notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
20.7.09

São direitos de todo cidadão:

- Ter acesso ao conjunto de ações e serviços necessários para a promoção, a proteção e a recuperação da sua saúde.

- Ter acesso gratuito, mediante financiamento público, aos medicamentos necessários para tratar e restabelecer sua saúde.

- Ter acesso ao atendimento ambulatorial em tempo razoável para não prejudicar sua saúde. Ter à disposição mecanismos ágeis que facilitem a marcação de consultas ambulatoriais e exames, seja por telefone, meios eletrônicos ou pessoalmente.

- Ter acesso a centrais de vagas ou a outro mecanismo que facilite a internação hospitalar, sempre que houver indicação, evitando que, no caso de doença ou gravidez, você tenha que percorrer os estabelecimentos de saúde à procura de um leito.

- Ter direito, em caso de risco de vida ou lesão grave, a transporte e atendimento adequado em qualquer estabelecimento de saúde capaz de receber o caso, independente de seus recursos financeiros. Se necessária, a transferência somente poderá ocorrer quando seu quadro de saúde tiver estabilizado e houver segurança para você.

- Ser atendido, com atenção e respeito, de forma personalizada e com continuidade, em local e ambiente digno, limpo, seguro e adequado para o atendimento.

- Ser identificado e tratado pelo nome ou sobrenome e não por números, códigos ou de modo genérico, desrespeitoso ou preconceituoso.

- Ser acompanhado por pessoa indicada por você, se assim desejar, nas consultas, internações, exames pré-natais, durante trabalho de parto e no parto. No caso das crianças, elas devem ter no prontuário a relação de pessoas que poderão acompanhá-las integralmente durante o período de internação.

- Identificar as pessoas responsáveis direta e indiretamente por sua assistência, por meio de crachás visíveis, legíveis e que contenham o nome completo, a profissão e o cargo do profissional, assim como o nome da instituição.

- Ter autonomia e liberdade para tomar as decisões relacionadas à sua saúde e à sua vida; consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e com adequada informação prévia, procedimentos diagnósticos, terapêuticos ou outros atos médicos a serem realizados.

- Se você não estiver em condição de expressar sua vontade, apenas as intervenções de urgência, necessárias para a preservação da vida ou prevenção de lesões irreparáveis, poderão ser realizadas sem que seja consultada sua família ou pessoa próxima de confiança. Se, antes, você tiver manifestado por escrito sua vontade de aceitar ou recusar tratamento médico, essa decisão deverá ser respeitada.

- Ter liberdade de escolha do serviço ou profissional que prestará o atendimento em cada nível do sistema de saúde, respeitada a capacidade de atendimento de cada estabelecimento ou profissional.

- Ter, se desejar, uma segunda opinião ou parecer de outro profissional ou serviço sobre seu estado de saúde ou sobre procedimentos recomendados, em qualquer fase do tratamento, podendo, inclusive, trocar de médico, hospital ou instituição de saúde.

- Participar das reuniões dos conselhos de saúde; das plenárias das conferências de saúde; dos conselhos gestores das unidades e serviços de saúde e outras instâncias de controle social que discutem ou deliberam sobre diretrizes e políticas de saúde gerais e específicas.

- Ter acesso a informações claras e completas sobre os serviços de saúde existentes no seu município. Os dados devem incluir endereços, telefones, horários de funcionamento, mecanismos de marcação de consultas, exames, cirurgias, profissionais, especialidades médicas, equipamentos e ações disponíveis, bem como as limitações de cada serviço.

- Ter garantida a proteção de sua vida privada, o sigilo e a confidencialidade de todas as informações sobre seu estado de saúde, inclusive diagnóstico, prognóstico e tratamento, assim como todos os dados pessoais que o identifiquem, seja no armazenamento, registro e transmissão de informações, inclusive sangue, tecidos e outras substâncias que possam fornecer dados identificáveis. O sigilo deve ser mantido até mesmo depois da morte. Excepcionalmente, poderá ser quebrado após sua expressa autorização, por decisão judicial, ou diante de risco à saúde dos seus descendentes ou de terceiros.

- Ser informado claramente sobre os critérios de escolha e seleção ou programação de pacientes, quando houver limitação de capacidade de atendimento do serviço de saúde. A prioridade deve ser baseada em critérios médicos e de estado de saúde, sendo vetado o privilégio, nas unidades do SUS, a usuários particulares ou conveniados de planos e seguros saúde.

- Receber informações claras, objetivas, completas e compreensíveis sobre seu estado de saúde, hipóteses diagnósticas, exames solicitados e realizados, tratamentos ou procedimentos propostos, inclusive seus benefícios e riscos, urgência, duração e alternativas de solução. Devem ser detalhados os possíveis efeitos colaterais de medicamentos, exames e tratamentos a que será submetido. Suas dúvidas devem ser prontamente esclarecidas.

