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19.7.09
Onça é mascote de Exército na Amazônia. Foto: Globo Amazônia

MANAUS - Ver a Amazônia de perto e de dentro da floresta. A proposta de um "museu vivo" para a maior reserva de biodiversidade do planeta está perto de ganhar uma sede em Manaus. Criado em janeiro, o Museu da Amazônia (Musa) deve começar a ser instalado em espaço permanente em março de 2010, numa área de 10 mil metros quadrados de verde amazônico.
- O Musa é um museu vivo, ou seja, as peças se encontram lá onde elas vivem e se reproduzem. São as folhas, as formigas, as aves, os sapos. O que queremos fazer é criar arquibancadas para que o visitante possa ver, ouvir, ver, cheirar sentir os sons, os odores da floresta e a vida - explicou o coordenador do museu, Ennio Candotti.
Na última semana, o Musa realizou sua primeira exposição, durante a 61° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Numa mostra do que virá com a instalação definitiva, o museu exibiu imagens, histórias e personagens da flora e fauna da região. Alguns pouco conhecidos, como achados arqueológicos que revelam a existência de comunidades há nove mil anos na área do Encontro das Águas, conhecido fenômeno em que, por alguns quilômetros, os rios Negro e Solimões correm lado a lado, sem se misturar.
O museu será instalado Reserva Ducke, área do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Segundo Candotti, a ideia é construir trilhas e até passarelas suspensas entre as árvores para que os visitantes possam ver de perto o acervo vivo, desde formigueiros até ninhos de pássaros nas copas mais altas. Aquários gigantes também estão no projeto e serão as vitrines para a vida de espécies de peixes e mamíferos aquáticos.
A pesquisa e o desenvolvimento dos sensores e tecnologias para observação dos animais e da floresta também são parte da iniciativa, segundo Candotti. Para a primeira fase de implantação do Musa, já estão garantidos R$12 milhões, investidos pelo governo do Amazonas.



O Globo On Line
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RIO - A abertura de estradas para criar o Arco Metropolitano, que ligará o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, revelou uma preciosidade histórica: ao longo de 72 quilômetros dos 145 que terá a nova rodovia, foram descobertos 22 sítios arqueológicos. Eles são os primeiros registros do início da ocupação da Baixada Fluminense e comprovam que ali viveram índios, escravos e colonizadores. Pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) correm contra o tempo e contra as máquinas pesadas das obras para resgatar o máximo possível antes que o progresso passe literalmente por cima da história. (Vídeo: arqueóloga explica a importância da descoberta)
Peças de cerâmicas e ferro dos séculos XVII e XVIII; uma urna funerária, da tradição Una, os mais antigos ceramistas do litoral brasileiro; cachimbo africano, entre outros itens, comprovam que as áreas arqueológicas da Baixada vão do período pré-histórico ao colonial.
Dos 22 sítios arqueológicos descobertos nos cinco municípios cortados pela nova estrada (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí), 14 estão no meio do traçado do Arco Metropolitano e serão demarcados e escavados antes da chegada da obra. Segundo os pesquisadores, apenas um poderá ser preservado. O restante desaparecerá para dar lugar à estrada.



O Globo On Line
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18.7.09

O varredor de rua inglês Allan Brigham recebeu neste sábado um diploma honorário da Universidade de Cambridge, uma das mais prestigiosas da Grã-Bretanha.

Brigham, que há 30 anos limpa as ruas e parques de Cambridge, recebeu a homenagem pelos serviços prestados à comunidade em seu outro trabalho, afirma a universidade.
Além de varrer as ruas, Brigham é guia de turismo, liderando grupos e contando histórias sobre prédios e parques de Cambridge que, de outro modo, poderiam passar despercebidas.
Entre outros homenageados com um diploma honorário de Cambridge estão o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, o fundador da Microsoft Bill Gates e o bispo sul-africano Desmond Tutu.
Brigham explicou que sempre se interessou mais por história das sociedades, paisagens e cidades do que por reis, rainhas e chefes de governo.
Apesar da homenagem, ele diz que estará de volta varrendo as ruas na segunda-feira, às cinco da manhã.
A melhor parte do dia, diz ele, é coletar o lixo nos parques e espaços verdes de Cambridge.



