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19.7.09
Onça é mascote de Exército na Amazônia. Foto: Globo Amazônia

MANAUS - Ver a Amazônia de perto e de dentro da floresta. A proposta de um "museu vivo" para a maior reserva de biodiversidade do planeta está perto de ganhar uma sede em Manaus. Criado em janeiro, o Museu da Amazônia (Musa) deve começar a ser instalado em espaço permanente em março de 2010, numa área de 10 mil metros quadrados de verde amazônico.
- O Musa é um museu vivo, ou seja, as peças se encontram lá onde elas vivem e se reproduzem. São as folhas, as formigas, as aves, os sapos. O que queremos fazer é criar arquibancadas para que o visitante possa ver, ouvir, ver, cheirar sentir os sons, os odores da floresta e a vida - explicou o coordenador do museu, Ennio Candotti.
Na última semana, o Musa realizou sua primeira exposição, durante a 61° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Numa mostra do que virá com a instalação definitiva, o museu exibiu imagens, histórias e personagens da flora e fauna da região. Alguns pouco conhecidos, como achados arqueológicos que revelam a existência de comunidades há nove mil anos na área do Encontro das Águas, conhecido fenômeno em que, por alguns quilômetros, os rios Negro e Solimões correm lado a lado, sem se misturar.
O museu será instalado Reserva Ducke, área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo Candotti, a ideia é construir trilhas e até passarelas suspensas entre as árvores para que os visitantes possam ver de perto o acervo vivo, desde formigueiros até ninhos de pássaros nas copas mais altas. Aquários gigantes também estão no projeto e serão as vitrines para a vida de espécies de peixes e mamíferos aquáticos.
A pesquisa e o desenvolvimento dos sensores e tecnologias para observação dos animais e da floresta também são parte da iniciativa, segundo Candotti. Para a primeira fase de implantação do Musa, já estão garantidos R$12 milhões, investidos pelo governo do Amazonas.



O Globo On Line
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11.7.09

SÃO PAULO - O estado de São Paulo apresenta a pior situação entre os estados que têm espécies aquáticas - de mares e rios - ameaçadas de extinção do país. Segundo uma mapa divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há 86 espécies em risco em São Paulo. Em todo o país, são 238 espécies ameaçadas. Logo depois de São Paulo vem o estado do Rio de Janeiro, com 76; Rio Grande do Sul, com 55; Bahia, com 51; e Paraná, onde o perigo atinge 43 espécies.


Esse universo cheio de cores, de vida, de variedades nos mares e rios do país está sendo destruído pela pesca sem critério, poluição, caça submarina predatória. O mapa do IBGE foi feito com base nas listas de ameaça do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Na lista estão 79 invertebrados, como as estrelas do mar. Corais, lagostas, caranguejos, esponjas, ostras e até alguns tipos de mariscos estão em risco entre os invertebrados.
Os peixes que podem desaparecer para sempre chegam a 159. São desde tubarões e raias até bagres e lambaris.
- Essas espécies foram estudadas e catalogadas, mas existem muito mais espécies, que podem ser extintas antes mesmo de ser conhecidas - alertou Lucia Leoni Couto, bióloga do IBGE.



O Globo On Line
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8.7.09
COPACABANA - Amendoeiras enfeitam a orla. Elas vieram da Ásia Central

