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25.2.09
A advogada brasileira Paula Oliveira, 26, que mora na Suíça, afirmou ter sido espancada por supostos skinheads em uma estação de trem nos arredores de Zurique, no dia 9 de fevereiro, e teve parte do corpo retalhado por estilete. Ela disse ainda ter sofrido aborto de gêmeos após a agressão, já que estaria grávida de três meses.
Hoje foi noticiado que o advogado de Paula, Roger Müller, declarou que a brasileira sutenta a versão inical de agressão e que seu depoimento, onde teria confessado que mentiu, não pode ter validade , pois foi feito sem a presença de um advogado.
Paula é funcionária do grupo controlador dinamarquês A. P. Moller - Maersk e noiva de um economista suíço, Marco Trepp, 39, que soube da agressão por telefone. Segundo o Itamaraty, ela mora no país legalmente.
Em seu corpo, havia marcas da sigla SVP (Partido do Povo Suíço) --também conhecido como UDC (União Democrática do Centro)-- que defende políticas anti-imigrantes consideradas racistas pela oposição.
Relembrando o caso
Paula Oliveira, 26, que disse ter sido atacada por neonazistas nos arredores de Zurique; brasileira admitiu farsa, diz Promotoria
Logo após a agressão, a brasileira tirou várias fotos dos locais do corpo que teriam sido alvo dos criminosos.
No dia 13 de fevereiro, a polícia de Zurique disse que a brasileira não estava grávida no momento do ataque. Na ocasião, as autoridades afirmaram que Paula pode ter causado os ferimentos em si mesma ou ter sido vítima de ladrões.
De acordo com a polícia suíça, entre os indícios que apontam automutilação estão a profundidade dos cortes, que foram superficiais, e o fato de que regiões mais sensíveis do corpo, como os seios, não apresentarem ferimentos.
Dias depois, reportagem do jornal suíço "Tages Anzeiger" afirma que a brasileira inventou a gravidez para forçar o noivo a casar com ela e assim conseguir o visto de permanência na Suíça. De acordo com a reportagem, o visto de permanência de Paula, que permite a ela trabalhar no escritório em Zurique da multinacional dinamarquesa Maersk, acaba no final deste ano. Sem o visto, ela precisaria deixar o país.
O jornal também afirma que Paula falou a colegas de trabalho que seu marido, de nome François, morreu no acidente da TAM em 2007 em São Paulo, mas não há nenhuma vítima com esse nome na lista de passageiros.
Paula estudou na Faculdade de Direito da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde esteve de forma ativa no movimento estudantil local. Ex-colegas de faculdade afirmam que a jovem era alegre, se sociabilizava bem na classe e sempre se empenhou nos estudos.
Antes de ser supostamente agredida por skinheads na Suíça, a bacharel em direito brasileira havia comunicado sobre sua possível gravidez a colegas de trabalho. Em e-mail, ela enviou imagem de um ultrassom que pode ser encontrada facilmente na internet.
De acordo com reportagem da revista "Época", que entrevistou uma colega de Paula na multinacional dinamarquesa Maersk, a brasileira pode ter inventado sobre sua gravidez, o que corrobora a tese da polícia suíça de que ela não estaria grávida.
"Quando ela deu a notícia da gravidez, mandou anexada ao e-mail a imagem de um ultrassom. E nós achamos a mesma foto no Google", disse a ex-colega. De acordo com a revista, a colega --que pediu para não ser identificada--, explica que a imagem veio com o nome "Twins 6 wks" ("Gêmeos 6 semanas"), imagem que pode ser encontrada no site about.com.
A funcionária da Maersk diz que Paula "tinha deixado uma impressão de que inventava algumas coisas para chamar a atenção", mas reconhece que ela não seria capaz de ter feito os ferimentos no próprio corpo.
A brasileira deixou no dia 17 de fevereiro o Hospital Universitário de Zurique, onde estava internada após a suposta agressão. No dia seguinte, ela passou oficialmente de vítima a suspeita no caso.
O Ministério Público de Zurique abriu um processo penal contra ela por falsa denúncia, depois que exames mostraram que Paula não estava grávida no momento da suposta agressão, como ela tinha declarado às autoridades. Com a decisão, Paula não poderá deixar o país até o fim das investigações.
No dia 19 de fevereiro, o Ministério Público confirmou que a brasileira mentiu sobre as agressões que afirmou ter sofrido e também sobre a gravidez. O depoimento foi colhido no dia 13. De acordo com o comunicado feito pela Promotoria, Paula admitiu que fez os ferimentos em si mesma. O órgão investiga se o ato foi planejado e se há outras pessoas envolvidas.
O pai da brasileira, Paulo Oliveira, que é advogado e secretário parlamentar, viajou para a Suíça para acompanhar a recuperação da filha no hospital. Ele é separado da mãe da jovem e mantém união com uma outra mulher.
A família diz que Paula tem lúpus --a doença atinge o sistema imunológico e, em casos mais graves, pode causar distúrbios psicológicos.

Fonte: Folha On-line
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:54  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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