BBC Brasil
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11.7.09

Sucesso nos palcos ingleses e nas telinhas de todo o mundo, os irmãos Charlie e Lola chegam ao Brasil

Charlie tem sete anos e sua irmã, Lola, quatro. Os dois vivem as voltas com dilemas da infância e se divertem em aventuras imaginárias dentro da própria casa. O paciente irmão mais velho passa os dias desvendando o mundo para a inquieta e independente Lola. Ela, por sua vez, se diverte em fantasias criadas a partir das mirabolantes explicações de Charlie. Os personagens do desenho animado lançado em 2005 na Inglaterra acabam de ganhar uma montagem teatral em São Paulo e prometem encantar pais e filhos com retratos lúdicos de importantes etapas da infância.
Criados pela inglesa Lauren Child, Charlie e Lola protagonizaram uma das séries infantis de maior sucesso da televisão britânica. No Brasil, os dois irmãos também conquistaram o público infantil, com suas fantasias e aventuras educativas na TV. Em uma visita a Londres, os apresentadores Luciano Huck e Angélica levaram os filhos, Joaquim, de 4 anos, e Benício, de apenas 1, para a peça Charlie and Lola's Bestest Best Play. Encantado, o casal comprou os direitos da produção e contratou o diretor inglês Roman Stefanski para montar a peça no Brasil.
Um dos primeiros desafios para a produção de “Charlie e Lola, A Peça – Da TV para o Teatro” foi selecionar os manipuladores dos fantoches confeccionados em Londres. Para levar o efeito de desenho animado ao palco, os produtores criaram bonecos 2D e realizaram uma audiência com cerca de 250 candidatos. Uma das preocupações foi familiarizar o elenco com esta técnica de manipulação, que exige delicada movimentação das mãos. Além disso, a trilha sonora do espetáculo conta com as vozes dos dubladores do desenho exibido no Brasil.
Na peça, os pais da dupla pedem que Lola arrume o quarto e encarregam Charlie de verificar se ela realmente está colocando tudo em ordem. A tarefa se transforma em uma verdadeira aventura para a fantasiosa garota. Entram em cena personagens como o cruel Sr. Frog, o Super Gato e a amiga Eli, capazes de educar e entreter pessoas de realidades tão distintas quanto pais e filhos.
“Charlie e Lola, A Peça – Da TV para o Teatro”

Até 1 de novembro. Sábados e domingos, às 11h e 16h.
Teatro das Artes/Shopping Eldorado: Av. Rebouças 3970, Cerqueira César.
Ingressos: R$50 e R$25 (meia-entrada). Recomendado para crianças de 3 a 9 anos.
Época SP
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10.7.09

RECIFE e SÃO PAULO - A revista americana Time publicou na edição de 1º de fevereiro de 1963 a notícia da morte de um importante artista plástico brasileiro. O artista era o pernambucano Vitalino Pereira dos Santos, conhecido no Brasil como Mestre Vitalino, o homem que dava vida ao barro. Nesta sexta-feira, Pernambuco e todo o país lembram os cem anos de nascimento do artista. Em São Paulo, considerada a maior cidade nordestina do país, estão programados shows para o Centro de Centro de Tradições Nordestinas, neste domingo. A Banda de Pífanos de Caruaru se apresenta ao lado de Valdeck de Garanhuns, seu Jorge do Rastapé e a quadrilha Asa Branca.
Pernambuco também comemora a data com uma série de homenagens aquele que foi o primeiro artesão do estado a imortalizar no barro os tipos populares do Nordeste: as bandinhas de pífano, os caçadores, os emigrantes, os vaqueiros. Ele viveu no Alto do Moura, no município de Caruaru, a 130 quilômetros de Recife e deixou uma multidão de discípulos que fazem hoje do manipular o barro o seu meio de vida. Calcula-se que só em Caruaru 500 pessoas vivem desse tipo de artesanato.


