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15.2.09
SÃO PAULO - A dona-de-casa Camila Gomes de Sales, de 18 anos, viu o sonho da ser mãe virar pesadelo em apenas três dias. Ela passou por quatro hospitais, teve complicação no parto e o bebê acabou morrendo 25 dias depois nascer. A mãe começou a sentir as dores do parto no dia 5 de janeiro. Mas Camila só foi aceita em um hospital de Cotia, na Grande São Paulo, dois dias depois, a 16 quilômetros da sua casa. Ela mora em Itapevi, também na Grande São Paulo. O parto normal foi tentado no dia 8 de janeiro, mas complicações levaram a uma cesariana, procedimento que já tinha sido indicado como ideal por uma clínica particular. A filha Vitória nasceu e morreu 25 dias depois, vítima de complicações geradas por falta de oxigênio no cérebro, causa comum de óbito após partos difíceis.
Na tarde do dia 5 de janeiro, quando sentiu que chegava a hora de dar à luz, Camila e o marido foram ao Hospital Geral de Itapevi. Lá, ouviram que ainda não era hora do parto.
- Deram um remédio para a dor e mandaram eu voltar depois - conta ela. Às 14h do dia seguinte, com as contrações aumentando, ela voltou ao hospital e ouviu a mesma resposta. Preocupada, resolveu tentar um hospital na cidade vizinha de Barueri. Novamente, ouviu que deveria voltar no dia seguinte. Desesperada, seguiu para uma clínica particular em Itapevi.
- O médico disse que já estava na hora e achou que a cesariana seria o melhor parto, porque minha bacia era muito estreita para o tamanho da nenê - afirmou.
Mas o parto custaria R$ 3,5 mil, e o casal não podia pagar. Foi só na madrugada do dia 7 que ela conseguiu um leito no Hospital Regional de Cotia. O parto normal foi tentado no dia seguinte, sem sucesso.
- Quando viram que estava difícil, me levaram para a sala de cirurgia - relata a mãe.
Foi só 15 minutos depois que a cesária começou. A criança nasceu com sinais de asfixia e nunca chegou a abrir os olhos nem deixar a UTI neonatal.

CRM vai investigar se houve erro
Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelos hospitais de Itapevi e Cotia, afirmou que vai encaminhar o caso ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para que seja apurado um possível erro médico. A família de Camila protocolou por escrito uma reclamação no Conselho, que já prometeu abrir uma sindicância. Além disso, eles procuraram um advogado para processar os envolvidos.
- Não quero indenização, mas isso não pode passar em branco para que não aconteça de novo - diz a mãe.
O Hospital de Itapevi diz que Camila passou por dois obstetras que concordaram que a internação ainda não era necessária. A mesma justificativa foi dada pelo estabelecimento de Barueri. O Hospital Regional de Cotia afirma que nada indicava a necessidade de uma cesariana, já que os exames pré-natal indicavam uma gestação sem problemas. Os médicos não admitem haver erro e lamentam a "fatalidade". A família tentou fazer Boletim de Ocorrência na Delegacia Geral de Cotia por três vezes, e só teve sucesso depois que a reportagem entrou em contato com a delegacia. Bebê dado como morto ainda está na UTI
A pequena Geovanna Vida Alves Goes, que luta há um mês e 12 dias pela sobrevivência, ainda está em estado grave na UTI neonatal da Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belém, zona leste de São Paulo. No dia 2 de janeiro, médicos afirmaram que ela havia nascido morta, durante um parto prematuro, de seis meses. Quatro horas depois, ela foi encontrada com vida por uma faxineira no necrotério da maternidade.
- Há cerca de quinze dias, ela passou a ter convulsões e os médicos conseguiram estabilizar a situação. Mas ela teve duas paradas cardíacas na segunda e na terça e agora o estado dela é gravíssimo - afirmou a mãe do bebê, a dona-de-casa Renata Alves de Oliveira, de 32 anos.
Segundo ela, Geovanna está com infecção no intestino, no fígado e já não reage aos medicamentos.
- Os médicos disseram que fizeram tudo o que podiam fazer, agora só Deus. Tenho fé de que ela pode se recuperar - afirma Renata.
Durante toda a internação de Geovanna, a rotina da mãe e do pai da menina, o motorista Alexandre Vieira Goes, de 32 anos, é a mesma.
- Todos os dias visitamos a Geovanna durante dois períodos. Nossa vida é dedicada a acompanhar seu estado de saúde - conta a dona-de-casa.
A menina, que nasceu com 725 gramas, hoje pesa 1,18 quilos.
- Ela chegou a ser alimentada com leite, mas depois cortaram essa dieta por causa dos medicamentos - disse a mãe.
A Secretaria Estadual da Saúde confirmou que a menina está em estado grave. A direção do hospital só irá se pronunciar sobre o caso após a conclusão de uma sindicância interna, que investiga a postura da equipe médica.
VÃO INVESTIGAR E O BEBÊ JÁ FOI....E AGORA????
link do postPor anjoseguerreiros, às 08:47  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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