notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
17.7.09

A ciência e os cientistas têm um objetivo único: desnortear-nos a todos. A ciência continua sem conseguir explicar o que é e como funciona a aspirina. Soltem um cientista num laboratório bem provido e ele conseguirá seu objetivo. Que é aparecer com uma novidade todos os dias nas primeiras páginas dos jornais.
A ciência e os cientistas começaram a nos atormentar com o ovo. Para eles, nunca houve o dilema de quem nasceu primeiro, se a galinha ou o ovo. Se estou bem lembrado - e estou, já que a ciência me recomendou cenouras para a memória - minha primeira perplexidade diante do mundo que eu julgava explicável à luz e aos holofotes dos ilustríssimos senhores cientistas deu-se com o ovo.
O ovo, em minha infância e primeiros anos de juventude, era a melhor coisa do mundo para a saúde. Segundo a ciência, que todos julgavam incapaz de errar ou, como um mau goleiro, engolir um frango. Ou, no caso, uma galinha de bom tamanho. Passam-se alguns anos e o ovo é a pior coisa do mundo para a humanidade. Ovo mata, praticamente, diziam os cientistas. Os assustadores cientistas.
O mesmo deu-se com a manteiga. No frigir dos ovos, tudo que era bom para nós virou péssimo e tudo que era péssimo virou ótimo. A tentativa de um patético jogo de palavras com ovos e frituras é uma prova viva de como me alimentei, ou fui alimentado, de forma cientificamente incorreta.
Desde a bomba atômica, parece que a ciência e seus sacerdotes, os cientistas, parece que se embrenharam em furiosa rixa de relações públicas. Fazem moita, evitam espaços midiáticos, quando bolam novas armas, novas formas de matar mais e mais rápido. Agora, dêem uma verba decente para uma proveta - esse seu substantivo coletivo - de cientistas e daí então sáiam da frente. Vem besteira que não acaba mais.
Apenas nas primeiras semanas de julho, a ciência nos deu, que eu me lembre, as seguintes novidades: a masturbação múltipla e diária em todas as idades faz um bem extraordinário à constituição física e psicológica da humanidade. Falar muito palavrão em voz bem alta é a última palavra, se não no convívio social, com toda certeza na intimidade do bem-estar físico e mental do desbocado.
Outras configurações científicas com o mesmo teor de patetice. A mais recente com a missão especifica de estragar as férias de todo mundo. Principalmente dos branquelas aqui do hemisfério norte à beira de se despencarem nas férias de verão. Lá estava na primeira página do The Sunday Times, em 8 colunas, com ilustração (moça portando surfboard na cabeça, como uma baiana) a cores, uma manchete que, resumindo, dizia que eram exageradas as afirmações de que o sol era nocivo à saúde das pessoas. Mais: a ciência tinha novas pistas para o câncer de pele.
Muita gente jogou fora seu creme de proteção, de fatores 4 a 16, e, munida de recorte, mandou-se para as terras de muita praia e sol rolando adoidado. Todo mundo sentadão na areia, ou na piscina, olhando de cara, ou cara com óculos escuros, o imbecil do sol que passara a perna em todo mundo esses anos todos. Eu digo óculos escuros por que a ciência ainda não liberou para todos os territórios a desnecessidade de óculos escuros no encarar o sol. Questão de tempo apenas.

BBC Brasil


O Globo On Line
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16.7.09
Casal de esquistossomos

Cientistas decifraram genoma das duas principais espécies de verme.Genes dos parasitas trazem pistas para criação de novos remédios.

O verme parasita Schistosoma mansoni, causador de uma doença que afeta mais de 200 milhões de pessoas no planeta, agora terá de se haver com as armas da biologia molecular. Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo brasileiros de três instituições, obteve a sequência completa do DNA do bicho, incluindo uma lista promissora de calcanhares-de-aquiles que podem, no futuro, servir de alvos para medicamentos ou vacinas.

