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15.7.09
Acusado de estupro contra criança de 11 anos impetrou recurso para tentar reformar decisão que o condenara a pena de oito anos e oito meses de reclusão em regime fechado. Ele sustentou que a menina consentia as relações sexuais. Porém, o recurso foi negado por unanimidade pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com o entendimento de que a presunção de violência nos crimes contra os costumes tem a finalidade de tutelar as vítimas incapazes, por motivos de ordem biológica ou não, de consentir de forma válida com o ato sexual ou de oferecer resistência à concretização deste.
O impetrante foi condenado por estupro com presunção de violência (por praticar o ato com menor de quatorze anos), crime previsto nos artigos 213 e 224, alínea “a”, do Código Penal, com a Lei nº 8.072/1990 (Lei de Crimes Hediondos), sendo que foi inocentado da acusação de atentado violento ao pudor. Em recurso, entre outros, ele pediu a absolvição alegando que a vítima já tivera outras experiências.
A decisão unânime pela negativa do pedido foi composta pelos votos do juiz substituto de Segundo Grau Carlos Roberto Correia Pinheiro, atuante como relator, e os desembargadores Gérson Ferreira Paes, revisor, e Luiz Ferreira da Silva, vogal. Constataram os julgadores que o acusado era cunhado da vítima, que esta brincava com seus filhos quando foi levada até um quarto e consumada a conjunção carnal, fato confirmado em depoimento pela menina de 11 anos. Conforme os autos, o acusado ainda manteve outra três vezes relações sexuais com a vítima, na última delas em uma casa abandonada quando foi preso em flagrante. Para o relator do recurso, conforme farta jurisprudência, a permissão não atenua a acusatória, pois a tenra idade constitui fator de restrição da capacidade de autodeterminação da vítima em relação aos atos sexuais, ainda que testemunhas tenham confirmado que a vítima já teria experiências sexuais anteriores.
“A proteção conferida pelo art. 224, “a” apóia-se na innocentia consilii da vítima, que não pode ser entendida como mera ausência de conhecimento do ato sexual em si, mas sim como falta de maturidade psico-ética de lidar com a vida sexual e suas consequências” (STJ), de onde se extrai a conclusão de que o consentimento da menor impúbere, ainda que supostamente ocorrido, é desprovido de qualquer valor, tratando-se a presunção em questão de presunção absoluta”, destacou o magistrado.



Jornal Documento
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10.6.09
Desde o último 17 de março, o web designer brasileiro Marcelo Augusto Alves, 38 anos, casado, está detido na Penitenciária do Condado de Orange, Flórida, sob a acusação de ter estuprado uma internauta que ele havia conhecido através do serviço de mensagens Yahoo.com. O réu morava em Orlando, região sul do estado, e trabalhava como mantenedor da página eletrônica do Valencia Community College. O incidente foi destaque na edição nº 1060, de 28 a 31 de março de 2008, do BV.
Investigadores especulam que Marcelo tenha conhecido a jovem de 20 anos cerca de 2 semanas antes de sua apreensão. Na ocasião, ele havia se apresentado com um nome diferente e descreveu-se como “louro dos olhos azuis”. Além disso, ele enviou fotografias de outro homem e disse à vítima que eram dele, disse o Sargento Rich Mankewich, do departamento do xerife do Condado de Orange.
A jovem havia combinado encontrar-se com Alves na “casa dele”, na 9301 Kilgore Road, na região de Dr. Phillips. Na realidade o imóvel de US$ 3.5 milhões estava vazio, disseram as autoridades. Quando a vítima chegou, um homem mascarado a ameaçou com uma faca, estuprou-a e ameaçou matar a família da vítima se ela contasse para alguém. O ataque durou cerca de 30 minutos, disse Mankewich.
Descrições do atacante e seu automóvel BMW levaram os detetives ao brasileiro. Ele confessou o crime durante um interrogatório, disse Mankewich.
Embora Alves não possua antecedentes criminais, as autoridades especulam se ele tentou atrair outras mulheres. “Seria muito estranho ele ter planejado tudo isso na primeira vez”, comentou o Sargento.

A vítima não é estudante do Valencia Community College.
O brasileiro era contratado da SunGard Higher Education, uma empresa especializada em alta tecnologia, disse Carol Traynor, porta-voz do Valencia.
Uma porta-voz da SunGard, sediada em Malvern (PA), disse que a empresa está colaborando nas investigações.
Segundo a página eletrônica da Penitenciária do Condado de Orange, Marcelo Augusto Alves enfrenta 5 acusações de estupro com uso de arma mortal e força física, sem direito à fiança. Ainda não foi divulgada a data que o réu terá que comparecer à Corte para ouvir oficialmente tais acusações.


Brazilian Voice
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Desde o último 17 de março, o web designer brasileiro Marcelo Augusto Alves, 38 anos, casado, está detido na Penitenciária do Condado de Orange, Flórida, sob a acusação de ter estuprado uma internauta que ele havia conhecido através do serviço de mensagens Yahoo.com. O réu morava em Orlando, região sul do estado, e trabalhava como mantenedor da página eletrônica do Valencia Community College. O incidente foi destaque na edição nº 1060, de 28 a 31 de março de 2008, do BV.
Investigadores especulam que Marcelo tenha conhecido a jovem de 20 anos cerca de 2 semanas antes de sua apreensão. Na ocasião, ele havia se apresentado com um nome diferente e descreveu-se como “louro dos olhos azuis”. Além disso, ele enviou fotografias de outro homem e disse à vítima que eram dele, disse o Sargento Rich Mankewich, do departamento do xerife do Condado de Orange.
A jovem havia combinado encontrar-se com Alves na “casa dele”, na 9301 Kilgore Road, na região de Dr. Phillips. Na realidade o imóvel de US$ 3.5 milhões estava vazio, disseram as autoridades. Quando a vítima chegou, um homem mascarado a ameaçou com uma faca, estuprou-a e ameaçou matar a família da vítima se ela contasse para alguém. O ataque durou cerca de 30 minutos, disse Mankewich.
Descrições do atacante e seu automóvel BMW levaram os detetives ao brasileiro. Ele confessou o crime durante um interrogatório, disse Mankewich.
Embora Alves não possua antecedentes criminais, as autoridades especulam se ele tentou atrair outras mulheres. “Seria muito estranho ele ter planejado tudo isso na primeira vez”, comentou o Sargento.

