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19.7.09

Ex-presidente da África do Sul 'soprou as velinhas' em Johannesburgo.Concerto em sua homenagem teve a participação de Aretha Franklin, Stevie Wonder e outros.

O ex-presidente sul-africano e lider histórico anti-apartheid Nelson Mandela celebrou seu 91º aniversário neste sábado (18) em Johannesburgo.
Além da comemoração em família, Mandela foi homenageado com um show no Radio City Music Hall, em Nova York, com participação de Aretha Franklin, Stevie Wonder e Carla Bruni, entre outros.
O acontecimento encerrou uma semana de celebrações do 91º aniversário de Nelson Mandela. O 90º aniversário de Mandela foi celebrado em Londres.
A campanha de coleta de fundos leva o número 46664, que era o de sua inscrição nas prisões africanas, nas quais passou 27 anos, antes de converter-se no primeiro presidente negro da África do Sul, país que governou de 1994 a 1999.



G1
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link do postPor anjoseguerreiros, às 10:09  comentar

10.7.09

Mesmo admitindo que o tema deva ser abertamente debatido, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) deixou claro, nesta sexta-feira (10), que é contrário à ideia da reparação financeira a todos os brasileiros descendentes de escravos. Em Plenário, ele disse que essa forma de reparação, além de financeiramente insustentável, seria também moralmente condenável, já que não seria lícito pagar o "pecado" da escravidão com dinheiro.
- Esse não é o caminho porque, moralmente, acho que degrada uma compensação em dinheiro para comprar o sofrimento brutal em que viveram os antepassados. Além disso, não tem dinheiro que chegue - disse.
Ao abrir o pronunciamento, o senador informou que o tema da reparação foi debatido em audiência pública, nessa semana, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A ideia é pagar, em parcela única, pelo menos R$ 200 mil a todo brasileiro que comprovar ascendência negra. Considerando que existem no país cerca de 80 milhões de afrodescentes, a medida poderia custar aos cofres públicos valor superior a R$ 16 quatrilhões.
- Esse dinheiro não vai sair dos donos de escravos, porque eles já morreram. Vai sair do Estado; portanto, vai sair do povo, vai sair dos próprios descendentes dos escravos - criticou.
Cristovam lembrou que o país já vem pagando indenizações aos perseguidos políticos do regime militar de 1964, o que ele considera negativo. Como consequência, afirmou, os torturadores podem ficar soltos, já que o Estado "remunerou o sofrimento" dos que lutaram contra a ditadura. Agora, disse o senador, os torturadores se sentem no direito de dizer que "já pagaram o seu pecado".
- Quem lutou, quem enfrentou regime militar, quem sofreu tem que ser sim reparado com nomes de rua, com nomes na História em letras maiúsculas, com o reconhecimento público, com os aplausos pelo heroísmo- afirmou o senador, ressalvando que as indenizações são justificáveis para viúvas e órfãos dos que foram assassinados.
Como lembrou Cristovam, ainda não foi erguido no país um grande monumento em homenagem aos escravos brasileiros, pela contribuição que deram à construção do país. Em sua opinião, esse monumento, no entanto, não deve ser apenas "pedras ou uma escultura", mas também um centro de pesquisas e estudos sobre a experiência da escravidão e de políticas para a superação de seus efeitos.
Mas a verdadeira reparação, conforme o senador, só poderá ocorrer por meio de uma "visão de futuro", com a garantia de educação pública de qualidade para os descentes dos escravos - como salientou, com a vantagem de se tratar de uma política que não discriminaria nenhum outro brasileiro. O que ele disse ser inadmissível é o país continuar considerando como algo normal as grandes diferenças entre negros e brancos - citou que, na média, os negros possuem salários menores, escolaridade inferior e compõem a maior parte da população dos presos nas cadeias e dos analfabetos.
- Se tivéssemos, em 1889, começado um programa de educação para todos, com a inauguração da República, hoje não haveria no Brasil essa imoralidade; não haveria essa vergonha de escondermos, inclusive debaixo do tapete, que não somos racistas, quando o Brasil é um país que trata as raças de uma maneira diferente.

