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11.3.09

RIO - Cerca duas décadas depois de se tornar município, finalmente Belford Roxo vai conhecer o rosto de seu patrono. O município não tem bustos, estátuas nem fotos do engenheiro que, ao lado de Paulo de Frontin, conseguiu a proeza de trazer, em apenas seis dias, água ao Rio de Janeiro - isso em pleno século XIX. Hoje, no entanto, a história do então inspetor geral de Obras Públicas Raymundo Teixeira Belford Roxo permanece esquecida.
Leia artigo de Eloy dos Santos sobre a história de Belford Roxo e sobre a mudança na grafia de seu nome
- Com a exceção de uma escola que se chama Belford Roxo, as pessoas pouco sabem da história do patrono da cidade, que era um visionário - afirmou o historiador William Campos, atual secretário de Educação da cidade.


Para o prefeito Alcides Rolim, o aparecimento da imagem do engenheiro, que traz à tona toda sua história, é um acontecimento positivo para os moradores do município, que de acordo com o IBGE é atualmente o quarto mais pobre do estado.
- Finalmente o patrono do município de Belford Roxo tem rosto. A auto-estima dos nossos moradores está mais valorizada. Podemos olhar com orgulho esse retrato de um dos maiores gênios da engenharia brasileira. Em meu discurso de posse cheguei a citar o trabalho e as realizações do nosso patrono como um exemplo a seguir. Vejo a localização de seu retrato como um bom presságio. É um bom sinal para todos nós - afirmou.
A façanha de encontrar a imagem, que já era motivo de gozação entre os moradores da cidade, coube ao jornalista da Secretaria de Comunicação de Belford Roxo Eloy dos Santos e à museóloga Priscila Felipe Ribeiro, do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. Foi a partir de um pedido de pesquisa feito por Eloy que a museóloga conseguiu localizar um medalhão com as gravuras.


- Ele foi o primeiro a pedir essa pesquisa. Foi então que eu encontrei a medalha. Ela faz parte do arquivo do Clube de Engenharia, que está sendo todo organizado e, em breve, deve ser aberto ao público. No entanto, não foram encontradas fotos, apenas o medalhão - explicou Priscila, que lembrou que agora eles devem pesquisar a origem do medalhão e como ela veio parar nos arquivos do Clube de Engenharia.
O jornalista contou que foi a partir de uma curiosidade pessoal que resolveu começar a pesquisa. Foram mais de cinco meses à procura da imagem até finalmente conseguir localizar o medalhão. Ele chegou a fazer buscas na Biblioteca Nacional e em livros antigos, mas sem sucesso. - É parte da minha 'obsessão' em resgatar figuras históricas que estão no limbo da historiografia deste país sem memória. Além disso, em meu contato pessoal com muitos belford-roxenses ouvi sempre uma mesma frase: 'a gente vive numa cidade com um patrono sem rosto! Como seria esse Belford Roxo?' - lembrou.
De acordo com o secretário de Educação do município, a partir deste mês a cidade terá uma série de atividades envolvendo a história de seu patrono. De acordo com William Campos, até outubro, quando será realizada a prova Brasil, Serão realizadas festas, concursos e até torneios desportivos que vão girar em torno do nome de Belford Roxo.

A reprodução do medalhão foi cedida o site do GLOBO pelo Clube de Engenharia do Rio de Janeiro


link do postPor anjoseguerreiros, às 16:10  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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