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18.7.09

Sobral. A cena se repetiu. O agricultor Deusdete Braga do Nascimento, 64 anos, residente no distrito de Taperuaba, desceu a sepultura mais uma vez. O caixão com o corpo dele desceu a cova escavada no quintal da residência de um dos irmãos, que tinha seis palmos e meio de profundidade, às 11hs de ontem, sob os olhares de curiosos, onde permaneceu enterrado por uma hora. Antes, o corpo de Deusdete foi velado na pequena sala do casebre, onde ele preparou o ritual. Lá, recebeu a família, amigos, curiosos e fiéis incondicionais de sua missão na Terra: “salvar a humanidade no dia do Juízo Final”.O enterro, segundo Deusdete, é “uma ordem de Deus que veio em sonho”. Ele assegura que caso o seu corpo não resista após uma hora sob a terra o mundo acabará. Ainda não foi desta vez. Ele retornou vivo.Tudo, segundo o agricultor, começou por volta de 1953, quando tinha 12 anos. Ele foi com os pais para uma missa na Igreja de São Francisco, em Canindé. Sua mãe teria ordenado para que ele se confessasse e depois recebesse a hóstia sagrada. “Eu menti para minha mãe, disse que tinha me confessado e ela me obrigou e se comungar. Desde daquela hora eu não tive mais alegria”.De volta para casa se arrependeu, e pensou em contar para sua mãe e pedir perdão ao padre que lhe deu a hóstia, mas, uma sombra que o acompanhava disse que não fizesse isso. “Carreguei meu arrependimento até completar 28 anos. Foi nesse tempo que, uma voz me apareceu na localidade de Vertente, Santa Quitéria, dizendo que eu estava perdoado e que eu deveria voltar à Igreja e se comungar. Pedi ao meu pai que me levasse a Canindé, mas ele se recusou”. “Veio uma ordem de Deus em sonho, que se eu quisesse a salvação da humanidade deveria descer à sepultura com vida”, contou. De lá para cá já cumpriu o ritual pelo menos umas cinco vezes. “Espero que essa seja a última vez”, disse, acreditando ter recebido a capacidade de viver eternamente.A notícia de que Deusdete estava se preparando para a morte se espalhou no lugar onde mora em 1998, quando ele começou a fabricar o caixão que mais tarde o levaria novamente à sepultura. “Como o caixão que ele iria usar era muito artesanal, com a ajuda dos ouvintes comprei um caixão mais moderno e dei-lhe de presente”, contou o radialista Jair Kovalick. O caixão doado foi usado pelo agricultor no dia 31 de dezembro de 1999. Antes já havia sido enterrado pelo menos umas quatro vezes.