Elas são belas. Mas como"alienígenas" verdes destroem a vegetação nativa do Rio

Verdes, bonitas e de aparência inofensiva, as plantas também podem ser ecologicamente incorretas - as chamadas "invasoras", por exemplo, representam a segunda maior causa de destruição da biodiversidade do planeta, perdendo apenas para o desmatamento. Só para se ter parâmetro da sua agressividade, segundo os especialistas elas são mais predadoras do que o aquecimento global. Trata-se de espécies exóticas, trazidas de outros países, que plantadas em um novo habitat passam a destruir a flora e a fauna nativas. Livres de "adversários", elas vão se alastrando até virarem praga.
Mas quem poderia desconfiar de uma jaqueira, de uma amendoeira ou de um bambuzal? Plantas invasoras como essas estão agora chamando a atenção do governo federal e de Secretarias do Meio Ambiente de todo o País. Crescem as constatações de que ameaçam a flora causando, juntamente com alguns animais, um prejuízo anual superior a R$ 100 milhões. Para atacar o problema, o Ministério do Meio Ambiente está elaborando uma estratégia para combatê-las que deve ser colocada em prática no ano que vem.
"Precisamos prevenir a introdução dessas plantas, detectar precocemente a sua presença para erradicá- las a tempo ou controlar o seu crescimento", diz Lidio Coradin, coordenador da Câmara Técnica Permanente de Espécies Exóticas e Invasoras, órgão vinculado ao ministério.
Uma lista preliminar já tachou 542 seres vivos de "exóticos e invasores" no Brasil, e cerca de 100 deles são plantas que incluem, entre outras, a braquiária, a casuarina, a amendoeira, o amarelinho e a maria-sem-vergonha. O Ministério do Meio Ambiente também lançará um livro reunindo dados sobre as espécies invasoras marinhas.
Depois virão outros volumes, mostrando as vilãs dos rios, do meio terrestre, do sistema de produção agrícola e da saúde humana - isso se dá no momento em que diversos Estados também se ocupam do problema, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Paraná lançou uma estratégia oficial de enfrentamento após inventariar 109 exemplares, 44 deles vegetais.
Entre esses maiores inimigos se encontram o capim anone (um tipo de grama trazida da África do Sul que se alastra pelos campos, domina a terra e prejudica a dentição dos animais) e o pínus (espécie de pinheiro importado da América do Norte). "O capim anone tem de ser exterminado", diz Vitor Hugo Burko, presidente do Instituto Ambiental do Paraná. "No caso do pínus, vamos orientar as pessoas a tomar medidas de controle, como derrubar a árvore quando ela ainda está nascendo."
Quando se comemorou o Dia da Mata Atlântica (27 de maio), a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio recebeu de pesquisadores um rol de 226 espécies invasoras da flora local. "Queremos que sirva como critério para barrar a sua entrada e o seu plantio", diz Alba Simon, superintendente de Biodiversidade da secretaria.
Entre as principais ameaças identificadas está a jaqueira - que, ao contrário do que muitos julgam, não é um exemplar original. Trazida da Ásia durante a colonização, foi se proliferando aos poucos e hoje ocupa o lugar de outras espécies nativas nos parques e reservas do Rio, como a Floresta da Tijuca.
Em Ilha Grande, os pesquisadores realizaram um estudo para avaliar o perigo. "Em um único hectare de floresta, encontramos 283 jaqueiras. Não era para se encontrar nenhuma", diz Alba. Com o aumento da população de pés de jaca, roedores como gambás e esquilos passam a se alimentar somente dessa fruta, dispersando as sementes e agravando o problema. Para tentar minimizar a sua expansão, técnicos ligados à secretaria recorreram a uma medida qualificada por alguns como cruel: eliminaram alguns exemplares por anelamento, ou seja, retiraram parte da casca para impedir a condução de seiva para as raízes. Isso faz com que a árvore morra lentamente.
A proposta e o método geraram protestos da população, acostumada que está a conviver com as jaqueiras. "Enfrentamos diversos embates ideológicos porque estamos matando ser vivo. Mas temos o dever legal de proteger a biodiversidade", diz a superintendente de Biodiversidade, que pretende estudar sistemas menos agressivos - por exemplo, evitar que elas brotem. Segundo especialistas, o homem, desavisado do estrago que pode estar fazendo ao ambiente, acaba sendo responsável pela introdução de 70% das espécies invasoras.
Uma forma de disseminação é o uso dessas árvores exóticas no paisagismo urbano - tradição brasileira que começou com a corte portuguesa, foi alterada na década de 1920 por paisagistas como Burle Marx (que preferiam as exóticas tropicais), mas que agora começa a ser revista. No Rio, a amendoeira, vinda da Ásia Central, e a casuarina, importada da Austrália, enfeitam a orla como se fossem naturais dela. Já dão sinais, no entanto, de que estão se espalhando pela encosta.
O arquiteto e paisagista Adílson Roque dos Santos, da Fundação Parques e Jardins, responsável pela arborização da cidade, identificou que 67% das espécies plantadas na zona urbana do Rio vieram de fora. "Hoje estamos usando menos árvores exóticas, mas temos de radicalizar esse processo e plantar apenas espécies nativas", diz ele. Volta e meia, é chamado de xenófobo botânico.