A vítima não é estudante do Valencia Community College.
O brasileiro era contratado da SunGard Higher Education, uma empresa especializada em alta tecnologia, disse Carol Traynor, porta-voz do Valencia.
Uma porta-voz da SunGard, sediada em Malvern (PA), disse que a empresa está colaborando nas investigações.
Segundo a página eletrônica da Penitenciária do Condado de Orange, Marcelo Augusto Alves enfrenta 5 acusações de estupro com uso de arma mortal e força física, sem direito à fiança. Ainda não foi divulgada a data que o réu terá que comparecer à Corte para ouvir oficialmente tais acusações.


Brazilian Voice
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Desde o último 17 de março, o web designer brasileiro Marcelo Augusto Alves, 38 anos, casado, está detido na Penitenciária do Condado de Orange, Flórida, sob a acusação de ter estuprado uma internauta que ele havia conhecido através do serviço de mensagens Yahoo.com. O réu morava em Orlando, região sul do estado, e trabalhava como mantenedor da página eletrônica do Valencia Community College. O incidente foi destaque na edição nº 1060, de 28 a 31 de março de 2008, do BV.
Investigadores especulam que Marcelo tenha conhecido a jovem de 20 anos cerca de 2 semanas antes de sua apreensão. Na ocasião, ele havia se apresentado com um nome diferente e descreveu-se como “louro dos olhos azuis”. Além disso, ele enviou fotografias de outro homem e disse à vítima que eram dele, disse o Sargento Rich Mankewich, do departamento do xerife do Condado de Orange.
A jovem havia combinado encontrar-se com Alves na “casa dele”, na 9301 Kilgore Road, na região de Dr. Phillips. Na realidade o imóvel de US$ 3.5 milhões estava vazio, disseram as autoridades. Quando a vítima chegou, um homem mascarado a ameaçou com uma faca, estuprou-a e ameaçou matar a família da vítima se ela contasse para alguém. O ataque durou cerca de 30 minutos, disse Mankewich.
Descrições do atacante e seu automóvel BMW levaram os detetives ao brasileiro. Ele confessou o crime durante um interrogatório, disse Mankewich.
Embora Alves não possua antecedentes criminais, as autoridades especulam se ele tentou atrair outras mulheres. “Seria muito estranho ele ter planejado tudo isso na primeira vez”, comentou o Sargento.

A vítima não é estudante do Valencia Community College.
O brasileiro era contratado da SunGard Higher Education, uma empresa especializada em alta tecnologia, disse Carol Traynor, porta-voz do Valencia.
Uma porta-voz da SunGard, sediada em Malvern (PA), disse que a empresa está colaborando nas investigações.
Segundo a página eletrônica da Penitenciária do Condado de Orange, Marcelo Augusto Alves enfrenta 5 acusações de estupro com uso de arma mortal e força física, sem direito à fiança. Ainda não foi divulgada a data que o réu terá que comparecer à Corte para ouvir oficialmente tais acusações.


Brazilian Voice
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18.5.09
No Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Violência Sexual contra a Criança, 18 de maio, o Jornale traz um levantamento sobre o perfil do mais cruel e perigoso maníaco que o Paraná já conheceu. José Airton Pontes, 52.

Pontes, mais conhecido como o ‘Maníaco da Bicicleta’, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7, em Marmeleiro, no ano de 2005. Dias depois ele foi preso, na cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina. No mês passado, em Francisco Beltrão, José foi julgado e condenado a 37 anos de prisão por crime de homicídio doloso (com intenção de matar), abuso sexual e ocultação de cadáver.

Logo em seguida, foi transferido para Curitiba, onde aguarda julgamento por outro crime, esse o estupro e o assassinato de uma menina de 7 anos. Em junho de 2005, cinco meses antes de cometer o crime de Marmeleiro, José Pontes, raptou, estuprou e depois estrangulou a menina Jéssica Morais de Oliveira,8. A menina morava na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e seu corpo foi encontrado, seis meses depois, em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.

A prisão de José Airton culminou com o fim das buscas de um dos maiores maníacos que atacavam crianças que o Brasil já conheceu, ao lado de Ferbonio Índio do Brasil, 1920, e Marcelo Costa de Andrade, o ‘Vampiro de Niterói’,1993. Entre José Pontes, Febronio e Andrade a ciência forense encontra três semelhanças. O gosto por meninos, a preferência por crianças e o perfil de um ‘Serial Killer’.

De acordo com informações de Márcia Tavares do Santos, ex-delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), José Airton Pontes é um criminoso em série que não demonstra o mínimo de empatia pelas pessoas. Embora diga que se arrependa, José não controla seus impulsos e comete o crime sempre que vê uma oportunidade. “Para a psicologia, ele pode ser considerado um psicopata pelas características que apresenta. A psicopatia está à margem da sanidade e da loucura. Os psicopatas não apresentam delírios e alucinações (sintomas característicos de transtornos mentais), eles não perdem o senso da realidade e geralmente são pessoas inteligentes, são incapazes de sentir pena, culpa ou arrependimento”, explicou.

Márcia Tavares ouviu o depoimento de José e conseguiu a confissão de todos os crimes cometidos nos 30 anos em que alternou entradas e saídas da prisão. Sua confissão foi encaminhada para outros estados, por uma questão de competência ficando ao encargo do Sicride apenas investigação da morte da menina Jéssica.

O delegado titular de Francisco Beltrão, Ivonei Oscar da Silva, que fez parte da equipe que prendeu José Airton Pontes, em Pinhalzinho, dias depois do assassinato do menino Renan, afirma que ele é um criminoso em série perigoso e inteligente. “É um cara muito bem articulado, uma pessoa de um raciocínio excepcional. Ele tinha uma capacidade de convencer as pessoas”, explicou.

O delegado conta que usando a identidade de líder evangélico, José conquistava a confiança dos moradores e conseguia casa e comida durante o período que ficava nas cidades. “Ele era um oportunista. Como não predeterminava suas vítimas, passava o tempo que fosse necessário na cidade para reconhecer um momento oportuno e atacar. Quando encontrava esse momento, seduzia a criança com balas e conversa e as carregava na garupa da bicicleta”, analisa Ivonei, completando ainda que na data de sua prisão, ele estava abrigado na casa de um pastor evangélico de Pinhalzinho.

