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10.3.09
RECIFE - O delegado responsável pelo caso da menina de Alagoinha (134 km de Recife) pediu à Justiça um prazo maior para concluir o inquérito. A garota de nove anos foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. Ela fez um aborto na semana passada.
O delegado Antônio Luiz Dutra diz que pediu mais dez dias para voltar a ouvir a mãe da vítima e investigar se ela foi conivente com o padrasto, que confessou ter abusado sexualmente da menina e da irmã dela, de 14 anos, que possui problemas mentais.
No primeiro depoimento, a mãe negou ter conhecimento dos abusos. Ela disse que chegou a passar mal após saber que a filha estava grávida. O padrasto disse que abusava das duas havia cerca de três anos, desde que se mudou para viver com a família.
Caso seja provado que a mãe sabia e não fez nada, ela será indiciada e pode ser condenada a até dois anos de prisão. A mãe, de 42 anos, e as duas filhas estão em um abrigo em lugar não divulgado. As meninas estão recebendo atendimento médico e psicológico.
De acordo com a Secretaria Estadual da Mulher, a mãe afirmou que não quer retornar a Alagoinha. O padrasto, de 23 anos, está preso desde o dia 27 no presídio de Pesqueira, cidade vizinha a Alagoinha. Ontem, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) desceu ontem do palco em que discursava sobre saúde da mulher e parabenizou o médico Olimpio Moraes, que coordenou a equipe responsável pelo aborto feito na menina e foi um dos excomungados.
O presidente Lula, em seminário da Secretaria de Políticas para as Mulheres, disse ser, "como cristão, contra o aborto", mas, como chefe de Estado, considerá-lo uma questão de saúde pública.

Agência Folha

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colaboradores: carmen e maria celia

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