- Ter anotado no prontuário, em qualquer circunstância, todas as informações relevantes sobre sua saúde, de forma legível, clara e precisa, incluindo medicações com horários e dosagens utilizadas, risco de alergias e outros efeitos colaterais, registro de quantidade e procedência do sangue recebido, exames e procedimentos efetuados. Cópia do prontuário e quaisquer outras informações sobre o tratamento devem estar disponíveis, caso você solicite.

- Receber as receitas com o nome genérico dos medicamentos prescritos, datilografadas, digitadas ou escritas em letra legível, sem a utilização de códigos ou abreviaturas, com o nome, assinatura do profissional e número de registro no órgão de controle e regulamentação da profissão.

- Conhecer a procedência do sangue e dos hemoderivados e poder verificar, antes de recebê-los, o atestado de origem, sorologias efetuadas e prazo de validade.

- Ser prévia e expressamente informado quando o tratamento proposto for experimental ou fizer parte de pesquisa, o que deve seguir rigorosamente as normas de experimentos com seres humanos no país e ser aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do hospital ou instituição.

- Não ser discriminado nem sofrer restrição ou negação de atendimento, nas ações e serviços de saúde, em função da idade, raça, gênero, orientação sexual, características genéticas, condições sociais ou econômicas, convicções culturais, políticas ou religiosas, do estado de saúde ou da condição de portador de patologia, deficiência ou lesão preexistente.

- Ter um mecanismo eficaz de apresentar sugestões, reclamações e denúncias sobre prestação de serviços de saúde inadequados e cobranças ilegais, por meio de instrumentos apropriados, seja no sistema público, conveniado ou privado.

- Recorrer aos órgãos de classe e conselhos de fiscalização profissional visando a denúncia e posterior instauração de processo ético-disciplinar diante de possível erro, omissão ou negligência de médicos e demais profissionais de saúde durante qualquer etapa do atendimento ou tratamento.

As informações sobre saúde pública constantes desse guia baseiam-se nas orientações ao cidadão contidas na cartilha “O SUS pode ser o seu melhor plano de saúde”, elaborada pelo Idec. Para acessá-la, clique aqui.
Foto: Bruno Arantes - Olhares Fotografia .com

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19.7.09

Geração Biz esclarece juventude do país africano sobre a Aids.
G1 visitou uma de suas unidades na capital, Maputo
.

Moçambique está comemorando dez anos do programa Geração Biz, que dá orientação sexual e conscientiza os jovens do país africano sobre a Aids. “É o maior programa de prevenção para jovens no país e, provavelmente, um dos maiores programas de saúde sexual reprodutiva e prevenção do HIV do mundo", diz Regina Benevides, assessora técnica da Pathfinder para o programa.
Ela lembra que Moçambique tem 20 milhões de habitantes, entre os quais cerca de 6,3 milhões são jovens. Apenas no ano passado, o programa alcançou 3,7 milhões deles. O Geração Biz foi criado na Zambézia, norte do país, e em Maputo, no sul, mas hoje está em 103 distritos nas 11 províncias do país. Ele abrange 594 escolas secundárias e técnicas e tem a participação de cerca de 7.500 jovens que, como voluntários, orientam grupos em comunidades de todo o país com palestras, teatro e sessões de aconselhamento.

Os serviços de saúde, chamados SAAJ (Serviços de Saúde Amigos de Adolescentes e Jovens) são 244 em toda Moçambique e têm como meta não apenas informar sobre saúde sexual reprodutiva e direitos dos jovens, mas também sobre a responsabilidade de oferecer aconselhamento, testagem de HIV, métodos contraceptivos, além de desenvolver trabalho de apoio a jovens soropositivos.“Conseguimos perceber, ao longo desses anos, uma mudança de atitude, uma maior participação dos jovens na decisão sobre sua vida sexual”, diz Regina. Neste ano, segundo ela, será feita uma pesquisa ampla para avaliar os resultados do programa na escola. O Geração Biz é governamental e tem abordagem multissetorial. Ele é coordenado pelos ministérios de Saúde, Educação e Cultura e Juventude e Esporte, com o apoio técnico da ONG Pathfinder International e apoio programático-logístico do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas). Ele tem ainda a participação da sociedade civil, especialmente representada no programa pelas associações juvenis. Os encontros nas escolas, hospitais e dentro das próprias comunidades usam diferentes estratégias, segundo Regina. “Utilizamos vídeos e palestras com debates, teatros nas comunidades, além de disponibilizarmos preservativos e discutirmos outras formas dos jovens se apropriarem de seus direitos sexuais.” Segundo ela, as reuniões com jovens têm como prioridade aumentar a interação entre eles, tentando quebrar preconceitos e tabus. “Tenho amigos abertos para conversar, para falar sobre sexo, mas, no geral, há discriminação, há ainda muito medo em falar sobre o tema”, diz Ancha Manoel da Silva, 21 anos, que frequenta as reuniões no Hospital Central de Maputo. Durante a nossa visita, ela era uma das mais participativas, num grupo majoritariamente feminino e cheio de dúvidas, mas ainda inibido para perguntar. Os temas abordados são muito parecidos. Em quase todos os encontros eles giram em torno de masturbação, gravidez, aborto e doenças sexualmente transmissíveis. Os debates, muitas vezes, só evoluem se os voluntários questionam os jovens. “É porque ainda não se fala de sexo como um assunto normal. Os ativistas fazem perguntas, estimulam o debate durante todo o tempo e os encoraja a falar”, lembra Ancha. Em Maputo, Sergio Mahumane é supervisor e responsável por capacitar jovens que trabalham no programa. “As orientações são dadas a cada um deles, mas quando há algum problema, os ativistas passam por um curso de atualização. Também elaboramos um manual que serve de guia", explica o supervisor que entrou no programa em fevereiro de 2005. O fato de ele ser soropositivo estimulou a permanência no projeto, para ajudar pessoas a evitarem situações como as que ele enfrentou. “Quero ajudar o mundo inteiro a acabar com o preconceito. Apesar de difícil, realizo atividades para que as comunidades se sensibilizem em relação ao HIV e dissemino a nossa mensagem”, fala Sérgio.
Gil Mario é um desses jovens que aprenderam a ensinar sobre a dupla proteção, trazendo detalhes sobre métodos contraceptivos. Minoria em um grupo repleto de meninas, ele ajuda a esclarecer as dúvidas quando elas ficam, digamos, mais inibidas.