Da Redação / Agência Senado
Foto: Luis Mileu (Olhares)
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:14  comentar

24.6.09
Sou branco. Minha mulher é branca. Adotamos 3 crianças negras. Ninguém é capaz de imaginar as situações pelas quais passamos. Só quem as viveu, conscientemente, pode avaliar.

Quando entramos na fila de adoção, a assistente social (negra) tentou nos dissuadir da idéia de adotarmos crianças negras, alegando que “isso não dá certo”.

Na padaria do bairro (chiquezinha) se as crianças corressem na frente (frequentemente vestindo o uniforme da escola), logo eram barradas pelo segurança (precisei dar alguns “esporros” até que parassem com isso).

Voltando de férias da Bahia, avião com overbooking; o atendente da cia. aérea nos colocou num canto, de pé, ao lado da cabine do piloto. Várias pessoas (todas brancas) entravam e nós esperando. Perdi a paciência e juntei o sujeito pelo colarinho. “Tá me achando com cara de palhaço?”. Os lugares apareceram milagrosamente.

Na livraria do aeroporto a mulher à minha frente, na fila do caixa, protege a bolsa quando minha filha se aproxima (minha filha é linda e estava vestida como uma bonequinha, laço de fita no cabelo e tudo mais). Pensei: vale a pena estragar a viagem prá discutir com essa idiota? Deixei prá lá.

Festa de aniversário no kartódromo. Fila de meninos para entrar nos carros. Deixo meu filho na fila e vou fazer outra coisa. Volto meia hora depois e ele ainda está na fila. Pergunto: o que houve? Ele: vários meninos entraram e o tio manda eu esperar. Olho pro “Tio” e ameaço: se ele não entrar na próxima, chamo a polícia. Rapidinho aparece um kart.

Na escola (classe média alta, mensalidade cara), qualquer encrenca envolvendo vários meninos, logo sobrava para os “pretinhos”. Chamei o diretor às falas, ameacei processar e levar o assunto para a mídia. Resultado: a perseguição aberta cessou, mas nasceu a perseguição institucional (na prova de matemática, ainda que todos os cálculos estivessem corretos, perdiam pontos por erros de português). Troquei de escola e adotei definitivamente o estilo low profile.

Desisti? Não! Apenas decidi criar meus filhos para saberem driblar tais situações. Estudem mais, sejam os melhores da classe, comportem-se mais que seus colegas, sejam mais educados, enfim, tenham mais paciência que seu pai. Provem para vocês mesmos que são os melhores, não pelo fato de serem negros (e nem apesar de serem negros) Sejam melhores, pelo prazer de serem melhores, por méritos próprios. E só!

E se, no futuro, nosso país não tiver passado por uma mudança radical, que lhes permita viver em paz, que tenham estudado o bastante para encontrar uma vida melhor em qualquer outro lugar do mundo, onde as pessoas sejam valorizadas por seus dotes e qualidades, não importando a cor ou a origem. E onde haja menos idiotas. Em todos os sentidos.

P.S.: eu vivo repetindo: cachorro pode ter raça; gato pode ter raça; gente pode, no máximo, ter cor diferente. Raça? Somos todos da RAÇA HUMANA (ainda que muita gente se esforce para me convencer do contrário)!!!



Luis Nassif
link do postPor anjoseguerreiros, às 15:11  comentar

Sou branco. Minha mulher é branca. Adotamos 3 crianças negras. Ninguém é capaz de imaginar as situações pelas quais passamos. Só quem as viveu, conscientemente, pode avaliar.

Quando entramos na fila de adoção, a assistente social (negra) tentou nos dissuadir da idéia de adotarmos crianças negras, alegando que “isso não dá certo”.

Na padaria do bairro (chiquezinha) se as crianças corressem na frente (frequentemente vestindo o uniforme da escola), logo eram barradas pelo segurança (precisei dar alguns “esporros” até que parassem com isso).

