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28.3.09
SÃO PAULO - O ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 29 anos, queria colher provas de que estava sendo traído pela mulher e usou a internet para esse fim. Ele criou um perfil falso no site de relacionamentos Orkut, para vigiar a ex-mulher, a recepcionista Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos, morta por ele com 14 facadas. Evangelista recorreu à internet para vigiar a ex-mulher depois que ela o abandonou em Teixeira de Freitas (BA), e fugiu para São Paulo com o filho do casal, Gabriel, de 1 ano e 8 meses, em novembro do ano passado. Janken criou um perfil onde se identificava como Rafael e conseguiu tornar-se amigo virtual dela. Segundo o seu depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três dias depois, os dois conversavam através do MSN (programa de troca de mensagens pela internet). Ana Cláudia teria feito sexo virtual com ele, sem saber que era Janken. Para ele, é uma prova de que a ex-mulher se relacionava com diversos homens.
Janken foi preso na Bahia na quarta-feira e trazido para São Paulo na quinta-feira, quatro dias após matar a ex-mulher e fugir com o filho do casal. O menino está com a avó paterna até que a Justiça decida com quem vai ficar a guarda.
Segundo a delegada Flávia Rollo, responsável pelo caso, Janken afirmou que na manhã do domingo, dia do crime, fez sexo com Ana Cláudia. Isso teria dado a ele esperanças de que fossem se reconciliar, e só aumentou sua raiva quando brigaram. Janken matou a ex-mulher após ir com ela e o filho no jogo Corinthians e Santos.
No depoimento, ele contou que veio atrás da ex-mulher em dezembro passado, pois queria pedir a guarda do filho e não tinha notícias dele. Quando localizou os dois, descobriu que ela conseguira a guarda provisória e, em fevereiro, obteve o direito de visitar o filho aos domingos, das 15h às 20h, na presença da mãe. No dia do crime aconteceu a terceira visita. Ana Cláudia teria pedido para ele ir de manhã, pois trabalharia naquela tarde.
Ainda segundo a versão de Janken, após o ato sexual, ele descobriu que Ana Cláudia iria ao jogo. Após uma briga, foram ao Estádio do Pacaembu juntos. Lá, no portão 23, ela telefonou e poucos minutos depois apareceu um funcionário do Santos, com os ingressos. Ela disse a Janken que arrumou os ingressos com uma amiga, que os acompanhou durante a partida. Após o jogo, Janken diz que o celular de Ana Cláudia tocou várias vezes, mas ela só atendeu no elevador do prédio. Depois, a flagrou falando com um jogador de futebol. Eles brigaram e Janken a matou.
Em seu depoimento ao DHPP, Janken afirmou que foi o goleiro Fábio Costa, do Santos, quem telefonou para sua ex-mulher Ana Cláudia Melo da Silva minutos antes de discutirem e da garota ser morta por ele. Janken disse que flagrou a ex-mulher na cozinha falando ao celular com Fábio Costa, logo depois de voltarem do jogo entre Corinthians e Santos, no Estádio do Pacaembu, na zona oeste. O goleiro santista admitiu ter dado os ingressos para Ana Cláudia ir ao jogo, mas negou o telefonema.
- Peguei o celular, (e vi que) era o Fábio Costa. Ouvi ela falando no telefone com o cara, dizendo que não deu para ficar depois do jogo porque 'o pai do meu filho estava comigo, ele pesou (grudou) na minha o dia todo - afirmou Janken.
Janken disse que arrancou o celular de Ana Cláudia.
- Aí ela mordeu meu dedo e a gente caiu no chão. Daí bati assim (faz gesto com o cotovelo), tirei meu dedo da boca dela e peguei o celular de volta. Aí ela pegou a faca e veio para cima de mim - afirmou.
Janken afirmou que a ex-mulher o feriu na mão. Ele a desarmou e a golpeou, mas não soube dizer quantas facadas desferiu. O filho do casal, Gabriel, de um ano e oito meses ficará por enquanto com a avó paterna na Bahia.


link do postPor anjoseguerreiros, às 11:27  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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