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30.6.09
Um dia depois, o advogado Adriano Salles Vanni (foto maior) encaminhou ao STF solicitação para que o indiciamento fosse cancelado com o argumento de que a polícia apresentou na última hora, quando o médico compareceu à delegacia, o nome de mais quatro supostas vítimas, sem revelar o teor das acusações. Não houve portanto, segundo ele, a preservação do direito constitucional da ampla defesa.Mas a polícia e o Ministério Público negam que a defesa esteja sendo prejudicada. O que agora passa a ser também o entendimento do STF.
Mais de 60 ex-pacientes acusam o médico de assédio sexual. “Com o indiciamento, passei a acreditar que a Justiça será feita”, disse uma delas. “Que este médico nunca mais volte a clinicar.” Ela pediu que o seu nome não fosse divulgado.
A empresária Ivanilde Vieira Serebrenic, uma das ex-pacientes que se expuseram na imprensa para acusar o médico de modo a encorajar outras mulheres a denunciar o abuso, disse que de início temia que tudo pudesse acabar em pizza. Mas agora ela está otimista. “A Justiça começa a ser feita”, falou ao jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba (SP).
Outra ex-paciente lamenta a morosidade do CRM (Conselho Regional de Medicina) na apuração do caso.Para ela, considerando a gravidade e a quantidade das denúncias, a entidade já deveria ter afastado Abdelmassih do exercício da medicina, ainda que em caráter provisório.“Eu acho que o conselho só vai tomar uma providência depois da condenação do médico. Se for isso, para que serve o conselho? Só para referendar uma decisão judicial? Isso é não servir para nada”, disse.

Fonte: Blog do jornalista Paulo Lopes
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O Supremo Tribunal Federal (STF) indeferiu reclamação da defesa do médico Roger Abdelmassih que visava a anular o indiciamento por estupro e atentado violento ao pudor. Os advogados alegaram que não tiveram acesso aos depoimentos de todas as mulheres que acusam o especialista. Procurados pela reportagem, os defensores não se manifestaram.(AE)



Jornal Cruzeiro do Sul
link do postPor anjoseguerreiros, às 08:09  comentar

28.6.09

Diario Catarinense: Abdelmassih quer anular indiciamento 26/06/2009

Os advogados de defesa do médico Roger Abdelmassih, 65, um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do país, entraram ontem no Supremo Tribunal Federal com pedido de anulação de indiciamento. Abdelmassih foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo como suspeito dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor contra ex-pacientes. Ao menos 60 mulheres o acusam de crimes sexuais nas consultas.

Destak Jornal:Médico acusado de estupro recorre ao stfPublicado em 26/06/2009

Advogados de defesa do médico Roger Abdelmassih entraram no STF com pedido de anulação do indiciamento para que ele seja ouvido novamente no processo. Um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do país, ele foi indiciado pela polícia de São Paulo pelo crime de estupro contra cerca de 60 pacientes.

veja.com:Médico Abdelmassih é indiciado e deverá responder por crime sexual24 de junho de 2009

A Polícia Civil de São Paulo indiciou na terça-feira o especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, segundo informação do Ministério Público. Dezenas de mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo das pacientes durante atendimentos. Pelo menos um caso de acusação de estupro foi investigado pela polícia.

VEJA de 21/1/2009: A investigação de abuso sexual de pacientes na clínica de Abdelmassih

O médico, que esteve ontem na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro de São Paulo, para prestar depoimento, manteve-se calado, mas, segundo enfatizam seus advogados, ele nega todas as acusações. Com o indiciamento, a polícia aponta Abdelmassih como responsável pelos crimes. Agora, o inquérito policial, que correu sob sigilo para proteger as vítimas, será enviado à Justiça e depois ao Ministério Público.
Caso o médico seja denunciado e condenado, as penas para os crimes contra cada uma das mulheres serão somadas. As penas para atentado violento ao pudor e estupro variam de 6 a 10 anos de prisão. "O indiciamento não nos surpreende, era uma providência absolutamente esperada diante de tantas provas", afirmou o promotor Luiz Henrique Dal Poz, que acompanhou o depoimento do médico. A Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de mulheres que se disseram vítimas de Abdelmassih. No entanto, ainda não foi informada pela polícia sobre quantas realmente relataram os fatos no inquérito.
Segundo um de seus defensores, Adriano Salles Vanni, o silêncio ocorreu porque a defesa não teve acesso a parte dos depoimentos de vítimas, principalmente as ouvidas em outros Estados. Os advogados ingressarão com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho proferido em março, o órgão havia decidido que o especialista em fertilização assistida só deveria ser ouvido pela polícia após conhecer a identidade das mulheres. Segundo Dal Poz, a defesa terá livre acesso a todos os depoimentos.
link do postPor anjoseguerreiros, às 11:17  comentar