MARIA-SEM-VERGONHA
Também conhecida como beijo, veio da África para ser usada como ornamento. Propaga-se rapidamente. Domina sobretudo as áreas de sombra e ambientes úmidos, deslocando as plantas nativas e infestando as lavouras


BAMBU
O tipo mais conhecido dessa planta é o vulgaris, um agressivo invasor. Utilizado na delimitação de propriedades e como quebra-vento natural, ele se espalha e invade o habitat de outras espécies. Existe em todo o País



JAMBEIRA
Proveniente da Ásia, essa planta invade bosques, alterando completamente o equilíbrio da vegetação nativa. É uma das maiores predadoras da Mata Atlântica



CASUARINA
Ela ocupa solos de baixa fertilidade, como dunas e praias. Forma um sombreado denso e altera as condições de luz, temperatura e química da terra. A casuarina pode afetar o homem, provocando irritação respiratória e nos olhos


Maíra Magro
Isto É
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6.7.09
De acordo com a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, 122 espécies de pássaros correm o risco de desaparecer no Brasil. Em seguida, vêm Indonésia, com 115, e Peru, com 93.
Na lista de mamíferos ameaçados, o Brasil fica em quarto lugar, com 82 espécies. O país com maior número de espécies sob risco é a Indonésia, com 183; seguida por México, com 100, e Índia, com 96.
Em todo o mundo, mais de 800 espécies de animais e plantas já foram extintas nos últimos 500 anos e cerca de 17 mil espécies correm risco de desaparecer, segundo o relatório da IUCN, compilado a cada quatro anos.
O relatório foi publicado pouco antes do prazo fixado por governos internacionais para avaliar os progressos em relação à meta de combate à perda de biodiversidade até 2010. Segundo a IUCN, esses objetivos não serão cumpridos.
Ao todo, 44.838 espécies – apenas 2,7% do 1,8 milhão de espécies já descritas – foram analisadas.
O documento mostra que pelo menos 869 espécies foram completamente extintas ou extintas em seu habitat natural, mas o número pode chegar a 1.159 se forem consideradas as 290 espécies classificadas como possivelmente extintas, que formam parte do grupo de espécies criticamente em perigo.

