notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
13.7.09


André (nome fictício) e sua mãe estavam tomando um lanche em uma loja do McDonald's do Rio.
Ana Paula Nogueira, a sua mãe, lhe pediu que fosse ao balcão e pedisse guardanapos. O menino foi e virou motivo de gozação dos funcionários.
André é gago. Ou, na linguagem médica, ele possui um distúrbio de linguagem chamado de disfemia.
O menino está sob tratamento. A disfemia pode ser curada ou atenuada, dependendo do caso.
Para que haja avanço no tratamento, é importante que as pessoas tenham um mínimo de respeito para com o portador de gaguez, de modo que ele possa se interagir, sem estar marcado pela discriminação. O que não houve naquela loja do Mac.
Por isso a 6º Câmara do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro condenou a rede de fast food a indenizar a mãe do menino em R$ 4.000 pelo atendimento inadequado. A informação é do site do TJ.
Estima-se que 4% da população mundial tenham gagueira temporária. Dessa quantidade, em 1% a disfemia se torna definitiva.

Fonte: Blog do jornalista Paulo Lopes
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:54  comentar

5.7.09
Ativistas pelos direitos dos animais protestaram neste domingo, na Espanha, contra os maus-tratos ao touros no tradicional festival de São Firmino, que acontece em Pamplona.
O festival de São Firmino acontece anualmente em Pamplona, na Espanha, e o principal cenário dos festejos são as ruas da cidade, nas quais todos os dias, acontecem os "encierros", nos quais os participantes correm na frente de touros enraivecidos.



Fonte: Último Segundo


Na Espanha, em Portugal e também na Bolívia, ocorre uma vergonha mundial: as touradas.
Num circo macabro com platéia sádica, touros são furados para sentir muita dor e com isso reagirem de forma agressiva e proporcionar um espetáculo de horror que deveria sem banido para sempre!
O pobre animal vê seu tormento encerrado com a morte... ali frente a uma turba inexplicavelmente feliz...
Em Portugal a lei proíbe a morte do touro, mas em Barrancos, junto à fronteira com a Espanha, em nome da tradição, esta prática é mantida a despeito das leis.
Em julho, na Espanha, comemora-se a festa de São Firmino. Os touros são soltos pelas ruas da cidade e correm atrás das pessoas que os cutucam e os irritam. Essa corrida acaba nas "Plazas de Toros" onde todos são mortos.


"A tauromaquia é terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura."
Declaração da UNESCO 1980
Um "espetáculo" violento, cruel e sanguinário sob o disfarce da "tradição". É uma afronta à sensibilidade daqueles que têm consciência dos direitos e sentimentos dos animais. Infelizmente as touradas vêm se expandindo muito. Há touradas na Espanha, Portugal, França, Equador e Peru. Há poucos meses foi realizada a 1ª tourada na Armênia e houve também tentativas de levá-las para Rússia. Há também "festas" semelhantes como a corrida de São Firmino, o Encerro e a Capeira que acontecem em datas comemorativas na Espanha e em Portugal. Como aqui no Brasil, acontece a farra do boi.
"Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia"

NOTA 1: 1999 - "Lei Taurina" no Peru, amparada no Decreto Lei nº 821, considera as touradas como "Espetáculo Público Cultural" reconhecido pelo Instituto Nacional de Cultura do Peru, isentando os empresários envolvidos em eventos desse tipo do pagamento de impostos.

NOTA 2: 2001 - 1ª tourada na Armênia. O "acontecimento" foi um caos. O touro desesperado conseguiu fugir da arena. Foi perseguido por toureiros, conseguindo ferir gravemente um deles. No final levaram de novo o pobre animal assustado e acuado para arena, acabaram por perseguí-lo com um carro e o balearam com uma espingarda. O toureiro para não perder a pose diante da multidão fincou-lhe a corcova fazendo com que o animal caísse morto. Foram cenas terríveis, bestiais.

