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11.7.09
A história de amor entre Vladimir F. e Camilla, de Volgogrado, acabou de forma trágica. Vladimir matou a amada com vários tiros após descobrir que Camilla nascera homem. Os dois viviam juntos havia dois anos!!! O russo de 33 anos já havia ficado arrasado depois de Camilla, de 30, ter dito "não" para o seu pedido de casamento, contou o jornal "Tvoi Den". Vladimir desconfiava de que ela tivesse um amante. Pouco depois veio a descoberta: em cartas, os amigos de Camilla o chamavam de Kirill. O mundo de Vladimir caiu!Revoltado com a descoberta, Vladimir abriu fogo contra as partes do corpo de Camilla alteradas na cirurgia de mudança de sexo, dois anos antes de o casal se conhecer, em São Petersburgo...
Vladimir deixou o corpo de Camilla na linha do trem e tentou o suicídio. Não conseguiu e acabou preso.



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7.7.09
Mesmo neste início do século 21, a discussão franca e aberta entre marido e mulher sobre a falta de vontade sexual é rara e difícil. Uma minoria das mulheres casadas ou em vida quase conjugal seja em namoro ou como companheira constante do mesmo homem, estão prontas a declarar "eu não tenho vontade de fazer sexo".
Por inibição, vergonha, timidez ou medo de perder o companheiro, preferem fingir que tudo está normal. A palavra libido foi introduzida por Freud para definir uma força interior, poderosa e atuante, que exercida tanto pelo homem como pela mulher, leva a um relacionamento harmonioso e permanente.
Desde a época dos estudos iniciais de Freud e Jung, no entanto, notou-se que as mulheres queixavam-se de perda do desejo sexual com maior frequência do que os homens.
Na época pela repressão da sexualidade feminina não era de se estranhar que parcela importante de mulheres se queixava desta falta de libido. Mas com a liberação sexual que ocorreu nos séculos seguintes, com a vinda da pílula anticoncepcional, com a progressiva liberação de se falar e discutir aspectos íntimos da vida sexual é de se estranhar que um porcentual relativamente grande de mulheres não tenha vontade sexual.
As mulheres que exprimem esta queixa são variáveis para cada país, para cada grupo étnico, para cada segmento de classe social.
No Reino Unido concluiu-se após extensa pesquisa junto aos Centros de Primeiro Atendimento que cerca de 40% das mulheres se queixam de queda da libido. Seguramente este número é enganoso, pois se baseia somente nas perguntas básicas sobre vida conjugal e não abrange a imensa maioria das mulheres sem um relacionamento permanente. Provavelmente na Itália, na França, no Brasil este porcentual seja menor, embora as estatísticas são restritas a clínicas e consultórios.

Quais as causas?
As causas psicológicas, sem dúvida, ocupam o primeiro lugar em mulheres com queda da libido. É muito comum a depressão chamada endógena, isto é, que têm origem em conflitos psicológicos não resolvidos e que levam a mulher à tristeza, à falta de ânimo, ao cansaço constante, ao choro por qualquer motivo.
A mulher atual sofre com constante stress, reuniões do nascer do dia até tarde da noite, com metas a cumprir, com objetivos estabelecidos e sob o jugo do esquema que visa resultados, não terá tempo ou disposição para exercitar o seu desejo sexual, estando sempre cansada ou com dor de cabeça. No fundo esta supermulher está exausta.
Outra causa de falta de libido (que espero que seja rara) é o abuso sexual durante os anos escolares, no início da adolescência ou tentativa de estupro.
Os psicólogos nos indicam que a falta do desejo sexual na mulher pode vir de trauma nas primeiras relações sexuais com um parceiro totalmente bruto, desagradável, e egoísta. A ansiedade de ter uma performance sexual adequada também pode diminuir a libido e inibir o orgasmo.
Fatores físicos como obesidade, imagem corporal negativa, dificuldades físicas no ato sexual devida ao excesso de peso passaram a ser um fator importante em países como os Estados Unidos com altíssimo índice de obesidade.
Obviamente o oposto - a mulher em desnutrição protéico-calórica - não terá condições físicas para ter libido normal.Na fase pós-parto, em aleitamento, com níveis de hormônio chamado prolactina muito elevado na circulação, há um bloqueio hormonal do desejo sexual.
Dentro da mesma linha hormonal a hipófise pode secretar, fora da fase do aleitamento, um excesso de prolactina por um pequeno adenoma (micro tumor). Este excesso de prolactina bloqueia o desejo sexual da mulher.
No hipotireoidismo (falta de hormônios da tireóide) existe uma apatia física e mental resultando em queda da libido.Finalmente todas as mulheres secretam os seus hormônios femininos (estradiol e progesterona).
Adicionalmente hormônios tipo masculino (testosterona) são igualmente secretados pela mulher em pequenas quantidades. Aceita-se que a Testosterona na mulher tenha um papel importante no desejo sexual e no orgasmo.
A redução da libido pode, também, estar ligada a medicação utilizada, seja por fármacos, antidepressivos, ansiolíticos, bloqueadores da adrenalina e tantos outros. O abuso de drogas ilícitas, obviamente, leva a queda da libido tanto quanto o uso exagerado e constante de álcool.

