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13.3.09
Entre as deficiências da nova porém pouco inovadora política sobre drogas para o mundo que os participantes da reunião da ONU em Viena assinaram nesta quinta-feira, uma se destaca com grande dramaticidade: a recusa dos países signatários do relatório que irá pautar as diretrizes para o assunto pelos próximos dez anos a incluir no documento o conceito de redução de danos. O item, que representaria a chancela a projetos como a distribuição de seringas para dependentes de drogas injetáveis ou as chamadas "terapias de substituição", como o uso de metadona para dependentes de heroína, foi sumariamente cortado da redação final do relatório, deixando revoltados os representantes de entidades que lutam pelos Direitos Humanos e contra a propagação de doenças infecto-contagiosas entre os dependentes de drogas injetáveis, problema especialmente grave na Europa Oriental e na África. A Human Rights Watch, bem como a International AIDS Society e a International Harm Reduction Society divulgaram, nesta quinta-feira, um documento criticando ferozmente o relatório da ONU. "Os governos e delegações que estiveram em Viena perderam a chance de aproveitar o encontro para identificar as falhas nas políticas sobre drogas dos últimos dez anos e dar um passo na direção da criação de atitudes mais adequadas à nova realidade e aos desafios do nosso tempo. Em vez disso, produziram uma declaração que não só é fraca bem como subestima preocupações com a saúde pública e os direitos humanos", disse o diretor da International Harm Reduction Society, Gerry Stimson. " A ausência total e completa de qualquer referência ao trabalho de redução de danos é completamente inaceitável nesses tempos em que mais de 30% dos doentes de AIDS da África subsaariana foram infectados pelo compartilhamento de agulhas", complementou Craig Mclure, diretor do International Aids Society. Já pelo lado dos Direitos Humanos, o Human Rights Watch alega que foram esquecidas as preocupações com o abuso de liberdades civis cada vez mais praticados sob a égide da chamada "guerra às drogas". "O relatáorio faz referências muito vagas sobre as obrigações dos governos nas questões relacionadas aos direitos civis e legais de usuários de drogas, bem como não se esforçou por reforçar a necessidade de as políticas sobre drogas respeitarem os direitos humanos", disse Jopeph Amon, diretor da Human Rights Watch presente à conferência de Viena. A grita destas entidades é mais um sinal de que a nova política sobre drogas não traz muitas evoluções, mesmo após o franco fracasso da guerra perpretada pelos EUA na última década.

link do postPor anjoseguerreiros, às 09:17 

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