NOTA 3: 2002 - No recente filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, "Hable con ella", seis touros foram cruelmente mortos. De acordo com matéria publicada numa revista espanhola, os animais usados tinham defeitos de nascença, o que "barateou" a produção, pois animais assim custam muito menos. Uns touros eram cegos, outros mancos e com problema de tamanho (muito pequenos para touradas tradicionais). O cineasta Pedro Almodóvar e a sua produtora El Deseo foram acusados, por grupos ecologistas espanhóis de submeterem a sofrimento real e posterior morte quatro touros durante as filmagens, não cumprindo assim a Lei de Proteção dos Animais, que obriga que cenas com animais sejam simuladas. Foi criado um movimento internacional para boicotar o filme, cuja estréia foi dia 15/03/02 na Espanha.
Neste protesto foi discutido o uso de animais vivos, sobretudo animais com deficiência física, o que os torna ainda mais indefesos e derruba argumentos éticos do diretor. Devido à necessidade de cortes de cena, segundo a imprensa espanhola, o diretor teria prolongado a agonia dos animais, recolocando-os em ângulos e posições específicos e re-gravando a cena muitas vezes para garantir "a perfeição" das mesmas. Foi criado um manifesto internacional contra a exibição do filme.

Fonte: Território Selvagem


"Para um homem cuja mente é livre existe algo ainda mais intolerável no sofrimento dos animais do que no sofrimento do homem. Porque neste último caso é pelo menos admitido que sofrer é mau e quem o causa, criminoso. Mas milhares de animais são inutilmente chacinados todos os dias sem sombra de remorso. Qualquer homem que se refira a isso iria sentir-se ridículo. E esse é o crime imperdoável"

Romain Rolland


link do postPor anjoseguerreiros, às 15:22  ver comentários (1) comentar

25.6.09
GOIÂNIA - A Polícia Federal prendeu, em Goiás, uma quadrilha de falsificadores envolvida no envio ilegal de oito crianças para o exterior. Uma das hipóteses é de que o grupo fazia parte de um esquema de tráfico de órgãos. Os acusados usavam uma agência de viagens, no centro de Goiânia, para que fosse feitas as encomendas de documentos falsos. O dono da empresa, Fernando de Oliveira Martins, eram que providenciava a falsificação.
Em imagens feitas com câmera escondida, agentes da Polícia Federal se passam por clientes. Mas o empresário é cauteloso.
- Minha preocupação é de que... quem é você? Eu recebo a visita de policial civil, federal, entendeu? Eu preciso saber com quem eu vou conversar, para passar os detalhes agudos aí da conversa - diz Martins, durante a negociação.
Segundo a polícia, ele cobrava R$ 2 mil pela falsificação de CPFs, carteiras de identidade, extratos bancários e até declarações da Receita Federal. Nesta quarta, Silva, uma funcionária dele e um contador foram presos.
Segundo a Embaixada Americana em Brasília, desde abril, 50 pedidos de visto intermediados por essa agência foram negados por suspeita de documentação falsa. Já se sabe que o esquema fraudulento funcionava há dois anos e conseguiu embarcar pelo menos oito crianças para o exterior.
A Embaixada Americana e Polícia Federal ainda não sabem se as crianças teriam sido levadas para encontrar parentes em situação ilegal, se foram encaminhadas para adoção ou se foram vítimas de tráfico de órgãos. Dois menores teriam sido levados pelo próprio Silva, com certidões de nascimento falsificadas.
- A Polícia Federal já está certa que elas foram retiradas no mesmo vôo que o acusado. Não se sabe ainda o fim que essas crianças levaram. Nós temos certeza que duas já foram levadas e há apontamentos de indícios de que outras seis foram retiradas (do país) - disse o delegado Luciano Dornelas.
O dono da agência de viagens vai responder por tráfico de crianças, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Ele pode pegar até 16 anos de prisão.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:55  comentar