“Quando nós conseguimos localizá-lo, ele estava dormindo numa casa que um pastor havia emprestado. Como estava vazia, ele não viu problemas e deixou José pernoitar alguns dias lá. Esse homem tinha um filho de oito anos dentro de casa”, recorda o delegado.

Maníaco de Marmeleiro é serial killer procurado em todo o país
O psiquiatra forense Rui Fernando Cruz Sampaio, aposentado do Instituto de Criminalística do Paraná, onde trabalhou por 30 anos, conta que elementos como José Pontes são extremamente perigosos por não mostrarem o que realmente são. “São pessoas simpáticas, atenciosas que mentem o quanto for necessário para conquistar i que deseja. Porém são incapazes de sentir remorso, culpa e que não apresentam o mínimo de respeito aos limites”, esclareceu.

Dentro deste contexto, Sampaio diz que os psicopatas não costumam a resistir a seus impulsos, cometendo crimes e assassinatos em série, como é o caso de José.

“O perfil dele é de uma perversidade muito grande. Isso acontece porque essas pessoas normalmente têm uma diminuição do senso crítico. Com isso, o psicopata acaba pensando que se ele tiver que cometer um ato fora do comum ele fará”, disse. Sampaio também explica que essas pessoas não podem ser consideradas loucas, uma vez que apresentam plena consciência de seus atos, tendo apenas uma dificuldade de resistir a seus impulsos e uma incapacidade de sentir culpa pelos atos que comete.

“São pessoas inteligentes que sabem o que estão fazendo. Eles convencem, eles mentem, eles chegam ao extremo para satisfazer seus impulsos. Você dizer que um psicopata é inimputável está diretamente ligado a consciência que ele tem dos atos que toma e no caso dos psicopatas a questão legal mostra que eles têm sim essa capacidade de avaliação de suas ações”, analisou.

Estudos sobre o comportamento dos criminosos em série apontam que esses indivíduos criam personagens para se aproximar das pessoas sem que as mesmas percebam suas verdadeiras intenções. Os maiores assassinos em série do Brasil como Francisco Costa Rocha, o ‘Chico Picadinho’ , Francisco de Assis Pereira, o ‘Maníaco do Parque’ , e João Acácio Pereira da Costa, o ’Bandido da Luz Vermelha’, mantinham uma vida comum, se apresentando socialmente como pessoas de boa fé.

‘Luz Vermelha’ se dizia filho de fazendeiros, vindo do interior para ganhar a vida na capital paulista, ‘Chico Picadinho’, durante o dia, se passava por um rapaz trabalhador, enquanto o ‘Maníaco do Parque’ trabalhava como Moto Boy. José Airton Pontes perambulava pelo Brasil se dizendo missionário evangélico e carregava um violão nas costas pedalando uma bicicleta vermelha. Por onde passava, conquistava a confiança de todos e recebia o abrigo de líderes eclesiásticos. Suas conversas, sempre envolventes, impediam que as pessoas emitissem juízo de valor a seu respeito.

Desta forma, o maníaco tinha o tempo que achasse necessário para cometer seus crimes. José Pontes não escolhia suas vítimas, ele aproveitava o momento e atacava com rapidez. “Ele convencia as crianças de maneira rápida e as carregava para longe de casa, para então cometer o crime”, explicou o delegado Ivonei.

Com a menina Jéssica, em junho de 2005, Pontes precisou de poucos minutos para convencê-la a sair com ele na bicicleta. Passava das 9h quando a menina deixou sua casa , empurrando um carrinho de mão, para buscar lenhas para sua mãe. Testemunhas disseram ter visto um homem, em uma bicicleta vermelha, carregando Jéssica na garupa. Depois desse dia, ela nunca mais foi vista com vida. José Airton pedalou mais de 30 km, até chegar em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, na grande Curitiba, onde estuprou a menina e depois matou por estrangulamento. Antes de deixar o local do crime, José enterrou o corpo em uma cova rasa. Em seguida deixou a cidade sem deixar pistas.

A polícia do Paraná desconfiava de Airton, mas precisava encontrá-lo, para então descobrir o paradeiro da menina. Em 29 de outubro, José Pontes atacou novamente e colocou a polícia na pista do assassino. A morte do menino Renato Renan Poronizak, 7, revela a polícia que o maníaco estava de volta. José afirmou estar de passagem por Marmeleiro quando percebeu o menino que caminhava de uniforme. Com o violão e algumas balas, Pontes convenceu o garoto a subir na bicicleta. Uma prostituta afirmou ter visto o menino ainda com vida seguindo com um homem de bicicleta vermelha pela rodovia.

O corpo de Renato foi encontrado dois dias depois, virado de bruços em uma plantação de pinus na zona rural de Marmeleiro. “Dentro de todo o seu histórico de crimes, podemos afirmar que José Pontes evoluiu de um criminoso em série para um assassino em série. Essas pessoas não têm o mínimo de condições de conviver em sociedade, devem ficar reclusas em instituições psiquiátricas, porque quando saírem, vão cometer os mesmos crimes de novo ”, disse o psiquiatra Rui Sampaio, dando como exemplo o Bandido da Luz Vermelha, que ao deixar a cadeia tentou matar parentes, estuprar mulheres e acabou morto por um primo na cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina.

Um rastro de crimes e ousadia
Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina.

Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.

No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaiar, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina.

De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu.

O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino.

Em outubro retornou ao Paraná e violentou e matou Renato antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.


Jornale
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No Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Violência Sexual contra a Criança, 18 de maio, o Jornale traz um levantamento sobre o perfil do mais cruel e perigoso maníaco que o Paraná já conheceu. José Airton Pontes, 52.

Pontes, mais conhecido como o ‘Maníaco da Bicicleta’, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7, em Marmeleiro, no ano de 2005. Dias depois ele foi preso, na cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina. No mês passado, em Francisco Beltrão, José foi julgado e condenado a 37 anos de prisão por crime de homicídio doloso (com intenção de matar), abuso sexual e ocultação de cadáver.

Logo em seguida, foi transferido para Curitiba, onde aguarda julgamento por outro crime, esse o estupro e o assassinato de uma menina de 7 anos. Em junho de 2005, cinco meses antes de cometer o crime de Marmeleiro, José Pontes, raptou, estuprou e depois estrangulou a menina Jéssica Morais de Oliveira,8. A menina morava na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e seu corpo foi encontrado, seis meses depois, em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.

