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16.2.09
Na última segunda-feira dia 9, poucas horas depois de ter sido supostamente agredida por três neonazistas em um lugar ermo perto de uma das estações de trem de Dubendorf, cidade a três quilômetros de distância de Zurique, a advogada Paula Oliveira, 26 anos, foi informada por médicos e policiais que a atenderam que não estava grávida como dizia. E que, portanto, não poderia ter abortado filhas gêmeas em um banheiro da estação como ela insistia em afirmar.

Foi a própria Paula que confidenciou o fato a um amigo suíço na quarta-feira dia 11. Na ocasião, ela admitiu: "Pode ser que eu tenha perdido os bebês antes. Eu tenho lúpus, e a doença torna difícil qualquer gravidez". O amigo perguntou: "Mas você não sentiu nada? Não teve nenhum sinal de que possa ter abortado antes"? Paula respondeu que não. Na sexta-feira dia 13, Walter Bar, diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, foi taxativo: Paula não estava grávida no dia da suposta agressão.
Entre 2000 e 2005, Paula estudou na tradicional Faculdade de Direito do Recife, fundada em agosto de 1827. Ao longo do período, descobriu que tinha um sério problema no ovário que talvez a impedisse de engravidar para sempre. Mais tarde descobriu também que sofria de lúpus. Por causa da doença, a turma com a qual estudava foi obrigada a trocar de sala duas vezes. A primeira para evitar que Paula subisse escada. A segunda para que ela não tomasse sol. A turma acabou alojada em uma sala do sótão do prédio.
- Paula tinha uma verdadeira fixação em engravidar. Falava nisso com frequência. E temia que nunca pudesse ter filhos. Mas era uma moça maravilhosa, alegre, estudiosa e equilibrada - contou a este blog um ex-colega de turma dela.
Ao seu pai, o advogado Paulo Oliveira, Paula revelou na semana passada que fora assistida nos seus três primeiros meses de gravidez por uma médica portuguesa. Omitiu o nome dela porque a médica não teria ainda regularizado sua situação profissional na Suíça. A amigos suíços, logo depois da suposta agressão, Paula confidenciou que teve certeza de que engravidara ao visitar em um hotel uma amiga brasileira, médica, de passagem por Zurique com destino a Londres.
À amiga, segundo relato da própria Paula, ela disse em meados de janeiro último que desconfiava que estava grávida. Então a amiga sacou de um aparelho portátil de ultrasom, examinou-a e concluiu: "Você será mãe. E de gêmeos". Paula apressou-se a avisar à família no Recife. Junto com seu companheiro, o economista suíço Marco Trep, começou a providenciar os papéis para que se casassem. E a preparar o quarto dos bebês no apartamento onde moram em Dubendorf. Até que na semana passada...
Até que na segunda-feira dia 9, no início da noite, Paula saiu do escritório da empresa dinamarquesa A P Moeller/Maersk, onde trabalha em Zurique, e tomou o trem para Dubendorf. Mas não saltou na estação próxima do seu apartamento. Saltou na estação seguinte. Estava à procura de uma clínica de yoga. Como antes nunca estivera ali, segundo disse à polícia, não sabia por qual das duas portas da estação deveria sair. Escolheu a saída errada. A clínica ficava do lado oposto.
Saiu da estação falando ao celular com a mãe, dona Geny, que estava no Recife. Ao desligar o celular, recebeu uma mensagem em inglês de Trep. Ele perguntava: "Onde você está"?
Paula mostrou mensagem à embaixadora Vitória Cleaver, cônsul-geral do Brasil em Zurique, para provar que falava a verdade.]
Enquanto digitava uma resposta a Trep, Paula foi cercada por três homens - altos, carecas, vestidos de preto. Um deles, segundo me contou a própria Paula por telefone, tinha uma suástica tatuada na nuca. Dois a dominaram, levando-a para uma área próxima semi-deserta. O terceiro teria retalhado seu corpo.
[Ao pai, ao seu companheiro e à embaixadora, Paula disse que levou joelhadas na altura do ventre. O exame de corpo de delito não encontrou nenhum hematoma no corpo de Paula. O médico Walter Bar, da Universidade de Zurique, sugeriu que Paula possa ter se automutilado.]
Os jornalistas que entrevistaram Bar na última sexta-feira receberam da polícia de Zurique cópias de quatro fotos do local onde Paula teria sido agredida. A descrição do local feita por Paula em depoimento à polícia ainda na noite da suposta agressão corresponde ao que mostram as fotos, confere a embaixadora Cleaver.


link do postPor anjoseguerreiros, às 16:58  comentar

De Anónimo a 18 de Fevereiro de 2009 às 18:30
O melhor que o pai dela faz daqui pra frente é procurar um execelente psiquíatra para a filha.
Depois, depois todo mundo esquece.
Só os países envolvidos não esquecerão.

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colaboradores: carmen e maria celia

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