GOIÂNIA - A Polícia Federal prendeu, em Goiás, uma quadrilha de falsificadores envolvida no envio ilegal de oito crianças para o exterior. Uma das hipóteses é de que o grupo fazia parte de um esquema de tráfico de órgãos. Os acusados usavam uma agência de viagens, no centro de Goiânia, para que fosse feitas as encomendas de documentos falsos. O dono da empresa, Fernando de Oliveira Martins, eram que providenciava a falsificação.
Em imagens feitas com câmera escondida, agentes da Polícia Federal se passam por clientes. Mas o empresário é cauteloso.
- Minha preocupação é de que... quem é você? Eu recebo a visita de policial civil, federal, entendeu? Eu preciso saber com quem eu vou conversar, para passar os detalhes agudos aí da conversa - diz Martins, durante a negociação.
Segundo a polícia, ele cobrava R$ 2 mil pela falsificação de CPFs, carteiras de identidade, extratos bancários e até declarações da Receita Federal. Nesta quarta, Silva, uma funcionária dele e um contador foram presos.
Segundo a Embaixada Americana em Brasília, desde abril, 50 pedidos de visto intermediados por essa agência foram negados por suspeita de documentação falsa. Já se sabe que o esquema fraudulento funcionava há dois anos e conseguiu embarcar pelo menos oito crianças para o exterior.
A Embaixada Americana e Polícia Federal ainda não sabem se as crianças teriam sido levadas para encontrar parentes em situação ilegal, se foram encaminhadas para adoção ou se foram vítimas de tráfico de órgãos. Dois menores teriam sido levados pelo próprio Silva, com certidões de nascimento falsificadas.
- A Polícia Federal já está certa que elas foram retiradas no mesmo vôo que o acusado. Não se sabe ainda o fim que essas crianças levaram. Nós temos certeza que duas já foram levadas e há apontamentos de indícios de que outras seis foram retiradas (do país) - disse o delegado Luciano Dornelas.
O dono da agência de viagens vai responder por tráfico de crianças, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Ele pode pegar até 16 anos de prisão.



O Globo On Line
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19.6.09
A investigação da Delegacia de Homicídios (DH) sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, em junho de 2008, na Barra da Tijuca , vai resultar no indiciamento de seis PMs por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito revela ainda que os policiais, do 31º BPM (Barra), recorreram a milicianos de Jacarepaguá para dar sumiço ao corpo, que teria sido queimado num "micro-ondas" - fogueira feita com pneus.
O inquérito, a cargo do delegado Ricardo Barbosa, deverá ser enviado ao Ministério Público na próxima semana. A investigação detalha a participação de cada um dos seis PMs. O cabo Marcos Paulo Nogueira Maranhão e o soldado William Luiz dos Nascimento, que estavam de serviço numa patrulha na saída do Túnel do Joá, na Barra, serão indiciados por homicídio doloso qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, delito punido com um a três anos de reclusão.
Um dos PMs envolvidos na ocultação do corpo teria ligação com milicianos de Curicica e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Com o auxílio dos paramilitares, o corpo da jovem foi queimado. Em meio à investigação, partes de uma ossada chegou a ser recolhida num terreno em Curicica. A análise da perícia, no entanto, descartou que o corpo fosse de Patrícia. Há ainda informações de que a jovem foi queimada às margens de um canal em Rio das Pedras.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:19  comentar

