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19.7.09
O trabalho infantil é uma das mais perversas formas de exploração ainda presente em pleno século XXI. Criado há dezenove anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente reprimiu o trabalho infantil dentro das fábricas, o que foi um avanço. Mas muitas empresas simplesmente acharam um jeito de camuflar essa perversidade, pulverizando-a em diversos setores.

Para explicar como isto acontece, o Justiça do Trabalho na TV entrevista a professora de sociologia Bernadete Aued, da Universidade Federal de Santa Catarina, que acaba de lançar junto com outros oito pesquisadores o livro “A Persistência do Trabalho Infantil na Indústria e Agricultura”.


Exibições:
Domingo – 15h30
Sexta – 6h30




Brasil Contra a Pedofilia
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16.7.09

Conforme dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) em Campina Grande, crianças chegam a arrecadar R$ 1 mil por mês, com esmolas, no centro da cidade. Para o secretário Robson Dutra, essa é a principal causa do defasado número de crianças inseridas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no município. Segundo ele, atualmente cerca de duas mil crianças estão cadastradas, mas a meta é que este número chegue a três mil até dezembro.
Para Dutra, as famílias não se interessam em cadastrar os filhos no programa. “Gerando uma renda de R$ 1 mil por mês, as famílias acham que é mais vantagem deixar a criança na rua pedindo esmolas, e não sabem que, com isso, a faz perder a infância, bem como prejudica o seu desenvolvimento sociocultural”, destacou. A Semas já possui uma equipe visitando 850 famílias no município, buscando explicar as vantagens do Peti e estimulando o cadastro de mais crianças.
O secretário explicou ainda que uma equipe de 30 pessoas acompanha as crianças em vários bairros de Campina Grande. “As crianças ficam no Peti no horário oposto ao da escola e, através de profissionais como assistentes sociais, psicólogos, professores de educação física, entre outros, são estimuladas a atividades esportivas, culturais e integradoras”, ressaltou. Existem núcleos do Peti nos distritos de São José da Mata e Galante, bairros de Bodocongó, Dinamérica, Catolé, José Pinheiro e, em fase de construção, na Palmeira.
Quem está satisfeita com o programa é a faxineira Lúcia de Fátima Silva Barros, 53 anos, residente na Ramadinha I, que possui duas filhas no Núcleo de Apoio à Criança e ao Adolescente (Naca), unidade do Peti, no bairro de Bodocongó. Segundo ela, o principal ganho é o melhor rendimento na escola. O benefício do Peti está incluído na bolsa-família, que pode chegar a R$ 180, dependendo do número de crianças que envolve cada família.


PB Agora

Veja também:


Veja sobre Trabalho Infantil no blog

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11.7.09

SÃO PAULO - Policiais flagraram trabalho escravo e exploração de mão-de-obra infantil em uma fazenda que produz limão em Cabreúva, a 70 quilômetros da capital paulista. Uma denúncia levou a polícia até a fazenda. Um lavrador estava na propriedade há quatro meses e conta que não recebeu nenhum pagamento. Os responsáveis pela contratação devem responder por exploração de trabalho infantil.
- Às vezes o povo dá um pouco de comida. Tem vez que nós não comemos, não almoçamos e nem jantamos.
Os funcionários contaram para os policiais que havia crianças trabalhando na colheita de limão. O Conselho Tutelar foi chamado e flagrou seis menores trabalhando no local. Um deles, um menino de 12 anos.
- Não tem luvas nem tinha equipamento, nem água. Eu ganho R$ 2 reais - diz o menino.
Uma adolescente conta que os patrões pediram para todos fugirem assim que ficaram sabendo que a polícia ia chegar.
- Nós dissemos que não fugiríamos - afirmou.
Mesmo assim, segundo a Conselheira Tutelar, Renata Cintra, cerca de 30 menores foram retirados às pressas da propriedade.
O ônibus que leva os trabalhadores também estava em Adicionar imagemsituação precária. O advogado da fazenda, Alceu Jorge Vieira, afirmou que não sabia que crianças trabalhavam na colheita.
- O que nós estamos sabendo é que havia alguns menores acompanhando os seus pais - disse.
Oito pessoas foram trazidas para a delegacia para prestar depoimento.



