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30.1.09
RIO - A epidemia de cólera no Zimbábue já matou, desde agosto, mais de 3 mil pessoas e infectou pelo menos 57 mil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se do maior e pior surto na África em 14 anos, e está associado às péssimas condições sanitárias no país, hoje arrasado por uma crise econômica e política, revela reportagem publicada no jornal O Globo.
De acordo com estimativas da OMS, metade dos 12 milhões de habitantes do Zimbábue corre o risco de contrair a doença devido às condições insalubres de vida. Só nas últimas 24 horas 57 pessoas morreram e foram registradas 1.579 novas infecções. A epidemia reforça a necessidade de formação de um novo governo depois que os partidos rivais foram inccapazes de levar adiante o pacto de poder assinado em setembro passado. Esta medida ajudaria a atenuar a grave crise humanitária causada pelo cólera.
Além de atingir a todas as províncias do país, a epidemia de coléra avança além da fronteira com a África do Sul, onde já foram diagnosticados 2.600 casos, com 31 óbitos. Em comunicado divulgado nesta quarta, a OMS rejeitou declarações de autoridades do Zimbábue afirmando que doença estava sob controle. A porta-voz Fadela Chaïb disse que é justamente o contrário, e este cenário ainda deve continuar assim por muito tempo, com 60 mil contaminados.
Segundo a ONG Cáritas Suíça, "o país está de joelhos e a população sofre com uma grande falta de água potável e de produtos alimentícios, cujos preços alcançaram as nuvens devido à inflação." E a temporada de chuvas, que no Zimbábue vai de janeiro a março, piora ainda mais a situação. A epidemia se propaga nas águas contaminadas e as enchentes dificultam o envio de ajuda.


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colaboradores: carmen e maria celia

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