamentar que se lixa para isso.
Se Carli Filho não perder o mandato, as investigações serão feitas pelo Poder Judiciário. O promotor do Ministério Público estadual, Rodrigo Chemin, confirmou a embriaguez do deputado, documentada por testemunhas. Uma semana após o acidente, o sangue do deputado ainda não tinha sido analisado.
Todos nós, até o julgamento, somos inocentes. Mas esses dois rapazes não estariam mortos se o deputado agisse corretamente. Perdeu a carteira? Faça novo exame, contrate um motorista. Dinheiro para isso ele tem.
Essa tragédia também precisa provocar reflexões sobre o foro privilegiado. Se for para manter o privilégio, que seja em delitos menores, sem mortes.
O deputado Carli Filho respira sem a ajuda de aparelhos e passa por exames clínicos e neurológicos. Na sexta-feira, não havia previsão de alta. Ele fará cirurgias para reconstrução da boca e da face. Quem sabe, junto, os médicos reconstruam sua consciência. E ele peça perdão às mães de Gilmar e Carlos.

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Mal ingressou na família Obama, o cão dágua português Bo já experimenta a popularidade do clã presidencial americano.
A exemplo das filhas do casal, o mascote virou boneco nas linhas de produção da empresa Ty Inc.
A versão de pelúcia de Bo chegou às lojas logo após a apresentação do cachorro presidencial, e os primeiros lotes esgotaram em poucas horas.
Desde a semana passada, a empresa passou a vender um jogo completo incluindo Bo e as bonecas Mariah e Sydney, inspiradas nas filhas de Obama.
Inicialmente, as bonecas tinham os nomes Malia e Sasha, igual às garotas. Mas a empresa teve de rebatizar os brinquedos por causa de protestos de Michelle Obama.


BLOG DA LURDERTE
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Mal ingressou na família Obama, o cão dágua português Bo já experimenta a popularidade do clã presidencial americano.
A exemplo das filhas do casal, o mascote virou boneco nas linhas de produção da empresa Ty Inc.
A versão de pelúcia de Bo chegou às lojas logo após a apresentação do cachorro presidencial, e os primeiros lotes esgotaram em poucas horas.
Desde a semana passada, a empresa passou a vender um jogo completo incluindo Bo e as bonecas Mariah e Sydney, inspiradas nas filhas de Obama.
Inicialmente, as bonecas tinham os nomes Malia e Sasha, igual às garotas. Mas a empresa teve de rebatizar os brinquedos por causa de protestos de Michelle Obama.


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Mal ingressou na família Obama, o cão dágua português Bo já experimenta a popularidade do clã presidencial americano.
A exemplo das filhas do casal, o mascote virou boneco nas linhas de produção da empresa Ty Inc.
A versão de pelúcia de Bo chegou às lojas logo após a apresentação do cachorro presidencial, e os primeiros lotes esgotaram em poucas horas.
Desde a semana passada, a empresa passou a vender um jogo completo incluindo Bo e as bonecas Mariah e Sydney, inspiradas nas filhas de Obama.
Inicialmente, as bonecas tinham os nomes Malia e Sasha, igual às garotas. Mas a empresa teve de rebatizar os brinquedos por causa de protestos de Michelle Obama.


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Mal ingressou na família Obama, o cão dágua português Bo já experimenta a popularidade do clã presidencial americano.
A exemplo das filhas do casal, o mascote virou boneco nas linhas de produção da empresa Ty Inc.
A versão de pelúcia de Bo chegou às lojas logo após a apresentação do cachorro presidencial, e os primeiros lotes esgotaram em poucas horas.
Desde a semana passada, a empresa passou a vender um jogo completo incluindo Bo e as bonecas Mariah e Sydney, inspiradas nas filhas de Obama.
Inicialmente, as bonecas tinham os nomes Malia e Sasha, igual às garotas. Mas a empresa teve de rebatizar os brinquedos por causa de protestos de Michelle Obama.


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Mal ingressou na família Obama, o cão dágua português Bo já experimenta a popularidade do clã presidencial americano.
A exemplo das filhas do casal, o mascote virou boneco nas linhas de produção da empresa Ty Inc.
A versão de pelúcia de Bo chegou às lojas logo após a apresentação do cachorro presidencial, e os primeiros lotes esgotaram em poucas horas.
Desde a semana passada, a empresa passou a vender um jogo completo incluindo Bo e as bonecas Mariah e Sydney, inspiradas nas filhas de Obama.
Inicialmente, as bonecas tinham os nomes Malia e Sasha, igual às garotas. Mas a empresa teve de rebatizar os brinquedos por causa de protestos de Michelle Obama.