O Globo On Line
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7.7.09

O Ministério Público do Estado do Ceará, através do promotor de Justiça da comarca de Mauriti Ythalo Frota Loureiro, concluiu a investigação da denúncia de trabalho infantil forçado de quebra de pedras no Bairro Novo Mauriti, naquela cidade. Comprovada a materialidade e autoria de crime de maus tratos (art. 136, do Código Penal) e não havendo razões para impetrar ações de natureza civil, o promotor de Justiça decidiu processar, ontem (06/07), os pais das crianças exploradas, identificados como: C. B. N. S., P. L. F., M. F. C., M. C. S. e J. F. M..
No dia 18 de junho, o promotor recebeu um ofício da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, comunicando a relação dos nomes e endereços dos beneficiários e as crianças e adolescentes cadastrados no Programa pela Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), do Município de Mauriti. Pela listagem fornecida, foi verificado que 27 menores pertenciam ao PETI Sede (Tarde) e residiam em vários bairros da cidade; 24 menores pertenciam ao PETI Sede (Manhã) e moravam em vários bairros da cidade, com maior incidência no Bairro Vila Senhora Santana; 21 menores pertenciam ao PETI do Distrito de Umburanas; 23 menores frequentavam o PETI do Distrito de Palestina do Cariri; 23 menores estavam matriculados no PETI do Distrito de Olho D´Água; e 23 menores estavam no PETI do Distrito de São Miguel. Somando-se assim um total de 141 menores matriculados no PETI.
À exceção do menor, D. B. de S., todos foram matriculados, mas já havia infrequência por parte de outro menor, J. S. C. F.. Segundo os informes colhidos nos autos, todos os menores já teriam se afastado do trabalho degradante e inadequado. Neste sentido, não houve a necessidade de ingressar com qualquer medida judicial de natureza civil, quanto menos, a destituição de poder familiar. Portanto, o promotor ofereceu uma proposta de transação penal, consistente no pagamento individual de cinco cestas básica, uma por mês, sendo cada uma fixada no valor de R$ 50,00 em favor de instituição beneficente a ser definida em audiência, ou na prestação de serviços comunitários no período de cinco meses de serviços a ser cumprida junto a órgão público ou privado com destinação pública a ser definido em audiência.
A referida “Proposta de Transação Penal” correspondente ao pagamento individual de cinco cestas básicas, uma por mês, sendo cada uma fixada no valor de R$ 50,00 em favor de instituição beneficente a ser definida em audiência. No que diz respeito às medidas restaurativas, ou seja, aquelas que implicam no afastamento das crianças e dos adolescentes do trabalho infantil, o promotor entendeu que todas elas foram tomadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania e pelo Conselho Tutelar, na medida em que foi oferecida a oportunidade de ingressarem no Programa pela Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) a todos os menores que foram flagrados no trabalho de quebrar pedras.