O tratamento
O aconselhamento psicológico deve ser um primeiro passo. Neste campo as fantasias sexuais, história de abuso sexual, áreas de atrito constante com o parceiro, excesso de trabalho, stress total, fadiga constante, deverão ser percebidos, diagnosticados e, se possível, eliminados.
O aconselhamento conjugal sempre deverá ser realizado em conjunto com o parceiro e uma franca discussão, um amplo entendimento, uma total exposição dos problemas.
O uso de Testosterona para melhorar o desejo sexual na mulher veio com as mulheres menopausadas (que não produzem hormônios) frequentemente exibirem queda da libido.
Estudos realizados nos EUA em cerca de 600 mulheres em menopausa já em reposição hormonal com estradiol (ou similar) foram instruídas para usar um adesivo cutâneo contendo Testosterona na dose de 0,3mg, diariamente. A testosterona atravessa o tegumento cutâneo e passa para a circulação.
Cerca de 400 mulheres completaram os seis meses do estudo. Todas notaram melhora na função sexual seja na libido, no prazer, no orgasmo e na satisfação sexual.
O nível circulante de Testosterona foi mantido em valores relativamente baixos para evitar efeitos colaterais como excesso de pelos e acne, além de efeitos somáticos (musculatura).
Estes dados confirmam que a introdução de testosterona pode elevar o limiar para uma libido mais atuante tanto em mulheres na menopausa com aquelas em fase de vida fértil.

Geraldo Medeiros


Veja
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3.7.09

Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança (na foto acima), que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe. Pop (um nome fictício para proteção da criança) usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança. A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país.
O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.
A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”.
Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.

Quem lê em sueco pode ver a entrevista com a mãe de Pop.



E vocês, acreditam que esconder o gênero de uma criança é saudável?



Época

Mulher 7 por 7
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2.7.09

A Alta Corte da capital da Índia, Nova Déli, decidiu que as relações sexuais consentidas entre adultos do mesmo sexo devem deixar de ser crime no país. A corte considerou a lei discriminatória e uma "violação dos direitos fundamentais".
A decisão reverte uma lei de 148 anos que havia sido herdada do tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como "um atentado contra a natureza".
Relações sexuais entre gays eram passíveis de multa ou uma punição de até dez anos de cadeia.
O correspondente da BBC na Índia, Soutik Biswas, disse, contudo, que a decisão judicial poderá ser contestada pois os valores sociais conservadores ainda são fortes no país.

Discurso
Gays estão sujeitos a ser discriminados e perseguidos diariamente na Índia. E a descriminação pode abrir caminho para uma mudança de discurso em um país onde sexo, de maneira geral, é assunto delicado. Segundo Biswas, até falar sobre o assunto pode ser um tabu.
Defensores dos direitos dos gays em todo o país saudaram a decisão do tribunal em Déli e disseram que este é o "Stonewall da Índia", em uma referência a uma rebelião provocada por uma batida policial em 1969, no bar gay Stonewall, em Greenwich Village, Nova York, que marcou o lançamento do movimento pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos e no mundo.
"Eu acredito que o que vai acontecer agora é que poderemos reclamar muito dos direitos fundamentais e civis que nos foram negados", disse à BBC o advogado e ativista Aditya Bandopadhyay, acrescentando que a decisão restora a sua "fé no Judiciário".
Outro ativista destacado, Ashok Row Kavi, editor da primeira revista para gays do país, elogiou a decisão judicial mas disse que o preconceito contra homossexuais vai continuar.
"O estigma social vai persistir. É uma longa batalha. Mas a decisão vai ajudar na prevenção da propagação do vírus HIV (que causa a Aids). Agora homens gays podem ir ao médico e falar sobre os problemas deles. Vai ajudar a impedir intimidação em delegacias."