No Alto do Moura está a casa museu onde Vitalino viveu e onde seus filhos dão continuidade ao seu ofício. É lá que acontecem as principais comemorações para lembrar o Mestre, que era também um tocador de pífano - o pife, como dizem os nordestinos da caatinga. Vitalino ganha selo dos correios e também ganha a Medalha comemorativa do centenário, instituída pela Casa da Nieda do Brasil. Além disso, no Alto do Moura, desfilam 26 grupos folclóricos. Para assinalar a data, ainda, Caruaru estendeu seus festejos juninos até esta sexta.
O artista também ganha estátua em frente à casa onde residiu e os moradores de Caruaru verão de graça o espetáculo "As Sete Luas de Barro", que conta a trajetória de Vitalino para a fama e os choques culturais que enfrentou ao viajar para cidades grandes como o Rio de Janeiro. Em Recife, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato também presta homenagem ao Mestre e para divulgá-la, o Governo de Pernambuco colocou estátuas gigantes dos bonecos do mestre nas principais vias da Cidade. A décima edição da Fenearte se encerra nesse final de semana.
Mestre Vitalino nasceu no dia 10 de julho de 1909, na zona rural de Caruaru e morreu de varíola, aos 54 anos.Na cidade, coleções de obras do mestre estão em exposição permanente no museu do barro e no de arte popular. Neste ano do centenário, foram montadas ainda duas mostras de fotografias, uma com recriações de casas de barro, e outra no Recife, com fotos de Vitalino feitas pelo francês Pierre Verger, em 1947.
O Globo On Line
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8.7.09
Os povos de Papua Nova Guiné usam arco e flecha nas guerras entre clãs, cozinham porcos em buracos e se vestem com plumas e folhagens. Aqui, um pedaço de sua história

Cinco homens fortes carregam um pesado porco que esperneia. Eles usam apenas tapa-sexo de palha. Sua cabeça está ornada com plantas e penas de pássaros. São os membros mais importantes da comunidade e têm uma missão respeitada por todos: transformar o animal na peça principal do banquete comunitário, o mumu. O líder mais robusto – uma massa de músculos produzida pela vida árdua do campo – segura uma borduna de madeira que ele mesmo esculpiu. Os outros quatro homens, curvados, agarram o suíno com suas mãos largas. O braço levanta e a pancada no crânio é seca e certeira. O porco desmaia imediatamente. A cena é desagradável e prefiro assistir ao drama através da lente fotográfica. Os golpes seguintes são truculentos. Um esmaga o focinho e o sangue jorra em todas as direções. Calça, camisa e câmera não são poupadas.


UM PAÍS DE MEIA ILHA
Acima da Austrália, a Ilha da Nova Guiné é a segunda maior do mundo. A oeste fica a província Papua, da Indonésia. No leste fica um país independente, a Papua Nova Guiné

Sinto um nó no estômago.
Segundo os conceitos ocidentais, esse modo de matar um porco é cruel, um ato de barbarismo. Para os habitantes das montanhas e vales centrais de Papua Nova Guiné (PNG), é um rito tradicional de reunião da comunidade para uma refeição coletiva. Nessa região remota do país, não existem geladeiras e raros são os vilarejos com energia elétrica. Quando um porco é abatido, a carne precisa ser consumida logo. Como um animal alimenta de 20 a 30 pessoas, a cada sacrifício várias famílias ingerem a fonte de proteínas. O porco foi domesticado pelos habitantes locais há alguns milhares de anos. Ele ainda possui feições de porco selvagem e, quando adulto, duas enormes presas. Nas montanhas, é o animal de maior valor. O número de porcos de uma família denota seu status, e o chefe da comunidade dono de algumas dezenas de animais será mais respeitado. O porco também significa liquidez econômica: existe um intenso movimento de compra, venda e troca.
O mumu é uma marca registrada dos povos das montanhas. As ocasiões mais importantes são sempre celebradas com a refeição comunitária. Acontece para festejar a independência, um aniversário, até mesmo um funeral. Ou a inauguração de uma escola ou de uma estrada. Um bom banquete conta com dezenas de porcos.
Enquanto os líderes da comunidade estão ocupados limpando e cortando o porco abatido, as mulheres sentam-se no chão para preparar tubérculos e vegetais. Usam pedaços de bambu, afiados como facas, para descascar os alimentos. Ninguém fica de braços cruzados. Outros homens cavam um buraco, de meio metro de profundidade. Geralmente o buraco já existe, mas é preciso limpá-lo e acertar as beiradas. O que é particular no mumu é a maneira como os ingredientes são cozidos: dentro da terra.
Por cima do buraco quadrado que servirá de forno subterrâneo, dois jovens deitam longos pedaços de lenha, lado a lado, como se estivessem preparando um estrado. Quando o fogo começa a arder, um monte de pedras roliças é depositado sobre as madeiras.