Voltando de férias da Bahia, avião com overbooking; o atendente da cia. aérea nos colocou num canto, de pé, ao lado da cabine do piloto. Várias pessoas (todas brancas) entravam e nós esperando. Perdi a paciência e juntei o sujeito pelo colarinho. “Tá me achando com cara de palhaço?”. Os lugares apareceram milagrosamente.

Na livraria do aeroporto a mulher à minha frente, na fila do caixa, protege a bolsa quando minha filha se aproxima (minha filha é linda e estava vestida como uma bonequinha, laço de fita no cabelo e tudo mais). Pensei: vale a pena estragar a viagem prá discutir com essa idiota? Deixei prá lá.

Festa de aniversário no kartódromo. Fila de meninos para entrar nos carros. Deixo meu filho na fila e vou fazer outra coisa. Volto meia hora depois e ele ainda está na fila. Pergunto: o que houve? Ele: vários meninos entraram e o tio manda eu esperar. Olho pro “Tio” e ameaço: se ele não entrar na próxima, chamo a polícia. Rapidinho aparece um kart.

Na escola (classe média alta, mensalidade cara), qualquer encrenca envolvendo vários meninos, logo sobrava para os “pretinhos”. Chamei o diretor às falas, ameacei processar e levar o assunto para a mídia. Resultado: a perseguição aberta cessou, mas nasceu a perseguição institucional (na prova de matemática, ainda que todos os cálculos estivessem corretos, perdiam pontos por erros de português). Troquei de escola e adotei definitivamente o estilo low profile.

Desisti? Não! Apenas decidi criar meus filhos para saberem driblar tais situações. Estudem mais, sejam os melhores da classe, comportem-se mais que seus colegas, sejam mais educados, enfim, tenham mais paciência que seu pai. Provem para vocês mesmos que são os melhores, não pelo fato de serem negros (e nem apesar de serem negros) Sejam melhores, pelo prazer de serem melhores, por méritos próprios. E só!

E se, no futuro, nosso país não tiver passado por uma mudança radical, que lhes permita viver em paz, que tenham estudado o bastante para encontrar uma vida melhor em qualquer outro lugar do mundo, onde as pessoas sejam valorizadas por seus dotes e qualidades, não importando a cor ou a origem. E onde haja menos idiotas. Em todos os sentidos.

P.S.: eu vivo repetindo: cachorro pode ter raça; gato pode ter raça; gente pode, no máximo, ter cor diferente. Raça? Somos todos da RAÇA HUMANA (ainda que muita gente se esforce para me convencer do contrário)!!!