Igreja
Mas a reversão da antiga lei incomodou outros grupos. Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, líderes religiosos hindus, muçulmanos e cristãos se disseram contra a legalização do sexo entre homossexuais.
Em 2004, o governo da Índia se opôs a uma petição legal que buscou legalizar o homossexualismo, mas o documento foi rejeitado pelo tribunal de Déli.
Grupos de direitos de cidadãos e a Organização Nacional para o Controle da Aids (Naco, um órgão do governo da Índia) exigiram que o homossexualismo fosse legalizado.
Estima-se que mais de 8% dos homens homossexuais na Índia sejam portadores do vírus HIV, em comparação a menos de 1% na população do país.



BBC Brasil
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1.7.09


Ele quer transar, e você não.

Você quer transar e ele não está disposto no momento. Só que você começa a perceber que esse momento está se prolongando, e que vocês já estão há um bom tempo sem transar. O que será que pode estar acontecendo? Cansaço físico, estresse do dia-a-dia, tentativa de escapar do parceiro ou falta de desejo. Se começa por aí, uma busca de resposta, numa tentativa de entender o que está se passando com a vida sexual do casal.
Pode acontecer de o casal se ‘entender’ e acabar chegando a um acordo, e transam, mas se isso não ficar bem resolvido, e a transa ocorrer para a satisfação de apenas um dos parceiros, para aquele que está com o tesão, a flor da pele, por exemplo, o sexo não será de todo bom. Porque no sexo, e para um sexo, no mínimo bom, ambos envolvidos, precisam de uma certa dose de energia, vontade, libido, só assim o sexo será prazeroso para os dois, mesmo que seja num número de vezes razoável, para os dois, o mais importante de tudo, é a qualidade e não a quantidade.
A mulher de hoje sabe bem o que quer. Quer ser feliz, estar feliz e se sentir realizada, e não somente dar prazer, ela quer receber e com qualidade. Fala com mais clareza de seus anseios e a cada dia se descobre mais. É exigente, sendo capaz de dizer não, e mostrar o que realmente gosta na cama e fora dela.


Para o homem, também houve mudanças, pois teve que se habituar às novas atitudes das mulheres. Tentando entendê-las, porém, sente-se de certo modo acuado e ainda despreparado para esse novo relacionamento onde tanto quanto ele, ela também quer prazer e satisfação sexual.
A falta de desejo sexual é uma queixa bastante ouvida. Homens e mulheres sae sentem angustiados por sentirem a insatisfação dos parceiros, e aí entra o medo, e um grande receio em perdê-los, por não conseguirem fazê-los entender que a inapetência sexual, a que estão passando, nada tem a ver com o amor que os unem. Essa indiferença pelo sexo que acaba por provocar muitas crises nos relacionamentos tem mais haver com a vida atual e tudo que ela engloba, do que propriamente o relacionamento em si, mas esse sim, acaba abalado e por vezes sofre um final prematuro.
As queixas sobre esse assunto já foram bem mais específicas, ou seja: Os homens sofrendo com suas disfunções eréteis e o fantasma da impotência, e as mulheres ocultando suas dificuldades em conseguir chegar ao orgasmo. Tudo isso acontecendo, sem diálogo e entendimento, e até mesmo sem a ajuda de profissionais qualificados, leva aos desencontros no sexo, e a um descompasso no desejo, do tipo, quando um está com vontade,o outro não quer, e vice-versa. E é muito difícil lidar com esse tipo de situação, porque entra em jogo toda a relação, os sentimentos, a perda que a relação sofre, a intimidade que vai ficando de lado.
Com as atitudes da mulher, em busca de novos anseios e descobertas, os homens tiveram que se preocupar mais com seu tempo entre a penetração e a ejaculação, pois para o homem, o tempo de sua parceira, não era fator tão importante na hora do sexo, pois sempre acharam que a mulher não se importava em chegar ao orgasmo. Um engano crucial por parte deles, que tiveram que descobrir, o ajuste de tempo para que o prazer sentido, agora seja o de ambos, e não apenas de mão única.