Rádio Tabajara
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17.7.09

Ela prefere não se identificar. Mas conta que o filho começou a ter comportamento agressivo desde os primeiros anos. Os períodos de mudança na economia do país acompanharam a sua busca de ajuda para o filho – ela pagou tratamentos em dólar, otn´s, btn´s, cruzeiro, em reais. O filho hoje tem 31 anos, e ela classifica a convivência como um inferno. "Palavrões, ele não tem o mínimo de respeito, não existe essa palavra no dicionário dele. São palavrões horríveis, e isso pronunciado pra mãe e pro pai. Agressão, fora essas subtrações que vão tendo e você não tem domínio. Você pode trancar a casa inteira e sair. Ele entra e tira a porta. Então é uma coisa sem controle. Não trabalha, não estuda, não faz nada de nada." Depois de décadas de tratamentos diversos, a mãe recebeu um novo diagnóstico: o de que o filho era um psicopata. "Eu assumo que meu filho é psicopata, eu assumo que ele é. É uma indiferença, é uma coisa assim. Vamos supor, você tem uma jóia que você ame, que você deu o sangue pra comprar. Ele vai pegar aquilo ali e vai sumir, pouco se importando. É ele, ele, sempre ele. Você compra comida pra todo mundo, ele come, come, come. Não interessa se tem mais gente pra comer, se vai chegar o irmão mais tarde. Não interessa, ele comeu e pronto." O neurologista Ricardo de Oliveira é autor de um estudo de mapeamento de emoções no cérebro. A pesquisa mostra que pessoas apontadas como psicopatas tem defeitos de processamento de emoções no cérebro. O estudo desse tema fez com que o médico cunhasse uma expressão: a psicopatia comunitária, aquela em que a pessoa nem sempre é criminosa, mas sempre causa muito sofrimento para quem está próximo. "É exatamente aquele sujeito que ele não tem um ficha criminal. Ele é um parasita, ele está sempre na manga dos outros. Ele é mentiroso, é incapaz de ser independente, de ter autonomia e gerar recurso. Não fica no emprego, é o sujeito que está sempre dando azar na vida, os outros fizeram alguma contra ele. Mentiroso, muito mentiroso." Se essas pessoas tem um defeito no cérebro elas podem ser responsabilizadas pelas maldades que fazem? O neurologista Ricardo de Oliveira diz que essa é uma pergunta ainda sem resposta. Ele diz também que espera-se o desenvolvimento de remédios que possam atuar nesses casos, mas aí também entra um debate sobre a ética de se alterar a personalidade das pessoas. A pergunta de porque a maldade existe intriga filósofos há milênios, mas a única constatação que se pode fazer é simples: algumas pessoas são mais perversas que outras. "Todo mundo tem seu dia de capeta. Essas pessoas, para elas todos os dias são dias maus. O que distingue isso de uma pessoa normal é que uma pessoa normal é ocasionalmente má, mas a característica dessas pessoas é que elas têm uma história de vida que se a coisa não satisfizer o interesse imediato delas, elas são egoístas e não se incomodam em perpetrar a maldade."O especialista em neurofisiologia do comportamento, Renato Sabbatini, destaca que a sociopatia pode ser encontrada em qualquer ambiente, inclusive entre autoridades e políticos. "Infelizmente, muitos políticos são sociopatas, porque o sociopata sobe rapidamente na escala social devido ao fato dele ser mau caráter, abusar das pessoas, roubar e mentir muito bem. Nunca foi feito um estudo como nisso, mas pode ser que a sociopatia seja maior entre os líderes. Pelo menos em alguns casos, como nos casos do Hitler e do Stalin. Muitos torturadores, inclusive aqui no Brasil no passado, os torturadores ou que trabalham na polícia, eles escolhem a polícia, eles escolhem as forças armadas porque lá eles podem exercer legalmente a sociopatia deles." Os especialistas apontam que os traços de psicopatia fazem parte da constituição da pessoa. Ou seja, há um componente genético envolvido e algum fator externo que faz o comportamento individualista aparecer. Não se sabe ainda o que desencadeia esse comportamento. No entanto, a doutora em psiquiatria forense, Hilda Morana, aponta que uma sociedade que adota a impunidade é um terreno fértil para que psicopatas vivenciem seus impulsos. "Então, o que acontece com os psicopatas do Canadá, da Suécia, Suíça? Eles vêm pro Brasil, porque no Brasil você tem uma tal de impunidade penal. Em vez de sequestrar filha de empresário no Canadá, vamos sequestrar no Brasil, que a chance de ser preso é muito pequena. Existem muitos casos de estrangeiros que vem para o Brasil? Muito. Só em São Paulo a gente tem duas cadeias só pra estrangeiro, com mil homens."Hilda Morana defende que os psicopatas condenados por crimes sejam presos separados dos outros. Ela destaca que o psicopata se impõe na cadeia, o que faz com que condenados com chances de recuperação adotem comportamentos mais violentos apenas para não serem vítimas da violência doentia dos psicopatas. Para ela, o sistema carcerário teria muitos benefícios com esse tipo de triagem. Hilda destaca que não existe cura, mas que é possível melhorar o comportamento de quem apresenta psicopatia. "Você entra com o tratamento a qualquer momento. Quanto mais cedo, melhor você vai ter o desenvolvimento. É um problema cerebral, é um defeito cerebral, então você não tem cura. Mas você tem como atenuar a manifestação desse comportamento, melhorar o funcionamento desse cérebro, tem uma medicação que é melhor do que as outras pra atenuar esse comportamento. Você não vai mudar o caráter dele, mas você vai fazer esse cérebro funcionar um pouquinho melhor."Hilda Morana destaca que o ideal seria que as escolas capacitassem os professores a reconhecer e encaminhar alunos com transtorno de personalidade para um tratamento precoce. Se a abordagem com adultos é mais difícil, já que o comportamento está mais consolidado, entre crianças e jovens a possibilidade de mudança é muito maior. E é justamente esse o tema da nossa reportagem de amanhã.

