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16.1.09
SÃO PAULO - A Justiça de Ribeirão Preto concedeu a adoção de quatro irmãos, vítimas de abandono, ao casal homossexual João Amâncio e Édson Paulo Torres, que estão juntos há 17 anos. A decisão é inédita na cidade. O casal já estava com as crianças - duas meninas e dois meninos, com 6, 8, 10 e 12 anos - desde dezembro de 2006, quando conseguiu a guarda provisória e depois a tutela de todos os irmãos.
Até João e Édson pedirem a guarda das crianças, elas estavam em um abrigo. Elas foram avaliadas psicológica e socialmente antes da decisão. A guarda definitiva foi concedida pelo juiz Paulo César Gentile, após o pedido do casal ao Ministério Público.
A legislação impede que os irmãos sejam separados em adoções, o que atrapalhou o encaminhamento para outra família.
A sentença foi expedida na terça-feira. Agora, a advogada que representa o casal e o promotor da Infância e da Juventude serão avisados da decisão. Em 20 dias, os irmãos ganharão novas certidões de nascimentos, nas quais Amâncio e Torres constarão como pais.
- É uma alegria muito grande. Conseguimos algo que todos achavam que seria impossível - disse Torres, que já foi casado e tem três filhos biológicos.
Para a menina de 12 anos que foi adotada, a decisão é uma conquista.
- Agora vamos ter alegria em falar o nosso nome - disse.
Com a decisão judicial, os irmãos poderão adotar o sobrenome dos pais.
O casal chegou a escrever um livro sobre o processo de adoção, em que narram os preconceitos e os desafios enfrentados. O livro "Adoção de 4 irmãos" foi escrito pelos dois cabeleireiros aos finais de semana e à noite, depois do trabalho. De acordo com os autores, a obra tem o objetivo de incentivar a adoção de crianças maiores, já que a maioria dos candidatos prefere bebês.
- A fila (de adoção) está grande, mas para bebês pequenos. Já as crianças acima de quatro sobram nos abrigos. É preciso abrir o coração - afirmou João, na época do lançamento do livro, no ano passado.
Segundo João e Edson, as crianças acompanharam de perto o processo de produção do livro, depois de fazer a lição de casa, podiam até dar palpites.
Em Catanduva, Teodora ganhou um lar
No final de 2006, a Justiça de Catanduva, no interior de São Paulo, autorizou um casal de homossexuais a adotar oficialmente uma criança de cinco anos. Os pais adotivos, Vasco Pedro da Gama e Dorival Pereira Júnior, comemoraram a adoção de Teodora.
- Depois que chega uma criança pra gente, um filho, muda nossa vida - disse Vasco Pedro da Gama, pai adotivo.
Para o casal, foi o final feliz de uma história que havia começado há 8 anos, quando a Justiça havia negado o pedido de entrada de um deles na lista de espera para a adoção. Só em 2004 , Vasco conquistou o direito de entrar na fila.
No final de 2005, o casal teve autorização para passar o Natal e o Ano Novo com a menina, que vivia em um abrigo da cidade. Depois, a Justiça concedeu a guarda provisória e definitiva.
A juíza que autorizou o registro em nome dos dois considerou que eles vivem uma união estável há 14 anos e têm condições psicológicas e financeiras de garantir o bem estar da criança.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 14:48 

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