AVOL
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22.6.09



Nova Délhi – Um total de 52 crianças escravas que trabalhavam no setor têxtil em condições sub-humanas foram libertadas hoje pelas forças de segurança indianas, com a ajuda de uma ONG, em Délhi.
O responsável pela organização Bachpan Bachao Andolan (BBA), Kailash Satyarthi, contou à agência “Ians” sobre a dificuldade da operação, devido ao difícil acesso aos lugares onde os menores trabalhavam, construídos próximos ao esgoto, sem ventilação, nem luz natural.
“Tivemos que caminhar por charcos de águas residuais para alcançar os quartos. As crianças trabalhavam dia e noite, a 44 graus, em quartos fechados e sem ventiladores”, afirmou Satyarthi.
Os menores eram obrigados a trabalhar entre 12 e 13 horas por dia, fazendo “zaris”, um típico bordado do Sul da Ásia, feito com fios de ouro e prata e eram submetidos a surras de seu patrão.
As crianças de 8 a 14 anos são dos pobres estados de Bihar, no norte do país e Madhya Pradesh e Chhatisgarh, no centro, e eram obrigadas a trabalhar para um empresário que pagava uma quantia insignificante às famílias para levar-los a Délhi.
“Um conhecido deu 700 rúpias (aproximadamente 10,50 euros) a meu pai e disse que eu iria para uma escola muçulmana e faria algum trabalho ligeiro”, disse Firoz, o mais jovem das crianças resgatadas, segundo a “Ians”.
Mas ao chegar à capital indiana, o empresário o obrigou a costurar, depois de sessões de surras “sem motivo”, além de mantê-lo fechado junto ao resto das crianças para que eles não pudessem sair à rua e contar às pessoas o que estava acontecendo, segundo afirmou o menino.
Segundo dados da BBA (em português, “Fundação Salvemos à Infância”), aproximadamente 50 mil crianças trabalham como escravos na indústria do “zari” e mais 35 crianças vítimas do tráfico de menores chegam a Délhi a cada dia.


G1

O sempre engajado Radiohead lançou o clipe de “All I need”. A faixa faz parte do álbum “In rainbows”, lançado em outubro de 2007, e o vídeo é resultado de uma parceria com a campanha contra o tráfico humano, promovida pela MTV.
O clipe foi filmado na Austrália pelo cineasta ganhador do Oscar John Seale e dirigido por Steve Rogers.
“O filme mostra duas histórias paralelas: a de um menino no ocidente e a de outro com uma vida bem diferente no oriente”, diz. “Um trabalha numa fábrica de sapatos e o outro acaba comprando um calçado feito pelo primeiro.”
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:16  comentar




Nova Délhi – Um total de 52 crianças escravas que trabalhavam no setor têxtil em condições sub-humanas foram libertadas hoje pelas forças de segurança indianas, com a ajuda de uma ONG, em Délhi.
O responsável pela organização Bachpan Bachao Andolan (BBA), Kailash Satyarthi, contou à agência “Ians” sobre a dificuldade da operação, devido ao difícil acesso aos lugares onde os menores trabalhavam, construídos próximos ao esgoto, sem ventilação, nem luz natural.
“Tivemos que caminhar por charcos de águas residuais para alcançar os quartos. As crianças trabalhavam dia e noite, a 44 graus, em quartos fechados e sem ventiladores”, afirmou Satyarthi.
Os menores eram obrigados a trabalhar entre 12 e 13 horas por dia, fazendo “zaris”, um típico bordado do Sul da Ásia, feito com fios de ouro e prata e eram submetidos a surras de seu patrão.
As crianças de 8 a 14 anos são dos pobres estados de Bihar, no norte do país e Madhya Pradesh e Chhatisgarh, no centro, e eram obrigadas a trabalhar para um empresário que pagava uma quantia insignificante às famílias para levar-los a Délhi.
“Um conhecido deu 700 rúpias (aproximadamente 10,50 euros) a meu pai e disse que eu iria para uma escola muçulmana e faria algum trabalho ligeiro”, disse Firoz, o mais jovem das crianças resgatadas, segundo a “Ians”.
Mas ao chegar à capital indiana, o empresário o obrigou a costurar, depois de sessões de surras “sem motivo”, além de mantê-lo fechado junto ao resto das crianças para que eles não pudessem sair à rua e contar às pessoas o que estava acontecendo, segundo afirmou o menino.
Segundo dados da BBA (em português, “Fundação Salvemos à Infância”), aproximadamente 50 mil crianças trabalham como escravos na indústria do “zari” e mais 35 crianças vítimas do tráfico de menores chegam a Délhi a cada dia.


