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11.3.09
RIO - A Polícia Federal prendeu 72 pessoas suspeitas de participar de quadrilha internacional de tráfico de animais no Rio de Janeiro e em mais oito estados. Somente no Rio, foram 42 presos. Ao todo, foram expedidos 102 mandados de prisão em todo o Brasil, 59 deles no Rio. A organização criminosa traficava animais silvestres para o exterior e para comércio nas feiras de Caxias, Honório Gurgel e Areia Branca, no Estado do Rio. A polícia estima que o bando chegava a negociar 500 mil animais por ano.
No condomínio Americas Park, na Barra da Tijuca, a polícia conseguiu prender o suspeito de ser o principal articulador da venda internacional. O tcheco Tomas Novotny, porém, nega as acusações.
De acordo com a PF, a rota internacional funcionava com a ajuda de vários grupos. Os animais capturados no Maranhão seguiam por via terrestre até a Bahia e depois de avião para Portugal e República Tcheca. O pagamento era recebido pela namorada de Tomas em Belo Horizonte.
Em Duque de Caxias, Ana Rita de Oliveira, de 68 anos, também foi presa. Dona Ana, como é chamada pelos comparsas, seria chefe de um dos grupos que atuava na venda de animais na feira de Caxias.
Pelo menos 450 agentes federais participam da ação que cumpre também 140 mandados de busca e apreensão nos estados do Pará, Maranhão, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Há procurados também em Portugal, Suíça e Republica Tcheca.
Entre as espécies mais negociadas estão diversos tipos de aves, jibóias, onças-pintadas, veados-mateiros e macacos-prego.
De acordo com o Ministério Público, a feira de Caxias é um dos principais pontos de venda de animais silvestres no país. Grande parte dos animais vendidos vêm do Parque Nacional da Bocaina, em Paraty, onde atuam duas grandes quadrilhas de caçadores. Eles vendem a diversos grupos de comerciantes intermediários, que revendem os animais tanto para consumidores finais quanto para outros comerciantes que atuam em feiras. A feira de Caxias recebe ainda animais do Pará, Bahia, Uberlândia, Paraná e São Paulo, onde também atuam quadrilhas de caçadores e intermediários.

Policiais militares participavam da quadrilha
Pelo menos quatro policiais militares participavam da venda de animais, sendo que alguns tiveram a prisão preventiva decretada. Também havia a participação de funcionários de empresas de ônibus, que auxiliam os intermediários no transporte clandestino, intermunicipal ou interestadual, nos compartimentos de cargas. O grupo de caçadores da Reserva do Tinguá, que inicialmente supunha-se ser a origem dos animais, atua principalmente na caça esportiva e no fornecimento de carnes exóticas para restaurantes locais.
Grande parte dos réus tem antecedentes em crimes ambientais, caçando há muito tempo, sendo este o principal motivo da decretação das prisões preventivas. Alguns foram presos em flagrante durante a investigação e mesmo assim continuaram a praticar crimes depois de soltos. Os presos usavam formas cruéis de captura e transporte, muitas vezes confinando centenas de animais em pequenas caixas. Quando verificavam que seriam alvos de fiscalização, livravam-se dos animais mutilando suas asas ou dando descarga. Quase todos os investigados negociavam animais em extinção.
De acordo com o procurador da República responsável pela investigação, Renato Machado, os detidos devem responder por caça ilegal com a agravante de que os animais estão em extinção e provinham de unidades de conservação. Outros crimes imputados são maus-tratos aos animais, receptação e formação de quadrilha. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, onde serão ouvidos.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 15:51 

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