A investigação da Delegacia de Homicídios (DH) sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, em junho de 2008, na Barra da Tijuca , vai resultar no indiciamento de seis PMs por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito revela ainda que os policiais, do 31º BPM (Barra), recorreram a milicianos de Jacarepaguá para dar sumiço ao corpo, que teria sido queimado num "micro-ondas" - fogueira feita com pneus.
O inquérito, a cargo do delegado Ricardo Barbosa, deverá ser enviado ao Ministério Público na próxima semana. A investigação detalha a participação de cada um dos seis PMs. O cabo Marcos Paulo Nogueira Maranhão e o soldado William Luiz dos Nascimento, que estavam de serviço numa patrulha na saída do Túnel do Joá, na Barra, serão indiciados por homicídio doloso qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, delito punido com um a três anos de reclusão.
Um dos PMs envolvidos na ocultação do corpo teria ligação com milicianos de Curicica e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Com o auxílio dos paramilitares, o corpo da jovem foi queimado. Em meio à investigação, partes de uma ossada chegou a ser recolhida num terreno em Curicica. A análise da perícia, no entanto, descartou que o corpo fosse de Patrícia. Há ainda informações de que a jovem foi queimada às margens de um canal em Rio das Pedras.



O Globo On Line
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A investigação da Delegacia de Homicídios (DH) sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, em junho de 2008, na Barra da Tijuca , vai resultar no indiciamento de seis PMs por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito revela ainda que os policiais, do 31º BPM (Barra), recorreram a milicianos de Jacarepaguá para dar sumiço ao corpo, que teria sido queimado num "micro-ondas" - fogueira feita com pneus.
O inquérito, a cargo do delegado Ricardo Barbosa, deverá ser enviado ao Ministério Público na próxima semana. A investigação detalha a participação de cada um dos seis PMs. O cabo Marcos Paulo Nogueira Maranhão e o soldado William Luiz dos Nascimento, que estavam de serviço numa patrulha na saída do Túnel do Joá, na Barra, serão indiciados por homicídio doloso qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, delito punido com um a três anos de reclusão.
Um dos PMs envolvidos na ocultação do corpo teria ligação com milicianos de Curicica e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Com o auxílio dos paramilitares, o corpo da jovem foi queimado. Em meio à investigação, partes de uma ossada chegou a ser recolhida num terreno em Curicica. A análise da perícia, no entanto, descartou que o corpo fosse de Patrícia. Há ainda informações de que a jovem foi queimada às margens de um canal em Rio das Pedras.



O Globo On Line
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16.6.09
O Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA) procurou a Promotoria da Infância, a Vara da Infância e Juventude e a Polícia Civil, nesta terça-feira (16), para denunciar o Conselho Tutelar de Maringá por descarte irregular de documentos.
Um saco com mais de 200 protocolos sigilosos, entre eles boletins de ocorrências, laudos do Instituto Médico Legal e denúncias de abuso sexual e de outros tipos de violência contra crianças, foi encontrado no lixo do Conselho Tutelar Zona Norte, na Zona 7, expondo detalhes que não poderiam chegar ao conhecimento de qualquer pessoa fora do âmbito do conselho.
A denúncia provocou a abertura de um inquérito na polícia. O CMDCA iniciou uma sindicância e convocou uma reunião de urgência para a quarta-feira, no gabinete do prefeito Silvio Barros (PP), e nesta terça-feira o juiz da Vara da Infância e Juventude determinou o afastamento temporário de uma conselheira tutelar e pediu uma investigação para saber quantos conselheiros têm responsabilidade no descarte de documentos.
Os documentos, todos relativos a processos de 2007 a 2009, foram encontrados no lixo na sexta-feira (12), mas o CMDCA suspeita tenham ocorrido outros descartes anteriormente, o que por lei é proibido. Isso porque esses documentos devem acompanhar toda a história do jovem e também porque é necessário um procedimento específico para a destruição desse tipo de documentos sigilosos.
O procedimento dura até um ano, é autorizado pela Justiça e os papéis devem ser incinerados diante de testemunhas determinadas pela Justiça. “Abrimos as portas para que a Justiça e a polícia façam uma investigação completa”, disse o presidente do CT da Zona Norte, Laércio Ribeiro. “Esse é um fato lamentável, que pode desgastar a imagem do Conselho Tutelar, que é um órgão de extrema confiança e muitas vezes é o último recurso para crianças que estão sofrendo abusos ou maus tratos”.
Para Ribeiro, a publicidade negativa que esse caso está proporcionando poderá desestimular pessoas que se sacrificam para que o Conselho Tutelar faça um bom serviço e as crianças tenham segurança. “Não sabemos se os documentos encontrados no lixo tratam-se de assuntos já encerrados ou de casos em andamento, mas a sindicância aberta pelo CMDCA vai mostrar, mas, de qualquer forma, estão expondo a vida de crianças que podem ter sofrido abuso sexual ou que tenha seus direitos ameaçados ou lesados”, disse a presidente do CMDCA, advogada Célia Weffort.
Segundo ela, a sindicância e o inquérito policial devem apontar quais conselheiros são responsáveis por jogar os documentos no lixo. O delegado da Infância, Gustavo Pinho Alves, que vai conduzir o inquérito policial, adiantou que destruição de documentos públicos pode ser punida com pena que vai de 1 a 4 anos de reclusão.
Uma conselheira tutelar admitiu que tinha jogado fora documentos relacionados a evasão escolar, mas nega que seja responsável pelo descarte de outros documentos. “Se essa informação está correta, então é possível que outros conselheiros tenham jogado documentos no lixo”, entende a servidora pública Sibele Cristina Telles Campos, do CMDCA. “Isso é um crime grave e precisa ser esclarecido”, completou.