Luis Nassif
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16.6.09
SÃO PAULO - A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo apreendeu nesta terça-feira o código de regras de um grupo neonazista denominado Front 88. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos e a polícia estima que cerca de 20 a 30 pessoas fazem parte do grupo. Segundo a delegada Margarete Barreto, titular do Decradi, a guerra entre grupos neonazistas já resultaram em um assassinato na capital paulista em 2007 e uma tentativa de homicídio em agosto do ano passado.
H.H.A., um adolescente integrante do Front 88, é acusado de matar em 2007, na Rua Augusta, Ricardo Sutamis, membro de outro grupo neonazista. Rogério Moreira, outro alvo de H.H.A, conseguiu escapar com vida. Em 2 de agosto passado, Moreira teria tentado matar H.H.A para vingar a morte do amigo. Moreira foi indiciado e as buscas desta terça-feira devem ajudar a colher provas contra a atuação dele e de seu grupo.
O Front 88 tem ligações com o Neuland, grupo acusado de matar dois jovens no Paraná em abril passado. Segundo Margarette, o economista Ricardo Barollo, integrante do Neuland e preso como mandante do duplo assassinato no Paraná, pagou a viagem de integrantes do Front 88 para encontros realizados no estado vizinho. O Neuland estaria treinando integrantes do Front 88, já que o Neuland é um grupo armado e com treinamento paramilitar.
Nas buscas autorizadas pela Justiça, a polícia apreendeu, além do código de regras do Front 88, armas brancas, armas de brinquedo, livros de propaganda neonazista e o código de regras.
A delegada Margarete afirma que a hierarquia do Front 88 é por idade - os mais novos devem obediência e respeito aos mais velhos. Todos devem comparecer a cada 15 dias nas reuniões. Se precisar se ausentar, é preciso justificar o motivo. Caso contrário, o integrante é sumariamente expulso.
Segundo ela, um sistema de comunicação por códigos indica os locais de reuniões, para que eles não sejam alcançados pela polícia. Os integrantes do grupo, assim como os do Neuland, se autodenominam soldados.
- Há em curso uma uma guerra entre os grupos intolerância - diz Margarete, ao explicar o motivo dos assassinatos entre neonazistas.
O polícia paulista investiga a atuação de pelo menos 35 pessoas no grupo neonazista Neuland. Segundo a Decradi, cerca de 25 grupos neonazistas atuam no estado, mas o de Barollo, denominado Neuland, é considerado o mais organizado ideologicamente. Além de São Paulo, os neonazistas são investigados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Leia também: Neonazistas são suspeitos de 10 mortes nos últimos 60 dias.
O grupo Neuland tem células em atuação na capital paulista, onde está o maior número de participantes, e está organizado em células nas cidades de Campinas, Sorocaba e Limeira. Além de Barollo, apenas mais um integrante do grupo foi indiciado por crime ligado à ação do grupo. Trata-se de Alessandro Martines, 31 anos, preso em 13 de junho de 2008, no município de Santo André, no ABC paulista, com 147 itens de armamentos, entre espingardas, pistolas, carabinas, carregadores, munição e facas Butterfly.
O processo contra Martines foi distribuído à 2ª Vara Criminal do Fórum de Santo André. Martines está sendo acusado, principalmente, por crimes vinculados ao porte ilegal de armas. Não há informação disponível sobre possível indiciamento por crime de racismo.

Preconceito é crime. Denuncie!
Manifestações de discriminação em razão da origem, raça, etnia, sexo, orientação sexual, cor, idade, crença religiosa ou outras formas de preconceito são consideradas atividades criminosas. Estes crimes estão tipificados no art. 241 da Lei Federal n.º 8.069/90 e no art. 20 da Lei Federal n.º 7.716/89.