Ameaças
Ao todo, pelo menos 16.928 espécies estão ameaçadas de extinção, incluindo quase um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito pássaros e quase um quarto de todos mamíferos, de acordo com a lista.
Considerando-se a pequena proporção de espécies analisadas, o número pode ser apenas "a ponta do iceberg", mas daria uma boa idéia do risco, segundo a IUCN.
“Quando os governos adotam ações para reduzir a perda de biodiversidade há alguns avanços, mas ainda estamos longe de reverter esta tendência”, disse Jean-Christophe Vié, vice-diretor do Programa de Espécies da IUCN e editor do relatório.
“É hora de reconhecer que a natureza é a maior empresa da Terra, trabalhando para o benefício de 100% da humanidade – e o faz de graça. Os governos deveriam se esforçar tanto, ou mais, para salvar a natureza como se esforçam para salvar os setores financeiros e econômicos.”
Mar
No mar, a pesca excessiva, mudanças climáticas, espécies invasoras, desenvolvimento da costa e poluição respondem pelas ameaças.
Seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção, assim como 27% das 845 espécies de corais. Outras 20% das espécies de corais estão quase ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha.
Os pássaros marinhos também estão mais ameaçados do que os pássaros terrestres, com 27,5% das espécies em extinção, em comparação com 11,8% dos pássaros terrestres.
A principal causa de extinção e ameaça das espécies terrestres é a destruição de habitats por agricultura, exploração de madeira e desenvolvimento. A caça insustentável é a segunda maior ameaça aos mamíferos, atrás da perda de habitat.
“O relatório é uma leitura deprimente”, disse Craig Hilton Taylor, diretor e co-editor da Lista Vermelhada IUCN.
“Ele nos mostra que a crise de extinção está ruim ou ainda pior do que acreditávamos. Mas ele também mostra as tendências que essas espécies seguiram e portanto é parte essencial dos processos de tomada de decisão.”
A Lista Vermelha acompanha as tendências de risco de extinção em grupos de espécies, separados por regiões e habitats. Ela só considera espécies não extintas a partir do ano 1500.
BBC Brasil
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1.7.09
O número de plantas ameaçadas de extinção no Brasil é muito maior do que o da lista oficial. Chamada "Plantas raras do Brasil", a obra - produzida por 175 cientistas de 55 instituições nacionais e internacionais - lista 2.291 espécies de plantas que só ocorrem no território nacional. Para os pesquisadores, todas as plantas listadas no livro são consideradas ameaçadas, seja por queimadas, desmatamento ou urbanização. A lista oficial das espécies ameaçadas da flora brasileira, apresentada em 2008 pelo Ministério do Meio Ambiente, relaciona 472 espécies em perigo. País tem 15% das espécies da Terra
A publicação, resultado de uma parceria entre a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na Bahia, e a organização ambientalista Conservação Internacional, aponta também 752 áreas de relevância biológica. Elas são consideradas estratégicas para a preservação da biodiversidade do país, que possui 15% da flora mundial. Por isso, são chamadas de áreas-chaves para a biodiversidade (ACBs).
O livro - cujo lançamento oficial acontecerá nesta quinta-feira, em Feira de Santana, durante o 60 Congresso Nacional de Botânica - traz outro alerta: metade dessas áreas, que cobrem 16% do território nacional, o equivalente a 140 milhões de hectares, está degradada.
- Quando se discute como combinar desenvolvimento e preservação, é fundamental termos informações confiáveis sobre a biodiversidade do país - diz José Maria Cardoso da Silva, da Conservação Internacional.
Confiáveis, mas conflitantes. Segundo o representante da Conservação Internacional, as diferenças entre os números apresentados no livro e aqueles listados pela MMA se devem ao que chama de "estratégia conservadora" do ministério.
- Na época da divulgação da lista do MMA, já houve contestação desse número de apenas 472 espécies ameaçadas - diz ele, explicando por que classifica espécies raras como espécies ameaçadas. - Nosso critério foi aceitar que se essas plantas são raras elas estão automaticamente em perigo, já que a pressão é muito grande.
A Região Sudeste é a que concentra o maior número de espécies de plantas ameaçadas, com $para os estados de Minas Gerais (550) e Rio de Janeiro (250), respectivamente primeiro e terceiro lugar da lista. A Bahia (484) vem em segundo lugar. A maior parte das plantas está no domínio da Mata Atlântica, onde vivem cerca de 70% dos brasileiros e cuja área original foi reduzida a 7,26%.
- Como há uma grande variação ambiental no país, as estratégias para a conservação dessa flo$têm que incluir grandes áreas protegidas - afirma Cardoso. - No caso da Mata Atlântica, ela exemplifica uma distribuição urbana que ocorreu sem critério. Biodiversidade da Bahia se destaca
Para contrapor isso, existem as chamadas áreas-chaves. Pela Convenção da Diversidade Biológica, da qual o Brasil foi um dos primeiros signatários, há o compromisso global de se chegar a 2010 com pelo menos 10% do planeta em áreas protegidas.
- Dificilmente o Brasil vai contribuir para que essa meta seja atingida - assegura o representante da Conservação Internacional. - Mais da metade desses corredores da biodiversidade está degradada. Na verdade, 75% dessas áreas-chave têm menos de 10% de proteção, ou seja, estão em áreas protegidas, sejam parques, reservas, terras indígenas ou Reservas Particulares de Proteção Natural.
Segundo a publicação, que vai virar também um site ( http://www.plantasraras.org.br/ ), a Bahia, que tem o segundo maior número de plantas raras (e ameaçadas), é também o estado com o maior número de áreas estratégicas.
- Isso ocorre devido à grande complexidade biológica da Bahia, onde há Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado - explica Cardoso. - O ideal era que cada estado tivesse uma política de preservação e o governo federal atuasse como um maestro dessas ações. Se nada for feito, vamos ter uma megaextinção de plantas brasileiras.


