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28.6.09

Mensagem do Secretário geral da ONU KOFI ANNAN por ocasião do Dia internacional contra o abuso e o tráfico ilícito de drogas.

Consumir drogas ou não é uma questão de opção – uma opção que deve ser feita com conhecimento de causa. No entanto, há demasiadas pessoas no mundo que estão mal informadas sobre os efeitos potencialmente devastadores das drogas.
É por esta razão que necessitamos trabalhar em prol de uma educação melhor e de uma maior sensibilização, a fim de prevenir o abuso de drogas. Necessitamos de uma orientação mais sistemática por parte dos governos. Necessitamos de exemplos melhores de casos em que os efeitos nocivos do consumo de drogas não afetam apenas os indivíduos que as consomem, mas também outras pessoas.
Precisamos levar as pessoas a compreenderem que as drogas são ilegais porque são um problema; não são um problema por serem ilegais. A droga causa problemas de saúde e mentais. Quando causam dependência, podem trazer sofrimento para os que as consomem e para as pessoas com quem eles convivem habitualmente.
Quando consumidas via intravenosa, podem contribuir para a propagação de doenças mortíferas, especialmente o HIV/AIDS (VIH/SIDA). Quando produzem os seus efeitos devastadores, não respeitam limites de classe social, raça ou ocupação, nem limites geográficos.Temos de concentrar os nossos esforços sobretudo nos jovens – através de atividades de divulgação e redes entre pares, e utilizando oportunidades como o desporto para manter os jovens ativos, saudáveis e seguros de si. Isto implica incentivar os pais a empenharem-se em desempenhar plenamente o seu papel.
Devemos também desenvolver esforços no sentido de reduzir a oferta – através da aplicação da lei e trabalhando com os países produtores com vista a oferecer aos agricultores alternativas sustentáveis à produção de culturas ilícitas.
Ao fazê-lo, devemos procurar combater simultaneamente a pobreza e a oferta de droga.Este Dia Internacional de Luta Contra o Abuso de Drogas serve para nos lembrar que todos temos uma contribuição a dar. A ONU está aqui para vos ajudar nesta luta. Armemos as pessoas da informação de que necessitam para dizer não à droga !!!




PLUGADOSNEWS.COM.BR
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27.6.09

Familiares compartilham genes que podem contribuir para o abuso de drogas. Isto é verificado na dependência do álcool, quando se observa que gêmeos separados ao nascimento têm grande concordância no diagnóstico de Dependência de álcool quando atingem a adolescência ou a idade adulta. Por outro lado, familiares também compartilham o mesmo meio ambiente, cultura e eventos vitais, havendo a possibilidade da aprendizagem de comportamentos, inclusive de consumo de álcool e drogas.
A Dependência de substâncias psicoativas é definida como um transtorno individual. Muitos especialistas aceitam, porém, o conceito da dependência como doença familiar, por atingir diretamente não só o usuário, mas aqueles que o cercam. As reações familiares à dependência na família abrangem um enorme leque que vai desde a expulsão de casa até a aceitação do consumo dentro do ambiente familiar. Costumamos denominar este último de "FACILITAÇÃO" (favorecimento de comportamentos e atitudes relativos ao consumo de drogas), que sempre acarreta conseqüências desastrosas. Embora compreensível, aceitar que o familiar utilize qualquer tipo de drogas dentro de casa (geralmente para evitar as complicações legais), estimula os múltiplos comportamentos relacionados à intensificação do consumo, aceleração do desenvolvimento da dependência, dificuldade de trazer o indivíduo para o tratamento e ocorrência de complicações precoces (médicas, psicológicas e sociais). Entre os principais exemplos de facilitação encontram-se a liberdade excessiva, a preocupação em ocultar as falhas que o usuário apresenta (desculpas para a escola, trabalho, etc.), falta de limites (dinheiro, horários, aceitação de agressividade) ou mesmo "fechar os olhos" para as demais consequências que o usuário passa a apresentar quando se torna abusador ou dependente.
A família necessita participar ativamente do tratamento e do processo de recuperação do dependente, como núcleo de suporte fundamental do indivíduo. Esta tarefa, porém, não é nada fácil, dados os prejuízos sofridos pelos familiares durante o curso da dependência do álcool e/ou drogas (agressões, furtos domésticos, doenças do paciente, etc.). Para tanto, paralelamente ao tratamento individual, uma intervenção terapêutica familiar é sempre aconselhável.

Principais modelos de intervenções familiares:

Orientação familiar
Orientar os familiares da filosofia e abordagens do tratamento individual Informar a família sobre o programa terapêutico e a inclusão do paciente e solicitar suporte familiar

Grupos psico-educacionais de familiares
Orientação sobre aspectos vivenciais (funcionamento familiar) com ênfase em aspectos do consumo e da dependência Informar familiares se aspectos de relações pessoais e como estas são relevantes no abuso e dependência de substâncias

Aconselhamento familiar
Contrato de tratamento familiar com o objetivo de resolução de problemas familiares específicos identificados no tratamento do dependente. Auxiliar na solução de problemas identificados pelos integrantes da família que sejam relacionados ao consumo de drogas e/ou álcool

Terapia familiar
Contrato terapêutico com a família para intervenções com o objetivo de tratar disfunções crônicas e sistêmicas. Abordar e procurar modificar áreas de comprometimento familiar (sistema), relacionando-as à dependência de substâncias psicoativas

Al-Anon
Grupo de auto-ajuda com enfoque familiar Não é considerado tratamento, porém possibilita compartilhar experiências com outras famílias de dependentes.

Fonte: http://www.adroga.casadia.org/
Foto: Helena margarida Pires de Souza
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26.6.09

"O abuso e a dependência das drogas é um grande problema enfrentado por toda a sociedade. Além dos prejuízos sociais, as drogas causam graves distúrbios físicos nos seus usuários. O conhecimento dos efeitos danosos causados pelas drogas na saúde do indivíduo pode ajudar na prevenção do seu uso."