As questões, que podem estar afetando o desencontro sexual, num casal estável:

O estímulo
Às vezes, só o estímulo visual para o homem não é suficiente. É preciso mais do que o visual para se excitar. Que tal utilizar as suas mãos para fazer uma boa estimulação do pênis? E você pode fazer isso, caprichando nas preliminares.

A idade
O corpo muda, sofre algumas alterações com a idade, e a maneira de fazer sexo também. Quem não quer chegar aos quarenta anos e manter a mesma vitalidade de quando tinha seus vinte anos de idade na cama? A vitalidade pode não ser a mesma, mas não serve de regra, pois há homens, que chegam aos quarenta anos, com um ritimo diferente, mas não que se tornem apáticos ao sexo. Um homem maduro não consegue uma ereção do pênis igual à que tinha na juventude, a produção de sêmen é mais baixa, e a pressão de saída do sêmen também diminui, assim como a manutenção da ereção, que também pode ser de um tempo menor.

O estresse
A tarefa de conciliar trabalho, família, amigos, situação financeira, problemas de saúde com a vida sexual, é bem complicada. Todos esses fatores podem interferir no apetite sexual e são ingredientes fundamentais para inibir o desejo sexual. E as mulheres por serem mais suscetíveis aos estresses do dia-a dia ficam com uma baixa na libido. Qualquer pessoa pode ter estresse ou depressão, ficar desanimada, irritada, com alterações do sono, e do apetite sexual.
Essa fase requer paciência, carinho e cumplicidade, pois é preciso ter naturalidade para lidar com os altos e baixos que podem ocorrer na cama.
Jamais faça sexo automático, isso é prejudicial à saúde. Faça por prazer, por vontade.
Alterara a rotina, experimentar uma sessão de masturbação mútua. Praticar atividades físicas. O exercício libera no organismo substâncias químicas que aumentam o bem-estar, e diminuem o estresse, favorecendo a volta da libido.

Um momento difícil
Qualquer relacionamento pode ter seus momentos difíceis. Brigas, desentendimentos, tudo isso pode refletir na hora do sexo. Mas para isso, um bom e verdadeiro diálogo sempre ajuda, é preciso enxergar o que está acontecendo e tentar resolver. “Nada de ir empurrando os problemas, isso só tende a piorar a situação”. A vida “é feita de momentos, e eles costumam sempre passar”.
Saia da rotina busque o desejo e volte a ser feliz sexualmente, e pra começar, você pode fazer muitos mimos no seu parceiro, preparando um cardápio afrodisíaco, com algumas velas aromáticas acesas pela casa, um bom banho juntos, com direito a sais aromáticos e, quem sabe até mesmo um strip-tease caprichado antes de cair na água. Depois um jantar daqueles.
Quem não gosta de ser mimado, de ter a atenção e o carinho do parceiro. É sempre uma tentativa, voltar no tempo, como no início do namoro, o desejo reaparece, o tesão também, e quando você menos perceber, a vida sexual volta a ser ótima.
E, que tal uma noitada fora de casa, afinal de contas, o mesmo ambiente sempre, cansa os olhos, a mente, e porque não dizer, até mesmo, o corpo. Fazer uma surpresa, reservando uma suíte num motel novo da cidade, ou mesmo num hotel de luxo, e passar uma noite por mês fora de casa. Se não houver dinheiro para esse tipo de extravagância, procurem um acampamento ou uma pousada romântica na serra. O importante é ficar longe do ambiente doméstico, nem que seja por algumas horas, sem nenhuma outra preocupação na cabeça a não ser fazer agrados um para com o outro. Assim, não há como cair na rotina. A criatividade deve estar presente em tudo na nossa vida.