27.6.09

Esta semana,o médico esteve nos principais jornais de todo o Brasil e a notícia sobre seu indiciamento por abuso sexual correu a internet. Mesmo assim, a maioria das grandes emissoras de radio e tv, ainda insistem em silenciar à respeito deste senhor.Qual a explicação para tal "desserviço" à população? Seria o tão conhecido favorecimento de alguns poucos? Ou, talvez, a indústria de interesses escusos por trás do famoso especialista em fertilização in vitro? Quem sabe quanto dinheiro está em jogo por trás desse impulsivo senhor...
Estaremos publicando diariamente todas as matérias que fizeram referência ao indiciamento, nos congratulando com estes veículos que comprometidos com o verdadeiro sentido jornalístico, não se deixam comprar.


Estadão.com.br
(21 de junho)

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo indiciou ontem o especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, segundo informação do Ministério Público. Dezenas de mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo das pacientes durante atendimentos. Pelo menos um caso de acusação de estupro foi investigado pela polícia.
O médico, que esteve ontem na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no centro de São Paulo, para prestar depoimento, manteve-se calado, mas, segundo enfatizam seus advogados, ele nega todas as acusações. Com o indiciamento, a polícia aponta Abdelmassih como responsável pelos crimes. Agora, o inquérito policial, que correu sob sigilo para proteger as vítimas, será enviado à Justiça e depois ao Ministério Público.
Caso o médico seja denunciado e condenado, as penas para os crimes contra cada uma das mulheres serão somadas. As penas para atentado violento ao pudor e estupro variam de 6 a 10 anos de prisão. ?O indiciamento não nos surpreende, era uma providência absolutamente esperada diante de tantas provas?, afirmou o promotor Luiz Henrique Dal Poz, que acompanhou o depoimento do médico. A Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de mulheres que se disseram vítimas de Abdelmassih. No entanto, ainda não foi informada pela polícia sobre quantas realmente relataram os fatos no inquérito.
Segundo um de seus defensores, Adriano Salles Vanni, o silêncio ocorreu porque a defesa não teve acesso a parte dos depoimentos de vítimas, principalmente as ouvidas em outros Estados. Os advogados ingressarão com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho proferido em março, o órgão havia decidido que o especialista em fertilização assistida só deveria ser ouvido pela polícia após conhecer a identidade das mulheres. Segundo Dal Poz, a defesa terá livre acesso a todos os depoimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
link do postPor anjoseguerreiros, às 15:05  comentar


Notícia publicada na edição de 25/06/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A notícia de que a Polícia Civil de São Paulo indiciou anteontem o especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih, sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra inúmeros pacientes, repercutiu em Sorocaba. É radicada na cidade, inclusive foi candidata a vereador na última eleição, uma das únicas vítimas que teve coragem de ir à público e acusar o médico. Trata-se da empresária Ivanilde Vieira Serebrenic. Ontem, ao Cruzeiro do Sul, ela comemorou o indiciamento e disse que acredita que a justiça começou a ser feita.
Logo que foi deflagrado o caso, Ivanilde deu entrevista a revistas, jornais e emissoras de televisão e disse que em 1998 foi abusada sexualmente pelo médico. Ivanilde explicou que demorou vários anos para trazer o caso à tona, já que acreditava que estava sozinha. Após saber que não era a única nesta condição, que já existia uma denúncia contra o médico, resolveu tornar a coisa pública para incentivar outras mulheres. Hoje em dia, de acordo com o Ministério Público, já existem aproximadamente 70 mulheres com relatos de estupro e atentado violento ao pudor contra Roger Abdelmassih. Converso sempre com o promotor Luiz Henrique Dal Poz para saber o andamento do caso e o Ministério Público está fazendo um excelente trabalho.
O fato da comemoração do indiciamento, explica a empresária, deu-se pelo receio inicial de que o caso acabasse em pizza, tratando-se de uma pessoa poderosa e influente como é Abdelmassih. Justamente por isso, ela acreditava que todo seu esforço e constrangimento de tornar este fato público, por ter marido e família, iria resultar em nada. Acredito que ele está começando a pagar, já que esteve nesta semana numa delegacia da mulher e teve que sair pelas portas do fundo para fugir dos repórteres. Ver isso acontecer com ele, que é extremamente arrogante, já me sinto vingada e é a justiça começando a ser feita.
A empresária de Sorocaba acredita que exista um número ainda maior de vítimas e quer que outras as mulheres tornem públicas suas versões.




