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19.1.09
SÃO PAULO - A Polícia Federal de Santos não descarta a possibilidade de imperícia médica na morte do empresário Diego Mendes de Oliveira, de 26 anos, que faleceu na madrugada de sábado, a bordo do navio Soberano, no litoral paulista. O rapaz começou a passar mal na sexta-feira porque teria ingerido ostras em uma das paradas do navio, em Salvador (BA). Ele teve três atendimentos antes de morrer, por insuficiência cardiorrespiratória. Diego foi enterrado neste domingo no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Santo André, no ABC, diante da presença de dezenas de amigos e familiares.
O currículo do responsável pelo atendimento será enviado nos próximos dias ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para saber se ele estava apto para trabalhar no cruzeiro organizado pela operadora de turismo CVC. Diego viajou com um primo, um amigo e o irmão, o também empresário Tiago Mendes de Oliveira, de 25 anos. A família da vítima acredita que houve falha do médico. Antes de morrer o rapaz havia passado mal, com febre, vômitos e diarréia, e chegou a ser atendido três vezes pela equipe médica.
Colombiano, o médico integrava uma equipe composta por quatro profissionais, responsáveis pelo atendimento médico de 2.500 passageiros, que embarcaram no dia 10, no Porto de Santos, para um passeio de sete dias pela costa brasileira. Era a primeira vez que ele trabalhava em um cruzeiro e precisava do auxílio de um intérprete para se comunicar com os passageiros.
- Vamos investigar para saber se esse médico estrangeiro poderia atender na costa brasileira, apesar de não falar o mesmo idioma da maioria dos passageiros - antecipou o delegado da PF, Moisés Eduardo Ferreira, responsável pela investigação do caso.
Para o delegado as empresas que organizam as viagens (no caso, a CVC) deveriam aprimorar o atendimento médico nos navios.
- A estrutura é para emergências, mas as mortes podem servir para que as empresas melhorem o centro médico nos navios - disse Ferreira.
Segundo o Instituto Médico Legal de Santos (IML), a morte do empresário foi causada por um edema pulmonar, que resultou em uma insuficiência respiratória.
Essa foi a terceira morte registrada na temporada de cruzeiros este ano.
Com base no depoimento de Tiago Mendes de Oliveira, irmão da vítima, o delegado Moyses Eduardo Ferreira, da Polícia Federal, disse que a vítima não consumiu drogas. "A princípio, pode ter sido algo que ele ingeriu, ou alimentação ou bebidas". A causa, para a PF, foi intoxicação alimentar .
Tiago contou que o irmão começou a passar mal na noite de quinta, com sintomas de vômito e manchas pelo corpo.
Diego faleceu pouco antes de a embarcação aportar no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, no Porto de Santos, após o cruzeiro de sete dias que passou por Ilhéus e Salvador, na Bahia.
No terceiro atendimento, o rapaz chegou a apresentar melhora. No entanto, acabou sofrendo insuficiência respiratória.
O irmão disse que ele piorou pouco tempo depois de medicado. Além da febre, passou a sentir dores nas pernas e passou a ter manchas vermelhas pelo corpo. O pai não se conforma com o atendimento médico no navio.
- Não bebe, não fuma, não faz nada. Bebe socialmente. Morreu porque teve negligência médica mesmo - disse o pai de Diego, Valdir de Oliveira, de 51 anos, que não estava no navio, veio a Santos buscar os filhos e só na cidade soube da morte de Diego.
- Difícil saber. Somente quando fizer análise no corpo dele é que vamos detectar o que levou a esse mal estar - disse delegado da Polícia Federal, Moyses Ferreira.
A CVC descarta que tenha ocorrido intoxicação alimentar dentro do navio, pois não foram registrados outros casos de pessoas passando mal na embarcação.
Segundo a fretadora, a embarcação tem todas as condições para fazer o atendimento médico. Três mortes em um mês
No último dia 19 de dezembro, a estudante de Direito Isabella Baracat Negrato , de 20 anos, morreu a bordo de um navio que fazia um cruzeiro no litoral norte e São Paulo. Segundo o delegado da Polícia Federal em Santos, Moyses Eduardo Ferreira, a passageira tenha morrido por ingestão conjunta de álcool e drogas.
A morte de Isabella aconteceu quando o navio estava atracado em Ilhabela, na tarde do último dia 19. Uma grande quantidade de bebida teria sido encontrada no quarto da garota.
No último sábado, Clony Resende, de 74 anos morreu enquanto fazia o check-out no transatlântico MSC Musica. A embarcação também havia atracado no Porto de Santos. Segundo a assessoria de imprensa do transatlântico, a vítima teria sofrido uma parada cardíaca e estava com a família no momento do acidente.


FONTE:http://oglobo.globo.com/sp/mat/2009/01/18/pf-nao-descarta-erro-medico-na-morte-de-empresario-em-cruzeiro-754033930.asp
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:02  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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