Adriana Sommer da Costa - Sexóloga

levei um pe......
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30.6.09
Num mundo em que o poder do sexo é vendido em pílulas e a sensualidade parece transbordar das nossas televisões, pessoas como Fabiana (nome fictício) parecem peixinhos nadando contra a grande corrente do desejo. Com 25 anos, ela frequenta a Lapa, vai a rodas de samba e noites de rock no Circo Voador. Sai com amigos para beber, gosta de cinema (Tarantino é seu diretor predileto), ir à praia e dançar. Vive uma rotina igual à de tantas outras cariocas da sua idade, com uma crucial exceção: o sexo não faz parte dela.
- Não sou virgem, eu simplesmente não tenho o sexo como prioridade da minha vida - diz ela, por telefone. - As pessoas ao meu redor reparam que eu não namoro, mas acham que eu tenho casinhos por aí. Só minhas amigas mais próximas sabem da real situação. Como são amigas de verdade, elas entendem essa minha posição. Mas, no geral, é muito chato ter que ficar escondendo isso. Eu fico me sentindo um ser de outro planeta, um verdadeiro ET.
Mas ela não é uma "alienígena" solitária: faz parte de um grupo - os assexuados - que, aos poucos, bem timidamente, começa a sair do armário para mostrar à sociedade que a vida sem sexo pode - não pode? - ser considerada normal. São pessoas que trocam o sexo por qualquer outra atividade - leitura, televisão, esportes etc - aparentemente sem nenhum problema. E é justamente aí, dizem os especialistas, que pode estar a diferença entre considerar isso uma opção de vida - mesmo que indo contra a sua própria natureza, de procriar e perpetuar a espécie, como outros animais - ou uma doença.
- Existem dados da Organização Mundial de Saúde que mostram que 7% das mulheres e 2,5% dos homens garantem viver perfeitamente sem sexo, não tendo qualquer problema com isso - diz a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Projeto de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. - Em termos médicos, acredito que isso não deva ser estigmatizado, considerado um desvio, doença ou atribuído qualquer valor negativo. Desde que, e isso tem que ser ressaltado, a pessoa não demonstre qualquer desconforto, estresse ou sofrimento com tal atitude. Se isso acontecer, aí sim isso pode significar um problema, que deve ser avaliado, já que ele pode ter várias causas.

Entre essas possíveis razões, diz a psiquiatra, estão a baixa produção de hormônios, uma possível depressão, conflitos de relacionamento, um abuso sexual ou mesmo uma decepção amorosa.
- Há muitas possibilidades e uma não exclui necessariamente a outra - afirma ela. - Pode haver uma baixa produção de hormônios, associada a uma depressão por problemas de relacionamento, causando esse, digamos, esquecimento do sexo.
Essas causas, porém, não aparecem com frequência nos tópicos das crescentes comunidades sobre assexuados na rede social Orkut. É ali, no mundo virtual e muitas vezes anônimo da internet, que os assexuados parecem se sentir mais à vontade para discutir ou mesmo celebrar a sua opção de uma vida sem sexo.
- Acho que sexo pode até ser legal, mas não é o principal. Se eu encontrasse caras que se contentassem apenas com afetos e carinhos, ficaria feliz para o resto da vida porque hoje em dia, está tudo tão sexualizado, tão carnal - escreve um integrante da Comunidade dos Assexuados, que conta com 818 membros.
Esse ponto de vista tem a compreensão da psicóloga Laura Muller, especialista em sexualidade pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash) e consultora do programa "Altas horas", da TV Globo.
- De fato, vivemos numa cultura que banaliza e ao mesmo tempo reprime a sexualidade, causando uma certa confusão - diz ela. - Vivemos sob um conjunto de regras sobre o que pode e não pode ser feito. Em torno delas, decidimos o que fazer de nossas vidas. E aí a pessoa pode optar, simplesmente, por não priorizar o sexo. É delicado cobrar a presença de sexo na vida de uma pessoa ou dizer que se trata de uma doença. Afinal, a vida é dinâmica e cada um de nós tem um jeito de encará-la.