O Globo On Line
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SÃO PAULO - A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo apreendeu nesta terça-feira o código de regras de um grupo neonazista denominado Front 88. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos e a polícia estima que cerca de 20 a 30 pessoas fazem parte do grupo. Segundo a delegada Margarete Barreto, titular do Decradi, a guerra entre grupos neonazistas já resultaram em um assassinato na capital paulista em 2007 e uma tentativa de homicídio em agosto do ano passado.
H.H.A., um adolescente integrante do Front 88, é acusado de matar em 2007, na Rua Augusta, Ricardo Sutamis, membro de outro grupo neonazista. Rogério Moreira, outro alvo de H.H.A, conseguiu escapar com vida. Em 2 de agosto passado, Moreira teria tentado matar H.H.A para vingar a morte do amigo. Moreira foi indiciado e as buscas desta terça-feira devem ajudar a colher provas contra a atuação dele e de seu grupo.
O Front 88 tem ligações com o Neuland, grupo acusado de matar dois jovens no Paraná em abril passado. Segundo Margarette, o economista Ricardo Barollo, integrante do Neuland e preso como mandante do duplo assassinato no Paraná, pagou a viagem de integrantes do Front 88 para encontros realizados no estado vizinho. O Neuland estaria treinando integrantes do Front 88, já que o Neuland é um grupo armado e com treinamento paramilitar.
Nas buscas autorizadas pela Justiça, a polícia apreendeu, além do código de regras do Front 88, armas brancas, armas de brinquedo, livros de propaganda neonazista e o código de regras.
A delegada Margarete afirma que a hierarquia do Front 88 é por idade - os mais novos devem obediência e respeito aos mais velhos. Todos devem comparecer a cada 15 dias nas reuniões. Se precisar se ausentar, é preciso justificar o motivo. Caso contrário, o integrante é sumariamente expulso.
Segundo ela, um sistema de comunicação por códigos indica os locais de reuniões, para que eles não sejam alcançados pela polícia. Os integrantes do grupo, assim como os do Neuland, se autodenominam soldados.
- Há em curso uma uma guerra entre os grupos intolerância - diz Margarete, ao explicar o motivo dos assassinatos entre neonazistas.
O polícia paulista investiga a atuação de pelo menos 35 pessoas no grupo neonazista Neuland. Segundo a Decradi, cerca de 25 grupos neonazistas atuam no estado, mas o de Barollo, denominado Neuland, é considerado o mais organizado ideologicamente. Além de São Paulo, os neonazistas são investigados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Leia também: Neonazistas são suspeitos de 10 mortes nos últimos 60 dias.
O grupo Neuland tem células em atuação na capital paulista, onde está o maior número de participantes, e está organizado em células nas cidades de Campinas, Sorocaba e Limeira. Além de Barollo, apenas mais um integrante do grupo foi indiciado por crime ligado à ação do grupo. Trata-se de Alessandro Martines, 31 anos, preso em 13 de junho de 2008, no município de Santo André, no ABC paulista, com 147 itens de armamentos, entre espingardas, pistolas, carabinas, carregadores, munição e facas Butterfly.
O processo contra Martines foi distribuído à 2ª Vara Criminal do Fórum de Santo André. Martines está sendo acusado, principalmente, por crimes vinculados ao porte ilegal de armas. Não há informação disponível sobre possível indiciamento por crime de racismo.

Preconceito é crime. Denuncie!
Manifestações de discriminação em razão da origem, raça, etnia, sexo, orientação sexual, cor, idade, crença religiosa ou outras formas de preconceito são consideradas atividades criminosas. Estes crimes estão tipificados no art. 241 da Lei Federal n.º 8.069/90 e no art. 20 da Lei Federal n.º 7.716/89.


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SÃO PAULO - A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo apreendeu nesta terça-feira o código de regras de um grupo neonazista denominado Front 88. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos e a polícia estima que cerca de 20 a 30 pessoas fazem parte do grupo. Segundo a delegada Margarete Barreto, titular do Decradi, a guerra entre grupos neonazistas já resultaram em um assassinato na capital paulista em 2007 e uma tentativa de homicídio em agosto do ano passado.
H.H.A., um adolescente integrante do Front 88, é acusado de matar em 2007, na Rua Augusta, Ricardo Sutamis, membro de outro grupo neonazista. Rogério Moreira, outro alvo de H.H.A, conseguiu escapar com vida. Em 2 de agosto passado, Moreira teria tentado matar H.H.A para vingar a morte do amigo. Moreira foi indiciado e as buscas desta terça-feira devem ajudar a colher provas contra a atuação dele e de seu grupo.
O Front 88 tem ligações com o Neuland, grupo acusado de matar dois jovens no Paraná em abril passado. Segundo Margarette, o economista Ricardo Barollo, integrante do Neuland e preso como mandante do duplo assassinato no Paraná, pagou a viagem de integrantes do Front 88 para encontros realizados no estado vizinho. O Neuland estaria treinando integrantes do Front 88, já que o Neuland é um grupo armado e com treinamento paramilitar.
Nas buscas autorizadas pela Justiça, a polícia apreendeu, além do código de regras do Front 88, armas brancas, armas de brinquedo, livros de propaganda neonazista e o código de regras.
A delegada Margarete afirma que a hierarquia do Front 88 é por idade - os mais novos devem obediência e respeito aos mais velhos. Todos devem comparecer a cada 15 dias nas reuniões. Se precisar se ausentar, é preciso justificar o motivo. Caso contrário, o integrante é sumariamente expulso.
Segundo ela, um sistema de comunicação por códigos indica os locais de reuniões, para que eles não sejam alcançados pela polícia. Os integrantes do grupo, assim como os do Neuland, se autodenominam soldados.
- Há em curso uma uma guerra entre os grupos intolerância - diz Margarete, ao explicar o motivo dos assassinatos entre neonazistas.
O polícia paulista investiga a atuação de pelo menos 35 pessoas no grupo neonazista Neuland. Segundo a Decradi, cerca de 25 grupos neonazistas atuam no estado, mas o de Barollo, denominado Neuland, é considerado o mais organizado ideologicamente. Além de São Paulo, os neonazistas são investigados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Leia também: Neonazistas são suspeitos de 10 mortes nos últimos 60 dias.
O grupo Neuland tem células em atuação na capital paulista, onde está o maior número de participantes, e está organizado em células nas cidades de Campinas, Sorocaba e Limeira. Além de Barollo, apenas mais um integrante do grupo foi indiciado por crime ligado à ação do grupo. Trata-se de Alessandro Martines, 31 anos, preso em 13 de junho de 2008, no município de Santo André, no ABC paulista, com 147 itens de armamentos, entre espingardas, pistolas, carabinas, carregadores, munição e facas Butterfly.
O processo contra Martines foi distribuído à 2ª Vara Criminal do Fórum de Santo André. Martines está sendo acusado, principalmente, por crimes vinculados ao porte ilegal de armas. Não há informação disponível sobre possível indiciamento por crime de racismo.