Foto: Jor Manuri
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A reconfiguração da família
*Ádima Domingues da Rosa

O trecho da famosa música Pais e Filhos, da banda de rock Legião Urbana, sintetiza, em uma ótica estética, muitas das transformações sociais pelas quais a instituição familiar contemporânea tem atravessado. "Eu moro na rua, não tenho ninguém, eu moro em qualquer lugar, já morei em tanta casa que nem me lembro mais, eu moro com meus pais". Essa mensagem demonstra com sutileza e claridade o sofrimento dos filhos que são muito afetados pela separação dos pais, fato que tem se tornado cada vez mais comum, conforme apontam os dados do IBGE .
No entanto, esse rearranjo da família atual não pode ser negado e deve, inclusive, ser celebrado como uma transformação positiva nos padrões e nas relações afetivas, rumo às vivências mais plurais e democráticas. A sua aceitação é fonte destacada de reflexão social e implica ainda a necessidade de se repensar a elaboração de políticas públicas.
Com as grandes transformações observadas nas últimas décadas no campo da sexualidade, da afetividade e das dinâmicas sociais, a família nuclear, heterossexual, não deve ser mais tida como o modelo único, ou mesmo o padrão referencial, mas apenas como mais uma forma de arranjo familiar. Afinal de contas, o número de mulheres e homens que coordenam sozinhos seus lares junto com os seus filhos é altíssimo. Além disso, cresce a percepção social de que é fundamental reconhecer o direito de casais homossexuais de constituírem uma família e terem filhos.
Neste quesito, as políticas públicas brasileiras são avançadas, pois refletem a família a partir de sua função, levando em consideração a solidariedade entre seus membros, o desencadeamento das relações entre eles e a importância no desenvolvimento que cada indivíduo exerce sobre o outro. Não há e não deve haver qualquer juízo de valor acerca de qual a orientação sexual "ideal" dos cônjuges. Ao contrário, deve existir apenas um reforço no papel da família como instituição central para a proteção social.
É fundamental reconhecer o direito de casais homossexuais de constituírem uma família e terem filhos
Essa visão de família não unilinear está substanciada tanto na realidade quanto em diversos documentos governamentais, principalmente aqueles voltados à assistência social, onde o apoio, a orientação e a manutenção da família constituem a prioridade. Mas não é aquela família "quadradinha", que muitas vezes imaginamos à luz de preconceitos e visões heteronormativas do mundo.
As políticas públicas atuais levam em consideração modelos diferenciados de famílias, partindo do pressuposto de que as mulheres ganharam não apenas a sua independência financeira, mas também a de seus destinos, passando a coordenar as suas famílias, sem receios de fracasso, porém muitas vezes enfrentando o preconceito da sociedade - situação comum também aos casais homossexuais.
Neste caso em particular, nos parece que, muitas vezes, as concepções das políticas públicas compreendem um nível avançado até de absorção de novos padrões comportamentais. Mas, no âmbito das dinâmicas cotidianas, as relações caminham a passos lentos e nem sempre percorrem o mesmo caminho das legislações. Em alguns casos, porém, a legislação parece bastante retrógrada, principalmente quando observamos a dificuldade de adoção de filhos por parte de casais homossexuais.
Quando isso ocorre, se transforma em notícia nacional, num acontecimento que "está para além desta sociedade", pois parece ofender os valores de setores conservadores da sociedade, sobretudo os religiosos. É utilizando esse tipo de exemplo que podemos perceber com mais clareza o quanto a sociedade como um todo é preconceituosa, o quanto idealizamos um tipo de família heterossexual, em que o pai exerce o papel de coordenador do lar. O enfrentamento a essa dominação masculina e heterossexual da instituição familiar serve de bandeira para diversos movimentos sociais, tais como o feminista e o GLBTT. Como bem podemos notar, a realidade social está mil anos à frente de alguns valores que ainda persistem.
O que insiste em permanecer é a sombra do preconceito que, no decorrer de nossa formação, enquadra o sexo feminino e masculino em caixinhas de titânio, vinculadas à identidade sexual heterossexual, que são quase impossíveis de serem quebradas. A formação das crianças ainda é dividida em meninos e meninas, a dominação de gênero ainda está impressa em cada brinquedo infantil, que irá, de certa forma, determinar as habilidades a serem desenvolvidas em cada um de nós. Assim, a divisão social do trabalho é naturalizada, como se homens já nascessem conhecendo matemática e a estrutura completa de um computador, enquanto as meninas nascem sabendo fazer uma deliciosa feijoada, aprendendo bem as técnicas de manejo com o fogão e com a lavadora de roupas.
É preciso, porém, compreender que a diversidade sexual, com sua pluralidade afetiva e de experiências, constitui, sobretudo, um positivo elemento de integração dos laços sociais e de vivência civilizada. A orientação sexual do indivíduo não influencia de forma negativa o seu caráter. Pelo contrário, só traz benefícios à sociedade, pois um indivíduo satisfeito no seu relacionamento afetivo-sexual será uma pessoa feliz e tranquila em todos os ambientes sociais, seja de trabalho, escola ou família. A comprovação do bem-estar social causado pela aceitação das diferentes orientações sexuais é a própria verificação do que ocorre quando ela não existe.
As pessoas podem se isolar, se destruir, ficar atormentadas. Outras podem até se suicidar por não aguentarem a pressão da sociedade, que neste caso tende a sufocar os indivíduos, fazendo que eles, muitas vezes, vivam se escondendo do grupo social. O isolamento é comum entre os indivíduos homossexuais que tentam evitar o preconceito. No entanto, os movimentos sociais já lutam de todas as formas para que os homossexuais não tenham de se isolar e possam viver sua afetividade e sexualidade como os heterossexuais, já que a ideia é sufocar o preconceito e não o indivíduo.