O feito é relatado em artigo na revista científica britânica "Nature" desta semana, junto com a análise do genoma de um parente próximo do S. mansoni, o S. japonicum. Entender em detalhes a biologia desses bichos é urgente, uma vez que uma única e antiga droga, o praziquantel, ainda é usada para tratar a infecção pelo esquistossomo. Ela até funciona, mas não impede que as pessoas sejam reinfectadas e apresentam o grotesco inchaço no ventre que deu à doença o nome popular de "barriga d'água".

"Ainda falta muito trabalho [para chegar a novas terapias], mas sem o genoma era muito complicado. Você podia passar meses para conseguir identificar uma proteína. Hoje basta abrir o computador. Então é, sem dúvida, um facilitador", disse ao G1 a bióloga Luiza Freire de Andrade, que atualmente faz seu doutorado no Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Belo Horizonte, e é uma das co-autoras da pesquisa na "Nature". As outras instituições brasileiras envolvidas no estudo são a USP e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A melhor maneira de realizar um trabalho tão detalhado quanto a leitura de um genoma completo é fatiá-lo em vários pedaços e convocar colaboradores do mundo todo. Por isso, embora a coordenação da pesquisa tenha ficado com Najib El-Sayed, da Universidade de Maryland (EUA), cada membro da equipe se dispôs a uma análise aprofundada de certos genes do parasita. Andrade, por exemplo, estudou os genes que contêm a receita para a produção das quinases, proteínas que funcionam como sinalizadores numa série de processos do organismo.

"Uma maneira de identificar esses genes é comparar as sequências de DNA do esquistossomo com as presentes em outros organismos cujo genoma já é conhecido. Como eles também têm quinases, a semelhança ajuda a encontrar as quinases do esquistossomo", afirma ela. No total, Andrade identificou mais de 250 proteínas desse tipo, algumas aparentemente exclusivas do verme.

Alvos (não tão) fáceis
Esse ponto é importante porque ele faz parte da "receita" para um bom alvo para medicamentos ou vacinas, explica a bióloga. "Se a proteína é exclusiva do verme, bloqueá-la com um medicamento não vai causar problemas no hospedeiro", diz ela.

Também é interessante que o alvo terapêutico seja importante para a sobrevivência e reprodução do hospedeiro -- é o caso das quinases que participam do processo de maturação dos ovários das fêmeas. "E outro ponto-chave é bloquear uma proteína que não possa ser substituída por outra no funcionamento do organismo do bicho", diz Andrade.

Além das quinases, outro alvo interessante identificado pelos pesquisadores é o sistema que o verme usa para obter certos tipos de gordura. Ele não é capaz de produzi-los sozinho, sendo forçado a "roubá-los" diretamente de seu hospedeiro. Se for possível impedir essa interação, surgirá uma nova arma contra o esquistossomo.



G1
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Cientistas do Imperial College, em Londres, alertaram nesta quarta-feira para a precariedade das estatísticas sobre os casos e fatalidades da gripe suína nos diferentes países do mundo, e afirmaram que só com dados precisos será possível planejar adequadamente o combate à doença.

Eles listaram os principais fatores que contribuem tanto para subestimar quanto para superestimar a gravidade dos casos da influenza A (H1N1), que chegam a quase 100 mil no mundo, segundo a OMS, com quase 500 mortes.
Na maioria dos países, "à primeira vista, os dados parecem indicar que este novo vírus é relativamente brando, com taxas de fatalidade por volta de 0,5%, similares aos da faixa superior daquela causada pela gripe sazonal", eles afirmaram.
Porém, os números podem estar sendo influenciados pela precariedade nos métodos de diagnose dos casos.
Por outro lado, disseram os cientistas, em regiões fortemente afetadas pela doença, a atenção concentrada em casos hospitalares pode acabar inflando as estatísticas.
"Sem uma estimativa precisa da gravidade (da gripe suína), não estaremos provendo aos formuladores de políticas de saúde, médicos e enfermeiras a informação de que eles precisam para combater a pandemia."