Preconceito é crime. Denuncie!
Manifestações de discriminação em razão da origem, raça, etnia, sexo, orientação sexual, cor, idade, crença religiosa ou outras formas de preconceito são consideradas atividades criminosas. Estes crimes estão tipificados no art. 241 da Lei Federal n.º 8.069/90 e no art. 20 da Lei Federal n.º 7.716/89.


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2.6.09
PORTO ALEGRE - Nos últimos meses, pelo menos sete casos de agressões contra homossexuais e negros teriam ocorrido em Caxias do Sul e os autores dos atos de intolerância seriam skinheads ligados a movimentos neonazistas. Nenhum dos casos foi registrado na polícia. O último ataque ocorreu no início de maio, quando três travestis caminhavam pela Rua Ernesto Alves, no Centro, e foram apedrejados por três jovens de cabeças raspadas, que vestiam roupas escuras. Na semana passada, um homem negro foi abordado por outros três jovens e levou dois socos. Os agressores justificaram seus atos com palavras de preconceito e racismo.
Os autores sempre agem em grupo e atacam em ruas de pouco movimento. Geralmente, usam correntes ou pedaços de pau. As autoridades não sabem quantificar quantas pessoas fazem parte desses grupos, mas reportagem do jornal "Pioneiro" apurou que seriam em torno de 20 integrantes.
A nova onda de violência seria provocada pela nova geração dos cabeças raspadas, alguns deles ligados ao movimento neonazista conhecido como Neuland (terra nova, em alemão. Esses rapazes são mais perigosos e intolerantes, segundo o fundador do movimento skinhead em Caxias do Sul.
Ameaçado de morte e chamado de traidor pelos antigos companheiros, o homem de 30 anos criou o primeiro grupo de extrema direita na cidade. Hooje se diz arrependido de ter participado de grupos de intolerância.
- A nova geração está sem controle. São mais perigosos que os antigos skinheads e, para eles, matar é uma opção - avisa o ex-líder, que trabalha como mecânico.
O skinhead, que pede anonimato por razões de segurança, criou o grupo no fim dos anos 1990. No auge, pelo menos 30 rapazes seguiam os mesmos ideais. A turma promovia ataques contra os punks. Em 2005, o morador de Caxias foi preso com outros amigos por envolvimento numa tentativa de homicídio contra três judeus em Porto Alegre. Ele nega o crime, mas o caso tramita na Justiça.
Apesar desse delito, o homem garante que não permitia o uso de arma de fogo no grupo, ao contrário do movimento Neuland. Ele diz rer sido ameaçado de morte por integrantes do Neuland por discordar do projeto do grupo.
- Entrei no movimento skinhead há 10 anos e foi um tempo jogado no lixo. Dez anos de incomodação, perseguições, ameaças - desabafa.
O homem afirma que atualmente precisa se cuidar para não ser atacado por antigos desafetos. Porém, garante que está afastado do movimento há quase um ano. Ele diz que começou a rever seus conceitos durante os meses em que passou recolhido em uma cela em Porto Alegre, acusado pela tentativa de homicídio de 2005.
Na cadeia, parte da sua ideologia enfraqueceu. Sofreu agressões, passou fome e frio. Mas teve a ajuda de muitos negros, justamente o tipo de pessoas que o movimento discrimina.
- Com o passar do tempo, você encontra amizades verdadeiras e falsas no meio skinhead. Hoje em dia tenho diversos tipos de amigos, negros, mestiços, do movimento hip hop, punk. São pessoas que me respeitam e me admiram por ter conseguido me livrar desse vírus. Eu aconselho aos jovens a não entrarem nisso. No começo é bom, mas depois sua vida se torna um inferno.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:30  comentar