*Ádima Domingues da Rosa é bacharel e mestranda em Ciências Sociais na Unesp.

Fonte: Repórter Diário
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Eles já passaram por lugares como Afeganistão, Kosovo e China.

Christina Gelsone, de 36 anos, e Seth Bloom, de 34, são casados há pouco mais de ano. Mas ao contrário da maioria dos recém-casados, eles quase não têm tempo para aproveitar o apartamento novo, no Harlem, em Nova York. Os dois trabalham como palhaços profissionais e viajam para levar alegria às crianças de regiões remotas pelo mundo. Veja no vídeo ao lado. Quando estão em casa, eles usam o espaço também para o ensaio dos números, que incluem acrobacias, mímicas e muito teatro. Conhecidos como “Acrobuffos”, os dois já se apresentaram juntos ou individualmente em lugares como Afeganistão, Kosovo e China.
“Algumas vezes somos os únicos americanos desarmados”, conta Bloom. “O que fazemos é oferecer às pessoas a chance de liberar suas emoções, que é o primeiro passo para a recuperação de um trauma”, completa Gelsone.
Eles se conhecerem no verão de 2003, no Afeganistão e trabalharam juntos antes de ser oficialmente um casal até 2007. “Eu tentei respeitar a regra de nunca namorar um colega de trabalho”, conta Gelsone, lembrando que resistiu ao relacionamento. “Achar um parceiro de trabalho é mais difícil que um namorado”, completa.
Quando casaram na cidade chinesa de Hangzhou, ela usou um vestido com bolas brancas e ele um traje tradicional chinês. A lua de mel foi no Afeganistão, onde se apresentam todo ano. “Hospitais e infraestrutura são necessários, mas as pessoas também precisam de outros cuidados. O que fazemos deixa as crianças sonharem. Permite que elas imaginem um futuro”, analisa Bloom.
No apartamento de Nova York, comprado a partir de um programa do governo para famílias de baixa renda, fotos das viagens decoram as paredes. Como a vida de palhaço não é muito lucrativa, o casal ganha até US$ 70 mil por ano. Mas para eles, o verdadeiro valor está na experiência de vida. “Nos lugares que visitamos, a vida acontece nas ruas”, diz Bloom.