O abuso e dependência das drogas é um problema de saúde pública que afeta muitas pessoas e tem uma grande variedade de conseqüências sociais e na saúde dos indivíduos.
A dependência começa com o abuso das drogas quando uma pessoa faz uma escolha consciente de usar drogas, mas a dependência não é apenas "o uso de grande quantidade de drogas". Pesquisas científicas recentes têm demonstrado que as drogas não somente interferem com o funcionamento cerebral normal, criando sensações de prazer, mas também tem efeitos a longo-prazo no metabolismo e atividade cerebral, e num determinado momento, as mudanças que ocorrem no cérebro podem transformar o abuso em dependência. As pessoas viciadas em drogas têm um desejo compulsório e não conseguem deixar as drogas por vontade própria. O tratamento é necessário para dar fim a esse comportamento compulsivo.
Estudos recentes demonstraram que a dependência é claramente tratável. O tratamento pode ter um profundo efeito não apenas nos usuários de drogas, mas também na sociedade como uma diminuição da criminalidade e violência, redução da contaminação da AIDS, acidentes automobilísticos e outros fatores associados às drogas.
O entendimento do abuso das drogas e seus efeitos prejudiciais na saúde pode ajudar a prevenir o seu uso.

Cocaína

A cocaína é uma droga com grande potencial de causar dependência. Uma pessoa que experimenta a cocaína não pode prever ou controlar a extensão de seu uso.
Existem grandes riscos no uso da cocaína independente do modo de como ela é usada, por inalação, injeção ou fumo. Parece que o uso compulsivo da cocaína pode se desenvolver ainda mais rapidamente se a substância for fumada (na forma de crack).
Os efeitos físicos do uso da cocaína incluem uma constrição nos vasos periféricos, dilatação das pupilas, e aumento da temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial. A duração dos efeitos eufóricos imediatos da cocaína, que incluem hiperestimulação, redução do cansaço e clareza mental, depende da via de administração. Quanto maior a absorção, maior a intensidade dos efeitos. Por outro lado, quanto maior a absorção, menor o tempo de duração. Pode ocorrer o desenvolvimento de tolerância e a necessidade de maiores quantidades para se conseguir os mesmos efeitos. Evidências científicas sugerem que as propriedades do poderoso envolvimento neuropsicológico da cocaína é responsável pelo seu uso contínuo, mesmo com as conseqüências físicas e sociais danosas. Existe o risco de morte súbita mesmo no primeiro uso da cocaína ou de forma inesperada após o seu uso. Entretanto, não há como determinar quem tem propensão para morte súbita.
Altas doses de cocaína e/ou uso prolongado pode desencadear paranóia. O crack pode produzir um comportamento particularmente agressivo em seus usuários. Quando as pessoas dependentes interrompem o uso de cocaína, elas freqüentemente apresentam depressão. O uso prolongado de cocaína por inalação pode resultar em ulceração das mucosas no nariz e pode lesar o septo nasal gravemente. As mortes relacionadas com a cocaína são freqüentemente resultado de parada cardíaca ou convulsões seguida de parada respiratória.

Ecstasy

O MDMA é uma droga sintética e psicoativa com propriedades estimulantes e alucinógenas. Popularmente é também conhecida como ecstasy e droga do amor. Primariamente usada em boates e raves, está sendo cada vez mais usada em vários outros círculos sociais.
O MDMA é usualmente ingerido na forma de pílula, mas alguns usuários fazem uso por inalação, injeção, ou supositório.
O ecstasy é neurotóxico. Além disso, em altas doses pode causar aumento agudo da temperatura corporal (hipertermia maligna), o que pode levar a lesão muscular e insuficiência dos rins e sistema cardiovascular. Foi demonstrado que o MDMA causa lesão cerebral, afetando os neurônios.
Entre os distúrbios psicológicos podemos citar a confusão, depressão, distúrbios do sono, ansiedade grave e paranóia. E os problemas físicos podem incluir a tensão muscular, náuseas, visão borrada, desmaio, calafrio ou sudorese. O uso dessa droga também tem sido associada com um aumento na freqüência cardíaca e pressão arterial, o que é especialmente perigoso para pessoas com doença circulatória ou cardíaca.
Estudos recentes têm ligado o uso do ecstasy a lesões a longo prazo de partes específicas do cérebro, relacionadas com a memória e prazer. O ecstasy também está relacionado com a degeneração de neurônios que contém um neurotransmissor chamado dopamina, a lesão desses neurônios é a causa de distúrbios motores vistos na doença de Parkinson. Os sintomas dessa doença começam com uma falha de coordenação e tremores e pode eventualmente resultar em uma forma de paralisia.

Heroína

Heroína é uma droga que leva a dependência facilmente. É uma droga processada da morfina e apresenta-se usualmente como um pó branco ou marrom.
O abuso da heroína está associado com graves problemas físicos, incluindo overdose fatal, aborto espontâneo, colapso venoso e doenças infecciosas, incluindo HIV/AIDS e hepatite. Complicações pulmonares, incluindo vários tipos de pneumonia, podem resultar da condição de saúde precária do usuário, assim como do efeito depressor da heroína na respiração.
Além dos próprios efeitos da heroína, a droga pode conter aditivos que não se dissolvem bem e resulta em obstrução dos vasos sanguíneos dos pulmões, fígado, rins ou cérebro. Isso causa infecção ou mesmo a morte de parte desses órgãos vitais.