PORTO ALEGRE - Nos últimos meses, pelo menos sete casos de agressões contra homossexuais e negros teriam ocorrido em Caxias do Sul e os autores dos atos de intolerância seriam skinheads ligados a movimentos neonazistas. Nenhum dos casos foi registrado na polícia. O último ataque ocorreu no início de maio, quando três travestis caminhavam pela Rua Ernesto Alves, no Centro, e foram apedrejados por três jovens de cabeças raspadas, que vestiam roupas escuras. Na semana passada, um homem negro foi abordado por outros três jovens e levou dois socos. Os agressores justificaram seus atos com palavras de preconceito e racismo.
Os autores sempre agem em grupo e atacam em ruas de pouco movimento. Geralmente, usam correntes ou pedaços de pau. As autoridades não sabem quantificar quantas pessoas fazem parte desses grupos, mas reportagem do jornal "Pioneiro" apurou que seriam em torno de 20 integrantes.
A nova onda de violência seria provocada pela nova geração dos cabeças raspadas, alguns deles ligados ao movimento neonazista conhecido como Neuland (terra nova, em alemão. Esses rapazes são mais perigosos e intolerantes, segundo o fundador do movimento skinhead em Caxias do Sul.
Ameaçado de morte e chamado de traidor pelos antigos companheiros, o homem de 30 anos criou o primeiro grupo de extrema direita na cidade. Hooje se diz arrependido de ter participado de grupos de intolerância.
- A nova geração está sem controle. São mais perigosos que os antigos skinheads e, para eles, matar é uma opção - avisa o ex-líder, que trabalha como mecânico.
O skinhead, que pede anonimato por razões de segurança, criou o grupo no fim dos anos 1990. No auge, pelo menos 30 rapazes seguiam os mesmos ideais. A turma promovia ataques contra os punks. Em 2005, o morador de Caxias foi preso com outros amigos por envolvimento numa tentativa de homicídio contra três judeus em Porto Alegre. Ele nega o crime, mas o caso tramita na Justiça.
Apesar desse delito, o homem garante que não permitia o uso de arma de fogo no grupo, ao contrário do movimento Neuland. Ele diz rer sido ameaçado de morte por integrantes do Neuland por discordar do projeto do grupo.
- Entrei no movimento skinhead há 10 anos e foi um tempo jogado no lixo. Dez anos de incomodação, perseguições, ameaças - desabafa.
O homem afirma que atualmente precisa se cuidar para não ser atacado por antigos desafetos. Porém, garante que está afastado do movimento há quase um ano. Ele diz que começou a rever seus conceitos durante os meses em que passou recolhido em uma cela em Porto Alegre, acusado pela tentativa de homicídio de 2005.
Na cadeia, parte da sua ideologia enfraqueceu. Sofreu agressões, passou fome e frio. Mas teve a ajuda de muitos negros, justamente o tipo de pessoas que o movimento discrimina.
- Com o passar do tempo, você encontra amizades verdadeiras e falsas no meio skinhead. Hoje em dia tenho diversos tipos de amigos, negros, mestiços, do movimento hip hop, punk. São pessoas que me respeitam e me admiram por ter conseguido me livrar desse vírus. Eu aconselho aos jovens a não entrarem nisso. No começo é bom, mas depois sua vida se torna um inferno.



