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18.1.09
Rio - Pode a presença de um cão mudar radicalmente a vida de uma pessoa? Para apaixonados por mascotes de quatro patas, sim. E eles garantem: melhor amigo do homem é pouco para definir essa relação tão especial. Exemplo recente é o caso do menino de rua L., e a cadela Pretinha, que comoveu os cariocas ao serem separados, semana passada, durante a Operação Choque de Ordem da prefeitura do Rio. L., que há dois anos perambulava pelas ruas, havia sido levado para um abrigo, mas sem a cadela. Ele fugiu de lá, mas a história, porém, teve final feliz. Atualmente, o menino recebe ajuda da Associação dos Moradores e da Vila Olímpica da Mangueira e voltou a ter a companhia de sua querida Pretinha.
A dona de casa Dirce Carvalho de Souza, 51 anos, emociona-se só de pensar na possibilidade de ficar longe de seu dengoso cão mestiço Feroz, 6. Quando o encontrou na rua, há 4 anos, muito debilitado devido a maus-tratos, ela nunca imaginou como sua vida pudesse se transformar tanto.
“Esse animal é muito especial. Quando o achei, niguém o queria, principalmente por ele não ter língua, devido a uma bicheira que o acometeu. Então resolvi cuidar dele com todo o meu amor. Hoje não sei o que seria de minha vida sem ele”, diz, emocionada. “As pessoas têm que ter um animal para entender o valor que eles nos dão, sem exigir nada em troca. O Feroz não tem língua, mas isso não o impede de ser feliz. Ele é muito amado”, destaca.
Em Senador Camará, o pit bull Ruffus, 7, é motivo de ainda mais orgulho para seus donos, o mecânico de refrigeração Rafael dos Santos, 23, e a atendente Andréa Fores Porto, 35. Em dezembro, em ato heróico, Ruffus salvou a vida de um bebê recém-nascido ao farejar a sacola plástica onde a criança estava embrulhada, na beira do Rio Sarapuí.
“Ele já era muito importante para nós, sempre fez parte da família e, depois desse episódio, nosso amor só cresceu. Dizem que os pit bull são feras assassinas, mas é tudo uma questão de amor e criação”, diz Rafael. “Ruffus é uma prova de que os animais têm amor e bondade. Ele foi incapaz de fazer mal ao neném e isso nos comoveu. Tê-lo em nossas vidas é uma felicidade imensa”, descreve Andréa.
Vira-latas fiel
Todos os dias, faça chuva ou faça sol, quando o porteiro Sebastião Guedes de Faria, 44 anos, sai de casa, na comunidade da Chacrinha, na Tijuca, para trabalhar em um prédio no bairro, ele tem uma companhia inseparável: seu cão vira-latas Boca, 7. O animal, que era de rua e foi adotado por ele ainda filhote, tem um amor tão incondicional pelo dono, que o segue para todos os cantos, sendo capaz de farejá-lo a quilômetros de distância. A fidelidade é tanta, que quase já lhe custou a vida e o emprego do dono.
“Várias vezes ameaçaram me despedir se meu cachorro voltasse a aparecer no trabalho. Mas não tem jeito. Deixo-o em casa e ele sempre dá um jeito de vir atrás de mim. Numa dessas vezes, ele foi atropelado. O susto foi enorme, me deu um aperto no coração, porque pensei que perderia meu melhor e mais fiel amigo que alguém poderia desejar. Ele só quer me proteger o tempo todo. É meu Anjo da Guarda canino”, conclui, emocionado.
A advogada deficiente visual Deborah Prates considera-se felizarda por contar com a companhia e a proteção, em tempo integral, do labrador Jimmy, 3 anos. O cão fez parte do Guide Dog Foundation, escola especializada no treinamento de cães-guia de Nova Iorque, Estados Unidos.
"Sofri de um glaucoma arrasador, mas por ter uma filha que precisava de mim, decidi que não teria tempo de chorar ou ficar deprimida. Parti em busca de um cão-guia e o Jimmy me ensinou que é possível ser feliz, acima de todas adversidades. Temos uma convivência maravilhosa, de confiança total. Dependo dele, e ele sabe disso. Brinco que sou uma ‘cachogente’ e ele um ‘pessocão’, porque somos praticamente um só”, declara.
Na casa da família Manguinho são quase 15 anos de convivência com um cachorro mais que especial, e amado por todos incondicionalmente: o poodle Bob. “Ele acompanhou a formação da família e cresceu com nossos três filhos. Ao longo desses anos, comprovou ser até mais que amigo, mas um companheiro que parecia entender os nossos momentos com sua meiguice, carinho e excepcional inteligência. A gente diz que ele só falta falar!”, comenta o militar Fernando Manguinho, 60, patriarca da família.
Com idade avançada, o animal, que é cardíaco, vem recebendo dedicação integral dos donos em seus últimos momentos de vida. “Quando o Bob se for, sentiremos saudade, mas não tristeza, pois sabemos que cumprimos nossa missão de sermos responsáveis por um cãozinho especial que apareceu em nossas vidas. E se Deus permitir, aguardamos que chegue o dia 15 de maio, quando ele ‘debutará’. E um bolo em formato de osso o espera!”, conta a dona de casa Manoela Mariza Manguinho, 48.
Chef homenageou cão com livro de receitas canina
No Leblon, onde mora a chef Roberta Sudbrack, não há quem não conheça o simpático golden retriever Frederico, 4. Ela o leva para passear pelo menos três vezes por dia. Vai com ele ao quiosque no Baixo Bebê para tomar água de coco, entre outros mimos. “Meu cachorro é alegria pura e, acima de tudo, um grande companheiro. Não tem mais nada lindo para mim do que chegar em casa tarde da noite, exausta, e ser recebida pelo Frederico cheio de sono, abanando o ‘rabão’”, relata a chef.
Apaixonada por cães, ela escreveu o livro de receitas caninas ‘Bom pra Cachorro (ed. Senac Rio), após perder um cão cão muito querido, que adoeceu e perdeu completamente o apetite. “Criei as receitas a partir dos ingredientes que a veterinária indicava como importantes para o animal. Esse projeto foi um misto de homenagem ao meu outro cão, já falecido, e de fechamento de um ciclo, pois um dia achei que seria veterinária”, revela.
No apartamento onde mora a modelo Ana Di Biase e o marido, o empresário João Tristão, ambos de 28 anos, a farra começa cedo. É quando os quatro ‘filhos caninos’ do casal, o labrador Tyson, 13, o pug Johnny, 4, a pit bull Tyra, 3 e o filhote de stafford shire bull terrier Jay-Z, 4 meses, invadem o quarto dos donos espalhando baba e pêlos por todos os lados.
“É sempre uma loucura, mas não nos importamos. Nossos cães são como filhos. Aliás, enquanto não providenciamos os nossos, vamos treinando com os cachorros”, diz Ana, aos risos. Ela conta que, quando conheceu o marido, há 8 anos, encantou-se à primeira vista ao vê-lo acompanhado do labrador Tyson.
“Ele me conquistou pelo ponto fraco: a paixão por cães. Depois vieram os outros cachorros e hoje temos essa família animal e linda!”, exalta. “Somos completamente apaixonados por eles e temos uma preocupação de pais, mesmo. Se viajamos, não os deixamos sozinhos, e ligamos a toda a hora para saber deles. Nossos bichos são amados demais!”, completa João.

MUITO CARINHO E AMOR DESEJO PARA TODOS ELES!!!!


FONTE: O DIA ON LINE
tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:49  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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