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RIO - Ninguém mais duvida que levar uma vida saudável ajuda a prevenir o câncer. E especialistas não se cansam de repetir isso porque muita gente continua a manter hábitos nocivos. Hoje se sabe que cerca de dois terços dos casos poderiam ser evitados por hábitos corretos, como não fumar. Porém, ter uma alimentação saudável é um dos fatores mais importantes. E isso, embora pareça evidente, não é encarado com a devida seriedade. De acordo com o novo relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, 30% dos principais tipos de cânceres poderiam ser prevenidos com dieta adequada e atividade física.
Entre as principais recomendações do último consenso, que envolveu especialistas de todo o mundo, estão aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de carne vermelha, embutidos e produtos industrializados.
- Quem quer prevenir o câncer deve mudar a alimentação. Muito do que comemos no dia-a-dia contribui para o aparecimento de tumores - explica o nutricionista Fábio Gomes, analista sênior de Programas Nacionais para Controle do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que apresentou dados do painel num simpósio da Sociedade Americana do Câncer, em São Paulo.
A nova recomendação é que a ingestão de carne vermelha seja reduzida para 500 gramas por semana, cerca de três bifes pequenos, e que os embutidos sejam, se possível, riscados do cardápio:
- Embutidos como presunto, salame e salsicha contêm nitratos e nitritos, conservantes que estimulam lesões nas células, que ficam mais suscetíveis a mutações que geram tumores. E são ricos em sal, que agride o aparelho digestivo. Nem mesmo a linha light escapa, já que mesmo embutidos pobres em gordura têm muito conservantes e sal.
Já as outras carnes, como a carne vermelha magra, o frango e o peixe, devem ser cozidas ou preparadas no forno. Desta forma, evita-se que as altas temperaturas da fritura ou da grelha formem compostos cancerígenos conhecidos como aminas heterocíclicas (AHCs). Estas agridem a mucosa digestiva e deixam as células mais suscetíveis a mutações. Os nutricionistas recomendam ainda apenas as carnes preparadas no forno, que têm um nível bem baixo de AHCs.
No relatório, médicos e nutricionistas recomendam aumentar a ingestão de frutas e verduras. No Brasil, menos de um terço da população come estes alimentos diariamente. No Rio de Janeiro, apenas 7% da população consome com regularidade cinco porções de frutas e legumes, a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É importante comer, no mínimo, 400 gramas destes alimentos por dia, e aos poucos chegar a 600 gramas. Parece muito, mas é o equivalente a um copo de salada de frutas, uma maçã, uma banana e meio prato grande de salada por dia.

Açúcar e adoçantes entre os vilões
A alimentação não anula efeitos de hábitos ruins, como sedentarismo, fumo ou excesso de bebida. Mas ajuda a proteger o sistema imunológico, regular o metabolismo e garantir a cota diária de nutrientes e minerais. E a escolha certa do cardápio evita o ganho de peso. Nos adultos, os quilos a mais dobram o risco de todos os cânceres. Por exemplo, crianças e adolescentes obesos têm mais chance de desenvolver tumores porque suas células ficam mais sujeitas a lesões.
As células de gordura param de se multiplicar na adolescência e, a partir daí, elas incham e desincham de acordo com o quanto a pessoa engorda ou emagrece. A gordura em excesso estimula o desequilíbrio na produção de hormônios, como insulina e leptina.
A gordura também deixa o corpo num estado de inflamação crônica, o que agride as células. O ideal, médicos lembram, é ter índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 24,9. E quem precisa emagrecer deve começar devagar, já que o corpo percebe o corte drástico de calorias como alerta, e a privação estimula o efeito sanfona. Estatísticas mostram que o excesso de peso e o sedentarismo são responsáveis por até 33% dos casos de câncer de mama e esôfago:
- Quanto mais tempo acima do peso, mais difícil emagrecer. Uma criança de 3 anos obesa tem chance de 20% de se tornar um adulto obeso. Um obeso de 18 anos tem 80% de chance de continuar assim.
Quando ao álcool, o Inca segue a recomendação internacional, que é a de no máximo um drinque (uma lata de cerveja ou uma taça pequena de vinho) por dia para mulheres e dois drinques para homens.
O álcool irrita e agride as mucosas e aumenta a chance de câncer de boca, faringe, esôfago e estômago. A bebida também deixa a barreira celular mais permeável, o que facilita a entrada de substâncias cancerígenas. Por exemplo, quem está bebendo com fumantes receberá quantidade maior de cancerígenos do que se não estivesse bebendo.
Beber e comer um churrasco também é pior do que só fazer um ou outro, pois o álcool amplia os malefícios da carne. E a ideia de economizar a cota de drinques da semana para consumi-la num dia de festa é perigosa. Isso só piora a agressão.
Os especialistas incentivam a redução do consumo de produtos açucarados. São poucos os estudos que ligam diretamente o açúcar ao câncer, porém ele favorece à obesidade. Adoçantes não são boas opções. Estudos associam o excesso desse produto ao mal de Alzheimer. É melhor treinar o paladar para sentir o gosto natural dos alimentos.