O Diário do Norte do Paraná
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:07  comentar

O Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA) procurou a Promotoria da Infância, a Vara da Infância e Juventude e a Polícia Civil, nesta terça-feira (16), para denunciar o Conselho Tutelar de Maringá por descarte irregular de documentos.
Um saco com mais de 200 protocolos sigilosos, entre eles boletins de ocorrências, laudos do Instituto Médico Legal e denúncias de abuso sexual e de outros tipos de violência contra crianças, foi encontrado no lixo do Conselho Tutelar Zona Norte, na Zona 7, expondo detalhes que não poderiam chegar ao conhecimento de qualquer pessoa fora do âmbito do conselho.
A denúncia provocou a abertura de um inquérito na polícia. O CMDCA iniciou uma sindicância e convocou uma reunião de urgência para a quarta-feira, no gabinete do prefeito Silvio Barros (PP), e nesta terça-feira o juiz da Vara da Infância e Juventude determinou o afastamento temporário de uma conselheira tutelar e pediu uma investigação para saber quantos conselheiros têm responsabilidade no descarte de documentos.
Os documentos, todos relativos a processos de 2007 a 2009, foram encontrados no lixo na sexta-feira (12), mas o CMDCA suspeita tenham ocorrido outros descartes anteriormente, o que por lei é proibido. Isso porque esses documentos devem acompanhar toda a história do jovem e também porque é necessário um procedimento específico para a destruição desse tipo de documentos sigilosos.
O procedimento dura até um ano, é autorizado pela Justiça e os papéis devem ser incinerados diante de testemunhas determinadas pela Justiça. “Abrimos as portas para que a Justiça e a polícia façam uma investigação completa”, disse o presidente do CT da Zona Norte, Laércio Ribeiro. “Esse é um fato lamentável, que pode desgastar a imagem do Conselho Tutelar, que é um órgão de extrema confiança e muitas vezes é o último recurso para crianças que estão sofrendo abusos ou maus tratos”.
Para Ribeiro, a publicidade negativa que esse caso está proporcionando poderá desestimular pessoas que se sacrificam para que o Conselho Tutelar faça um bom serviço e as crianças tenham segurança. “Não sabemos se os documentos encontrados no lixo tratam-se de assuntos já encerrados ou de casos em andamento, mas a sindicância aberta pelo CMDCA vai mostrar, mas, de qualquer forma, estão expondo a vida de crianças que podem ter sofrido abuso sexual ou que tenha seus direitos ameaçados ou lesados”, disse a presidente do CMDCA, advogada Célia Weffort.
Segundo ela, a sindicância e o inquérito policial devem apontar quais conselheiros são responsáveis por jogar os documentos no lixo. O delegado da Infância, Gustavo Pinho Alves, que vai conduzir o inquérito policial, adiantou que destruição de documentos públicos pode ser punida com pena que vai de 1 a 4 anos de reclusão.
Uma conselheira tutelar admitiu que tinha jogado fora documentos relacionados a evasão escolar, mas nega que seja responsável pelo descarte de outros documentos. “Se essa informação está correta, então é possível que outros conselheiros tenham jogado documentos no lixo”, entende a servidora pública Sibele Cristina Telles Campos, do CMDCA. “Isso é um crime grave e precisa ser esclarecido”, completou.