Inalantes

Os inalantes são substâncias químicas voláteis que produzem efeitos psicoativos. Uma variedade de produtos usados no ambiente doméstico e no trabalho contém substâncias que podem ser inaladas. Muitas pessoas não vêem produtos como tintas spray, colas, e fluidos de limpeza como drogas porque nunca tiveram a intenção de usá-los para obter um efeito intoxicante, entretanto crianças e adolescentes tem acesso fácil a esses produtos e estão entre o grupo de maior risco de abuso dessas substâncias extremamente tóxicas. Os pais devem monitorar com cuidado esses produtos para prevenir a inalação acidental por crianças muito novas.
Dentre as substâncias inalantes encontram-se os solventes (thinner, removedores, fluidos de limpeza, gasolina, cola) e gases (butano, propano, aerossóis, gases anestésicos, etc).
Quase todos os inalantes produzem efeitos similares aos anestésicos, que agem diminuindo as funções do organismo. A intoxicação usualmente dura apenas alguns minutos. Entretanto, alguns usuários apresentam o seu efeito por muitas horas pela inalação repetida. Inicialmente, os usuários podem sentir um efeito estimulador e inalações sucessivas podem os tornar menos inibidos e com menos controle. Se usado continuadamente, pode provocar a perda de consciência.
Estes produtos podem induzir diretamente a parada cardíaca e morte dentro de poucos minutos de uma única sessão de uso prolongado. Altas concentrações de inalantes podem também causar morte por sufocação por deslocar o oxigênio dos pulmões. Deve-se estar atento mesmo para o uso de aerossóis e produtos voláteis para seus fins legítimos (como pintura, limpeza, etc), que deve ser feito em ambientes bem ventilados, para evitar seus efeitos prejudiciais.
O abuso crônico de solventes pode causar danos graves ao cérebro, fígado e rins.

Maconha

O principal composto químico ativo da maconha é o THC (delta-9-tetrahidrocanabiol) e é o responsável pelos efeitos da maconha no sistema nervoso. Quando o indivíduo fuma a maconha, o THC rapidamente passa dos pulmões para o sangue, que o carrega para todo o organismo, incluindo o cérebro.
Ao contrário do que alguns pensam, a maconha pode trazer grandes problemas para a vida e saúde do indivíduo. Os efeitos a curto prazo do uso da maconha incluem problemas com memória e aprendizado; percepção distorcida; dificuldade em pensar e resolver problemas; perda da coordenação; e aumento da freqüência cardíaca. Pesquisas têm demonstrado que o uso da maconha a longo prazo causa algumas mudanças no cérebro semelhantes aos vistos no abuso de outras drogas consideradas mais "pesadas".
Alguns efeitos adversos na saúde causados pela maconha podem ocorrer devido o THC prejudicar a habilidade do sistema imune de lutar contra infecções e câncer. Depressão, ansiedade, e distúrbios da personalidade também estão associados com o uso da maconha. Devido ao efeito prejudicial na habilidade de aprendizado e memória, quanto mais a pessoa abusa da maconha, mais propensa ela será de ter um declínio de suas atividades intelectuais, de trabalho e sociais.
O abuso prolongado da maconha pode levar a dependência em algumas pessoas, fazendo com que a pessoa use compulsivamente a droga mesmo com seus efeitos danosos na família, trabalho, escola, e atividades recreacionais.

Fonte: Boa Sáude
Foto: Roger Meirelles
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"O abuso e a dependência das drogas é um grande problema enfrentado por toda a sociedade. Além dos prejuízos sociais, as drogas causam graves distúrbios físicos nos seus usuários. O conhecimento dos efeitos danosos causados pelas drogas na saúde do indivíduo pode ajudar na prevenção do seu uso."

O abuso e dependência das drogas é um problema de saúde pública que afeta muitas pessoas e tem uma grande variedade de conseqüências sociais e na saúde dos indivíduos.
A dependência começa com o abuso das drogas quando uma pessoa faz uma escolha consciente de usar drogas, mas a dependência não é apenas "o uso de grande quantidade de drogas". Pesquisas científicas recentes têm demonstrado que as drogas não somente interferem com o funcionamento cerebral normal, criando sensações de prazer, mas também tem efeitos a longo-prazo no metabolismo e atividade cerebral, e num determinado momento, as mudanças que ocorrem no cérebro podem transformar o abuso em dependência. As pessoas viciadas em drogas têm um desejo compulsório e não conseguem deixar as drogas por vontade própria. O tratamento é necessário para dar fim a esse comportamento compulsivo.
Estudos recentes demonstraram que a dependência é claramente tratável. O tratamento pode ter um profundo efeito não apenas nos usuários de drogas, mas também na sociedade como uma diminuição da criminalidade e violência, redução da contaminação da AIDS, acidentes automobilísticos e outros fatores associados às drogas.
O entendimento do abuso das drogas e seus efeitos prejudiciais na saúde pode ajudar a prevenir o seu uso.

Cocaína

A cocaína é uma droga com grande potencial de causar dependência. Uma pessoa que experimenta a cocaína não pode prever ou controlar a extensão de seu uso.
Existem grandes riscos no uso da cocaína independente do modo de como ela é usada, por inalação, injeção ou fumo. Parece que o uso compulsivo da cocaína pode se desenvolver ainda mais rapidamente se a substância for fumada (na forma de crack).
Os efeitos físicos do uso da cocaína incluem uma constrição nos vasos periféricos, dilatação das pupilas, e aumento da temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial. A duração dos efeitos eufóricos imediatos da cocaína, que incluem hiperestimulação, redução do cansaço e clareza mental, depende da via de administração. Quanto maior a absorção, maior a intensidade dos efeitos. Por outro lado, quanto maior a absorção, menor o tempo de duração. Pode ocorrer o desenvolvimento de tolerância e a necessidade de maiores quantidades para se conseguir os mesmos efeitos. Evidências científicas sugerem que as propriedades do poderoso envolvimento neuropsicológico da cocaína é responsável pelo seu uso contínuo, mesmo com as conseqüências físicas e sociais danosas. Existe o risco de morte súbita mesmo no primeiro uso da cocaína ou de forma inesperada após o seu uso. Entretanto, não há como determinar quem tem propensão para morte súbita.
Altas doses de cocaína e/ou uso prolongado pode desencadear paranóia. O crack pode produzir um comportamento particularmente agressivo em seus usuários. Quando as pessoas dependentes interrompem o uso de cocaína, elas freqüentemente apresentam depressão. O uso prolongado de cocaína por inalação pode resultar em ulceração das mucosas no nariz e pode lesar o septo nasal gravemente. As mortes relacionadas com a cocaína são freqüentemente resultado de parada cardíaca ou convulsões seguida de parada respiratória.