Maria Vianna*

* A repórter viajou a convite da Sociedade Americana do Câncer


O Globo On Line
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link do postPor anjoseguerreiros, às 10:35  comentar

RIO - Ninguém mais duvida que levar uma vida saudável ajuda a prevenir o câncer. E especialistas não se cansam de repetir isso porque muita gente continua a manter hábitos nocivos. Hoje se sabe que cerca de dois terços dos casos poderiam ser evitados por hábitos corretos, como não fumar. Porém, ter uma alimentação saudável é um dos fatores mais importantes. E isso, embora pareça evidente, não é encarado com a devida seriedade. De acordo com o novo relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, 30% dos principais tipos de cânceres poderiam ser prevenidos com dieta adequada e atividade física.
Entre as principais recomendações do último consenso, que envolveu especialistas de todo o mundo, estão aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de carne vermelha, embutidos e produtos industrializados.
- Quem quer prevenir o câncer deve mudar a alimentação. Muito do que comemos no dia-a-dia contribui para o aparecimento de tumores - explica o nutricionista Fábio Gomes, analista sênior de Programas Nacionais para Controle do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que apresentou dados do painel num simpósio da Sociedade Americana do Câncer, em São Paulo.
A nova recomendação é que a ingestão de carne vermelha seja reduzida para 500 gramas por semana, cerca de três bifes pequenos, e que os embutidos sejam, se possível, riscados do cardápio:
- Embutidos como presunto, salame e salsicha contêm nitratos e nitritos, conservantes que estimulam lesões nas células, que ficam mais suscetíveis a mutações que geram tumores. E são ricos em sal, que agride o aparelho digestivo. Nem mesmo a linha light escapa, já que mesmo embutidos pobres em gordura têm muito conservantes e sal.
Já as outras carnes, como a carne vermelha magra, o frango e o peixe, devem ser cozidas ou preparadas no forno. Desta forma, evita-se que as altas temperaturas da fritura ou da grelha formem compostos cancerígenos conhecidos como aminas heterocíclicas (AHCs). Estas agridem a mucosa digestiva e deixam as células mais suscetíveis a mutações. Os nutricionistas recomendam ainda apenas as carnes preparadas no forno, que têm um nível bem baixo de AHCs.
No relatório, médicos e nutricionistas recomendam aumentar a ingestão de frutas e verduras. No Brasil, menos de um terço da população come estes alimentos diariamente. No Rio de Janeiro, apenas 7% da população consome com regularidade cinco porções de frutas e legumes, a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É importante comer, no mínimo, 400 gramas destes alimentos por dia, e aos poucos chegar a 600 gramas. Parece muito, mas é o equivalente a um copo de salada de frutas, uma maçã, uma banana e meio prato grande de salada por dia.

Açúcar e adoçantes entre os vilões
A alimentação não anula efeitos de hábitos ruins, como sedentarismo, fumo ou excesso de bebida. Mas ajuda a proteger o sistema imunológico, regular o metabolismo e garantir a cota diária de nutrientes e minerais. E a escolha certa do cardápio evita o ganho de peso. Nos adultos, os quilos a mais dobram o risco de todos os cânceres. Por exemplo, crianças e adolescentes obesos têm mais chance de desenvolver tumores porque suas células ficam mais sujeitas a lesões.
As células de gordura param de se multiplicar na adolescência e, a partir daí, elas incham e desincham de acordo com o quanto a pessoa engorda ou emagrece. A gordura em excesso estimula o desequilíbrio na produção de hormônios, como insulina e leptina.
A gordura também deixa o corpo num estado de inflamação crônica, o que agride as células. O ideal, médicos lembram, é ter índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 24,9. E quem precisa emagrecer deve começar devagar, já que o corpo percebe o corte drástico de calorias como alerta, e a privação estimula o efeito sanfona. Estatísticas mostram que o excesso de peso e o sedentarismo são responsáveis por até 33% dos casos de câncer de mama e esôfago:
- Quanto mais tempo acima do peso, mais difícil emagrecer. Uma criança de 3 anos obesa tem chance de 20% de se tornar um adulto obeso. Um obeso de 18 anos tem 80% de chance de continuar assim.
Quando ao álcool, o Inca segue a recomendação internacional, que é a de no máximo um drinque (uma lata de cerveja ou uma taça pequena de vinho) por dia para mulheres e dois drinques para homens.
O álcool irrita e agride as mucosas e aumenta a chance de câncer de boca, faringe, esôfago e estômago. A bebida também deixa a barreira celular mais permeável, o que facilita a entrada de substâncias cancerígenas. Por exemplo, quem está bebendo com fumantes receberá quantidade maior de cancerígenos do que se não estivesse bebendo.
Beber e comer um churrasco também é pior do que só fazer um ou outro, pois o álcool amplia os malefícios da carne. E a ideia de economizar a cota de drinques da semana para consumi-la num dia de festa é perigosa. Isso só piora a agressão.
Os especialistas incentivam a redução do consumo de produtos açucarados. São poucos os estudos que ligam diretamente o açúcar ao câncer, porém ele favorece à obesidade. Adoçantes não são boas opções. Estudos associam o excesso desse produto ao mal de Alzheimer. É melhor treinar o paladar para sentir o gosto natural dos alimentos.

