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13.1.09
SÃO PAULO - Entre 2002 e 2008, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) recebeu, em média, 35 denúncias de abusos sexual cometidos por médicos por ano. Nesse período, de acordo com levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 272 denúncias foram registradas. Ginecologistas estão no topo da lista dos mais citados por esses crimes, seguidos por clínicos gerais. Entre os médicos denunciados, 15% eram acusados por mais de uma paciente. O levantamento mostrou ainda que a maioria dos denunciados são homens entre 40 e 60 anos e casados.
As queixas de assédio representam 1% do total de denúncias recebido por ano, que é de cerca de 4 mil, mas a taxa de arquivamento desses casos, que chega a 65%, preocupa o órgão. No ano passado, foi criada uma câmara técnica para discutir o tema. A falta de provas é apontada como uma das principais causas de arquivamento. Pelo levantamento, apenas 14% das denúncias viraram processos. Outras 18,4% ainda estão em análise e 2,6% não foram avaliadas, informa o Cremesp. Em um outro levantamento, que considerou todos os processos avaliados pela instituição entre 2001 e 2008, 140 médicos foram condenados e 9 tiveram o registro cassado neste período.


Caso Roger Abdelmassih
Nesta terça-feira, subiu para 28 o número de mulheres que procuraram o Ministério Público de São Paulo para relatar supostos crimes de abuso sexual por parte do médico Roger Abdelmassih, um dos pioneiros na fertilização in vitro do país. Três das vítimas são do Rio de Janeiro, segundo o Ministério Público. Como as demais, elas preferem manter as identidades sob sigilo absoluto. Os promotores disseram ter ouvido também os depoimentos de mulheres do Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e interior de São Paulo, todas com a mesma acusação contra Abdelmassih. Nesta segunda-feira, 19 mulheres haviam formalizado denúncias contra o médico.
Em depoimentos informais - as vítimas estão sendo encaminhadas para a 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo para a abertura de inquérito policial -, elas dizem que o médico teria praticado o crime na fase de recuperação, na própria clínica, ou durante a consulta, também em sala reservada. Algumas disseram que teriam sido molestadas sexualmente quando estavam sedadas, após procedimento de inseminação artificial. O médico nega as acusações.
- Os relatos são extremamente parecidos. Os atos sempre aconteciam na clandestinidade, seja na fase da recuperação, da consulta ou mesmo enquanto as vítimas ainda estavam sedadas. Normalmente, é quando a paciente está sozinha com o médico, sem a presença do marido ou de qualquer funcionário da clínica - disse o
promotor público José Reinaldo Gomes Carneiro.
Rebatendo a defesa de Abdelmassih, de que as vítimas retornaram ao tratamento na clínica mesmo após os supostos ataques, o promotor diz que isso acontece por causa da dificuldade que as mulheres teriam para abandonar um acompanhamento médico que envolve um possível futuro filho.
- Um embrião fecundado é um filho que a vítima ainda tem dentro da clínica, por isso a dificuldade de abandonar o tratamento apesar do assédio - disse ele, que nesta terça-feira ouvia uma mulher do interior de São Paulo.
Ela também pediu anonimato, e preferiu não falar com a imprensa. Enquanto as denúncias não param, o Ministério Público aguarda para oferecer a denúncia porque todas as mulheres estão sendo ouvidas na Delegacia da Mulher. Só depois os promotores vão ouvi-las formalmente, quando poderá oferecer denúncia formal contra o médico, que está sendo investigado por atentado violento ao pudor.
Segundo o promotor, o crime prevê pena de seis a dez anos de prisão.
Em nota oficial assinada por seu advogado, o criminalista Adriano Vanni Salles, o médico disse que tem interesse na elucidação dos fatos.
- O doutor Roger Abdelmassih é o maior interessado na elucidação total dos fatos, quando certamente será constatada a sua inocência. A clínica do dr. Roger Abdelmassih completa este ano 20 anos de atividade, tendo atendido mais de 20 mil casais em busca de filhos. A defesa do dr. Roger sequer conhece a identidade das pessoas que o denunciam, com exceção de uma ex-funcionária que confessadamente é autora de uma tentativa de extorsão - diz trecho do documento, referindo-se a Cristiane da Silva Oliveira, que admitiu ter tentado chantagear o médico após, segundo ela, ter sido assediada sexualmente.
A defesa do médico alega ainda que não teve acesso integral ao inquérito, "apesar das reiteradas requisições". E continua:
- O doutor Roger manifesta sua indignação com os relatos divulgados, que sem uma única prova tentam atingir a reputação de um médico com relevantes serviços prestados à sociedade, inclusive no campo da pesquisa científica, com mais de sete mil crianças nascidas após o trabalho de sua clínica - diz a nota.

SERÁ QUE TUDO É MENTIRA DELAS????
POR QUE FARIAM ISSO????

link do postPor anjoseguerreiros, às 18:45  comentar

De Anónimo a 15 de Janeiro de 2009 às 19:07
Onde tem fumaça há fogo. Se fosse somente uma paciente até poderia ser alguma tentativa de extorsão, mais 28. Caso seja provado, punição severa, cadeia nele..!!!

De Maria Célia a 15 de Janeiro de 2009 às 19:15
OBRIGADA POR SUA VISITA.
INFELIZMENTE TEMOS QUE ESPERAR!!!!
COM TANTA GENTE FAMOSA FAZENDO DECLARAÇÕES...NINGUÉM SABE SE A VERDADE VAI REALMENTE APARECER.
CONTINUE ACOMPANHANDO E NÓS VAMOS CONTINUAR PUBLICANDO.

MARIA CÉLIA E CARMEN

De Maria Célia a 15 de Janeiro de 2009 às 19:42
E TAMBÉM NÃO SABEMOS QUAL A VERDADE AINDA.
SÓ RESTA ESPERAR....

MARIA CÉLIA E CARMEN

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