A prisão de José Airton culminou com o fim das buscas de um dos maiores maníacos que atacavam crianças que o Brasil já conheceu, ao lado de Ferbonio Índio do Brasil, 1920, e Marcelo Costa de Andrade, o ‘Vampiro de Niterói’,1993. Entre José Pontes, Febronio e Andrade a ciência forense encontra três semelhanças. O gosto por meninos, a preferência por crianças e o perfil de um ‘Serial Killer’.

De acordo com informações de Márcia Tavares do Santos, ex-delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), José Airton Pontes é um criminoso em série que não demonstra o mínimo de empatia pelas pessoas. Embora diga que se arrependa, José não controla seus impulsos e comete o crime sempre que vê uma oportunidade. “Para a psicologia, ele pode ser considerado um psicopata pelas características que apresenta. A psicopatia está à margem da sanidade e da loucura. Os psicopatas não apresentam delírios e alucinações (sintomas característicos de transtornos mentais), eles não perdem o senso da realidade e geralmente são pessoas inteligentes, são incapazes de sentir pena, culpa ou arrependimento”, explicou.

Márcia Tavares ouviu o depoimento de José e conseguiu a confissão de todos os crimes cometidos nos 30 anos em que alternou entradas e saídas da prisão. Sua confissão foi encaminhada para outros estados, por uma questão de competência ficando ao encargo do Sicride apenas investigação da morte da menina Jéssica.

O delegado titular de Francisco Beltrão, Ivonei Oscar da Silva, que fez parte da equipe que prendeu José Airton Pontes, em Pinhalzinho, dias depois do assassinato do menino Renan, afirma que ele é um criminoso em série perigoso e inteligente. “É um cara muito bem articulado, uma pessoa de um raciocínio excepcional. Ele tinha uma capacidade de convencer as pessoas”, explicou.

O delegado conta que usando a identidade de líder evangélico, José conquistava a confiança dos moradores e conseguia casa e comida durante o período que ficava nas cidades. “Ele era um oportunista. Como não predeterminava suas vítimas, passava o tempo que fosse necessário na cidade para reconhecer um momento oportuno e atacar. Quando encontrava esse momento, seduzia a criança com balas e conversa e as carregava na garupa da bicicleta”, analisa Ivonei, completando ainda que na data de sua prisão, ele estava abrigado na casa de um pastor evangélico de Pinhalzinho.

“Quando nós conseguimos localizá-lo, ele estava dormindo numa casa que um pastor havia emprestado. Como estava vazia, ele não viu problemas e deixou José pernoitar alguns dias lá. Esse homem tinha um filho de oito anos dentro de casa”, recorda o delegado.

Maníaco de Marmeleiro é serial killer procurado em todo o país
O psiquiatra forense Rui Fernando Cruz Sampaio, aposentado do Instituto de Criminalística do Paraná, onde trabalhou por 30 anos, conta que elementos como José Pontes são extremamente perigosos por não mostrarem o que realmente são. “São pessoas simpáticas, atenciosas que mentem o quanto for necessário para conquistar i que deseja. Porém são incapazes de sentir remorso, culpa e que não apresentam o mínimo de respeito aos limites”, esclareceu.

Dentro deste contexto, Sampaio diz que os psicopatas não costumam a resistir a seus impulsos, cometendo crimes e assassinatos em série, como é o caso de José.

“O perfil dele é de uma perversidade muito grande. Isso acontece porque essas pessoas normalmente têm uma diminuição do senso crítico. Com isso, o psicopata acaba pensando que se ele tiver que cometer um ato fora do comum ele fará”, disse. Sampaio também explica que essas pessoas não podem ser consideradas loucas, uma vez que apresentam plena consciência de seus atos, tendo apenas uma dificuldade de resistir a seus impulsos e uma incapacidade de sentir culpa pelos atos que comete.

“São pessoas inteligentes que sabem o que estão fazendo. Eles convencem, eles mentem, eles chegam ao extremo para satisfazer seus impulsos. Você dizer que um psicopata é inimputável está diretamente ligado a consciência que ele tem dos atos que toma e no caso dos psicopatas a questão legal mostra que eles têm sim essa capacidade de avaliação de suas ações”, analisou.

Estudos sobre o comportamento dos criminosos em série apontam que esses indivíduos criam personagens para se aproximar das pessoas sem que as mesmas percebam suas verdadeiras intenções. Os maiores assassinos em série do Brasil como Francisco Costa Rocha, o ‘Chico Picadinho’ , Francisco de Assis Pereira, o ‘Maníaco do Parque’ , e João Acácio Pereira da Costa, o ’Bandido da Luz Vermelha’, mantinham uma vida comum, se apresentando socialmente como pessoas de boa fé.

‘Luz Vermelha’ se dizia filho de fazendeiros, vindo do interior para ganhar a vida na capital paulista, ‘Chico Picadinho’, durante o dia, se passava por um rapaz trabalhador, enquanto o ‘Maníaco do Parque’ trabalhava como Moto Boy. José Airton Pontes perambulava pelo Brasil se dizendo missionário evangélico e carregava um violão nas costas pedalando uma bicicleta vermelha. Por onde passava, conquistava a confiança de todos e recebia o abrigo de líderes eclesiásticos. Suas conversas, sempre envolventes, impediam que as pessoas emitissem juízo de valor a seu respeito.

Desta forma, o maníaco tinha o tempo que achasse necessário para cometer seus crimes. José Pontes não escolhia suas vítimas, ele aproveitava o momento e atacava com rapidez. “Ele convencia as crianças de maneira rápida e as carregava para longe de casa, para então cometer o crime”, explicou o delegado Ivonei.

Com a menina Jéssica, em junho de 2005, Pontes precisou de poucos minutos para convencê-la a sair com ele na bicicleta. Passava das 9h quando a menina deixou sua casa , empurrando um carrinho de mão, para buscar lenhas para sua mãe. Testemunhas disseram ter visto um homem, em uma bicicleta vermelha, carregando Jéssica na garupa. Depois desse dia, ela nunca mais foi vista com vida. José Airton pedalou mais de 30 km, até chegar em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, na grande Curitiba, onde estuprou a menina e depois matou por estrangulamento. Antes de deixar o local do crime, José enterrou o corpo em uma cova rasa. Em seguida deixou a cidade sem deixar pistas.