Temos que ser mais abertos. Os jovens precisam falar mais sobre a sexualidade para quebrar o tabu. Começamos por aqui. Depois pode ser feito em casa. No final, fica mais fácil de mudar a mentalidade em toda a sociedade”, conta Gil. Ele conversa com a gente enquanto observa uma discussão sobre masturbação, tema sempre muito delicado entre as mulheres de Moçambique. “Falamos de pontos importantes da vida sexual, como a masturbação, ainda repletos de mitos. Aqui, no país, ainda muitos há métodos tradicionais nos quais as pessoas acreditam. O importante é que, com o Geração Biz, ajudamos a transformar isso".
G1
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18.7.09
As dificuldades de relacionamento e os problemas que ninguém comenta – mas frequentemente aparecem depois da adoção. As histórias de sucesso e fracasso, o que os especialistas aconselham e o que pode mudar com a lei aprovada pelo Senado
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 18/julho/2009.
Luiz, de 12 anos, chegou a uma das Varas da Infância de São Paulo apenas com uma mochila nas costas. Nenhum brinquedo, nenhum livro, nenhum CD. Além de trazer poucos pertences, o menino parecia triste. Bem triste. Estava ali para ser devolvido. Depois de cinco anos em uma família, a mãe que o adotou não o quis mais. “Foi devolvido como se fosse um saco de batatas”, disse a psicóloga da Vara da Infância, Mônica Barros Rezende, que acompanhou o caso. A alegação da mãe adotiva foi que ele não obedecia mais. “Não aguento mais. Ele desobedece, falta na escola”, teria dito ela. A intervenção do Conselho Tutelar não adiantou. O Judiciário propôs uma terapia familiar, mas a mãe não compareceu. O que fazer? Luiz voltou ao abrigo para viver a experiência de abandono. O segundo. Na família em que nasceu, o pai o espancava com um pau e foi preso por tráfico de drogas. A mãe, que também apanhava do marido, não lhe dava comida nem banho. Luiz foi parar em uma instituição aos 2 anos, depois de ser encontrado pela polícia sozinho, aos prantos, com fome e sujo. Como ele tinha uma avó, o Conselho Tutelar deu-lhe a tarefa de criá-lo, mas ela não conseguiu. Ao voltar ao abrigo, Luiz estava com hematomas e um braço quebrado. Ficou ali até ser adotado, aos 7 anos. O Judiciário avisou que o menino tinha problemas de anemia, raquitismo e arritmia do coração, e a mãe adotiva o levou ao médico inúmeras vezes. Tudo parecia bem. Mas, quando ele entrou na adolescência, a mãe adotiva teve dois netos e, segundo os técnicos que acompanharam o caso, ela passou a cuidar mais deles que de Luiz. “O meu primo nasceu, e minha mãe só cuida deles”, teria dito o menino.
Luiz, como os demais personagens desta reportagem, recebeu um nome fictício, mas sua história é dolorosamente real. Há muitos casos de adoção que terminam dessa forma, naquilo que os especialistas chamam de segundo abandono. Não deveria acontecer, mas acontece. Existe uma brecha na lei quando a situação é irreversível ou acontece antes de a adoção ser formalizada. Traumática, assustadora, a devolução é o caso extremo de um fenômeno pouco discutido: o lado B da adoção – os problemas inesperados, os conflitos. Por ser um tema muito delicado, fala-se pouco sobre os problemas que enfrentam as famílias adotivas. As angústias e dificuldades existem, são palpáveis e se forem amplamente discutidas podem evitar situações desastrosas para a família que adota e, principalmente, para a criança, que já sofreu um primeiro abandono, o da família biológica. “Aquele discurso de que adoção é um ato de amor é, no mínimo, ultrapassado. A adoção demanda um estudo da situação, um preparo muito especial para aquilo que as pessoas estão se dispondo a realizar”, afirma o juiz Reinaldo Cintra Torres de Carvalho, da Vara da Infância da Lapa, em São Paulo. A maior parte das adoções tem um final feliz, mas, para que o sonho não se torne um pesadelo, quem adota precisa conhecer melhor esse universo. “O sentimento pela criança adotada pode ser o mesmo de um filho biológico, mas a situação não é a mesma”, diz a psicanalista paulista Maria Luiza Assis Ghirardi, que estuda o assunto há 15 anos e publicou no ano passado, na Universidade de São Paulo, a tese Devolução de crianças e adolescentes adotivos sob a ótica psicanalítica: reedição de histórias de abandono. “O fato de uma criança ser adotiva traz especificidades. O fato de alguém não poder gerar um filho também tem suas especificidades que precisam ser aceitas.”