Agora entendo o segredo do mumu. São as pedras que vão manter o calor constante e cozinhar tudo o que for colocado dentro da cavidade. Em 20 minutos, toda a madeira é consumida pelo fogo e se transforma em carvão.
As pedras, que estavam em cima da madeira, caem no fundo do buraco. Sobre elas e o carvão são espalhadas várias camadas de folhas de bananeira.
As mulheres aparecem com cestos de bananas verdes descascadas e depositam o conteúdo na pequena cratera.
Outros cestos – desta vez, de kau-kau (batata-doce) – também são despejados. Os flancos dos porcos cortados entram no arranjo. Pelo menos 20 homens trabalham e todos parecem saber exatamente o que deve ser feito.
Mais bananas, mais kau-kaus e mais folhas verdes – e o buraco está cheio de alimentos. No final, entram as cabeças dos porcos. Somente os focinhos aparecem, rodeados de verduras. O pacote final é recoberto com mais pedras e uma camada final de terra. Nenhuma fumacinha sai do forno: todo o vapor está preso nessa enorme panela de pressão. Em três horas, o banquete será servido.

A agricultura foi desenvolvida nos vales centrais há 9 mil anos. Os papuásios domesticaram várias espécies de plantas nativas
Durante o mumu, converso com Anthony Hetaya, um dos líderes do clã Yugu de Lakawanda. O assunto é guerra tribal. “Os conflitos entre clãs têm três razões: roubo de terra, de mulher ou de porco. Usamos apenas nossas armas tradicionais”, afirma. A última batalha de sua comunidade foi contra o clã Lai, na década de 80. “Perdemos. Morreram dois membros de nosso clã. Tivemos de pagar uma compensação de 175 porcos vivos.” Embora ainda haja muitos confrontos na região – a polícia e o Exército preferem não se meter –, os Yugus estão convencidos de que não vale a pena entrar em uma batalha. “Numa guerra, não dormimos nem comemos direito, as mulheres e as crianças sofrem e não temos liberdade de movimento. Quando perdemos, as compensações são altas”, diz Hetaya.
A PREPARAÇÃO DO BANQUETE
O alimento mais cultivado no país é a batata-doce (à esq.). O porco selvagem, cortado (ao centro), vai para o forno cavado na terra (à dir.), junto com bananas e tubérculos
O número de idiomas na região ajuda a entender a quantidade de confrontos: são 820. Com apenas 6 milhões de habitantes em uma área menor que o Estado da Bahia, PNG é o país de maior diversidade linguística do mundo. Basta atravessar um vale ou uma montanha para encontrar outra língua e outro grupo étnico. As diferenças entre povos tão próximos trouxeram discórdias.
A lenda de guerra tribal mais insólita é a dos homens de barro. Os guerreiros de uma tribo das montanhas de Goroka invadiram as terras de outra etnia. Atearam fogo nas casas de palha, mataram os homens e raptaram as mulheres mais jovens. Os sobreviventes fugiram, mergulhando nas águas lamacentas do Rio Asaro. Quando se reagruparam, notaram que seus corpos tinham uma coloração esbranquiçada: o barro da água do rio havia secado. Esse tom fantasmagórico inspirou o pequeno grupo a conceber um contra-ataque, aproveitando o medo dos maus espíritos. Usando uma estrutura de gravetos para criar enormes cabeças, eles moldaram, com a lama do rio, terríveis caras de fantasmas. As máscaras tinham bocas deformadas, orelhas imensas e narizes como se fossem focinhos de porco. Untaram todo o corpo com barro e usaram, como prolongação dos dedos, compridos pedaços de bambus.
À noite, os sobreviventes, camuflados como assombrações, chegaram ao vilarejo inimigo. O grupo golpeou violentamente seus dedos de bambus uns contra os outros. O barulho aterrorizante fez com que a tribo acordasse e desse de cara com os fantasmas. Apavorados, todos fugiram. O episódio de bravura e astúcia passou a ser um símbolo de PNG, e os homens de barro tornaram-se heróis nacionais.
Encontro os homens de barro em um festival cultural, o sing-sing de Monte Hagen. Mesmo iluminados por um forte sol de meio-dia, as figuras são horripilantes. Principalmente quando ameaçam nativos e estrangeiros com suas longas unhas de bambus. Mas, graças à imensa variedade de danças e trajes, meus olhos são atraídos por outras figuras menos assustadoras.
Os sing-sings aconteciam apenas em vilarejos isolados. A partir dos anos 50, o festival passou a servir como um exercício de integração nacional. Em vez de as tribos se encontrar para resolver diferenças de fronteiras agrícolas e entrar em confronto, o sing-sing pretendeu ser uma “batalha cultural”. O grupo que estivesse mais decorado e fizesse a melhor apresentação ganharia um prêmio. Como a guerra tribal continuava na memória genética, as primeiras competições acabaram gerando agitação. Os que não haviam sido premiados, inconformados com a decisão do júri, passavam ao confronto.