Estatísticas divergentes
O artigo foi coordenado pela doutora Tini Garske e publicado na revista científica British Medical Journal. A pesquisa listou os fatores que lançam uma sombra sobre as estatísticas de fatalidade da gripe suína.
Um boletim da OMS divulgado no último dia 10 indicava que os casos da doença já chegavam a quase 100 mil no mundo, com 492 mortes registradas.
Nos Estados Unidos, o país com maior número de casos (mais de 37 mil), as 211 mortes significaram uma taxa de fatalidade - a divisão do número de mortes pelo número total de casos - de 0,57%.
No México, país com 11,7 mil casos e onde a doença se manifestou, as mortes chegaram a 121 e a taxa de mortalidade, a 1,03%.
No Canadá, 39 pessoas morreram em 9,7 mil casos, o que indica uma taxa de mortalidade de 0,4%.
Mais baixas, as taxas para a Grã-Bretanha e União Européia são, respectivamente, 0,14% e 0,12%.
De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde brasileiro, divulgado na semana passada, o número de casos da gripe suína no Brasil chega a 1.027, com quatro mortes registradas até aqui.

Precariedade
Para os cientistas, a explicação para a variação nas estatísticas sobre a gripe suína passa pela precariedade dos cálculos.
Por um lado, as estatísticas são distorcidas pela falta de registro dos casos "brandos" ou "assintomáticos" - ou seja, quando o paciente não externa sintomas, eles disseram.
Por outro lado, também há precariedade de registro de mortes que não são atribuídas à gripe suína.
"Comprovou-se que as infecções de gripe sazonal podem temporariamente elevar os riscos de eventos vasculares, o que pode levar a um excesso de mortalidade que não é atribuída à influenza", eles afirmaram. "O mesmo efeito provavelmente também está presente na gripe pandêmica."
Outro fator que poderia elevar a gravidade da gripe suína seria o lapso de tempo entre o diagnóstico da gripe suína em um paciente e a sua morte e mortes que não são atribuídas à gripe suína.
"Entre os casos registrados em qualquer ponto do tempo, pode haver pessoas que morrerão, mas que estão vivas no momento da análise."
De acordo com o artigo, fenômeno semelhante ocorreu com a gripe SARS, levantando suspeitas de que o vírus estava em mutação e se tornando mais fatal.

Diferenças regionais
Outros fatores, como diferentes abordagens para tratar a gripe e a concentração em casos mais graves, também colaboram para lançar uma sombra sobre os números da pandemia. A comparação entre a região das Américas e a Europa seria um exemplo.
"Embora a alta taxa de fatalidade no México possa ser atribuída a uma versão mais virulenta do vírus, é mais provável que a identificação dos casos seja mais fortemente focada nos casos mais graves, e que o número total de casos seja maior", escreveram os pesquisadores.
"Em menor extensão, o mesmo fenômeno poderia estar ocorrendo agora nos EUA, pela tendência de que os testes se concentrem em casos graves e hospitalizações."
Isto explicaria por que as taxas são mais baixas na Grã-Bretanha, onde as taxas de hospitalizações são menores que nas Américas.
Para resolver o problema estatístico, eles sugerem maneiras de tentar padronizar a identificação dos casos de gripe suína e pedem um acompanhamento mais detalhado da pandemia.
"Estimar com precisão a gripe suína é um trabalho capcioso, e nossa pesquisa mostra que isto só pode ser realizado com dados colhidos de acordo com protocolos bem desenhados, e analisados de forma mais sofisticada que a prática atual."