O Globo On Line
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29.6.09
Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E toda a sorte de desastres naturais que fogem ao controle humano.
Há décadas, pesquisadores alertavam que o planeta sentiria no futuro o impacto do descuido do homem com o ambiente. Na virada do milênio, os avisos já não eram mais necessários – as catástrofes causadas pelo aquecimento global se tornaram realidades presentes em todos os continentes do mundo. O desafios passaram a ser dois: se adaptar à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais; e buscar soluções para amenizar o impacto do fenômeno.
Em tempos de aquecimento planetário, uma nova entidade internacional tomou as páginas de jornais e revistas de toda a Terra – o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado pela ONU para buscar consenso internacional sobre o assunto. Seus aguardados relatórios ganharam destaque por trazer as principais causas do problema, e apontar para possíveis caminhos que podem reverter alguns pontos do quadro.
Em 2007, o painel escreveu e divulgou três textos. No primeiro, de fevereiro, o IPCC responsabilizou a atividade humana pelo aquecimento global – algo que sempre se soube, mas nunca tinha sido confirmado por uma organização deste porte. Advertiu também que, mantido o crescimento atual dos níveis de poluição da atmosfera, a temperatura média do planeta subirá 4 graus até o fim do século. O relatório seguinte, apresentado em abril, tratou do potencial catastrófico do fenômeno e concluiu que ele poderá provocar extinções em massa, elevação dos oceanos e devastação em áreas costeiras.
A surpresa veio no terceiro documento da ONU, divulgado em maio. Em linhas gerais, ele diz o seguinte: se o homem causou o problema, pode também resolvê-lo. E por um preço relativamente modesto – pouco mais de 0,12% do produto interno bruto mundial por ano até 2030. Embora contestado por ambientalistas e ONGs verdes, o número merece atenção. O 0,12% do PIB mundial seria gasto tanto pelos governos, para financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas, como pelos consumidores, que precisariam mudar alguns de seus hábitos. O objetivo final? Reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que impede a dissipação do calor e esquenta a atmosfera.
O aquecimento global não será contido apenas com a publicação dos relatórios do IPCC. Nem com sua conclusão de que não sai tão caro reduzir as emissões de gases. Apesar de serem bons pontos de partida para balizar as ações, os documentos não têm o poder de obrigar uma ou outra nação a tomar providências. Para a obtenção de resultados significativos, o esforço de redução da poluição precisa ser global. O fracasso do Tratado de Kioto, ao qual os Estados Unidos, os maiores emissores de CO2 do mundo, não aderiram, ilustra os problemas colocados diante das tentativas de conter o aquecimento global.