Conclusão: hoje, os sing-sings não oferecem mais prêmios.

Os sing-sing de Monte Hagen reúne mais de 2 mil protagonistas, todos orgulhosos de mostrar suas danças, pinturas corporais e arte plumária. Homens e mulheres da costa, da floresta e das montanhas exibem o rosto multicolorido. Sobre a cabeça, um delírio ornitológico, com plumas de aves-do- -paraíso ou papagaios endêmicos. Minha preocupação conservacionista aumenta à medida que descubro novos arranjos de plumas na cabeça dos dançarinos. Começo a questionar se, para cada festival, é necessário um massacre de pássaros raros. Sou tranquilizado por Pym Mamindi, um profundo conhecedor de sing-sings. “Essas plumas têm mais idade que os próprios dançarinos. Elas passam de geração a geração e são guardadas com muito cuidado. Hoje seria dificílimo caçar essas aves.”

Nos sing-sings, milhares de pessoas realizam alucinantes danças guerreiras. O mais famoso festival é o de Monte Hagen
Os homens, com afiadas lanças nas mãos, parecem guerreiros prontos para a batalha. As mulheres, quase todas de torso nu, exibem o corpo moreno, untado de óleo para se proteger do sol. O espetáculo é extasiante. Durante dois dias, o ritmo dos tambores mantém a efervescência do festival. É uma ode à diversidade cultural. Nos últimos 10 mil anos, a vida dos habitantes de Papua Nova Guiné dependeu dessa relação íntima com a natureza. Na hora de festejar, eles são coerentes com a força que eles mais respeitam e voltam a ser, mesmo que por poucas horas, homens pássaros e mulheres plantas. Mas o mundo moderno, junto com o sinal do celular, chega a passos rápidos. As pinturas faciais de hoje já não são naturais, mas com tinta a óleo. As lanças e os machados usados até agora nas disputas corpo a corpo podem ser, em breve, substituídos por pistolas e espingardas. Cresce o número de desocupados em cidades como Monte Hagen, junto com os índices de violência. O mumu será capaz de resistir à chegada do supermercado? O sing-sing resistirá à TV? Tenho a incômoda sensação de que posso ter assistido ao epílogo dessas culturas.

