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1.3.09
MANAUS - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Côrrea, disse em Manaus que a investigação sobre a explosão na sede da Superintendência da Polícia Federal do Amazonas, que provocou a morte de três peritos, será rigorosa.
- Todos os vestígios, que estão no local do crime, que estão nos corpos, foram recolhidos. Todos estão sendo examinados como em qualquer outro delito. Vamos avaliar tudo, desde o procedimento, o manejo e as causas disso, para que se tenha um resultado e uma maior transparência possível - afirma Luiz Fernando Corrêa.
Uma equipe de peritos criminais de Brasília vai apurar as causas do acidente. Eles são especialistas em bombas e explosivos. Já se sabe que o cilindro que os profissionais manipulavam na hora da explosão chegou à sede da PF perfurado.
- Esses acidentes podem ocorrer infelizmente. Normalmente, não se examina um pacote em Raio X antes de abri-lo quando há suspeita de drogas. Mas ainda não sabemos se foi isso que aconteceu em Manaus. Será feita a perícia no local para saber a causa da explosão - informou o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Octavio Brandão, que vai participar dos trabalhos.
O especialista, que também vai investigar o acidente, não descartou a possibilidade de que o artefato que explodiu possa ter sido uma armadilha.
- Pelo que fui informado, o cilindro que explodiu havia despertado suspeitas de funcionários dos Correios de Manaus. Eles o furaram e encontraram um pó. Realizaram então, como é de praxe, um teste preliminar para identificar cocaína, e o resultado foi positivo. Em seguida encaminharam o cilindro à Superintendência da PF no estado - explicou Brandão.
A Polícia federal não descarta a hipótese da explosão ter sido provocada por um mecanismo detonador, que estaria dentro de um cilindro que os peritos tentavam abrir. Não há indícios de atentado, mas nenhum hipótese foi descartada até agora.
Duas vítimas morreram neste sábado
A explosão da sede da Superintendência da Polícia Federal do Amazonas, em Manaus, na sexta-feira, provocou a morte de três peritos que faziam análise de um cilindro no laboratório de criminalística. Dois deles, Max Neves e Maurício Barreto, morreram neste sábado. Eles estavam internados no Hospital 28 de Agosto com 95% dos corpos queimados. Ambos haviam passado por cirurgia durante a madrugada e estavam na Unidade de Terapia Intensiva respirando por aparelhos, mas não resistiram. A terceira vítima, Antonio Carlos Oliveira, de 45 anos, foi socorrido logo após a explosão, na tarde da sexta-feira, mas não resistiu. Ele trabalhava na PF há 15 anos.
Um quarto perito também ficou ferido, mas não corre risco de morte, segundo o hospital, e já foi liberado. Ele foi identificado como Marcos Antonio Mota Ferreira.
Explosão aconteceu em laboratório
A explosão aconteceu no laboratório de criminalística, no prédio que está na zona centro-oeste de Manaus. Segundo relato de testemunhas, a explosão aconteceu por volta das 17h20m, quando seis agentes tentavam abrir um cilindro apreendido esta semana pela PF. A suspeita era a de que ele conteria drogas. Ao utilizarem um maçarico, o artefato explodiu.
Um das testemunhas afirmou que uma das vítimas saiu com o couro cabeludo queimado. Outro funcionário, disse a testemunha, perdeu a mão direita na explosão.
- Foi um desespero. Todos correram. O barulho foi ensurdecedor - disse.
Segundo as testemunhas, portas foram arrancadas e a explosão abriu um buraco no teto.
Presos foram transferidos
O departamento onde ocorreu a explosão fica sob a carceragem, onde estão sete presos. Nenhum deles ficou ferido. Segundo um agente federal, o local foi afetado, o que forçou a transferência dos presos para o Instituto Penal Antonio Trindade.
No momento da explosão, havia pelo menos três jornalistas na sede da PF. Entre eles, Caio Mota, do jornal "Diário do Amazonas", que foi atingido.
- Depois do barulho, voaram estilhaços de vidro e de cimento para todos os lados. Cheguei a receber uma pancada na cabeça. Mas nada grave - disse Caio.
A explosão foi seguida de um princípio de incêndio no local. Toda estrutura do laboratório, utilizado para análises de drogas e outros materiais apreendidos, ficou comprometida pelo fogo. Parte do telhado do prédio foi arrancada com a explosão. O imóvel foi interditado e a perícia deve começar ainda neste fim de semana.


fonte:http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/01/pf-investigacao-sobre-explosao-em-manaus-sera-rigorosa-754641500.asp
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:33  comentar

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