Ecstasy

O MDMA é uma droga sintética e psicoativa com propriedades estimulantes e alucinógenas. Popularmente é também conhecida como ecstasy e droga do amor. Primariamente usada em boates e raves, está sendo cada vez mais usada em vários outros círculos sociais.
O MDMA é usualmente ingerido na forma de pílula, mas alguns usuários fazem uso por inalação, injeção, ou supositório.
O ecstasy é neurotóxico. Além disso, em altas doses pode causar aumento agudo da temperatura corporal (hipertermia maligna), o que pode levar a lesão muscular e insuficiência dos rins e sistema cardiovascular. Foi demonstrado que o MDMA causa lesão cerebral, afetando os neurônios.
Entre os distúrbios psicológicos podemos citar a confusão, depressão, distúrbios do sono, ansiedade grave e paranóia. E os problemas físicos podem incluir a tensão muscular, náuseas, visão borrada, desmaio, calafrio ou sudorese. O uso dessa droga também tem sido associada com um aumento na freqüência cardíaca e pressão arterial, o que é especialmente perigoso para pessoas com doença circulatória ou cardíaca.
Estudos recentes têm ligado o uso do ecstasy a lesões a longo prazo de partes específicas do cérebro, relacionadas com a memória e prazer. O ecstasy também está relacionado com a degeneração de neurônios que contém um neurotransmissor chamado dopamina, a lesão desses neurônios é a causa de distúrbios motores vistos na doença de Parkinson. Os sintomas dessa doença começam com uma falha de coordenação e tremores e pode eventualmente resultar em uma forma de paralisia.

Heroína

Heroína é uma droga que leva a dependência facilmente. É uma droga processada da morfina e apresenta-se usualmente como um pó branco ou marrom.
O abuso da heroína está associado com graves problemas físicos, incluindo overdose fatal, aborto espontâneo, colapso venoso e doenças infecciosas, incluindo HIV/AIDS e hepatite. Complicações pulmonares, incluindo vários tipos de pneumonia, podem resultar da condição de saúde precária do usuário, assim como do efeito depressor da heroína na respiração.
Além dos próprios efeitos da heroína, a droga pode conter aditivos que não se dissolvem bem e resulta em obstrução dos vasos sanguíneos dos pulmões, fígado, rins ou cérebro. Isso causa infecção ou mesmo a morte de parte desses órgãos vitais.

Inalantes

Os inalantes são substâncias químicas voláteis que produzem efeitos psicoativos. Uma variedade de produtos usados no ambiente doméstico e no trabalho contém substâncias que podem ser inaladas. Muitas pessoas não vêem produtos como tintas spray, colas, e fluidos de limpeza como drogas porque nunca tiveram a intenção de usá-los para obter um efeito intoxicante, entretanto crianças e adolescentes tem acesso fácil a esses produtos e estão entre o grupo de maior risco de abuso dessas substâncias extremamente tóxicas. Os pais devem monitorar com cuidado esses produtos para prevenir a inalação acidental por crianças muito novas.
Dentre as substâncias inalantes encontram-se os solventes (thinner, removedores, fluidos de limpeza, gasolina, cola) e gases (butano, propano, aerossóis, gases anestésicos, etc).
Quase todos os inalantes produzem efeitos similares aos anestésicos, que agem diminuindo as funções do organismo. A intoxicação usualmente dura apenas alguns minutos. Entretanto, alguns usuários apresentam o seu efeito por muitas horas pela inalação repetida. Inicialmente, os usuários podem sentir um efeito estimulador e inalações sucessivas podem os tornar menos inibidos e com menos controle. Se usado continuadamente, pode provocar a perda de consciência.
Estes produtos podem induzir diretamente a parada cardíaca e morte dentro de poucos minutos de uma única sessão de uso prolongado. Altas concentrações de inalantes podem também causar morte por sufocação por deslocar o oxigênio dos pulmões. Deve-se estar atento mesmo para o uso de aerossóis e produtos voláteis para seus fins legítimos (como pintura, limpeza, etc), que deve ser feito em ambientes bem ventilados, para evitar seus efeitos prejudiciais.
O abuso crônico de solventes pode causar danos graves ao cérebro, fígado e rins.

Maconha

O principal composto químico ativo da maconha é o THC (delta-9-tetrahidrocanabiol) e é o responsável pelos efeitos da maconha no sistema nervoso. Quando o indivíduo fuma a maconha, o THC rapidamente passa dos pulmões para o sangue, que o carrega para todo o organismo, incluindo o cérebro.
Ao contrário do que alguns pensam, a maconha pode trazer grandes problemas para a vida e saúde do indivíduo. Os efeitos a curto prazo do uso da maconha incluem problemas com memória e aprendizado; percepção distorcida; dificuldade em pensar e resolver problemas; perda da coordenação; e aumento da freqüência cardíaca. Pesquisas têm demonstrado que o uso da maconha a longo prazo causa algumas mudanças no cérebro semelhantes aos vistos no abuso de outras drogas consideradas mais "pesadas".
Alguns efeitos adversos na saúde causados pela maconha podem ocorrer devido o THC prejudicar a habilidade do sistema imune de lutar contra infecções e câncer. Depressão, ansiedade, e distúrbios da personalidade também estão associados com o uso da maconha. Devido ao efeito prejudicial na habilidade de aprendizado e memória, quanto mais a pessoa abusa da maconha, mais propensa ela será de ter um declínio de suas atividades intelectuais, de trabalho e sociais.
O abuso prolongado da maconha pode levar a dependência em algumas pessoas, fazendo com que a pessoa use compulsivamente a droga mesmo com seus efeitos danosos na família, trabalho, escola, e atividades recreacionais.