Maria Vianna*

* A repórter viajou a convite da Sociedade Americana do Câncer


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RIO - Ninguém mais duvida que levar uma vida saudável ajuda a prevenir o câncer. E especialistas não se cansam de repetir isso porque muita gente continua a manter hábitos nocivos. Hoje se sabe que cerca de dois terços dos casos poderiam ser evitados por hábitos corretos, como não fumar. Porém, ter uma alimentação saudável é um dos fatores mais importantes. E isso, embora pareça evidente, não é encarado com a devida seriedade. De acordo com o novo relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, 30% dos principais tipos de cânceres poderiam ser prevenidos com dieta adequada e atividade física.
Entre as principais recomendações do último consenso, que envolveu especialistas de todo o mundo, estão aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de carne vermelha, embutidos e produtos industrializados.
- Quem quer prevenir o câncer deve mudar a alimentação. Muito do que comemos no dia-a-dia contribui para o aparecimento de tumores - explica o nutricionista Fábio Gomes, analista sênior de Programas Nacionais para Controle do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que apresentou dados do painel num simpósio da Sociedade Americana do Câncer, em São Paulo.
A nova recomendação é que a ingestão de carne vermelha seja reduzida para 500 gramas por semana, cerca de três bifes pequenos, e que os embutidos sejam, se possível, riscados do cardápio:
- Embutidos como presunto, salame e salsicha contêm nitratos e nitritos, conservantes que estimulam lesões nas células, que ficam mais suscetíveis a mutações que geram tumores. E são ricos em sal, que agride o aparelho digestivo. Nem mesmo a linha light escapa, já que mesmo embutidos pobres em gordura têm muito conservantes e sal.
Já as outras carnes, como a carne vermelha magra, o frango e o peixe, devem ser cozidas ou preparadas no forno. Desta forma, evita-se que as altas temperaturas da fritura ou da grelha formem compostos cancerígenos conhecidos como aminas heterocíclicas (AHCs). Estas agridem a mucosa digestiva e deixam as células mais suscetíveis a mutações. Os nutricionistas recomendam ainda apenas as carnes preparadas no forno, que têm um nível bem baixo de AHCs.
No relatório, médicos e nutricionistas recomendam aumentar a ingestão de frutas e verduras. No Brasil, menos de um terço da população come estes alimentos diariamente. No Rio de Janeiro, apenas 7% da população consome com regularidade cinco porções de frutas e legumes, a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É importante comer, no mínimo, 400 gramas destes alimentos por dia, e aos poucos chegar a 600 gramas. Parece muito, mas é o equivalente a um copo de salada de frutas, uma maçã, uma banana e meio prato grande de salada por dia.