G1
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16.7.09

Acometido pela paralisia infantil, Seninha realizou o sonho de voar e saltar de pára-quedas com ajuda de instrutor
Luciana La Fortezza

Se a vida cumprisse o roteiro exato das expectativas individuais, Walmi Silva Coelho, o Seninha, seria piloto de aviões. O destino, porém, é (quase) imprevisível. Com 1 ano e 6 meses, ele foi acometido por paralisia infantil. Mas o problema não lhe alijou de conquistas e da realização de sonhos. Ontem, aos 39 anos, Seninha matou o desejo de andar numa aeronave e de saltar de pára-quedas.Passou pelas duas experiências num dia lindo, na companhia de amigos que trabalham com ele num posto de combustível em Bauru. Seninha é frentista, famoso pelo bom humor. “Meu avô contava do bisavô dele, durante a guerra. Um dia, viu um zepelim passar à noite. E eu ficava só imaginando”, comenta. Desde criança, Seninha admirava as conquistas de Santos Dumont. Muitos anos depois de divagar nas histórias ouvidas na infância, encontrou na colega de trabalho Elaine Kato o respaldo que precisava para se jogar em queda livre.Aventureira como ele, decidiram que fariam o salto – acompanhado ontem por um dos proprietários do posto, Luciano Tane, e do filho dele, Thiago Tane. A ansiedade, porém, começou bem antes do avião decolar. A emoção assaltou o sono do frentista, que não fazia questão de escondê-la. Medo, no entanto, era mais fácil identificar na expressão dos outros. Seninha fez o salto duplo (com um instrutor) com a equipe de Paulo Assis da Sky Radical, o primeiro a saltar com uma pessoa com deficiência na América do Sul, em 1997.Diferencial“A experiência foi mais um estímulo para ele”, conta. Como Seninha não tem controle das pernas, elas foram amarradas para evitar que se chocassem e provocassem contusão. Presas, também facilitaram a navegação do pára-quedas por parte do instrutor. O frentista saltou de uma altura de 3,5 mil metros. Foram 45 segundos de queda livre e mais cerca de cinco minutos com o pára-quedas aberto. “Esperamos outros cadeirantes, além dos interessados em geral, para o Festival de Pára-quedismo nos dias 1 e 2 de agosto, em comemoração ao aniversário de Bauru”, acrescenta Assis. De acordo com ele, outro diferencial do salto de ontem foi o momento do pouso. Seninha foi orientado e erguer as pernas com as mãos para cair sobre as pernas do instrutor. “Recomendo a todos”, disse o frentista já em terra firme. As palavras, porém, não seriam necessárias. Seu rosto bastava. Pura satisfação. Como se as dificuldades nunca tivessem existido.“Hoje em dia levo melhor (as restrições da vida de um cadeirante). Não fico mais revoltado. Tem limitação, mas dá para superar. Trabalho, pago meus impostos, vou para os lugares de van, ônibus, de cadeirinha mesmo. Quem gosta de mim tem que gostar assim”, afirma. Seninha, no entanto, não gosta de ser considerado exemplo. “Porque é muita responsabilidade. O que eu gosto de dizer é corra atrás do seu sonho. Quem não tenta, não consegue”, finaliza.

Fonte: JCNet
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A Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara Federal, aprovou hoje um projeto de lei que cria mecanismos de punir pais ou mães que incitarem o filho a odiar o outro genitor.

Projeto de Lei 4053/08, do deputado federal Regis de Oliveira (PSC-SP), pediu regulação para lidar com os pais que cometem alienação parental – ou seja, privam o filho do convívio com o outro genitor, difamando o ex-parceiro.

Mas foi o substitutivo do deputado Acélio Casagrande (PMDB-SC) que ampliou a definição de alienação parental como sendo a interferência promovida não só por um dos genitores, mas também pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância.

"Os atuais instrumentos legais têm permitido interpretação que não dá uma resposta efetiva a casos dessa natureza. O projeto supre essa lacuna e viabiliza a segura intervenção do Estado no sentido de inibir ou atenuar os efeitos dos atos de alienação parental," disse Casagrande.

Já o deputado Regis de Oliveira disse que a chamada síndrome da alienação parental é uma forma de abuso emocional da criança.

"Pode causar distúrbios psicológicos capazes de afetar a criança pelo resto da vida, como depressão crônica, transtornos de identidade, sentimento incontrolável de culpa, comportamento hostil e dupla personalidade," disse o autor do projeto.

Em todo caso em que a alienação parental for detectada, um juiz ordenará a realização de perícia psicológica da criança ou do adolescente. Para isso, deverá ser ouvido o Ministério Público.

O resultado da perícia deverá ser apresentado em 90 dias, acompanhado da indicação de eventuais medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança.