BBC Brasil
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15.7.09

Um novo tratamento promete prolongar a vida e até curar pacientes que sofrem de uma das formas mais letais da doença, a mesma que atinge o ator Patrick Swayze

Um britânico que sofre de câncer pancreático - uma das formas mais mortais de tumor - é apontado como uma esperança para aqueles que sofrem do mesmo mal, como o ator Patrick Swayze, de Dirty Dancing. Robert Ferrant, de 62 anos, é um dos primeiros na Grã-Bretanha a se submeter a uma forma avançada de radioterapia.
O dispositivo, chamado CyberKnife, e que, segundo relatos também já foi utilizado em Swayze, emite centenas de feixes de radiação que são capazes de atingir com precisão tumores localizados em lugares de difíceis acesso.
Uma das grandes vantagens do aparelho é a capacidade que a radiação tem de se mover juntamente com a respiração do paciente, o que significa poder atingir tumores considerados inoperáveis por causa de sua proximidade de grandes vasos sanguíneos.
A máquina é tão sensível que apenas uma tosse pode fazer com que a sessão tenha que ser recomeçada.
Enquanto as máquinas tradicionais utilizam baixas doses de radioterapia para evitar dano excessivo ao tecido sadio em torno do tumor, a CyberKnife tem uma precisão maior, o que significa que altas doses de radiação podem ser dirigidas ao tumor sem causar efeitos colaterias.
O paciente Robert Ferrant fez, na semana passada, três sessões de duas horas. Animado com os resultados, ele diz que agora tem esperanças de vencer a doença. "O outro tratamento apenas iria prolongar a minha vida em cerca de três meses. Com o CyberKnife, realmente posso ter esperança de uma cura”, diz. Ferrant descreve o tratamento como indolor.

O câncer de pâncreas de Ferrant foi diagnosticado em dezembro do ano passado, após dores e perda de apetite. "Quando fui diagnosticado, estava aposentado e tinha acabado de comprar uma nova casa", dz ele. "Minha filha veio da França com seus dois filhos para uma grande comemoração de Natal. Todo o mundo estava realmente pensando que poderia ser a minha última festa”, afirma.
Nas próximas quatro semanas, Ferrant será submetido a exames para saber em quanto seu tumor regrediu. A expectativa, segundo seu médico, Andy Gaya, é de que o tratamento dê ao paciente chance de sobrevivência a longo prazo e até mesmo de cura. “Antes, provavelmente, ele teria de seis a 12 meses de vida”, afirma.
Gaya, que tem 30 pacientes fazendo a terapia no momento, diz que a previsão inicial é de cinco sessões para cada paciente, podendo ser estendidas, caso haja necessidade.
Na maioria dos casos, o câncer de pâncreas é detectado tardiamente, o que dificulta o tratamento.
Das pessoas diagnosticadas, apenas 13% têm expectativa de vida de um ano e só 3% sobrevivem por cinco anos.
Atualmente, o uso da nova máquina é restrito à clínica privada de Gaya, mas o plano é disponibilizar o tratamento em diversos hospitais em torno de Inglaterra nos próximos anos.



Isto É
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Um estudo realizado na Austrália mostrou que uma variedade de mel típica da Oceania pode ser um eficiente agente no tratamento de infecções de pele e no combate a infecções hospitalares.
Cientistas da Universidade de Sydney descobriram que o mel neo-zelandês conhecido como Manuka contém uma substância altamente tóxica para bactérias, chamada metilglioxal.
"A superbactéria conhecida como MRSA, que é resistente a vários tipos de antibiótico e pode provocar várias infecções graves em hospitais, é altamente sucetível ao mel", explicou à BBC Dee Carter, um dos autores do estudo.
Segundo o cientista, em tese, o metilglioxal também seria tóxico aos seres humanos. "Mas há outras substâncias no mel que evitam que ele seja tóxico para as células humanas, ao mesmo tempo em que promove a destruição das bactérias", disse.