A polícia do Paraná desconfiava de Airton, mas precisava encontrá-lo, para então descobrir o paradeiro da menina. Em 29 de outubro, José Pontes atacou novamente e colocou a polícia na pista do assassino. A morte do menino Renato Renan Poronizak, 7, revela a polícia que o maníaco estava de volta. José afirmou estar de passagem por Marmeleiro quando percebeu o menino que caminhava de uniforme. Com o violão e algumas balas, Pontes convenceu o garoto a subir na bicicleta. Uma prostituta afirmou ter visto o menino ainda com vida seguindo com um homem de bicicleta vermelha pela rodovia.

O corpo de Renato foi encontrado dois dias depois, virado de bruços em uma plantação de pinus na zona rural de Marmeleiro. “Dentro de todo o seu histórico de crimes, podemos afirmar que José Pontes evoluiu de um criminoso em série para um assassino em série. Essas pessoas não têm o mínimo de condições de conviver em sociedade, devem ficar reclusas em instituições psiquiátricas, porque quando saírem, vão cometer os mesmos crimes de novo ”, disse o psiquiatra Rui Sampaio, dando como exemplo o Bandido da Luz Vermelha, que ao deixar a cadeia tentou matar parentes, estuprar mulheres e acabou morto por um primo na cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina.

Um rastro de crimes e ousadia
Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina.

Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.

No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaiar, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina.

De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu.

O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino.

Em outubro retornou ao Paraná e violentou e matou Renato antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.


Jornale
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No Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Violência Sexual contra a Criança, 18 de maio, o Jornale traz um levantamento sobre o perfil do mais cruel e perigoso maníaco que o Paraná já conheceu. José Airton Pontes, 52.

Pontes, mais conhecido como o ‘Maníaco da Bicicleta’, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7, em Marmeleiro, no ano de 2005. Dias depois ele foi preso, na cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina. No mês passado, em Francisco Beltrão, José foi julgado e condenado a 37 anos de prisão por crime de homicídio doloso (com intenção de matar), abuso sexual e ocultação de cadáver.

Logo em seguida, foi transferido para Curitiba, onde aguarda julgamento por outro crime, esse o estupro e o assassinato de uma menina de 7 anos. Em junho de 2005, cinco meses antes de cometer o crime de Marmeleiro, José Pontes, raptou, estuprou e depois estrangulou a menina Jéssica Morais de Oliveira,8. A menina morava na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e seu corpo foi encontrado, seis meses depois, em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.

A prisão de José Airton culminou com o fim das buscas de um dos maiores maníacos que atacavam crianças que o Brasil já conheceu, ao lado de Ferbonio Índio do Brasil, 1920, e Marcelo Costa de Andrade, o ‘Vampiro de Niterói’,1993. Entre José Pontes, Febronio e Andrade a ciência forense encontra três semelhanças. O gosto por meninos, a preferência por crianças e o perfil de um ‘Serial Killer’.

De acordo com informações de Márcia Tavares do Santos, ex-delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), José Airton Pontes é um criminoso em série que não demonstra o mínimo de empatia pelas pessoas. Embora diga que se arrependa, José não controla seus impulsos e comete o crime sempre que vê uma oportunidade. “Para a psicologia, ele pode ser considerado um psicopata pelas características que apresenta. A psicopatia está à margem da sanidade e da loucura. Os psicopatas não apresentam delírios e alucinações (sintomas característicos de transtornos mentais), eles não perdem o senso da realidade e geralmente são pessoas inteligentes, são incapazes de sentir pena, culpa ou arrependimento”, explicou.

Márcia Tavares ouviu o depoimento de José e conseguiu a confissão de todos os crimes cometidos nos 30 anos em que alternou entradas e saídas da prisão. Sua confissão foi encaminhada para outros estados, por uma questão de competência ficando ao encargo do Sicride apenas investigação da morte da menina Jéssica.

O delegado titular de Francisco Beltrão, Ivonei Oscar da Silva, que fez parte da equipe que prendeu José Airton Pontes, em Pinhalzinho, dias depois do assassinato do menino Renan, afirma que ele é um criminoso em série perigoso e inteligente. “É um cara muito bem articulado, uma pessoa de um raciocínio excepcional. Ele tinha uma capacidade de convencer as pessoas”, explicou.

O delegado conta que usando a identidade de líder evangélico, José conquistava a confiança dos moradores e conseguia casa e comida durante o período que ficava nas cidades. “Ele era um oportunista. Como não predeterminava suas vítimas, passava o tempo que fosse necessário na cidade para reconhecer um momento oportuno e atacar. Quando encontrava esse momento, seduzia a criança com balas e conversa e as carregava na garupa da bicicleta”, analisa Ivonei, completando ainda que na data de sua prisão, ele estava abrigado na casa de um pastor evangélico de Pinhalzinho.

“Quando nós conseguimos localizá-lo, ele estava dormindo numa casa que um pastor havia emprestado. Como estava vazia, ele não viu problemas e deixou José pernoitar alguns dias lá. Esse homem tinha um filho de oito anos dentro de casa”, recorda o delegado.

Maníaco de Marmeleiro é serial killer procurado em todo o país
O psiquiatra forense Rui Fernando Cruz Sampaio, aposentado do Instituto de Criminalística do Paraná, onde trabalhou por 30 anos, conta que elementos como José Pontes são extremamente perigosos por não mostrarem o que realmente são. “São pessoas simpáticas, atenciosas que mentem o quanto for necessário para conquistar i que deseja. Porém são incapazes de sentir remorso, culpa e que não apresentam o mínimo de respeito aos limites”, esclareceu.

Dentro deste contexto, Sampaio diz que os psicopatas não costumam a resistir a seus impulsos, cometendo crimes e assassinatos em série, como é o caso de José.

“O perfil dele é de uma perversidade muito grande. Isso acontece porque essas pessoas normalmente têm uma diminuição do senso crítico. Com isso, o psicopata acaba pensando que se ele tiver que cometer um ato fora do comum ele fará”, disse. Sampaio também explica que essas pessoas não podem ser consideradas loucas, uma vez que apresentam plena consciência de seus atos, tendo apenas uma dificuldade de resistir a seus impulsos e uma incapacidade de sentir culpa pelos atos que comete.