Veja
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25.6.09

Na era da tecnologia a simplicidade vem conquistando os turistas modernos. Ir ao mundo das compras, como Miami, nos Estados Unidos; ou à bela Roma, na Itália; ou navegar nas gôndolas de Veneza, também em território italiano; ainda são opções bem cotadas no mercado das viagens, no entanto, o viajante do século XXI quer mais. O lazer, a sofisticação, belas paisagens já não são suficientes para definir a próxima viagem.
A natureza, a abundância verde, a fauna diversificada, atualmente, contam muito na hora da escolha do destino e nesse bojo os nove estados que compõem a Amazônia Legal, com suas fartas águas e vegetação exuberante têm lugar cativo na mente dos turistas. São nove estados abraçados por essa porção do mundo conhecida carinhosamente como “o pulmão do globo”.
Diante dessa tendência, o Brasil larga na frente: temos a Amazônia como atrativo. A maior floresta tropical úmida do planeta também pode ser considerada como o potencial turístico de mais impacto do mundo. Lá está a maior diversidade natural que podemos encontrar ao redor do globo. Grandes rios, fauna e flora em pleno equilíbrio, com grande parte ainda inexplorada e desconhecida por todos.
Isso tudo tem feito a Amazônia registrar ano após ano crescimento invejável no turismo, que resulta em novos empreendimentos hoteleiros, atrações, parques, empregos - muitos empregos -, além da injeção de divisas na economia.
Mas, a manutenção das taxas de crescimento do turismo, setor que hoje responde por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, está constantemente ameaçada quando o destino é o Brasil. Mesmo com queda no índice de desmatamento revelado recentemente pelo Governo Federal, os níveis de derrubada de árvores, queimadas, ações danosas ao meio ambiente ainda continuam preocupantes e ameaçadores ao turismo.
Infelizmente, a Amazônia é um dos focos desse grupo de inconsequentes que não consegue vislumbrar os benefícios que essa porção do país pode trazer para a população nacional e, principalmente, regional. O único foco deles é a derrubada de árvores, que provoca a desordem de um ecossistema e consequentemente a “morte” gradativa de uma região que tem nos recursos naturais uma de suas maiores fontes de renda.
Estudos recentes mostram que a Amazônia Legal hoje responde por 4,8% da movimentação turística nacional e 5% do volume de estrangeiros que entram no País. Um montante ainda pequeno, mas que pode crescer, caso a oportunidade que se apresenta possa ser devidamente aproveitada. A região tem 153 municípios com capacidade turística, sendo 57 deles indutores diretos da movimentação hoje existente. Apenas no que tange ao recebimento de estrangeiros, os 253 mil visitantes/ano atualmente registrados podem chegar a 3 milhões, caso haja incentivo para isso.
Argentina, Estados Unidos e Canadá hoje estão entre principais destinos emissores. Ao todo, 11 países respondem pela maioria dos turistas de fora do País que visitam a região. Os atributos que prometem alavancar esse setor da economia na Amazônia são ecoturismo, turismo cultural e negócios.Um impulso maior para o desenvolvimento do turismo nessa região é o concurso New7Wonders, que vai escolher em 2011 as 7 Maravilhas da Natureza, em âmbito mundial. Com a escolha da Amazônia – que já está na segunda fase da disputa – nossa região e nosso País ganharão muito em divisas e visibilidade, haja visto o impulso que o turismo de destinos como Rio de Janeiro, China, Roma e Índia tiveram ao conquistar lugar entre as 7 Maravilhas do Mundo Moderno, que foram escolhidas no ano retrasado.
Informações da Fundação New 7 Wonders, que vem administrando esses concursos, mostram que os destinos escolhidos ganharam uma dimensão mundial que os fez alavancar o turismo em 30%. E o processo de conquistas já começa na fase de disputa, com o envolvimento da população local, das entidades coligadas e com toda a repercussão da mídia mundial sobre o processo. Não podemos perder essa chance.
Este é o momento de todos nos mobilizarmos no intuito de evidenciar a Amazônia e todos os seus atributos para conquistar cada vez mais adeptos que cliquem no www.n7w.com e votem no destino que contempla o rio e a floresta, e também destinos de gente simples e acolhedora, paisagens deslumbrantes e que tem neste momento a oportunidade de se desenvolver como um “produto” que basta preservar para ter para a eternidade.Esse processo de evidência mundial da Amazônia também traz para o destino turístico a garantia de uma fiscalização maior pela sua preservação. Afinal, com uma visibilidade mundial, a responsabilidade dos governos brasileiros e dos visitantes cresce exponencialmente. E os deficientes recursos de fiscalização hoje dispensados para o destino se multiplicarão sem que haja uma oneração dos cofres públicos. A fiscalização oficial poderá então voltar os esforços para agir sobre os criminosos da natureza que agem na nossa terra.