O ESPETÁCULO
Um grupo de guerreiros de Monte Hagen, caracterizado por sua pintura facial negra, branca, amarela e vermelha, canta vigorosamente ao som dos kundus, o tamborete típico. Jovens mulheres, também ornadas com as cores de Monte Hagen, saltam com energia, seguindo o ritmo inebriante dos cantos. O festival ocorre desde os anos 1950

Haroldo Castro
de Papua Nova Guiné
Época
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A série 'Aqueous', do fotógrafo britânico Mark Mawson, remete o espectador a um ambiente liquefeito, onde se destacam formas como alienígenas, águas-vivas, fetos.

O artista diz que iniciou a série inspirado em fotos de tinta em água. "Ainda que fossem bonitas, achei que faltava algo", disse o artista à BBC Brasil. "Achei que podia criar algo diferente." Mawson diz que a foto de que mais gosta retrata gotas brancas, "simples", caindo na água escura.

Mawson diz que utilizou diferentes soluções de tinta para chegar àquelas que melhor funcionavam esteticamente. Ele também usou diferentes soluções de glicerina e água para alcançar diferentes resultados. "Eu queria algo que criasse formas orgânicas, com corpo."
O divertido de 'Aqueous', diz Mawson, é que os espectadores podem ver nas fotos "coisas diferentes, como águas-vivas, criaturas alienígenas, dançarinas, homens velhos e até Jimi Hendrix tocando fogo na sua guitarra, em uma das fotos amarelo e vermelho".


Durante as fotos, o artista tem de ser rápido, porque as formas não duram mais que poucos segundos, e o momento ideal, às vezes nem isso. "É um processo trabalhoso, mas vale a pena quando se vê as imagens", comenta.
Mark Mawson começou sua carreira no fotojornalismo e foi ampliando seu espectro ao longo dos anos. "Trabalho com uma mistura de objetos, desde moda e retratos de celebridades até paisagens esquisitas", conta.


Hoje morando em Sydney, na Austrália, o fotógrafo britânico tem se especializado em fotos subaquáticas de pessoas e de moda. Sua série 'Underwater' retrata modelos debaixo d’água.
Ele diz que gostou de trabalhar com o abstracionismo de 'Aqueous' e que pretende retomar os experimentos usando tinta e água. "Vamos ver no que dá!"
FOTOGALERIA - ÓLEO SOBRE ÁGUA
BBC Brasil
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7.7.09
Com o objetivo de reunir filmes contemporâneos que mostrem histórias de crianças e suas observações em relação a temas variados, o Istituto Italiano di Cultura (região central da capital paulista) realiza um ciclo gratuito com três produções atuais, com legendas em italiano.

Divulgação
Chamado de O Mundo Sob o Olhar das Crianças, o evento começa nesta quarta-feira (8) com a exibição de "Rosso Come il Cielo" (direção de Cristiano Bortone, 2005), às 19h.
A história se passa em 1971 e fala de um menino de 10 anos que ama o cinema, mas que perde a visão após um grave acidente. Após ser internado em uma clínica em Genova, o garoto se sente perdido e consegue achar algum sentido na vida somente depois que descobre que pode contar histórias com sons e barulhos criados a partir das fitas tiradas de um gravador. A descoberta faz com que ele mostre a todas as crianças da instituição que elas podem, sim, chegar aos seus próprios sonhos e instigar a criatividade.
A programação do ciclo também inclui "Jona che Visse nella Balena" (1993), em 17 de julho (sexta-feira), e "Salvatore questa É la Vita" (2006), no dia 22 (quarta-feira).
Acesse o site Catraca Livre para saber mais sobre eventos gratuitos e populares.
Istituto Italiano di Cultura - auditório sala Torino - r. Frei Caneca, 1.071, Bela Vista, região central, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3285-6933. 60 lugares. Qua. (8), sex. (17) e qua. (22): 19h. Grátis. Classificação etária: livre.