Açúcar e adoçantes entre os vilões
A alimentação não anula efeitos de hábitos ruins, como sedentarismo, fumo ou excesso de bebida. Mas ajuda a proteger o sistema imunológico, regular o metabolismo e garantir a cota diária de nutrientes e minerais. E a escolha certa do cardápio evita o ganho de peso. Nos adultos, os quilos a mais dobram o risco de todos os cânceres. Por exemplo, crianças e adolescentes obesos têm mais chance de desenvolver tumores porque suas células ficam mais sujeitas a lesões.
As células de gordura param de se multiplicar na adolescência e, a partir daí, elas incham e desincham de acordo com o quanto a pessoa engorda ou emagrece. A gordura em excesso estimula o desequilíbrio na produção de hormônios, como insulina e leptina.
A gordura também deixa o corpo num estado de inflamação crônica, o que agride as células. O ideal, médicos lembram, é ter índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 24,9. E quem precisa emagrecer deve começar devagar, já que o corpo percebe o corte drástico de calorias como alerta, e a privação estimula o efeito sanfona. Estatísticas mostram que o excesso de peso e o sedentarismo são responsáveis por até 33% dos casos de câncer de mama e esôfago:
- Quanto mais tempo acima do peso, mais difícil emagrecer. Uma criança de 3 anos obesa tem chance de 20% de se tornar um adulto obeso. Um obeso de 18 anos tem 80% de chance de continuar assim.
Quando ao álcool, o Inca segue a recomendação internacional, que é a de no máximo um drinque (uma lata de cerveja ou uma taça pequena de vinho) por dia para mulheres e dois drinques para homens.
O álcool irrita e agride as mucosas e aumenta a chance de câncer de boca, faringe, esôfago e estômago. A bebida também deixa a barreira celular mais permeável, o que facilita a entrada de substâncias cancerígenas. Por exemplo, quem está bebendo com fumantes receberá quantidade maior de cancerígenos do que se não estivesse bebendo.
Beber e comer um churrasco também é pior do que só fazer um ou outro, pois o álcool amplia os malefícios da carne. E a ideia de economizar a cota de drinques da semana para consumi-la num dia de festa é perigosa. Isso só piora a agressão.
Os especialistas incentivam a redução do consumo de produtos açucarados. São poucos os estudos que ligam diretamente o açúcar ao câncer, porém ele favorece à obesidade. Adoçantes não são boas opções. Estudos associam o excesso desse produto ao mal de Alzheimer. É melhor treinar o paladar para sentir o gosto natural dos alimentos.

Maria Vianna*

* A repórter viajou a convite da Sociedade Americana do Câncer


O Globo On Line
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RIO - Ninguém mais duvida que levar uma vida saudável ajuda a prevenir o câncer. E especialistas não se cansam de repetir isso porque muita gente continua a manter hábitos nocivos. Hoje se sabe que cerca de dois terços dos casos poderiam ser evitados por hábitos corretos, como não fumar. Porém, ter uma alimentação saudável é um dos fatores mais importantes. E isso, embora pareça evidente, não é encarado com a devida seriedade. De acordo com o novo relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, 30% dos principais tipos de cânceres poderiam ser prevenidos com dieta adequada e atividade física.
Entre as principais recomendações do último consenso, que envolveu especialistas de todo o mundo, estão aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de carne vermelha, embutidos e produtos industrializados.
- Quem quer prevenir o câncer deve mudar a alimentação. Muito do que comemos no dia-a-dia contribui para o aparecimento de tumores - explica o nutricionista Fábio Gomes, analista sênior de Programas Nacionais para Controle do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que apresentou dados do painel num simpósio da Sociedade Americana do Câncer, em São Paulo.
A nova recomendação é que a ingestão de carne vermelha seja reduzida para 500 gramas por semana, cerca de três bifes pequenos, e que os embutidos sejam, se possível, riscados do cardápio:
- Embutidos como presunto, salame e salsicha contêm nitratos e nitritos, conservantes que estimulam lesões nas células, que ficam mais suscetíveis a mutações que geram tumores. E são ricos em sal, que agride o aparelho digestivo. Nem mesmo a linha light escapa, já que mesmo embutidos pobres em gordura têm muito conservantes e sal.
Já as outras carnes, como a carne vermelha magra, o frango e o peixe, devem ser cozidas ou preparadas no forno. Desta forma, evita-se que as altas temperaturas da fritura ou da grelha formem compostos cancerígenos conhecidos como aminas heterocíclicas (AHCs). Estas agridem a mucosa digestiva e deixam as células mais suscetíveis a mutações. Os nutricionistas recomendam ainda apenas as carnes preparadas no forno, que têm um nível bem baixo de AHCs.
No relatório, médicos e nutricionistas recomendam aumentar a ingestão de frutas e verduras. No Brasil, menos de um terço da população come estes alimentos diariamente. No Rio de Janeiro, apenas 7% da população consome com regularidade cinco porções de frutas e legumes, a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É importante comer, no mínimo, 400 gramas destes alimentos por dia, e aos poucos chegar a 600 gramas. Parece muito, mas é o equivalente a um copo de salada de frutas, uma maçã, uma banana e meio prato grande de salada por dia.

