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18.1.09
Manipulação genética, robôs-cirurgiões, softwares e remédios aumentam esperança de pacientes

Rio - Os avanços na luta contra o câncer não param e incluem técnicas que há algum tempo seriam consideradas roteiro de filme de ficção científica: manipulação genética de embriões para gerar crianças imunes a certos tipos da doença; cirurgias feitas por robôs, que têm alto grau de precisão na retirada de tumores; e softwares capazes de fazer diagnósticos precoces e altamente confiáveis. Isso sem falar em remédios que impedem o crescimento dos tumores.
As novas descobertas são uma esperança não só para milhões de pessoas que aguardam uma cura. Representarão também alento para outras tantas que poderão desenvolver o mal no futuro. Segundo projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de novos casos no mundo aumentará de 10 milhões para 15 milhões em 20 anos, e 60% ocorrerão nos países em desenvolvimento.
Hoje em dia, porém, receber diagnóstico de câncer deixou de ser uma sentença de morte. Graças ao maior investimento na prevenção e promoção da saúde, o câncer já pode ser considerado doença crônica: em vários casos, houve significativo aumento da sobrevida dos pacientes.
Este novo cenário também já ocasionou estagnação de novos casos de câncer de colo de útero, e até a redução de mortes por tumores de estômago: em 1979, foram 14 mortes a cada 100 mil casos, enquanto em 2005 o número caiu para 10 óbitos.
De acordo com especialistas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), fator importante para esta redução está na melhora da alimentação e qualidade de vida dos brasileiros. Em 80% das vezes, o câncer está relacionado a maus hábitos e condições de vida precárias. São raros os casos que se devem exclusivamente a fatores hereditários e étnicos.
Para a oncologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Daniele Evaristo Vieira, o futuro de bons resultados está associado à terapia ‘alvo molecular’ — tratamento capaz de atingir pontos específicos tomados pelo câncer, sem afetar partes sadias do organismo e causar efeitos colaterais para o paciente. É o que fazem as chamadas drogas antiangiogênicas, como o medicamento Sorafenibe, que impede diretamente o crescimento de novos vasos de sangue que alimentam os tumores de fígado. Seu uso tem aumentado a sobrevida e diminuído o sofrimento dos doentes.
Tratamento sob medida
Daniele explica que, além de inibir o desenvolvimento da doença, essas terapias estão ajudando a definir novas linhas de tratamento. Os chamados biomarcadores — moléculas que reconhecem características específicas de um tumor — individualizaram o tratamento e diminuíram os impactos dele em partes sadias do corpo.
Estes testes identificam se o paciente vai se beneficiar mais da quimioterapia, da radioterapia ou de uma combinação de tratamentos que pode incluir medicamentos. “Essas substâncias permitem até avaliar se um tratamento vai ou não ser eficaz. E ainda pode responder uma pergunta feita pelos pacientes: ‘por que deu certo com ele e não comigo?’”, resume.
fonte:O DIA ONLINE
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link do postPor anjoseguerreiros, às 12:09  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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