Propriedades probióticas
Os pesquisadores esperam que, no futuro, produtos esterilizados à base de mel possam substituir pomadas antibacterianas e anti-sépticas no tratamento de cortes, queimaduras, picadas de inseto e outras doenças de pele.
Mas Carter reconhece que ainda são necessários novos estudos para provar a médicos que o mel Manuka pode ser um poderoso medicamento alternativo.
"Precisamos da ciência por trás disso, e é o que estamos fazendo. Médicos não querem ouvir falar de algo que pode soar como coisa de curandeiro. Eles querem algo com validação científica", disse.
Outros pesquisadores australianos acreditam que os benefícios do mel vão além do tratamento de problemas de pele.
Estudos realizados no país examinaram as propriedades probióticas do alimento, que possui uma parcela de carboidratos que são "quebrados" no intestino delgado, enquanto o resto passa sem ser digerido até o intestino grosso.
"Com o processo, esses açúcares estimulam o desenvolvimento de bactérias saudáveis no intestino, o que por sua vez ajuda a prevenir o acúmulo de toxinas", explicou à BBC a especialista em alimentos Rosie Stern.
Segundo ela, isso ajuda a evitar males como o câncer intestinal, a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Phil Mercer
Da BBC News em Sydney


BBC Brasil
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14.7.09

Vênus deve ter sido mais parecido com a Terra, com um oceano e um sistema de placas tectônicas que deu lugar à formação de continentes, segundo o primeiro mapa do hemisfério sul desse planeta elaborado com as câmeras de infravermelho da nave Venus Express.
O mapa é o resultado de mais de mil imagens obtidas entre maio de 2006 e dezembro de 2007 por equipamentos com infravermelho que permitem ver por meio das densas nuvens que cobrem Vênus, segundo informou a Agência Espacial Europeia (ESA).
Antes, foram utilizados sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície de Vênus. Mas esta é a primeira vez que se obtém um mapa que indica qual poderia ser a composição química das rochas.
Os novos dados são compatíveis com as suspeitas de que os dois planaltos montanhosos de Vênus são antigos continentes produzidos por uma atividade vulcânica, que antes estiveram cercados por um oceano.
"Não é uma prova, mas é compatível. Tudo o que podemos dizer, por enquanto, é que as rochas do planalto parecem diferentes das encontradas em outros lugares", afirma, em uma nota da ESA, o cientista alemão Nils Müller, que dirigiu os trabalhos cartográficos.
Na opinião do cientista, a única maneira de ter certeza de que os dois planaltos de Vênus são continentes será enviando uma sonda a essas áreas.
Embora a água de Vênus tenha desaparecido, ainda pode haver atividade vulcânica, afirma.
"Vênus é um planeta grande, aquecido por elementos radioativos em seu interior. Deve ter a mesma atividade vulcânica que a Terra", afirma Müller.
O mapa oferece aos astrônomos uma nova ferramenta para entender por que Vênus é tão semelhante em tamanho à Terra e, no entanto, evoluiu de forma tão diferente, afirma a ESA.
A nave Venus Express foi lançada em 9 de novembro de 2005 e levou 155 dias para chegar a sua órbita operacional.