Açúcar e adoçantes entre os vilões
A alimentação não anula efeitos de hábitos ruins, como sedentarismo, fumo ou excesso de bebida. Mas ajuda a proteger o sistema imunológico, regular o metabolismo e garantir a cota diária de nutrientes e minerais. E a escolha certa do cardápio evita o ganho de peso. Nos adultos, os quilos a mais dobram o risco de todos os cânceres. Por exemplo, crianças e adolescentes obesos têm mais chance de desenvolver tumores porque suas células ficam mais sujeitas a lesões.
As células de gordura param de se multiplicar na adolescência e, a partir daí, elas incham e desincham de acordo com o quanto a pessoa engorda ou emagrece. A gordura em excesso estimula o desequilíbrio na produção de hormônios, como insulina e leptina.
A gordura também deixa o corpo num estado de inflamação crônica, o que agride as células. O ideal, médicos lembram, é ter índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 24,9. E quem precisa emagrecer deve começar devagar, já que o corpo percebe o corte drástico de calorias como alerta, e a privação estimula o efeito sanfona. Estatísticas mostram que o excesso de peso e o sedentarismo são responsáveis por até 33% dos casos de câncer de mama e esôfago:
- Quanto mais tempo acima do peso, mais difícil emagrecer. Uma criança de 3 anos obesa tem chance de 20% de se tornar um adulto obeso. Um obeso de 18 anos tem 80% de chance de continuar assim.
Quando ao álcool, o Inca segue a recomendação internacional, que é a de no máximo um drinque (uma lata de cerveja ou uma taça pequena de vinho) por dia para mulheres e dois drinques para homens.
O álcool irrita e agride as mucosas e aumenta a chance de câncer de boca, faringe, esôfago e estômago. A bebida também deixa a barreira celular mais permeável, o que facilita a entrada de substâncias cancerígenas. Por exemplo, quem está bebendo com fumantes receberá quantidade maior de cancerígenos do que se não estivesse bebendo.
Beber e comer um churrasco também é pior do que só fazer um ou outro, pois o álcool amplia os malefícios da carne. E a ideia de economizar a cota de drinques da semana para consumi-la num dia de festa é perigosa. Isso só piora a agressão.
Os especialistas incentivam a redução do consumo de produtos açucarados. São poucos os estudos que ligam diretamente o açúcar ao câncer, porém ele favorece à obesidade. Adoçantes não são boas opções. Estudos associam o excesso desse produto ao mal de Alzheimer. É melhor treinar o paladar para sentir o gosto natural dos alimentos.

Maria Vianna*

* A repórter viajou a convite da Sociedade Americana do Câncer


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RIO - Ninguém mais duvida que levar uma vida saudável ajuda a prevenir o câncer. E especialistas não se cansam de repetir isso porque muita gente continua a manter hábitos nocivos. Hoje se sabe que cerca de dois terços dos casos poderiam ser evitados por hábitos corretos, como não fumar. Porém, ter uma alimentação saudável é um dos fatores mais importantes. E isso, embora pareça evidente, não é encarado com a devida seriedade. De acordo com o novo relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer, 30% dos principais tipos de cânceres poderiam ser prevenidos com dieta adequada e atividade física.
Entre as principais recomendações do último consenso, que envolveu especialistas de todo o mundo, estão aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de carne vermelha, embutidos e produtos industrializados.
- Quem quer prevenir o câncer deve mudar a alimentação. Muito do que comemos no dia-a-dia contribui para o aparecimento de tumores - explica o nutricionista Fábio Gomes, analista sênior de Programas Nacionais para Controle do Câncer do Instituto Nacional do Câncer, que apresentou dados do painel num simpósio da Sociedade Americana do Câncer, em São Paulo.
A nova recomendação é que a ingestão de carne vermelha seja reduzida para 500 gramas por semana, cerca de três bifes pequenos, e que os embutidos sejam, se possível, riscados do cardápio:
- Embutidos como presunto, salame e salsicha contêm nitratos e nitritos, conservantes que estimulam lesões nas células, que ficam mais suscetíveis a mutações que geram tumores. E são ricos em sal, que agride o aparelho digestivo. Nem mesmo a linha light escapa, já que mesmo embutidos pobres em gordura têm muito conservantes e sal.
Já as outras carnes, como a carne vermelha magra, o frango e o peixe, devem ser cozidas ou preparadas no forno. Desta forma, evita-se que as altas temperaturas da fritura ou da grelha formem compostos cancerígenos conhecidos como aminas heterocíclicas (AHCs). Estas agridem a mucosa digestiva e deixam as células mais suscetíveis a mutações. Os nutricionistas recomendam ainda apenas as carnes preparadas no forno, que têm um nível bem baixo de AHCs.
No relatório, médicos e nutricionistas recomendam aumentar a ingestão de frutas e verduras. No Brasil, menos de um terço da população come estes alimentos diariamente. No Rio de Janeiro, apenas 7% da população consome com regularidade cinco porções de frutas e legumes, a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). É importante comer, no mínimo, 400 gramas destes alimentos por dia, e aos poucos chegar a 600 gramas. Parece muito, mas é o equivalente a um copo de salada de frutas, uma maçã, uma banana e meio prato grande de salada por dia.