JOSÉ RAIMUNDO DA SILVA MORAIS
Presidente da ADETUR AMAZÔNIA

Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte
Página 20
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Na era da tecnologia a simplicidade vem conquistando os turistas modernos. Ir ao mundo das compras, como Miami, nos Estados Unidos; ou à bela Roma, na Itália; ou navegar nas gôndolas de Veneza, também em território italiano; ainda são opções bem cotadas no mercado das viagens, no entanto, o viajante do século XXI quer mais. O lazer, a sofisticação, belas paisagens já não são suficientes para definir a próxima viagem.
A natureza, a abundância verde, a fauna diversificada, atualmente, contam muito na hora da escolha do destino e nesse bojo os nove estados que compõem a Amazônia Legal, com suas fartas águas e vegetação exuberante têm lugar cativo na mente dos turistas. São nove estados abraçados por essa porção do mundo conhecida carinhosamente como “o pulmão do globo”.
Diante dessa tendência, o Brasil larga na frente: temos a Amazônia como atrativo. A maior floresta tropical úmida do planeta também pode ser considerada como o potencial turístico de mais impacto do mundo. Lá está a maior diversidade natural que podemos encontrar ao redor do globo. Grandes rios, fauna e flora em pleno equilíbrio, com grande parte ainda inexplorada e desconhecida por todos.
Isso tudo tem feito a Amazônia registrar ano após ano crescimento invejável no turismo, que resulta em novos empreendimentos hoteleiros, atrações, parques, empregos - muitos empregos -, além da injeção de divisas na economia.
Mas, a manutenção das taxas de crescimento do turismo, setor que hoje responde por cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, está constantemente ameaçada quando o destino é o Brasil. Mesmo com queda no índice de desmatamento revelado recentemente pelo Governo Federal, os níveis de derrubada de árvores, queimadas, ações danosas ao meio ambiente ainda continuam preocupantes e ameaçadores ao turismo.
Infelizmente, a Amazônia é um dos focos desse grupo de inconsequentes que não consegue vislumbrar os benefícios que essa porção do país pode trazer para a população nacional e, principalmente, regional. O único foco deles é a derrubada de árvores, que provoca a desordem de um ecossistema e consequentemente a “morte” gradativa de uma região que tem nos recursos naturais uma de suas maiores fontes de renda.
Estudos recentes mostram que a Amazônia Legal hoje responde por 4,8% da movimentação turística nacional e 5% do volume de estrangeiros que entram no País. Um montante ainda pequeno, mas que pode crescer, caso a oportunidade que se apresenta possa ser devidamente aproveitada. A região tem 153 municípios com capacidade turística, sendo 57 deles indutores diretos da movimentação hoje existente. Apenas no que tange ao recebimento de estrangeiros, os 253 mil visitantes/ano atualmente registrados podem chegar a 3 milhões, caso haja incentivo para isso.
Argentina, Estados Unidos e Canadá hoje estão entre principais destinos emissores. Ao todo, 11 países respondem pela maioria dos turistas de fora do País que visitam a região. Os atributos que prometem alavancar esse setor da economia na Amazônia são ecoturismo, turismo cultural e negócios.Um impulso maior para o desenvolvimento do turismo nessa região é o concurso New7Wonders, que vai escolher em 2011 as 7 Maravilhas da Natureza, em âmbito mundial. Com a escolha da Amazônia – que já está na segunda fase da disputa – nossa região e nosso País ganharão muito em divisas e visibilidade, haja visto o impulso que o turismo de destinos como Rio de Janeiro, China, Roma e Índia tiveram ao conquistar lugar entre as 7 Maravilhas do Mundo Moderno, que foram escolhidas no ano retrasado.
Informações da Fundação New 7 Wonders, que vem administrando esses concursos, mostram que os destinos escolhidos ganharam uma dimensão mundial que os fez alavancar o turismo em 30%. E o processo de conquistas já começa na fase de disputa, com o envolvimento da população local, das entidades coligadas e com toda a repercussão da mídia mundial sobre o processo. Não podemos perder essa chance.
Este é o momento de todos nos mobilizarmos no intuito de evidenciar a Amazônia e todos os seus atributos para conquistar cada vez mais adeptos que cliquem no www.n7w.com e votem no destino que contempla o rio e a floresta, e também destinos de gente simples e acolhedora, paisagens deslumbrantes e que tem neste momento a oportunidade de se desenvolver como um “produto” que basta preservar para ter para a eternidade.Esse processo de evidência mundial da Amazônia também traz para o destino turístico a garantia de uma fiscalização maior pela sua preservação. Afinal, com uma visibilidade mundial, a responsabilidade dos governos brasileiros e dos visitantes cresce exponencialmente. E os deficientes recursos de fiscalização hoje dispensados para o destino se multiplicarão sem que haja uma oneração dos cofres públicos. A fiscalização oficial poderá então voltar os esforços para agir sobre os criminosos da natureza que agem na nossa terra.