Folha Online
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Uma garota britânica de 16 anos que aos 2 teve um coração transplantado acoplado ao seu próprio se recuperou completamente, após a retirada do órgão "emprestado" por 11 anos.
A história de Hannah Clark foi contada pelos médicos que cuidaram dela em um artigo publicado na última edição da revista médica The Lancet.
Os médicos atestaram que, três anos e meio após a retirada do órgão transplantado, o coração original da adolescente recuperou totalmente sua função original.
O cirurgião Magdi Yacoub, que fez o transplante na menina quando ela tinha dois anos, disse estar “surpreso e satisfeito” com o resultado.
Cardiomiopatia
A operação original em 1995 salvou a vida de Hannah, porque ela tinha cardiomiopatia – uma condição médica que fez seu coração dobrar de tamanho e ameaçava pará-lo em um ano.
O coração transplantado assumiu a maior parte do papel de bombear o sangue pelo corpo de Hannah, deixando seu coração original descansar.
Mas dez anos depois, quando ela tinha 12, Hannah começou a desenvolver problemas de saúde graves provocados pelas drogas imunossupressoras que ela tomava para evitar a rejeição do órgão.
Ela havia desenvolvido tumores que começaram a se espalhar e precisou de tratamento com quimioterapia.
Para que o tratamento funcionasse, os médicos tinham que reduzir os imunossupressores dados a Hannah. Mas isso levou seu corpo a rejeitar o coração doado.
Os médicos do Hospital Great Ormond Street, de Londres, decidiram que a única opção era retirar o coração transplantado.
Para surpresa dos médicos, eles descobriram que o órgão original da menina havia se recuperado o suficiente para ser capaz de cumprir suas funções sozinho, sem a necessidade de medicação diária.
Recuperação definitiva
Após três anos sem problemas, os cirurgiões Magdi Yacoub e Victor Tsang atestaram a recuperação definitiva da adolescente.
Yacoub descreveu a recuperação de Hannah como “mágica”. “Não esperávamos que o coração dela se recuperasse, mas quando ele começou a se recuperar, ficamos completamente encantados”, afirmou.
“Um coração que antes não se contraía agora estava funcionando normalmente”, disse o cirurgião. “Isso mostra a possibilidade de recuperação do coração.”
Hannah disse se sentir afortunada por estar viva. “Eu não estaria aqui hoje se não fosse pelo doador do coração e pelos médicos que fizeram minhas operações. Estou muito grata”, disse.
“Eu não tenho que tomar mais nenhum remédio, a não ser um inalador para minha asma. E estou feliz porque vou começar a trabalhar com animais. Antes não poderia fazer isso porque os pelos dos animais poderiam afetar meu pulmão”, disse.
'Descoberta animadora'
O cardiologista Peter Weissberg, da British Heart Foundation, disse que os médicos há muito tempo questionavam se um coração que começa a falhar por causa de cardiomiopatia poderia ser capaz de se recuperar se pudesse “descansar”.
“Isso parece ser exatamente o que aconteceu no caso de Hannah, no qual o coração doado permitiu que o coração original descansasse e se recuperasse”, diz Weissberg.
“Esta é uma descoberta animadora, porque prova que, em certas circunstâncias, um coração enfraquecido tem a capacidade de se recuperar, se puder ser ajudado”, afirmou.
Segundo ele, os especialistas estão trabalhando para aperfeiçoar um coração mecânico, chamado dispositivo de assistência ventricular, que pode ser usado temporariamente em crianças para assumir a função do coração enfraquecido enquanto ele se recupera.
Um dispositivo semelhante já existe para adultos com problemas cardíacos que aguardam um doador para transplante.

Fonte: Michelle Roberts
Para: BBC News

link do postPor anjoseguerreiros, às 07:02  comentar

10.7.09

A mamografia aponta também cânceres que não seriam descobertos
Uma pesquisa feita com dados de cinco países concluiu que um em cada três casos de câncer de mama detectados por mamografias pode ser inofensivo, não exigindo o tipo de tratamento destinado a casos de câncer que ameaçam a vida das pacientes
.

O estudo do centro Nordic Cochrane, na Dinamarca, analisou informações sobre mulheres de Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Noruega e Suécia que se submeteram aos exames.
A mamografia detecta a ocorrência do câncer no tecido mamário, mas não estabelece seu grau de ameaça à saúde. Nem todos os casos da doença representam ameaça imediata à vida – alguns tumores encolhem e outros podem permanecer dormentes, por exemplo.
A conclusão da pesquisa foi que, depois que os programas foram introduzidos, aumentou o diagnóstico de casos de câncer de mama, mas também aumentou o número de mulheres que receberam tratamento para a doença desnecessariamente.
“Exames podem levar a detecção de casos letais de câncer ainda em seus estágios iniciais, mas também detecta os inofensivos que não vão causar morte ou mesmo sintomas”, disseram os pesquisadores em artigo na publicação científica BMJ.
“A detecção destes casos de câncer, que não ocorreria clinicamente, é apenas prejudicial a estas pessoas”, disseram eles.

