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16.1.09
SÃO PAULO - A adolescente Nayara Rodrigues, de 15 anos, não foi a única a negociar diretamente com o sequestrador Lindemberg Alves a tentativa de libertação da amiga Eloá Pimentel durante as 100 horas em Santo André, no ABC paulista. O irmão de Eloá, Douglas Pimentel, também falou, por telefone, com Lindemberg de uma sala de operações montada pela Polícia Militar em um colégio próximo ao apartamento onde aconteceu o crime. A conversa foi gravada por uma emissora de televisão e a fita já está com o Ministério Público, que considera que Douglas não poderia ter falado diretamente com Lindemberg.
- Tenho uma fita, gravada por uma emissora de televisão, que mostra o irmão de Eloá negociando com Lindemberg. Foram muitos os erros da polícia. Nayara e Douglas não poderiam ter negociado diretamente com Lindemberg - disse a promotora Eliana Passarelli.
Eliana tem em mãos mais de 400 horas de imagens do sequestro. Ela disse que é importante analisar cada passo da história, que resultou na morte da adolescente e com Nayara ferida por um tiro no rosto. Eloá levou dois tiros depois de ficar 5 dias em cárcere privado. Lindemberg invadiu o apartamento e manteve, além de Eloá, Nayara e outros dois amigos reféns. Nayara foi libertada, mas acabou sendo presa novamente quando foi negociar com Lindemberg de uma escada do prédio. Nayara e Douglas prestaram depoimento no Fórum de Santo André, na quinta-feira da semana passada, 8 de janeiro.
O Ministério Público investiga 40 policiais que atuaram no sequestro. Eliana disse que eles cometeram muitos erros durante a ação. Os policiais são investigados por seis irregularidades e alguns devem ser denunciados por quatro crimes. Todos correm o risco de ser presos e perder a patente caso venham a ser condenados. Eliana Passarelli quer saber o motivo de o Gate e não o Grupo Especial de Resgate (GER) comandar a operação. Segundo ela, existe uma resolução da Secretaria de Segurança Pública que determina que uma operação como essa coordenada pela Polícia Civil e não pela Polícia Militar.
- O Gate tomou para si a operação. Isso não poderia ter acontecido - disse a promotora.
Durante uma entrevista, Douglas chegou a dizer que não perdoaria Lindemberg pelo crime. Ele disse que se sentia traído pelo rapaz. Os dois se tornaram amigos durante o período em que Eloá namorou Lindemberg. Douglas e Lindemberg chegaram a ser ver no dia do sequestro. Ele contou que depois de falar com Lindemberg pensou em ligar para Eloá para pedir que ela trancasse a porta do apartamento, mas acabou desistindo porque estava sem o celular. No dia do enterro da irmã, Douglas era um dos mais abalados. Tremendo muito, ele chegou a ser amparado pela mãe, Ana Cristina Pimentel, e um enfermeiro no cemitério.
A Justiça de São Paulo ouviu cinco testemunhas de acusação e nove de defesa na semana passada. Lindemberg se recusou a falar durante o interrogatório. Prestaram depoimento três policiais militares do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate), que participaram do desfecho do caso. Daylson Moreira Pereira, Maurício Martins de Oliveira e Mário Magalhães Neto confirmaram à Justiça que ouviram um tiro antes de invadirem o apartamento.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o inquérito da Polícia Civil ficou pronto 10 dias após o crime e já foi entregue à Justiça. Já o inquérito da Polícia Militar ainda está em andamento. O prazo de conclusão é 3 meses, mas pode ser prorrogável, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar.
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:44  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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