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27.4.09
RIO - Nunca na história do Paraguai ou de qualquer outro país, aconteceu algo parecido: para surpresa geral, três mulheres acusam um presidente da República de ter tido filhos com elas. Um detalhe: quando se relacionou com essas mulheres, ele era bispo. Damiana Morán é uma das mulheres que afirmam ter tido um filho com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, quando ele ainda estava oficialmente ligado à Igreja Católica. Ex-coordenadora de uma das pastorais da Igreja, ela falou com exclusividade para o Fantástico. Damiana disse que em um primeiro momento aceitou fazer o exame de DNA, mas que agora a postura do advogado mudou.
- Podem fazer alguma manobra para que eu fique mal, podem falsificar o resultado - diz ela.
A mãe de Juan Pablo, de 1 ano e 4 meses, conta que conheceu o bispo Don Lugo em 2003.
- A partir de 2006, quando começamos o romance, eu estava em uma organização chamada Resistencia Ciudadana (Resistência Cidadã). Nosso relacionamento durou mais ou menos um ano - contou Damiana Morán.
Lugo e Damiana nunca chegaram a viver juntos. Ela conta que se encontravam esporadicamente, mas não quis entrar em detalhes. Damiana afirma que quando teve um romance com Lugo ele era bispo. O filho Juan Pablo nasceu em 5 de dezembro de 2007.
Lugo não sabia ela tinha tido um filho que era dele. Damiana explica que contou tudo isso só agora porque soube que havia uma lista de seis mulheres que iam fazer a mesma denúncia e o nome dela estava na lista. Então tomou a decisão de contar ao presidente.
Há pelo menos mais duas mulheres envolvidas no escândalo de paternidade do presidente Lugo. Viviana Carrillo foi a primeira a vir a público. Disse que o romance começou quando ela estava com 16 anos. O filho, Guillermo Armindo, de 2 anos, já tem o sobrenome do presidente.
Benigna Leguizamón, mãe de Lucas Fernando, de 6 anos, diz que sonha com o dia que Lugo reconheça a paternidade do menino.
- É seu pai, ele necessita de apoio. Nós somos humildes e, com um pai presidente, não é justo que ele sofra - disse Benigna Leguizamón.
Acuado pelas denúncias e atormentado pelo passado, o presidente falou na sexta-feira pela primeira vez sobre o caso. Lugo não confirmou e nem negou o envolvimento com as mulheres, mas pediu perdão .
- Sou um ser humano e, portanto, nada humano me é alheio. Assumirei todas as responsabilidades presentes e futuras - alegou o presidente paraguaio.


fonte: O GLOBO
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:11  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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