Em defesa das mamografias

O professor Gilbert Welch, do instituto britânico de políticas de saúde de Dartmouth, sudoeste da Inglaterra, escreveu um artigo sobre o estudo no BMJ dizendo que “a mamografia é mais incerta do que se pensava”.
“Ela ajuda algumas mulheres, mas também tem a consequência de levar outras a tratamentos desnecessários”, disse ele.
Mas defensores da mamografia defendem o exame como vital para a detecção de células cancerígenas.
A pesquisa foi criticada pela diretora do programa britânico para prevenção do câncer, Julietta Patnick, que sugeriu que os cientistas tenham feito um uso altamente seletivo das estatísticas coletadas e ignoraram mudanças nos estilos de vida das mulheres que estão associados a um aumento nos casos de câncer de mama.
Ela disse que, apenas na Inglaterra, a mamografia salva a vida de 1,4 mil vidas anualmente.
“De cada oito mulheres diagnosticadas com câncer de mama, a vida de uma outra mulher é salva graças à mamografia”, disse.
Estatísticas recentes sugerem que os índices de mortalidade nos três tipos mais comuns de câncer na Grã-Bretanha são os mais baixos desde 1971 por causa de melhorias no tratamento e formas de detecção da doença.

Fonte: BBC
link do postPor anjoseguerreiros, às 23:14  comentar




Clone (à dir.) age como isca (Foto: I-Min Tso/Divulgação)

Cientistas em Taiwan descobriram uma espécie de aranha que cria um "clone" de si mesma para despistar seus predadores.
Em artigo publicado na revista especializada Animal Behaviour, os biólogos Ling Tseng e I-Min Tso, da Universidade de Tunghai, afirmam ainda que este pode ser o primeiro exemplo de um animal capaz de construir uma réplica em tamanho natural de seu próprio corpo.
Segundo eles, o comportamento da espécie, chamada Cyclosa mulmeinensis, também ajuda a esclarecer por que muitos aracnídeos gostam de decorar suas teias com ornamentos estranhos, como partes de plantas, dejetos e restos de presas e de ovos.
Como esses detritos geralmente têm as mesmas cores das aranhas, os cientistas suspeitam que eles ajudem a camuflar a aranha.

'Iscas'
Tseng e Tso observaram, em uma ilha na costa de Taiwan, que a Cyclosa mulmeinensis não apenas decorava sua teia, como também juntava os detritos para compor objetos de seu próprio tamanho.
Segundo os cientistas, esses "dublês" atraíam os predadores - em geral, vespas - por também terem a mesma cor e a mesma maneira de refletir a luz que as verdadeiras aranhas.
"Nossos resultados mostram que esta espécie vulnerável de aranha se protege de ataques de predadores, construindo iscas que os atraem mais do que ela própria", escreveram os pesquisadores em seu artigo.
Eles afirmam que em teias não decoradas, as vespas atacavam diretamente as aranhas.

Mistério
Há mais de cem anos, cientistas vêm tentando entender por que muitas espécies de aranhas decoram suas teias.
Mas para Tso, não há uma só resposta.
"Creio que a função da decoração varia entre as espécies", disse o cientista à BBC, citando como exemplo as teias decoradas com seda, que têm por objetivo reforçar a trama e impedir que ela seja destruída. Outras teias são decoradas para atrair e deter presas.
O disfarce é um recurso muito usado por vários animais.
Alguns tentam evitar serem vistos usando a camuflagem para se "misturar" a seu habitat, como as mariposas. Outros, como as lagartixas, desenvolvem artefatos mais sofisticados, como o de conseguir se soltar se sua cauda por pega.