Segundo o novo projeto, o juiz poderá tomar várias ações para coibir o ilícito, desde advertir ou multar o alienador, ampliar o regime de visitas em favor do genitor alienado, até determinar intervenção psicológica monitorada, a alteração ou a inversão da guarda. A suspensão ou perda do poder familiar também passam a ser opções cabíveis.

Embora não haja menção sobre casos internacionais, não há dúvidas que a saga vivida pelos pais David Goldman e Sacha Zanger influenciaram a priorização do tema na pauta da Câmara. O projeto deve ainda ser revisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para Casagrande, a pior parte recai sobre a criança, que sofre com o afastamento do genitor alienado ao mesmo tempo em que se sente obrigada a odiá-lo.

“Crianças programadas para odiar um dos pais podem se tornar adultos com distúrbios psicológicos,” completou Casagrande.


Agora, o blogueiro faz um pedido. Leiam as formas de alienação parental citadas pelos deputados escolhidos pelo povo, e me digam: quais delas não se enquadram em tudo o que já foi dito sobre o caso Goldman?


Formas de alienação de acordo com o substitutivo:
- Realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
- Dificultar o exercício do poder familiar;
- Dificultar contato da criança com o outro genitor;
- Omitir deliberadamente ao genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço para lugares distantes, visando dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós; e
- Apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar sua convivência com a criança ou adolescente.



Brasil com Z
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Conforme dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) em Campina Grande, crianças chegam a arrecadar R$ 1 mil por mês, com esmolas, no centro da cidade. Para o secretário Robson Dutra, essa é a principal causa do defasado número de crianças inseridas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no município. Segundo ele, atualmente cerca de duas mil crianças estão cadastradas, mas a meta é que este número chegue a três mil até dezembro.
Para Dutra, as famílias não se interessam em cadastrar os filhos no programa. “Gerando uma renda de R$ 1 mil por mês, as famílias acham que é mais vantagem deixar a criança na rua pedindo esmolas, e não sabem que, com isso, a faz perder a infância, bem como prejudica o seu desenvolvimento sociocultural”, destacou. A Semas já possui uma equipe visitando 850 famílias no município, buscando explicar as vantagens do Peti e estimulando o cadastro de mais crianças.
O secretário explicou ainda que uma equipe de 30 pessoas acompanha as crianças em vários bairros de Campina Grande. “As crianças ficam no Peti no horário oposto ao da escola e, através de profissionais como assistentes sociais, psicólogos, professores de educação física, entre outros, são estimuladas a atividades esportivas, culturais e integradoras”, ressaltou. Existem núcleos do Peti nos distritos de São José da Mata e Galante, bairros de Bodocongó, Dinamérica, Catolé, José Pinheiro e, em fase de construção, na Palmeira.
Quem está satisfeita com o programa é a faxineira Lúcia de Fátima Silva Barros, 53 anos, residente na Ramadinha I, que possui duas filhas no Núcleo de Apoio à Criança e ao Adolescente (Naca), unidade do Peti, no bairro de Bodocongó. Segundo ela, o principal ganho é o melhor rendimento na escola. O benefício do Peti está incluído na bolsa-família, que pode chegar a R$ 180, dependendo do número de crianças que envolve cada família.


PB Agora

Veja também:


Veja sobre Trabalho Infantil no blog

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15.7.09

Se o Código Civil obriga os avós a contribuírem para a subsistência dos netos na falta de condições materiais dos pais, deverá assegurar a eles, agora, o apoio emocional a essas crianças e adolescentes por meio do convívio familiar. Nesta quarta-feira (15), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, em decisão terminativa, projeto de lei (PLS 692/07) da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que garante aos avós o direito de visita aos netos. O relator da matéria, senador Marco Maciel (DEM-PE), apresentou voto pela aprovação, com emenda.
Kátia Abreu argumenta, na justificação do projeto, que “é usual, ao término de um relacionamento conjugal, surgirem desavenças e ressentimentos entre o casal e, não raras vezes, tendência a vingança e represália”, levando ao afastamento dos filhos “do causador da dor e de seus demais familiares”.
Foi para coibir esse comportamento, conhecido como Síndrome da Alienação Parental, que a senadora apresentou a proposta. Ao alterar dispositivos do Código Civil e do Código de Processo Civil (CPC), o projeto busca assegurar aos avós a manutenção do relacionamento afetivo com os netos, preservando, assim, o direito da criança e do adolescente à convivência familiar estabelecido pela Constituição.
O projeto determina ainda que, quando um dos pais se opuser à visita dos avós aos netos, o juiz decidirá sobre a conveniência e a oportunidade dessas visitas, sempre baseado no interesse do menor.