Perfil desejado x realidade
As exigências dos pais em busca de uma criança “ideal” adiam o sonho e o direito da criança real à espera de uma família nas instituições de acolhimento


Para um convívio melhor
Psicólogos apontam as principais razões da devolução e como evitar que os problemas usuais cheguem a esse ponto

PROBLEMAS

O QUE FAZER

Convivência
Após anos da adoção, os pais dizem que não é possível mais ficar com a criança por dificuldades de convivência. É muito comum isso acontecer quando os filhos chegam à adolescência e começam a testar os pais

Entender que a adoção é um ato irrevogável.
Os conflitos acontecem com pais biológicos ou adotantes, principalmente na puberdade. A criança adotada pode estar testando os pais se eles realmente a amam. É preciso falar com as crianças sobre suas dificuldades. E, se necessário, procurar a ajuda de um técnico judiciário ou um psicólogo

Altruísmo
O adotante tem um sentimento de bondade ao realizar a adoção. Pensa que pode “salvar” a criança de um meio em que ela se encontra, com uma boa educação, enfocando apenas as necessidades dela. O altruísmo pode esconder uma baixa autoestima de quem adota, e isso poderá influir no relacionamento com a criança
Entender que nenhuma criança a ser adotada será “salva”. Ela será uma integrante da família. Se os pais se sentem altruístas, terão dificuldade em colocar limites e a criança nunca vai corresponder a suas expectativas

Infertilidade
Casais que não podem gerar seus próprios filhos podem ter expectativas exageradas em relação às crianças adotadas. Dependendo de como a infertilidade é elaborada, ela terá um efeito sobre a criança. Ao mesmo tempo que a criança adotada vai oferecer a possibilidade de uma nova família, ela também será a lembrança de que eles não puderam ter filhos
Elaborar o luto da impossibilidade de ter filhos biológicos. Compreender que as idealizações tendem ao fracasso, uma vez que a criança nunca vai alcançar os exatos ideais colocados pelos pais. Seja ela biológica ou não

Origem
Alguns casais tentam apagar o passado da criança. Existem aqueles que querem mudar o nome da criança e esconder que ela sofreu abandono. Ou ainda aqueles que apontam os problemas como consequência de sua origem biológica, ao chamá-la por exemplo de “sangue ruim”
Contar sempre a verdade. O passado da criança pertence a ela. A sugestão para o nome é que os pais considerem o nome de origem e acrescentem o de sua preferência. E nunca culpar o comportamento da criança por aquilo que ela viveu anteriormente

Fantasia de devolução
A fantasia de devolução costuma surgir com o aumento dos conflitos vividos na relação com a criança. Permeia a relação adotiva como uma possibilidade. Mas é preciso reforçar que a devolução só é considerada no estágio de convivência, ou seja, antes da adoção. Ou quando traz danos irreversíveis à criança
Quando a fantasia de devolução se intensifica, é sinal de que a relação pais-filho apresenta dificuldades que necessitam ser compreendidas e trabalhadas, com a ajuda de psicólogos e assistentes sociais

Kátia Mello e Liuca Yonaha.
Colaboraram Martha Mendonça, Nádia Mariano e Rodrigo Turrer

Época
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PERGUNTA E RESPOSTA
1.-
Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2. -
Quão útil é o álcool em gel para limpar as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.-
Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.-
É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.-
Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.-
Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.-
Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.-
De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar as mãos ou beijar no rosto, pelo nariz, boca e olhos.
9.-
O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.-
Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.-
A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.-
O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.-
Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.-
Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.-
Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.-
O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.-
Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.-
É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem algumas de maior qualidade que outras, mas se você não está doente é pior, porque o vírus pelo seu tamanho atravessa como se esta não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-a para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.-
Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.-
Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.-
Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.-
O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.-
Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.-
Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.-
Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de contágio e com estrito controle médico.
27.-
O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.-
Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomando.
29.-
Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.-
As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.-
Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NÃO.
32.-
O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.-
O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.-
O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.-
Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.-
Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.-
O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.-
Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.-
As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.-
Que medidas as pessoas que trabalham devem tomar?
Lavar as mãos muitas vezes ao dia.
41.-
Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirrem perto, pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.-
Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.-
Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.