Fonte: Boa Sáude
Foto: Roger Meirelles
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A cada ano, as Nações Unidas escolhem um tema para marcar o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas, que é comemorado em 26 de junho. O objetivo é fazer com que a sociedade se envolva no debate sobre a questão das drogas. Desde a criação da data, países de todo o mundo têm se esforçado em tentar frear a produção, a venda e o consumo de drogas, lícitas e ilícitas. Pressões sociais e legais estão conseguindo limitar o consumo de drogas ilícitas a 5% da população mundial acima de 15 anos de idade.
Apesar dos esforços no mesmo sentido, no Brasil ainda há carência de serviços públicos especializados no tratamento da dependência química. Em Minas, só duas instituições no gênero que atendem pelo SUS. Uma delas é o Centro Mineiro de Toxicomania (CMT), da Rede Fhemig, em Belo Horizonte, que tem desempenhado importante papel na recuperação de viciados e na redução dos danos que os vícios provocam.
Atualmente, as nações já estão cientes dos danos causados pelas drogas legais à saúde e à produtividade e de sua relação com o aumento da violência. Por isso, ações vigorosas estão sendo executadas com o objetivo de ajudar usuários a largar o hábito ou, pelo menos, reduzir os riscos desse consumo, como é o caso do Brasil.
O primeiro Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas no Brasil, realizado no ano passado, revelou que 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país são dependentes de álcool (5,2 milhões de pessoas), 9% são dependentes de tabaco (4,2 milhões de pessoas) e 1%, de maconha (451 mil). O estudo revelou ainda, que 4% dessa população já se submeteu a algum tratamento para se livrar da dependência de drogas.
A pesquisa foi realizada pela Secretaria Nacional Antidrogas do Ministério da Justiça, tendo sido aplicada nas cidades com população superior a 200 mil habitantes, o que totalizou aproximadamente 47 milhões de pessoas (41,3%). Foram ouvidas 8.589 pessoas entre outubro e dezembro de 2001.
Um dado que preocupa especialistas que trabalham na recuperação de viciados em drogas, álcool e tabaco é que o levantamento mostrou que 61% dos entrevistados (28,6 milhões de pessoas) acham fácil conseguir maconha. Apesar da maioria considerar a droga acessível, apenas 4% afirmaram que já foram abordados por alguém que oferecia a droga.
No caso da cocaína, 45,8% responderam ser muito fácil encontrá-la.
Álcool e outras drogas
O levantamento realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas mostrou que o álcool é a droga mais consumida entre as pessoas que admitiram ter feito alguma vez uso de alguma substância lícita ou ilícita: 68,7% .
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo global de tabaco e álcool na população acima de 15 anos é estimado, em 30% e 50%, respectivamente. O tabaco é a segunda droga mais experimentada pelo menos uma única vez pelos brasileiros e é consumida por 41% dos pesquisados.
Um dado é positivo. A população conhece ou tem noção dos danos causados pelo uso de narcóticos - 94,5% acreditam que há risco grave no consumo diário de álcool, maconha (95,8%) e crack ou cocaína (98,8%). Alguns, mesmo assim, escolhem usá-las, sejam elas legais ou não.
Modelo
Em Minas, o tratamento para recuperação de viciados funciona de forma integrada. A Rede Fhemig mantém 22 unidades que, em algum momento, estará presente na vida deste paciente, seja ele vítima de agressão ou acidente envolvendo drogas (HPS), na recuperação do vício (Centro Mineiro de Toxicomania/Centro Psicopedagógico), na assistência psiquiatra no momento de crise (Galba Veloso/Raul Soares/Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena), seja tratando das seqüelas (Galba Ortopédico).
O paciente que chega ao CMT passa inicialmente por avaliação no acolhimento. Segundo a diretora da unidade, Ana Regina Machado, é preciso saber qual a relação deste indivíduo com a droga (saber se o uso já é prejudicial à sua saúde, por exemplo). Esta entrevista envolve também as pessoas que se relacionam com o paciente, como seus familiares. Dependendo desta avaliação o paciente inicia imediatamente seu tratamento ou entra para a fila de espera.
Este primeiro contato do Centro com o paciente é feito por um psiquiatra e um clínico geral que avaliam as condições gerais do paciente. O estado em que ele chega ao Centro determinará se será encaminhado imediatamente para o leito desintoxicação ou será incluído em outros serviços ali desenvolvidos. Isso normalmente ocorre quando o paciente chega à unidade com crise de abstinência, deprimido ou irritado. Ou pode ser encaminhado para a permanência/dia ou agendado com um terapeuta.
Os casos mais graves são conduzidos para os hospitais psiquiátricos ou encaminhados ao Cersam (da Prefeitura de Belo Horizonte). Ana Regina esclarece que são considerados casos mais graves aqueles em que o paciente apresenta risco para si e sua família. Nesta situação, eles são, geralmente, encaminhados aos hospitais psiquiátricos Galba Veloso ou Instituto Raul Soares, ambos da rede Fhemig. Os casos considerados mais leves são reconduzidos aos Centros de Saúde para tratamento psicológico.
Os que são absorvidos pela unidade, dependendo do tratamento, chegam pela manhã para seu trabalho de recuperação, tomam o desjejum almoçam e fazem ali o lanche da tarde. Lá eles podem freqüentar, se indicado, o salão de atividades e oficinas.
Ao contrário do que muita gente imagina, Ana Regina esclarece que o tratamento não tem período determinado para terminar e que para alguns pacientes, a alta não quer dizer cura do vício. Para estes a saída é a proposta ampliada de redução de danos, prevista pelo Ministério da Saúde, com o uso menos danoso da droga.
Dificuldades
A diretora clínica do Hospital Galba Veloso, Maria Eugênia, defende um maior detalhamento no preenchimento de fichas de recepção de pacientes como forma de melhor diagnóstico dos dependentes. Segundo ela, a não observância de alguns fatos determina a subnotificação, em muitos casos, do diagnóstico de causa primária em muitos acidentes, como de carros e tentativas de suicídio. Se o dependente é imediatamente identificado e encaminhado a um serviço sua chance de recuperação será ampliada. Para Maria Eugênia, é preciso incluir o uso de álcool e droga nas perguntas feitas pelos médicos numa primeira consulta.
A falta deste encaminhamento causa a não seqüência de tratamento. Maria Eugênia lembra que um alcoólatra, por exemplo, quando internado porque quebrou o braço numa briga vai ter o braço tratado mas não a sua dependência.
Para se ter uma idéia, cerca de 35% dos atendimentos em leitos crise hoje, no Galba Veloso são em conseqüência do uso abusivo do álcool por homens. As mulheres ocupam 10% dos leitos pelo mesmo motivo. Quem entra no leito crise permanece no serviço de 24 a 72 horas a espera do encaminhamento para tratamento em postos de saúde ou hospitais. A reincidência dos pacientes neste leito crise é de 20%
Já o Hospital Galba Ortopédico, o maior do Estado em cirurgias de fraturas, e considerado referência em Minas Gerais, recebe os pacientes com fraturas ortopédicas encaminhados pelo Hospital João XXIII, ambos da Rede Fhemig. Por dia, o Galba Ortopédico realiza em torno de dez cirurgias, grande parte com vítimas graves e, dessas, a maioria jovens entre 18 e 25 anos de idade. Alguns, vítimas de acidentes envolvendo uso abusivo de drogas.
Segundo o chefe do Serviço de Toxicologia do HPS, Délio Campolina, em casos de urgência o paciente que se apresenta drogado ou bêbado pode dificultar o atendimento. Muitas vezes é preciso saber que substância ele usou para identificar o motivo da não resposta a um tratamento. No Serviço, em 2002, dos 325 pacientes pesquisados 126 tinham feito uso de cocaína ou crack, 74 tinham abusado do álcool, 62 usaram medicamentos diversos e 18 haviam inalado thinner.
CPP
Levantamento realizado pelo Centro Psicopedagógico (CPP), da Rede Fhemig, mostra que em 2002, dos 295 atendimentos psiquiátricos realizados no serviço de urgência, 41 eram usuários de drogas, 9 de álcool e 11 utilizavam as duas combinadas. A maioria (25) tinha 17 anos. Os demais estavam distribuídos entre usuários de 16 anos (18), 15 anos (7), 13 anos (5),14 anos e 12 anos (2) e 10 anos (1). Outros 65 pacientes iniciaram tratamento no CPP sendo 53 deles usuários de drogas e 2 de álcool.
No CPP não há demanda espontânea. Todos os casos são encaminhados por outros serviços.
Os dados do Centro confirmam pesquisa realizada em 2002 pelo Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen-MG), que apontava para o primeiro contato com as drogas cada vez mais precoce, em média, na faixa etária de 15 a 24 anos.

