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22.1.09
Laudo preliminar aponta que estudante Victor Muanis foi atingido por bala de pistola vinda do alto, quase na vertical

Rio - A vida do estudante de Engenharia Naval Victor Emanuel Muanis Fernandes de Castro, 23 anos, foi interrompida por um tiro de pistola. Segundo o delegado que investiga o caso, Marco Antônio da Silva, a perícia preliminar indica que a bala partiu do alto, “quase que na vertical”. O rapaz comemorava as boas notas na faculdade em um bar na Rua Sílvio Romero, na Lapa, na madrugada de sexta-feira. O projétil entrou na cabeça pela parte de trás e ficou alojado perto do globo ocular, na altura da têmpora.A principal linha de investigação é de que algum morador de prédio da rua, irritado com o barulho, possa ter atirado a esmo. Segundo testemunhas, Victor e os amigos estavam em frente a um bar ao lado de carro com som em alto volume. O delegado deve fazer amanhã uma reconstituição da morte do rapaz. “Vamos dar uma resposta rápida a essa pessoa que acredita na impunidade”, disse.HOMENAGENS O corpo do estudante foi enterrado ontem de tarde no Cemitério Municipal de Petrópolis, no mausoléu da família. Sob chuva forte, cerca de 300 pessoas acompanharam o cortejo. Muitos amigos que fizeram parte da vida de Victor no Colégio Santo Inácio, nas competições de vela e nas aulas de engenharia vestiram branco. Eles depositaram rosas amarelas sobre o caixão, que estava coberto com as bandeiras do Fluminense e do ‘Naval Throtters’, time pelo qual jogava na faculdade. Integrantes da torcida organizada Flunitor, de Niterói, também foram se despedir do amigo. “É comum vincularem torcida organizada à violência, mas Vitinho fazia parte de uma torcida de paz. Ele era muito alegre, educado. Nós éramos amigos, há dez anos, e é muito triste perder alguém como ele. Vitinho não é mais um na estatística, não podemos mais tratar a morte por violência com banalidade”, disse Marcos Sampaio, presidente da Flunitor.A Flunitor vai pedir à diretoria do Fluminense que seja respeitado um minuto de silêncio no jogo contra o Madureira, na quarta-feira. Para homenagear o torcedor apaixonado, eles querem estampar a foto dele no letreiro do Maracanã. Também farão uma bandeira com os dizeres ‘Eternamente Victor’. Emocionada, a namorada Catarina disse que Victor era uma pessoa de paz e que tinha muita alegria de viver. Amigos falavam sobre futuroVictor festejava com Tiago Palermo, 24 anos, o melhor amigo na faculdade, a boa nota em um trabalho que fizeram juntos. Pouco antes do disparo, eles conversavam sobre o futuro profissional. Os dois chegaram ao bar Novo Centro por volta de meia-noite para ouvir uma roda de samba. Era a primeira vez que Victor ia ao bar. Depois da apresentação do grupo, eles ficaram conversando com outros colegas, próximo a um carro com som alto. Ainda assim, Tiago ouviu um barulho: “Achei que fosse o estampido do tiro porque ele caiu em seguida, ferido no alto da cabeça. Gritei por socorro, falei que era tiro, mas acharam que ele estava passando mal porque chegou a ter convulsões. Como ninguém mais ouviu nada, cheguei à conclusão de que o barulho que ouvi foi o da bala atingindo a cabeça dele”.Tiago acredita que o disparo tenha sido feito de alguma janela do edifício que fica em cima do bar. “Não teve briga na rua, nem ação de polícia, nem de bandido. Moro em Santa Teresa, já tinha ido ao samba e sei que muitos moradores reclamam do barulho. Tentei falar com ele, mas Vitinho já estava inconsciente. O mundo está perdendo uma pessoa incrível. As coisas não podem ficar assim”, disse.


FONTE:ODIA ONLINE
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:30  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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