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19.2.09
RIO - O advogado de defesa da brasileira Paula Oliveira, Roger Müller, afirmou nesta quinta-feira, segundo a BBC Brasil, que está discutindo duas a três estratégias para defendê-la, entre elas usar como atenuante o fato de ela sofrer de lúpus, uma doença inflamatória que, entre outros sintomas, poderia provocar distúrbios psicológicos. Ainda de acordo com a BBC Brasil, ele disse que não podia confirmar a reportagem do jornal semanal suíço "Die Weltwoche" segundo a qual a advogada teria confessado à polícia que não foi atacada por neonazistas nem estava grávida.
Indiciada pelo Ministério Público de Zurique por "suspeita de induzir as autoridades ao erro" , Paula deve ser ouvida na semana que vem pelo promotor público responsável pelo caso, Marcel Frei. De acordo com o "Die Weltwoche", que cita fontes próximas à polícia suíça, a advogada inventou a denúncia com o objetivo de embolsar uma indenização, que poderia no caso de ataque a uma grávida pode chegar ao equivalente a R$ 200 mil.
Nesta quinta-feira, O presidente da Suíça, Hanz Rudolf Merz, minimizou nesta quinta-feira o caso da brasileira Paula Oliveira, que mora na Suíça e afirmou ter sido atacada por um grupo de neonazistas em uma estação de trem perto de Zurique. Para Merz, trata-se de um "caso menor" .
A brasileira teria sido interrogada pela polícia de Zurique na última sexta-feira. Perguntada pelos policiais sobre o que a motivou, teria respondido: "Pergunte a um psiquiatra". Ao saber da notícia de que Paula teria confessado a farsa, o advogado da brasileira, designado pela Promotoria de Justiça de Zurique, disse à TV Globo, na quarta-feira, que "não houve interrogatório formal com o Ministério Público".
- Nossa legislação diz que um depoimento perante à polícia, e não ao Ministério Público, na ausência de um advogado, não tem valor de prova - disse Müller, ao lado do pai de Paula, que diz não ter motivos para duvidar da filha.
Apesar da reviravolta no caso, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil continuará dando todo o apoio necessário a Paula. Ele disse não ter tomado conhecimento oficialmente da investigação contra a brasileira, mas negou qualquer apoio a um eventual plano de fuga da advogada, que está impedida de deixar a Suíça.

link do postPor anjoseguerreiros, às 12:19  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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