Nos tópicos de outra comunidade em português, Assexuados (864 integrantes), seus integrantes discutem como fazer para não se sentirem discriminados com o que consideram uma postura normal. Isso inclui até mesmo o que fazer em caso de assédio.
- No meu trabalho tem uma mulher, muito linda, que me assedia. Faz provocações, até já me convidou para sair - descreve um integrante. - Eu acho que todos os caras do meu trabalho têm tesão por ela e nunca iriam recusar um convite dela. Então fico preocupado com o que eles vão pensar de mim. Não quero que pensem que sou homossexual, e não quero que ela pense que sou homossexual. Ela é uma mulher com quem eu namoraria, mas sem sexo, só para sair, passear, ir ao cinema, se divertir com outras coisas.
Para Elizabeth Abbott, pesquisadora associada do Trinity College, na Universidade de Toronto, a assexualidade, assim como a homossexualidade, é uma opção que pode ser "incrivelmente dura" de ser assumida em público.
- Nossa sociedade dá um valor muito alto ao sexo e ao desempenho no ato. Espera-se que todos só pensem nisso - conta ela, que, em 1999, lançou o livro "A history of celibacy". - E até recentemente os assexuais viviam no armário, assim como os homossexuais. Mas o que está acontecendo agora é que eles encontraram na internet um meio apropriado para se comunicar e compartilhar suas experiências e dúvidas. Afinal, eles vivem num dilema constante. Para eles, a assexualidade é perfeitamente normal. E para a sociedade movida pelo sexo, isso é totalmente anormal e incompreensível.
Elizabeth acredita que o impulso sexual é determinado desde o nascimento, ou seja, ele é genético.
- A sexualidade é uma característica natural das pesssoas, mas o nível varia entre elas, chegando a ser muito baixo ou inexistente em algumas delas. Veja o ex-presidente Bill Clinton. Ele parece ter um nível muito alto de impulso sexual. Ele vive num extremo. No centro, está a maioria das pessoas, embora eu não goste de definir o nível normal de sexualidade. E os assexuados estão no outro extremo. Por isso, classifico a assexualidade como a baixa ou a total ausência de impulso ou desejo sexual.
A falta de apetite sexual pode ser temporária, ressaltam os especialistas, trazendo um pouco mais de confusão para o já delicado mundo dos assexuados e seus limites.

- Muitas pessoas, em determinados momentos da vida, canalizam a libido para outros interesses, confundindo a definição do que é o assexuado - assegura Carmita Abdo. - Uma pessoa que trabalha muito e está voltada para o seu progresso profissional, tem menos libido do que uma outra que não tem essa preocupação.
Nas mulheres, diz ela, isso pode ser dar também a partir da menopausa, quando ocorre a diminuição da produção dos hormônios sexuais.
- Principalmente a testosterona, que a mulher também produz, por meio dos ovários e das glândulas supra-renais, e é o hormônio motivador do desejo. De qualquer forma, é impossível deixarmos de pensar que se o assexualismo fosse regra, a Humanidade estaria extinta. Para a nossa espécie, sexo quer dizer vida.



O Globo On Line
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29.6.09
Quando Freud criou a psicanálise e descortinou os mistérios da sexualidade infantil foi um verdadeiro escândalo, tamanha a repressão e preconceito da época. Infelizmente, até os dias atuais muitas pessoas ainda consideram que as crianças são anjinhos assexuados e que os psicanalistas só pensam em sexo.

Desde o nascimento somos invadidos por uma energia poderosa que nos impulsiona para a vida e é ela que nos faz desejar, ousar, conquistar, nos movimentando sempre na direção de um outro ser humanos. Sem ela ficamos seres apáticos , sem vivacidade, sem brilho e esvaziados de graça.

Freud foi um homem brilhante, extremamente sério e rigoroso nos seus estudos, sem ter melindres em revisar suas formulações teóricas quando se deparava com novas descobertas.

Ele nos ensinou que a sexualidade alimenta a nossa capacidade de amar e ser amado, de emocionar, de fazer vibrar, de dar e receber prazer, enfim todo o esplendor da natureza humana. E isto transcede as contato físico propriamente dito.