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PORTO ALEGRE - Nos últimos meses, pelo menos sete casos de agressões contra homossexuais e negros teriam ocorrido em Caxias do Sul e os autores dos atos de intolerância seriam skinheads ligados a movimentos neonazistas. Nenhum dos casos foi registrado na polícia. O último ataque ocorreu no início de maio, quando três travestis caminhavam pela Rua Ernesto Alves, no Centro, e foram apedrejados por três jovens de cabeças raspadas, que vestiam roupas escuras. Na semana passada, um homem negro foi abordado por outros três jovens e levou dois socos. Os agressores justificaram seus atos com palavras de preconceito e racismo.
Os autores sempre agem em grupo e atacam em ruas de pouco movimento. Geralmente, usam correntes ou pedaços de pau. As autoridades não sabem quantificar quantas pessoas fazem parte desses grupos, mas reportagem do jornal "Pioneiro" apurou que seriam em torno de 20 integrantes.
A nova onda de violência seria provocada pela nova geração dos cabeças raspadas, alguns deles ligados ao movimento neonazista conhecido como Neuland (terra nova, em alemão. Esses rapazes são mais perigosos e intolerantes, segundo o fundador do movimento skinhead em Caxias do Sul.
Ameaçado de morte e chamado de traidor pelos antigos companheiros, o homem de 30 anos criou o primeiro grupo de extrema direita na cidade. Hooje se diz arrependido de ter participado de grupos de intolerância.
- A nova geração está sem controle. São mais perigosos que os antigos skinheads e, para eles, matar é uma opção - avisa o ex-líder, que trabalha como mecânico.
O skinhead, que pede anonimato por razões de segurança, criou o grupo no fim dos anos 1990. No auge, pelo menos 30 rapazes seguiam os mesmos ideais. A turma promovia ataques contra os punks. Em 2005, o morador de Caxias foi preso com outros amigos por envolvimento numa tentativa de homicídio contra três judeus em Porto Alegre. Ele nega o crime, mas o caso tramita na Justiça.
Apesar desse delito, o homem garante que não permitia o uso de arma de fogo no grupo, ao contrário do movimento Neuland. Ele diz rer sido ameaçado de morte por integrantes do Neuland por discordar do projeto do grupo.
- Entrei no movimento skinhead há 10 anos e foi um tempo jogado no lixo. Dez anos de incomodação, perseguições, ameaças - desabafa.
O homem afirma que atualmente precisa se cuidar para não ser atacado por antigos desafetos. Porém, garante que está afastado do movimento há quase um ano. Ele diz que começou a rever seus conceitos durante os meses em que passou recolhido em uma cela em Porto Alegre, acusado pela tentativa de homicídio de 2005.
Na cadeia, parte da sua ideologia enfraqueceu. Sofreu agressões, passou fome e frio. Mas teve a ajuda de muitos negros, justamente o tipo de pessoas que o movimento discrimina.
- Com o passar do tempo, você encontra amizades verdadeiras e falsas no meio skinhead. Hoje em dia tenho diversos tipos de amigos, negros, mestiços, do movimento hip hop, punk. São pessoas que me respeitam e me admiram por ter conseguido me livrar desse vírus. Eu aconselho aos jovens a não entrarem nisso. No começo é bom, mas depois sua vida se torna um inferno.



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colaboradores: carmen e maria celia

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