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3.2.09
RIO - Mochilas, cadernos e canetas cheios de detalhes e acessórios interessantes seduzem as crianças, mas nem sempre são a melhor opção na hora dos estudos. Segundo especialistas, o material escolar, quando escolhido errado, pode atrapalhar o desempenho na escola, já que os pequeninos vão preferir brincar a prestar atenção nas aulas.
- O melhor material escolar é aquele que é bonito e colorido, mas dentro de um limite que não disperse a criança durante as aulas. Um apontador que também é um brinquedo, uma mochila que vira uma pista de corrida ou um estojo com luzes e peças desmontáveis podem ser uma graça, mas sem dúvida vão atrapalhar o rendimento na escola - afirma a pedagoga Anna Emília Ribeiro, coordenadora pedagógica do Centro Educacional Acalanto.
O primeiro passo, ensina Anna Emília, é conversar com as crianças sobre a utilidade do material escolar. Convidá-las a participar do processo de compra também ajuda os pequeninos a se interessarem mais pela escola.
A partir dos 4 anos, as crianças começam a ficar consumistas, querem tudo, prestam atenção nas propagandas, nos brinquedos dos amigos. Vão pedir sem saber para que serve aquilo que querem. Nestes casos, é dever dos pais colocar limites e comprar apenas aquilo que é necessário - afirma a especialista.
A pedagoga é contra renovar todo o material anualmente. Para ela, se o que foi usado no ano anterior ainda estiver em boas condições, ele deve ser reaproveitado.
- A compra do material escolar é uma boa forma de ensinar às crianças o valor das coisas. É uma boa aula sobre consumismo. Sugiro, por exemplo, não trocar a mochila todo ano. O pai ou a mãe podem escolher: um ano compram uma mochila bacana, no outro uma lancheira... Mas nada de comprar sempre tudo novo - afirma. Atenção ao peso das mochilas
A ortopedista Sandra Melo Bianco, do Hospital da Lagoa e do hospital infantil Prontobaby, lembra que algumas regras ajudam a escolher a mochila certa para seu filho. Primeiro, o tamanho da bolsa deve ser adequada ao da criança.
- O comprimento da mochila certa termina na base das costas, nunca no bumbum. Além disso, o peso nunca deve ultrapassar 10% do peso da criança, e ela deve aprender a usar sempre as duas alças ao mesmo tempo - explica a médica.
As mochilas de rodinha, apesar de cada vez na moda, não são as ideais do ponto de vista da especialista.
- Este tipo de mochila vale a pena apenas se a escola não tiver muitas escadas. Como quase nenhuma escola permite que as crianças usem o elevador, elas acabam carregando mais peso, o da mochila e o das rodas - completa.
Se a criança começar a reclamar de dor ou apresentar vícios de postura, é hora de procurar um ortopedista. Segundo Sandra, problemas na coluna são mais fáceis de serem resolvidos na infância, principalmente se o problema for detectado no início.


FONTE: EXTRA ONLINE
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:40  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
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