E-mail enviado pela leitora e amiga Sonia Di Marino
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17.7.09

O medo de morrer e de perder os únicos bens que possuía – um botijão de gás, uma televisão e um rádio – fizeram uma mãe denunciar a própria filha, viciada em crack, à polícia.
Tudo começou quando traficantes foram, na manhã de quinta-feira (16), até à casa da viúva A. M. S., 49 anos, para que ela pagasse a dívida de R$180 contraída por sua filha, A. L., 21, em uma boca-de-fumo de São Caetano.
Desesperada, a mulher buscou socorro na 4ªDP (São Caetano). “Prefiro entregar ela à polícia do que saber que apareceu morta por aí”, desabafou a mãe.
A. M. mora na Boa Vista de São Caetano, com as duas netas, Y. e V. de 1 e 3 anos – filhas de A. L.. Antes de ir para a delegacia, deixou escondido na casa da vizinha a televisão e o rádio.
O rapaz, que aparentava ter por volta de 30 anos, tinha prometido retornar armado e acompanhado para carregar o “pagamento”. “Conversei com ele, mostrei as contas de luz atrasadas e que não tinha como pagar. Aí ele disse que eu era muito valente”.

Invasão
Poucos minutos depois da denúncia, policiais da delegacia de São Caetano acompanharam a senhora até a rua onde mora. E o que A. M. encontrou foi a porta da casa arrombada, seus pertences revirados, sem o botijão de gás na cozinha. “Como vou esquentar a comida agora, meu Deus do céu?”.
O medo de A. M., agora, é que a dívida seja quitada de uma forma muito mais drástica. Temendo por sua vida e das netas, anotou com esperança o número dos policiais.

Reincidência
Não foi a primeira vez que A. M. foi ameaçada pelos traficantes do bairro. Há cerca de um mês, o mesmo homem esteve na sua casa cobrando o valor devido por sua filha. “Não vou e não posso perder minha vida por causa dela”, lamentou a dona de casa.
A falta de estrutura familiar já denunciava que os cinco filhos de A. M. teriam uma vida conturbada. Quando crianças, os filhos presenciavam o pai – o músico da banda Muzenza A. F. R. S. -, batendo na mãe e levando outras mulheres para dentro de casa.
O grande desequilíbrio do lar, porém, ocorreu em 1997, quando A. morreu. Para a viúva, teria sido este o motivo para A. L. se tornar tão rebelde. “Quando meu marido morreu, ela começou a aprontar”. Desde lá, a garota passou a ficar mais na rua que em casa e a “andar com umas amizades estranhas”, de acordo com relatos da mãe.
“ Eu passei a ir todos os dias no colégio porque ela ficava fazendo sacanagem com os colegas”, lembrou. Há cinco anos, a relação entre as duas piorou e A. L. fugiu de casa sem dar explicações. A filha só voltou para casa quando ficou grávida.
Um pouco depois de nascer J., no entanto, A. L. entregou a filha à mãe e, sem a menor piedade, foi embora. Já o pai da criança morreu logo depois do nascimento em um confronto com a polícia.
As visitas à filha J. só voltaram a ocorrer com mais frequência há um ano, quando a filha rebelde ficou grávida de novo. Nada diferente do primeiro caso, a pequena Y. também vive no acalento da avó. Ambas na esperança de rever a mãe, que se destrói no crack.

Região é disputada por traficantes
Pedidos de ajuda como o de A. M. S. ocorrem mais de uma vez por dia na unidade policial, explica o chefe do setor de investigação da 4ª DP, em São Caetano. “Não posso ficar com uma guarnição na porta da casa dela. Ela está com o telefone da gente. De vez em quando passamos com a viatura próxima”, afirmou Paulo Serra.
Segundo ele, pelo menos dez pequenos distribuidores estão em constantes disputas na região atendida pela delegacia e pulverizam o comércio de crack. “Um traficante foi morto em confronto na segunda-feira no Alto da Boa Vista, e já começaram as disputas pelos pontos de distribuição”.

Atos desesperados
Além do dependente, a família também precisa de acompanhamento para saber lidar com o vício e a violência dentro de casa. Segundo o psicólogo João Sampaio Martins, tentar compreender como age o crack pode evitar a adoção de atitudes como expulsar ou acorrentar os filhos. Martins é coordenador do grupo de trabalho de psicologia e usos de substâncias psicoativas do Conselho Regional de Psicologia.
Como uma mãe ou um pai que encara uma situação deve agir?
A orientação é de que a família procure a polícia, como fez a mãe dessa jovem, e também um serviço especializado para se fortalecer. É importante que os pais conversem com especialistas. Na verdade, os pais devem estar atentos para evitar chegar a este ponto e buscar ajuda logo que perceber o vício.