Fonte: Agencia Minas
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As ações serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança e visam à integração de órgãos municipais, estaduais e federais nessas regiões, para combater drogas lícitas e ilícitas, como a cocaína, a maconha e o crack, cujo uso está em expansão

BRASÍLIA - O governo vai investir R$ 51 milhões através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para prevenção e tratamento contra o uso de drogas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Brasília – incluindo cidades goianas situadas no entorno do Distrito Federal – e Porto Alegre. O reforço às medidas preventivas deve ser anunciado hoje pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento do programa Território da Paz na capital gaúcha.
As ações serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança e visam a integração de órgãos municipais, estaduais e federais nessas regiões, para combater drogas lícitas (como anfetaminas) e ilícitas, como a cocaína, a maconha e o crack, cujo uso está em expansão há sete anos. Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), divulgado nesta quarta-feira, alerta as autoridades brasileiras para o constante aumento do consumo dessas drogas exatamente nas áreas metropolitanas.
Um conjunto de 94 ações de segurança e projetos sociais, o programa Território da Paz, que chega hoje a Porto Alegre, já está em vigência desde dezembro do ano passado em seis localidades: Complexo do Alemão, no Rio, Santo Amaro (PE), Zap-5 (AC), Itapuã (DF), São Pedro (ES) e Benedito Bentes (AL). O foco do programa são as políticas de prevenção associada às medidas repressivas de combate ao crime, entre elas o consumo e o tráfico de drogas.
O alvo são jovens de 15 a 24 anos que correm risco de cair na criminalidade, estão presos ou são egressos do sistema prisional. Os selecionados terão uma bolsa de R$ 100 por mês e serão capacitados para o mercado de trabalho. O Pronasci, carro-chefe do Ministério da Justiça, foi implantado em 96 municípios de 20 estados e no Distrito Federal. Em Porto Alegre, sétima capital a aderir ao Território da Paz, uma das prioridades será o policiamento comunitário.

Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
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As ações serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança e visam à integração de órgãos municipais, estaduais e federais nessas regiões, para combater drogas lícitas e ilícitas, como a cocaína, a maconha e o crack, cujo uso está em expansão

BRASÍLIA - O governo vai investir R$ 51 milhões através do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para prevenção e tratamento contra o uso de drogas nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Brasília – incluindo cidades goianas situadas no entorno do Distrito Federal – e Porto Alegre. O reforço às medidas preventivas deve ser anunciado hoje pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento do programa Território da Paz na capital gaúcha.
As ações serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança e visam a integração de órgãos municipais, estaduais e federais nessas regiões, para combater drogas lícitas (como anfetaminas) e ilícitas, como a cocaína, a maconha e o crack, cujo uso está em expansão há sete anos. Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), divulgado nesta quarta-feira, alerta as autoridades brasileiras para o constante aumento do consumo dessas drogas exatamente nas áreas metropolitanas.
Um conjunto de 94 ações de segurança e projetos sociais, o programa Território da Paz, que chega hoje a Porto Alegre, já está em vigência desde dezembro do ano passado em seis localidades: Complexo do Alemão, no Rio, Santo Amaro (PE), Zap-5 (AC), Itapuã (DF), São Pedro (ES) e Benedito Bentes (AL). O foco do programa são as políticas de prevenção associada às medidas repressivas de combate ao crime, entre elas o consumo e o tráfico de drogas.
O alvo são jovens de 15 a 24 anos que correm risco de cair na criminalidade, estão presos ou são egressos do sistema prisional. Os selecionados terão uma bolsa de R$ 100 por mês e serão capacitados para o mercado de trabalho. O Pronasci, carro-chefe do Ministério da Justiça, foi implantado em 96 municípios de 20 estados e no Distrito Federal. Em Porto Alegre, sétima capital a aderir ao Território da Paz, uma das prioridades será o policiamento comunitário.

Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
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O dia 26 de junho é considerado o “Dia Internacional Contra o Uso e Tráfico de Drogas”. Um dia que reflete as ações e iniciativas que buscam abordagens sobre o grande drama social da atualidade. O cenário é pintado com cores sombrias, onde jovens vivem aprisionados no hábito de tentarem controlar os problemas diários, com uma fuga da realidade através do uso de entorpecentes.

Enquanto isso, as falanges estão nas ruas, fazendo a distribuição e recebendo os usuários ávidos por uma 'pedra” ou “pó”. Por trás, uma verdadeira federação, monitora tudo.

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Comando Vermelho no Rio de Janeiro e seu parceiro paulista, o PCC (Primeiro Comando da Capital) representam esse espécie de federação.
A 'profissionalização” da venda de drogas nas cidades em todo o mundo dividiu a sociedade entre o mundo “do bem” e o da “do mal”.
Verdadeiros exércitos dos 'ilegais', maiores do que os de muitos países, comandam o cultivo e a distribuição, com uma organização assombrosa onde existe hierarquia, funções, educação para o crime, participação política, e prestação de serviços às comunidades, preenchendo lacunas onde deviam estar atuando as autoridades governamentais.

Com o grande volume de dinheiro do tráfico, a forma ideal para legalizá-lo são os investimentos em atividades diversas, como a compra de supermercados, lojas de carros, hotéis, bingos, redes de farmácias, sítios, fazendas, etc. Um esquema descoberto recentemente, revelou que proprietários de casas lotéricas ou funcionários de altos escalões da vida pública (muitos deputados) compravam os bilhetes premiados dos ganhadores. Esse era uma forma de justificar seus enormes patrimônios.


Drogas no passado
O Brasil só começou a prestar atenção na questão das drogas a partir do início do século XX, quando o estado implantou as primeiras medidas de controle. Até aí, o consumo e venda, que era comum em casas de prostituição, era tolerado. Esses zonas de meretrício eram frequentadas por jovens, filhos de famílias da classe média.

Era até então um vício apenas dos “filhinhos de papai”, que imitavam os astros milionários do cinema americano com suas extravagâncias e hábitos pouco convencionais Com o tempo, a droga começou a ganhar as ruas e passou a ser comum também nas classes mais baixas, inclusive naquelas que o governo considerava como “belicosa”, que era entre negros, pobres e imigrantes.

O controle sobre o ópio e cocaína começou após a reunião de 1911 em Haia (Holanda). Mas foi somente uma década depois que surgiria no Brasil a primeira lei de restrição ao uso de drogas, entre elas, ópio, morfina, cocaína e heroína.

Pode-se dizer que a droga já foi um elemento de união e agregação das tribos. Místicos e grupos religiosos faziam o uso de certas elementos alucinógenos com o propósito de atingir outros níveis de consciência. Atualmente, no entanto, essa prática virou para a alienação e o vício tem levado as famílias à desagregação.

Drogas no cotidiano
A cocaína era usada no passado em forma de pasta como forma de cura terapêutica, sendo vendida livremente nas farmácias. A maconha passou a ser proibida na década de 30 e causou as primeiras prisões no Rio de Janeiro a partir de 1933. Também a morfina é outra droga voltada para o uso nas atividades médicas como um narcótico de combate à dor..Por sua vez, os chamados psicotrópicos são drogas que afetam diretamente o Sistema Nervoso Central alterando as atividades psíquicas do usuário.É considerada droga toda aquela substância, seja ela natural ou sintética que altera o metabolismo do corpo organismo humano e muda suas funções. Podem ser divididas em três categorias: estimulantes, depressores e perturbadores.Assim sendo, são tidos como drogas, o café que tem cafeína; o tabaco por causa da nicotina; a papoula de onde se extrai o ópio; e maconha que tem o elemento THC (substância tetrahidrocanabiol). Envolve até mesmo os analgésicos e remédios para fazer dormir como os tranquilizantes. Assim como o cigarro, o álcool também é considerado droga Alem disso existem as drogas sintéticas que são aquelas fabricadas em laboratórios. De forma geral, alteram o indivíduo, afetando o seu humor, sensações corpóreas, perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto e comportamento.



AgoraVale
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O dia 26 de junho é considerado o “Dia Internacional Contra o Uso e Tráfico de Drogas”. Um dia que reflete as ações e iniciativas que buscam abordagens sobre o grande drama social da atualidade. O cenário é pintado com cores sombrias, onde jovens vivem aprisionados no hábito de tentarem controlar os problemas diários, com uma fuga da realidade através do uso de entorpecentes.

Enquanto isso, as falanges estão nas ruas, fazendo a distribuição e recebendo os usuários ávidos por uma 'pedra” ou “pó”. Por trás, uma verdadeira federação, monitora tudo.

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o Comando Vermelho no Rio de Janeiro e seu parceiro paulista, o PCC (Primeiro Comando da Capital) representam esse espécie de federação.
A 'profissionalização” da venda de drogas nas cidades em todo o mundo dividiu a sociedade entre o mundo “do bem” e o da “do mal”.
Verdadeiros exércitos dos 'ilegais', maiores do que os de muitos países, comandam o cultivo e a distribuição, com uma organização assombrosa onde existe hierarquia, funções, educação para o crime, participação política, e prestação de serviços às comunidades, preenchendo lacunas onde deviam estar atuando as autoridades governamentais.

