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13.2.09


A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic (foto), 43, está juntando documentos para processar o médico Roger Abdelmassih por danos morais. Ela é uma das cerca de 70 mulheres que acusam de abuso sexual o mais conhecido especialista de FIV (fertilização in vitro) do país.
Ivanilde foi a segunda mulher que saiu do anonimato para expor a sua acusação, e é dela a declaração mais contundente.
A jornais e emissoras de TV, disse que em 1999, ao acordar de uma sedação na clínica de Abdelmassih, viu que tinha na mão o pênis do médico.
As declarações da empresária encorajaram outras ex-pacientes – de vários Estados – a procurar a 1ª Delegacia da Mulher da cidade de São Paulo.
Agora, Ivanilde é a primeira a afirmar que vai à Justiça para exigir do médico uma indenização. Outras ex-pacientes deverão fazer o mesmo, mas elas não se pronunciaram ainda porque esperam o término do inquérito policial.
Uma delas informou que poderá ser criada uma associação de vítimas do Abdelmassih para coordenar o encaminhamento de ações judiciais.
“Agora estou na fase de documentação”, disse Ivanilde ao Cruzeiro do Sul, jornal da região de Sorocaba, onde ela mora. “Estou levantando cheques e recibos que ele [Abdelmassih] dificilmente dava.”
Falou que ficou aborrecida quando foi procurada por advogados que se ofereceram para cuidar das denúncias delas.
A empresária, que é presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), disse que a sua exposição na imprensa tem sido desgastante também porque “não é fácil ficar lembrando tudo que passou.”
Mas decidiu que vai até o fim.
Ivanilde acredita que na região de Sorocaba – cidade paulista de 577 mil habitantes que fica a 90 km da capital – haja mais mulheres que sofreram assédio do médico e ela se coloca à disposição para ajudar quem quiser formalizar as acusações às autoridades.
Por intermédio de seus advogados, Abdelmassih nega tudo. Ele já enumerou várias motivos para o fato de estar sendo acusado, como inveja de médicos concorrentes e alucinações sexuais de pacientes em decorrência de efeito colateral da anestesia.
Fonte: http://e-paulopes.blogspot.com/

- Confio nos trâmites da Justiça e tenho a certeza de que estará nela a minha resposta. Minha família, meus amigos, meus 20 mil clientes estão nessa certeza comigo - diz o médico.
O advogado do médico Adriano Sales Vanni disse que há dois anos Roger Abdelmassih sofre acusações como esta, o que teria provocado, inclusive, problemas de saúde nele. Além disso, a defesa abriu dois inquéritos para apurar quem são os autores de uma página na internet que traz depoimentos de supostas vítimas. O advogado também afirma que nenhuma das supostas vítimas se apresentou à polícia ou ao Ministério Público em um prazo de seis meses depois do que teria acontecido, como exige a lei. Adriano disse que acha estranho o fato de muitos dos casais denunciantes continuarem o tratamento com Roger, mesmo com os supostos abusos sexuais. Para o advogado, isso desqualifica as denúncias.
- Todas essas pessoas que depõem no inquérito, que eu não tenho o nome, retornaram à clínica para continuar o tratamento após os supostos abusos. Ora, eu acho muito estranho porque se a minha esposa sofre um abuso eu jamais volto naquele local com ela. E veja bem, estamos falando de pessoas de nível alto, de classe A, classe B, gente que tem dinheiro porque esse tratamento é caro. Não estamos falando de gente da periferia que quer esconder a sua cara, que não conhece a lei e não tem alcance para chegar à Justiça - disse.
Segundo o promotor Dal Poz, Abdelmassih deve ser enquadrado no crime de atentado violento ao pudor, que prevê penas de seis a dez anos de prisão em caso de condenação.
De acordo com o promotor, as vítimas começaram a procurar o Ministério Público em maio de 2008. Nem todas são do estado de São Paulo. Além delas, uma ex-funcionária da clínica de Abdelmassih também acusa o médico de assédio.
- Algumas vítimas não quiseram formalizar a denúncia pelos mais diversos motivos, mas o principal é o constrangimento, por ter de assumir para a família e os amigos o que passou. Elas já estavam em uma condição de fragilidade, dependendo de ajuda médica para engravidar e ainda acabaram vítimas de violência - afirma o promotor.
Entre seus pares, Abselmassih é conhecido por sua determinação pelo trabalho. Em 1989, já tinha sua própria clínica, que hoje é a maior do país na área. Ela ocupa um elegante casarão no bairro do Jardim América, na zona sul de São Paulo. Abselmassih foi pioneiro no Brasil a utilizar o método de injeção intracitoplasmática. A técnica foi desenvolvida na Europa e permite injetar o espermatozóide diretamente no núcleo do óvulo, o que aumenta a chance de sucesso da fertilização.
No Brasil, ele é um dos poucos que aceita que o casal escolha o sexo do embrião. O método tem aprovação do Conselho Federal de Medicina, mas só para os casos necessários a evitar futuras doenças no bebê. Mesmo sendo criticado por isso pela concorrência, os especialistas dizem que a técnica de fertilização in vitro ganhou popularidade no país em grande parte por causa de Abselmassih. Principalmente por seus clientes famosos e pela propaganda que se fez deles.
Fonte:http://oglobo.globo.com/sp/mat/2009/01/09/crm-mp-apuram-denuncias-de-abuso-sexual-contra-medico-especialista-em-fertilizacao-590036017.asp
link do postPor anjoseguerreiros, às 08:16  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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