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4.2.09
LONDRES - Assim como a evolução natural levou o cérebro a crescer e permitir que os seres humanos se adaptassem para sobreviver melhor no ambiente a sua volta, em um processo de milhões de anos, cientistas britânicos criaram um robô com software que permite que ele aperfeiçoe capacidades em questão de horas.
É a Teoria da Evolução levada a uma escala infinitesimal de tempo, graças à máquina criada na Universidade Gordon, em Aberdeen (Escócia), que aumenta automaticamente sua "inteligência" e complexidade a medida que muda a sua estrutura física.
Os robôs atuais não podem enfrentar esse tipo de modificação sem redesenhar por completo seu software, tornando o processo caro e pouco eficiente. É aí que entra o trabalho da equipe do professor Christopher MacLeod.
- Se realmente queremos construir robôs humanóides com sensibilidade e comportamentos mais profundos, é fundamental que eles possam crescer em complexidade a medida que o tempo passa, assim como aconteceu com as criaturas biológicas - afirma MacLeod em um artigo publicado na edição mais recente da revista "New Scientist".
MacLeod recorda que os seres humanos evoluíram, enquanto sua capacidade e complexidade cerebral aumentavam, graças a novos grupos de neurônios que se uniam à estrutura já existente e que, paralelamente, se desenvolviam os sentidos e membros.
Da mesma maneira, o programa do robô desenhado na universidade escocesa cria de maneira automática novos grupos de "neurônios" destinados a adaptar seu funcionamento a elementos que se incorporem à estrutura original.
Uma rede neural controla o robô graças a um software formado por uma série de nódulos de processadores interconectados que podem ser programados para realizar as ações desejadas. Por exemplo, como explica o artigo da "New Scientist", se o objetivo é manter o equilíbrio e o robô recebe em seus sensores o sinal de que está caindo, a reação será mover suas extremidades para tentar manter-se em pé.
Se ele permanece em pé, a combinação de ações necessárias para alcançar o êxito na tarefa é guardada nos processadores; mas se ele não consegue e cai, o robô fará novos ajustes e tentará uma rotina de ações diferente caso o problema volte a se apresentar.
Encontrar a melhor combinação não é fácil, admitem os investigadores, e para isso se emprega um algoritmo evolutivo para ajudar o sistema de controle a adaptar-se da melhor maneira possível.
A pesquisa começou com um robô simples, do tamanho de um livro, que tinha dois tubos sólidos como pernas e um motor que permitia que ele se movesse em um ângulo de 180 graus. O passo seguinte foi dar ao sistema de controle do robô, formado por seis "neurônios", uma primeira ordem: andar o máximo possível em mil segundos. A partir daí, o software começou a evoluir na busca da maneira mais rápida de se movimentar.
- Ele caía o tempo todo, como uma marionete - explica MacLeod - Mas em determinado momento começou a avançar e a não cair tão rapidamente, e seguiu melhorando progressivamente até que começou a saltar como se fosse um Periophthalmus.
O Periophthalmus é um anfíbio que sai da água para comer e que os especialistas consideram uma prova de que a vida começou na água, evoluindo graças a espécies como esta até surgirem os vertebrados e mamíferos sobre a superfície terrestre.
A equipe da Universidade Gordon acrescentou posteriormente "pernas articuladas" aos tubos e comprovou que, graças ao algoritmo evolutivo, o robô assumia que tinha que aprender novamente a caminhar. Para isso, a máquina utilizava uma nova camada de "neurônios" e congelava o uso das "células" que lhe permitiram dar os primeiros passos.
- É justamente como o cérebro evoluiu, adicionando camadas - argumenta McLeod, que expressa sua confiança que esta tecnologia sirva para construir robôs mais inteligentes e próteses mais eficazes para pessoas que tenham perdido algum membro.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 18:39  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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