Os bebês são radicais em relação às suas emoções e sensações físicas, ou tem prazer ou desprazer, amam ou odeiam, e não sabem refletir, argumentar, esperar. O contato físico e emocional com a mãe ou com quem exerce a função materna é que dará forma e sentido a toda essa avalanche de estímulos. Portanto, a mãe será o primeiro objeto amoroso tanto para meninos quanto para meninas. Por ela nos apaixonamos e queremos atenção exclusiva. Lembram do desenho animado cujo personagem dizia " não é a mamãe "? Esta relação é erotizada desde o início, ao amamentar, dar banho, brincar, fazer dormir, cantar canções infantis, alimentar, embalar a criança no seio, porque a mãe também está enamorada e totalmente voltada para o seu bebê. E esta relação que se configura não tem nada a ver com a sexualidade genital adulta, integrada, mas sim com a sexualidade infantil, que nos constitui e que será o esteio para o nosso desenvolvimento.

O bebê precisa e demanda o amor da mãe, não basta cumprir as exigências físicas. Certamente, dificuldades podem acontecer neste caminho, por exemplo, quando a mãe por algum motivo pessoal fica deprimida ou desconectada afetivamente do seu bebê. Nestes casos, a dupla mãe-bebê estará sujeita a um desencontro afetivo que pode levar ao adoecimente psíquico.

Voltando aos tempos atuais, quando vemos a nudez excessiva dos corpos, ficamos com a impressão que algo foi perdido, porque não é um corpo sarado e desnudo que nos encanta. O que nos provoca arrebatamento é a qualidade da vivência emocional, são todos os sinais da força amorosa do outro que nos atrai, e isto , meus caros, é o elixir da vida, não tem idade e nem prazo de validade.

LUCIA PALAZZO
Diretora de Comunicação da AFRERJ e psicanalista por formação.


AFRERJ notícias
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25.6.09
Nova York, 25 jun (EFE).- Uma comunidade religiosa do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, submeteu um jovem de 16 anos a uma prática de exorcismo para "curá-lo" do homossexualismo e depois divulgou um vídeo do acontecimento no portal "YouTube", informou hoje o jornal "New York Post".
Com uma duração de 20 minutos, o vídeo, que já foi eliminado do site, mostrava o jovem deitado no chão enquanto sofria convulsões e várias pessoas que gritavam "saia do seu corpo, demônio homossexual".

"Espírito homossexual, te chamamos para que abandone este corpo. Liberte-o, Lucifer!", gritava o grupo diante do jovem, que começa a sessão de pé e acaba vomitando no chão de uma igreja da cidade de Bridgeport, onde a comunidade chamada "Manifested Glory Ministries" se reúne.

Em outra cena, algumas pessoas sustentam o jovem pelos braços, enquanto um deles pede ao suposto espírito que saia "pela barriga do rapaz" e pede para o resto das pessoas pressionarem seu estômago.

Os membros da comunidade negaram que o menino tenha sofrido algum tipo de ferimento e disseram que respeitam os homossexuais.

"Não temos nada contra os homossexuais. Simplesmente não compartilhamos seu estilo de vida", disse a reverenda Patricia McKinney, que mostrou seu convencimento de que "um homem deve estar com uma mulher e uma mulher com um homem" e que explicou que o rapaz se vestia "como uma menina".

McKinney disse o rapaz tem 18 anos, mas ele disse ter 16.

O vídeo causou revolta em várias associações que defendem os direitos dos homossexuais, que asseguraram que casos como este se repetem em muitos pontos do país.

"Casos assim ocorrem o tempo todo. Não é um fato isolado", disse Kamora Harrington, uma dos líderes da associação "True Colors", que teve contato com o menino e denunciou o acontecimento para as autoridades de Connecticut.

Os membros da "True Colors" disseram ao "New York Post" que o jovem tinha sido vítima desse tipo de ritual em duas ocasiões anteriores por vontade própria e assessorado pelo líder da comunidade religiosa.

link do postPor anjoseguerreiros, às 17:37  comentar

Nova York, 25 jun (EFE).- Uma comunidade religiosa do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, submeteu um jovem de 16 anos a uma prática de exorcismo para "curá-lo" do homossexualismo e depois divulgou um vídeo do acontecimento no portal "YouTube", informou hoje o jornal "New York Post".
Com uma duração de 20 minutos, o vídeo, que já foi eliminado do site, mostrava o jovem deitado no chão enquanto sofria convulsões e várias pessoas que gritavam "saia do seu corpo, demônio homossexual".