“São pessoas inteligentes que sabem o que estão fazendo. Eles convencem, eles mentem, eles chegam ao extremo para satisfazer seus impulsos. Você dizer que um psicopata é inimputável está diretamente ligado a consciência que ele tem dos atos que toma e no caso dos psicopatas a questão legal mostra que eles têm sim essa capacidade de avaliação de suas ações”, analisou.

Estudos sobre o comportamento dos criminosos em série apontam que esses indivíduos criam personagens para se aproximar das pessoas sem que as mesmas percebam suas verdadeiras intenções. Os maiores assassinos em série do Brasil como Francisco Costa Rocha, o ‘Chico Picadinho’ , Francisco de Assis Pereira, o ‘Maníaco do Parque’ , e João Acácio Pereira da Costa, o ’Bandido da Luz Vermelha’, mantinham uma vida comum, se apresentando socialmente como pessoas de boa fé.

‘Luz Vermelha’ se dizia filho de fazendeiros, vindo do interior para ganhar a vida na capital paulista, ‘Chico Picadinho’, durante o dia, se passava por um rapaz trabalhador, enquanto o ‘Maníaco do Parque’ trabalhava como Moto Boy. José Airton Pontes perambulava pelo Brasil se dizendo missionário evangélico e carregava um violão nas costas pedalando uma bicicleta vermelha. Por onde passava, conquistava a confiança de todos e recebia o abrigo de líderes eclesiásticos. Suas conversas, sempre envolventes, impediam que as pessoas emitissem juízo de valor a seu respeito.

Desta forma, o maníaco tinha o tempo que achasse necessário para cometer seus crimes. José Pontes não escolhia suas vítimas, ele aproveitava o momento e atacava com rapidez. “Ele convencia as crianças de maneira rápida e as carregava para longe de casa, para então cometer o crime”, explicou o delegado Ivonei.

Com a menina Jéssica, em junho de 2005, Pontes precisou de poucos minutos para convencê-la a sair com ele na bicicleta. Passava das 9h quando a menina deixou sua casa , empurrando um carrinho de mão, para buscar lenhas para sua mãe. Testemunhas disseram ter visto um homem, em uma bicicleta vermelha, carregando Jéssica na garupa. Depois desse dia, ela nunca mais foi vista com vida. José Airton pedalou mais de 30 km, até chegar em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, na grande Curitiba, onde estuprou a menina e depois matou por estrangulamento. Antes de deixar o local do crime, José enterrou o corpo em uma cova rasa. Em seguida deixou a cidade sem deixar pistas.

A polícia do Paraná desconfiava de Airton, mas precisava encontrá-lo, para então descobrir o paradeiro da menina. Em 29 de outubro, José Pontes atacou novamente e colocou a polícia na pista do assassino. A morte do menino Renato Renan Poronizak, 7, revela a polícia que o maníaco estava de volta. José afirmou estar de passagem por Marmeleiro quando percebeu o menino que caminhava de uniforme. Com o violão e algumas balas, Pontes convenceu o garoto a subir na bicicleta. Uma prostituta afirmou ter visto o menino ainda com vida seguindo com um homem de bicicleta vermelha pela rodovia.

O corpo de Renato foi encontrado dois dias depois, virado de bruços em uma plantação de pinus na zona rural de Marmeleiro. “Dentro de todo o seu histórico de crimes, podemos afirmar que José Pontes evoluiu de um criminoso em série para um assassino em série. Essas pessoas não têm o mínimo de condições de conviver em sociedade, devem ficar reclusas em instituições psiquiátricas, porque quando saírem, vão cometer os mesmos crimes de novo ”, disse o psiquiatra Rui Sampaio, dando como exemplo o Bandido da Luz Vermelha, que ao deixar a cadeia tentou matar parentes, estuprar mulheres e acabou morto por um primo na cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina.

Um rastro de crimes e ousadia
Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina.

Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.

No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaiar, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina.

De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu.

O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino.

Em outubro retornou ao Paraná e violentou e matou Renato antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.


Jornale
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No Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Violência Sexual contra a Criança, 18 de maio, o Jornale traz um levantamento sobre o perfil do mais cruel e perigoso maníaco que o Paraná já conheceu. José Airton Pontes, 52.

Pontes, mais conhecido como o ‘Maníaco da Bicicleta’, ganhou espaço nas manchetes policiais do sudoeste, após violentar sexualmente e logo em seguida assassinar o menino, Renato Renan Poronizak, 7, em Marmeleiro, no ano de 2005. Dias depois ele foi preso, na cidade de Pinhalzinho, em Santa Catarina. No mês passado, em Francisco Beltrão, José foi julgado e condenado a 37 anos de prisão por crime de homicídio doloso (com intenção de matar), abuso sexual e ocultação de cadáver.

Logo em seguida, foi transferido para Curitiba, onde aguarda julgamento por outro crime, esse o estupro e o assassinato de uma menina de 7 anos. Em junho de 2005, cinco meses antes de cometer o crime de Marmeleiro, José Pontes, raptou, estuprou e depois estrangulou a menina Jéssica Morais de Oliveira,8. A menina morava na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e seu corpo foi encontrado, seis meses depois, em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba.

A prisão de José Airton culminou com o fim das buscas de um dos maiores maníacos que atacavam crianças que o Brasil já conheceu, ao lado de Ferbonio Índio do Brasil, 1920, e Marcelo Costa de Andrade, o ‘Vampiro de Niterói’,1993. Entre José Pontes, Febronio e Andrade a ciência forense encontra três semelhanças. O gosto por meninos, a preferência por crianças e o perfil de um ‘Serial Killer’.

De acordo com informações de Márcia Tavares do Santos, ex-delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), José Airton Pontes é um criminoso em série que não demonstra o mínimo de empatia pelas pessoas. Embora diga que se arrependa, José não controla seus impulsos e comete o crime sempre que vê uma oportunidade. “Para a psicologia, ele pode ser considerado um psicopata pelas características que apresenta. A psicopatia está à margem da sanidade e da loucura. Os psicopatas não apresentam delírios e alucinações (sintomas característicos de transtornos mentais), eles não perdem o senso da realidade e geralmente são pessoas inteligentes, são incapazes de sentir pena, culpa ou arrependimento”, explicou.

Márcia Tavares ouviu o depoimento de José e conseguiu a confissão de todos os crimes cometidos nos 30 anos em que alternou entradas e saídas da prisão. Sua confissão foi encaminhada para outros estados, por uma questão de competência ficando ao encargo do Sicride apenas investigação da morte da menina Jéssica.