G1

O sempre engajado Radiohead lançou o clipe de “All I need”. A faixa faz parte do álbum “In rainbows”, lançado em outubro de 2007, e o vídeo é resultado de uma parceria com a campanha contra o tráfico humano, promovida pela MTV.
O clipe foi filmado na Austrália pelo cineasta ganhador do Oscar John Seale e dirigido por Steve Rogers.
“O filme mostra duas histórias paralelas: a de um menino no ocidente e a de outro com uma vida bem diferente no oriente”, diz. “Um trabalha numa fábrica de sapatos e o outro acaba comprando um calçado feito pelo primeiro.”
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16.6.09
Pernambuco conseguiu reduzir em 24% o uso de mão de obra infantil, entre 2001 e 2007. O estudo foi encomendado pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepetipe) e apresentado, na quarta-feira passada, durante a audiência pública realizada no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), no Recife. O evento discutiu estratégias sustentáveis de superação do problema.
No discurso feito ontem, a deputada Nadegi Queiroz (PMN) aprovou o avanço estadual e lembrou o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado na última sexta-feira. Hoje, 274 mil jovens trabalham ilegalmente no Estado. O estudo da Acesso Consultoria, apresentado em janeiro deste ano, aponta que cerca de 541 mil crianças e adolescentes, de 5 a 19 anos, encontravam-se trabalhando, em 2007. A maioria exercia atividades agrícolas.
“Entre as 20 atividades com maior incidência de trabalhadores infantis, estão exploração sexual comercial, atividade doméstica, agricultura familiar e comércio informal em feiras livres e sinais de trânsito”, declarou Nadegi. Na análise, os municípios de Manari, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Vertentes e Terra Nova lideram a exploração infantil. O índice é calculado com base no crescimento populacional e econômico e no risco educacional.
“A implementação de políticas públicas direcionadas à redução de áreas mais vulneráveis é necessária para o alcance de índices ainda mais satisfatórios”, complementou.
A audiência pública foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, a Fepetipe e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE).



ATI
link do postPor anjoseguerreiros, às 15:45  comentar

Pernambuco conseguiu reduzir em 24% o uso de mão de obra infantil, entre 2001 e 2007. O estudo foi encomendado pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepetipe) e apresentado, na quarta-feira passada, durante a audiência pública realizada no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), no Recife. O evento discutiu estratégias sustentáveis de superação do problema.
No discurso feito ontem, a deputada Nadegi Queiroz (PMN) aprovou o avanço estadual e lembrou o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado na última sexta-feira. Hoje, 274 mil jovens trabalham ilegalmente no Estado. O estudo da Acesso Consultoria, apresentado em janeiro deste ano, aponta que cerca de 541 mil crianças e adolescentes, de 5 a 19 anos, encontravam-se trabalhando, em 2007. A maioria exercia atividades agrícolas.
“Entre as 20 atividades com maior incidência de trabalhadores infantis, estão exploração sexual comercial, atividade doméstica, agricultura familiar e comércio informal em feiras livres e sinais de trânsito”, declarou Nadegi. Na análise, os municípios de Manari, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Vertentes e Terra Nova lideram a exploração infantil. O índice é calculado com base no crescimento populacional e econômico e no risco educacional.
“A implementação de políticas públicas direcionadas à redução de áreas mais vulneráveis é necessária para o alcance de índices ainda mais satisfatórios”, complementou.
A audiência pública foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, a Fepetipe e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE).



