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24.4.09
SÃO PAULO - O delegado Virgílio Guerreiro Neto, titular do 16º Distrito Policial (Vila Clementino), vai chamar para depor um tio do menino Luis Renato Menina Ventura Ribeiro, de 5 anos, morto pelo pai, o advogado Renato Ventura Ribeiro, de 39 anos, que se matou em seguida. O tio, que é irmão da mãe da criança, é acusado na carta deixada por Ventura de agredir a criança. O delegado informou ainda que Ribeiro chegou a registrar um boletim de ocorrência contra o tio materno da criança, mas não informou a data. O advogado deixou uma carta dizendo que matou o filho por amor, para poder cuidar dele. "Dividido, longe do pai (por vontade da mãe) não se sentia bem na casa da mãe, onde era reprimido, inclusive pelo irmão da mãe, bêbado e agressivo, fica constrangido toda vez que falava mal do pai".
Na carta, Ribeiro afirma que o filho sofria na casa da mãe, por estar afastado dele, e acusa a mãe do menino, a advogada Fabiane Húngaro Menina, de 37 anos, de intransigente. Diz que ela não deixou que ele levasse o filho numa viagem à Disney. "A mãe teve coragem até de não autorizar a viagem do filho para a Disney com o pai, provando o filho do presente de aniversário com o qual ele já sonhava, para conhecer de perto o fantástico lugar sobre o qual os colegas da escola falavam", diz a carta.
A criança foi fruto de um relacionamento rápido, de apenas seis meses, entre Fabiane e Ventura Ribeiro.
Oito pessoas já foram ouvidas formalmente pela polícia. Entre elas a empregada que encontrou o corpo, na quarta-feira, a mãe da criança e vizinhos. A Polícia Civil ainda não sabe quando o assassinato ocorreu, porque ninguém escutou o barulho dos disparos.
O zelador do Condomínio Jardim das Orquídeas, onde morava o advogado na Vila Clementino, Zona Sul da capital, diz que os dois foram encontrados mortos com as roupas que usavam na sexta-feira. Mas uma nova testemunha relatou que viu Ribeiro e o garoto saindo do prédio na manhã de sábado. Sobrenome do pai é retirado da lápide do garoto
O corpo do menino Luis Renato foi enterrado nesta quinta-feira no Cemitério Parque dos Girassóis, em Parelheiros, na zona sul da capital, apenas com o sobrenome da mãe. Revoltados, os familiares retiraram o sobrenome do pai do painel na sala de velório.
O clima era de revolta e tensão. Aproximadamente 100 pessoas, entre amigos e familiares, compareceram ao enterro. Uma mulher, que não se identificou, pediu aos gritos para o repórter do jornal Diário de S.Paulo se retirar do local. Ela disse que o pai do menino, o advogado e professor da USP, Renato Ventura Ribeiro, 'não era nada para a família, era só um ex-namorado.'
A cerimônia foi realizada debaixo de chuva. A mãe do garoto, a advogada Fabiane Húngaro Menina, de 37 anos, foi uma das primeiras a deixar o local, amparada por familiares. O enterro durou 15 minutos.
Ribeiro será sepultado no Cemitério Municipal da Praia Grande, no Litoral Sul, onde moram os pais dele.


link do postPor anjoseguerreiros, às 14:14  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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