Onde são ofertados estes serviços aqui em Salvador?
No Caps, em Pernambués; no próprio Cetad ou na Aliança para Redução de Danos (serviço da Faculdade de Medicina da Ufba). Além de atender o usuário, seja em atendimento ambulatorial ou na própria comunidade, o acompanhamento familiar também é oferecido.
Sem saber o que fazer, famílias acabam adotando posturas incorretas, como expulsar o usuário de casa?
No desespero, muitos pais acabam até acorrentando os filhos. A orientação é para que procurem auxílio também na comunidade, na unidade básica de saúde, por exemplo, sobre quais as possibilidades de intervenção. Pode-se tentar atendimento no local de uso.

SERVIÇOS
Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS-AD)Rua Tomaz Gonzaga, 23, Pernambués.Tel: (71) 3116-4699/4697
Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad)Rua Pedro Lessa, 123, Canela.Tel: (71) 3336-3322
Aliança de Redução de Danos Fátima CavalcantiLargo da Vitória (Centro Social Esmeraldo Natividade).As consultas devem ser agendadas através dos telefones.Tel: (71) 3336-2030/ 6000
(Notícia publicada na edição impressa do dia 17/07/2009 do CORREIO)
Mariana Rios


Correio da Bahia

Denuncie o tráfico de entorpecentes!

“Não deixe um traficante adotar o seu filho!”

Forneça o máximo de informações possíveis: local, ponto de referência, nomes, apelidos, placas de autos, motos, horários, etc.; tudo que julgar útil.
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15.7.09

Coisas que podem causar acidentes – e que você nem desconfia

Você nem imagina, mas a casa oferece alguns perigos para as crianças que você considera inofensivos. Confira.

1. Lava-louças Fique atenta na hora de colocar e recolher a louça. Talheres dispostos com as pontas para cima, por exemplo, podem machucar as crianças. O calor das louças recém-lavadas também representa perigo. O ideal, se possível, é manter seus filhos distante da cozinha quando você não está por lá.

2. Animais de estimação Além de companheiros, eles são um ótimo estímulo para as crianças. Costumam ser fiéis, mas podem nos surpreender às vezes. Para evitar incidentes, em primeiro lugar, trate bem do seu bicho. Eles não fazem mal às crianças desde que sejam cuidados e respeitados. Por isso, ensine seu filho a tratar o bicho com carinho. Outra dica é jamais interrompê-lo na hora das refeições. Ainda que o seu bicho seja dócil, convém supervisionar as brincadeiras quando as crianças estiverem por perto.

3. Artigos de segunda-mão O barato pode sair caro. Antes de comprar um artigo usado, preste atenção aos detalhes do produto. Todas as peças estão conservadas? As cadeirinhas usadas para proteger as crianças no carro são um exemplo: alguns dos modelos fabricados até 2007 não possuem o selo do Inmetro, que é obrigatório atualmente.

4. Vidro-elétrico As janelas que abrem e fecham com apenas um toque podem ser arriscadas. Já pensou se o bebê fica com o bracinho preso? De preferência, mantenha os vidros fechados e travados sempre, principalmente se a sua família vive nas grandes cidades. Se puder escolher um automóvel com sensores nos vidros, melhor.

5. Bolsa da mãe Você adaptou a casa inteira por causa das crianças, mas vive deixando a bolsa à vista? Cuidado. Medicamentos (risco de intoxicação), balas (risco de aspiração), moedas (risco de ingestão) e objetos pontiagudos que costumamos levar são apenas alguns dos perigos. Por isso, vale a máxima: mantenha fora do alcance das crianças.

Consultoria: Tânia Shimoda, pediatra do PS do Instituto da Criança da Universidade de São Paulo



Crescer
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13.7.09

Nas viagens ao Exterior, saber quais são as doenças em circulação no país de destino é fundamental, entre outros cuidados

Férias são um ótimo momento para viajar com a família e conhecer novos lugares, mas esse período pode se tornar um transtorno em casos de doença. Por essa razão, antes de fechar as malas e colocar o pé na estrada, é preciso verificar se a carteirinha de vacinação está em dia.
Geralmente, o rigor para com as vacinas só perdura até os 6 anos, quando as mães, preocupadas com seus filhos, cumprem todo o calendário estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde. Em seguida, as crianças ainda são imunizadas em campanhas efetuadas nas escolas, mas, e depois disso?
“Desde que me tornei adulto, não tomei mais nenhuma. Não tem necessidade de tomar vacina. Nem a de gripe eu tomo, porque tem gente que toma e fica doente. Então, entre tomar vacina e dar problema, eu prefiro não tomar”, afirma o radialista Ubiratan Silva, 63 anos.
Assim como ele, muitos adultos acabam descuidando da saúde e esquecem, por exemplo, que a vacina dupla contra difteria e tétano para adultos precisa ser reforçada a cada dez anos. E pessoas com mais de 17 anos também podem ter deixado de tomar as duas doses obrigatórias contra a hepatite B, já que elas só passaram a integrar o calendário infantil de vacinação do Estado no ano de 1992.
“A atualização das pesquisas científicas está sempre alterando o calendário, e é importante que as pessoas estejam atentas e, em caso de necessidade, procurem os serviços de saúde”, observa Heloísa Ferrari Lombardi, diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Secretaria Municipal de Saúde.
Outra mudança recente refere-se à administração de duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Até 2003, o Programa Nacional de Imunização previa apenas a aplicação de uma única vacina, aos 9 meses de idade.
Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda aos maiores de 12 anos completar o esquema de duas doses com a tríplice ou a dupla viral (sarampo-rubéola).