ATI
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Pernambuco conseguiu reduzir em 24% o uso de mão de obra infantil, entre 2001 e 2007. O estudo foi encomendado pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepetipe) e apresentado, na quarta-feira passada, durante a audiência pública realizada no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), no Recife. O evento discutiu estratégias sustentáveis de superação do problema.
No discurso feito ontem, a deputada Nadegi Queiroz (PMN) aprovou o avanço estadual e lembrou o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado na última sexta-feira. Hoje, 274 mil jovens trabalham ilegalmente no Estado. O estudo da Acesso Consultoria, apresentado em janeiro deste ano, aponta que cerca de 541 mil crianças e adolescentes, de 5 a 19 anos, encontravam-se trabalhando, em 2007. A maioria exercia atividades agrícolas.
“Entre as 20 atividades com maior incidência de trabalhadores infantis, estão exploração sexual comercial, atividade doméstica, agricultura familiar e comércio informal em feiras livres e sinais de trânsito”, declarou Nadegi. Na análise, os municípios de Manari, Toritama, Santa Cruz do Capibaribe, Vertentes e Terra Nova lideram a exploração infantil. O índice é calculado com base no crescimento populacional e econômico e no risco educacional.
“A implementação de políticas públicas direcionadas à redução de áreas mais vulneráveis é necessária para o alcance de índices ainda mais satisfatórios”, complementou.
A audiência pública foi promovida pelo Ministério Público do Trabalho, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco, a Fepetipe e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-PE).



ATI
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15.6.09

Elas têm menos acesso à educação, sofrem mais desvantagens em razão da discriminação, desempenham tarefas não remuneradas, são mais expostas aos aliciamentos e acumulam jornadas dobradas.

No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, no último sábado, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) chamou a atenção para a exploração das meninas vítimas do trabalho infantil, enfatizando o direito ao ensino de qualidade a ambos os sexos para reverter o quadro.
Segundo a instituição, cerca de 100 milhões de meninas em todo o mundo estão nesta situação.
No Brasil, segundo o IBGE, 4,8 milhões de brasileiros com idade entre 5 e 17 anos trabalhavam em 2007.
Seja guardando carros, vendendo balas, engraxando sapatos ou fazendo malabares no semáforo, crianças e jovens se envolvem cada vez mais cedo com essas e outras ocupações, muitas delas perigosas e degradantes, como coleta de material reciclável, prostituição e narcotráfico, com sérias implicações nos desenvolvimentos físico, psicológico e emocional.
Mas a exploração também pode acontecer em casa. A falta de informação e pobreza das famílias contribuem para a consolidação de uma forma mascarada de trabalho infantil, igualmente danoso. “Desde o ano passado, o trabalho doméstico infantil é proibido por lei como uma das piores formas. É difícil lidar com uma situação que nasce no seio da família”, reconhece a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Isa Oliveira.
Segundo ela, além da questão econômica, o aspecto cultural faz a balança pesar mais para o lado das meninas no que diz respeito ao trabalho doméstico infantil. “Historicamente, as tarefas consideradas menos importantes são delegadas às meninas, em geral às pobres e negras. Elas realizam mais as ocupações que exigem menor qualificação”, comentou.

Desmotivação
Enquanto cuidam da casa e dos irmãos, por exemplo, ou trabalham para terceiros, as meninas desempenham uma carga extenuante, sofrem discriminação e maus-tratos e têm o rendimento escolar comprometido. “Elas já chegam muito cansadas na escola e não têm motivação para os estudos. Também há casos de crianças mantidas em cárcere privado para realizar essas tarefas, à exemplo do que foi descoberto no ano passado em Goiânia”.
Para Isa, situações em que menores cuidam de irmãos, por exemplo, evidenciam que o Poder Público não oferece condições como vagas em creche.
Neste contexto, entidades do segmento reforçam a necessidadedo acesso à escola de qualidade em tempo integral como fundamental para encerrar esse ciclo perverso.
“A escolarização da mãe contribui muito nas situações de vulnerabilidade, impedindo que a criança trabalhe. Isso foi constatado inclusive nas famílias pobres. O problema é que a escola não está incorporada na vida das crianças”.