BBC Brasil
link do postPor anjoseguerreiros, às 14:27  comentar


Corte calórico de 30% reduz taxa de morte por doenças ligadas á idade de 37% a 13%, mostra estudo

WASHINGTON - Um estudo realizado ao longo de 20 anos determinou que cortar calorias em cerca de 30% reduz o envelhecimento e ajuda a adiar a morte. Em macacos.
Não se trata de uma dieta rápida para perder alguns quilos. Cientistas já sabiam que é possível prolongar a vida de camundongos e de criaturas mais primitivas - moscas, vermes - com cortes profundos e prolongados no que seria o consumo normal de energia.
Agora surge a primeira evidência de que a mesma conduta adia a manifestação das doenças do envelhecimento em primatas, também - macacos reso do Centro de Primatas Nacional de Wisconsin, EUA. Os pesquisadores relatam suas descobertas na edição desta semana da revista Science.
E quanto a um outro animal da família dos primatas, os seres humanos? Ninguém ainda sabe ainda se as pessoas, num mundo de consumo exagerado, seriam capazes de suportar a privação por tempo suficiente para que ela fizesse diferença, muito menos como ela iria afetar nossos corpos, mais complexos. No entanto, há várias tentativas em andamento. "O que realmente gostaríamos nem é tanto que as pessoas vivessem mais, mas que vivessem com mais saúde", disse o médico David Finkelstein, do Instituto Nacional do Envelhecimento. Os macacos de Wisconsin parecem ter feito as duas coisas.
"O fato de haver menos doenças nesses animais é notável", afirmou Finkelstein.
As possibilidades da restrição calórica datam de estudos com roedores realizados nos anos 30. Mas hoje é um tema quente entre os pesquisadores que buscam entender os diferentes processos que levam o corpo humano a falhar com a idade, de forma que alguns talvez possam ser revertidos.
Macacos reso em cativeiro têm uma expectativa de vida média de 27 anos, e portanto notar o efeito neles demora mais que nos camundongos de vida curta. O estudo mais recente envolve 76 animais - 30 que são acompanhados desde 1989, e 46, desde 1994. Eles eram adultos de tamanho normal e em dieta normal para um macaco em cativeiro, que consiste em uma mistura enriquecida com vitaminas e algumas frutas.
Os cientistas destinaram metade dos macacos para uma dieta de restrição calórica, cortando o consumo diário de calorias em 30%, mas garantindo que não ficassem desnutridos.
Até agora, 37% dos macacos mantidos na dieta normal morreram de doenças ligadas ao envelhecimento. Entre os que receberam menos calorias, a taxa é de 13%. Alguns macacos morreram de outras causas, como ferimentos, que não são tidas como ligadas à nutrição.
A morte não foi a única diferença. Os macacos com poucas calorias tiveram menos da metade da incidência de tumores malignos e de doenças do coração que os demais. Imagens do cérebro mostraram um encolhimento menor causado pela idade. Eles também preservaram mais massa muscular.
O principal pesquisador responsável pelo estudo, Richard Weindruch, da Universidade de Wisconsin, acredita que a mudança de dieta está reprogramando o metabolismo dos animais, de um modo que reduz o envelhecimento.
O governo dos EUA está financiando um estudo em pequena escala para ver se algumas pessoas de peso normal são capazes de conviver com um corte calórico de 25% por dois anos, e se esse corte produzirá indicadores de que os problemas da idade podem estar sendo adiados.
Finkelstein adverte que ninguém deve tentar uma restrição calórica por conta própria: cortar os nutrientes de forma errada pode trazer problemas sérios de saúde.
Seu conselho para quem busca longevidade:
"Tome cuidado com o que come, mantenha uma mente ativa, faça exercícios e não seja atropelado".



Estadão
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colaboradores: carmen e maria celia

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