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8.1.09
SÃO PAULO - O juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri de Execuções Criminais de Santo André, no ABC paulista, já começou a ouvir as testemunhas de defesa e acusação no processo que apura as circunstâncias da morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, em outubro do ano passado. A principal testemunha de acusação é a jovem Nayara Rodrigues, de 15 anos, que também ficou no apartamento de Eloá sob a mira do revólver de Lindemberg Alves, de 22 anos, no conjunto habitacional Jardim Santo André, no ABC paulista. Ela foi atingida por um tiro no rosto. Nayara foi a primeira a depor e não quis que o acusado da morte da amiga ficasse na sala.
O depoimento de Nayara terminou por volta das 11h. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela falou pouco menos de duas horas. Ao juiz, a adolescente contou sobre a relação dela com Eloá e o namoro da amiga com Lindemberg, além do comportamento do rapaz durante as mais de 100 horas do cárcere privado.
" Para promotoria, não há dúvida de que Lindemberg teve a intenção de matar Eloá e Nayara "
Nayara deu alguns detalhes do que ocorreu no cativeiro. Ela contou que durante o período em que esteve no cárcere houve três disparos, um acidental e dois contra a multidão. Também disse que nos momentos finais, Lindemberg decidiu arrastar a mesa para a frente da porta do apartamento. Logo após, Nayara ouviu um estampido e a porta veio abaixo. Ela contou ao juiz que cobriu o rosto e não viu, mas apenas ouviu, dois disparos e logo depois sentiu o rosto dela estanho. Neste momento, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) haviam invadido o cárcere, já que disseram ter ouvido um disparo. Nayara negou durante seu primeiro depoimento à polícia ter havido um tiro no momento anterior à invasão.
Juiz deve decidir se Lindemberg vai a júri popular
Depois de ouvir as testemunhas, a promotoria e a defesa, o juiz deve fazer a pronúncia, quando decidirá se Lindemberg será levado a júri popular. A defesa tem cinco dias para recorrer. Segundo o promotor do caso, Antonio Nobre Folgado, o julgamento pode ser marcado entre dois e três meses. O acusado também será ouvido ao final dos depoimentos.
O promotor Antonio Nobre Folgado disse que não há dúvida de que Lindemberg tinha a intenção de matar. Segundo ele, os laudos feitos pelo Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal mostram que o acusado de abrigou durante a invasão policial e atirou nas duas adolescentes. A Justiça já recebeu a reconstituição do crime com os laudos.
O promotor disse que o depoimento do irmão de Eloá, Douglas, que participou da negociação momentos antes da invasão também mostrará que Lindemberg já tinha premeditado a morte de Eloá.
Advogada ainda não sabe se Lindemberg vai falar
Lindemberg chegou ao Fórum de Santo André escoltado pela polícia vindo da penitenciária de Tremembé, onde está detido desde o dia 20 de outubro. Ele está numa cela do Fórum.
A advogada de defesa de Lindemberg, Ana Lúcia Assad, não revelou quais argumentos vai usar nadefesa de seu cliente e nem se ele vai falar ao juiz. A indicação é que o assassinato seja tratado como crime passional.
- Temos algumas teses de defesa, mas não vou revelar qual será aplicada. Somente durante os depoimentos é que vamos decidir se ele vai falar - disse a advogada.
Também já foram ouvidos os dois adolescentes que foram rendidos quando faziam um trabalho escolar no apartamento de Eloá. Um deles, Iago, contou que Lindember teria dito que o 'terror vai começar', quando a polícia chegou ao local. Um policial militar que Lindemberg tentou acertar com um tiro também prestou depoimento. Ele disse que foi chamado pelo sequestrador para negociar, mas Lindemberg atirou em sua direção.
No fim de outubro, o Ministério Público denunciou Lindemberg por homicídio duplamente qualificado; duas tentativas de homicídio (contra Nayara e um policial Militar), cárcere privado e disparo de arma de fogo. Na mesma denúncia, Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá, foi denunciado pelos crimes de falsidade ideológica e porte ilegal de arma. Everaldo, que é ex-cabo da PM de Alagoas, é acusado de integrar um esquadrão da morte. Ele permanece foragido. Nesta manhã, o advogado Ademar Gomes, que defende o pai de Eloá, esteve no fórum e pediu ao juiz Carvalho Neto a cisão do processo.

SERÁ QUE ELE AINDA ESTÁ EM DÚVIDA?

link do postPor anjoseguerreiros, às 14:52  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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