"Espírito homossexual, te chamamos para que abandone este corpo. Liberte-o, Lucifer!", gritava o grupo diante do jovem, que começa a sessão de pé e acaba vomitando no chão de uma igreja da cidade de Bridgeport, onde a comunidade chamada "Manifested Glory Ministries" se reúne.

Em outra cena, algumas pessoas sustentam o jovem pelos braços, enquanto um deles pede ao suposto espírito que saia "pela barriga do rapaz" e pede para o resto das pessoas pressionarem seu estômago.

Os membros da comunidade negaram que o menino tenha sofrido algum tipo de ferimento e disseram que respeitam os homossexuais.

"Não temos nada contra os homossexuais. Simplesmente não compartilhamos seu estilo de vida", disse a reverenda Patricia McKinney, que mostrou seu convencimento de que "um homem deve estar com uma mulher e uma mulher com um homem" e que explicou que o rapaz se vestia "como uma menina".

McKinney disse o rapaz tem 18 anos, mas ele disse ter 16.

O vídeo causou revolta em várias associações que defendem os direitos dos homossexuais, que asseguraram que casos como este se repetem em muitos pontos do país.

"Casos assim ocorrem o tempo todo. Não é um fato isolado", disse Kamora Harrington, uma dos líderes da associação "True Colors", que teve contato com o menino e denunciou o acontecimento para as autoridades de Connecticut.

Os membros da "True Colors" disseram ao "New York Post" que o jovem tinha sido vítima desse tipo de ritual em duas ocasiões anteriores por vontade própria e assessorado pelo líder da comunidade religiosa.

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18.6.09
RIO - Os brasileiros estão fazendo mais sexo casual e se protegendo menos nas relações sexuais, indica pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Foram entrevistados 8 mil brasileiros entre 15 e 64 anos de idade nas cinco regiões do país. O resultado mostra que 77% da população são sexualmente ativos, e que o número de pessoas que afirmam praticar o sexo casual dobrou nos últimos quatro anos. Cerca de 16% dos entrevistados admitiram ter traído o parceiro no último ano. A pesquisa também aponta que 10,5% dos jovens e 7,3% da população adulta do país já conheceram um parceiro sexual pela internet. Leia mais: Temporão alerta para o risco de banalização da Aids
A boa notícia é que o uso do preservativo aumentou entre os jovens de até 24 anos. Enquanto 68% deles afirmam ter usado camisinha na última relação sexual, apenas 38% dos adultos acima de 50 anos afirmam o mesmo, e somente 16,6% dos adultos entre 25 e 49 anos adotam a mesma prática.
A médica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde, lembra que apesar de quase metade (45,7%) da população confirmar o uso consistente da camisinha na primeira relação sexual com um novo parceiro, o número cai a medida que a confiança entre o casal cresce.
- Os jovens de hoje nasceram na era da Aids, por isso a relação com o preservativo é mais habitual - explica a médica.
Mulheres solteiras, indica a pesquisa, exigem sexo seguro duas vezes mais que as mulheres casadas, e os homens usam camisinha quatro vezes mais em relações casuais do que em relações estáveis. Jovens de até 24 anos costumam ter o dobro de parceiros casuais do que aqueles com idades entre 25 e 49 anos.
Brasileiros estão mais conscientes dos riscos do HIV
A pesquisa também aponta que os brasileiros estão entre os mais informados do mundo sobre as formas de infecção e da prevenção da Aids. Mais de 95% da população sabe que o uso do preservativo é a melhor forma de evitar a transmissão do HIV, e 90% dos entrevistados afirmam saber que a doença não tem cura.
O Ministério da Saúde também avaliou que quanto mais fácil for o acesso aos preservativos, maior é a chance da pessoa se proteger na próxima relação sexual. Segundo os resultados, quem já recebeu um preservativo gratuitamente na escola ou no posto de saúde tem duas vezes mais chance de adotar o hábito do que aqueles que não têm fácil acesso ao produto.


O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:36  comentar


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colaboradores: carmen e maria celia

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