Jornal Cruzeiro do Sul
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:59  comentar

25.6.09
Os advogados de defesa do médico Roger Abdelmassih, 65 anos, considerado um dos maiores especialistas de fertilização in vitro do Brasil, entraram ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de anulação de seu indiciamento. Ele foi indiciado na terça-feira pela Polícia Civil de São Paulo, suspeito de estupro e atentado violento ao pudor contra ex-pacientes. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Abdelmassih é acusado por pelo menos 60 mulheres que dizem ter sido suas pacientes e alegam ter sido vítimas de crimes sexuais durante as consultas. O médico nega as acusações. Com o indiciamento, a Polícia Civil aponta o médico como responsável pelos crimes, por acreditar que há indícios para isso.
O advogado Adriano Vanni, um dos defensores de Abdelmassih, afirma que a polícia não respeitou uma determinação do Supremo de que a defesa tivesse acesso a todas as provas existentes no inquérito antes de seu depoimento.
A Promotoria disse que a defesa teve acesso a todas as provas existentes no inquérito, com exceção apenas dos depoimentos que estão sendo encaminhados a São Paulo de outras partes do país.


Redação Terra
link do postPor anjoseguerreiros, às 14:43  comentar

Os advogados de defesa do médico Roger Abdelmassih, 65 anos, considerado um dos maiores especialistas de fertilização in vitro do Brasil, entraram ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de anulação de seu indiciamento. Ele foi indiciado na terça-feira pela Polícia Civil de São Paulo, suspeito de estupro e atentado violento ao pudor contra ex-pacientes. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Abdelmassih é acusado por pelo menos 60 mulheres que dizem ter sido suas pacientes e alegam ter sido vítimas de crimes sexuais durante as consultas. O médico nega as acusações. Com o indiciamento, a Polícia Civil aponta o médico como responsável pelos crimes, por acreditar que há indícios para isso.
O advogado Adriano Vanni, um dos defensores de Abdelmassih, afirma que a polícia não respeitou uma determinação do Supremo de que a defesa tivesse acesso a todas as provas existentes no inquérito antes de seu depoimento.
A Promotoria disse que a defesa teve acesso a todas as provas existentes no inquérito, com exceção apenas dos depoimentos que estão sendo encaminhados a São Paulo de outras partes do país.


Redação Terra
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Paulo Roberto Lopes disse...

Um funcionário da clínica de Roger Abdelmassih entrou em contato comigo há duas semanas para se desculpar com pacientes pela sua omissão.

Ele pede anonimato.

Por e-mail, solicitei esclarecimento à clínica no dia 17, quarta. Até hoje não obtive resposta.

Segue o relato do funcionário.