JOSÉ RAIMUNDO DA SILVA MORAIS
Presidente da ADETUR AMAZÔNIA

Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte
Página 20
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MANAUS - O nível do Rio Negro atingiu uma marca recorde nesta quinta-feira. Segundo Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, a cota de 29,71 metros ultrapassou a marca dos 29,69 metros, registrada em 1953, até então a maior cheia desde 1902, quando o nível das águas começou a ser medido. Na cidade de Manaus, os moradores enfrentam dificuldades devido à cheia do rio.
A Prefeitura informou que deve retirar 1.600 moradores de bairros localizados nas bacias dos igarapés do São Raimundo, bairro da Glória e Educandos. As famílias atingidas devem receber um auxílio de R$ 250 para o aluguel, por, no máximo, seis meses.
Na quarta, equipes da Defesa Civil instalaram pontes de madeira e colocaram sacos cheios de cimento e areia para impedir o avanço das águas na região conhecida como Manaus Moderna. Dos 102 permissionários que trabalham na feira, 35 já foram prejudicados pela inundação. Mais de 200 pessoas participam das obras emergenciais.
A avenida Eduardo Ribeiro no trecho entre a avenida 7 de Setembro e a rua Marques de Santa Cruz, em frente ao Porto de Manaus, no centro da cidade, está interditada desta a última terça-feira. A medida emergencial foi tomada depois que a água do rio Negro chegou à avenida por meio das galerias pluviais provocando inundação na área do Relógio Municipal.

Portal Amazonia


O Globo On Line
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MANAUS - O nível do Rio Negro atingiu uma marca recorde nesta quinta-feira. Segundo Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, a cota de 29,71 metros ultrapassou a marca dos 29,69 metros, registrada em 1953, até então a maior cheia desde 1902, quando o nível das águas começou a ser medido. Na cidade de Manaus, os moradores enfrentam dificuldades devido à cheia do rio.
A Prefeitura informou que deve retirar 1.600 moradores de bairros localizados nas bacias dos igarapés do São Raimundo, bairro da Glória e Educandos. As famílias atingidas devem receber um auxílio de R$ 250 para o aluguel, por, no máximo, seis meses.
Na quarta, equipes da Defesa Civil instalaram pontes de madeira e colocaram sacos cheios de cimento e areia para impedir o avanço das águas na região conhecida como Manaus Moderna. Dos 102 permissionários que trabalham na feira, 35 já foram prejudicados pela inundação. Mais de 200 pessoas participam das obras emergenciais.
A avenida Eduardo Ribeiro no trecho entre a avenida 7 de Setembro e a rua Marques de Santa Cruz, em frente ao Porto de Manaus, no centro da cidade, está interditada desta a última terça-feira. A medida emergencial foi tomada depois que a água do rio Negro chegou à avenida por meio das galerias pluviais provocando inundação na área do Relógio Municipal.

Portal Amazonia


O Globo On Line
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colaboradores: carmen e maria celia

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