O delegado titular de Francisco Beltrão, Ivonei Oscar da Silva, que fez parte da equipe que prendeu José Airton Pontes, em Pinhalzinho, dias depois do assassinato do menino Renan, afirma que ele é um criminoso em série perigoso e inteligente. “É um cara muito bem articulado, uma pessoa de um raciocínio excepcional. Ele tinha uma capacidade de convencer as pessoas”, explicou.

O delegado conta que usando a identidade de líder evangélico, José conquistava a confiança dos moradores e conseguia casa e comida durante o período que ficava nas cidades. “Ele era um oportunista. Como não predeterminava suas vítimas, passava o tempo que fosse necessário na cidade para reconhecer um momento oportuno e atacar. Quando encontrava esse momento, seduzia a criança com balas e conversa e as carregava na garupa da bicicleta”, analisa Ivonei, completando ainda que na data de sua prisão, ele estava abrigado na casa de um pastor evangélico de Pinhalzinho.

“Quando nós conseguimos localizá-lo, ele estava dormindo numa casa que um pastor havia emprestado. Como estava vazia, ele não viu problemas e deixou José pernoitar alguns dias lá. Esse homem tinha um filho de oito anos dentro de casa”, recorda o delegado.

Maníaco de Marmeleiro é serial killer procurado em todo o país
O psiquiatra forense Rui Fernando Cruz Sampaio, aposentado do Instituto de Criminalística do Paraná, onde trabalhou por 30 anos, conta que elementos como José Pontes são extremamente perigosos por não mostrarem o que realmente são. “São pessoas simpáticas, atenciosas que mentem o quanto for necessário para conquistar i que deseja. Porém são incapazes de sentir remorso, culpa e que não apresentam o mínimo de respeito aos limites”, esclareceu.

Dentro deste contexto, Sampaio diz que os psicopatas não costumam a resistir a seus impulsos, cometendo crimes e assassinatos em série, como é o caso de José.

“O perfil dele é de uma perversidade muito grande. Isso acontece porque essas pessoas normalmente têm uma diminuição do senso crítico. Com isso, o psicopata acaba pensando que se ele tiver que cometer um ato fora do comum ele fará”, disse. Sampaio também explica que essas pessoas não podem ser consideradas loucas, uma vez que apresentam plena consciência de seus atos, tendo apenas uma dificuldade de resistir a seus impulsos e uma incapacidade de sentir culpa pelos atos que comete.

“São pessoas inteligentes que sabem o que estão fazendo. Eles convencem, eles mentem, eles chegam ao extremo para satisfazer seus impulsos. Você dizer que um psicopata é inimputável está diretamente ligado a consciência que ele tem dos atos que toma e no caso dos psicopatas a questão legal mostra que eles têm sim essa capacidade de avaliação de suas ações”, analisou.

Estudos sobre o comportamento dos criminosos em série apontam que esses indivíduos criam personagens para se aproximar das pessoas sem que as mesmas percebam suas verdadeiras intenções. Os maiores assassinos em série do Brasil como Francisco Costa Rocha, o ‘Chico Picadinho’ , Francisco de Assis Pereira, o ‘Maníaco do Parque’ , e João Acácio Pereira da Costa, o ’Bandido da Luz Vermelha’, mantinham uma vida comum, se apresentando socialmente como pessoas de boa fé.

‘Luz Vermelha’ se dizia filho de fazendeiros, vindo do interior para ganhar a vida na capital paulista, ‘Chico Picadinho’, durante o dia, se passava por um rapaz trabalhador, enquanto o ‘Maníaco do Parque’ trabalhava como Moto Boy. José Airton Pontes perambulava pelo Brasil se dizendo missionário evangélico e carregava um violão nas costas pedalando uma bicicleta vermelha. Por onde passava, conquistava a confiança de todos e recebia o abrigo de líderes eclesiásticos. Suas conversas, sempre envolventes, impediam que as pessoas emitissem juízo de valor a seu respeito.

Desta forma, o maníaco tinha o tempo que achasse necessário para cometer seus crimes. José Pontes não escolhia suas vítimas, ele aproveitava o momento e atacava com rapidez. “Ele convencia as crianças de maneira rápida e as carregava para longe de casa, para então cometer o crime”, explicou o delegado Ivonei.

Com a menina Jéssica, em junho de 2005, Pontes precisou de poucos minutos para convencê-la a sair com ele na bicicleta. Passava das 9h quando a menina deixou sua casa , empurrando um carrinho de mão, para buscar lenhas para sua mãe. Testemunhas disseram ter visto um homem, em uma bicicleta vermelha, carregando Jéssica na garupa. Depois desse dia, ela nunca mais foi vista com vida. José Airton pedalou mais de 30 km, até chegar em uma plantação de Pinus, no município de Almirante Tamandaré, na grande Curitiba, onde estuprou a menina e depois matou por estrangulamento. Antes de deixar o local do crime, José enterrou o corpo em uma cova rasa. Em seguida deixou a cidade sem deixar pistas.

A polícia do Paraná desconfiava de Airton, mas precisava encontrá-lo, para então descobrir o paradeiro da menina. Em 29 de outubro, José Pontes atacou novamente e colocou a polícia na pista do assassino. A morte do menino Renato Renan Poronizak, 7, revela a polícia que o maníaco estava de volta. José afirmou estar de passagem por Marmeleiro quando percebeu o menino que caminhava de uniforme. Com o violão e algumas balas, Pontes convenceu o garoto a subir na bicicleta. Uma prostituta afirmou ter visto o menino ainda com vida seguindo com um homem de bicicleta vermelha pela rodovia.

O corpo de Renato foi encontrado dois dias depois, virado de bruços em uma plantação de pinus na zona rural de Marmeleiro. “Dentro de todo o seu histórico de crimes, podemos afirmar que José Pontes evoluiu de um criminoso em série para um assassino em série. Essas pessoas não têm o mínimo de condições de conviver em sociedade, devem ficar reclusas em instituições psiquiátricas, porque quando saírem, vão cometer os mesmos crimes de novo ”, disse o psiquiatra Rui Sampaio, dando como exemplo o Bandido da Luz Vermelha, que ao deixar a cadeia tentou matar parentes, estuprar mulheres e acabou morto por um primo na cidade de São Francisco do Sul, Santa Catarina.