"Senhor Paulo Lopes,Trabalho a alguns anos na clínica do Doutor Roger. Venho assistindo o desenrolar desta história, me sentindo completamente dividido.
Acompanho este site faz tempo, por indicação de uma amiga jornalista. Decidi postar esta confissão quando percebi que o Senhor Paulo Lopes tirou este tema (Doutor Roger) da lateral principal do site.
Quando vi e fiquei muito irado, percebi que estava na hora de eu abrir a minha boca.
Eu não fiquei surpreso com tudo que apareceu na midia.
TODOS na clínica sabem – dos médicos mais antigos de casa,a faxineira e a copeira, bem como os enteados do Doutor Roger.
O que me surpreendeu foi tanto barulho seguido de tanto silencio. Eu confesso que sei dos crimes do Doutor Roger já faz muitos anos.
Algumas das vítimas voltaram ao consultório e disseram na nossa cara – minha e de outros médicos – tudo o que passaram.
Algumas até chegaram a escrever no formulário distribuído após os tratamentos, onde se mede a satisfação dos clientes.
Sei do monte de perguntas e críticas que virão e portanto já vou começar a me explicar.
Eu ganho muito bem no Doutor Roger, estou acostumado a utilizar tecnologias e ferramentas de ponta, além de aprender muito e ter meu trabalho apoiado.
Além disso, até a bomba estourar, como se diz, era um orgulho para mim ter meu nome vinculado ao dele. Mesmo que já soubesse das suas loucuras, ele era famoso, prestigiado e conhecido. Admito que essa vaidade me conquistou. Me sentia uma estrela, assim como se sentem todos que trabalham na clínica.
Sempre nos achamos os melhores, sempre criticamos a concorrência, sempre nos vangloriamos dos nossos resultados.
Hoje meus amigos falam comigo sobre o assunto e não sei o que responder, não sei mais quem eu sou.
Que espécie de crápula sou eu?Hoje me vejo num mato sem cachorro. Todos sabem que toda a nossa equipe conhece as histórias que acontecem lá dentro e julgam que somos coniventes por não termos aberto a boca até hoje.
Se sair de lá, terei dificuldades para arrumar outro emprego, pois desta vez, não é mais um orgulho ter meu nome vinculado ao do Doutor Roger. Me sinto revoltado e gostaria de sair, mas tenho medo do que vou enfrentar, alem da vergonha de ter me calado por tantos anos.
Posso fingir que não sabia de nada, mas alguém vai acreditar? Eu só pensei em mim, em mais ninguém. Pensei no que o meu dinheiro poderia comprar e onde a fama de trabalhar com o melhor do mercado, poderia me levar.
O clima na clínica está péssimo, pior do que sempre foi, com a competição que o próprio Doutor Roger faz acontecer entre nós, alguns não admitem, mas é real.
Ninguém sabe o que realmente vai acontecer pois a alguns meses o CRM esteve lá, fez a maior bagunça, mas até agora está tudo quieto. Alias, tudo, tudo está quieto. Não entendo como, nem por que.
Estou aqui para pedir DESCULPAS a todas as vítimas por não ter feito nada até hoje. Minhas sinceras desculpas a todas as vítimas. Isso é tudo que posso fazer hoje. Saibam que assim como vocês, por razões diferentes, terei um peso para o resto da vida."

Anônimo disse...
Parabéns doutor!Lembro-me de ter lido alguns comentários seus neste blog e sei exatamente quem você é, inclusive em meu depoimento na Delegacia fiz questão de enaltecer o seu atendimento.
Eu estava realmente chocada com a sua gana pelo dinheiro e pelo poder denunciados pela sua omissão até hoje.
O nosso medo maior nesta vida tem que ser do julgamento de Deus e de nossa família, são a eles que devemos satisfação.
Você ainda tem tempo de impedir que isso aconteça com outras mulheres, isso é fazer justiça.
Também tem tempo de impedir que considerem o nosso sofrimento mentiroso e pretensioso.
FAÇA A SUA PARTE, mas para isso seu depoimento precisa ser formalizado.Não morra com isso, pois nunca terás tranquilidade e dignidade para criar seus filhos e enfrentar sua esposa, mães e irmãs.
Você pode ser a chave para a aplicação da justiça.Dignidade é errar, reconhecer e, principalmente fazer algo em tempo de recuperar, ainda que seja uma recuperação parcial.
RECUPERE SUA SERENIDADE E DIGNIDADE.
COLABORE COM A JUSTIÇA e nos ajude a retomar a nossa dignidade, ainda lhe resta um mínimo de tempo.Pense em cada uma de nós.
No meu caso, juntei cada tostão da minha família para ter um filho e acabei perdendo o dinheiro, sendo abusada sexualmente, sofrendo com injustas acusações e com problemas psicológicos, talvez de natureza irreversível.
NÃO DEIXE QUE ISSO CONTINUE. FAÇA A SUA PARTE. SÓ VOCÊ PODE!!!!

Tereza disse...
Belo comentário da anônima. Não adiante se desculpar com as vítimas e continuar se escondendo. Imagino como não deve ser perturbador saber que tem uma pessoa que pode testemunhar para trancar este monstro na prisão e não poder contar com ela. Doutor, da mesma forma, deve ser perturbador para você saber que tem um testemunho e não torná-lo um instrumento de justiça.Força e coragem! Denuncie !

Abs

Lucio Ferro disse...
Hoje finalmente vi um programa da tv colocar este caso no ar ( programa do Datena no fim da tarde).
O cerco tá fechando sobre o canalha

Atenção: hoje na TV Gazeta, no jornal das 07:00 a jornalista Luciana Magalhães fez uma reportagem sobre o caso do médico monstro. Parabéns a vocês jornalistas que não esqueceram o caso!



Fonte: Comentários do paulopesblog
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:38  comentar

Paulo Roberto Lopes disse...

Um funcionário da clínica de Roger Abdelmassih entrou em contato comigo há duas semanas para se desculpar com pacientes pela sua omissão.

Ele pede anonimato.