Por:Tisa Moraes
Fonte: Jornal da Cidade de Bauru
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11.7.09

O tráfico de pessoas é um fenômeno complexo e multidimensional. Atualmente, esse crime se confunde com outras práticas criminosas e de violações aos direitos humanos e não serve mais apenas à exploração de mão-de-obra escrava. Alimenta também redes internacionais de exploração sexual comercial, muitas vezes ligadas a roteiros de turismo sexual, e quadrilhas transnacionais especializadas em retirada de órgãos.
A definição aceita internacionalmente para tráfico de pessoas encontra-se no Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em especial de Mulheres e Crianças (2000), instrumento já ratificado pelo governo brasileiro. Segundo o referido Protocolo, a expressão tráfico de pessoas significa:
“o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração.”
O mesmo Protocolo define a exploração como sendo “no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos”.
O tráfico de pessoas é uma das atividades criminosas mais lucrativas. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o lucro anual produzido com o tráfico de pessoas chega a 31,6 bilhões de dólares. Levantamento do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes mostra também que, para cada ser humano transportado de um país para o outro, o lucro das redes criminosas pode chegar a US$ 30 mil por ano.
Estimativas da OIT assinalam que durante o ano de 2005 o tráfico de pessoas fez aproximadamente 2,4 milhões de vítimas. A OIT estima que 43% dessas vítimas sejam subjugadas para exploração sexual e 32% para exploração econômica.
Ainda há poucos dados disponíveis que permitam uma aproximação real da dimensão do problema no Brasil. Um dos estudos mais importantes para a compreensão desse fenômeno no Brasil foi a Pesquisa sobre o Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual (Pestraf), realizada em 2002. A Pestraf mapeou 241 rotas de tráfico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres brasileiras, indicando a gravidade do problema no país. A Pestraf permanece ainda como a única pesquisa de abrangência nacional sobre o tema.
Muitas das informações contidas na Pestraf foram incluídas no material que serviu de ponto de partida para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, instituída em 2003, com o propósito de investigar as situações de violência e redes de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Em pouco mais de um ano, a CPMI percorreu todas as regiões do país, realizou diversas reuniões e audiências, ouvindo representantes de entidades da sociedade civil, do Poder Público, bem como acusados e vítimas de exploração sexual. Em seu relatório final, a CPMI sugeriu alterações à legislação brasileira, algumas das quais já foram contempladas na alteração do Código Penal feita em março de 2005. A CPMI também avaliou políticas públicas e recomendou ações ao governo federal, muitas das quais já se encontram em execução.
É importante apontar que, embora muitos casos referentes ao tráfico de pessoas envolvam vítimas brasileiras, o Brasil também tem sido o destino de muitas mulheres e meninas de países da América do Sul que são traficadas para fins de exploração sexual comercial, bem como de homens e meninos que são trazidos ao país para a exploração de trabalho escravo.

Fonte: Ministério da Justiça
Foto: Bruno Neves
link do postPor anjoseguerreiros, às 22:54  comentar