PROECO
Mesmo que não trabalhem, crianças e jovens de periferia conhecem ou já conviveram com outros que exercem uma atividade remunerada. Ainda novos, reconhecem que o apelo ao consumismo é um dos gatilhos que impedem a redução das estatísticas no Brasil.
“Eles vêm de famílias onde a maioria dos pais trabalha desde cedo como engraxates, na roça ou em feiras, e deixou a escola por essa razão. Nossa luta é impedir que esse ciclo se repita”, explicou a jornalista Soraia Melo, responsável pelos Programas de Leitura da ONG Projeto Educacional de Conscientização (Proeco), em Santos.
A entidade também desenvolve ações de prevenção e erradicação do trabalho infantil, promovendo oficinas de arte, grafite, circo, moda e confecções de instrumento de percussão, entre outras.
Na última terça-feira à tarde, crianças e jovens que estavam no Galpão Cultural (um dos três núcleos da ONG) manifestaram suas impressões ­ e vivências ­ sobre o trabalho infantil durante uma dinâmica que discutiu o tema.
“Tenho amigos que cuidam de irmãos e não vão para escola”, contou um menino que, como os demais, não será identificado. “Na porta da Fantastic (choperia de São Vicente) tem uma monte (de crianças) vendendo bala todo domingo. Dá até pena”, atestou uma jovem.
Muitas vezes, os relatos parecem ser próprios, porém referem-se a terceiros. “Um amigo meu passava cartão (de transporte) no ponto de ônibus, mas agora parou de fazer isso porque está num projeto (social)”, narrou outro jovem, referindo-se à venda das unidades de um mesmo cartão.
Inseridos no Proeco, eles admitem que a realidade é mais promissora agora, com perspectiva de profissionalização e trabalho, mas no momento certo. “Tenho mais responsabilidade agora. Vejo mudanças físicas e mentais na minha vida”, testemunhou um adolescente.
A ONG Proeco é apoiada por programas estaduais, municipais e das fundações Abrinq e Telefônica.

Maior acesso à Educação não evita situações
Ao contrário de outros países da Amércia Latina, o acesso à Educação é uma realidade para a maioria da população em idade escolar no Brasil. Nos estados da Região Sudeste, segundo o IBGE, 98% das crianças e jovens de 7 a 14 anos estavam matriculadas em 2007. O panorama, no entanto, não evita situações de trabalho infantil, como constatou pesquisa encomendada pela Fundação Telefônica e divulgada em maio.
Dos 5.615 frequentadores de 21 programas sociais apoiados pela entidade em 17 cidades do Estado (incluindo Santos e São Vicente), 98% estavam na escola. “Constatamos que havia crianças estudando, inseridas em projetos sociais e que ainda assim trabalhavam. É preciso olhar mais de perto essa realidade”, afirmou Sérgio Mindlin, diretor presidente da Fundação Telefônica.
Segundo ele, a situação pode ser explicada, em parte, pelo modelo educacional, com problemas na qualidade e sem atividades no contraturno.
Nesse sentido, o levantamento identificou que 57% dos jovens com mais de 15 anos ainda cursavam o Ensino Fundamental, sinalizando que a defasagem escolar é uma das consequências do trabalho infantil.
Mindlin chamou atenção para o trabalho em situação de rua, o que mais expõe a riscos, realizadoemsua maiorparteporcrianças de 5 a 9 anos, representando 55% dos que trabalham, conforme verificou a pesquisa.
No ambiente doméstico, seja na própria casa ou de terceiros, a atividade é executada majoritariamente por crianças entre 10 e 13 anos, ou seja, 57,1% daqueles que exerciam algum tipo de trabalho.

Ao lado
O diretor da entidade é contundente ao afirmar que a redução dos índices também depende de um maior envolvimento da sociedade, a começar dentro da própria casa.
“O problema está mais perto do que pensamos. A pessoa pode se informar sobre o filho da sua funcionária, por exemplo, saber se ela tem condições de cuidar dele e o que a criança faz enquanto a mãe trabalha”, alertou.
Outra ação é cobrar políticas públicas que assegurem o atendimento adequado a crianças e jovens enquanto os pais trabalham. “O trabalho infantil é prejudicial para o desenvolvimento da criança e do adolescente e também para o País. Temos que assumir essa responsabilidade”.




A Tribuna
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colaboradores: carmen e maria celia

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