Por e-mail, solicitei esclarecimento à clínica no dia 17, quarta. Até hoje não obtive resposta.

Segue o relato do funcionário.

"Senhor Paulo Lopes,Trabalho a alguns anos na clínica do Doutor Roger. Venho assistindo o desenrolar desta história, me sentindo completamente dividido.
Acompanho este site faz tempo, por indicação de uma amiga jornalista. Decidi postar esta confissão quando percebi que o Senhor Paulo Lopes tirou este tema (Doutor Roger) da lateral principal do site.
Quando vi e fiquei muito irado, percebi que estava na hora de eu abrir a minha boca.
Eu não fiquei surpreso com tudo que apareceu na midia.
TODOS na clínica sabem – dos médicos mais antigos de casa,a faxineira e a copeira, bem como os enteados do Doutor Roger.
O que me surpreendeu foi tanto barulho seguido de tanto silencio. Eu confesso que sei dos crimes do Doutor Roger já faz muitos anos.
Algumas das vítimas voltaram ao consultório e disseram na nossa cara – minha e de outros médicos – tudo o que passaram.
Algumas até chegaram a escrever no formulário distribuído após os tratamentos, onde se mede a satisfação dos clientes.
Sei do monte de perguntas e críticas que virão e portanto já vou começar a me explicar.
Eu ganho muito bem no Doutor Roger, estou acostumado a utilizar tecnologias e ferramentas de ponta, além de aprender muito e ter meu trabalho apoiado.
Além disso, até a bomba estourar, como se diz, era um orgulho para mim ter meu nome vinculado ao dele. Mesmo que já soubesse das suas loucuras, ele era famoso, prestigiado e conhecido. Admito que essa vaidade me conquistou. Me sentia uma estrela, assim como se sentem todos que trabalham na clínica.
Sempre nos achamos os melhores, sempre criticamos a concorrência, sempre nos vangloriamos dos nossos resultados.
Hoje meus amigos falam comigo sobre o assunto e não sei o que responder, não sei mais quem eu sou.
Que espécie de crápula sou eu?Hoje me vejo num mato sem cachorro. Todos sabem que toda a nossa equipe conhece as histórias que acontecem lá dentro e julgam que somos coniventes por não termos aberto a boca até hoje.
Se sair de lá, terei dificuldades para arrumar outro emprego, pois desta vez, não é mais um orgulho ter meu nome vinculado ao do Doutor Roger. Me sinto revoltado e gostaria de sair, mas tenho medo do que vou enfrentar, alem da vergonha de ter me calado por tantos anos.
Posso fingir que não sabia de nada, mas alguém vai acreditar? Eu só pensei em mim, em mais ninguém. Pensei no que o meu dinheiro poderia comprar e onde a fama de trabalhar com o melhor do mercado, poderia me levar.
O clima na clínica está péssimo, pior do que sempre foi, com a competição que o próprio Doutor Roger faz acontecer entre nós, alguns não admitem, mas é real.
Ninguém sabe o que realmente vai acontecer pois a alguns meses o CRM esteve lá, fez a maior bagunça, mas até agora está tudo quieto. Alias, tudo, tudo está quieto. Não entendo como, nem por que.
Estou aqui para pedir DESCULPAS a todas as vítimas por não ter feito nada até hoje. Minhas sinceras desculpas a todas as vítimas. Isso é tudo que posso fazer hoje. Saibam que assim como vocês, por razões diferentes, terei um peso para o resto da vida."

Anônimo disse...
Parabéns doutor!Lembro-me de ter lido alguns comentários seus neste blog e sei exatamente quem você é, inclusive em meu depoimento na Delegacia fiz questão de enaltecer o seu atendimento.
Eu estava realmente chocada com a sua gana pelo dinheiro e pelo poder denunciados pela sua omissão até hoje.
O nosso medo maior nesta vida tem que ser do julgamento de Deus e de nossa família, são a eles que devemos satisfação.
Você ainda tem tempo de impedir que isso aconteça com outras mulheres, isso é fazer justiça.
Também tem tempo de impedir que considerem o nosso sofrimento mentiroso e pretensioso.
FAÇA A SUA PARTE, mas para isso seu depoimento precisa ser formalizado.Não morra com isso, pois nunca terás tranquilidade e dignidade para criar seus filhos e enfrentar sua esposa, mães e irmãs.
Você pode ser a chave para a aplicação da justiça.Dignidade é errar, reconhecer e, principalmente fazer algo em tempo de recuperar, ainda que seja uma recuperação parcial.
RECUPERE SUA SERENIDADE E DIGNIDADE.
COLABORE COM A JUSTIÇA e nos ajude a retomar a nossa dignidade, ainda lhe resta um mínimo de tempo.Pense em cada uma de nós.
No meu caso, juntei cada tostão da minha família para ter um filho e acabei perdendo o dinheiro, sendo abusada sexualmente, sofrendo com injustas acusações e com problemas psicológicos, talvez de natureza irreversível.
NÃO DEIXE QUE ISSO CONTINUE. FAÇA A SUA PARTE. SÓ VOCÊ PODE!!!!