Com o grande volume de dinheiro do tráfico, a forma ideal para legalizá-lo são os investimentos em atividades diversas, como a compra de supermercados, lojas de carros, hotéis, bingos, redes de farmácias, sítios, fazendas, etc. Um esquema descoberto recentemente, revelou que proprietários de casas lotéricas ou funcionários de altos escalões da vida pública (muitos deputados) compravam os bilhetes premiados dos ganhadores. Esse era uma forma de justificar seus enormes patrimônios.


Drogas no passado
O Brasil só começou a prestar atenção na questão das drogas a partir do início do século XX, quando o estado implantou as primeiras medidas de controle. Até aí, o consumo e venda, que era comum em casas de prostituição, era tolerado. Esses zonas de meretrício eram frequentadas por jovens, filhos de famílias da classe média.

Era até então um vício apenas dos “filhinhos de papai”, que imitavam os astros milionários do cinema americano com suas extravagâncias e hábitos pouco convencionais Com o tempo, a droga começou a ganhar as ruas e passou a ser comum também nas classes mais baixas, inclusive naquelas que o governo considerava como “belicosa”, que era entre negros, pobres e imigrantes.

O controle sobre o ópio e cocaína começou após a reunião de 1911 em Haia (Holanda). Mas foi somente uma década depois que surgiria no Brasil a primeira lei de restrição ao uso de drogas, entre elas, ópio, morfina, cocaína e heroína.

Pode-se dizer que a droga já foi um elemento de união e agregação das tribos. Místicos e grupos religiosos faziam o uso de certas elementos alucinógenos com o propósito de atingir outros níveis de consciência. Atualmente, no entanto, essa prática virou para a alienação e o vício tem levado as famílias à desagregação.

Drogas no cotidiano
A cocaína era usada no passado em forma de pasta como forma de cura terapêutica, sendo vendida livremente nas farmácias. A maconha passou a ser proibida na década de 30 e causou as primeiras prisões no Rio de Janeiro a partir de 1933. Também a morfina é outra droga voltada para o uso nas atividades médicas como um narcótico de combate à dor..Por sua vez, os chamados psicotrópicos são drogas que afetam diretamente o Sistema Nervoso Central alterando as atividades psíquicas do usuário.É considerada droga toda aquela substância, seja ela natural ou sintética que altera o metabolismo do corpo organismo humano e muda suas funções. Podem ser divididas em três categorias: estimulantes, depressores e perturbadores.Assim sendo, são tidos como drogas, o café que tem cafeína; o tabaco por causa da nicotina; a papoula de onde se extrai o ópio; e maconha que tem o elemento THC (substância tetrahidrocanabiol). Envolve até mesmo os analgésicos e remédios para fazer dormir como os tranquilizantes. Assim como o cigarro, o álcool também é considerado droga Alem disso existem as drogas sintéticas que são aquelas fabricadas em laboratórios. De forma geral, alteram o indivíduo, afetando o seu humor, sensações corpóreas, perturbações no nível de consciência, cognição, percepção, afeto e comportamento.



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Em 1987, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu declarar o dia 26 de Junho como o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.As pessoas têm que compreender que as drogas são ilegais porque são um problema; não são um problema por serem ilegais.(...) Os efeitos nocivos do consumo de drogas não afectam apenas os indivíduos que as consomem, mas também outras pessoas.Quando produzem os seus efeitos devastadores, (as drogas) não respeitam limites de classe social, raça ou ocupação, nem limites geográficos.Consumir ou não drogas é uma questão de opção (...). Armemos as pessoas da informação de que necessitam para dizer não à droga ! (...)(Retirado das mensagens do antigo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, por ocasião do dia Internacional Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.)

O que são drogas?
As drogas são substâncias que alteram a maneira como as pessoas se sentem, pensam e se comportam.
Qual a diferença entre remédios e drogas?
As pessoas tomam remédios quando estão doentes. Os remédios são legais e devem ser usados com acompanhamento médico. As pessoas drogam-se por vários motivos. Algumas usam para fugir aos problemas, para fugir ao tédio, para se divertir ou mesmo por causa da pressão dos colegas. Às vezes usam drogas para se rebelar contra alguma coisa e acreditam que é uma forma de chamar atenção. As drogas são ilegais, o que significa que a sua utilização pode gerar problemas com a polícia.

Como são as drogas?
As drogas aparecem em diversas formas: comprimidos, pó, plantas, líquidos, óleos ou mesmo bebidas.
Como são as drogas consumidas?
De maneiras diferentes. As drogas podem ser fumadas como cigarros (haxixe, por exemplo), aspiradas pelo nariz (como a cocaína), injectadas por uma seringa (heroína), tomadas como comprimidos e, às vezes, misturadas em bebidas alcoólicas (anfetaminas e ecstasy).

As drogas são perigosas?
As drogas podem ser muito perigosas porque as pessoas reagem de formas diferentes a elas. Uma pessoa pode usar algum tipo de droga e ficar bem, enquanto outra pode ficar muito mal. Além disso, se as pessoas usarem regularmente as drogas tornam-se dependentes, ou seja, têm uma necessidade constante de recorrer a elas para se sentirem bem.

O que as drogas podem fazer ao teu corpo?
O efeito de uma droga é diferente de outra. Ao consumir haxixe as pessoas ficam mais relaxadas; as anfetaminas e o ecstasy dão energia; a cocaína dá a sensação de felicidade. Ainda que numa fase inicial o efeito possa ser agradável, os efeitos dessas substâncias não duram muito tempo. Algumas horas depois do uso de drogas, muitas pessoas começam a sentir-se deprimidas, solitárias e extremamente indispostas.

O que fazer quando algum conhecido usa drogas?
Conta a um adulto em que confies, como os teus pais, os teus professores ou outra pessoa.



Artes da andreia
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