Entre os incidentes mais recorrentes estão quedas, intoxicação por meio de medicamentos e produtos químicos, afogamentos e queimaduras
Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a cada ano, 140 mil crianças sofrem acidentes dentro de casa e são internadas em hospitais da rede pública. Isso representa para o Serviço Único de Saúde (SUS) um custo anual de R$ 63 milhões. O controle é questão de saúde pública e depende de informação e atenção dos pais e educadores. Entre os incidentes mais recorrentes estão quedas, intoxicação por meio de medicamentos e produtos químicos, afogamentos e queimaduras. Conforme a pediatra Berenice Pontes de Avelar, da Clínica Carlos Avelar, em Caruaru, pequenos com até dois ou três anos de idade não sabem ainda o que estão colocando na boca e por isso são vítimas de envenenamento. “Eles veem medicamentos e produtos de limpeza coloridinhos e acabam ingerindo sem se dar conta do perigo, disse a médica”, aconselhando os pais a guardarem produtos que oferecem risco em locais altos do armário, de preferência, trancados. Objetos pequenos, soltos pela casa, também oferecem riscos. “É comum pacientes que se engasgam depois de engolir pedaços de brinquedo ou até moedas”, relata a especialista. Para evitar problemas, é bom observar que existem brinquedos específicos para cada idade, que devem ter selo de aprovação do Inmetro. As meninas, muitas vezes, engolem os brincos. Mas a médica ensina uma dica antiga, e que funciona. “As mães podem colocar esmalte incolor na tarraxa, pois isso dificulta a retirada”, garante. Quanto mais as crianças ganham confiança, mais querem mostrar que são capazes de se aventurar pelo meio da casa. Segundo o médico Luiz Bandim, responsável pelo setor de pediatria do Hospital Santa Efigênia, machucados e fraturas decorrentes de quedas lideram os acidentes entre crianças e são responsáveis por 3% a 4% das internações no setor de urgência. “Os adultos devem estar sempre em alerta, mesmo a criança estando em casa, pois há quedas que podem provocar fraturas e traumatismo craniano”, alerta Bandim. O médico diz que é preciso isolar escadas, janelas e qualquer local cuja altura ponha os pequenos em risco. As precauções servem para crianças e adolescentes até os 12 anos. “A atenção deve ser ainda maior com relação às queimaduras. Ferros de passar devem ser mantidos longe e quando o fogão estiver aceso, os cabos das panelas precisam ficar virados para dentro, além disso, é recomendável usar as bocas de trás, que dificultam o acesso”, completa Berenice Pontes.

[Jornal do Commercio (PE) – 06/07/2009]
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10.7.09

A dor de cabeça crônica é o principal sintoma. Entenda o que é e como prevenir a enxaqueca no seu filho

Qual pai e mãe não se incomodam quando escutam que o filho está com dor de cabeça? Mas antes de pensar em alguma doença específica, como meningite, saiba que há mais de 200 causas diferentes que podem levar a esse desconforto na criança.
A dor de cabeça é um sintoma de que há algo errado no organismo, assim como a febre. E, de acordo com um estudo realizado pelo Taipei Veterans General Hospital e Kaohsiung Medical University Chun-No Memorial Hospital, cerca de 1,5% das crianças entre 12 e 14 anos podem ser afetadas com dores de cabeça crônicas diariamente.
Mas, segundo a pesquisa, que avaliou 103 crianças nessa faixa etária, 60% delas deixaram de ter dores diariamente após 1 ano e 75%, depois de 2 anos. Após 8 anos, apenas 12% das avaliadas ainda tinham sintomas das dores de cabeça crônica.
Por outro lado, cerca de 77 delas tiveram episódios de enxaqueca. E esse número é alto mesmo.
No 23o Congresso Brasileiro de Neurologia uma pesquisa revelou que mais de 90% das crianças com dor de cabeça têm enxaqueca. “A enxaqueca é uma doença benigna e hereditária.
As alterações genéticas provocam alterações químicas no cérebro, que trazem crises de dor de cabeça”, diz Marco Antônio Arruda, neurologista da infância e adolescência e responsável pela pesquisa.
Os pais podem suspeitar do problema na criança se a dor acontece sem nenhum motivo aparente, como uma virose ou gripe, e repete na semana seguinte ou no próximo mês.
As atividades do dia-a-dia também ficam comprometidas. Nas crises, ela pára de brincar, quer deitar, fica mais sensível à luz e ao barulho, fecha os olhos, tem náuseas e pode até vomitar.
Uma característica do desconforto é quando a dor ocorre somente de um lado da cabeça da criança, lateja e piora com esforço físico.
“Toda criança com dor de cabeça freqüente precisa ser encaminhada ao especialista, para identificar a causa.
Os pais normalmente levam a criança ao oftalmologista primeiro, mas a dor por motivo ocular fica em torno de 1% das crianças”, diz Marco Antônio.
Outro dado importante da pesquisa é que a dor de cabeça causada por doenças graves, como tumor, aparece em menos de 1% das crianças com o sintoma.
Deixar a criança sem um diagnóstico pode comprometer a qualidade de vida dela. Quando as crises são freqüentes, seu desempenho escolar é prejudicado, porque falta mais à escola, além de perder dias de lazer com os amigos e com a família. Quanto mais cedo a enxaqueca for tratada menor a chance de o problema continuar na vida adulta.

Tratamento
Segundo o especialista, há várias formas de tratar a enxaqueca, que pode ser com medicamentos ou não. E os pais podem ficar tranqüilos: os remédios são bastante eficazes e seguros.
Em mais de 80% dos casos há sucesso do tratamento. Por outro lado, é possível prevenir a dor de outras maneiras.

Alguns alimentos -- como chocolate, maionese, mostarda, catchup -- e o excesso de luminosidade podem desencadear crises, assim como o estresse e o acúmulo de atividades extracurriculares.

Também é fundamental a criança ter uma rotina, com horários para dormir - uma vez que a privação do sono piora o problema - e para se alimentar corretamente.

Ana Paula Pontes



Crescer
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