Folha Online
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3.7.09

Principal estreia dos cinemas nesta semana, "A Era do Gelo 3" entrou em cartaz na quarta-feira e não na sexta, como geralmente ocorre, diz Sérgio Rizzo, crítico da Folha.

Segundo Rizzo, somente no primeiro dia em cartaz, os cinemas norte-americanos arrecadaram cerca de US$ 14 milhões. Com isso, a animação bateu um recorde que era de "Shrek 2". Ouça outros podcasts com a participação do crítico.
Na última sexta-feira (26), foram exibidas algumas cópias da animação no formato 3D em 19 salas. Desde então, o longa vendeu no Brasil mais de 500 mil ingressos. "Nos Estados Unidos, desde quarta-feira, o desempenho foi excelente também", afirma o crítico.
Na animação, comandada pelo brasileiro Carlos Saldanha, Manny e Diego tentam resgatar o azarado Sid, aventurando-se por um misterioso mundo subterrâneo onde acabam perseguidos por um dinossauro.



Folha Online
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Tudo pronto para a FEITMINO SHOW 2009

Mais de 40 mil pessoas são esperadas na FEITMINO SHOW 2009 – Feira das Tradições Mineiras, Nordestinas e Rodeio Show, que começa na próxima sexta-feira (3), em Monte Mor (SP).

O evento, importante por resgatar a cultura diversificada da região, segue até dia 5 de julho e contará com shows de Amado Batista, Milionário e José Rico, Frank Aguiar, além de artistas regionais e apresentações de danças típicas.

Quem for ao recinto Nosso Clube nestes três dias de festa, encontrará mais de 20 barracas em uma área de alimentação coberta com comidas típicas das regiões mineiras, nordestinas e o Rodeio Show.

São mais de 80mil m² que contará com 25 estandes com expositores do comércio da cidade e da região. Já as crianças poderão se divertir em um completo parque de diversões, com atrações como roda-gigante e carrinho de bate-bate, entre outros.

Na arena, com capacidade para 15 mil pessoas sentadas, o público acompanhará o Rodeio Show de touros e cavalos. As belas Larissa Grasiele, eleita Rainha da FEITMINO, Nerislândia Fábia, Princesa do Rodeio, Denise Portes, Miss Simpatia, e Jéssica Aparecida Santos, Garota FEITMINO, serão as responsáveis por recepcionar os peões e os visitantes, que prometem lotar o recinto nestes três dias de festa.

A abertura oficial acontece no dia 3 de julho, quando estão agendados as apresentações de Amado Batista, Os Sociais do Forró, Tri Araripe e grupos de catira. Os portões serão abertos às 17h. No sábado (4), as atrações começam às 14h com as apresentações de quadrilhas e shows do Grupo Catira Brasil, Trio Dona Zefa e atrações da cidade.

O grande show da noite é a dupla sertaneja Milionário e José Rico. Já no domingo (5), último dia de festa, os portões do recinto de festa também serão abertos às 14h. Dentre as atrações estão quadrilhas, shows regionais, o grupo de maracatu Bloco de Pedra, Os Favoritos da Catira, Trio Aratu e Trio Lua Branca. Quem encerra a noite em grande estilo é Frank Aguiar.

A FEITMINO SHOW 2009 é organizada pela Prefeitura Municipal de Monte Mor. Toda a renda líquida arrecada na festa será convertida para o Fundo Social de Solidariedade do município.

Os ingressos promocionais custam R$10 na sexta feira e R$5 no sábado e no domingo e estão sendo vendidos no recinto de festas Nosso Clube. Crianças até 10 anos, acompanhadas dos pais ou responsável e com documento, não pagam. Também serão vendidos camarotes individuais e para grupos, com vista privilegiada dos shows, buffet e banheiros exclusivos e acesso ao estacionamento independente.

Serviço:

O Nosso Clube - Rua Rodolfo Marc Greguer, 1003 - Monte Mor. Informações pelos telefones: (19) 3879 1921 / 9376 0028 / 8201 5205.


Gastronomia e Negócios
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colaboradores: carmen e maria celia

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