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4.2.09
Levantamento feito no Conselho Federal de Medicina (CFM), entre os anos de 1997 e 2001, mostra que, no período, foram apresentadas 403 denúncias de assédio sexual contra médicos de todo o País.
De acordo com Luiz Fernando Galvão Salinas, segundo-secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM) no DF, a partir do momento em que se obtêm dados suficientes para garantir a condenação por atentado ao pudor, é decidida a cassação. "Nesse tipo de denúncia não adianta suspender o profissional, porque, se ele tem um desvio de conduta, vai voltar a praticar o abuso", afirma.
O médico e professor da UnB Júlio Cézar Meirelles conseguiu traçar um perfil dos profissionais acusados de cometer este tipo de abuso. Na maioria dos casos, são do sexo masculino, têm entre 50 e 59 anos de idade e se especializaram em ginecologia e obstetrícia. O que chamou a atenção do professor, em primeiro lugar, foi a gravidade do desvio de conduta. Em segundo plano, a quantidade e o aumento da incidência. Ele constatou, ainda, que em 15,6% dos casos houve reincidência.
O estudo realizado na UnB mostra que a maior parte dos processos (45,4%) se originaram em São Paulo, seguido do Rio de Janeiro (16,1%) e Minas Gerais (7,9%). O Distrito Federal teve nove denúncias apresentadas ao CFM, ou 2,2% do total.
Dos casos analisados pelo CFM, em apenas 4,2% houve condenação e em 5,2% absolvição. Os demais foram arquivados (18,6%), estavam em tramitação na época do estudo (15,9%) ou, ainda, foram classificados como indeterminados (57,1%).
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) apura as denúncias, já investigadas pelo Ministério Público Estadual, contra o médico Roger Abdelmassih(foto à esquerda), 65anos, um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil. Ele é acusado de abuso sexual, segundo relatos de pacientes feitos a três promotores. Já somam mais de 60 mulheres- entre elas uma ex-funcionária que admitiu ter tentado chantagear o médico - elas acusam Abdelmassih de abusar sexualmente delas durante as consultas, inclusive enquanto estavam sedadas. O Cremesp informou que solicitou informações sobre o inquérito que apura denúncias.
As investigações começaram há um ano e meio, mesma época em que o médico passou a ser atacado, de forma anônima, em blogs em comunidades de sites de relacionamento."Crime sexual raramente traz provas documentais" Segundo o promotor, Abd e l m a s s i h f o i c o n v o c a do duas vezes para depor. Na primeira, pediu novo prazo. Depois, enviou um atestado de saúde para justificar sua ausência. O Ministério Público afirmou - O crime sexual raramente traz provas documentais. É um crime quase sempre na clandestinidade. O que prepondera nesses caso é o relato verossímil das vítimas e as circunstâncias em que se encontram vítimas e o acusado -.
Além de Roger Abdelmassih, outros médicos brasileiros renomados já foram acusados de crime sexual dentro de consultórios.
Um dos casos mais conhecidos foi o do pediatra Eugênio Chipkevitch(foto à direita),que filmava cenas de abuso enquanto atendia os pacientes. As cenas fortes foram exibidas por redes de televisão e chocaram a sociedade. Especializado no tratamento de adolescentes em São Paulo foi preso em março de 2002 e, após um ano, condenado a 124 anos de prisão por pedofilia. Ainda está preso.
Ao investigar o crime, a polícia apreendeu 35 fitas de vídeo que registravam a ação do médico, que sedava e molestava adolescentes. O material foi encontrado numa caçamba de lixo na região dos Jardins. Numa das fitas, o pediatra aparece em práticas de abuso sexual com um garoto de 13 anos que estava de olhos vendados.
Outro caso que chamou atenção foi o do ginecologista Vasco Rodrigues da Cunha, de Brasília, o primeiro médico brasileiro proibido de exercer a profissão por ser acusado de assédio sexual. Seu registro foi cassado em novembro de 1995 pelo Conselho Federal de Medicina. Os indícios de crime sexual começaram em 1993, quando duas sobrinhas dele, menores de idade, relataram que o ginecologista as obrigava a se masturbar e apalpava seus seios.
Afora os 30 dias de prisão temporária, cumpridos dentro da clínica onde estava internado, Vasco não passou um só dia na cadeia por conta de seus crimes. Quando completou 70 anos, em 2007, foi beneficiado pela lei penal brasileira, com redução da pena e contagem dos prazos de prescrição pela metade.
Proibido de exercer a medicina, Vasco dedica-se à criação de gado e mantém fazendas no interior de Minas Gerais e de Goiás.
Após a divulgação das denúncias, 11 mulheres disseram ter sido vítimas. Vasco era um médico conhecido em Brasília e mantinha consultório numa das áreas mais nobres da capital federal.
Também em Brasília, o gastroenterologista Rodrigo Barbosa Vilaça foi acusado de usar a internet para transmitir fotos de cenas de sexo envolvendo crianças. Preso em 2001, pagou fiança e ficou em liberdade provisória. A polícia obteve gravações de conversas de Vilaça nas quais ele confirma ter abusado de menores. Uma agente se fez passar por interessada em imagens de menores, e, com autorização judicial, comprovou que o médico já tinha molestado uma menina de 8 anos em seu consultório, além de outras vítimas. Vilaça também dopava as meninas. Alegou, quando preso, que era doente e precisava de tratamento.

link do postPor anjoseguerreiros, às 13:40  comentar

De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2009 às 21:38
A vida amorosa do Dr. Roger provavelmente foi um fracasso, pois um homem famoso, rico, se aproveitar de mulheres quando estavam sedadas, SUAS PACIENTES QUE DEPOSITARAM TODA CONFIANÇA no mesmo. Sera que ele não consegue conquistar uma mulher da forma natural que deve ser, mesmo ele sendo casado porque ele não tentou, seria melhor para o seu ego, e logicamente as consequências de proporções muito menos nociva. Essas suas ações Dr. Roger são nulas do ponto de vista amoroso, pois é logico que não houve a concordãncia de quem você abusou sexualmente. Dr. Roger o teu perfil é doentio, repudia os conceitos médicos de uma forma geral, você ém ser destruidor, maléfico, e sem escrupulos, deve se punido de maneira severa e cabal para sua atividade na medicina.

De carmen a 11 de Fevereiro de 2009 às 09:17
caro leitor(a),eu acredito que seja justamente a situação que faça com que o abusador se sinta excitado e com poder sobre a vítima. São geralmente pessoas que tem uma vida social e pessoal adequada; os últimos que acreditaríamos capazes de cometer tal atrocidade.
obrigada por sua participação
abraços
carmen

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