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11.2.09
Entre os presos há jovens de classe média alta entre 20 e 30 anos. Grupos de diferentes traficantes dividiam custos das viagens ao exterior.

As duas quadrilhas alvo das operações Nocaute e Trilha da Polícia Federal faturavam cerca de R$ 1 milhão por mês. As ações mobilizaram 300 agentes no Rio de Janeiro e em outros oito estados, além do Distrito Federal nesta quarta-feira (11). Segundo a polícia, os grupos enviavam ‘mulas’ com cocaína para a Europa e as mesmas pessoas traziam de volta drogas sintéticas como ecstasy e LSD. Cada viagem custava em torno de R$ 20 mil e o lucro com a venda dessas drogas chegava a R$ 250 mil.
Com cerca de três a quatro viagens por mês, as quadrilhas movimentavam até R$ 1 milhão, caso os enviados não fossem pegos pela polícia. Traficantes dividiam os gastos das viagens ao exterior. A droga viajava em fundos falsos de malas e mochilas.

Jovens de classe média

PF confirmou 51 presos em balanço parcial, diferentemente dos 54 divulgados anteriormente. Entre eles estão jovens de classe média alta que têm entre 20 e 30 anos. As operações acontecem em vários pontos do Rio, e nos estados de Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, e também no Distrito Federal.
Só no Rio, foram 40 prisões e a expectativa é de que outros sete mandados sejam cumpridos no estado. Alguns atuavam nos dois grupos investigados. As prisões aconteceram em bairros nobres como Lagoa, Copacabana, na Zona Sul, Barra da Tijuca e Recreio, na Zona Oeste, e Vila Isabel, Ilha do Governador, além de Niterói, na Região Metropolitana.
Os presos atuavam não só em favelas como em bares e boates nobres da cidade. De acordo com a polícia, há ainda outros seis mandados em nome de pessoas já presas. Ainda segundo a PF, a cocaína vinha do Paraguai e Bolívia e seguia para França, Portugal, Espanha e Holanda. As polícias francesa, americana e paraguaia cooperaram nas investigações.

Armas e drogas sintéticas

Na soma das duas operações foram apreendidas ao longo das investigações 112.010 comprimidos de ecstasy, 115.399 micropontos de LSD, 7,2 quilos de cocaína, 2.962 frascos de lança perfume, 22 quilos de haxixe e 5 armas, como fuzis, metralhadoras e pistolas, que eram trazidas do Paraguai e revendidas para favelas cariocas.
Os acusados vão responder por tráfico internacional de drogas e associação para fins de tráfico, e, se condenados, receberão penas que variam de oito a 30 anos de reclusão.

Operação Trilha

Na Operação Trilha, iniciada há dois meses, pouco depois da prisão de um brasileiro num aeroporto de Paris, que usava uma mochila de marca brasileira, são 28 pessoas denunciadas.
"Os acusados são todos jovens de classe média alta, residentes em bairros nobres, principalmente no Rio de Janeiro, muitos praticantes de surfe e frequentadores de academias, que largaram os estudos e jamais tiveram ocupação lícita formal ou informal, dedicando-se exclusiva e diuturnamente ao comércio de entorpecentes, onde auferem rendimentos que possibilitam um padrão de vida sedutor para a maioria dos jovens de sua idade", afirmam os procuradores da República José Augusto Vagos e Orlando Cunha, responsáveis pelas denúncias.

Operação Nocaute

Deflagrada simultaneamente por uma logística da PF, a Operação Nocaute tem 36 pessoas denunciadas pelo MPF também por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, além de comércio ilegal de armas de fogo, no Rio e em Niterói, na Região Metropolitana. Com uma vasta associação de traficantes, o grupo investia principalmente em drogas sintéticas, como ecstasy e LSD, além de lança-perfume e haxixe. Com características próprias, a quadrilha tinha uma operação em formato de rede, que, segundo o MPF, se assemelhava a uma cooperativa, com falta de rigidez na divisão das funções. Como na Operação Trilha, os investigados contavam com torpedos de celular e mensagens de internet como principal via de comunicação.

Consórcio de drogas

Segundo a PF, com as investigações levando a prisão de "mulas" e, com isso, diminuindo os lucros, as quadrilhas passaram a atuar em esquema de associação. "Eles montaram verdadeiros consórcios. Se cada mala tinha 1 kg de cocaína, cada um colocava 200g, com 5 traficantes mandando uma única 'mula'", explica o delegado Fábio Andrade. "Em perspectiva mais ampla, as investigações evidenciaram o funcionamento, na cidade do Rio de Janeiro, fora das comunidades carentes, de um mercado de entorpecentes de grandes proporções, movimentado por densa e contínua procura", completa o procurador da República Marcello Miller.


fonte:G1
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link do postPor anjoseguerreiros, às 16:34  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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