O Diário do Norte do Paraná
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O Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA) procurou a Promotoria da Infância, a Vara da Infância e Juventude e a Polícia Civil, nesta terça-feira (16), para denunciar o Conselho Tutelar de Maringá por descarte irregular de documentos.
Um saco com mais de 200 protocolos sigilosos, entre eles boletins de ocorrências, laudos do Instituto Médico Legal e denúncias de abuso sexual e de outros tipos de violência contra crianças, foi encontrado no lixo do Conselho Tutelar Zona Norte, na Zona 7, expondo detalhes que não poderiam chegar ao conhecimento de qualquer pessoa fora do âmbito do conselho.
A denúncia provocou a abertura de um inquérito na polícia. O CMDCA iniciou uma sindicância e convocou uma reunião de urgência para a quarta-feira, no gabinete do prefeito Silvio Barros (PP), e nesta terça-feira o juiz da Vara da Infância e Juventude determinou o afastamento temporário de uma conselheira tutelar e pediu uma investigação para saber quantos conselheiros têm responsabilidade no descarte de documentos.
Os documentos, todos relativos a processos de 2007 a 2009, foram encontrados no lixo na sexta-feira (12), mas o CMDCA suspeita tenham ocorrido outros descartes anteriormente, o que por lei é proibido. Isso porque esses documentos devem acompanhar toda a história do jovem e também porque é necessário um procedimento específico para a destruição desse tipo de documentos sigilosos.
O procedimento dura até um ano, é autorizado pela Justiça e os papéis devem ser incinerados diante de testemunhas determinadas pela Justiça. “Abrimos as portas para que a Justiça e a polícia façam uma investigação completa”, disse o presidente do CT da Zona Norte, Laércio Ribeiro. “Esse é um fato lamentável, que pode desgastar a imagem do Conselho Tutelar, que é um órgão de extrema confiança e muitas vezes é o último recurso para crianças que estão sofrendo abusos ou maus tratos”.
Para Ribeiro, a publicidade negativa que esse caso está proporcionando poderá desestimular pessoas que se sacrificam para que o Conselho Tutelar faça um bom serviço e as crianças tenham segurança. “Não sabemos se os documentos encontrados no lixo tratam-se de assuntos já encerrados ou de casos em andamento, mas a sindicância aberta pelo CMDCA vai mostrar, mas, de qualquer forma, estão expondo a vida de crianças que podem ter sofrido abuso sexual ou que tenha seus direitos ameaçados ou lesados”, disse a presidente do CMDCA, advogada Célia Weffort.
Segundo ela, a sindicância e o inquérito policial devem apontar quais conselheiros são responsáveis por jogar os documentos no lixo. O delegado da Infância, Gustavo Pinho Alves, que vai conduzir o inquérito policial, adiantou que destruição de documentos públicos pode ser punida com pena que vai de 1 a 4 anos de reclusão.
Uma conselheira tutelar admitiu que tinha jogado fora documentos relacionados a evasão escolar, mas nega que seja responsável pelo descarte de outros documentos. “Se essa informação está correta, então é possível que outros conselheiros tenham jogado documentos no lixo”, entende a servidora pública Sibele Cristina Telles Campos, do CMDCA. “Isso é um crime grave e precisa ser esclarecido”, completou.



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colaboradores: carmen e maria celia

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