Açúcar e adoçantes entre os vilões
A alimentação não anula efeitos de hábitos ruins, como sedentarismo, fumo ou excesso de bebida. Mas ajuda a proteger o sistema imunológico, regular o metabolismo e garantir a cota diária de nutrientes e minerais. E a escolha certa do cardápio evita o ganho de peso. Nos adultos, os quilos a mais dobram o risco de todos os cânceres. Por exemplo, crianças e adolescentes obesos têm mais chance de desenvolver tumores porque suas células ficam mais sujeitas a lesões.
As células de gordura param de se multiplicar na adolescência e, a partir daí, elas incham e desincham de acordo com o quanto a pessoa engorda ou emagrece. A gordura em excesso estimula o desequilíbrio na produção de hormônios, como insulina e leptina.
A gordura também deixa o corpo num estado de inflamação crônica, o que agride as células. O ideal, médicos lembram, é ter índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 24,9. E quem precisa emagrecer deve começar devagar, já que o corpo percebe o corte drástico de calorias como alerta, e a privação estimula o efeito sanfona. Estatísticas mostram que o excesso de peso e o sedentarismo são responsáveis por até 33% dos casos de câncer de mama e esôfago:
- Quanto mais tempo acima do peso, mais difícil emagrecer. Uma criança de 3 anos obesa tem chance de 20% de se tornar um adulto obeso. Um obeso de 18 anos tem 80% de chance de continuar assim.
Quando ao álcool, o Inca segue a recomendação internacional, que é a de no máximo um drinque (uma lata de cerveja ou uma taça pequena de vinho) por dia para mulheres e dois drinques para homens.
O álcool irrita e agride as mucosas e aumenta a chance de câncer de boca, faringe, esôfago e estômago. A bebida também deixa a barreira celular mais permeável, o que facilita a entrada de substâncias cancerígenas. Por exemplo, quem está bebendo com fumantes receberá quantidade maior de cancerígenos do que se não estivesse bebendo.
Beber e comer um churrasco também é pior do que só fazer um ou outro, pois o álcool amplia os malefícios da carne. E a ideia de economizar a cota de drinques da semana para consumi-la num dia de festa é perigosa. Isso só piora a agressão.
Os especialistas incentivam a redução do consumo de produtos açucarados. São poucos os estudos que ligam diretamente o açúcar ao câncer, porém ele favorece à obesidade. Adoçantes não são boas opções. Estudos associam o excesso desse produto ao mal de Alzheimer. É melhor treinar o paladar para sentir o gosto natural dos alimentos.

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RIO - Trair o marido ou a mulher pode custar caro, literalmente. Como mostra reportagem de Carolina Brígidopublicada pelo GLOBO neste domingo, está ganhando força entre os juízes a tese de que o cônjuge enganado merece indenização financeira para ser recompensado pela humilhação. Isso tem aumentado o número de ações civis contra os adúlteros, muitas vezes condenados a ressarcir quem foi passado para trás. Esse tipo de punição ficou mais comum a partir de 2005, quando o adultério saiu do Código Penal e deixou de ser motivo de prisão. Antes, a prática podia provocar detenção de 15 dias a seis meses para o traidor, assim como para o amanteEm Mato Grosso do Sul, um marido foi condenado, em 2008, a pagar à ex-mulher R$ 53,9 mil porque teve relações extraconjugais. Com uma das amantes, teve uma filha, hoje adulta. Ao longo do processo, a ex-mulher foi submetida a avaliação psicológica. O laudo concluiu que o comportamento do marido causava nela angústia, ansiedade e depressão. "A convivência do casal estendia-se por mais de 30 anos e gerou dois filhos, merecendo, com certeza, final mais digno", escreveu no despacho o juiz Luiz Claudio Bonassini da Silva, da 3 Vara da Família de Campo Grande. A decisão tomou por base o Código Civil de 2002, que lista a fidelidade como um dos deveres do casamento.
Embora seja vista como caretice por alguns, a fidelidade é descrita no Código Civil de 2002 como um dos deveres de quem se casa. O descumprimento desse dever tem fundamentado punições judiciais aos infiéis. Para parte dos juízes, quem é traído fica prejudicado psicológica e moralmente - especialmente quando o caso torna-se público. Mas o tema é polêmico. A juíza carioca Andréa Pachá, especialista em direito de família, é contra as indenizações. Diz que as decisões têm evoluído no sentido de humanizar a relação familiar, como os casos de guarda compartilhada.