Tereza disse...
Belo comentário da anônima. Não adiante se desculpar com as vítimas e continuar se escondendo. Imagino como não deve ser perturbador saber que tem uma pessoa que pode testemunhar para trancar este monstro na prisão e não poder contar com ela. Doutor, da mesma forma, deve ser perturbador para você saber que tem um testemunho e não torná-lo um instrumento de justiça.Força e coragem! Denuncie !

Abs

Lucio Ferro disse...
Hoje finalmente vi um programa da tv colocar este caso no ar ( programa do Datena no fim da tarde).
O cerco tá fechando sobre o canalha

Atenção: hoje na TV Gazeta, no jornal das 07:00 a jornalista Luciana Magalhães fez uma reportagem sobre o caso do médico monstro. Parabéns a vocês jornalistas que não esqueceram o caso!



Fonte: Comentários do paulopesblog
link do postPor anjoseguerreiros, às 07:38  comentar

24.6.09
Roger Abdelmassih (foto), 65, o especialista em reprodução in vitro mais conhecido no país, foi indiciado na manhã desta terça (23) pela Polícia Civil de São Paulo sob a acusação de estupro e atentado violento ao pudor. Mais de 60 pacientes acusam-no de abuso sexual. Há pelo menos um relato de uma paciente segundo o qual ela acordou da sedação na clínica de Abdelmassih com o pênis dele na mão dela.
Agora, o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, ao qual caberá denunciar (acusar formalmente) o médico à Justiça.
Para o promotor Luiz Henrique Dal Poz, que acompanha o caso, as provas são tantas, que o indiciamento já era esperado.
Adriano Vanni, um dos advogados do médico, disse que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão porque a defesa não teve acesso a alguns depoimentos de ex-pacientes à polícia. A informação é do site do Estadão.
Por volta das 8h30m, Abdelmassih compareceu à Delegacia da Mulher, no centro de São Paulo. Ele foi ouvido antes de a delegacia começar a atender ao publico. Na sala em que depôs, as persianas da janela ficaram fechadas.
Intimado desde o ano passado, o médico deixou de comparecer à polícia por três vezes. Na última, em 11 de março, ele obteve uma liminar do STF para não prestar esclarecimento sob a alegação de que seus advogados não sabiam do teor das provas que constam no inquérito policial.
Vanni falou nesta tarde que o ‘combinado’ foi que os jornalistas não seriam avisados sobre o depoimento para não expor o seu cliente, mas a chegada do médico à delegacia foi registrada pelo fotógrafo do Estado de S.Paulo, conforme reprodução acima.
Na semana passada, uma ex-paciente que procurou a delegacia para saber sobre o andamento do inquérito foi informada de que o médico dispunha de 60 dias para se apresentar.
Ela também ficou sabendo que, no total, 67 mulheres entraram em contato com a delegacia para denunciar o médico. Porém 22 delas ainda não tinham apresentado formalmente a acusação.
Na manhã de hoje, Abdelmassih, orientado por seus advogados, se manteve calado na delegacia. Ele saiu pelos fundos do prédio, na rua 25 de Março.
Em sua mais recente manifestação pública, em um artigo para a Folha de S.Paulo, na edição do dia 28 de janeiro, ele disse ser vítima de fantasias, de fofocas e de ressentimentos de suas ex-pacientes.
Antes, ao Estado de S.Paulo, ele deu entrevista atribuindo as acusações a alucinações das pacientes por causa de efeito colateral do propofol, uma droga anestésica. Contudo, nenhum outro médico relatou ter tido experiência parecida com pacientes.
Abdelmassih também se dizia ser vítima da inveja de seus colegas da área de reprodução humana por causa do êxito de sua clínica.
A pena para estupro e atentado violento ao pudor é de 6 a 10 anos de prisão. No caso de Abdelmassih, caso haja condenação, a pena será cumulativa em relação a cada uma das vítimas.



paulopes blog
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