Um rastro de crimes e ousadia
Dois crimes, duas crianças mortas, dois casos de violência sexual infantil. Os fatos por si só já causariam espanto no mais experiente dos policiais, porém, mas José Pontes escondia ainda mais histórias de crimes hediondos. A carreira criminosa de Pontes começou a ser trilhada no ano de 1975, quando ele tinha 15 anos e cometeu seu primeiro estupro. A vítima era uma menina, cuja idade não foi apurada pela polícia, que morava na cidade de Lages, Santa Catarina.

Logo em seguida, José fugiu para Curitiba, onde violentou um menino de oito anos. José foi preso logo em seguida e passou dez anos na cadeia sendo solto no ano de 1985. Após cumprir a pena, José não era mais um adolescente e com 25 anos de idade voltou às ruas para cometer mais crimes. Em 1986, José Airton violentou um menino em Joinville (SC). Embora não tenha certeza, José acredita que tenha matado o menino.

No ano seguinte José voltou para a cidade onde cometeu seu primeiro crime, Lages, onde violentou 13 meninos, um deles, Pontes afirma que enforcou até desmaiar, não sabendo se o matou. Antes disso, o maníaco já havia passado por Balneário Camboriú, SC, e durante sua permanência estuprou uma menina.

De 1988 até 1992, outros quatro meninos foram violentados e uma menina estuprada por José. Os crimes aconteceram nos estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo. No município de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), José foi preso e lá cumpriu 12 anos de prisão, sendo solto em 2004, quando recebeu liberdade condicional. Solto novamente, José tinha ordem judicial de não deixar a comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, mas ele não tomou conhecimento da determinação do juiz e desapareceu.

O maníaco voltou para Lages, Santa Catarina, e lá violentou mais três garotos. Um ano depois, em 2005, José começava a trilhar o caminho que o levou a Marmeleiro. A primeira parada foi em sua cidade natal, Caçador. Lá ele violentou um menino e seguiu para o município de Santa Cecília, onde estuprou uma menina. Em junho daquele ano, Pontes chegou a Curitiba onde estuprou e matou a menina Jéssica Morais de Oliveira. Logo em seguida foi para Palmas, no Tocantins, onde violentou um menino.

Em outubro retornou ao Paraná e violentou e matou Renato antes de ser preso. Com sua prisão, a família de Jéssica finalmente pode o seu destino. Com a confissão do crime, Pontes levou a polícia até o local onde estuprou, matou e depois enterrou o corpo, marcando o fim de cinco meses de agonia e incertezas. Condenado a 37 anos de prisão, José Pontes acumula 30 anos de crime.


Jornale
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Crianças e adolescentes do sexo feminino são as maiores vítimas de violência e abusos, apontam dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conforme levantamento de denúncias feitas via telefone, das 162.503 vítimas registradas pela pasta de maio de 2003 a abril deste ano, 62% (ou 100.752 pessoas) são garotas --contra 38% (61.751) de crianças e adolescentes do sexo masculino.
Esta segunda-feira é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Instituído por lei federal, a data foi escolhida em homenagem a Araceli Cabrera Sanchez, 8. Em 18 de maio de 1973, a menina foi raptada, violentada e morta em Vitória (ES).
Em seis anos, a pasta recebeu 95.449 denúncias por meio do Disque 100 --serviço telefônico nacional em que as pessoas denunciam violências sofridas por crianças e adolescentes. A média de 2009 é de 89 queixas por dia.
O tipo de violência mais denunciado é o abuso sexual (58,31% dos registros), seguido de prostituição (39,97%). Pornografia infantil e tráfico de crianças e adolescentes correspondem a, respectivamente, 1,71% e 0,72% das denúncias.
Conforme o levantamento, os Estados que mais denunciaram foram São Paulo (12.565 dos casos), Bahia (9.200) e Rio (8.356). No extremo oposto estão Amapá (135 denúncias), Roraima (163) e Acre (365).

Disque 100
Quando a denúncia é recebida, equipes da secretaria entram em contato com as autoridades municipais e estaduais responsáveis --como Conselhos Tutelares e a polícia-- para que estas tomem as medidas cabíveis. O anonimato de quem liga é garantido.
Para a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, as denúncias são fundamentais no combate ao abuso infantil. "É preciso que cada brasileiro saia do papel de testemunha passiva e assuma a indignação que nos possibilite proteger crianças e adolescentes", disse. "Isso torna possível a responsabilização dos agressores", acrescentou.


Folha Online
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:36  comentar

Crianças e adolescentes do sexo feminino são as maiores vítimas de violência e abusos, apontam dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Conforme levantamento de denúncias feitas via telefone, das 162.503 vítimas registradas pela pasta de maio de 2003 a abril deste ano, 62% (ou 100.752 pessoas) são garotas --contra 38% (61.751) de crianças e adolescentes do sexo masculino.
Esta segunda-feira é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Instituído por lei federal, a data foi escolhida em homenagem a Araceli Cabrera Sanchez, 8. Em 18 de maio de 1973, a menina foi raptada, violentada e morta em Vitória (ES).
Em seis anos, a pasta recebeu 95.449 denúncias por meio do Disque 100 --serviço telefônico nacional em que as pessoas denunciam violências sofridas por crianças e adolescentes. A média de 2009 é de 89 queixas por dia.
O tipo de violência mais denunciado é o abuso sexual (58,31% dos registros), seguido de prostituição (39,97%). Pornografia infantil e tráfico de crianças e adolescentes correspondem a, respectivamente, 1,71% e 0,72% das denúncias.
Conforme o levantamento, os Estados que mais denunciaram foram São Paulo (12.565 dos casos), Bahia (9.200) e Rio (8.356). No extremo oposto estão Amapá (135 denúncias), Roraima (163) e Acre (365).

Disque 100
Quando a denúncia é recebida, equipes da secretaria entram em contato com as autoridades municipais e estaduais responsáveis --como Conselhos Tutelares e a polícia-- para que estas tomem as medidas cabíveis. O anonimato de quem liga é garantido.
Para a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, as denúncias são fundamentais no combate ao abuso infantil. "É preciso que cada brasileiro saia do papel de testemunha passiva e assuma a indignação que nos possibilite proteger crianças e adolescentes", disse. "Isso torna possível a responsabilização dos agressores", acrescentou.


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