Agência Senado


Leia também:
"Síndrome de Alienação Parental" - no blog

e no site:www.alienacaoparental.com.br

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Um importante maestro britânico, Sir Edward Thomas Downes, de 85 anos e sua esposa de 74 anos viajaram para uma clínica na Suíça onde foram auxiliados a cometer suicídio.
De acordo com uma declaração da família, o músico - cego e progressivamente surdo - e a esposa - doente terminal - optaram por morrer na clínica Dignitas.
"Ambos viveram plenamente e se consideravam extremamente afortunados por ter vivido vidas tão cheias de recompensas, tanto profissionalmente como pessoalmente", disse a declaração.
"Eles morreram em paz e em circunstâncias de sua própria escolha".
"Nosso pai, que tinha 85 anos, era quase cego e progressivamente surdo, teve uma longa e distinta carreira como regente".
"Nossa mãe, que tinha quase 74, começou carreira como bailarina e mais tarde trabalhou como coreógrafa e produtora de TV, antes de dedicar os últimos anos de sua vida trabalhando como assistente pessoal para nosso pai".
"Depois de 54 felizes anos juntos, eles decidiram terminar suas vidas ao invés de continuar a lutar contra sérios problemas de saúde".

Proibição
Conhecido internacionalmente, o maestro nasceu em Birmingham em 1924. Ele começou a tocar o violino aos cinco anos.
Edward Downes trabalhou com a Royal Opera em Londres, com a Australian Opera, em Sydney, com a Netherland's Radio Opera, em Amsterdã.
Ele também regeu a BBC Philharmonic Orchestra ao longo de um período de 40 anos.
Durante sua carreira, recebeu vários prêmios importantes, assim como títulos e honrarias da realeza britânica.
A lei da Grã-Bretanha proíbe a eutanásia e qualquer forma de assistência ao suicídio.
A clínica Dignitas, com sede nas proximidades de Zurique, na Suíça, oferece esse tipo de serviço. A entidade é alvo de debates frequentes na sociedade britânica e foi tema de um recente documentário na televisão do país.



BBC Brasil
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PEQUIM - A China proibiu o uso da terapia de eletrochoque para o tratamento de viciados em internet, alegando que não está claro se o método é seguro e eficiente. O anúncio do Ministério da Saúde foi feito após o surgimento de notícias sobre um polêmico psiquiatra de Linyi, na província de Shandong, que havia submetido quase três mil adolescentes a descargas elétricas para eliminar seus supostos vícios em internet.
O governo chinês tem levado a cabo uma campanha contra o vício em internet há mais de um ano, preocupado com o tempo que os jovens passam nos cibercafés, que para as autoridades afeta os estudos e prejudica a vida familiar.
"A terapia de eletrochoque para curar o vício em internet (...) não tem fundamento em pesquisas clínicas e não há provas (de sua eficiência), portanto não é apropriada sua aplicação", diz o comunicado oficial publicado na página do ministério ( http://www.moh.gov.cn/ ).
O país mais populoso do mundo tem também o maior número de internautas, cerca de 300 milhões de pessoas segundo números do Centro de Informação chinês de redes online. Mais de 200 organizações oferecem tratamento para distúrbios relacionados a internet. Um dos fatores que contribui para o alto número de casos seria a forte cobrança dos pais.
O criador da "terapia de impacto elétrico" é o médico Yang Yongxin, conhecido como "Tio Yang". Ele dirige o Centro de Tratamento para Vício em Internet no Hospital Psiquiátrico de Linyi, onde os pacientes recebem drogas psicotrópicas e são submetidos ao eletrochoque. O custo do tratamento é de 5.500 yuanes (cerca de US$ 805) mensais.
Sob uma rígida metodologia militar e acompanhados pelos pais, os jovens são proibidos de ter qualquer contato com o mundo exterior e a maioria é internada à força, segundo o jornal "China Youth Daily". Nem "Tio Yang" nem seus seis colegas de trabalho tem formação como psicoterapeutas.



O GLOBO DIGITAL
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colaboradores: carmen e maria celia

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