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RIO - Trair o marido ou a mulher pode custar caro, literalmente. Como mostra reportagem de Carolina Brígidopublicada pelo GLOBO neste domingo, está ganhando força entre os juízes a tese de que o cônjuge enganado merece indenização financeira para ser recompensado pela humilhação. Isso tem aumentado o número de ações civis contra os adúlteros, muitas vezes condenados a ressarcir quem foi passado para trás. Esse tipo de punição ficou mais comum a partir de 2005, quando o adultério saiu do Código Penal e deixou de ser motivo de prisão. Antes, a prática podia provocar detenção de 15 dias a seis meses para o traidor, assim como para o amanteEm Mato Grosso do Sul, um marido foi condenado, em 2008, a pagar à ex-mulher R$ 53,9 mil porque teve relações extraconjugais. Com uma das amantes, teve uma filha, hoje adulta. Ao longo do processo, a ex-mulher foi submetida a avaliação psicológica. O laudo concluiu que o comportamento do marido causava nela angústia, ansiedade e depressão. "A convivência do casal estendia-se por mais de 30 anos e gerou dois filhos, merecendo, com certeza, final mais digno", escreveu no despacho o juiz Luiz Claudio Bonassini da Silva, da 3 Vara da Família de Campo Grande. A decisão tomou por base o Código Civil de 2002, que lista a fidelidade como um dos deveres do casamento.
Embora seja vista como caretice por alguns, a fidelidade é descrita no Código Civil de 2002 como um dos deveres de quem se casa. O descumprimento desse dever tem fundamentado punições judiciais aos infiéis. Para parte dos juízes, quem é traído fica prejudicado psicológica e moralmente - especialmente quando o caso torna-se público. Mas o tema é polêmico. A juíza carioca Andréa Pachá, especialista em direito de família, é contra as indenizações. Diz que as decisões têm evoluído no sentido de humanizar a relação familiar, como os casos de guarda compartilhada.


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RIO - Trair o marido ou a mulher pode custar caro, literalmente. Como mostra reportagem de Carolina Brígidopublicada pelo GLOBO neste domingo, está ganhando força entre os juízes a tese de que o cônjuge enganado merece indenização financeira para ser recompensado pela humilhação. Isso tem aumentado o número de ações civis contra os adúlteros, muitas vezes condenados a ressarcir quem foi passado para trás. Esse tipo de punição ficou mais comum a partir de 2005, quando o adultério saiu do Código Penal e deixou de ser motivo de prisão. Antes, a prática podia provocar detenção de 15 dias a seis meses para o traidor, assim como para o amanteEm Mato Grosso do Sul, um marido foi condenado, em 2008, a pagar à ex-mulher R$ 53,9 mil porque teve relações extraconjugais. Com uma das amantes, teve uma filha, hoje adulta. Ao longo do processo, a ex-mulher foi submetida a avaliação psicológica. O laudo concluiu que o comportamento do marido causava nela angústia, ansiedade e depressão. "A convivência do casal estendia-se por mais de 30 anos e gerou dois filhos, merecendo, com certeza, final mais digno", escreveu no despacho o juiz Luiz Claudio Bonassini da Silva, da 3 Vara da Família de Campo Grande. A decisão tomou por base o Código Civil de 2002, que lista a fidelidade como um dos deveres do casamento.
Embora seja vista como caretice por alguns, a fidelidade é descrita no Código Civil de 2002 como um dos deveres de quem se casa. O descumprimento desse dever tem fundamentado punições judiciais aos infiéis. Para parte dos juízes, quem é traído fica prejudicado psicológica e moralmente - especialmente quando o caso torna-se público. Mas o tema é polêmico. A juíza carioca Andréa Pachá, especialista em direito de família, é contra as indenizações. Diz que as decisões têm evoluído no sentido de humanizar a relação familiar, como os casos de guarda compartilhada.


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Embora seja vista como caretice por alguns, a fidelidade é descrita no Código Civil de 2002 como um dos deveres de quem se casa. O descumprimento desse dever tem fundamentado punições judiciais aos infiéis. Para parte dos juízes, quem é traído fica prejudicado psicológica e moralmente - especialmente quando o caso torna-se público. Mas o tema é polêmico. A juíza carioca Andréa Pachá, especialista em direito de família, é contra as indenizações. Diz que as decisões têm evoluído no sentido de humanizar a relação familiar, como os casos de guarda compartilhada.


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Embora seja vista como caretice por alguns, a fidelidade é descrita no Código Civil de 2002 como um dos deveres de quem se casa. O descumprimento desse dever tem fundamentado punições judiciais aos infiéis. Para parte dos juízes, quem é traído fica prejudicado psicológica e moralmente - especialmente quando o caso torna-se público. Mas o tema é polêmico. A juíza carioca Andréa Pachá, especialista em direito de família, é contra as indenizações. Diz que as decisões têm evoluído no sentido de humanizar a relação familiar, como os casos de guarda compartilhada.


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colaboradores: carmen e maria celia

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